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Em frente é o caminho!

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Após um mau começo de época, o SL Benfica conseguiu dar a volta ao que podia e está ainda presente em três competições de onde pode sair vencedor: a Liga Europa, a Taça de Portugal e a Liga NOS. As coisas vão correndo bem ao clube da Luz e, ao que tudo indica, jogadores e equipa técnica estão a trabalhar para que assim continue.

O percurso das águias na Liga Europa, única competição internacional em que estão presentes, começou a 14 de fevereiro: o SL Benfica foi à Turquia defrontar o Galatasaray e, pela primeira vez, saiu vitorioso (1-2). Já na Luz, uma semana depois, as mesmas equipas não foram para além de um empate sem golos. A 7 de março foi a vez de visitarem a casa do Dinamo Zagreb, onde sofreram a primeira derrota da competição (1-0). Descontentes com o resultado da primeira volta, venceram na Luz por três bolas a zero, eliminando o Dinamo e passando assim aos quartos-de-final da competição. Marcaram nestes quatro jogos cinco golos contra apenas dois sofridos. Na próxima fase será a vez de defrontarem o Eintracht Frankfurt, onde seria vantajoso obter um bom resultado na visita à Alemanha, para assim ficar mais facilitado o trabalho até às meias-finais.

Na Taça de Portugal, o SL Benfica iniciou a primeira partida a 18 de outubro de 2018, vencendo o Sertanense por três bolas a zero. Um mês depois, a 22 de novembro, voltou a vencer: o derrotado foi o Arouca (2-1). A 19 de dezembro, o Benfica venceu o Montalegre por uma bola, tal como aconteceu em Guimarães a 15 de janeiro deste ano. Por último, voltou a vencer em casa o Sporting CP por duas bolas a uma. Somou um total de cinco jogos sem perder e, tal como na Liga Europa, conta com cinco golos marcados e dois sofridos. Para continuarem nas vitórias e tentarem vencer esta competição, os encarnados precisam de manter as boas prestações.

O Benfica pode ainda vencer três competições, apesar das dificuldades: Liga NOS, Liga Europa e Taça de Portugal.
Fonte: SL Benfica

A Liga NOS é a competição mais disputada, mas o clube da Luz não começou da melhor maneira. Após duas vitórias nas duas primeiras jornadas, o Benfica empatou a uma bola com o rival Sporting, a 25 de agosto de 2018. Voltaram a sair vitoriosos na quarta e quinta jornadas, mas parecia que a felicidade das águias ficava sempre “pendurada”. Na sexta jornada, a 27 de setembro de 2018, empatou em Chaves a duas bolas e, apesar de ter vencido o FC Porto na jornada seguinte, voltaram a ver as suas vitórias “suspensas”. Na oitava e na nona jornada o Benfica foi derrotado pelo Belenenses e, em casa, pelo Moreirense.

Depois das duas derrotas e das prestações inconstantes, os encarnados venceram as cinco jornadas seguintes: Tondela, Feirense, Setúbal, Marítimo e Braga. À 16ª jornada, a 2 de janeiro deste ano, perderam em casa do Portimonense (2-0), mas, até à 25ª jornada, realizada precisamente dois meses depois, somam apenas vitórias (nove). Essas vitórias foram interrompidas por um empate a duas bolas com o Belenenses e retomadas logo na seguinte jornada contra o Moreirense.

No que diz respeito às estatísticas, o SL Benfica tem, neste campeonato, 72 golos marcados (melhor ataque) e 23 sofridos. Está há 11 jogos sem perder (ainda que com um empate e 10 vitórias) e soma nove vitórias consecutivas. Marcaram golos em 24 dos 27 jogos disputados e sofreram golos em apenas 13 desses mesmos jogos. Neste sentido, é de referir que, em todas as competições, o Benfica tem mostrado que não é o mesmo clube, ou pelo menos que não tem a mesma atitude e prestação que tinha no arranque deste campeonato.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

5 “verdades absolutas” sobre o FC Porto

O conceito de “verdade”, para muitos, é ainda tido como algo objetivo: ou é ou não é. Contudo, pessoalmente, considero que o “verdadeiro” e o “falso” acabam por tender um pouco mais para o plano subjetivo do que para a objetividade. Independentemente disso, numa coisa concordaremos: existem factos que não possuem margem para discussão, as chamadas “verdades absolutas”. E, relativamente a “verdades absolutas”, não existem subjetivos ou objetivos, existe apenas a verdade nua e crua. Será essa espécie de verdades que explorarei neste texto, mais precisamente, cinco exemplos específicos de verdades absolutas que circundam o FC Porto.

Os 8 jogadores da armada portuguesa no Championship

Não obstante não ser uma liga principal, é uma das ligas mais competitivas e mais atraentes da atualidade. O Championship, segundo escalão inglês, é uma autêntica maratona (24 equipas), pautada por muito equilíbrio e em que há mais de uma dezena de equipas de olho na subida. Os orçamentos são avultados, as receitas também o são e, consequentemente, os jogadores têm sido cada vez mais atraídos para estas equipas.

De entre estes 24 planteis contabilizamos 8 portugueses, os quais daremos a conhecer em seguida.

Gent-Wevelgem: Wild a dobrar

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Poucos dias depois de enfrentar a Driedaagse, o pelotão continuou por terras belgas, desta vez para enfrentar uma mais dura e seletiva Gent-Wevelgem.

Como começa a ser habitual nestas provas maiores, não houve espaço para a tradicional fuga do dia. A corrida começou com algumas quedas, que viram Jessica Allen abandonar e Coryn Rivera ficar momentaneamente para trás, mas, surpreendentemente, sem grandes ataques.

Finalmente, já percorridos 30 quilómetros, começou a corrida mais agressiva com algumas equipas a acelerar o ritmo e a quebrar o grupo, com Rivera entre as ciclistas que ficaram nos grupos atrasados. O pelotão reagruparia, mas a prova continuava a fazer vítimas e mais algumas ciclistas não seguiam corrida.

Nas primeiras subidas, a Boels-Dolmans e a Trek-Segafredo impuseram o ritmo, selecionando o grupo, mas ainda sem diferenças decisivas. Seguiram-se as Plugstreets, zonas de gravilha, mas o continuavam a faltar o s ataques, apesar do pelotão estar cada vez mais reduzido.

Finalmente, já dentro dos últimos 60 quilómetros, Anna Trevisi foi a primeira a lançar-se em solitário. A tentativa não duraria muito, mas pouco depois seria Romy Kasper a seguir-lhe o exemplo.

A 40 quilómetros da meta, pelotão novamente agrupado para enfrentar o Kemmelberg e é a líder do World Tour, Marta Bastianelli, que abre as hostilidades. Os ataques sucedem-se nesta zona mais complicada, mas seria já depois de ultrapassada a inclinação que Sofia Bertizzolo se instalaria na frente, juntando-se-lhe pouco depois a campeã nacional Daniela Reis.

O duo seria alcançado à falta de 20 quilómetros e, daí para a frente, apesar de algumas tentativas, o pelotão rolaria compacto a alta velocidade, preparando sprint final.

A Trek-Segafredo lançou Letizia Paternoster para tentar a vitória, mas seria Kirsten Wild a voltar a aparecer com velocidade acima das adversárias para levar a segunda vitória da temporada, batendo Lorena Wiebes, que aproveitaria para passar a liderar a classificação da Juventude. Paternoster contentar-se-ia com o quarto posto, enquanto Bastianelli seria quarta para manter a camisola roxa.

É a segunda vitória consecutiva para Wild no World Tour depois de conquistar a Driedaagse Brugge-De Panne, coloca-se no segundo posto da Classificação a somente dez pontos de Bastianelli e terá de ser olhada como uma candidata para Flandres.

A classe de Federer predomina em Miami

O Miami Open é um dos torneios com mais relevância do circuito mundial de ténis. Logo após Indian Wells, este evento realiza-se de 18 a 31 de março e reúne os melhores jogadores e jogadoras da atualidade. Expectativas elevadas, ansiedade por grandes partidas e um desconhecimento por quem iria erguer o troféu eram algumas das caraterísticas que surgiam dias antes do início da prova.

Os amantes da modalidade tinham vários palpites, uns pensavam que Djokovic ia mostrar que a precoce queda, na semana anterior, era só um percalço, outros acreditavam que ia ser um tenista da Next Generation a sorrir e os fãs de Roger Federer diziam que o helvético ia vingar-se da derrota na final do BNP Paribas Open.

O torneio masculino começou com grandes encontros, o vencedor de Indian Wells, Dominic Thiem, foi eliminado na ronda inaugural por Hubert Hurkacz, o veterano David Ferrer (tenista que se vai reformar esta época) eliminou o segundo favorito, Alexander Zverev, e Novak Djokovic, primeiro cabeça de série, perdeu novamente contra Roberto Bautista Agut, depois de estar a ganhar por um set e um break. Chegávamos às meias-finais e estavam em provas duas das maiores promessas do ténis mundial, os canadianos Denis Shapovalov e Felix Auger-Aliassime, o campeão de 2018 e norte-americano John Isner e o campeonissímo Roger Federer.

Isner venceu Felix (com apenas 18 anos) pelos parciais de 7-6 e 7-6, depois do tenista mais novo desperdiçar a oportunidade de servir para fechar ambos os sets. Na outra meia-final, o suíço eliminou Shapovalov com uma exibição arrasadora, por 6-2 e 6-4, no final do encontro, o canandiano afirmou que Roger Federer era o melhor de todo os tempos e não tinha nenhum ponto fraco. Na final, John Isner tentou revalidar o seu título mas sem sucesso, o Maestro ganhou com alguma facilidade, pelo resultado de 6-1 e 6-4. Roger Federer , considerado o melhor tenista de sempre, conquistou o seu 101º título da carreira e já só faltam 8 para alcançar os 109 troféus de Jimmy Connors.

Vencedor: Roger Federer

Revelação do torneio: John Isner

Jovem Promessa em destaque: Felix Auger-Aliassime

Djokovic é eliminado, de novo, precocemente
Fonte: Miami Open

A Etiópia dominou, o Uganda surpreendeu e Obiri fez história

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O Mundial de Crosse que se realizou neste final de semana foi tudo aquilo que prometeu, com drama, emoção e surpresas.

A primeira prova disputada foi a prova das estafetas mistas, onde o Quénia parecia ser o favorito, pelo menos por incluir vários nomes conhecidos na sua equipa, tal como referimos no nosso artigo de antevisão. Anteriormente faláramos também da forte equipa marroquina e de uma formação Etiópia sem nomes sonantes. A verdade é  que os etíopes mais uma vez mostraram que quando trazem atletas do género, existe uma razão para tal e é sempre de desconfiar! Venceram em toda a linha, sempre estiveram na frente e até se viu os quenianos favoritos serem ultrapassados no último percurso pelo Marrocos (fantástica a prova de Arafi no percurso final).

A equipa vencedora da Etiópia foi composta por Kebede Endale, Bone Cheluke, Teddese Lemi e Fantu Worku e foi logo desde essa prova inicial que se ficou com a sensação que o duro percurso – cheio de subidas e descidas bastante acentuadas – favorecia os etíopes, que chegaram com uma larga margem em relação às outras equipas, em 25:49. O Quénia de Manangoi e Kipruto acabaria por ficar com o Bronze.

GP Bahrain: Há azarados, e depois há Leclerc

Lewis Hamilton venceu o grande prémio do Bahrain, com Bottas em segundo, e Leclerc a fechar o pódio. Numa noite extremamente ventosa em Sakhir, vimos uma das corridas mais intensas dos últimos anos, onde o primeiro pódio de Leclerc podia ser celebrado, mas é recebido em tom de tristeza.

Após dominarem todo o fim de semana, tanto nos treinos como na qualificação, com a primeira pole position de Charles Leclerc, a equipa italiana tinha a confiança em alta para esta corrida, após a desilusão da Austrália, mas o azar estava à porta.

O piloto monegasco perdeu a primeira posição logo no início da corrida, quando Vettel arrancou melhor do que ele, e acabou por ter uma primeira volta muito desastrada, caindo para a terceira posição. Rápido se recompôs e apanhou Bottas, começando a perseguição ao seu colega de equipa que já se afastava na frente da corrida.

A velocidade de Leclerc era tanta que em cerca de 2 voltas apanhou Vettel e recuperou a primeira posição, onde se manteve quase até ao fim da corrida.

Mais atrás, a luta pelo título de “best of the rest” era o caos autêntico, com Magnussen, Sainz, Ricciardo, Hulkenberg e Norris a estarem na luta pela 6º posição em diferentes alturas da corrida. Particularmente os Renault, que lutavam de forma tão acesa que chegaram a chocar um contra o outro, sem danos demasiado grandes.

Sainz foi à luta com Max Verstappen e acabou por sair pior, o que o atirou para o fundo da tabela, pouco depois Magnussen começou a perder velocidade e caiu para fora dos pontos. Restaram os Renault, e Lando Norris, que lutaram até ao fim.

Em termos de estratégia, as condições atmosféricas adversas, obrigaram as equipas a fazer 2 paragens, o que levou a muita ação na pit-lane. Na segunda paragem, Vettel saiu pouco à frente de Hamilton, que tinha parado na volta anterior, e o britânico começou a perseguição ao Ferrari.

Após batalharem pela segunda posição, Hamilton conseguiu levar a melhor sobre o alemão, que teve um dejá vu da temporada passada, e deixou a traseira do carro fugir, ficando com a frente a apontar para a direção errada.

O erro de Vettel danificou os pneus, que criaram muitas vibrações, e acabaram por destruir a asa dianteira, atirando o alemão para a 9º posição.

Pouco depois, o momento mais importante da corrida acontece. Leclerc levava uma vantagem confortável, de cerca de 10 segundos, mas comunica à equipa que há algum problema com o motor, que tem pouca potência.  O que aconteceu de seguida foi os pilotos da Mercedes a competir contra um autocarro, em poucas voltas a vantagem do piloto da Ferrari desapareceu, perdendo posições para Hamilton, e a seguir para Bottas.

No meio de todo este azar, houve uma estrela que lhe deu um pouco de sorte, quando Verstappen ameaçava o último lugar do pódio, Ricciardo e Hulkenberg tiveram um momento estranho, na mesma curva, na mesma volta e com pouco tempo de diferença, os monolugares da Renault pararam com problemas mecânicos, quando estavam os dois em posição de pontuar.

Mais um pião para Vettel.
Fonte: F1

Isto acabou por oferecer o primeiro pódio a Leclerc, porque o Safety Car foi para a pista, e como faltavam poucas voltas para acabar, a corrida acabou atrás do Safety Car.

Hamilton acabou por vencer, mas na sua linguagem corporal, notava-se que ele sabia que não merecia, congratulando e dando o seu apoio ao jovem monegasco. Na segunda posição ficou Bottas, e a fechar o pódio, Leclerc. Verstappen nunca foi uma ameaça, terminando em quarto e Vettel mais uma vez a errar, caindo para 5º.

A fechar o resto do top 10, Lando Norris fez uma corrida fantástica, ficando na sexta posição, seguido de Raikkonen em 7º. Gasly mais uma vez desiludiu, e com o carro que tem, é obrigado a fazer muito melhor do que 8º. Alexander Albon conseguiu os seus primeiros pontos na Formula 1, após uma corrida muito certinha, seguido por Perez que subiu até à 10º posição para fechar os pontos.

Foi um final agridoce para uma corrida fantástica. Toda a comunidade da Formula 1 estava feliz pela fantástica performance da Leclerc, contudo, após chegar ao topo da montanha ontem na qualificação, e continuar nesse sítio durante a maioria da corrida, Leclerc foi empurrado dela abaixo, só não caindo mais porque lhe fizeram uma almofada em forma de 2 Renaults e um Safety Car.

Piloto do dia: Charles Leclerc

Hamilton a consolar Leclerc.
Fonte: F1

Quem mais? Mesmo após errar no início da corrida e cair para a terceira posição, agarrou a crina do cavalinho rampante e voltou para o primeiro lugar que lhe pertencia, criando uma vantagem confortável na frente. Leclerc é um futuro campeão, provou isso hoje, provou que não merece ser tratado como o segundo piloto de Vettel, mas como um igual. Infelizmente, tudo se desmoronou para a Ferrari, e acabou por conseguir o primeiro pódio com sorte. Bem precisava de alguma no meio de tanto azar.

Foto de Capa: Formula 1

Os 5 melhores golos dos Leões na caminhada da Taça de Portugal 18/19

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Está a aproximar-se o “dia da verdade”, para muitos considerado o jogo mais importante até final da temporada. Os Leões recebem no seu reduto o grande rival da segunda circular, o SL Benfica, em jogo a contar para a segunda mão da meia-final da Taça de Portugal. Apesar da desvantagem (derrota por 2-1) obtida na primeira mão, o objetivo é marcar presença no Jamor.

Na campanha realizada na Taça de Portugal, os homens que “carregam” o leão ao peito marcaram por catorze vezes e sofreram seis golos nas cinco partidas disputadas até ao momento. Numa espécie de artigo de motivação para o plantel leonino, irei abordar aqueles que considero serem os cinco melhores golos do Sporting na caminhada da Taça de Portugal até ao momento.

Certamente que irão reparar que há um nome que se torna repetitivo ao longo da lista (não deve ser fácil adivinhar mesmo sem lá chegar). E se eu gostava que esta lista ficasse desatualizada já na próxima quarta-feira! Concorda com os golos eleitos e a sua ordem?

SL Benfica 2–0 Novasemente GD: A quarta consecutiva

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Cabeçalho Futebol Feminino

O Pavilhão Multiusos de Gondomar era palco da reedição da final do ano passado da Taça de Portugal. De um lado SL Benfica e do outro Novasemente GD voltavam a medir forças na prova rainha para levantar a tão desejada Taça. Os “encarnados” estavam em busca do quarto troféu consecutivo e a equipa de Espinho, que já tinha perdido três finais, queria levantar pela primeira vez na sua história o título.

Início de jogo a mostrar aquilo que o SL Benfica queria, era controlar o jogo a seu belo prazer e ter o domínio no meio campo da equipa adversária. As “encarnadas” estavam muito mais pressionantes e não deixavam a Novasemente CD sair do seu meio campo defensivo. Surgiram alguns remates de ambas as formações, porém, as duas guarda-redes estavam atentas aos lances.

Ao minuto 7, Maria, jogadora do SL Benfica, fez um mau passe e permitiu que Lídia, a oito da Novasemente CD, conseguisse recuperar. No frente a frente com a guarda-redes das “águias”, Lídia Fortes não conseguiu marcar porque estava lá Ana Catarina, que com uma grande mancha, para travar o remate.

No minuto seguinte, foi a vez de Sofia Ferreira. A capitã do Novasemente CD rematou em bico com força e a obrigar Ana Catarina a mais uma grande defesa esta tarde. Começava a equipa de Espinho a ter mais perigo no jogo. Mas a resposta das “encarnadas” não tardou muito.

Ao minuto 11, Sara Ferreira rematou com estrondo ao poste esquerdo duas vezes com jogadas quase a papel químico. Em poucos segundos, o perigo rondou a baliza da Novasemente CD com dois remates de fora da área, contudo, não passou de um susto para a guarda-redes Sara Wallace.

Raquel Santos, ala do SL Benfica, também quis ser protagonista desta final e começou a rematar com perigo. Em poucos minutos, a número 20 rematou duas vezes aos dois postes da baliza do Novasemente CD. Era já a quarta bola ao poste no jogo das “encarnadas” que tentavam de tudo, mas a bola não entrava.

Ao minuto 16, Júnior rematou à baliza de Ana Catarina, mas a guarda-redes do SL Benfica estava atenta e defendeu para canto. A bola parecia que não ia para a baliza, mas por precaução a número um das “encarnadas” desviou pela linha de fundo.

Emoção e oportunidades de perigo não faltaram nesta final de Taça de Portugal feminina, mas faltaram os golos. As duas formações foram para o intervalo com um zero a zero no marcador e esperavam melhorar na segunda parte, sobretudo, a sua pontaria e eficácia. Nas bancadas ficava a dúvida de quem seria a primeira equipa a marcar no jogo.

O treinador do SL Benfica, Bruno Fernandes, apontou o caminho para mais uma Taça de Portugal. A sua equipa não desiludiu e conseguiu a quarta consecutiva
Fonte: FPF

Retomada o segundo tempo, as equipas entraram muito atrapalhadas e o ritmo do jogo já não estava semelhante ao que tinha sido praticado na primeira parte. Contudo, não impossibilitou de surgirem oportunidades de perigo nem para um lado nem para o outro. Primeiro, um remate de Júnior, jogadora de Novasemente GD, obrigou Ana Catarina a nova defesa. E depois, a ala Fifó, que de um canto rematou e estava atenta Sara Wallace.

Ao minuto 5, surgiu aquilo que estava a ser adiado por muito tempo. Janice, que tantas vezes já tinha feito este movimento, recebeu um passe de Fifó, rodou sob a sua adversária e rematou para a baliza. Sara Wallace não conseguiu travar o remate da pivô encarnada. Estava feito o primeiro da tarde no jogo e para o SL Benfica.

Dois minutos depois, Beatriz Sanheiro, que na jogada anterior tinha cortado uma bola perigosa, fez falta na grande área e o árbitro assinalou penalti. A equipa de Espinho tinha a oportunidade de marcar através do castigo máximo. A capitã Sofia Ferreira encarregou-se da marcação, mas Bety, guarda-redes suplente do SL Benfica que entrou somente para este lance, defendeu o penalti. Tudo na mesma graças à 12 das “águias”.

Em poucos minutos, duas oportunidades para cada lado. Primeiro, Júnior voltou a tentar a sua sorte novamente e rematou de fora da área, mas o remate passou ao lado da baliza de Ana Catarina. Depois, Janice respondeu a altura com um remate ao poste, o quinto na partida para o SL Benfica.

As “encarnadas” depois do golo controlaram mais o jogo e a tinham muito mais posse de bola, como seria de esperar estando em vantagem. As duas formações rapidamente chegaram à quinta falta na segunda parte e este fator condicionou muito o processo defensivo de ambas.

Já com guarda-redes avançado em campo por parte da Novasemente, as oportunidades acabavam por surgir e por estar muito adiantada no terreno corria riscos também. Ao minuto 19, Pisko com um remate de bico ainda obrigou a mais uma defesa a Ana Catarina, que parecia brilhar em campo com a sua exibição.

E nada mais nada menos do que a mesma protagonista para marcar novamente. A guarda-redes do SL Benfica, Ana Catarina, aproveitou que não estava ninguém na baliza adversária e fez um golo de baliza a baliza que sentenciou a partida. Estava feito o dois a zero para as “encarnadas”. Um golo que dava mais uma Taça de Portugal ao clube da Luz.

O SL Benfica ganha assim então o seu quinto troféu desta competição, o quarto consecutivo, e volta a repetir pelo terceiro ano seguido a vitória frente à Novasemente GD na final. À terceira não foi mesmo de vez e a equipa de Espinho continua à procura da tão desejada taça para o seu palmarés, que já lhe escapa há muito tempo.

CINCOS INICIAIS:

SL Benfica – Ana Catarina (GR), Janice, Inês Fernandes, Fifó e Sara Ferreira

Novasemente GD – Sara Wallace (GR), Bianca Costa, Júnior, Lídia e Pisko

Rio Ave FC 0-2 CD Aves: Maturidade avense abate Rio Ave apagado

A equipa do Desportivo das Aves entrou fulminante em jogo e conseguiu encontrar um bom ritmo de jogo contra um Rio Ave que acabou por sofrer mais uma derrota em casa.

Rio Ave FC e CD Aves defrontaram-se este domingo, no Estádio dos Arcos, em jogo a contar para a 27.ª jornada da Primeira Liga. A formação visitante venceu a partida que ficou marcada pela consistência da equipa de Augusto Inácio.

O Desportivo das Aves entrou pressionante e logo nos minutos iniciais dispôs de uma grande oportunidade de golo. Vítor Gomes encontrou-se no centro da área com tempo para tudo, mas não conseguiu concluir da melhor maneira o lance.

Os primeiros minutos da partida foram de muita garra e luta no meio-campo. Ambos os conjuntos tentavam passes de rotura que acabavam por ser intercetados, algo que evidenciou a atenção e o foco com que os jogadores entraram em campo.

Galeno, do lado do Rio Ave FC, e Luquinhas, do lado do CD Aves, mostraram-se como os jogadores mais desequilibradores em campo. Conseguiam pegar no jogo e fazer a equipa subir no terreno e foram, ambos, protagonistas de momentos bonitos de Futebol.

À passagem da meia hora de jogo, foi o Desportivo das Aves que, mais uma vez, conseguiu chegar com perigo à baliza de Leo Jardim. Livre batido na esquerda e Fellipe, sozinho, cabeceou mal para fora.

Após este segundo sinal de perigo do CD Aves, o Rio Ave conseguiu reagir e começou a pressionar mais a equipa visitante. De destacar um remate de Diego para defesa difícil de Beunardeau, para a frente.

Num lance confuso na área da equipa vilacondense, com a bola a circundar com perigo toda a grande área, o clube das Aves conseguiu obter uma grande penalidade: saída escusada de Leo Jardim dos postes a rasteirar Luquinhas, quando a bola se aproximava já da linha final.

A primeira parte acabou num tom algo monótono, sem chances de perigo, muitas interrupções e um jogo muito denunciado. Ambas as equipas precisavam do intervalo para refrescar as ideias.

Luquinhas finta dois adversários
Fonte: Liga Portugal

Com o início da segunda metade do jogo, chegou mais magia de Luquinhas pelo lado esquerdo do ataque do CD Aves, a causar muitas dificuldades à defensiva da casa. De assinalar um bom passe para o centro da área, onde estava Vítor Gomes . que rematou por cima.

O Rio Ave conseguiu, por intermédio de Said, com um remate, obrigar Beunardeau a uma defesa complicada. Numa altura em que Daniel Ramos mexe na equipa – entra Nuno Santos para o lugar de Said -, a substituição demonstrou descontentamento por parte do treinador com as dinâmicas ofensivas da equipa.

Nuno Santos aproveitou o primeiro lance que teve para criar bastante perigo. O jogador português conseguiu trabalhar bem na direita e passar para Galeno, que remata e fica, em seguida, a pedir grande penalidade por mão de Diego Galo.

Com a obrigação de dar a volta ao resultado, o Rio Ave ia tomando conta da bola. O Desportivo das Aves limitou-se a esperar pelo erro e a sair em transições rápidas e, ao minuto 70, teve uma grande chance para visar a baliza, mas Luquinhas rematou para fora.

Através deste maior controlo da bola, a formação de Daniel Ramos conseguiu criar mais oportunidades de golo. A entrada de Nuno Santos veio dar muita mobilidade ao ataque e Gelson Dala veio dar mais técnica e presença na grande área. Os lances começaram a ser mais trabalhados.

A formação de Vila das Aves teve ainda a alma e a força necessárias para ampliar a vantagem. Derley ganhou a bola a Messias e passou para Vítor Gomes, que preferiu voltar a deixar a bola no centro da grande área para Baldé rematar para o fundo das redes.

O jogo ficou completamente partido após este segundo golo. O Desportivo das Aves aproveitou, mais uma vez, para sair por intermédio de Luquinhas, que desmarcou Mama Baldé; este, isolado, rematou ao poste da baliza.

O Rio Ave FC ainda tentou diminuir a desvantagem, mas acabou por não o conseguir fazer. Com este resultado, o Desportivo das Aves soma agora 29 pontos, ocupa a 12.ª posição e prepara-se para ir à Madeira defrontar o CD Nacional, enquanto o Rio Ave FC mantém a nona posição, com 32 pontos, e defrontará o Sporting CP em Alvalade na próxima jornada.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Rio Ave FC: Leo Jardim, R. Semedo, B. Moreira, Diego, F. Augusto (G. Dala 72’), Said (N. Santos 57’), Nadjack, Jambor, Afonso F. (Gabrielzinho 79’), Messias Jr. e Galeno.

CD Aves: Beunardeau, Rodrigo, V. Costa, Ponck, Falcão, V. Gomes (Faye 84’), Derley, Diego Galo, J. Fellipe, M. Baldé e Luquinhas (Varela 89’).