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FC Barcelona 2-0 Club Atlético de Madrid: Barça triunfa e está com uma mão no título.

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A luta pelo título espanhol ficou decidida hoje. FC Barcelona e Atlético de Madrid defrontara-se no Camp Nou. Com apenas cinco pontos a separarem as duas equipas, este foi um duelo de decisões. O Barcelona tentou aumentar a distância pontual e, do outro lado, o Atlético quis vencer para poder sonhar, ainda, com a conquista do título. Ambos os técnicos fizeram alterações naquele que foi um jogo muito bem disputado.

A primeira parte começou com um ritmo forte. A equipa da casa foi, desde o apito inicial, aquela que quis sempre mais chegar à frente e tentar controlar o jogo. Com uma pressão alta e capaz de desorientar o Atlético, o Barça conseguiu desconforto na saída de bola da equipa adversária durante os primeiros minutos. No entanto, a primeira oportunidade do jogo pertenceu mesmo aos Colchoneros. Ao minuto nove, Diego Costa saltou mais alto e cabeceou por cima da baliza de Ter Stegen.

A resposta do Barça surgiu ao minuto 14, quando Messi desmarcou Jordi Alba com um passe perfeito. O defesa espanhol, só com o guarda-redes pela frente, atirou ao poste direito da baliza do Atlético de Madrid. Depois do susto, o Atlético equilibrou mais o jogo e a posse de bola, mas foi sempre o Barcelona que tentou sair com mais perigo. Ainda antes de uma nova oportunidade de perigo para os catalães, Griezmann, com o seu pé mais fraco, rematou para uma defesa fácil de Ter Stegen. Seis minutos depois, Phillipe Coutinho, só com Oblak no caminho, não conseguiu fazer o gosto ao pé.

À passagem da meia hora surgiu uma grande contrariedade para a equipa visitante. Diego Costa, que tinha regressado ao onze, foi expulso com cartão vermelho. O avançado do Atlético recebeu ordem de expulsão depois de vários protestos contra o árbitro da partida. Ao ver-se com menos um, o Atlético baixou um pouco mais as linhas e tentou organizar melhor o seu processo defensivo. Antes do final da primeira parte, duas oportunidades para o Barça desfazer o nulo: primeiro, Messi, com um remate à figura, defendido pelo guardião esloveno; depois, Coutinho, já nos descontos, cabeceou para uma nova grande defesa de Jan Oblak.

Fonte: Atlético de Madrid

A segunda parte começou tal como a primeira acabou. O Barcelona aproveitou o facto de estar a jogar com mais uma unidade em campo e pressionou, desde o início, em busca do golo. A primeira oportunidade foi para Messi – aquele que tentou sempre levar a equipa para a frente-, com um remate forte à baliza. Jan Oblak defendeu e evitou novamente o golo. O Atlético tentava sair em contra-ataque, mas a jogar com menos um foi sempre muito difícil. Ao minuto 62, Oblak voltou a negar o golo a Luís Suarez, depois de um ataque rápido conduzido por Messi. Na jogada seguinte, Messi voltou a tentar, mas a baliza manteve-se impenetrável devido ao senhor esloveno.

Nesta altura era só o Barça que atacava e, ao minuto 68, a grande figura da partida voltou a brilhar entre os postes da baliza do Atlético. Oblak fez duas defesas gigantes seguidas. Primeiro, ao remate de Messi, e na recarga defendeu o tiro de Malcom, que tinha entrado a meio da segunda parte. A resposta do Atlético surgiu aos 74’, numa bola parada. A grande oportunidade dos Colchoneros foi desperdiçado por Giménez, que cabeceou por cima. A bola não passou longe das redes da baliza do Barcelona.

Quando tudo indicava que o empate seria o resultado final, Luís Suarez marcou o golo que o Barça tanta ansiava. Ao minuto 84, o avançado uruguaio rematou forte de fora de área e bateu Oblak. O nulo estava desfeito. Dois minutos depois, foi Messi que fez o gosto ao pé e sentenciou o jogo. Numa jogada confusa, o pequeno mas grande jogador arranjou espaço e atirou para o fundo da baliza.

Uma vitória sofrida, mas merecida por parte do Barcelona. A expulsão de Diego Costa ditou a partida e, com este triunfo, o Barcelona está mais perto de revalidar o título de campeão espanhol. Passam agora a ser 11 pontos a separar as duas equipas.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

FC Barcelona- Ter Stegen; Sergi Roberto (85’ Nélson Semedo); Piqué; Lenglet; Jordi Alba; Rakitic; Busquets; Arthur (63’ Malcom); Coutinho (80’ Alena) ; Luís Suarez; Messi

Club Atlético de Madrid- Oblak; Arias (31’ Correa); Giménez; Diego Godín; Filipe Luís (58´Morata); Koke; Saúl; Rodrigo Hernández (88’ Juanfran); Thomas Partey; Diego Costa; Griezmann

Aposta em Taarabt

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Bruno Lage, em poucas semanas de trabalho como técnico principal do SL Benfica, já tinha feito muitas coisas inesperadas, mas nada fazia esperar a aposta do jovem treinador em Taarabt. Se bem se lembram, o médio marroquino chegou ao plantel do Benfica com o objetivo de relançar uma carreira que, se de início era bastante promissora, quando chegou estava manchada pelo seu passado.

O jogador tinha tido problemas disciplinares nos clubes por onde tinha passado anteriormente, mostrava pouca forma física, isto é, peso a mais, e tinha chegado ao clube da luz sem uma grande justificação dada por quem deveria, em tempos, ter dado. A verdade é que dois pontos que Tarrabt tinha a seu favor eram a sua qualidade, que poderia estar apenas “escondida” e que já tinha sido demonstrada – principalmente no AC Milan -, e a polivalência de posições, que aumentaria as opções ao técnico encarnado.

O médio chegou e nada se viu. Nunca foi chamado ao plantel principal. Na equipa B, teve momentos. E foi nos empréstimos que em melhor plano esteve. Mostrava que tinha ainda alguma sabedoria futebolística e que, quem sabe, treinando, com tempo poderia chegar a relançar a sua carreira ao mais alto nível.

Taarabt saltou do banco sempre para ajudar os colegas a procurar um resultado positivo
Fonte: SL Benfica

Bruno Lage, como já mostrou muitas vezes, conta com todos os jogadores que estão no plantel. Já apostou em muitos jovens do Seixal e levou, até ao momento, dois deles a titulares regulares no plantel principal da Luz. Contudo, se perguntarmos a qualquer adepto do Benfica se acreditaria, no início do ano, que iria ver o médio marroquino a estrear-se no plantel principal, todos diriam que não. Um “não” muito errado, pois Bruno Lage surpreendeu tudo e todos e convocou o jogador para a receção ao Tondela, última partida a contar para a Liga NOS. Tanto convocou como apostou na entrada do jogador numa altura em que o Benfica precisava de chegar ao tão desejado golo.

E o que é que se viu? Viu-se um bom jogador. Um jogador que, não enchendo as medidas, acabou por cumprir na mesma aquilo que era pedido. O seu físico está em dia e o grande porte fez a diferença em alguns duelos com os adversários. Mostrou técnica e rapidez nas decisões, mostrou vontade. Algo em que muitos adeptos tinham dúvidas era nas atuais intenções de Taarabt ao servir ainda as cores encarnadas. E, se a escolha de Bruno Lage foi correspondida, a aposta continuou e voltamos a ver o jogador nos convocados para a deslocação a Alvalade para a Taça de Portugal. Um jogo onde o marroquino entrou nos últimos minutos, na tentativa desesperada em chegar ao tão desejado golo.

Será que vamos ver o médio mais vezes? Será que a aposta é acertada? Será que há tempo de o fazer renascer? Será que, agora que Gabriel está lesionado, pode ser uma boa opção? Muitas questões se colocam agora que Bruno Lage decidiu trazer Taarabt para a equipa principal e só o próprio Bruno Lage pode responder a todas elas.

Artigo revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Bola na Rede

FC Bayern München 5-0 BVB Dortmund: Gigante da Baviera afunda Submarino amarelo

Arrasador! O FC Bayern Munique recebeu e venceu o Borussia Dortmund por 5-0 e ultrapassou os rivais no topo da classificação. Na primeira parte assistiu-se a um autêntico massacre da formação de Niko Kovač, enquanto na etapa complementar o jogo acalmou e as duas equipas pouco ou nada procuraram o golo.

Os bávaros assumiram desde cedo o controlo da partida, com Lewandowski a mostrar-se preponderante na ligação do meio-campo com o ataque. A condução do esférico por parte de Thiago e Müller conjugada com a disponibilidade do polaco iam aproximando o Bayern da baliza contrária.

Contudo, a primeira grande oportunidade de golo do encontro pertenceu ao Dortmund, aos sete minutos: grande envolvimento ofensivo dos homens de Lucien Favre, com a bola a terminar no poste direito de Neuer, após remate de Dahoud.

Quando o relógio passava o minuto 10, o conjunto da casa adiantou-se no marcador: canto batido na esquerda por Thiago, Hummels saltou mais alto que Piszczek e Diallo e cabeceou para o fundo das redes. O central alemão fazia o 1-0 frente ao seu antigo clube.

A festa do Bayern de Munique na Allianz Arena começou logo aos 10 minutos
Fonte: FC Bayern Munique

Aos 17 minutos, o Bayern ampliou a vantagem para 2-0, numa altura em que parecia correr tudo mal à equipa do Dortmund: Zagadou falhou um passe numa zona proibida, Bürki estava fora da baliza e Lewandowski não desperdiçou a oferta e atirou a contar. O avançado de 30 anos alcançava a marca dos 200 golos na Bundesliga.

O domínio do “Gigante da Baviera” era total e o cenário ia ficando cada vez mais negro para os visitantes. Após mais duas chances de golo claras, em que Bürki deu o corpo às balas nos cabeceamentos de Hummels e Müller, o Bayern duplicou a contagem em cima do intervalo.

Aos 41 minutos, à entrada da área, Javi Martínez disparou rasteiro e fez o 3-0. Dois minutos depois, na sequência de um contra-ataque mortífero, Gnabry fez, de cabeça, o quarto golo bávaro da tarde e fechou os números da primeira parte.

Os bávaros recolhiam aos balneários após uma primeira parte avassaladora
Fonte: FC Bayern Munique

No segundo tempo, o ritmo do desafio abrandou e praticamente não houve balizas durante 45 minutos. Porém, no último minuto do encontro, o inevitável Robert Lewandowski apareceu no sítio certo à hora certa e estabeleceu o resultado final em 5-0.

O Bayern passou assim para o primeiro lugar da Bundesliga, com 64 pontos, ao passo que o Dortmund se mantém com os mesmos 63. O “Submarino Amarelo” voltou a não ser feliz no Der Klassiker e pode muito bem ter complicado o combate ao heptacampeonato dos rivais de Munique.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

FC Bayern München: Neuer, Kimmich, Süle, Hummels, Alaba; Martínez (Goretzka, 77’), Thiago, Müller (Sanches, 80’), Gnabry, Coman (Ribéry, 68’); Lewandowski.

BV Borussia Dortmund: Bürki, Piszczek (Wolf, 69’), Akanji, Zagadou (Weigl, 46’), Diallo; Witsel, Delaney, Dahoud (Götze, 62’), Sancho, Larsen; Reus.

Futsal leonino: depois da glória nacional, falta a glória europeia

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O passado fim-de-semana preencheu mais uma página histórica no ecletismo leonino: a formação de futsal do Sporting, comandada na quadra pelo técnico Nuno Dias, venceu o eterno rival SL Benfica, conseguindo levar para as vitrines do museu do clube a 7ª Taça de Portugal nesta modalidade. No total de títulos, o futsal leonino tem até ao momento 15 Campeonatos Nacionais, sete Taças de Portugal, oito Supertaças e duas Taças da Liga. Respeito.

A final-eight da Taça desta edição 2018-19 foi disputado no Pavilhão Multiusos de Gondomar. Os sportinguistas do Norte – tal como eu – corresponderam à chamada do clube do coração e compareceram massivamente no pavilhão, ajudando a pintar as bancadas com as cores verdes e brancas, e criando uma atmosfera de puro sportinguismo, de esforço, de devoção, de dedicação e de glória. Bravo!

O Sporting CP conquistou a sétima Taça de Portugal da sua história
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

A final contra o SL Benfica foi imprópria para cardíacos. Não entrámos bem no jogo, estivemos bastante desconcentrados no processo defensivo. Não importa aqui destacar quem esteve menos bem, pois o clima é de festa. Mas alertar estes leões para maior concentração nos próximos encontros contra equipas de topo do futsal Nacional e Internacional não fez mal a ninguém. E o seguro, como se sabe, morreu de velho.

É que, apesar deste trajeto de glória que o Sporting apresenta a nível nacional, ainda terá de provar aquilo que vale a nível internacional. Disputará, no último fim-de-semana deste mês, a final-four da UEFA Futsal Champions League no Almaty Arena no Casaquistão. Os finalistas são, além da formação portuguesa, as equipas espanholas do Inter Movistar, do Barcelona e da equipa casaque que joga em casa, o Kairat Almaty FC. O primeiro adversário dos Leões nesta competição, esperemos que não seja o último, é a equipa do Inter Movistar. Ali estará a oportunidade para, à semelhança daquilo que estes Leões têm feito em terras portuguesas, voltar a repetir o mesmo êxito desta vez fora do retângulo luso. Vamos leões!

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Carlos Silva/BnR

CD Cova da Piedade 2-1 Académico Viseu FC: Piedade respira na tabela

Duelo de aflitos em Almada para a 28.ª jornada da Segunda Liga, com o Cova da Piedade a levar a melhor sobre o Académico de Viseu, formação que tinha os mesmos 31 pontos dos locais e partilhava o primeiro lugar de salvação na tabela.

Vindos de resultados distintos, ambos os treinadores realizaram alterações aos onzes iniciais. Miguel Leal, depois de perder por 3-1 contra o Famalicão, tirou Rafael Amorim, Diarra e Sami para dar lugar a Willyan, Pedro Coronas e André Carvalhas. Já João Gabriel, vindo de um triunfo por 1-0 contra o Varzim, lançou André Baumer e João Victor de início, preterindo de João Pica e Fernando Ferreira.

O Cova da Piedade foi aproveitando o fator-casa para abrir o jogo no meio-campo do Académico de Viseu, mas sentiu grandes dificuldades ao longo do primeiro tempo para criar perigo à baliza defendida por Ricardo Janota e muito por causa dos centrais viseenses, que fizeram a cabeça em água a Rodrigo Martins e Stanley, com um remate cruzado do avançado nigeriano aos 10 minutos a ser uma das poucas vezes que o Piedade visou a baliza contrária.

Do lado dos viseenses não se jogava melhor, com o ataque do Académico a pouco conseguir fazer para assustar os locais. Barry, um dos mais inconformados, tentou por duas vezes de fora da área, mas o guarda-redes Moreira controlou ambos os lances.

Com muitas faltas, poucas combinações de perigo de parte a parte e passes longos sem destino, o primeiro tempo deixou a desejar em termos de futebol, com os atacantes do Piedade a terem pouca criatividade na altura de entrar na área e não fazer valer a maior posse de bola no meio-campo adversário, enquanto o Académico pouco incómodo criavam à defesa local.

Num jogo com tantas dificuldades de parte a parte em finalizar, acabou por ser um central a inaugurar o marcador, com um cruzamento na direita de Hugo Firmino a sobrar para o brasileiro Willyan que, ao segundo poste, encostou para o primeiro golo do encontro, a dez minutos do intervalo.

O Académico de Viseu precisava de correr atrás do prejuízo, mas continuou bastante fraco ofensivamente no resto da primeira parte, indo para as cabines com uma justa desvantagem por 1-0.

O triunfo do Cova da Piedade foi muito festejado pelos locais
Fonte: Bola na Rede

No segundo tempo o Académico de Viseu entrou mais atrevido, rondando a grande área adversária e a pressionar o Cova da Piedade. Porém, acabou por ser sol de pouca dura, porque o Piedade solidificou-se defensivamente e mostrou-se furtivo no contra-ataque, aproveitando o espaço dado pela subida dos laterais do Académico para explorar a velocidade de Stanley e a criatividade de Hugo Firmino.

O Cova da Piedade começava a fazer por merecer o segundo golo e Sori Mané, num livre frontal, deixou o aviso num remate que acabou segurado por Janota. João Gabriel tentou dar alguma vida à ofensiva dos viriatos com a entrada de N’Sor, mas continuavam a ser os locais a criar perigo perante uma defesa que tremia no contra-ataque.

Aos 69 minutos, Willyan lançou Cele nas costas da defesa e o sul-africano, já perto da linha de fundo, bateu Ricardo Janota, fazendo o mais confortável 2-0.

O Académico estava em maus lençóis, mas podia ter reduzido a desvantagem logo no minuto seguinte, com Willyan a deixar a bola cair nas suas costas, sobrou para João Victor, mas o avançado brasileiro rematou torto.

Continuava o Viseu a correr atrás do prejuízo e as 74 minutos foi Moreira a salvar o Piedade, com um cruzamento na direita que ia direitinho para o desvio ao segundo poste, mas o veterano guarda-redes deu uma palmada na bola e evitou um golo certo.

O Cova da Piedade ia resistindo às investidas adversárias, mas um golo de Kwane N’Sor a dois minutos dos 90’ fez adivinhar um período de descontos animado. Certo é que o Académico de Viseu quase conseguiu sair com pontos da Margem Sul, com Paná, já no último dos seis minutos de desconto, a atirar ao poste. Na sequência do canto, o cabeceamento de Baumer foi defendido por Moreira, com o árbitro a confirmar o triunfo do Piedade poucos segundos depois.

Com esta derrota, o Académico fica em dificuldades na tabela classificativa, podendo cair abaixo da linha de água em caso de vitória do Varzim, enquanto o Cova da Piedade respira de alívio, estando a quatro pontos dos lugares de despromoção.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CD Cova da Piedade: J. Moreira, P.  Coronas, Allef (R. Amorim, 54’), Wilyan, Evaldo, Hugo Firmino, T. Cele, Sori Mané, A. Carvalhas (B. Diarra, 72’), R. Martins (Sami, 65’), A. Stanley

Académico de Viseu FC: R. Janota, T. Almeida, A. Baumer, K. Medina, N. Lenho, Luisinho (B. Loureiro, 83’), D. Santos, Paná, J. Mário, J. Victor (Gabriel, 72’), L. Barry (K. N’Sor, 64’)

O Galo de Barcelos vai mesmo voltar a cantar

Fundado a 3 de maio de 1924 por um grupo de jovens que regularmente se reunia num banco de um largo para jogar à bola. Por ali se encontrar o Teatro Gil Vicente e por partilharem do mesmo amor, resolveram então fundar um novo clube na cidade de Barcelos – o Gil Vicente Foot-Ball Barcelense. Isto foi há 94 anos atrás, mas vejamos por onde e como anda o clube agora.

São 6h48 da manhã e o sol já surgiu em Barcelos. É uma manhã húmida, cheia de orvalho e o galo canta pela primeira vez em muito tempo. O galo ou, como quem diz, o Gil Vicente FC que vai mesmo regressar à Primeira Liga.

Sim, é verdade. O clube barcelense vai mesmo voltar ao primeiro escalão do futebol português. Mas desengane-se quem acha que a história é tão bonita como a de um amanhecer durante a primavera. Até bem pelo contrário!

O Gil Vicente joga atualmente na Serie A do Campeonato de Portugal, mas a verdade é que a cabeça dos jogadores já deve estar bem longe do mesmo. Mais porque não seja pelo facto de, desde o início, a equipa ter sido privada de pontuar devido à até então possível, mas agora já confirmada, subida de divisão. A subida à Primeira Liga já garantida para a época 2019/2020 veio na sequência dos desenvolvimentos no “Caso Mateus”.

Para os mais esquecidos, o Caso Mateus remonta a agosto de 2006, quando o Gil Vicente FC foi despromovido administrativamente à Segunda Liga depois de ter utilizado Mateus, um jogador angolano que estava impedido de jogar por ter estatuto de amador na época anterior ao serviço do Lixa.

Mais de uma década após esta decisão, a Federação Portuguesa de Futebol, curiosamente a mesma que condenou o clube há uns anos atrás, deu razão ao clube gilista, ordenando a subida de divisão para a próxima época. Até lá, a equipa vai somando vitórias insossas que não lhe dá pontos por ser a chamada “época de transição”.

O Gil Vicente não somou nenhum ponto dos jogos disputados esta época
Fonte: Gil Vicente FC

Mas como bem disse há pouco, a manhã não é assim tão agradável como aparenta ser e o cantar do galo parece que tem incomodado mesmo alguns vizinhos… O desconforto dos clubes em zona de despromoção na presente temporada é legitimo perante o panorama que se verifica. Para que a subida do Gil Vicente aconteça, três clubes terão de ser despromovidos à Segunda Liga ao invés de dois.

Naturalmente que o balão de oxigénio dos clubes de menor dimensão tem sido menor esta época devido a esta alteração, mas também não é menos verdade que o Gil Vicente não tem a menor culpa de toda a resolução do processo e da forma como foi conduzido ao longo dos anos. Aliás, não percebo é como que só após tanto tempo é que se recua numa decisão final que afetou drasticamente a vida de um clube.

Pedro Proença proferiu algumas palavras que me deixaram surpresa. Após uma reunião do G15, elogiou “a forma como a FPF colocou fim a um processo que se arrasta há mais de uma década”. Sim, mas esperem lá: se não me engano, esta não é a mesma entidade que começou e, inclusive, deixou arrastar todo este processo durante 13 anos? Se calhar o galo na Cidade de Futebol canta mais tarde. Deve ter sido por isso…

 

Foto de Capa: Gil Vicente FC

Jamor… E agora?

A semana foi, de facto, verde e branca. A primeira vitória da época frente aos eternos rivais permitiu que os leões chegassem mais uma vez à final da Taça de Portugal. É, portanto, importante fazer um ponto de situação da época e avaliar o desempenho desportiva da turma de Alvalade.

É impossível olharmos para época sem termos noção daquilo que aconteceu em maio passado. A exigência e a responsabilidade de um clube como o Sporting são sempre de níveis elevados, mas o ataque à Academia marcou de facto esta época. Sem estrutura e sem peças sólidas, a época leonina nasceu da estaca zero e, por isso, as expetativas não poderiam ser nunca as maiores.

Bruno Fernandes tem sido o principal destaque dos leões
Fonte: Diogo Cardoso/BnR

Com Varandas e com Keizer a estrutura começou, de certa forma, a estabilizar. Com assobios e queixas pelo meio, a verdade é que o Sporting já conquistou um troféu (a Taça da Liga em janeiro) e está na final de uma outra competição: a Taça de Portugal.

Em termos objetivos, os leões ficaram arredados da luta pelo campeonato a meio da época, foram eliminados da Liga Europa de forma muito incompetente, venceram a Taça da Liga e estão na final da Taça de Portugal. O saldo final poderia e deveria ser bem melhor, mas acaba por ser algo positivo, tendo em conta as atuas circunstâncias.

E o que falta? Faltam oito jogos apenas para terminar a época desportiva. Por outras palavras, falta garantir o terceiro lugar e vencer a Taça de Portugal no Jamor. A exigência, nesta reta final, tem de ser máxima e não há margem de erro.

Sem dúvida que esta época influenciará a próxima por isso é justo dizer que a época 19/20 já começou. Está na hora de mostrar o que é o Sporting e de terminar em beleza.

Foto de Capa: Carlos Silva/BnR

artigo revisto por: Ana Ferreira

Aboubakar pode ser a “arma secreta” do FC Porto?

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Sérgio Conceição abordou a recuperação do ponta-de-lança camaronês na semana passada aquando da antevisão do jogo frente ao SC Braga. O treinador do FC Porto afirmou contar com Aboubakar para o resto da temporada, visto que as duas últimas semanas de treino integrado foram positivas e este poderá voltar a competir em breve.

Para os mais esquecidos relembrarem o que aconteceu a Vincent Aboubakar precisamos de recuar a 28 de setembro de 2018. O FC Porto jogava contra o CD Tondela no Estádio do Dragão, o placard marcava 0-0 e ao minuto 60, após cruzamento de Corona, o camaronês cabeceia a bola, que sai um pouco acima da baliza. Após o cabeceamento, cai no chão e é necessária a substituição entrando Tiquinho Soares para o seu lugar, que viria a marca o golo da vitória aos 85 minutos.

No dia seguinte, o pior confirma-se. Aboubakar sofrera uma rotura de ligamentos do joelho esquerdo e precisava de ser operado. Previam-se seis meses de recuperação e após esses seis meses, o ponta-de-lança ainda não está totalmente apto para jogar, mas já treina com o plantel ainda que de forma condicionada.

Camaronês pode estar perto de regressar
Fonte: FC Porto

Aboubakar estava a fazer um bom arranque de campeonato – em seis jogos somava quatro golos e uma assistência. Chegou até a jogar para a Liga dos Campeões frente ao Schalke 04 em casa dos alemães. No entanto, o azar bateu-lhe à porta e deu-lhe um dos piores golpes para qualquer futebolista/atleta. Sérgio Conceição acredita que Aboubakar possa jogar um ou dois jogos esta época e a qualidade do avançado pode ser determinante para decidir alguns jogos.

Na época transata, Aboubakar foi um dos melhores jogadores dos azuis e brancos e terminou a temporada com 26 golos e sete assistências em 43 jogos. Ao que tudo indica, o ponta-de-lança fica para a temporada 2019/2020 e vai ser uma peça importantíssima para os dragões.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Cair, mas cair de pé

Imperou a lei do mais forte no Estádio da Luz e o SL Benfica derrotou o CD Tondela com um golo aos 84 minutos de Haris Seferovic. Depois de, na época passada, a equipa Beirã ter vencido por 2-3 no Estádio da Luz, com show de Miguel Cardoso (atualmente no Dynamo de Moscovo), a equipa do CD Tondela voltou a fazer uma excelente exibição num dos palcos mais difíceis de se jogar como visitante no nosso país e foi por muito pouco que não voltou de Lisboa com pontos pelo segundo ano consecutivo.

É impressionante como Pepa, atual técnico do CD Tondela, voltou a montar uma estratégia que, não só anulou em grande parte do jogo a superioridade individual e coletiva do SL Benfica, como deu fluidez e argumentos ofensivos para ganhar o jogo. Pelo segundo ano consecutivo, Pepa dotou a equipa de valências que a fizeram sonhar com mais um resultado histórico na Luz.

Ricardo Costa, de 37 anos, está longe do final de carreira e fez uma exibição tremenda
Fonte:CD Tondela

Alicerçada num 4-4-2, a equipa de Viseu apareceu afoita e descomplexada no Estádio da Luz. Cláudio Ramos, novamente em grande nível, na baliza, quarteto defensivo com David Bruno e Joãozinho nas laterais, Ricardo Costa e Jorge Fernandes a centrais. No meio campo, corredor central entregue a Bruno Monteiro e João Pedro, com António Xavier e Juan Delgado mais descaídos. Na frente, Tomané e Jhon Murillo. Estes onze jogadores apresentaram-se a um nível individual muito bom, o que se espelhou numa exibição coletiva deveras interessante.

A diferença entre os ativos do SL Benfica e do CD Tondela é abismal, mas a equipa de Pepa soube disfarçar ao máximo essas diferenças, com um futebol “simples”, à primeira vista, e com pedras fulcrais no seu conjunto a destacarem-se.

Houve duas unidades que estiveram a um nível tremendo. João Pedro encheu o campo e foi a chave da grande exibição dos Beirões. O ex-LA Galaxy, que tinha sempre as coberturas atentas do experiente Bruno Monteiro, esteve em todo o lado. Cumpriu defensivamente, sobretudo na ocupação de espaços e a cortar linhas de passe, mas também se exibiu a um bom nível ofensivamente, revelando toda a sua qualidade de passe e visão de jogo, fazendo a ligação perfeita nas transições ofensivas.

Na frente para além de Tomané, sempre fortíssimo nos duelos, esteve um endiabrado Jhon Murillo. O internacional venezuelano, dispensado pelo SL Benfica no passado verão, jogou na Luz espicaçado e extremamente motivado. Em constantes procura de espaço, deu sempre solução aos colegas, sobretudo ao nível da profundidade, tendo estado inspiradíssimo também no um para um com os defesas encarnados.

O jovem talento procura relançar a carreira aos 25 anos e esteve intratável na Luz
Fonte: CD Tondela

Estas duas unidades, João Pedro e Jhon Murillo, marcaram a diferença e permitiram ao CD Tondela, não só defender o 0-0, como sonhar com nova vitória na Luz. Foram eles que permitiram a equipa se distinguir de todas as outras que lutam para não descer e que vão à Luz sofrer dois ou três no mínimo. Pepa teve o condão de dar à equipa argumentos para competir realmente com o SL Benfica. De resto, Bruno Monteiro, Ricardo Costa e Jorge Fernandes “secaram” Félix, Jonas e Seferovic, “secaram”, entenda-se, dentro do possível, e Cláudio Ramos encheu a baliza quando necessário.

Mais uma vez, o CD Tondela de Pepa provou como se joga num estádio de um grande, num jogo onde ativos como João Pedro e Murillo mostraram que podem e conseguem mais nas suas carreiras.

 

Foto de Capa: CD Tondela

NXT TakeOver: New York – Gargano vence o NXT Championship

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O fim-de-semana da Wrestlemania começou da melhor maneira. Perante o maior público da história do NXT, este TakeOver foi um dos melhores de sempre. Teve dois candidatos a combate do ano, novos campeões, e um final brilhante.

Vejamos então em mais pormenor este grande evento.

Nota do evento: 8,5/10