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Estoril Open 2019 – Dia 1 e 2: Um qualifying agridoce

A desilusão de um português contrastada com a felicidade de outro. Quanto a Gastão Elias sentiu – e muito – a falta de competição nos últimos tempos e não teve pernas para abalar um seguro Alexei Popyrin. O tenista australiano aproveitou as debilidades físicas e algum nervosismo do português n.º 307 do ranking para vencer, sem dificuldades, pelos parciais de 7-5 e 7-6 (7-5).

Já João Domingues entrou de forma muito segura no torneio. O tenista português precisou apenas de dois sets para derrubar o sueco Elias Ymer, que, desde cedo na partida, se apresentou algo inconstante e muito pouco concentrado em ações decisivas do jogo. Depois, já no domingo, o tenista português teve de medir forças com o italiano Filippo Baldi para asseguar o regresso ao quadro principal do torneio.

João Domingues não desiludiu e voltou a deixar nova demonstração de consistência e solidez, com novo triunfo por 2-0, através dos parciais de 6-2 e 6-4.

Desta forma, com João Domingues qualificado, teremos três portugueses entre os 28 do quadro principal, já que João Sousa e Pedro Sousa já tinham garantido o acesso a esta fase.

Fonte: Millennium Estoril Open

Foto de Capa: Milennium Estoril Open

SC Braga 1-4 SL Benfica: Segunda parte com Águia a voar sobre a Pedreira em direcção ao Título

O Sporting Clube de Braga arrancou para esta jornada 31 sabendo que esta era a sua última oportunidade de vencer um dos 3 grandes na presente temporada. Além disso, sabendo já da vitória do Sporting CP na véspera, a vitória era o único resultado que lhe importava para continuar na luta pelo 3º lugar do campeonato. Já o Sport Lisboa e Benfica chegava à Pedreira motivado pelo empate do FC Porto em no Estádio dos Arcos. O empate garantia a posição de líder mas a vitória consolidava-a.

O SC Braga surgiu num 4-3-3 clássico com o trio do meio-campo constituido pelo Claudemir, Palhinha e Fransérgio. Depois de terem treinado condicionados tanto o Dyego Sousa como o Marcelo Goiano começaram o jogo no banco tendo o Abel optado por entregar o ataque ao Paulinho e por adaptar o Murilo à lateral esquerda. O SL Benfica apresentou-se sem surpresas. O Bruno Lage lançou o seu 4-4-2 com o Florentino a colmatar a ausência por lesão do Gabriel.

O jogo começou bastante aberto com as duas equipas a tentarem impôr velocidade na posse de bola. Os primeiros lances de perigo surgiram numa arrancada mal finalizada do Rafa num remate do Paulinho às malhas laterais. Aos 10 minutos o jogo começou a assentar e a superioridade do SC Braga tornou-se mais evidente.

Aos 16 minutos o guardião encarnado deixou os adeptos benfiquistas com os nervos à flor da pele. O SC Braga recuperou a bola no meio-campo, a bola foi lançada rapidamente para o Paulinho e uma exitação do Odysseas em sair da baliza provocou califrios na defesa encarnada valendo a concentração e cobertura do Rúben Dias a cortar o lance.

O SC Braga ganhava o meio-campo com o seu trio de médios a pressionar alto e condicionando a construção de jogo de jogo dos médios encarnados. Esta acção não só originava recuperações de bola em zonas de ataque como também retirava tanto o João Félix como o Pizzi do jogo. A defesa encarnada foi obrigada a recorrer constantemente ao jogo directo para os avançados, papel onde se destacou a acção do Ferro. Com o controlo do meio-campo o SC Braga foi ganhando a maioria das segundas bolas e nunca se conteve em rematar à baliza, como ficou registado num tiro do Fransérgio aos 26 minutos por cima da baliza do Odysseas.

Aos 32 minutos surgiu a jogada que originou o golo único golo dos primeiros 45 minutos. Fransérgio numa jogada individual pelo pelo centro do terreno ultrapassou dois adversário e acabou por ser carregado já dentro da área pelo R. Dias. Foi então de penalty que aos 35 minutos o Wilson Eduardo inaugurou o marcador. Bola forte e rasteira para a direita do guarda redes que ainda advinhou o lado mas nada podia fazer para evitar o golo. Foi o seu 11º na Liga.

Nos 15 minutos que se seguiram o SL Benfica tentou ter mais iniciativa de jogo mas o SC Braga continuou mais clarividente e no controlo das operações. As melhores jogadas do SL Benfica surgiram aos 39 minutos numa recuperação do Pizzi que assistiu o Seferovic que em boa posição permitiu o corte da defesa arsenalista, e aos 44 minutos numa incursão do Grimaldo que assistiu para um remate de fora da área do Almeida que saiu ao lado da baliza do Tiago Sá. Já no tempo de compensação o Florentino apanhou o seu primeiro amarelo do campeonato e na jogada seguinte também o Palhinha foi amarelado.

Aquela que foi a melhor equipa da primeira parte chegou ao intervalo com a vencer por 1-0. O Claudemir mais recuado e o Fransérgio mais solto foram os grandes destaques da primeira parte. No Benfica só quando a bola chegava ao Rafa parecia haver alguma capacidade de desequilibrar.

Fransérgio numa jogada individual pelo pelo centro do terreno ultrapassou dois adversário e acabou por ser carregado já dentro da área pelo R. Dias
Fonte: Liga Portugal

A segunda metade arrancou sem alterações nas equipas titulares mas com um jogo totalmente diferente. O SL Benfica arrancou o segundo tempo com mais espaço para respirar e com as suas peças ofensivas reorganizadas, colocando o Pizzi e o Félix mais em jogo. O SC Braga mais recuado na protecção da vantagem que trazia do intervalo começou a expôr-se à criatividade encarnada.

Aos 48minutos um livre do Grimaldo obrigou o Tiago Sá a uma defesa apertada e deu o mote para o que se seguiria. Aos 52 minutos surgiu uma de várias grandes oportunidade que o Benfica dispôs na segunda parte. Uma combinação entre o Samaris, Pizzi e Félix levou a uma grande defesa do Tiago Sá que viu a bola ainda bater no ferro. Aos 57 minutos uma incursão na direita do André Almeida, servido pelo Pizzi, resultou num cruzamento rasteiro para o João Félix. O Ricardo Esgaio numa tentativa de se antecipar acaba por fazer falta sobre o jogador benfiquista. Grande penalidade assinalada a favor do Sport Lisboa e Benfica. Aos 58 minutos o Pizzi de penalty restabeleceu assim a igualdade. Bola para um lado e guarda-redes para o outro. Aos 62 minutos o João Félix arriscou acabar com a reacção encarnada. Já amarelado arriscou um segundo amarelo numa falta sobre o central Pablo Santos.

No minuto seguinte, depois uma sequência de combinações pelo lado esquerdo do ataque entre o Grimaldo, Rafa, Pizzi e Félix, o 21 encarnado vê o seu remate bloqueado pelo braço do central Bruno Viana. Nova grande penalidade assinalada pelo árbitro Tiago Martins a favor do SL Benfica. Assim aos 65 minutos novo duelo entre Pizzi e Tiago Sá com a história a repetir-se. Pizzi adianta, novamente de penalty, o Benfica no marcador.

Ainda o Braga se recompunha da pancada e já o Pizzi na bandeirola de canto fixava Rúben Dias. Aos 69 minutos canto para o SL Benfica. Pizzi faz a bola voar sobre a área bracarense até acabar por ser fuzilada pela cabeça do central português para o fundo das redes. 1-3 para os encarnados. Este golo arrumou por completo com o Sporting de Braga. O Abel ainda tentou abanar a equipa lançando aos 74 minutos o D. Sousa e este 8 minutos depois recebe a bola na área, domina de peito e de bicicleta tenta o 2-3 mas a bola sai directa à figura do guardião grego.

Antes já o Bruno Lage, em resposta a uma sequência de faltas do já amarelado Florentino, tinha lançado o Gedson a jogo. Nesta altura já o jogo estava decidido. A equipa do SC Braga não esboçava qualquer capacidade de reacção e o espaço que deixavam em campo era como mel para jogadores como o Grimaldo, João Félix e Rafa. O 1-4 era só uma questão de tempo.

Aos 69 minutos canto para o SL Benfica. Pizzi faz a bola voar sobre a área bracarense até acabar por ser fuzilada pela cabeça do central português para o fundo das redes
Fonte: Liga Portugal

Aos 83 minutos o João Félix tem oportunidade de fazer o gosto ao pé mas o guarda-redes arsenalista acaba por fazer mais uma boa defesa. Na recarga o Rafa acabou por cabecear para os mão do Tiago Sá. Aos 90 minutos o Rafa isola o avançado suiço que frente a frente com o Sá não o consegue bater. Contudo o Rafa aproveita a passividade da defesa bracarense, recupera a bola, bate dois adversários e frente ao guarda-redes não facilita. Golo do Rafa que estabelece assim o resultado final de 1-4. A um minuto do término da partida o Salvio ainda teve oportunidade para ditalatar a vantagem mas sem sucesso.

O 1-4 foi o resultado final de um jogo de duas faces. A primeira parte controlada pelo SC Braga termina com 1-0 que espelha as exibições de ambas as equipas. A segunda parte trouxe-nos um SC Braga mais recuado e um SL Benfica reorganizado com Pizzi e Félix muito mais participativos e apoiados, resultadando disto uma total superioridade do actual líder do campeonato.

Enquanto o SL Benfica descola na liderança aproveitando a escorregadela do FC Porto em Vila do Conde, o Braga vê o pódio ainda mais longe com o Sporting CP a descolar após vitória sobre o Vitória SC em Alvalade.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SC Braga – T. Sá, R. Esgaio (Ryller 85′), B. Viana, P. Santos, Murilo, Claudemir, J. Palhinha, Fransérgio (Trincão 85′), R. Horta, W. Eduardo (D. Sousa 74′) e Paulinho

SL Benfica – O. Vlachodimos, A. Almeida, R. Dias, Ferro, Grimaldo, Samaris, Florentino (Gedson 80′), Pizzi (Salvio 86′), Rafa, J. Félix (Taarabt 90′) e Seferovic

O homem do leme

Infelizmente, tudo o que é bom, eventualmente, terá um fim. Acaba por ser com esse espírito que encaro a saída iminente do nosso capitão Hector Herrera. O jogador que, recentemente, teve a honra de ultrapassar o record de El Comandante, Lucho González, no que diz respeito ao número de jogos com a camisola azul e branca, não mais pisará o relvado do Estádio do Dragão, na condição de visitado, na época que se avizinha.

Honestamente, considero um erro tremendo permitir a saída do mexicano nesta fase específica, ainda mais se atentarmos às especificidades, nomeadamente, as financeiras: nesta vertente, o retorno que o FC Porto terá com este jogador é um gigante zero, uma vez que termina o seu contrato a 30 de junho e é livre para assinar por qualquer clube. Não é só por isso, todavia, que considero um erro crasso esta saída: se adicionarmos a Herrera o dossier Brahimi, que, ao que tudo indica, abandonará também o clube no final da época a custo zero, quebramos boa parte da espinha dorsal deste FC Porto.

Lucho González era o médio estrangeiro com o maior número de jogos com a camisola azul e branca Fonte: FC Porto

Porém, o quebrar, por si só, não seria algo tão impactante, negativamente, se houvesse a devida reposição. O “se” aqui é muitíssimo importante, porque transmite a ideia de condição. “Se” o FC Porto receber jogadores de nível equivalente para as posições de Herrera e Brahimi, a equipa não sentiria de forma tão vincada a saída de ambos os jogadores. Mas, sejamos realistas: será muito difícil para Pinto da Costa encontrar substitutos à altura, ainda mais com as nossas “condicionantes financeiras”. O melhor, provavelmente, seria começar já a procurar para os lados de Portimão, não acha Presidente?

Bom, ironias à parte, que cenário traço ao FC Porto versão 2019/20? Traço o mesmo cenário que traçaria no início da época passada ou da presente temporada: acabamos por ser, de certa forma, underdogs. Não underdogs nível SC Braga, mas não partiremos como principais favoritos para a conquista do título, em condições normais. Nova época, nova “batata quente” nas mãos de Sérgio Conceição: sem o homem do leme, o barco expõe-se ainda mais às tempestades.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

AFC Kairat Futsal 1-2 Sporting CP: “Leões” conquistam a Europa!

O Sporting CP, que estava na terceira final consecutiva, procurava finalmente levantar o troféu pela primeira vez. Já o AFC Kairat Futsal tinha a intenção de expor a terceira taça europeia na sala de troféus. Portugueses e cazaques já se enfrentaram por duas vezes com uma vitória para cada um dos lados, com a particularidade de o último jogo ter sido nesta competição – vitória por 2-1 para o Kairat.

O minuto dois foi rico em oportunidades para os “verdes e brancos”. Primeiro, Cavinato a aproveitar uma bola pelo ar e a rematar, mas Higuita estava atento e defendeu. Segundos depois, uma jogada semelhante e o italobrasileiro a falhar novamente. Depois foi Dieguinho a falhar escandalosamente ao segundo poste onde era apenas necessário encostar a bola.

Começava muito melhor o Sporting do que o Kairat. Os portugueses começavam esta final mais sólidos tanto a defender como a atacar e os cazaques mostravam muito nervosismo talvez por serem anfitriões. Porém, o equilíbrio voltou a encontrar os caminhos deste jogo importante, novamente.

Dez minutos onde as oportunidades acabavam por não surgir porque as equipas estavam muito equilibradas e não davam espaço para que nenhuma criasse perigo. Havia muita luta a meio campo e poucos remates. Quando apareciam, estava lá tanto Higuita como Guitta para deixar um nulo no resultado.

O Kairat a não conseguir usar a sua tática habitual com Higuita subido no terreno, tendo vantagem num cinco para quatro. Os cazaques chegavam com perigo à baliza leonina através de bolas paradas. Mas as melhores oportunidades acabavam por ser dos “verdes e brancos”.

Ao minuto 17, após remate de Erick, o ala do Sporting Cavinato a falhar novamente ao segundo poste de forma incrível quando se encontrava sozinho. O facto de a bola ter vindo de um ressalto pode ter dificultado a tarefa ao número 17 dos “leões”.

Higuita, a faltar 1.57 para o final da primeira parte, a subir no terreno para uma reposição lateral e a rematar de primeira com força para a defesa de Guitta. Na resposta Dieguinho a rematar muito perto da baliza, mas a bola teimava em entrar na baliza dos cazaques.

A faltar 35 segundos para o intervalo, uma grande defesa de Guitta após um canto batido no lado esquerdo do ataque. O remate foi de Taynan Silva que depois de um canto apareceu em zona frontal, mas estava atento o guarda-redes do Sporting para negar o golo.

Os jogadores de ambas as equipas foram para o intervalo com um nulo na partida. O Sporting estava por cima do jogo e estava mais próximo de conseguir o primeiro golo nesta final europeia. Mas isso não aconteceu neste primeiro tempo e faltou isso mesmo à equipa portuguesa: o golo.

A segunda parte começou muito bem para o Sporting. Ao segundo minuto, Cardinal fundamental a fazer um grande trabalho pela direita, cruzou a bola para dentro e ao segundo poste estava Cavinato que, finalmente, conseguiu encostar para o primeiro golo da tarde. O número 17 tinha encontrado o caminho do golo.

Ao minuto 7, Merlim a não ter dó nem piedade de Higuita e a fazer um “golaço” de bico no ângulo direito. O ala do Sporting não hesitou e rematou para o segundo golo da equipa. Os golos que não tinham sido feitos na primeira parte a entrarem todos agora na segunda. Estava feito o 2-0 para os “leões”.

Alex Merlim no momento do remate do segundo golo que valeu ao Sporting CP o primeiro título europeu na modalidade
Fonte: UEFA

O Kairat já estava a tentar, antes do segundo golo, tudo com o cinco para quatro com Higuita. Agora subia muito mais as suas linhas e procuravam reduzir a desvantagem no jogo. Já o Sporting tentava manter a posse de bola para que o tempo, que corria a seu favor, passasse muito mais rápido e ter assim o controlo do jogo.

O número seis do Kairat, Edson, a subir no terreno sozinho e praticamente sem ângulo conseguiu rematar, mas estava lá Guitta, que fez um jogo irrepreensível, para defender. Continuava o marcador igual na Almaty Arena muito graças ao guarda-redes brasileiro.

Ao minuto 18, finalmente o cinco para quatro funcionou para a equipa cazaque, porém, com a marca de Tursagulov. Após uma boa jogada coletiva, o número 14 Douglas Júnior a marcar para o Kairat com um belo remate. O jogo continuava ainda 2-1 a favor do Sporting e o nervosismo instalava-se.

A faltar apenas 36.9 segundos para o final. O guarda-redes avançado do Kairat Tursagulov a rematar perto do segundo poste, mas Guitta não deixou marcar o golo que empatava o jogo e poderia levar ao prolongamento. Esta foi a defesa que valeu o título europeu ao Sporting.

Final do jogo com vitória mais do que justa para a equipa do Sporting, que foi a melhor a todos os níveis durante todos os períodos do jogo do que a equipa do Kairat Almaty. O Sporting ganhou, finalmente, o primeiro título europeu de futsal na sua história.

Afinal, o ditado português estava correto e à terceira vez foi mesmo de vez! Os “leões” que estavam na terceira final consecutiva ganharam-na! O Kairat Almaty continua sem conseguir vencer a competição europeia em condição de anfitrião.

O futsal do Sporting e o português está de parabéns por conseguir a UEFA Futsal Champions League. Este é o segundo troféu a vir para Portugal, depois de o SL Benfica já ter vencido em 2010, em Lisboa, a primeira para os portugueses.

CINCOS INICIAIS:

Sporting CP – Guitta (GR), Erick, Dieguinho, Alex Merlim e Cavinato

AFC Kairat Futsal – Higuita (GR), Edson, Rangel, John Lennon e Taynan

E-Prix | Paris, como te amo!

Um dia gostaria de ir a Paris. Ver a Torre Eiffel ou o Arco do Triunfo. Não me importo, por enquanto vejo na televisão, e através da Fórmula E. O campeonato elétrico da FIA foi à cidade do amor, à cidade das baguettes e dos croissants. Houve chuva, sol, sol e chuva ao mesmo tempo, cheiro a gasolina é que já não posso garantir.

António Félix da Costa antes do E-Prix de Paris encontrava-se na segunda posição do campeonato, a um ponto do líder, Jerome D´Ambrosio.

Sábado extremamente emocionante. Para quem não sabe, na Fórmula E tudo se dá ao sábado. Treinos livres, qualificação e corrida. Na qualificação, Félix da Costa ficou em 14º lugar.

Na corrida, a pole foi para o homem da Mahindra, Pascal Wehrlein, mas o alemão foi penalizado, pela pressão nos pneus. Arrancou, juntamente com o companheiro de equipa, D´Ambrosio, na última linha da grelha.

Largada atrás do Safety-Car do português Bruno Correia, Oliver Rowland (Nissan e.Dams) era o primeiro líder, mas logo nos primeiros minutos chocou com uma das barreiras do circuito. A partir daí foi um calvário para o britânico. Quem se sucedeu na liderança foi o suíço, Sebastien Buemi, também da e.Dams. Mas, qual série da Netflix, Buemi também não conseguiu aguentar na liderança e Robin Frijns (Envision Virgin Racing) herdou a liderança.

Mais atrás, Andre Lotterer ia subindo na classificação e já estava em segundo, à frente de Felipe Massa, quando a chuva começou a cair nos céus de Paris. Chuvada bem forte fez com que os comissários colocassem a pista em Full Course Yellow, o que significa que todos os carros andam a 50 km/h. Nesta altura, António Félix da Costa já estava à beira dos pontos, em 11.º lugar.

Dez minutos depois retomou-se a corrida e Frijns, com claros problemas na asa dianteira conseguia uma distância interessante para Lotterer. Massa com problemas era ultrapassado e ia caindo. Mas, lembre-se caro leitor, série de Netflix. Sam Bird bateu nas barreiras, na mesma curva, Oliver Rowland bateu em Alexander Sims e trouxe bandeira amarela outra vez. Oliver Rowland teve uma corrida desastrosa.

António Félix da Costa continua na luta pelo campeonato. Continuamos a torcer pelo português, e para isso ajuda votarmos no Fan Boost
Fonte: FIA

Edoardo Mortara também se envolveu num acidente com Alex Lynn e, já adivinhou? Full Course Yellow! Bandeira verde, e a luta pelo primeiro lugar no campeonato, entre António Félix da Costa e Jerome D´Ambrosio, sorriu ao português, já que o belga ficou nas barreiras.

Safety-Car até ao fim e bandeira verde nos últimos metros. Robin Frijns é o oitavo vencedor diferente esta época. Assume a liderança do campeonato. Félix da Costa minimizou os danos e encontra-se em terceiro com 70 pontos.

A próxima prova é o E-Prix do Mónaco no dia 11 de maio.

 

Foto de Capa: FIA

FC Famalicão 4-1 Vitória SC B: Cheira a primeira após vitória clara em casa

O espírito de festa em Famalicão era inevitável. À partida para este jogo havia doze pontos em disputa, sendo que o FC Famalicão tem o seu segundo posto consolidado por uma vantagem de nove pontos sobre o terceiro classificado, o GD Estoril-Praia.

Este jogo antevia-se como uma vitória algo fácil para o conjunto de José Carlos Pinto, por enfrentar o último classificado da Segunda Liga, o Vitória SC B.

A partida começou com ambas equipas a investirem em passes longos e sem grande pressão de parte a parte. O FC Famalicão aproveitou a primeira bola parada do jogo para abrir o marcador, por intermédio de Rocha, que conseguiu responder da melhor forma ao canto marcado por Feliz.

As bolas paradas continuaram a ter efeito neste jogo. Logo a seguir ao golo do FC Famalicão, foi a vez do Vitória SC B conseguir um canto na direita do ataque. A bola sobrou para Tapsoba e o jogador do Burkina-Faso fuzilou as redes de Defendi, restabelecendo a igualdade no marcador. De sublinhar a boa reação do conjunto vimaranense ao golo sofrido.

Com estes dois golos ainda no primeiro quarto de hora de jogo pensava-se que o jogo ia acalmar, mas o árbitro aponta para a marca de grande penalidade por mão de um jogador do Vitória SC B. Fabrício encarregou-se de marcar o castigo máximo e recolocou a equipa da casa na frente do jogo.

Curiosamente, o encontro encontrava-se algo partido, apesar de ainda se encontrar numa fase bastante inicial. O Vitória SC B apostava bastante nas transições rápidas e Al Musrati quase chegava novamente à igualdade, com um remate de belo efeito. Os passes longos do conjunto visitante causavam bastantes danos à defensiva famalicense.

Numa altura em que o jogo estava algo mais estabilizado e o Famalicão conseguia ter a posse, o conjunto da casa aproveitou para começar a construir a partir de trás. De menção, uma jogada de Joel, pelo flanco direito, que atrasa a bola para o centro da área onde apareceu Walterson a rematar à barra.

O Vitória SC B não conseguia encontrar soluções para combater este controlo do Famalicão, que aproveitou bem a largura do terreno para construir mais uma boa jogada: Fabrício, no centro da grande área, a cabecear sem hipóteses de defesa para o terceiro. Feliz foi, mais uma vez, o protagonista da jogada, assistindo o brasileiro para o golo que dava uma maior vantagem para o conjunto famalicense, para a segunda parte.

Fonte: Bola na Rede

A segunda metade reatou com uma grande chance de golo do Famalicão. O meio-campo do Vitória perdeu a bola e Anderson conduziu bem até libertar para Fabrício, que cruzou para um remate por cima de Walterson.

Na resposta, o Vitória SC B reagiu bem e Reisinho, recém-entrado, cabeceia para uma grande defesa de Defendi; na recarga, Aziz remata à barra da baliza. O banco do Vitória não queria acreditar no que acabara de ver.

A formação de Guimarães entrou, claramente, com vontade de recuperar da desvantagem e ia tendo bola e conseguindo impor o seu futebol em Famalicão. A equipa da casa, confrontada com este panorama, tentava chegar com perigo à grande área através de bolas paradas e foi no seguimento de uma que conseguiram o primeiro remate à baliza desta segunda parte, por intermédio de Walterson, numa jogada estudada.

Numa segunda parte ainda sem grandes chances de perigo (sem ser a bola à barra do Vitória SC B), o Famalicão tentava apenas gerir a vantagem, mas ao fazê-lo perdia bolas que o o conjunto de Domingos da Costa aproveitava. Podia, aliás, ter concretizado, à passagem do minuto 75, quando Aziz rematou para defesa de Defendi. O Famalicão estava algo desatento. Ia-lhe valendo a falta de eficácia dos visitantes.

O jogo caminhou até ao fim sem jogadas de perigo. As equipas não conseguiam conduzir jogadas de forma a levar perigo e p que restou do jogo foi disputado, maioritariamente, no meio-campo. Tendo isto em conta, o FC Famalicão, perante uma defensiva imóvel, fez o que quis e a Ashley-Seal aproveita para introduzir o seu nome no marcador.

Com este resultado, o Famalicão reforça o seu segundo posto e espera, agora, pelo resultado do Estoril, que, caso não vença, permitirá ainda hoje a festa. Já o Vitória SC B complica ainda mais a sua permanência na segunda liga de Futebol português, na qual ocupa o último posto da tabela classificativa.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

 FC Famalicão: Defendi, Ângelo, Pathé Ciss, Walterson, Fabrício (Ashley-Seal 81’), R. Guzzo (Fabinho 73’), Jorge Miguel, Joel, Feliz, Rocha e Anderson (Hocko 58’)

Vitória SC B: Dani, Sualehe, Al Musrati (Reisinho 46’),Rincon (Correia 60’) Rosier (Bence Biró 81’), Tapsoba, Ouattara, Romain, André A., Aziz e Mimito

Onde anda o velho Welthon?

Welthon foi um dos destaques em Paços de Ferreira, durante a temporada 2016/17. Em ano de estreia na Liga Portuguesa, o avançado brasileiro apontou 16 golos em 35 jogos disputados. Números muito positivos e que o colocavam na rota de vários clubes. SC Braga e Sporting CP foram algumas das hipóteses, todavia, o jogador acabaria por ficar na capital do móvel.

Transferiu-se a meio da temporada transata para o Vitória SC, porém, as coisas não correram como previsto. O avançado não se conseguiu afirmar na cidade do “berço” e disputou apenas seis jogos. Antes da época terminar ainda contraiu uma lesão muscular, que o afastou dos últimos jogos do campeonato.

Nesta temporada, Welthon continua sem corresponder às expetativas e é um dos jogadores que mais desiludiu. Primeiro, esteve afastado dos relvados devido a uma entorse no tornozelo esquerdo e depois esteve a mira da direção vimaranense por faltar aos treinos. Resolvido este problema, o avançado não tem conseguido conquistar a confiança de Luís Castro e continua na sombra de Alexandre Guedes.

Welthon tem sido uma desilusão em Guimarães
Fonte: Liga Portugal

Desde que chegou a Guimarães, Welthon só conheceu o sabor do golo por uma vez e esteve mais de um ano sem conseguir apontar qualquer tento.

Longe da boa forma física, o jogador está a ter problemas em adaptar-se ao estilo de jogo implementado por Luís Castro. Forte no um contra um, Welthon é um avançado tecnicista com um bom remate. Demonstrou em Paços de Ferreira que tem faro de golo e muita qualidade em zonas avançadas do terreno. Não precisa de muito espaço para conseguir desequilibrar e, apesar de andar numa fase má da sua carreira, acredito que ainda vai triunfar ao mais alto nível.

Como se sabe, um avançado vive de golos; e em Guimarães, Welthon ainda não aprendeu a melhor forma de os fazer. Quando recuperar a confiança, acredito que possa voltar ao que era. A qualidade está lá, só precisa de ter a cabeça no sitio para fazer o que melhor sabe.

O Vitória SC continua a confiar nas competências do jogador, tendo inclusive vetado a sua saída no mercado de inverno. Welthon tem também uma das cláusulas mais elevadas de sempre do clube, fixada nos 30 milhões de euros.

 

Foto de Capa: Liga Portugal

OC Barcelos 3-7 FC Porto: Porto dá passo de gigante rumo ao título

Encomendem as faixas! Este deve ser o pensamento em grande parte dos adeptos do Porto neste momento, quando faltam apenas três jornadas para o final do campeonato. Esta ideia é legitima e parece-me bastante provável que os dragões se sagrem campeões nacionais. Por norma, sempre que uma equipa azul e branca se encontra numa situação deste género, raramente falha.

O que também não deve acontecer nesta edição do campeonato nacional de hóquei em patins. Naquele que seria o jogo, teoricamente, mais complicado até ao fim da prova, o Porto não falhou e venceu o Barcelos no Municipal por 7-3. Pavilhão no qual já não vencia desde a temporada de 2014-2015.

O jogo teve um início morno, mas o Porto simplesmente necessitou de três minutos para concretizar. Stickada forte de Reinaldo Garcia e Hélder Nunes, bem posicionado, fez uma recarga certeira e apontou o 1-0. Momentos depois, numa iniciativa individual de Gonçalo Alves, os dragões ficaram muito perto do segundo.

Em desvantagem, o Barcelos foi à procura de restabelecer a igualdade, mas Carles Grau estava a conseguir levar a melhor no duelo com as stickadas de meia distância do jovem Gonçalo Nunes, assim como na conclusão de movimentações ofensivas. Devido a uma perda de bola no ataque do Óquei, Reinaldo Garcia, totalmente isolado, quase marcou. Todavia, esse lance resultou numa grande penalidade que Gonçalo Alves não desperdiçou, fazendo o 2-0. Segundos depois surgiu o terceiro. Stickada forte de meia distância e Hélder Nunes assinou o 3-0. Ricardo Silva parece ter sido mal batido.

Entrada em falso do Barcelos que, em apenas oito minutos, sofreu três golos, dois deles em pouquíssimos segundos. Algo que demonstra alguma descoordenação do ponto de vista defensivo, mas, também, um enorme índice de eficácia da parte do Porto.

Jogados cerca de doze minutos e meio, o Óquei beneficiou de um livre-direto devido a uma falta de Rafa. Rúben Sousa, praticamente acabado de entrar, stickou ao lado, na recarga não conseguiu marcar, mas João Guimarães, vindo da área contrária, conseguiu chegar primeiro que todos e reduzir o score para 3-1.

O golo do Barcelos deu uma vitamina extra ao jogo e si próprio, passando a equilibrar as operações, procurando sempre manter a defensiva azul e branca em sentido. Mesmo assim, mais tranquilos em pista, os dragões não forçavam no ataque, mas, também, não facilitavam na sua meia pista.

A menos de dez minutos da pausa, situação de contra-ataque de três para dois a favor do Porto e golo. Poka comandou e Giulio Cocco, solto ao segundo poste e a passe de Gonçalo Alves, fez o 4-1. Pouco depois, Cocco quase bisou, mas totalmente isolado perante Ricardo Silva, não conseguiu desfeitear o guardião da equipa da casa.

A faltarem dois minutos para o intervalo, após vários lances de golo para cada lado, uma nova perda de bola num ataque do Barcelos resultou em no 5-1. Passe de Rafa e Hélder Nunes, somente com Ricardo Silva pela frente, fez uso da sua técnica e com uma excelente picadinha apontou o quinto tento da tarde para os dragões. Instantes depois poderia ter surgido o sexto, mas Gonçalo Alves não conseguiu bisar através de uma grande penalidade, tendo stickado ao poste esquerdo da baliza do conjunto barcelense.

Terminada a primeira metade, o Porto goleava o Barcelos por claros 5-1. Resultado justificado pela boa entrada dos dragões em pista, mas, sobretudo, pela enorme eficácia ofensiva e defensiva da formação orientada por Guillem Cabestany. Não oferecendo qualquer espaço ao Óquei para criar perigo, sendo que quando o conseguia Carles Grau resolvia, aproveitando ainda os erros da equipa da casa no ataque para avolumar o marcador. No entanto, o Barcelos parecia muito apático, faltando intensidade, velocidade e atitude de outros jogos desta e temporadas anteriores. Três golos em apenas oito minutos terão ajudado a essa aparente anestesia.

Hélder Nunes prestes a converter o livre-direto através do qual fez o 6-3
Fonte: Barcelos Popular

O Porto entrou muito forte no segundo tempo e por pouco que rapidamente não chegou ao sexto. Todavia, Ricardo Silva manteve a desvantagem em apenas quatro golos. O Barcelos, por seu lado, sem muitas chances claras de golo, também não conseguia concretizar as que construía. Porém, em cima da marca dos trinta minutos, num reverso daquilo que aconteceu na primeira parte, uma perda de bola no ataque dos azuis e brancos resultou num golo do Óquei. Gonçalo Nunes assistiu e João Almeida, com uma picadinha, reduziu a desvantagem para 5-2.

Após vinte cinco minutos muito mal conseguidos, o Óquei parecia estar a querer redimir-se. No entanto, em virtude da boa organização defensiva do Porto, a maior parte do perigo da equipa da casa surgia do stick do jovem Gonçalo Nunes, que usava e abusava da sua meia distância. Algo que, por muitas vezes, em nada resultava a não ser na passagem da posse do esférico para os dragões.

Com o passar dos minutos, o Barcelos, empurrado pelos seus adeptos, ganhava animo e passava a rondar, com cada vez mais perigo, a baliza de Carles Grau. Dispondo de algumas boas oportunidades de golo, para além das meias distâncias de Gonçalo Nunes.

Em cima da marca dos trinta e cinco minutos, devido a uma situação de protestos, surgiu a 10ª falta do Porto. João Almeida, chamado à marcação do livre-direto, tentou uma picadinha, mas Carles Grau, com a perna esquerda toda levantada, impediu o golo ao jovem jogador do conjunto barcelense. Volvidos alguns instantes, João Guimarães, totalmente isolado diante Grau, tentou uma picadinha, mas, também, não conseguiu bater o espanhol. Porém, pouco depois, Gonçalo Nunes disparou um míssil e a “redondinha” só parou no fundo das redes azuis e brancas.

Numa segunda parte onde o Porto procurou, sobretudo, controlar as ocorrências na pista do municipal de Barcelos, com cerca de doze minutos para se jogar, o marcador passou a indicar 5-3. Desta forma, o clássico voltava a estar em aberto.

Os dragões responderam da melhor maneira aos tentos do Óquei, tendo construído várias oportunidades de perigo, mas Ricardo Silva, com maior ou menor dificuldade, manteve a igualdade à distância de dois golos.

A oito minutos e seis segundos do fim, João Almeida cometeu a 10ª falta do Barcelos. No respetivo livre-direto, Hélder Nunes stickou diretamente ao lado, mas nada recarga não falhou e assinou o 6-3. Golo extremamente importante para a história da partida e que ajudou a travar, definitivamente, o ímpeto da formação da casa.

Com cerca de três minutos para se jogar, um contra-ataque de dois para zero a favor do Porto resultou no 7-3. Recuperação de bola de Reinaldo Garcia e o próprio, apenas com Ricardo Silva pela frente, atirou a contar colocando um ponto final no encontro.

Terminado o clássico, o Porto levou de vencido o Barcelos por 7-3. Vitória justa dos dragões que entraram melhor e praticamente resolveram o jogo na primeira metade, tendo depois controlado a partida. Defendendo sempre de uma maneira bastante organizada, o que provocou imensas dificuldades à equipa da casa. Todavia, depois de vinte e cinco minutos muito abaixo das expectativas, o Óquei conseguiu dar uma imagem diferente do valor, mas nunca foi capaz de colocar em causa o triunfo dos dragões.

Assim, a três jornadas do fim do campeonato, o Porto deu um passo de gigante rumo 23.ª título de campeão nacional de hóquei em patins. No contexto atual, falhar o título é mesmo muito complicado, visto que, em duas das três rondas, joga em casa. O jogo mais complicado deverá ser no dia 18 de maio, na deslocação até ao San Siro para defrontar o Valongo. No entanto, uma vitória nesse encontro resultará, caso a situação atual não sofra nenhuma modificação, na conquista do campeonato.

OC Barcelos: 1-Ricardo Silva (GR), 4-Zé Pedro (CAP.), 6-João Almeida, 9-Hugo Costa e 33-Gonçalo Nunes

Jogaram ainda: 7-João Guimarães, 16-Gonçalo Meira, 66-Rúben Sousa e 74-Alvarinho

FC Porto: 1-Carles Grau (GR), 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.)

Jogaram ainda: 7-Giulio Cocco e 18-Poka

CD Santa Clara 0-0 Vitória FC: Passividade vs. Passividade

Numa tarde ensolarada de sábado, no estádio de S. Miguel, o CD Santa Clara e o Vitória FC juntaram-se, a fim de proporcionar a todos os adeptos um bom espetáculo de Futebol. Temos um Santa Clara que continua na luta de atingir os 42 pontos na tabela classificativa e um Vitória que, apesar de estar numa boa posição, continua a tentar a sua sorte em arrecadar mais pontos e subir na tabela.

Na primeira parte as duas equipas entraram em campo bem organizadas. Apesar disso, a partida escasseou em oportunidades de golo, com ambas as equipas a revelar dificuldades. Vimos um Santa Clara com maior posse de bola e melhor construção de jogo, mas sem sucesso. O Vitória ainda tentou mostrar a sua agressividade, aos 18 minutos, através de Hildeberto, que apontou para a baliza da equipa adversárias, mas, graças a um alto no chão, a bola foi desviada.

O primeiro lance de perigo da equipa da casa chegou aos 25 minutos, através de um remate de Rashid, mas não foi suficiente para alarmar os sadinos. Só aos 44 minutos é que os forasteiros reagiram, através de um forte remate de Cádiz. João Lopes defendeu com impetuosidade, afastando, assim, a bola para longe da sua baliza.

Fonte: BnR

A partida ficou marcada pela passividade das duas equipas, o que acabou por condicionar todo o jogo.

Na segunda parte, o registo manteve-se. O jogo mostrou-se muito lento, com poucas oportunidades de golo e equilibrado a meio-campo. A equipa da casa ainda tentava chegar à baliza do Vitória, no entanto, não foi o suficiente para fazer a diferença. O Vitória  procurou explorar a profundidade do ataque como forma de se aproximar da baliza adversária.

Só os últimos instantes do jogo trouxeram mais entusiasmo à partida, com a equipa da casa a somar mais oportunidades de golo, mas nunca concretizando.

Este jogo ficou marcado pela fraca exibição de ambas as equipas, que pareciam jogar a medo. Ninguém arriscou, temendo o que podiam sofrer com isso.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CD Santa Clara: João Lopes, J. Lucas, F. Cardoso, César M., Patrick, B. Lamas (Thiago Santana 75’), Kaio F., O. Rashid, Francisco Ramos (Ukra 69’), Zé Manuel (Pablo 87’), G. Schettine

Vitória FC: Makaridze, André Sousa, V. Fernandes, Artur Jorge, Mano, Éber Bessa, R. Micael (Sekgota 85’), Semedo, Zequinha, Jhonder Cádiz, Berto (Mendy 59’)

Sporting CP 2-0 Vitória SC: Vitória, Vitória, Raphinha contou a história

O Estádio de Alvalade recebeu a jornada 31 da Primeira Liga Portuguesa num jogo entre o Sporting CP e o Vitória SC. Os “leões” procuravam os três pontos para consolidar desta forma o terceiro lugar no campeonato. Os “vitorianos” tentavam tirar algo positivo deste jogo para se aproximarem do quinto posto para sonhar ainda com os lugares europeus.

O Vitória até começou o jogo com mais posse de bola, mas a verdade é que assim que a equipa de Keizer começou a carburar, a partida ficou apenas com um único sentido: a do ataque do Sporting. Os “vitorianos” mantinham a sua postura defensiva em Alvalade, mas os “verdes e brancos” começavam a procurar o primeiro golo na partida.

Aos 19 minutos, Davidson aparece isolado na área do Sporting, mas falhou a receção de bola para ficar cara a cara com Renan Ribeiro. O ponta de lança do Vitória acabou por não ficar bem posicionado para conseguir rematar à baliza dos “leões”.

Após um lançamento de linha lateral, aos 16 minutos, Bruno Fernandes faz um passe sublime de calcanhar, deixando a bola para Diaby que remata torto e ao lado da baliza de Miguel. O número 23 do Sporting acertou mal na bola e até estava numa posição privilegiada, mas não aproveitou.

Os lances de perigo “leoninos” começaram a ser muito frequentes. Aos 18 minutos, Acuña progrediu no campo e passou a bola a Raphinha, que tem uma excelente recessão, mas o remate foi parar à trave. Aos 30 minutos, o francês Mathieu bateu o livre, mas Miguel estava atento e defendeu para canto.

O Sporting continuava muito subido em campo e em busca do primeiro golo na partida. E o golo acabou mesmo por chegar aos 39 minutos, por intermédio de Raphinha depois de um soberbo passe de Bruno Fernandes. O número 21 dos “leões” passou por Miguel e rematou para o fundo das redes. Raphinha, por respeito à antiga equipa, não festejou o golo.

Os “vitorianos” reclamaram, e muito, por causa do lance de Rochinha perto da área do Sporting antes do golo. Com os ânimos muito exaltados, Fábio Meireles acabou por ser expulso.

A equipa de Luís Castro entrou na segunda parte cabisbaixo perante um Sporting que se mostrava imponente em sua própria casa. As oportunidades para os “leões” continuavam a surgir e o estádio percebeu que o segundo golo da tarde estava na iminência de acontecer.

E assim foi: depois de duas oportunidades onde a equipa de Alvalade se vê atraiçoada, mais uma vez, pela trave, Luiz Phellype dilata a vantagem no marcador aos 51 minutos e faz o segundo dos “leões”. A jogada surgiu depois de Raphinha conseguir desequilibrar pela direita e onde consegue cruzar para o ponta-de-lança brasileiro.

O Sporting CP dominou a partida e conseguiu manter a sua baliza inviolável
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Entre vários remates protagonizados por Raphinha e por Bruno Fernandes, Sebastian Coates até teve oportunidade para dar um ar da sua graça por terrenos não tão usuais para um central, mas no momento da decisão em que esteve frente ao guarda-redes atrapalha-se e desperdiça a oportunidade.

Após uma hora de rolar a bola em Alvalade, a equipa da casa começa a tirar o pé do acelerador e a controlar o jogo com mais posse de bola. Isso, inevitavelmente, deu oportunidade para a equipa vimaranense surgir mais em jogo, nomeadamente no meio-campo defensivo da equipa adversária, onde Rochinha levou claro destaque. Ainda assim, não houve lances de grande perigo e a equipa da cidade de berço chegava à frente de ataque, essencialmente, em lances de bola parada.

Renan Ribeiro teve uma partida descansada, onde só viu a sua baliza ser ameaçada duas vezes numa tarde onde a equipa do Sporting cumpriu o seu papel e consegue arrecadar os três pontos muito importantes na corrida pelo terceiro lugar. Já o Vitória mantem-se, assim, no sexto lugar depois de sofrer a terceira derrota consecutiva.

ONZES INCIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Sporting CP – R. Ribeiro, S. Coates, B. Fernandes, Acuña, Ristovski, Raphinha, Matieu, Diaby (Subst. Borja, 67’), Phellype (Subst. Jovane, 88’), Wendel (Subst. Miguel Luís, 85’), Doumbia.

Vitória SC – Miguel, P. Henrique, Rafa Soares (Subst. Florent, 40+4’), F. Sacko, Tozé, Osório, A. Wakaso, John (Subst. Guedes, 53’), Joseph (Subst. Pêpê, 67’), Rochinha, Davidson.