Continuando a sua perseguição da Tripla Coroa, o piloto espanhol brinda-nos com várias experiências. Para ele, devem ser extremamente interessantes. Para nós, apaixonados por motores, deixa-nos a sonhar. Fernando Alonso já tem dois campeonatos do mundo de Fórmula 1, vitórias em circuitos históricos como o Mónaco, Daytona, Le Mans, sendo que ainda lhe falta Indianápolis com os carros do campeonato Indy.
Mas porquê este artigo? Ora, Fernando Alonso experimentou, na África do Sul, na companhia do sul-africano Giniel de Villiers, um veículo que nos deixou com água na boca. A Toyota Hilux, da Toyota Gazoo Racing South Africa, que ganhou o Dakar 2019. Estará esta prova histórica, que aparenta mudar-se para a Arábia Saudita, na cabeça de Alonso? Espero que sim, caro leitor.
Fernando Alonso testou a Toyota Hilux que venceu o Dakar em 2019 Fonte: TOYOTA GAZOO Racing
Fernando Alonso impressiona-me cada vez mais. Cada vez que me aprofundo mais neste mundo dos desportos motorizados, vejo em Alonso uma necessidade incessante de fazer tudo. Parafraseando João Carlos Costa, comentador Eurosport/Eleven Sports – “Alonso é, agora, um menino rico que tem oportunidade de experimentar tudo o que quiser, mas também é pago para experimentar tudo”.
Última vitória de Fernando Alonso foi nas 24h de Daytona, na Flórida, no campeonato americano de endurance – IMSA Fonte: Daytona International Speedway
É pago porque tem talento. E tem algo que já não se vê muito hoje em dia. Tem um desejo de ser “o melhor piloto do mundo”. Eesse rótulo implica que experimente tudo e mais alguma coisa. Antigamente, não existia a variedade que existe hoje de disciplinas do desporto motorizado. Também não existiam assim tantos pilotos. Era normal ver-se um Jackie Stewart guiar um Fórmula 1, um Fórmula 2 em dois fim-de-semana diferentes. Isto mesmo quando Jackie já era um piloto estabelecido na elite mundial. Hoje em dia, isto já não é uma prática muito comum. Mas claro, há sempre exceções, muitas vezes pouco bem sucedidas. Kimi Raikkonen esteve no WRC durante uns tempos e correu na NASCAR, também pouco sucedido.
Voltemos a Alonso. O espanhol continua envolvido na Fórmula 1, com a McLaren. Mas para mim, o que fez com a Toyota Gazoo Racing foi o grande contrato da vida dele. A marca nipónica tem uma divisão de ralis, Dakar, e o endurance. Fernando Alonso a ganhar o rali de Monte Carlo era algo de inesquecível, mas gostava que, pelo menos, experimentasse o Toyota Yaris WRC.
Curiosidade: uma história que ouvi durante estes dias foi a de que Alonso, sempre que saía de uma volta na Hilux, telefonava ao Carlos Sainz, campeão mundial de ralis e vencedor do Dakar. Se experimentar o WRC, será que telefona a Sebastien Loeb e a Sainz?
Vindo do Racing Club, Acuña chegou na época passada para reforçar o plantel leonino. Jogador esquerdino, o extremo veio para ser orientado por Jorge Jesus tendo sido um dos atletas mais utilizados pelo antigo treinador do Sporting CP. Atualmente continua a ter uma influência reconhecida, tanto por José Peseiro, como por Marcel Keizer.
Na temporada passada o argentino ocupou desde logo lugar de destaque no corredor esquerdo leonino. Apesar de não ser um criativo, a sua inteligência tática equilibrava a equipa de modo a que a sua performance fosse constante.
Este ano, uma nova posição foi-lhe atribuída, tendo realizado alguns jogos a defesa esquerdo – posição que aliás já conhecera na seleção argentina. Contudo, temos de ser claros: Acuña tem um melhor desempenho em zonas mais avançadas. A forma como equilibra o corredor e ainda faz a bola chegar com qualidade, tanto à área, como aos seus colegas, fazem dele um dos jogadores-chave do plantel. Tal facto é comprovado com a corrente aposta do treinador holandês em Acuña.
Acuña tem sido um dos imprescindíveis, esta temporada Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Individualmente, Acuña é um jogador forte fisicamente, apesar de não ser muito alto, muito agressivo (por vezes em demasia), com qualidade de cruzamento e de passe. Não é, no entanto, um poço de técnica, mas a sua garra faz com que ganhe muitas bolas aos jogadores contrários e que crie condições para cruzar com qualidade. Além disto, de notar a sua capacidade de proteção à bola devido à sua força física, o que faz com que seja muito difícil ser desarmado.
No livro de Bruno de Carvalho, o ex-presidente do Sporting CP refere que o argentino queria também rescindir contrato com o clube, mas não havia recolhido os pressupostos necessários. Sendo ou não verdade, o certo é que Marcos Acuña sempre demonstrou compromisso com o emblema leonino e a sua entrega nunca será posta em causa.
Concluindo, no atual plantel, Acuña é um dos imprescindíveis do onze. É verdade que não é um dos jogadores que faz fintas de levantar o estádio, mas a sua regularidade e qualidade naquilo que faz, conferem-lhe um estatuto de acarinhado em Alvalade. Fala-se da hipótese da sua saída para o estrangeiro, mas até hoje, quando veste a verde e branca deixa tudo em campo. E isso ninguém lhe pode apontar.
Num dia de inverno em plena época primaveril, o Sporting recebeu a equipa nortenha do Rio Ave, num jogo referente à 28ª jornada da primeira liga portuguesa. Os Leões partiram para esta partida não só depois de ter eliminado o eterno rival do SL Benfica da Taça de Portugal na semana passada como viram também ontem “do sofá” a equipa de Abel Ferreira perder em Moreira de Cónegos por uma bola a zero. Esta última situação deixou os pupilos de Keizer com água na boca: um empate ou vitória diante do Rio Ave permitiria que a formação verde e branca ficasse isolada na última posição do pódio do campeonato.
Do lado dos vila-condenses, a pressão estava mais reduzida. Ocupavam, à partida para este jogo, um confortável nono lugar no campeonato. Após um início de temporada claramente positivo, o Rio Ave foi perdendo fôlego e ímpeto ao longo da época. Esta fase final da temporada tem servido, em termos práticos, para que a formação comandada por Daniel Ramos pratique um futebol positivo e mostre a qualidade de alguns dos seus protagonistas dentro das quatro linhas.
Marcel Keizer escalou a sua equipa no habitual 4x3x3 enquanto que Daniel Ramos insistiu também na sua receita habitual, o 4x2x3x1. Não foi por aqui que os treinadores inovaram a sua abordagem ao jogo. Fruto ou não dessa ausência de “surpresas” de ambos os técnicos, a partida teve na primeira parte um considerável equilíbrio: as formações pareciam equilibrar-se taticamente, anulando-se em grande medida.
Logo ao minuto seis, Cristián Borja assusta Keizer: depois de uma disputa de bola com o lateral direito vila-condense, Nadjak, o colombiano ficou prostrado no chão, chegando mesmo a sair de maca. Dentro das quatro linhas, enquanto ainda não se percebia o que se passava com o lateral esquerdo leonino, foi Acuña a descer para essa posição. Mas por pouco tempo pois Borja entrou momentos depois para alívio de Keizer que assim não teve que gastar logo de início uma substituição. Teve, contudo, que a fazer no início do segundo tempo, trocando o colombiano por Jovane Cabral. Isto levou a que Acuña atuasse durante a segunda parte como lateral esquerdo, ficando Cabral a jogar a extremo do mesmo lado.
A equipa de Daniel Ramos procurou, num primeiro momento, organizar grande parte das suas investidas ofensivas pelo lado direito do ataque, contando com o excelente entendimento do seu lateral direito, Nadjak, com o extremo do mesmo lado, Gabrielzinho. O Sporting percebeu cedo que era por aí que os forasteiros criavam perigo e foi então que Acuña, quando ainda ocupava posições mais ofensivas em campo, desceu várias vezes para auxiliar o seu companheiro sul-americano, Borja. Jérémy Mathieu, sempre com excelentes prestações nesta primeira parte, ia dando a sua ajudinha e aparecia nesse lado para limpar tudo o que pudesse comprometer a supremacia leonina.
O Rio Ave ia dando, por vezes, o ar da sua graça em Alvalade. Ao minuto 10, assiste-se no anfiteatro leonino a um remate do meio da rua do avançado de serviço Bruno Moreira tentando surpreender Renan Ribeiro, mas sem perigo. Defensivamente, a equipa do norte do país, organizou-se em 4x4x2, contando Diego Lopes ao lado de Bruno Moreira, funcionando esta dupla como a primeira linha de condicionamento da construção ofensiva do Sporting. Para se superiorizar no número de elementos no início da fase de construção, a formação da casa desceu sempre Gudelj nas alturas de construção, formando o sérvio uma “tripla” com Coates de um lado e Mathieu do outro, ao mesmo tempo que se projetavam os laterais no ataque.
O golo leonino surgiu ao minuto 12 por Luiz Phellype. Contra-ataque rápido da formação leonina, passe na zona de meio-campo de Wendel, ligeiro desvio de Acuña e o brasileiro ex-Paços de Ferreira aproveita e faz o golo na cara de Leo Jardim. Estava desfeito o nulo em Alvalade.
Bruno Fernandes, o “canhão da Maia”, parecia cansado no jogo. Mesmo assim foi mostrando todos os seus dotes e requintes: primeiro, ao minuto 30, num cruzamento carregado de veneno do lado direito do ataque sportinguista que encontrou Diaby em zona de finalização e, segundo, através da cobrança, mais uma, do segundo golo dos Leões de grande penalidade indiscutível de Messias sobre Luiz Phellype. O cronometro marcava o minuto 35. O internacional português atingiu com esse golo a marca de 27 golos nesta temporada, colocando-o a par de Frank Lampard (ex-Chelsea) como o médio mais goleador numa única época. É obra.
O Sporting CP realizou uma exibição eficaz Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Voltemos ao jogo. Em jeito de resposta pelo segundo tento leonino, Bruno Moreira liberta-se das amarras de Mathieu e consegue rematar ao lado da baliza leonina. Corria o minuto 32. O avançado vila-condense parecia o mais inconformado com a desvantagem no marcador.
Na segunda parte, só houve praticamente Sporting. O Rio Ave foi sempre uma equipa desinspirada no último terço, apesar de ter algumas investidas interessantes. Uma delas, de grande perigo, surgiu ao minuto 76 pelo pé de Tarantini que apareceu na zona de ponta-de-lança para obrigar Renan a uma defensa complicada. Mas no minuto anterior, já os forasteiros tinham feito das suas através do recém-entrado Nuno Santos que cruzou com perigo para a grande área do Sporting. Renan saiu seguro nas alturas e segurou o esférico.
Mas o melhor do encontro estava para vir. Mais um passe de Bruno Fernandes para a entrada da área e Wendel atira para o ângulo direito da baliza de Leo Jardim que, apesar de se esticar, nada podia fazer. Corria o minuto 54 em Alvalade. Estava selado o 3º golo da equipa da casa, fechando o marcado até final do encontro.
Com esta vitória incontestável o Sporting fica isolado no 3º lugar do campeonato. Do lado do Rio Ave, podia ter feito muito mais, pois tem bons protagonistas e executantes. Daniel Ramos tem que “apertar” mais com os seus jogadores pois eles podem dar mais brilho do que aquilo que mostraram hoje.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Sporting CP: Renan; Ristovski; Coates; Mathieu (72’ André Pinto); Borja (45’ Jovanne Cabral); Gudelj; Wendel; Bruno Fernandes; Diaby; Luiz Phellype; Acuña (65’ Bruno Gaspar)
Rio Ave FC: Leo Jardim; Nadjak; Messias; Ruben Semedo; Fábio Coentrão; Tarantini; Filipe Augusto; Gabrielzinho (60’ Nuno Santos); Diego Lopes (c); Galeno (60’ Nikola Jambor); Bruno Moreira (82’ Ronan)
A época de sonho de Marta Bastianelli continua e a campeã europeia alcançou uma das maiores vitórias da carreira ao triunfar numa dura edição da Ronde van Vlaanderen, aproveitando também para cimentar a sua posição no topo da classificação do World Tour.
🎥 It was her 2nd #UCIWWT victory of the year, but a very special one at #RVVWomen: @martabasti of @VirtuCyclingW also extended her lead in the overall classification and kept the purple @SANTINI_SMS jersey. Here is what she said afterwards! pic.twitter.com/LIzH2P5mMP
À partida, a italiana era uma das principais favoritas, mas havia outras fortes candidatas a brilhar na Flandres. No entanto, várias nem chegaram ao fim. Os infortúnios das estradas belgas fizeram as habituais vítimas e, desta feita, Coryn Rivera foi o principal nome a abandonar, mas também atletas interessantes para o desenrolar da prova como Jip van den Bos, Alexis Ryan e Lotta Lepisto não chegaram ao fim.
A corrida começou imediatamente com ataques e a formação de um quarteto na dianteira, ao qual se juntariam mais três ciclistas não muito depois. No entanto, nenhuma das atletas na frente constituía um real perigo e, por isso, o pelotão limitou-se a controlar à distância.
Com as primeiras subidas, o pelotão começou a reduzir a diferença, mas, antes de lá chegar o grupo principal, já a dureza desfazia a fuga e deixava somente quatro das sete na frente. De qualquer modo, somente já dentro dos últimos 50 quilómetros é que seriam alcançadas.
Neste momento, as principais equipas chegaram-se à frente e o grupo principal foi perdendo unidades a grande velocidade. O ritmo era demasiado elevado para grandes ataques e um grupo de cerca de 30 unidades chegou ao Oude Kwaremont.
Aí, a jovem Cecilie Uttrup Ludwig mexeu na corrida e isolou-se na frente, com Vleuten, Bastianelli e Niewiadoma a responderem, saindo em perseguição num momento em que Marianne Vos deitava por terra as suas expetativas com um furo na hora errada.
Formar-se-ia mesmo um quarteto na frente e, na subida final, o Paterberg, Annemiek van Vleuten, forçou o ritmo e conseguiu deixar Niewiadoma para trás. Faltavam poucos quilómetros para a meta, mas um grupo forte de quatro elementos seguia perto em perseguição.
Blaak, van Dijk, Niewiadoma e Bertizzolo chegariam bem perto, mas não o suficiente e na meta acabariam por ficar a sete segundos do trio dianteiro, onde, sem surpresas, Marta Bastianelli foi a mais rápida ao sprint para conquistar uma incrível vitória.
Bastianelli aumentou a liderança no World Tour Fonte: Bola na Rede
Nem mesmo a chuva parou o público que encheu o Marcolino Castro para o CD Feirense vs SL Benfica, a contar para a jornada 28 do campeonato.
O CD Feirense chegou a esta partida numa posição muito delicada, a nove pontos do penúltimo classificado, GD Chaves, depois de uma série de 25 jogos sem vencer. Já o SL Benfica jogou hoje, na Feira, mais uma final. Pressionadas pela vitória do FC Porto sobre o Boavista na sexta-feira, as águias precisavam de um triunfo para recuperar a liderança e manter acesa a luta pelo campeonato nacional.
No que diz respeito aos onzes iniciais, o Feirense só fez uma alteração por força da expulsão de Flávio Ramos no último jogo, frente ao Vitória de Setúbal, entrando para o seu lugar Nascimento. No Benfica, houve três alterações em relação ao último jogo do campeonato: Rafa, que foi expulso na Taça de Portugal, por Taarabt, Gabriel, que se lesionou nesse mesmo jogo, por Florentino, e Seferovic, por Jonas.
O jogo começou com intensidade de parte a parte, mas desde cedo se percebeu que o Benfica queria ter a bola e o Feirense fechar os seus espaços e explorar o contra-ataque.
O primeiro sobressalto deu-se junto à baliza de Odysseas, com João Silva a cabecear após um mau alívio de Grimaldo e a bola a passar por cima da trave. Depois da ameaça, o Feirense chegou mesmo ao golo por Fábio Sturgeon. Após um grande cruzamento de Edson Farias do lado direito, Sturgeon apareceu ao segundo poste para cabecear para o fundo das redes encarnadas. Estava desfeito o nulo no marcador.
O Benfica respondeu por João Félix. Num cruzamento com conta, peso e medida de Grimaldo à esquerda, o avançado desviou ao segundo poste mas a bola saiu por cima da baliza fogaceira.
O Benfica aumentava o seu pendor ofensivo e o Feirense recolhia-se. No entanto, num livre lateral, Vitor Bruno colocou novamente a bola dentro da baliza de Vlachodimos, mas o golo foi invalidado por fora de jogo.
As águias voltaram a criar perigo aos 35’, com Pizzi a rematar à entrada da área para defesa de Caio e, na recarga, Taarabt atirou por cima da baliza do guarda-redes brasileiro. O Benfica criava perigo e João Pinheiro assinalou pénalti a favor do SL Benfica por falta sobre Pizzi. O português foi chamado a marcar e converteu, estabelecendo assim o empate no encontro, com 40 minutos jogados.
Pizzi converteu o pénalti que igualou o jogo para as águias e a motivação para a vitória no fim dos 90 minutos Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
O SL Benfica, passados dois minutos, voltou a marcar, por João Félix, mas o golo foi invalidado por fora de jogo. Mas, em cima dos 45 minutos, os encarnados chegaram mesmo à vantagem por André Almeida. Após um canto de Pizzi, Samaris desviou de cabeça e André Almeida, isolado, colocou a bola no fundo das redes fogaceiras.
Numa primeira parte em que os homens de Filipe Martins mostraram um futebol não condizente com a posição que a equipa ocupa, o SL Benfica ganhou ânimo com o pénalti convertido e conseguiu mesmo chegar ao intervalo a vencer.
Voltaram os mesmos 22 para o segundo tempo e Seferovic fez o terceiro dos encarnados depois de um erro de comunicação do guarda-redes Caio Secco, que fez com que o brasileiro ficasse a meio do caminho e o avançado suíço finalizasse com classe.
Aos 64’, após um livre de Grimaldo, André Almeida quase bisava na partida, com um cabeceamento no miolo da área que saiu a rasar a trave fogaceira.
Numa segunda parte sem grande história, Seferovic ainda bisou e fez o quarto do SL Benfica, que carimbou assim a vitória e passou, de novo, para a frente do campeonato, ainda que com os mesmos pontos do FC Porto. O CD Feirense complicou ainda mais a sua permanência na Primeira Liga.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
CD Feirense Caio; Edson Farias, Briseño, Nascimento, Vitor Bruno; Ghazal, Babanco( 79’ Ofori); Machado( 81’ Edinho), Tiago Silva, Sturgeon(71’ Marco Soares); João Silva
Rude golpe para as aspirações do Amora na 29.ª jornada da Série D do Campeonato de Portugal, enquanto o Oriental confirma o estatuto de candidato ao play-off de subida.
Em Marvila, o Oriental lutava por manter o segundo lugar após um empate sem sabor frente ao Pinhalnovense, enquanto o Amora, motivado por um triunfo frente ao líder Praiense, tentava o tudo por tudo para continuar nas contas da subida à Segunda Liga, entrando para este desafio a sete pontos dos orientalistas.
O jogo começou animado, muito disputado e com as duas formações a procurarem inaugurar o marcador desde cedo. O Oriental contou com o primeiro lance de perigo, num remate forte de Landim que saiu ligeiramente ao lado da baliza de Costinha, respondendo o Amora com dois lances de perigo na área orientalista, primeiro Léo Tomé aos 10 minutos tentou aproveitar um mau alívio de Ruizinho para marcar, mas David Crespo bloqueou o remate. No minuto seguinte, foi Luis Elói a aparecer na esquerda e a tentar o remate, mas à figura de David Grilo.
O espetáculo estava bastante agradável e melhor ficou quando o Oriental conseguiu quebrar o nulo aos 19 minutos, com Jake a ser ultrapassado por Fábio Arcanjo, o extremo cruza e a bola sobra para Luís Lucas que, de fora da área, atira colocado para o primeiro golo do jogo, com o guarda-redes Costinha a ficar mal na fotografia.
O Amora procurou a resposta, mas estava inconsistente na construção e com dificuldades para chegar com perigo à área dos locais, mas uma falta sofrida por Joca dentro da área dos orientalistas aos 34 minutos tornou-se na oportunidade de ouro para a equipa da Margem Sul restabelecer a igualdade. Porém, no frente-a-frente com David Grilo, o mesmo Joca atirou para a esquerda, com o guardião marvilense a acertar no lado e a evitar o golo, com Luís Elói, na recarga, a atirar ao lado.
O Amora não baixou os braços e continuou à procura do empate, enquanto o Oriental tentava visar a baliza de Costinha em contra-ataque, mas o 1-0 não se alterou e os locais recolheram aos balneários em vantagem, num primeiro tempo recheado de emoção e bom futebol.
O golo foi muito festejado pelos jogadores e pelos muitos adeptos na bancada Fonte: Bola na Rede
O recomeço da partida trouxe novamente futebol disputado, mas agora com dificuldades dos dois lados para rematar à baliza. Ainda assim, o Oriental contou com duas oportunidades de grande perigo para aumentar a vantagem, primeiro com Márcio Augusto a encontrar Landim nas costas da defesa, o guineense tentou driblar o guarda-redes, mas sem sucesso, acabando por rematar de ângulo apertado à figura de Costinha. Seguiu-se um remate em esforço de Márcio Augusto, com Costinha a não segurar a bola, mas ninguém apareceu para a recarga.
Após a hora de jogo o encontro caiu de qualidade, com mais faltas e menos perigo a rondar as balizas, num momento de futebol mais aborrecido no Estádio Eng.º Carlos Salema, também com os locais a gerirem a vantagem, enquanto o Amora mostrava dificuldades no ataque para assustar David Grilo.
A quebrar a monotonia apareceu um golo para o Oriental por Rúben Gouveia, mas o árbitro assinalou fora-de-jogo.
O Amora manteve as dificuldades em assustar a defesa orientalista, com um cruzamento ao segundo poste onde Rúben Fidalgo não chega por pouco a ser dos poucos lances de perigo para o conjunto da Margem Sul. Já do lado dos locais, ficaram-se por um remate do meio-campo a tentar surpreender o guarda-redes Costinha, mas sem sucesso.
A vitória acabou mesmo por sorrir ao Oriental, que se mantém, assim, nos lugares de play-off, enquanto o Amora deu o último suspiro na luta por uma possível subida à Segunda Liga.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Clube Oriental Lisboa: D. Grilo, L. Lucas, Serginho, Leonardo, V. Sanches, J. Varudo (R. Marques, 73’), D. Crespo, Ruizinho (R. Gouveia, 76’), F. Arcanjo, M. Augusto (Henrique, 90’+6), N. Landim.
Amora FC: P. Costinha, C. Gomes, T. Duque, R. Nunes (E. Marcelino, 46’), Jake (Lacão, 59’), Geraldo, C. Nduwarugira, L. Tomé, Jussane, J. Monteiro, L. Elói (R. Fidalgo, 73’).
Depois da vitória sobre o Boavista FC, o FC Porto segue amanhã para Liverpool para, na terça-feira, jogar seguramente um dos jogos mais difíceis da época azul e branca.
O Liverpool FC é o atual líder da tabela classificativa em Inglaterra e o finalista vencido da última edição da Liga dos Campeões, onde defrontou o FC Porto no caminho para esse jogo decisivo, tendo vencido por cinco bolas a zero no Dragão e tendo-se registado um empate a zeros em Anfield.
Este resultado obtido em Inglaterra serviria as intenções dos portistas neste “segundo round”, que têm como principal missão trazer a eliminatória viva para o dragão, tendo para isso de travar a avalanche ofensiva dos homens de Jürgen Klopp e tentar marcar um golo fora de casa.
Firmino, Mané e Salah são um dos trios atacantes mais temidos da Europa Fonte: Liverpool FC
A equipa do Liverpool FC é, atualmente, uma das melhores e mais abastadas equipas da Europa, com bastantes nomes para destacar. Alisson, Van Djik , Robertson, Fabinho, Mané,Salah, Firmino. Todos estes são craques de nível mundial e terão de ser anulados para que a eliminatória termine com ouro sobre azul.
O FC Porto não pode contar com Pepe e Herrera para este jogo, duas peças fundamentais no onze de Sérgio Conceição, por acumulação de amarelos. Isto poderá trazer ao onze inicial Maxi Pereira e Oliver Torres, ou, com uma mudança de sistema tático, Ádrian,com Marega a servir de ponta de lança fixo, no “4x3x3 versão Champions” de Conceição.
Numa fase que permite aos adeptos portistas sonhar, o FC Porto vai a Liverpool, na terça-feira, cumprir a primeira parte deste sonho para o tentar tornar realidade. Se os ingleses têm os Beatles, o FC Porto terá, com certeza, um mar azul em solo britânico a cantar e apoiar a equipa da Invicta.
Foi no passado dia 3 de abril, que os Leões carimbaram a passagem à final da Taça de Portugal, vencendo o eterno rival SL Benfica por uma bola a zero, graças ao fantástico golo de Bruno Fernandes. O suficiente para carimbar o passaporte para a final, após a derrota por 2-1 na primeira mão, o Sporting CP irá encontrar agora o FC Porto na final, no dia 25 de maio.
Marcel Keizer voltou a surpreender, já Bruno Lage sobrevalorizou o Sporting CP. O jogo não foi de todo bem jogado, mas foi interessante e a vitória do Sporting CP acaba por ser justa. Bruno Lage analisou no final da partida, dizendo que a sua equipa foi a melhor no conjunto das duas mãos, mas não é verdade que o tenha sido. E a culpa é do próprio como já referi anteriormente. O Benfica não se demonstrou preparado para anular as dinâmicas e o sistema tático apresentado pelo Sporting CP. O SL Benfica foi sempre uma equipa lenta, sem ideias – sobretudo com a lesão de Gabriel – e o Sporting CP esteve sempre superior durante os 90 minutos. Existe demérito do SL Benfica, sem dúvida, mas por sua vez existe um mérito enorme por parte do Sporting CP. A equipa sabia ao que ia, lutou e foi recompensada.
Marcel Keizer voltou a apresentar a sua ideia de jogo já utilizada diante do SC Braga, onde venceu por 3-0. Voltou a apresentar o seu 3x4x3 com Borja, Coates e Mathieu no eixo defensivo, deixando as alas para Bruno Gaspar e Marcos Acuña. No miolo jogaram Wendel e Gudelj, deixando Luiz Phellype na frente, apoiado por Raphinha e Bruno Fernandes – como é possível ver na imagem em anexo.
Fonte: InStat
Na primeira fase de construção, o Sporting CP apresentou três centrais, permitindo a Gudelj e Wendel pisar terrenos mais centrais e subidos no terreno. Com isto, Bruno Fernandes e Raphinha procuram terrenos mais interiores, tentando jogar entrelinhas, deixando Bruno Gaspar e Marcos Acuña com a largura e profundidade nos flancos. No entanto, o SL Benfica só pressionava com dois homens, ficando sempre em inferioridade numérica, nunca conseguindo assim fazer frente ao processo ofensivo da equipa leonina.
Fonte: InStat
A entrada em campo dos leões foi vincada pelos duelos ganhos, ganhando até algumas bolas no seu meio-campo ofensivo, permitindo criar perigo de várias formas, inclusive ganhar alguns lances de bolas paradas. Se em outros dérbis a linha de pressão leonina era num bloco mais baixo, o início da partida demonstrou um Sporting CP com as garras de fora, sem medo de pressionar e a pressionar alto no terreno, dificultando as ações dos encarnados. Esta agressividade permitiu desde cedo ao Sporting CP recuperar bolas e instalar-se no meio-campo defensivo do SL Benfica. O SL Benfica demonstrava claras dificuldades em sair, quer em posse, quer em contra-ataque.
O futebol feminino tem crescido a olhos vistos em Portugal. Muito longe da realidade vivida no futebol masculino, o futebol praticado por mulheres tem vindo aos poucos e poucos a fazer história e impor a sua presença.
A entrada de Sporting CP e SC Braga, e mais recentemente do SL Benfica foi crucial para este crescimento. Para além do profissionalismo, estas equipas vieram trazer visibilidade e competitividade à liga feminina. Criaram equipas de raiz, desde a equipa A até aos escalões de formação. E ofereceram a estas jogadoras as mesmas condições que as equipas masculinas têm, o que proporcionou o regresso de várias jogadoras internacionais portuguesas que jogavam no estrangeiro. Ana Borges, Carole Costa ou Laura Luís são alguns dos muitos exemplos.
Atualmente a liga feminina já conseguiu atrair para Portugal jogadoras cujos países são exemplos para o futebol feminino, acolhendo actualmente internacionais brasileiras, norte americanas ou suecas.
O derby entre o Sporting CP e o SL Benfica teve 15.204 pessoas a assistir e foi um exemplo de fair play Fonte: Sporting CP
A nível de seleção, Portugal tem feito história a cada passo que dá. Em 2017 participou pela primeira vez num Europeu de Futebol; em 2018 alcançou um inédito terceiro lugar na Algarve Cup e em 2019 entrou para o ranking das 30 de melhores seleções do mundo. A nível de formação, a geração de sub-17 alcançou pela segunda vez na história uma fase final do campeonato europeu da categoria, ao eliminar a seleção francesa, atual primeira classificada do ranking FIFA.
Apesar de ainda estarmos distantes da realidade vivida por outros países europeus como a Espanha ou Itália, Portugal está a caminhar a passos largos para um futuro risonho. Prova disso foi o novo recorde de assistência num estádio… 15.204 foi o número de adeptos que esteve no passado dia 30 de março, a assistir ao derby entre o Sporting CP e o SL Benfica. Um número histórico, naquele que foi o primeiro encontro de sempre destas duas equipas.
Com a subida do SL Benfica ao escalão principal na próxima época é esperado que números como estes se voltem a repetir. A expetativa é que Portugal continue a fazer história, tanto a nível de clubes como a nível de seleção, para que um dia seja o nosso país um modelo a seguir.
Ora bem, ter uma média de triplo-duplo por jogo numa temporada da NBA já parece normal – e é, mas não para todos. Para Russel Westbrook, é um acontecimento bastante habitual, até porque já é a terceira época consecutiva em que ele o consegue fazer.
Esta temporada regular, Westbrook está a ter uma média de 23 pontos, 11.1 ressaltos e 10.5 assistências. Como se não chegasse, ainda tem dois roubos de bola por jogo.
Vejo muitos críticos, jornalistas e comentadores televisivos norte-americanos a não darem o devido mérito a Russel Westbrook pelos recordes individuais que conquista. Ele faz com que pareça fácil terminar uma época com média de triplo-duplo. Esta temporada, acabou 31 jogos com triplo-duplo. Muitos jogadores não acabam a carreira deles com 31 triplo-duplos.
É óbvio que, apesar deste recorde fenomenal, tem alguns pontos fracos. Primeiramente, não se trata de um atirador eficaz, visto que tem uma percentagem de lançamentos de campo de 43% e 29% de 3 pontos. Para além disso, o lançamento livre também não está propriamente bom, nem sequer razoável.
Mas nem os melhores de todos os tempos são perfeitos. Todos os jogadores que passaram pela NBA ou nela jogam têm pontos fracos. Até mesmo Michael Jordan, que muitos, ou a maioria, clamam como sendo o melhor de todos os tempos, tem pontos fracos ou menos fortes. Enquanto base, nunca foi um playmaker, com uma média de carreira de aproximadamente cinco assistências por jogo. Também não foi um atirador de três pontos de confiança. LeBron James, da mesma forma que Westbrook, também não apresenta uma percentagem de carreira muito agradável de lançamentos livres e, em termos de lançamentos de três pontos, não é muito melhor do que Jordan.
Até os melhores de sempre têm pontos menos fortes Fonte: NBA
Deste modo, apreciem mais o jogo de Russel Westbrook, a sua entrega, a sua raça, o seu poder de explosão e a sua energia, porque, quando a carreira dele acabar, ele vai ser lembrado como um dos melhores de sempre e como o único jogador que teve três épocas consecutivas com média de triplo-duplos.