Primeiro dia do rali dos Açores e já alguns percalços para concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis. Miguel Barbosa desistiu logo na primeira especial do dia, a Coroa da Mata, com um problema mecânico. Ricardo Teodósio também encontrou dificuldades após um toque na primeira especial, que afetou a roda traseira do lado direito. Nas contas do CPR, Ricardo Moura lidera a classificação, com 2 vitórias em 3 especiais neste primeiro dia. Bruno Magalhães, o único representante do Team Hyundai Portugal, está no segundo lugar. Ricardo Teodósio segue no terceiro lugar.
Ricardo Teodósio sempre espetacular, acabou por bater e ter problemas no Skoda Fabia R5 Fonte: David Pacheco/Bola Na Rede
No Campeonato dos Açores de Ralis, a luta entre Bernardo Sousa e o campeão regional, Luís Miguel Rego, está muito interessante. Sabemos que Ricardo Moura lidera, mas os dois lugares restantes estão apenas separados por cerca de 17 segundos.
Na frente da geral e do campeonato FIA ERC segue o imbatível “russian rocket”, Alexey Lukyanuk. O russo não deu hipóteses a ninguém e venceu todas as especiais do dia, mostrando estar mais que adaptado à máquina nova que tripula, o Citroen C3 R5.
Em estreia na categoria ERC3 está Pedro Antunes, em Peugeot 208 R2. O piloto português encontra-se na frente de Sindre Furuseth. Na terceira posição desta categoria segue o espanhol Efrén Llarena.
Pedro Antunes na sua primeira prova do ERC3 lidera ao fim do primeiro dia Fonte: David Pacheco/Bola na Rede
O segundo dia de prova traz-nos a mítica especial das Sete Cidades, a nova especial da Vista do Rei/Feteiras e a renovada Pico da Pedra.
É o sonho de qualquer adepto, mas a história diz que a aposta exclusiva na formação como alimento único do plantel principal não é, de todo, sinónimo de vitórias. A mescla de experiência e juventude sim, é outro assunto.
No caso do FC Porto, são poucos os casos de sucesso no que à ingressão no plantel principal a partir do Olival diz respeito. Porém, o futuro passará, invariavelmente, por aí. Nomes como Diogo Costa, Diogo Leite, Diogo Queirós, Jorge Fernandes, Romário Baró ou Madi Queta são já certezas e outros vão-lhes seguindo as pisadas.
Depois de vencer o clássico no Dragão, o SL Benfica de Bruno Lage recuperou os sete pontos de desvantagem que tinha para o rival, e somou mais dois para lá daqueles que o antigo líder tinha, colocando-se a si no topo da tabela classificativa da Primeira Liga.
Dias depois, o Benfica foi a Zagreb para a primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa e foi aí que começaram a surgir as dúvidas. Não se tratou apenas da derrota por 1-0 frente aos croatas – já que era pela margem mínima, e fora de casa e, por isso, um resultado ultrapassável na segunda mão –, mas sim pela fraca exibição dos encarnados em terras Balcãs.
As dinâmicas tão faladas por Bruno Lage não funcionaram em Zagreb, João Félix parecia perdido e Krovinovic completamente fora de jogo. Para piorar toda a questão, houve a lesão de Seferovic, ainda na primeira parte. Logo depois da entrada de Cervi – que se demonstrou uma má opção, devido à fraca capacidade de mexer com o jogo –, houve o golo croata devido a uma infantilidade de Rúben Dias, que fez penálti mesmo no canto na área encarnada. Um lance desnecessário que levou a que a eliminatória fosse para Lisboa com desvantagem do Benfica.
Três dias depois do desaire na Croácia, regressava o Benfica ao campeonato a necessitar de vencer para manter a vantagem de dois pontos perante o FC Porto – que ganhara no dia anterior. Porém, contra um Belenenses SAD de emblema novo, o Benfica cometeu dois erros infantis e cruciais para o empate a duas bolas. Demorou a desbloquear o jogo, ao marcar só aos 55 minutos, mas, um primeiro erro de Vlachodimos – que até nos custa criticar devido à quantidade de pontos que já nos deu –, e um segundo erro, novamente de Rúben Dias, deu o empate final, colocando agora margem de erro zero no que resta da temporada benfiquista, logo após a vitória no Dragão. Foi a primeira vez que Lage ficou dois jogos consecutivos sem vencer e as perguntas surgiam, já com uma derradeira eliminatória dentro de três dias.
Vlachodimos tem sido exímio na baliza, mas errou escandalosamente no jogo contra o Belenenses SAD Fonte: SL Benfica
Se dúvidas havia, Lage não as esclareceu na primeira parte desse embate com croatas. Escolheu, como sempre fez para esta competição, uma equipa mais fresca, menos utilizada, mais jovem e pouco se fez para vencer a partida. Porém, a segunda parte trouxe algo diferente: Jonas, João Félix e Grimaldo. Aí, a conversa foi outra e, apesar de o jogo ter ido a prolongamento, a frescura dos homens de vermelho comparada à dos croatas foi evidente, para não falar de que se viu novamente o Benfica a jogar como aquilo a que Lage nos habituara.
Surge, três dias depois, a deslocação a Moreira de Cónegos. Novamente a precisar de vencer, o Benfica desta vez foi mais esclarecedor. Colocou para trás os jogos menos bem conseguidos, e foi golear por 0-4 num terreno onde só duas equipas haviam vencido esta temporada. As dinâmicas vivem!
Bruno Lage mostra-se mais completo perante os adeptos, agora que passou por momentos em que o seu futebol e as suas decisões não levaram a grandes vitórias. Depois de passar pelo sabor da derrota e do empate – ainda por cima consecutivos e decisivos –, Lage manteve-se fiel à sua visão de jogo e à sua gestão de plantel onde todos contam. Sem ter um modelo fixo de jogo que depende de um e outro jogador, mesmo sem Seferovic a combinar com Félix na frente, Lage conseguiu explorar a dinâmica de jogo com outras personagens em campo e isso mostrou-se bem sucedido frente ao Moreirense.
É um treinador que pensa o jogo um por um e o adequa a cada situação. Esperou pelo cansaço dos croatas na primeira parte – explicando a opção de Jota e Rafa na frente – para depois, na segunda, colocar Jonas e Félix para tirar proveito disso mesmo. Está a gerir o plantel entre Liga Europa e Primeira Liga com o plantel à disposição, aproveitando tudo o que cada um pode acrescentar à equipa, analisando o momento ideal para este fazer a sua parte nesta jornada.
Madrid é casa de uma das equipas mais dominantes do atual futebol europeu. Uma formação que consegue, Domingo após Domingo, obrigar os adversários a fazerem aquilo que estes não querem.
Não, não falamos nem do Club Atlético de Madrid nem do Real Madrid CF, mas do Getafe CF.
No melhor exemplo possível daquilo que é o trabalho de um treinador, José Bordalás conseguiu potencializar ao máximo cada individuo, de um dos planteis com menos qualidade de La Liga. Quando digo “ao máximo” refiro-me até ao ponto de nem os próprios jogadores acreditarem que eram capazes de jogar aquele nível.
Jaime Mata, Jorge Molina, Ángel Rodríguez, Djené, Antunes, Damián Suárez, Arambarri ou Maksimovic, são alguns jogadores que parecem ter esperado toda a sua vida para jogar a este nível.
Vamos então perceber como joga este Getafe, do milagreiro de Alicante.
Sistema e equipa: O 4-4-2
Fonte: Chose11
Como se pode constatar não existem grandes nomes. Claro, hoje todos conhecemos Jaime Mata ou Dakonam, mas no início da época ninguém esperava que o Getafe fosse hoje a equipa de Liga dos Campeões que é hoje (eu incluído).
Jogar frente a este 4-4-2 é um verdadeiro desafio. Não só a nível tático e físico, como mental. É uma equipa que raramente perde um duelo individual, que leva constantemente o jogo para onde o adversário não quer e que transforma a difícil missão de controlar o espaço, numa arte.
A chave não está no próprio sistema, jogar em 4-4-2 ou 4-3-3 por si só vale pouco, mas nos automatismos e nas dinâmicas. Não está relacionado com a qualidade individual das peças, mas da força das ligações entre elas.
“José Bordalás não desenha apenas um sistema por jogo, mas onze para 11 jogadores diferentes que se ligam de forma harmoniosa”
Fase Defensiva (Sem bola)
Independentemente do adversário, o guião é sempre o mesmo:
– Conceder muito pouco espaço entre linhas.
– Intensidade máxima nos duelos individuais, podemos falhar um passe, mas nunca perder um duelo.
– Definir bem as zonas para intensificar a pressão e recuperar a bola.
Como vemos, a execução desse guião começa na dupla de avançados. Principalmente na forma como eles se articulam, jogando muito próximos entre si para forçar o adversário a circular por fora, e nos apoios constantes aos colegas com a criação de diversas situações de superioridade numéricas.
Não se trata de uma equipa que joga entrincheirada no seu meio campo defensiva, antes pelo contrário. Com uma linha defensiva alta e sempre perfilada para responder aos ataques à profundidade, vai emergindo Djené Dakonam. Um central rápido (muito), com uma excelente consciência corporal e que antecipa muito bem as intenções dos adversários, qualidades que permitem ao Getafe jogar com uma linha defensiva bem subida.
Sem esquecer a linha média, que está mentalmente sempre ligada ao jogo, pronta para responder a estímulos e saltar imediatamente no acompanhamento, com os restantes elementos da linha média a dar cobertura a esta “saída”, fechando dentro.
Fase Ofensiva (Com bola)
“Jogar futebol é muito simples, difícil é jogar um futebol simples “ Johann Cruyff.
Fonte: Squawka Stats
Qual a equipa que menos dribla em La Liga? Aliás, qual é a equipa que menos precisa de driblar?
O Getafe não tem nenhum “artista”, porque não precisa. Joga um futebol simples, que foge da gratificação imediata e da procura pela notoriedade em cada toque na bola.
Com Molina, a equipa não tem um “artista”, mas um jogador extremamente inteligente do ponto de vista tático. A sua capacidade de jogar de costas para a baliza adversária, receber, guardar a bola e perceber o melhor momento para a soltar permite à equipa jogar de uma forma simples, direta e sem muita elaboração.
Jaime Mata é um individuo diferente. A sua mobilidade encontra na inteligência de Molina a companhia ideal. Os seus inteligentes movimentos sem bola, dão à equipa a profundidade que por defeito o sistema 4-4-2 não tem.
Uma equipa que não se destaca concretamente em nada, mas por todo ao mesmo tempo.
Uma equipa que se destaca por não ter a necessidade de fazer nada de extraordinário, sempre que tem a bola.
A seleção Portuguesa volta à ação nesta semana. Arranca a fase de qualificação para o campeonato da Europa de 2020, tendo Portugal uma dupla jornada pela frente ante a Ucrânia (sexta-feira) e a Sérvia (segunda-feira).
Ambos os jogos serão disputados no Estádio da Luz, com adversários que prometem ser “ossos duros de roer”, tal a qualidade individual que os dois conjuntos apresentam.
Antes de fazer o raio-x aos rivais, falar primeiro de Portugal. Fernando Santos tem de regresso um mega motivado Cristiano Ronaldo, nove meses após a sua última presença, tendo chamado pela primeira vez Dyego Sousa, luso-brasileiro do SC Braga que anda de pontaria afinada na Liga Portuguesa, e João Félix, que tem sido destacado em tudo o que é imprensa, sendo apontado aos “tubarões” da Europa.
É um facto que será difícil arriscar um onze inicial e até um sistema para este duplo confronto, porque provavelmente será alterado de um jogo para o outro, portanto avanço com um onze tipo para o jogo mais complicado em teoria, ou seja, com a Sérvia.
Fernando Santos deverá dar a baliza a Rui Patrício, apostando num quarteto defensivo com Cancelo, Pepe, Rúben Dias e Mário Rui. Meio campo com William Carvalho, João Moutinho, Bernardo Silva e Pizzi, com uma dupla na frente composta por Cristiano Ronaldo e André Silva. Isto caso o técnico português aposte no 4-4-2 que até tem resultado bem, havendo a possibilidade de desdobrar num 4-3-3, com Bernardo descaído à direita e com Ronaldo a partir da esquerda para o corredor central. Jogadores como Guerreiro, Félix, Semedo ou Rafa, também poderão aparecer no onze inicial em qualquer um dos dois jogos.
A primeira batalha é com a Ucrânia. A seleção orientada pela antiga estrela do futebol mundial, Andriy Shevchenko, está em fase de renovação. Na convocatória de 27 jogadores, apenas três têm idade superior a 30 anos.
É uma das gerações mais fortes do futebol ucraniano dos últimos anos, apresentando um leque de jogadores tecnicamente evoluídos e com um toque de samba trazido por Marlos e Júnior Moraes (tem mais de 20 golos oficiais esta temporada) que se naturalizaram recentemente.
Para além destes dois craques “made in Brasil”, destaco Oleksandr Zinchenko, que alinha a defesa esquerdo com regularidade numa das melhores equipas do Mundo, Manchester City FC, Viktor Kovalenko, médio ofensivo de Paulo Fonseca, Volodymyr Shepelev, extremamente elogiado por Maurizio Sarri recentemente, e Yevhen Konoplyanka, que é uma das estrelas da seleção na última década.
Marlos, é um de dois brasileiros, que veio dar outra qualidade à seleção do Leste Fonte: Federação Ucraniana
Normalmente, Shevchenko utiliza o 4-3-3, com Zinchenko integrado no trio do meio campo, e Kovalenko no centro do ataque (o que pode mudar com a naturalização de Júnior Moraes), o que era um completo desaproveitamento da capacidade do jovem talento ucraniano. Marlos deverá jogar pela direita e Konoplyanka pela esquerda.
Estes nomes referidos no parágrafo anterior revelam bem a qualidade de opções ofensivas que esta geração tem à sua disposição (e falta Yarmolenko, lesionado). Na baliza, existe a possibilidade do jovem Lunin, contratado e emprestado pelo Real Madrid CF, de apenas 20 anos, acabar com o reinado de Pyatov, que tem sido o dono da baliza nos últimos anos.
No global, a Ucrânia é uma seleção jovem, talentosa, com muito poderio do meio campo para a frente, a nível de velocidade, técnica e de finalização (sobretudo com Júnior Moraes), apresentando, ao contrário dos últimos anos, um quarteto defensivo mais jovem, mais veloz e com mais qualidade na saída de bola (Kacheridi e Rakitsky não foram chamados e eram a dupla mais usada no passado).
Pela 22.ª temporada consecutiva, os Spurs vão terminar com um recorde positivo e um lugar nos playoffs. Um atestado de competência máximo ao génio de Gregg Popovich, que consegue este feito num ano em que não tem na equipa nenhuma parte do seu Big 3 mais famoso (Tim Duncan, Tony Parker ou Manu Ginobili).
O verão em San Antonio foi estranhamente movimentado. Ginobili reformou-se, Tony Parker rumou a Charlotte e a novela Kawhi teve mais uns capítulos até, finalmente, terminar com a ida do extremo para Toronto. Mesmo com DeRozan e Aldridge no plantel, a lesão de Dejounte Murray no início da temporada levava a uma conclusão: Popovich vai falhar os playoffs, o homem é bom mas não faz milagres. Nada mais errado, como é óbvio.
Os Spurs continuam a ser os Spurs e, como podemos ver pelos constantes êxitos da equipa, não há nada de errado com isso. A equipa continua a depender do aproveitamento do espaço e dos lançamentos de meia distância que já ninguém usa na NBA, à exceção de DeRozan e Aldridge. Os restantes jogadores continuam a produzir como nunca o fariam noutro lado, como são os casos de Rudy Gay, Patty Mills ou Davis Bertans e a defesa resolve o resto, embora tenha estado bastante aquém nos jogos em que os Spurs atuam como visitantes.
DeRozan voltou a liderar a equipa, desta vez para derrotar os campeões Fonte: San Antonio Spurs
A fórmula de San Antonio é um dos fenómenos mais espetaculares e duradouros no mundo do desporto, principalmente no desporto americano, onde as equipas costumam ter pequenos períodos de sucesso. Mas os Spurs não. O seu sucesso dura há mais de duas décadas e tem tudo para continuar. Os texanos vão aos playoffs, mantendo esta forma vão com vantagem caseira e isso pode trazer uma chegada às rondas seguintes, algo impensável para uma equipa que tanto viu mudar nas suas fileiras em julho passado.
A maior parte do mérito tem de ir para o Coach Pop, talvez o melhor treinador de todos os tempos. Nunca teve a maior estrela da liga, muitas vezes trabalhou com muito menos do que os outros, mas conseguiu sempre superar-se. E conseguiu sempre adaptar-se às mudanças na liga, sem perder aquilo que o tornava melhor que os outros. E não só consegue isso, como ainda consegue fazer com que boa parte dos técnicos da NBA tenham passado pela sua equipa técnica. Os Spurs e Popovich continuam bem e recomendam-se. E isso não devia surpreender ninguém.
Com mais de 2000h investidas pela série fora, o Football Manager é uma compra garantida, ano após ano. Tal como o FIFA, as interações anuais por vezes trazem poucas alterações às mecânicas de jogo, mas o FM19 provou ser o melhor da série até à data.
Trazendo novas adições táticas, estilos de jogo como Tiki-Taka de Guardiola ou Gegenpress de Klopp implementados com um simples clique e uma dinâmica de treinos igual à experiência real, a versão de 2019 terá um lugar especial na estante dos amantes da série. E se há coisa que qualquer “viciado” no jogo gosta é de descobrir os novos miúdos maravilha (wonderkids na gíria) e os melhores achados pela qualidade/preço.
Trago 5 “achados” que, num misto de qualidade para serem titulares em grande parte das equipas e jogadores com potencial para o estrelato, me chamaram a atenção neste FM19.
O terceiro dia das finais dos Campeonatos Universitários de Lisboa trouxe-nos, tal como seria de esperar, partidas altamente equilibradas.
O dia foi dedicado aos jogos de terceiro e quarto lugares mas chegou a contar com uma final.
Futebol Masculino
No futebol masculino, a AEFEUNL bateu a equipa da AEISCAL por uma bola e conquistou o último lugar do pódio.
Andebol Masculino
No andebol masculino, a AEIST venceu a equipa da AAFDL por 24-20 e no basquetebol as atletas da AEESSA fizeram 70 pontos contra os 41 das atletas da NOVA.
Voleibol Masculino
A NOVA venceu também o jogo da prova masculina de voleibol por 3-0 frente à AEISCTE-IUL
Fonte: ADESL
Voleibol Feminino
No voleibol feminino, o resultado foi também por 3-0 mas foi a AEFML quem levou a melhor sobre a AEFEUNL.
Futsal Masculino
No futsal masculino, a AEUE conquistou o terceiro lugar ao bater a AEISCTE-IUL por 4-3.
Futsal Feminino
Ainda no futsal, mas no feminino, a AEIST levou a melhor frente à equipa da AEFMH ao vencer por 6-5.
Andebol Feminino
Na modalidade que contou com a única final do dia, o andebol feminino, a AEIST ganhou 9-5 à equipa da AAFDL e na grande final a ULisboa levou a melhor frente à NOVA.
A fase final arrancou esta quarta feira com dérbi no Pavilhão João Rocha. Sporting e Benfica voltaram a encontrar-se pela terceira vez no campeonato nacional, num jogo controlado pelos verde e brancos.
As formações entraram em campo separadas apenas por um ponto e com uma casa muito bem composta pelos adeptos leoninos. Os treinadores fizeram alinhar algumas caras menos habituais, fruto das ausências de Carlos Ruesga e de Alexandre Cavalcanti e do cansaço acumulado: Hugo Canela lançou Luís Frade e Carlos Carneiro a titulares enquanto Carlos Resende optou por colocar João Silva e Arthur Patrianova.
O jogo começou com algumas falhas técnicas de parte a parte e foi preciso esperar quatro minutos para assistir ao primeiro golo da partida. Grande equilíbrio inicial como se tem verificado nos confrontos entre estas duas equipas (uma vitória para cada lado pela margem mínima, no campeonato). Por volta dos dez minutos de jogo, leões e águias encontravam-se empatados 4-4.
Com as defesas bem afinadas, o Sporting em 6×0 e o Benfica em 5×1, as soluções atacantes a passavam bastante pelas pontas. Aos 20 minutos, o Sporting conseguia vencer por 8-6, alcançando a maior vantagem até ao momento. O Benfica, já com Pedro Seabra em campo, ia tendo muitas dificuldades na finalização e em encontrar soluções. Enquanto o Benfica falhava, o Sporting aproveitava para ampliar a vantagem e para chegar ao intervalo a ganhar por 13-9.
A primeira parte ficou marcada pela agressividade dos jogadores e pelas muitas exclusões – sete ao todo, cinco para o Sporting (duas delas para Carlos Carneiro) e duas para o Benfica. Os pontas, Valentin Ghionea e Fábio Vidrago, iam brilhando com quatro golos cada, sendo os melhores marcadores das suas equipas.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Os leões voltaram do intervalo com a mesma concentração e marcaram dois golos logo a abrir a segunda parte (15-9). As águias reagiram e rapidamente repuseram a desvantagem de quatro golos, trazida da primeira parte (15-11).
Os verde e brancos apresentavam-se muito confortáveis no jogo, a mostrarem as variadas opções ofensivas de que dispõem, a criarem grandes dificuldades aos encarnados. Nos primeiros 10 minutos da segunda parte, as equipas passaram por fases opostas – um Sporting sereno, com as situações relativamente controladas, a alcançar uma vantagem de sete golos (19-12), e um Benfica muito errante e sem conseguir penetrar a sólida defesa leonina.
O Benfica conseguiu reagir por volta dos 15 minutos da segunda metade, mostrando algumas melhorias no ataque mas sem grande reflexo no marcador (21-17). Os 10 minutos finais foram de grande luta das águias a tentarem uma aproximação no marcador. Belone Moreira e Pedro Seabra eram dos mais inconformados com o resultado.
Apesar do esforço, os bicampeões nacionais estiveram a um nível superior e não cometeram muitas falhas que permitissem ao Benfica uma recuperação. Corria quase tudo bem à equipa de Hugo Canela, com Luís Frade a fazer uma segunda parte de grande nível. O jogo terminou com uma vitória clara dos leões a venceram as águias por 29-22.
O Sporting deixa assim o rival, Benfica, a três pontos do 1.º lugar, e dá um passo importante na luta do título.
EQUIPAS INICIAIS
Sporting CP: Aljosa Cudic; Ivan Nickcevic, Valentin Ghionea, Carlos Carneiro, Frankis Carol, Luis Frade, Edmilson Araujo
SL Benfica: Borko Ristovski; Paulo Moreno, Belone Moreira, João Silva, Fábio Vidrago, Arthur Patrianova, Carlos Martins
Em Moreira de Cónegos ficou mais que explicado o porquê de Bruno Lage não se sentir incomodado com o facto de não ter mais pontas de lança no plantel. Ele joga com avançados, jogadores de ataque. Ele aposta em dinâmicas. Para Lage, mais importante do que ter determinados jogadores em posições específicas de ataque, é ter jogadores no ataque que ofereçam à equipa rasgo, técnica, criatividade, envolvência coletiva e dinamismo.
Com Bruno Lage, há quatro posições de ataque – duas mais centrais e duas mais laterais -, as quais se cruzam e se baralham com o passar dos minutos. Cada jogador oferece uma competência distinta à equipa, mas qualquer um vai acabar por rodar todas as posições ofensivas no decorrer dos 90 minutos.
Mas antes de nos soltarmos no ataque, há que ressalvar a importância da dupla de meio-campo. Esta é o suporte que permite maior liberdade às peças mais criativas, que lhes dá bola e que as eleva. A dupla Gabriel e Samaris tem sido perfeita na forma como agarra o meio-campo, enche os espaços e servem a bola aos dínamos ofensivos.
Rafa é simultaneamente um 7 e um 9, com pinceladas de 10 Fonte: SL Benfica
Bruno Lage conta com nove jogadores para o ataque: Pizzi, Rafa, Salvio, Cervi, Zivkovic, Jonas, Seferovic, Félix e Jota. São nove jogadores para quatro posições. A juntar a estes, Lage ainda pensou no Zivko e está a preparar o Taarabt.
Salvio e Cervi são os jogadores que terão menos espaço no dinamismo que está a ser montado no ataque do SL Benfica. Apesar de rápidos e criativos, são demasiado agarrados à bola e principalmente à linha. Puros extremos que obrigam a movimentos mais centrais dos avançados-centro. Obrigam a uma maior definição posicional. Já o Jota, que parte como última opção, tem todo o potencial para ganhar minutos nesta equipa porque se liberta e cresce nestas dinâmicas.
Sobram os seis maravilhosos. Seis jogadores para rodarem por estas quatro posições. Todos integram com facilidade este dinamismo e cada um oferece qualidades distintas e úteis a este ataque.
Um avançado total que atua em qualquer posição do ataque Fonte: SL Benfica
O Pizzi é o jogador mais construtor. O ponto de inclusão de todos os outros criativos. Faz jogar, lê o jogo, e ainda cria rupturas pelo centro. O Zivko, por agora o menos utilizado, pode, à partida, ser o substituto mais natural ao Pizzi. À sua leitura de jogo, junta-se a capacidade de integrar o ataque pelo centro a partir da esquerda, sempre em futebol apoiado. Depois, temos o maravilhoso Rafa. Não tem de jogar à direita nem à esquerda e nem ao centro. Rafa é simultaneamente um 7 e um 9, com pinceladas de 10. Rasga por todos os corredores, conduz pelo centro e ainda aparece em zonas de finalização.
E ainda aqueles que são teoricamente os jogadores mais centrais do ataque. Seferovic, “O Ponta de Lança” que raramente se encontra no centro do ataque nos momentos de construção. Recua para vir buscar jogo, abrindo as costas aos colegas de ataque. Recebe a bola na esquerda, servindo aqueles que aparecem de frente na grande área. João Félix, “Um João Pinto”. Difere-se de Rafa por ter menos velocidade e mais classe, por ter mais finalização e menos rasgo. Como João Pinto, pode ser o organizador do jogo, pode partir para desequilíbrios pela ala, pode finalizar de meia-distância e até aparecer na área a rematar de cabeça. Um avançado total que atua em qualquer posição do ataque, seja a partir da linha ou entre os centrais.
Por último, “O Génio”. Jonas. E é isto. O Génio Goleador, mágico e interpretante do ataque. Brilha em qualquer zona do terreno. Combina na perfeição com o Pizzi, percebe o Félix melhor que ninguém e controla o espaço para as ingressões do Rafa. Também com Seferovic faria uma dupla – em quarteto – fantástica. Serve, sabe ser servido e serve-se. É ver como o dínamo Félix foi no último jogo menos rotativo, mais ponta de lança, para dar espaço de criatividade a Jonas, que ia criando os espaços para todos os outros.
O Génio Goleador, mágico e interpretante do ataque Fonte: SL Benfica
Assim, os defensores nunca têm uma referência de marcação e os atacantes aparecem constantemente de frente para a defesa e para a baliza, com linhas de passe, espaço para rematar e ainda criatividade para rasgar.
Este é o dinamismo de ataque do Lage. Os jogadores abrem espaços uns para os outros. Fogem às marcações e criam oportunidades de golo a qualquer um que apareça na zona do ponta de lança.
Uma delícia que se torna sempre mais genial quando o Génio está por lá a afinar as notas da orquestra de ataque lagiana.