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E-prix Hong Kong – Parabéns pela vitória, Sam Bi… Mortara

Cinco corridas, cinco vencedores diferentes, 11 pontos separam os seis primeiros no campeonato de Formula E. Dizer que este campeonato tem sido de loucos é pouco, é muito pouco.

Parece que ainda não se sabe quem realmente venceu esta corrida. Sam Bird venceu na pista, mas, após uma penalização de cinco segundos, a vitória foi para Mortara. Contudo, a decisão ainda não é definitiva.

A corrida começou com uma surpresa em pole position: Stoffel Vandoorne qualificou-se em primeiro numa sessão de qualificação molhada, mas, após um mau começo, perdeu a liderança para Oliver Rowland. Sam Bird, que tinha começado em sétimo lugar, cedo subiu para o topo da tabela após um erro de Rowland. Este carregou no botão errado do seu volante, abrandando imenso.

Contudo, Sam Bird não segurou o primeiro lugar por muito tempo – cometeu um erro numa curva e ofereceu a liderança a Lotterer, que por aí ficou durante a maioria da corrida.

Emoção até ao fim em Hong Kong
Fonte: Audi

Um acidente entre Felipe Nasr e os dois Mahindras de Wehrlein e D’Ambrosio causou uma bandeira vermelha que durou 15 minutos. Resultou na desistência dos três pilotos, sendo que D’Ambrosio era o líder do campeonato no momento do embate.

A corrida recomeçou, mas durante pouco tempo, pois os carros de Rowland e Vandoorne tiveram de ser retirados da pista por problemas mecânicos, o que resultou numa bandeira amarela por todo o percurso.

Com três minutos para acabar a corrida, a batalha pela liderança era entre Lotterer e Sam Bird, e foi na última volta que tudo desabou para o piloto da DSTecheetah. Como tinha bastante menos carga do que o britânico, Lotterer conduzia na defensiva e tentava encher toda a pista para evitar uma ultrapassagem. Ao travar mais cedo para procurar regenerar energia, apanhou Sam Bird desprevenido. O britânico da Virgin embateu contra a traseira do DSTecheetah, que continuou na frente, mas com claras dificuldades nas curvas, que se deveram a um pneu rebentado, causado pelo impacto anterior. O alemão caiu para o último lugar e Bird passou a bandeira axadrezada em primeiro lugar, com Mortara e Di Grassi a cobrir os outros lugares do pódio. 

Destaque também para António Félix da Costa, que subiu de 20.º lugar para 10.º, chegando assim aos pontos, mas graças ao azar de Lotterer. O português está neste momento em quinto lugar no campeonato.

Mas a corrida não acaba aqui. Após análise, foi dada uma penalização de cinco segundos a Sam Bird pelo choque com Lotterer, dando a Mortara e à equipa da Venturi as suas primeiras vitórias na Formula E. Bird caiu para a sexta posição, atrás de Daniel Abt da Audi.

Quando acho que já vi de tudo na Formula E, há sempre algum drama ou algum imprevisto para aquecer a corrida. A penalização de Bird é um bocado difícil de analisar, porque, se fosse na luta por qualquer outro lugar no grid, de certeza que não existia penalização, pois esta época já vimos bem pior e sem penalização alguma. Contudo, o choque de Bird teve uma grande influência no resultado da corrida, por isso é compreensível o porquê de a penalização ter sido aplicada.

Mesmo apesar de ter ficado sem a vitória, Sam Bird assume a liderança do campeonato.  Ninguém sabe quem sairá no topo no final do campeonato, que está muito, muito imprevisível.

Piloto do dia: Sam Bird

Só faltou a vitória a Bird
Fonte: Audi

Apesar do erro que acabou por se mostrar catastrófico, o britânico teve uma corrida impecável até então. Teve um começo fantástico e, se evitasse contacto com Lotterer, vencia a corrida, porque, apesar de ter de ultrapassar bem mais que o alemão, conseguiu gerir melhor a energia do seu carro, e isso no final da corrida é importantíssimo. Apesar de a penalização o descer para o sexto lugar, Bird assume a liderança do campeonato. Das cinco corridas de loucos que tivemos até agora, parece ser o piloto mais consistente de todos.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Audi

FC Porto 6-3 Reus Deportiu: Porto garante primeiro lugar e ajuda Amatori Lodi

Num dos principais encontros da sexta e derradeira jornada da fase de grupos da Liga Europeia, o Porto recebeu e venceu o Reus Deportiu por 6-3. Vitória que não só lhe garantiu a conquista do grupo C como ajudou os italianos do Amatori Lodi, que venceram o seu jogo, a seguirem para os quartos de final da competição.

A jogar em casa, mas já com o apuramento carimbado, o Porto começou melhor, procurando fazer uso da iniciativa de jogo cedida pelo Reus. Isto porque, apesar de precisar de vencer para ainda ter alguma chance de passar à próxima fase da competição, o conjunto espanhol apenas apresentou um jogador de cariz mais ofensivo no cinco inicial, Marc Julià. Assim, sempre com mais bola, os dragões iam pensando e pautando o jogo, estando sempre mais perto de chegar ao golo.

A primeira grande situação de perigo a favor do Reus surgiu por volta dos cinco minutos, através de uma situação de contra-ataque de três para dois, com Carles Grau a responder da melhor maneira a uma stickada fortíssima de Joan Salvat. 

De forma mais pensada, mas sem resultados, Guillem Cabestany mexeu, tirando Rafa para a entrada do italiano Giulio Cocco. O Reus, por seu lado, procurava criar oportunidades através de transições rápidas, pois, quando em posse, apenas circulava o esférico, sendo que raramente arriscava uma stickada à baliza portista. 

Com o Porto a não conseguir penetrar da melhor maneira na defensiva catalã, o Reus foi começando a ganhar ânimo e a tornar-se mais perigoso no ataque. Exemplo disso foram duas situações, por volta dos quatorze minutos, onde Grau negou o golo a Marc Julià. 

Sem construir lances de golo de forma coletiva, o Porto, por vezes, passou a arriscar stickadas de meia distância. Hélder Nunes, a cinco minutos da pausa, foi quem mais perto ficou de marcar, mas Ballart, com uma enorme intervenção, impediu o golo do capitão azul e branco. Mais tarde, foi a vez de Rafa fazer uso da sua meia distância, mas Ballard, desta feita com a máscara, voltou a brilhar. 

Chegado o intervalo, o marcador indicava um empate a 0-0 entre Porto e Reus. Resultado que se baseava num bom desempenho dos guarda-redes, apesar das poucas reais oportunidades de finalização, e de uma boa organização defensiva do conjunto espanhol, que esteve sempre bastante fechado e junto à sua baliza. Apesar de ter tido muito mais tempo a bola em sua posse, o Porto quase nunca conseguiu ter grandes oportunidades de golo através de jogo interior, enquanto que o Reus procurou sempre apanhar os dragões em contra-pé, mas raramente o conseguiu. Para além disso, sempre que foi chamado à ação, Carles Grau conseguiu fechar o caminho para as suas redes. Nesta altura, com esta igualdade, o Reus estava qualificado, embora o Lodi estivesse a vencer em casa o Saint Omer por 3-1. Contudo, um golo do Porto poderia alterar tudo.

Rafa foi um dos principais elementos do Porto, mas, apesar das várias oportunidades de que dispôs, apenas marcou um golo
Fonte: FC Porto Sports

No regresso dos balneários e após 25 minutos sem qualquer golo, somente foram necessários oito segundos para se ver um. Lançamento de Hélder Nunes, ressalto num jogador do Reus e Rafa, solto ao segundo poste, fez o 1-0. Todavia, momentos depois de Rafa ter ficado a centímetros de bisar, um passe precipitado de Hélder Nunes resultou num contra-ataque do conjunto espanhol que foi concluído por Alex Rodríguez, que, assim, apontou o 1-1.

Apesar dos dois golos em apenas 90 segundos terem passado a ligeira impressão de uma partida mais aberta, rapidamente foi fácil de concluir que tal não era verdade. Com o jogo a voltar à toada do primeiro tempo. 

Em cima da marca dos 32 minutos e meio de jogo, lance de insistência de Hélder Nunes e Gonçalo Alves, a meias com um patim de Alex Rodríguez, fez o 2-1. Novamente na frente, o Porto carregava na procura do terceiro tento na partida, mas o guardião do Reus continuava a dificultar a missão do conjunto português.

Disputados cerca de 36 minutos, Marc Julià, com uma excelente iniciativa individual, fez o 2-2 e voltou a colocar os espanhóis em zona de apuramento. Porém, momentos depois, Gonçalo Alves, com espaço, disparou um autêntico míssil e devolveu a vantagem aos dragões. Volvidos alguns instantes, Telmo Pinto viu um cartão azul após uma falta cometida sobre Joan Salvat. Marc Julià foi o escolhido para a conversão do livre-direto e com uma bela execução assinou o 3-3. 

Desta feita, o encontro ganhou mesmo outra intensidade e ritmo. Desta forma não é de estranhar que, numa situação de transição rápida, César Carballeira tenha feito falta para grande penalidade sobre Rafa, tendo ainda visto um cartão azul. Hélder Nunes, chamado à conversão do pénalti, acabou por stickar ao lado.

Em situação de superioridade numérica, o Porto foi colecionando oportunidades, mas acabou por ser através do stick de Hélder Nunes que surgiu o 4-3 para os azuis e brancos. Ballart ainda tocou no esférico, mas não foi o suficiente para impedir o quarto golo portista.

Com o final do encontro cada vez mais próximo, o Reus começou a subir na pista, defendo mais alto de forma a tentar recuperar o esférico o mais rápido possível. Mudança tática que abriu ainda mais a partida e tornou o perigo num elemento comum em redor de cada baliza. Na frente do marcador, o Porto começou a gerir a partida, circulando entre os seus jogadores, atacando mais pela certa. 

A faltar pouco mais de um minuto para o fim, contra-ataque rápido dos dragões e Hélder Nunes, com possibilidade de visar a baliza de Ballard, voltou a fazer uso da sua forte stickada e apontou o 5-3. Golo que praticamente acabou com as esperanças de apuramento do Reus. 

Mesmo com pouquíssimo tempo para se jogar, o Reus arriscou tudo apostando no cinco para quatro. Contudo, já com Càndid Ballard de regresso à baliza, Hélder Nunes, assistido por Reinaldo Garcia, fixou o resultado final em 6-3.

Terminado o encontro, o Porto venceu o Reus por 6-3 e conquistou o primeiro lugar do grupo C. Numa partida onde o conjunto espanhol procurou sobretudo defender, quando teve de arriscar para tentar manter o segundo lugar e o respetivo apuramento para os quartos de final, acabou por dar espaços na sua defesa e os dragões aproveitaram. Desta forma, com este desfecho, os azuis e brancos ajudaram ainda o Amatori Lodi, que venceu em casa os franceses do Saint Omer por 7-1, a seguir para próxima fase da Liga Europeia.

Nos outros grupos, começando pelo A, a Oliveirense recebeu e venceu o Follonica por 6-5 e carimbou o apuramento para os quartos de final. No grupo B, com tudo já definido, o Sporting rodou a equipa e goleou os alemães do Germania Herringen por 10-2. No grupo D, o Benfica recebeu e também goleou os suíços do Montreux igualmente por 10-2. No outro jogo do grupo, o Noia bateu o Monza por 7-2 e segue com as águias para os quartos.

Os encontros dos quartos de final, que se vão jogar nos dias 23 de março e 6 de abril, já estão definidos sendo os seguintes: 

  • CE Noia-FC Barcelona
  • Amatori Lodi-Sporting CP
  • Forte dei Marmi-FC Porto
  • UD Oliveirense-SL Benfica 

FC Porto: 1-Carles Grau (GR), 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.); Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 7-Giulio Cocco e 18-Poka

Reus Deportiu: 1-Càndid Ballard (GR), 5-Joan Salvat (CAP.), 14-Tiago Rafael, 15-Marc Julià e 55-César Carballeira; Jogaram ainda: 2-Joan Escala, 17-Cristian Rodríguez, 27-Alex Rodríguez

SL Benfica 26-25 Sporting CP: Águias vencem leões em casa seis anos depois

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Benfica e Sporting encontraram-se este sábado no pavilhão 2 da Luz, num jogo em atraso a contar para a jornada 19 do campeonato nacional de andebol. 

As equipas entraram em campo com quatro pontos de diferença – o Sporting em segundo lugar, com 70 pontos, e o Benfica em terceiro, com 66, ambos com um jogo a menos. Os encarnados venceram por 26-25 e acabaram com uma série de maus resultados em casa para o campeonato contra o rival que durava desde 2013.

O Sporting entrou melhor no dérbi e assumiu desde cedo o controlo do jogo. O Benfica começou a partida com alguma desconcentração e a cometer excessivas falhas técnicas. Grande ambiente no pavilhão da Luz com lotação praticamente esgotada e grande apoio dos adeptos das duas partes. Os leões controlaram o jogo nos primeiros 15 minutos, com Tiago Rocha em evidência, chegando a estar a vencer por uma vantagem de quatro golos (4-8).

O Benfica reagiu, acertou os erros que estava a cometer e começou uma recuperação onde Kevynn Nyokas teve enorme contributo. O lateral direito encarnado foi uma autêntica dor de cabeça para a defesa do Sporting a empregar no jogo toda a sua força e técnica.

Com uma defesa muito sólida, os encarnados chegaram à igualdade aos 26 minutos, por Belone Moreira, num momento muito festejado pelos adeptos benfiquistas (11-11), depois de terem ultrapassado uma fase com dois jogadores a menos aos 22 minutos, sofrendo apenas um golo dos leões. Destaque para o regresso de lesão do jogador do Benfica Pedro Seabra e para a expulsão de Bosko Bjelanovic por toque na cara de Belone Moreira.

O final da primeira parte demonstrou o enorme equilíbrio e intensidade com as equipas a chegarem empatadas ao intervalo e a marcarem um golo cada no último minuto da primeira metade (14-14).

O Sporting, com o melhor ataque do campeonato, não se conseguiu superiorizar à melhor defesa
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

A segunda parte apresentou um ritmo ainda mais elevado. Enorme combatividade nos duelos e entrega máxima dos jogadores das duas formações. As águias regressaram do balneário decididas a impor a segunda derrota do campeonato aos bi-campeões nacionais.

As equipas continuaram muito equilibradas sem que nenhuma conseguisse ganhar uma vantagem significativa. Exclusões de parte a parte, grandes exibições dos guarda redes, Matevs Skok e Borko Ristovski, e espetáculo dentro e fora do campo.

Aos 39 minutos, o Benfica chegou pela primeira vez à vantagem no marcador com golo de Belone Moreira (19-18). Vantagem que durou apenas três minutos e que não fez bem aos jogadores comandados por Carlos Resende – o Sporting voltou à liderança pouco depois e conseguiu, com um parcial de 5-1, chegar a uma vantagem de três golos (20-23). 

Kevynn Nyokas desapareceu do jogo e teve de aparecer Belone Moreira, que comandou e bem a formação encarnada. Do lado dos leões, Edmilson Araújo foi dos melhores da segunda parte, a par de Frankis Carol. O Benfica voltou a empatar o jogo quando faltavam apenas cinco minutos para o final do encontro.

A dois minutos do fim, o “tímido” Alexandre Cavalcanti marcou o golo que colocou o Benfica na frente do marcador (26-25) e o resultado manteve-se com Ristovski a defender um remate de falta de nove metros no último segundo do jogo, confirmando-se a primeira derrota do Sporting no campeonato contra rivais diretos e a segunda da época, e a impossibilidade de chegar ao fim da fase regular na liderança.

Esta vitória permite ao Benfica uma aproximação aos outros constituintes do pódio, ficando apenas a dois pontos do Sporting e a cinco do Porto, que tem um jogo a mais. Falta agora um encontro para terminar a fase regular do campeonato e espera-se que Benfica e Sporting vençam o jogo que falta. Os encarnados jogam com o Belenenses fora de casa, e os verde e brancos deslocam-se ao campo do Arsenal.

EQUIPAS INICIAIS

SL Benfica: Borko Ristovski; Davide Carvalho, Paulo Moreno, Arthur Patrianova, Alexandre Cavalcanti, Belone Moreira, Fábio Antunes

Sporting CP: Matevz Skok; Carlos Ruesga, Frankis Carol, Valentin Ghionea, Ivan Nickcevic, Edmilson Araujo, Tiago Rocha

Boavista FC 1-2 Sporting CP: Xeque-mate ao cair do pano

Em mais uma jornada da Primeira Liga, o Sporting CP deslocou-se ao Bessa e levou de vencida o clássico entre “panteras” e “leões” através de um golo de pénalti já em período de compensação. A equipa da casa partia para o embate com três pontos acima da linha de água, já os “leões” continuavam na perseguição ao SC Braga que, por sua vez, tinha vencido o dérbi do Minho disputado hoje ao final da tarde.

Lito Vidigal promoveu a entrada no onze de Idris, Perdigão e Sauer, este último em estreia absoluta. Em sentido inverso, Matheus Índio e Fábio Espinho sentaram-se no banco e Mateus passou de titular para a bancada. Do lado visitante, Keizer fez regressar Coates ao onze (após suspensão), subiu Acuña no corredor e entregou a lateral esquerda a Borja. Para além disso, Luiz Phellype foi a referência ofensiva no lugar do lesionado Dost. Ilori e Diaby começaram a partida no banco de suplentes.

Quando se começaram a mover as peças no tabuleiro axadrezado, dificilmente o jogo podia ter principiado de melhor maneira para o Boavista. À passagem do segundo minuto aproveitaram um livre para colocar a bola na área adversária e depois de dois desvios, Néris deu o toque final para inaugurar o marcador. Muita permissividade leonina.

Com o golo, a equipa local manteve o seu guião essencialmente defensivo mas também reativo para iniciar transições rápidas quando possível. A formação de Lito Vidigal manteve-se num bloco baixo, com todos os jogadores atrás da linha da bola, num 4-1-4-1 bem definido enquanto que a equipa leonina subia as linhas e tentava fazer circular a bola a toda a largura do campo para desmontar a organização adversária e poder chegar à igualdade.

Ainda assim, o Boavista parecia mais confortável na partida e em poucos minutos, transformou um canto a favor do Sporting numa transição ofensiva – só travada por Renan – e depois, na sequência de um canto, Obiora não conseguiu, por pouco, o derradeiro desvio à boca da baliza. A infelicidade de uns é a felicidade de outros: Bruno Fernandes solicita Raphinha na direita, este entra na área, procura o 1v1 e cruza rasteiro para um último desvio feito acidentalmente por Edu Machado quando tentou evitar que fosse Acuña a fazê-lo.

A partir deste instante, os “leões” tomaram conta do jogo. Contruíam a partir da defesa, com Mathieu em evidência, Bruno Fernandes assumia a batuta e distribuía com critério, ora por dentro, ora pelos corredores. Desta forma, o Sporting chegava com relativa facilidade ao último terço mas definia mal. Aos 19´, Luiz Phellype, cabeceou por cima e de seguida, aos 25´, atirou ao poste de forma inacreditável, quando tinha tudo para dar a vantagem aos “leões”.

Até ao intervalo, destaque para mais uma oportunidade do Sporting, com Coates a cabecear ao lado, na sequência de um livre. Uma partida nem sempre bem jogada, com muita bola no ar e demasiados duelos. Ainda assim, o segundo tempo trouxe mais oportunidades, sobretudo para a turma de Alvalade, que tentava incessantemente chegar à vantagem.

Bruno Fernandes voltou a ser decisivo para os Leões
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Aos 50´ Raphinha cabeceou à figura, depois de um “tango” de Acuña na linha, mas aos 53′ valeu a atenção de Mathieu para desfazer um lance prometedor, já na área de Renan. O jogo estava confuso, havia várias imprecisões de parte a parte e o Boavista procurava pressionar e subir um pouco mais no terreno.

De seguida, Coates – qual ponta de lança – atira novamente ao lado, para desespero dos adeptos leoninos. As melhores oportunidades do Sporting surgiam sobretudo a partir dos inúmeros cruzamentos que eram feitos para a área “boavisteira”. Num desses lances deu-se o momento da noite: sensacional pontapé de bicicleta de Bruno Fernandes a encontrar uma também soberba resposta do guardião Bracalli.

O relógio não parava, os minutos iam passando e o Sporting tentava cercar a baliza “axadrezada” mas o Boavista fechava bem os espaços com grande entreajuda e espreitava o contra-ataque sempre que podia. O jogo entrou numa fase mais faltosa, cheia de paragens e o apito de João Pinheiro soava constantemente.

Os dois treinadores tentavam mexer na partida, Keizer alterando o figurino da equipa com as entradas de Doumbia e Diaby, em simultâneo, e Lito Vidigal tentando refrescar as suas unidades cada vez mais desgastados pelo esforço feito ao longo da partida.

O jogo encaminhava-se já para o apito final quando, num lance aparentemente inofensivo e muito forçado, o árbitro assinala penalti por falta de Edu Machado sobre Raphinha. Aos 90+3, Bruno Fernandes assumiu a responsabilidade e deu, sem qualquer misericórdia, a estocada final na equipa que no passado também foi sua.

Depois de tanto desperdiçar, o leão fez da pantera, finalmente, a sua presa e sai vivo do tabuleiro axadrezado, repondo a distância de três pontos para o SC Braga. Depois de três vitórias em casa, sem sofrer qualquer golo, sob o comando de Lito Vidigal, o Boavista cai perante um Sporting que continua sem “mostrar as garras” fora de Alvalade. Ainda assim, os três pontos vão para Lisboa.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Boavista FC: Bracalli; Talocha, Neris, Jubal, Edu Machado; Idris, Obiora, Bueno (A. Claro 90+5’), Sauer, Perdigão (Matheus Índio 69’); Falcone (Yusupha 79’).

Sporting CP: Renan; Borja (Diaby 77’), Mathieu, Coates, Ristovski; Gudelj, Wendel (Doumbia 77’), Bruno Fernandes; Acuña, Raphinha, Luiz Phellype.

João Sousa eliminado no primeiro encontro

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Na passada quarta-feira deu-se o início do quadro principal do masters 1000 de Indian Wells, torneio que costuma ser retratado como o “5º Grand Slam”. Uma semana e meia de excelente ténis, emoção e encontros de alto calibre, com os melhores jogadores do circuito mundial de ténis.

O tenista vimaranense João Sousa tinha realizado uma prestação muito boa na edição de 2018. Assim sendo, as expetativas estavam muito elevadas e esperava-se ver o português a jogar o seu melhor ténis. Porém, os resultados do melhor jogador de sempre do ténis nacional não têm sido os melhores, tendo apenas ganho dois dos últimos oito encontros disputados. Hoje não foi exceção – João cedeu perante o tenista da casa, Mackenzie McDonald, pelos parciais de 6-4 3-6 6-2.

O jogador português entrou muito mal no encontro. Tendo perdido o serviço no seu primeiro jogo, não conseguiu recuperar o break sofrido e perdeu o primeiro set. No segundo set vimos um jogador completamente diferente. Apesar de ter sido o primeiro jogador a ceder o seu serviço, conseguiu fazer dois breaks consecutivos e ganhar o set. No parcial decisivo, apesar de toda a sua vontade de ganhar o encontro, sofreu um break decisivo quando servia a perder por 4-3 e o tenista norte-americano fechou o encontro no seu serviço.

Espero que o João volte a encontrar o caminho para a vitória, pois é um tenista com poder para fazer frente a grande parte dos jogadores do circuito. O próximo torneio em que irá participar será o masters 1000 de Miami.

Na vertente feminina realizou-se um encontro bastante esperado no mundo do ténis entre a campeoníssima Serena Williams e a ex-campeã do Austalian Open, Victoria Azarenka. Esta partida superou todas as expetativas e foi uma das segundas rondas com melhor nível tenístico na história deste torneio. Serena acabou por ganhar o encontro pelos parciais de 7-5 e 6-3, mas não podemos deixar de referir a garra que ambas as jogadoras tiveram em court, deixando tudo o que tinham até ao último ponto do encontro.

https://www.facebook.com/WTA/videos/663551880747862/

Também houve muitos encontros que não se pode deixar de referir. Dentro deles, destaco:

  • A vitória de Venus Williams, irmã de Serena, frente à alemã Andrea Petkovic, por 6-4 0-6 6-3
  • A derrota precoce da nº4 mundial, Sloane Stephens, pelos parciais de 6-3 e 6-0, contra a qualifier Stefanie Voegele
  • A vitória do ex-campeão de Grand Slams, Stan Wawrkinka, em três sets, 6-7 6-3 6-3, contra Daniel Evans
  • A derrota do jogador da casa, Frances Tiafoe, frente a Nicolas Jarry, por 6-4 4-6 e 7-5
Stefanie Voegele surpreendeu a n.º 4 mundial, Sloane Stephens
Fonte: WTA Tennis

Na jornada de hoje vamos ter encontros muito interessantes, como o embate entre as jovens promessas do ténis masculino Stafanos Tsitsipas e Felix Auger-Aliassime e a estreia de Novak Djokovic frente a Bjorn Fratangelo. No quadro feminino, os principais encontros serão entre Petra Kvitova e Venus Williams e a desforra de Naomi Osaka perante Kristina Mladenovic, jogadora que derrotou a nº1 mundial no torneio do Dubai. Aproveitem o final deste sábado e início de domingo para assistirem a estas excelentes partidas de ténis que terão transmissão televisiva, em Portugal, na Sport Tv 4.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Millenium Estoril Open

“O toque de Lage”: O que se espera e o que se esperava da temporada

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A época do Benfica está marcada, claramente, por duas eras. A era de Rui Vitória e a era de Bruno Lage. Quer uma, quer outra, tem as suas características próprias, seja no futebol, na atitude, no discurso ou nas expectativas. É sobre este último que me quero debruçar.

Se é verdade que Rui Vitória deu várias alegrias aos adeptos encarnados na sua carreira como treinador das águias, é também verdade que não foi isso que se verificou ao longo da sua última temporada no posto. A equipa estava desorganizada taticamente, as substituições em jogo eram previsíveis e tardias, sendo que muitas vezes inúteis, os jogadores não demonstravam atitude suficiente para ultrapassar equipas claramente inferiores e o discurso aborrecido acompanharam Rui Vitória até janeiro, sempre debaixo de contestação devido às más exibições e aos maus resultados. Era o fim de uma era. Um declínio triste e claramente esticado por demasiado tempo.

A esperança no Benfica com Rui Vitória era a da luta pela Liga dos Campeões e, quem sabe, ter a sorte de vencer uma taça. Projetos europeus eram diminutos, já que o Galatasaray era equipa que bastasse para ultrapassar o Benfica de Rui Vitória. Não havia uma expetativa positiva. Aliás, até poderia ser positiva, mas a expetativa passava muito pelo dia em que o treinador seria retirado do comando técnico – e isso era visto como positivo -, e não por resultados nas competições.

A sete pontos do líder, a reconquista parecia impossível a jogar de tal forma, com clássico marcado para a meia final da taça da liga, receava-se um embaraço, duplo dérbi para o campeonato e para a Taça de Portugal, ponderava-se a queda para terceiro lugar e a despedida do Jamor. Tudo isto andava a colocar receio nos corações dos benfiquistas.

Porém, dia 9 de janeiro, Bruno Lage tomou conta. E tudo mudou.

O setubalense chegou com estatuto de “treinador de formação”, mas com vontade e foco em deitar esse rótulo abaixo. A equipa mudou completamente nas mãos de Lage e hoje, todas as expectativas são diferentes.

Desde que Lage assumiu que a equipa está mais unida
Fonte: SL Benfica

O Benfica está em primeiro lugar na Primeira Liga; passou o Galatasaray e, apesar da derrota em Zagreb, o 1-0 torna possível discutir a eliminatória no Estádio da Luz; goleou o Sporting por 2-4, em Alvalade, para o campeonato e venceu, dias depois, por 2-1 na primeira mão da meia final da Taça de Portugal. Verdade seja, que o adeus à Taça da Liga acabou por se verificar. Era cedo demais, muito precoce, mas logo aí se viu que aquele Benfica tinha algo de diferente. Um toque diferente, algo mais do que outrora. Foi o ‘toque de Lage’. Viu-se que, com tempo, esse ‘toque’ poderia levar-nos longe.

Verificou-se isso mesmo na deslocação ao Dragão. O Benfica foi ajustar as contas e roubar a liderança ao FC Porto, na sua própria casa, vencendo por 1-2, num grande clássico de futebol em que os encarnados foram superiores na casa portista.

Com o ‘toque de Lage’, mesmo após um jogo menos bem conseguido na Croácia – o homem tem direito a falhar -, a visão para o Benfica é mais alegre. Há esperança em vitórias, em títulos, algo que antes de Lage assumir o comando encarnado, parecia estar longe de se poder pedir.

Até podemos chegar ao fim sem levantar um troféu, mas este ‘toque de Lage’ veio devolver o Benfica aos benfiquistas e fazer do Benfica uma equipa unida e grande de novo. A expetativa de progresso não se perdeu, mesmo depois de 15 jogos.

Foto de Capa: SL Benfica

SC Braga 1-0 Vitória SC: Arsenalistas controlam dérbi morno

Dérbi minhoto a um final de sábado à tarde e um Estádio Municipal de Braga bem composto para assistir ao confronto entre os históricos rivais de Braga e Guimarães. Nos onzes apresentados por dois dos mais aclamados treinadores da Primeira Liga, a grande surpresa foi a inclusão de Palhinha na alinhação inicial dos da casa.

Os arsenalistas começaram melhor e, apesar da boa réplica vitoriana, foram crescendo no jogo e assumindo as rédeas do encontro. Ainda assim, os momentos iniciais não foram os mais pródigos no que à criação ofensiva diz respeito e o primeiro grande lance de perigo surgiria já perto da meia hora, quando, após bela jogada individual, Dyego Sousa atirou ligeiramente por cima da barra.

A ameaça estava feita e não tardou muito a ser concretizada. Aos 34’, Dyego Sousa deixou para o remate de Fransérgio que Miguel Silva salvou com uma excelente intervenção, mas a bola sobraria para Ricardo Horta que inaugurou o marcador.

A resposta vimarenense não se fez esperar e Tiago Sá teve de evitar o golo em cima da linha numa sobra após uma saída no ar que não conseguiu limpar todo o perigo. Voltaria a ter a sua baliza ameaçada num canto já perto do final do primeiro tempo, mas desta feita o remate saiu ligeiramente ao lado, mantendo-se o resultado inalterado até ao intervalo.

Os segundos 45 minutos recomeçaram com a tónica do equilíbrio, mas com um Braga que parecia seguro no jogo e que não se deixava incomodar pelos visitantes. Com o resultado a manter-se as oportunidades a não aparecerem, ambos os técnicos foram ao banco para tentar mudar o cenário.

Bruno Viana quase sentenciou a partida, mas Miguel Silva esteve à altura
Fonte: Bola na Rede

O efeito que surtiu acabou por começar por beneficiar o Braga que, aos 75’ quase aumentou a diferença, quando Dyego Sousa desmarcou Fransérgio para este atirar ao ferro. Pouco depois, seria a vez de, num canto, Bruno Viana obrigar Miguel Silva a nova defesa.

Nos instante finais, já em compensação, Tiago Sá saiu bem da área para evitar que um jogador visitante aparecesse isolado e, em resposta, Murilo fez o último remate do encontro, mas que encontrou nova boa intervenção do guardião vimarenense.

Com este triunfo, os bracarenses garantem mais uma semana no podium e colocam pressão nos três grandes.

EQUIPAS INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SC Braga: Tiago Sá; Sequeira, Raul, Bruno Viana, Goiano; Ricardo Horta (Murilo 71‘), Palhinha, Claudemir, Wilson Eduardo (Ryller 90’); Dyego Sousa (Paulinho 76’), Fransérgio

Vitória SC: Miguel Silva; Sacko (João Teixeira 86’), Osorio, Pedro Henriques, Rafa; Wakaso, André, Mattheus (Rochinha 61‘), Tozé (Ola John 71‘); Davidson, Welthon

Os 5 pilares fundamentais do FC Porto até ao momento

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O campeonato ainda não está perdido para o FC Porto, a Taça de Portugal é uma competição alcançável e na Liga dos Campeões ainda faltam disputar dois jogos. No total, foram 42 jogos do dragão na atual temporada. Nestas três competições, tudo está em aberto, mesmo sabendo da dificuldade extra da liga milionária. A três meses do fim da época, é difícil prever o desfecho dos azuis e brancos e como não temos uma bola de cristal, analisemos então o desempenho dos jogadores do FC Porto até ao momento.

Se tivesse que escolher cinco jogadores para jogarem todos os jogos até ao fim da época, quais seriam? Pois bem, é certo que no plantel de Sérgio Conceição uns mereciam mais que outros e é por isso que elaboramos uma lista de cinco jogadores essenciais para este plantel do FC Porto.

Strade Bianche: van Vleuten continua a mesma

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Apesar do clima seco, a Strade Bianche continuava a ter muita dureza para as atletas. No início, quatro fugitivas marcaram a frente da corrida, mas viriam a ser alcançadas ainda bem longe da meta.

Por volta dos 65 quilómetros para o final, Amanda Spratt, uma das favoritas, caiu e foi forçada a abandonar, deixando a Mitchelton-Scott totalmente nas mãos de Annemiek van Vleuten.

Entretanto, começaram também os ataques, com algumas segundas linhas a tentarem a sua sorte e já com nomes importantes a mostrarem-se, como Rivera, van Dijk e Cecchini.

As tentativas sucediam-se, mas o pelotão sempre acabava compacto, apesar de ir perdendo cada vez mais unidades. À entrada dos 35 quilómetros finais começaram a ocorrer ataques mais determinados, com Lucinda Brand e Karol-Ann Canuel a serem as principais animadoras.

Todas estas ofensivas, ajudadas pelo aumento de ritmo por parte de Ashleigh Moolman-Pasio, partiram por completo o grupo principal, que seguia já com somente cerca de 15 ciclistas.

A 11 quilómetros da meta deu-se o ataque decisivo. Annemiek van Vleuten mostrou que está totalmente recuperada da lesão e partiu em solitário para a vitória. Atrás dela, a Boels-Dolmans foi a principal força de perseguição, com Anna van der Breggen a sacrificar-se, mas sem ajuda nem sucesso.

Vleuten celebrou a conquista de uma da poucas grandes provas do calendário que ainda lhe faltava vencer, enquanto as adversárias batalharam em Santa Caterina pelos restantes lugares de honra.

Langvad satisfeita com o segundo posto
Fonte: Boels-Dolmans

Annika Langvad aproveitou o trabalho da Boels-Dolmans para ficar com o segundo posto, enquanto Kasia Niewiadoma concluiu a clássica italiano no podium pelo terceiro ano consecutivo.

A grande surpresa foi a italiana Marta Bastianelli, que terminou em quarto, um excelente resultado numa prova que, em teoria, seria demasiado dura para as suas caraterísticas.

Classificação

  1. Annemiek van Vleuten (Mitchelton-Scott) 3:48:49
  2. Annika Langvad (Boels-Dolmans) +37s
  3. Katarzyna Niewiadoma (Canyon SRAM) +40s
  4. Marta Bastianelli (Virtu Cycling) +44s
  5. Cecilie Uttrup Ludwig (Bigla) +44s

FC Famalicão 1-2 SC Braga B: Famalicenses sem pulmão para tanta juventude guerreira

Energia e juventude braguista acabaram por surpreender os favoritos FC Famalicão que depois do empate ante o FC Porto B voltam a perder pontos nesta caminhada rumo à primeira liga.

FC Famalicão e SC Braga B encontraram-se este sábado para mais um dérbi minhoto na em jogo inaugural da 25ª jornada da Liga LedmanPro. A formação B do SC Braga acabou por sair vitoriosa.

Logo na primeira jogada do encontro a equipa visitante conseguiu chegar com perigo à baliza famalicense. Isto porque Crespo conseguiu rematar já dentro da grande área, mas para fora.

Denotando a sua forte entrada em jogo foi o Braga B que conseguiu aproximar-se, com mais perigo nas jogadas seguintes. Valeu ao FC Famalicão a experiência de Ricardo Fernandes com duas intervenções de grande qualidade.

Sem conseguir reagir a este começo de grande qualidade do Braga B Ângelo acaba mesmo por cometer falta, já dentro da grande área sobre Makouta. Na conversão do pénalti, A. Ribeiro não desperdiçou e inaugurou o marcador em Famalicão.

Eis que já em desvantagem o FC Famalicão conseguiu reagir. Primeiro com um remate de Fabinho defendido para canto e na sequência desse canto foi Ricardo que com um cabeceamento forte fez a bola passar muito perto da trave da baliza do SC Braga B.

Primeira meia hora de jogo marcada por um ritmo verdadeiramente frenético. O SC Braga B mostrou que conseguia jogar olhos nos olhos contra o atual segundo classificado da segunda liga e a deixar a equipa da casa bastante desconfortável e a ter que correr atrás do prejuízo.

O conjunto jovem de Rui Santos, mesmo já em vantagem, foi pressionando a equipa famalicense e aos 31 minutos quase que aumentava a vantagem através de uma grande jogada que culminou num remate de André Ribeiro a passar muito perto do poste esquerdo.

Até a recolha para os balneários o FC Famalicão conseguiu apoderar-se mais do controlo do jogo, também por menos capacidade do SC Braga B manter o ritmo que introduziu no jogo. Assim, foi capaz de chegar com mais perigo à baliza defendida por Tiago Pereira.

Feliz disputa a bola numa transição para o ataque
Fonte: Liga Portugal

Esta segunda parte começou com um FC Famalicão revitalizado e com vontade de fazer a reviravolta no marcador. A equipa da casa apresentou-se com as linhas muito subidas e muito pressionante, impossibilitando a equipa adversária de ter bola e permanecendo no meio campo ofensivo.

Com este novo cenário de jogo foi o Famalicão que, naturalmente contruiu as melhores jogadas deste início de segunda parte. Primeiro com um remate de longe de Walterson de longe e depois com um cabeceamento de Ricardo por cima.

Numa altura em que Rui Santos ia procurando proteger o resultado, com a sua primeira substituição, o Famalicão conseguiu mesmo chegar ao golo do empate. Foi Fabrício que sem cerimónias e já dentro da grande área rematou cruzado para o fundo das redes.

Aos 72 minutos desfez-se a igualdade em Famalicão. Makouta a conseguir deixar o adversário para trás com um bom gesto técnico na esquerda e a cruzar rasteiro para trás onde apareceu André Pereira para disparar, sem hipóteses de defesa para Tiago Pereira.

O jogo entrou para os últimos dez minutos de uma forma caótica. Muitas faltas, interrupções e perdas de bola iam impossibilitando o FC Famalicão de chegar ao golo do empate e iam partindo o jogo.

Nestas condições adversas quem acabava por sair favorecido era o SC Braga B que conseguia manter o resultado favorável. No entanto, foi extremamente prejudicial para o FC Famalicão que não conseguiu mais chegar com perigo à baliza dos guerreiros.

De referir ainda um último lance mesmo antes do apito final para o FC Famalicão. Desperdício clamoroso de Feliz, que só com o guarda-redes pela frente permitiu a defesa, não aproveitando, assim, a grande oportunidade de estabelecer o empate.

Com este resultado a equipa famalicense mantém o segundo lugar da tabela classificativa. Já a equipa do SC Braga B aproveitou para subir quatro postos deixando para trás, ainda que à condição, a zona de despromoção.

Na próxima jornada o FC Famalicão tem encontro marcado com o Covilhã e a formação B do SC Braga vai a Coimbra defrontar a Académica.

ONZE INICIAL E SUBSTITUIÇÕES

FC Famalicão: Ricardo Fernandes, Ângelo, Ciss, Walterson (Ashley-Seal 65’), Fabrício, Ricardo, Fabinho, Joel (Furtado 77’) , Filipe Oliveira (Anderson 53’), Feliz, David Luís

SC Braga B: Tiago P, B. Wilson, Makouta, Crespo, Henry (Franklin 80’), Afonso C., Simão, Denisson (Inácio 63’), Casimiro, A. Ribeiro (P. Amador 84’), David Carmo.