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Um bonito jardim do Mónaco

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Leonardo Jardim comandava o AS Mónaco FC desde a época 2014/2015, alcançando um percurso de sonho com a conquista de um campeonato francês, boas campanhas europeias e ainda o desenvolvimento de jogadores que valeram o encaixe de milhões de euros por parte do clube monegasco. O trajeto do técnico português terminou em outubro do ano transato, altura em que foi despedido e rendido pelo ainda inexperiente treinador, Thierry Henry.

Não havia sido um adeus, mas sim um “Até já!”

Numa temporada que até começou com um triunfo fora de portas diante do Nantes, o Mónaco de Jardim revelou-se bastante frágil e não conseguiu mais vencer. Num cenário atípico, os monegascos não triunfaram em mais nenhuma partida, apresentando um futebol amorfo que se revelou trágico nas ambições do clube em todas as competições. Prova desta estranha incompetência foi o desastre europeu com a conquista de apenas um ponto no Grupo A da Liga dos Campeões.

Desesperava-se por mudança e como já é sabido no mundo do futebol: Quando há necessidade de mudança, normalmente isso traduz-se no fim de linha para o treinador em vigor. Assim foi, Leonardo Jardim é despedido no dia 8 de outubro após o desaire caseiro frente ao Rennes e passa a sentar-se no banco de suplentes Thierry Henry. O jovem técnico não fez milagres, perdendo inclusivamente o primeiro jogo, mas ao fim de três jornadas conseguiu devolver o sabor da vitória ao AS Mónaco com um triunfo pela margem mínima no terreno do Caen.

Contudo, não conseguiu resolver os problemas nem sequer alcançar uma boa série de resultados e comparando Jardim e Henry concluímos que o francês conseguiu fazer ainda pior do que o experiente treinador português. Leonardo Jardim ao fim de nove jornadas deixou a equipa na 18ª posição e olhando outros nove jogos à frente, já com Henry no comando técnico, os monegascos estavam ainda uma posição abaixo, ocupando por isso um histórico penúltimo lugar da Ligue 1.

Era notória a instabilidade dentro e fora das quatro linhas e na reta final do mercado de inverno, a direção do clube volta atrás com a sua decisão: apenas três meses depois da sua chegada, termina contrato com Henry e faz voltar Leonardo Jardim.

O Mónaco estava afundado na zona de despromoção e soavam os alarmes. Era hora de mudança e após o treinador seguiu-se o plantel, que apresentava diversas fragilidades e em parte justificava o insucesso do clube. O conjunto do Principado foi por isso reforçar-se ao mercado e garantiu oito importantes “reforços de inverno”:

Fàbregas, Naldo, Vainqueur, Ballo-Touré e Carlos Vinícius (ex-Rio Ave). Garantiu ainda por empréstimo N’Koudou (Tottenham) e os internacionais portugueses Gelson Martins e Adrien Silva, emprestados pelo Atlético Madrid e Leicester, respetivamente.

Gelson Martins tem assumido especial destaque na equipa do Mónaco
Fonte: AS Monaco FC

Com melhores jogadores e Jardim também com outra motivação, o Mónaco transpira confiança e até ao momento segue invicto. Com um estilo de jogo mais personalizado e sobretudo ofensivo, os resultados estão a surgir e o último foi, considerando todo o contexto desta época, notável.  Vitória por 2-0 num jogo extremamente complicado com o Lyon em que além dos três pontos alcançados, o Mónaco conseguiu provar que é perfeitamente capaz de fazer muito mais do que aquilo tem feito.

Jardim regressou para salvar o Mónaco do caminho para o abismo e só restando o campeonato francês é tempo de começar a olhar a longo-prazo. Para esta época resta um único objetivo: a estranha missão de evitar a descida de divisão.

Foto de Capa: AS Mónaco FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

Olheiro BnR – Claudemir

Claudemir Domingues de Souza nasceu a 27 de março de 1988 em Macaúbas, município do estado da Bahia (nordeste do Brasil). Durante a sua juventude, Claudemir passou por alguns clubes populares do estado de São Paulo, nomeadamente o União São João Esporte Clube, que ganhou notabilidade a nível internacional por revelar Roberto Carlos (ex-lateral esquerdo que se destacou ao serviço do Real Madrid C.F.), a Sociedade Esportiva Palmeiras e o São Carlos Futebol Clube, pelo qual viria a efetuar a sua estreia como profissional.

Ainda que estivesse a ser bem-sucedido na Águia da Central, naturalmente que, assim como grande parte dos jovens futebolistas daquele país, também o médio natural da Bahia ambicionava rumar ao continente europeu. Uma mudança que, no seu caso, se efetivou ainda cedo (tinha Claudemir apenas 19 anos). De resto, o seu trajeto enquanto profissional tem sido feito quase exclusivamente na Europa – exceção feita à passagem pelo Al-Ahli Jeddah (Arábia Saudita), no decurso da época transata.

Após chegar, em 2008, ao «Velho Continente» para representar o Vitesse Arnhem (Holanda), o médio brasileiro passou pelo FC Copenhagen (Dinamarca) e Club Brugge KV (Bélgica), tendo sempre evidenciado uma regularidade impressionante em termos exibicionais.

Assim, paralelamente aos seis títulos conquistados em provas de âmbito nacional – quatro na Dinamarca e dois enquanto esteve na Bégica-, Claudemir acumulara uma vasta experiência nas competições continentais, destacando-se particularmente os 34 encontros que disputara na UEFA Champions League. Como tal, contrariamente à maioria dos futebolistas brasileiros que chegam ao nosso país, este médio baiano estava longe de ser um desconhecido, pelo que o seu desempenho bastante positivo ao serviço do SC Braga apenas tem servido para confirmar a qualidade que o seu currículo deixava antever.

Um Guerreiro de quem Abel Ferreira não prescinde

Opção regular na formação bracarense, habitualmente disposta num 4-4-2 que privilegia a utilização de dois médios mais recuados (Claudemir e, por norma, Fransérgio). O meio-campista brasileiro que chegou no passado mercado estival à «Cidade dos Arcebispos» tem sido uma peça nuclear no conjunto às ordens do técnico português Abel Ferreira. De referir que, até agora, o experiente médio que enverga a camisola número 25 dos Arsenalistas  totaliza 27 jogos (repartidos por quatro competições), tendo marcado dois golos e efetuado, ainda, quatro assistências.

O Heatmap, acima representado, ilustra a enorme vocação defensiva de Claudemir (zona colorida a verde)
Fonte: Heatmap

Como joga

De elevada estatura (1.85 metros), Claudemir perfila-se como um dos principais responsáveis por conferir solidez defensiva ao SC Braga. Apresentando uma menor mobilidade (e chegada à área) que o seu compatriota, Fransérgio, o centrocampista de 30 anos revela-se um jogador eficaz no desarme, com (78%) de sucesso. A isto acrescem as (1,2) interceções que realiza, em média, por partida, demonstrativo da sua boa leitura de jogo.

Embora a sua presença se faça notar acima de tudo pelo contributo a nível defensivo, não esquecer a sua enorme precisão de passe, da qual decorre uma percentagem de sucesso de (89%) nos cerca de 49 passes que realiza, em média, por encontro na Primeira Liga.

 

Foto de Capa: SC Braga

Tadej Pogacar segura a amarela e vence a Volta ao Algarve

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Chegámos ao final da edição número 45 da Volta ao Algarve em bicicleta e o resultado final veio provar que não há impossíveis. Grandes nomes do ciclismo mundial surgiram como possíveis vencedores desde o início da prova. No entanto, foi Tadej Pogacar, de apenas 20 anos, que levou a melhor perante os seus adversários. O seu caminho para a vitória começou depois de ter batido Wout Poels (Team SKY) na subida à Fóia. O esloveno vestiu a camisola para nunca mais a despir até ao final da prova.

Contra todas as dúvidas, o jovem ciclista manteve uma vantagem relativamente confortável que lhe permitiu continuar na frente. Na primeira etapa conseguiu escapar à queda coletiva e não perder tempo para, o então líder, Fabio Jakobsen (Deceuninck Quick-Step). Depois de conseguir a camisola na segunda etapa, surpreendeu também no contrarrelógio individual, terminando com o 5º melhor tempo, a 17 segundos do vencedor, Stefan Küng (Groupama-FDJ). Na quarta etapa, perdeu sete segundos, depois de um “corte” no pelotão nos metros finais. Porém, manteve ainda 29 de vantagem para o segundo classificado, Soren Kragh Andersen (Team Sunweb). No último dia de prova, com uma subida ao Alto do Malhão, Pogacar tinha pela frente um traçado que lhe era, à partida, favorável.

Esta quinta e última etapa teve, desde cedo, uma fuga com 13 ciclistas, apenas um de uma equipa portuguesa. Foram eles Andreas Schillinger (Bora-hansgrohe), Jonas Koch (CCC Team), Tim Declercq (Deceuninck-Quick Step), Stefan Küng (Groupama-FDJ), Jasper de Buyst, Frederkik Frison e Nikolas Maes (Lotto Soudal), Maarten Wynants (Jumbo-Visma), Nils Politt e Mads Wurtz Schimdt (Katusha-Alpecin), Mads Pedersen (Trek-Segafredo), Kenneth van Blissen (Cofidis) e Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano).

Os fugitivos à primeira passagem pelo Malhão
Fonte: Ana Rita Nunes/Bola na Rede

No entanto, e como se poderia prever, assim que se iniciou a primeira subida ao Malhão, a fuga foi-se diluindo. A 16km para a meta, a camisola amarela de Tadej Pogacar chegou a estar em perigo. Soren Kragh Andersen (Team Sunweb), Zdenek Stybar (Deceuninck-Quick Step), David de la Cruz (Team Sky) e Stephen Cummings (Team Dimension Data) estavam ao ataque. A diferença do dinamarquês para Pogacar rondava os 30 segundos.

O português, Amaro Antunes (CCC Team), era um dos ciclistas portugueses candidatos à vitória no Malhão. Na subida à Fóia já tinha estado perto da vitória. No Malhão já tinha vencido em 2017 e queria repetir a vitória. Nos quilómetros finais não se conseguiu impor e ficou-se pela 10ª posição. Na geral, foi o melhor português, terminando a Volta ao Algarve na oitava posição.

Amaro Antunes com a camisola azul em perseguição aos fugitivos
Fonte: Ana Rita Nunes/Bola na Rede

A dois quilómetros da meta, os cortes surgiram em força e foram-se formando vários grupos. Nesta subida final estavam Kragh Andersen e Stybar. Um pouco mais atrás, já completamente descolado, Cummings.

Soren Kragh Andersen e Zdenk Stybar nos metros finais da subida ao Malhão
Fonte: Ana Rita Nunes/Bola na Rede

Nos metros finais e com a amarela de Pogacar em risco, Stybar foi mais forte e cortou a meta com alguma vantagem.

Com a desistência de Arnaud Dèmare (Groupama-FDJ), o campeão alemão Pascal Ackerman (Bora-Hansgrohe) venceu a classificação por pontos. A camisola azul (líder da montanha) não escapou a Tim Declercq (Deceuninck Quick-Step).

Quanto à classificação geral, Soren Kragh Andersen (Team Sunweb) foi segundo e Wout Poels (Team SKY) foi terceiro. O espanhol Enric Mas (Deceuninck Quick-Step) ficou fora do pódio, em quarto lugar.

A Volta ao Algarve de 2019 fica na história do ciclismo e marca uma nova era de jovens talentosos à procura de bons resultados. Tadej Pogacar junta-se à lista dos grandes nomes que já venceram a Volta ao Algarve, tais como o vencedor do ano passado do Tour de France, Geraint Thomas, o seu conterrâneo Primoz Roglic, Tony Martin e Alberto Contador.

Foto de Capa: Ana Rita Nunes/Bola na Rede

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

O futuro já chegou

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Os últimos 7 dias tinham uma elevada importância no circuito masculino e feminino de ténis. Alguns jogadores do top 10 em competição mas nenhum deles se sagrou campeão, muitas supresas, entusiasmo e a juventude a demonstrar todo o seu potencial.

O principal torneio desta semana era em terras de origem portuguesa, Rio de Janeiro (ATP 500), aonde aconteceu tudo menos o esperado. Os cabeças de série perderam todos na primeira ronda, dentro deles, destaco as derrotas precoces de Dominic Thiem, Marco Cecchinato (que tinha conquistado o torneio de Buenos Aires, na semana anterior) e Fabio Fognini. O único tenista, que escapou à regra, foi o nosso João Sousa, porém também foi eliminado na segunda partida do evento. A final foi disputada por dois jogadores fora do top 80, entre Laslo Djere, sérvio de 23 anos, que venceu uma das maiores promessas do ténis mundial, Felix Auger-Aliassime, jovem de apenas 18 anos, pelos parciais de 6-3 e 7-5.

Em território Francês (Marselha), realizou-se um ATP 250, aonde o futuro do ténis esteve bem presente. Stefanos Tsitsipas, com 20 anos, jogador que esteve em dúvidas se iria participar no torneio ou não, levou a melhor sobre o veterano Mikhail Kukushkin, por 7-5 e 7-6. O grego com esta vitória vai integrar o top 10 mundial, pela primeira vez.

No país do uncle Sam, mais precisamente em Delray Beach, houve um torneio recheado de novidades e acontecimentos inesperados. Na final deste ATP 250, tivemos um confronto entre, os não cabeças de série, Radu Albot, da Moldávia, e o inglês Daniel Evans. Albot conquistou o seu primeiro título ATP da carreira, em três sets por 3-6 6-4 e 7-6, partida muito renhida até ao último ponto.

No circuito feminino tivemos como principal evento, o torneio de Dubai, este foi ganho pela jovem suíça de 21 anos, Belinda Bencic. No seu percurso, eliminou jogadoras como: Simona Halep, Elina Svitolina e na final, Petra Kvitova, checa e nº4 do mundo, pelo resultado de 6-3 1-6 6-2.

Já em Budapeste, torneio WTA de categoria mais baixa, a belga de 24 anos, Alison Van Uytvanck, ganhou a Marketa Vondrousova, checa de apenas de 19 anos, por 1-6 7-5 e 6-2.

A semana passada foi dominada por jogadores de tenras idades, demontrando que o futuro do ténis está cada vez mais presente. Esta semana, teremos como principais torneios, o torneio do Dubai, Acapulco e São Paulo, no circuito masculino, aonde estarão presentes jogadores, como Roger Federer, Rafael Nadal, Alexander Zverev e Kei Nishikori. Já no circuito feminino, o principal evento realizar-se-á em Acapulco, em simultâneo com o torneio masculino.

Foto de Capa: Rio Open

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Mudanças no Brasileirão, a era do VAR chegou

O Campeonato Brasileiro de 2019 terá algumas mudanças em relação as edições anteriores. Na última sexta feira, 22.02, a CBF se reuniu com os representantes dos 20 clubes da Série A e mais os representantes da Federações Estaduais para definirem essas mudanças. Entre as mudanças propostas pela CBF, a mais importante é a introdução do VAR (vídeo-árbitro) na competição. Na temporada passada a CBF já tinha proposto a sua utilização, mas informou que os clubes que iriam arcar com os custos operacionais. Como a maioria, dos clubes, recusaram pagar, o VAR não foi usado no brasileirão de 2018. Porém, nesse ano teremos.

O uso da tecnologia do árbitro de vídeo é imprescindível para o futebol brasileiro. Não apenas pelo fato de que as maiores competições no mundo já utilizam, mas também para minimizar a quantidade de erros de arbitragem que assolam o nosso futebol. Já tivemos jogos e campeonatos decididos por esses erros, então qualquer medida que contribua para que não haja injustiça no esporte é válida. Outra vantagem do uso dessa tecnologia é, possivelmente, termos menos reclamações durante as partidas. Todo jogo no Brasil os jogadores vão para cima do árbitro para reclamar de cada lance banal. Isso além de ser chato, faz que o jogo perca o tempo de bola rolando.

Na mesma reunião a CBF informou que a partir de 2020 teremos a Supercopa do Brasil, competição que reunirá o campeão brasileiro e o campeão da Copa do Brasil do ano anterior. Essa será a primeira competição a ser disputada na temporada e acontecerá em jogo único. Outra mudança no Campeonato Brasileiro de 2019 será que cada clube poderá inscrever no máximo 45 atletas. Mas não haverá limite de inscrição para jogadores oriundos da base.

O VAR é a principal mudança para o Campeonato Brasileiro de 2019.
Fonte: FIFA

Contudo, teve uma proposta da CBF que não foi aceita pela maioria dos clubes e não entrará em vigor. A Confederação Brasileira de Futebol queria limitar a troca de técnicos durante a competição. Pela proposta apresentada, cada clube poderia mudar apenas uma vez de treinador. A ideia de limitar a mudança de técnico durante o brasileirão é boa, pois o clube teria que se planejar melhor antes de tomar uma decisão. Atualmente, muitos dirigentes contratam e demitem treinadores sem utilizarem critério algum e isso acaba gerando mais custos e endividamento para os clubes. Não chega a ser uma proposta que mudaria o nosso futebol, mas poderia fazer os dirigentes a criarem mais responsabilidade. E cá entre nós, se um clube tiver três treinadores, ou mais, em um Campeonato Brasileiro é que não merece ter sucesso na competição.

O Campeonato Brasileiro começa em abril. Flamengo e Palmeiras entram como favoritos, com o Cruzeiro e o Grêmio correndo por fora. Veja abaixo os jogos da primeira rodada:

Grêmio-RS x Santos-SP
Atlético-MG x Avaí-SC
Ceará-CE x CSA-AL
Palmeiras-SP x Fortaleza-CE
São Paulo-SP x Botafogo-RJ
Flamengo-RJ x Cruzeiro-MG
Fluminense-RJ x Goiás-GO
Chapecoense-SC x Internacional-RS
Bahia-BA x Corinthians-SP
Athletico-PR x Vasco da Gama-RJ

 

Foto de capa: CBF 

O Luís, para ser mais fácil

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Nunca o SL Benfica tinha jogado com tantos jogadores formados no Seixal. Nunca o Benfica tinha ganho na Turquia. E melhor: foi feito dentro dos mesmos 90 minutos.

E quem é que se destacou? O Luís. Mas quem é o Luís? O Florentino. O Florentino Luís. Mas dizer Florentino Luís é um enrola língua e temos de ser simples, simples como o Luís. Simples como o futebol do Luís.

Bruno Lage tem procurado mostrar a ideia de que todos contam e já é segunda vez que conta e aposta no novo jovem do Seixal na equipa A. O trinco português iniciou os seus primeiros passos no futebol ao serviço do GR Tercena (futsal) e depois partiu para o Real SC (de Massamá), antes de chegar ao Glorioso. No Benfica fez a restante formação desde os sub-13 até ao coletivo principal e muita dessa formação foi pelas mãos de Bruno Lage, seu atual treinador. Estreou-se no plantel principal na vitória esmagadora de dez a zero frente ao CD Nacional e surgiu no onze inicial da vitória por dois a um frente ao Galatasaray.

No primeiro duelo jogou sem pressão – o resultado estava conquistado e os poucos minutos de jogo serviram para mostrar ao jovem jogador o que é jogar dentro do Estádio da Luz e fazer perceber ao próprio os movimentos dos jogadores à sua volta. Em terreno turco, para a Europa League, o trabalho foi mais exigente e com margem de erro mínimo. O médio português jogou ao lado de Gedson Fernandes, um médio rápido e com caraterísticas ofensivas, deixando ao Luís a tarefa mais defensiva do meio-campo.

Temos médio-defensivo para o presente e para o futuro. E é do Seixal
Fonte: SL Benfica

Com pouco mais de 90 minutos dentro de campo, conseguimos perceber duas boas caraterísticas do médio: corte de bola e rápido a decidir. O camisola 61 aproxima-se dos adversários e tenta recuperar os esféricos com a maior das rapidezes com simples cortes. Posteriormente, talvez ainda devido à pressão dos primeiros encontros no plantel principal, é demasiado rápido a decidir e acaba por jogar pelo seguro e levar a bola para linhas de passe, que, sendo boas, não são as melhores.

E o futuro? Que futuro terá Luís nesta equipa? Ora bem, a concorrência é fortíssima e temos de ter a consciência disso. Fejsa tem estado lesionado, mas apresenta-se com notáveis melhorias e poderá ser escolha de Bruno Lage nas próximas partidas. Samaris – desculpem -, este novo Samaris, é também uma escolha segura e ultimamente tem limpado a sua imagem juntos dos adeptos. Gabriel também pode fazer essa posição e, se jogar tão bem como tem jogado, claramente ocupa a terceira escolha de Bruno Lage.

Posto isto, é difícil prever que Luís faça parte das escolhas regulares do treinador encarnado, mas a paciência é um dos segredos do sucesso. Talvez um empréstimo não fosse a melhor solução a curto e médio prazo. Temos de perceber qual a estratégia do clube encarnado, do treinador e do próprio jogador.

Artigo corrigido por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

Estoril-Praia SAD 1-0 Académica OAF: Sete cores fazem o arco-íris. Um golo faz os três pontos

No jogo de fecho da 23ª jornada, o Estoril Praia recebeu a equipa da Académica. Os canarinhos vinham de um sofrido empate em casa do Mafra (sofreram o golo do empate já nos descontos num penálti muito duvidoso). Por sua vez, os homens de Coimbra venceram em casa o Farense com um golo de Hugo Almeida ao cair do pano.

Comparativamente com o último jogo, Bruno Baltazar não operou nenhuma alteração no onze e apostou nos mesmos homens. Do outro lado, João Alves lançou Junior Sena, Guima, Djousse e Brendon para os lugares de Traquina, Reko, Rubio e Hugo Almeida.

Estavam reunidas todas as condições para um excelente espetáculo de Futebol: uma noite agradável, com bancadas compostas e duas equipas a necessitar de pontos. Porém, a primeira parte não correspondeu às expetativas dos adeptos. Foi preciso esperar um quarto de hora para ver a primeira oportunidade de golo. Gorré progrediu pela ala esquerda, cruzou rasteiro, mas ninguém apareceu para a emenda. Um minuto depois, foi a vez da Briosa estar perto do golo: Junior Sena foi lançado em velocidade e aproveitou uma saída em falso do guarda-redes do Estoril – Thierry Correia -, mas rematou por cima.

Durante todo o primeiro tempo, notou-se um ligeiro ascendente da equipa visitante. A Académica teve sempre mais iniciativa para construir jogo. Ainda assim, ambas as prestações foram bastante tímidas por parte de ambos os emblemas. Foi um jogo lento e com poucas oportunidades flagrantes de ambas as equipas.

Até ao intervalo, ambas as equipas voltaram a estar perto do golo por uma vez: o Estoril, aos 36 minutos, por intermédio de Yan, que rematou forte para a defesa de Peçanha, e a Académica, aos 44, com Fernando Alexandre a falhar o golo ao segundo poste.

Até ao intervalo, mais nada houve, e Rui Costa pôs assim fim a uma primeira parte muito pobre e escassa em termos de oportunidades de golo.

A segunda parte começou…e de que maneira. Logo aos 46 minutos, Gorré fletiu da esquerda para o meio, passou por todos e atirou a contar. Estava feito o primeiro golo do jogo, e logo para os homens da casa.

O golo surgiu logo no início do segundo tempo e tranquilizou os homens da casa
Fonte: Bola na Rede

Os estudantes acusaram a pressão do golo sofrido e foram os canarinhos que voltaram a estar perto do golo. Numa jogada de contra-ataque, aos 69 minutos, Belima arrancou à saída da área do Estoril e só parou na área da Briosa, onde rematou para uma excelente intervenção de Peçanha. Os da linha continuaram por cima e, no minuto seguinte, Furlan atirou ao lado da baliza da Académica.

Até ao fim, não houve mais nenhum lance digno de registo, e o Estoril conquistou três importantes pontos. Esta é uma vitória justa para os homens da casa, que demonstraram toda a sua qualidade e supremacia na segunda parte. A Briosa deixou aqui também uma boa réplica do seu jogo, mas não conseguiu combater a superioridade estorilista.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Estoril-Praia SAD: Thierry, Cícero (Gonçalo Santos, 75’), Filipe, Belima, Pedro Queirós, João Pedro, Miguel Rosa, Gorré (Koné, 86’), Sandro Lima, Furlan e Yan (João Patrão, 66’).

Académica OAF: Peçanha, Dias, Junior Sena, João Real, Romário, Guima (Fernando Alexandre, 29′), Brendom (Ribeiro D., 57′), Jean, Balde R. (Marinho, 76′), Mike e Djousse.

Chelsea FC 0-0 (3-4 a.p) Manchester City FC: Onde ficaram os golos?

O estádio de Wembley perfilou-se como manda a tradição em Inglaterra para receber mais um jogo de todas as decisões de uma competição inglesa.

Manchester City FC e Chelsea FC lado a lado com momentos de forma bem distintos. Maurizio Sarri com a corda bem apertada ao pescoço e perto de “romper” no Chelsea.

O Manchester City de Pep Guardiola vinha numa boa sequência de vitórias e encarava este jogo já com a boa noticia da perca de pontos do Liverpool FC no campeonato inglês.

As duas equipas entraram bastante tímidas, como seria de esperar numa final, mais importante do que marcar é não sofrer golos.  Ainda assim, era o Manchester City o dono e senhor da bola.

A grande figura desta primeira parte seria o ex-FC Porto, Nicolás Otamendi. Esteve nos dois lances mais flagrantes existentes na primeira metade do jogo. Primeiro, aos 43 minutos esteve perto de colocar o Manchester City em vantagem com um remate já em esforço para uma boa defesa do guardião Kepa. No minuto seguinte, Otamendi quase que colocava a bola na outra baliza. Sim, na própria baliza!

O Chelsea que mostrava pouco esforço ofensivo até então, Otamendi parecia querer dar uma ajuda os comandados de Sarri.

A segunda parte arrancou como tinha terminado a primeira. Um jogo morno, muito táctico e fechado. Seria Sergio Agüero a “desbloquear” esta situação ao abanar as redes do Chelsea FC aos 56 minutos. No entanto, o golo seria anulado por suposto fora de jogo, depois confirmado pelo VAR, disponível nesta final. Após as repetições, o lance continua a deixar dúvidas. Tudo de volta à estaca zero.

Por esta altura do jogo certamente que muitos dos amantes do futebol inglês já tinham mudado de canal.

Só voltaríamos a ver algum perigo perto das balizas por volta do minuto 66 quando Kanté com tudo para inaugurar o marcador, após um excelente trabalho de Hazard, a rematar por cima.

Seria outra vez dos pés do astro belga que sairia a próxima ocasião de perigo do jogo. 75 minutos de jogos e Hazard com uma excelente jogada pelo meio a colocar Pedro em excelente posição para marcar, mas o espanhol a não conseguir aproveitar o trabalho de Hazard e perdeu a bola após um corte.

O jogo iria acelerar um pouco perto do final, com Hazard outra vez em destaque a aparecer isolado frente a Ederson, mas o lance foi interrompido pelo árbitro. Mais um lance sinalizado como fora de jogo que deixa muitas dúvidas após ver as repetições. Hazard teria tudo para marcar.

Nada feito nos 90 minutos. Tempo para mais meia-hora de jogo, mas com as expectativas bem em baixo após 90 minutos de tão fraca qualidade.

Bernardo Silva seria considerado o homem do jogo para a organização
Fonte: Carabao Cup

E não havia mesmo mais nada a fazer, as equipas pareciam aguardar pacientemente pelos penalties e foi sempre o Manchester City a equipa que demonstrou querer menos os penalties, mas não em quantidade suficiente para fazer alguma diferença no jogo.

Quando o mais interessante de todo o prolongamento é a “birra” de Kepa Arrizabalaga em não sair de campo, está tudo dito sobre a qualidade do mesmo.

As equipas queriam penalties e seriam os penalties a decidir esta competição. O Chelsea FC parecia partir com uma certa desvantagem por toda a desconcentração que a situação envolta de Kepa gerou.

E as coisas não poderiam ter começado pior para os londrinos quando Jorginho falha o primeiro penalty. O Chelsea ainda pareceu estar em condições psicológicas de recuperar quando Sané também falhou o seu, mas este titulo já não fugiria ao Manchester City de Guardiola que renovou assim a Taça da Liga Inglesa.

Dia estranho em Inglaterra. Depois de um empate a 0 entre Manchester United e Liverpool, o City e o Chelsea a darem-nos outro jogo sem golos.

 ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Chelsea FC: Kepa; Azpilicueta, David Luiz, Rudiger e Emerson; Jorginho, Kanté e Barkley (Loftus-Cheek ’89); Willian ( Higuain ’95) , Hazard e Pedro (Hudson-Odoi ’79)

Manchester City FC: Ederson; Zinchenko, Laporte ( Kompany ’46), Otamendi, Walker; Fernandinho ( Danilo ’91), David Silva ( Gündoğan ’79), De Bruyne ( Leroy Sané ’86), Bernardo, Sterling, Aguero

SC Braga 1-4 Sporting CP: Vitória indiscutível dos leões

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Na primeira metade do encontro, vimos o Sporting CP a jogar muito bem, moralizado pela vitória expressiva no último jogo contra o SL Benfica, enquanto o seu rival deste jogo, o SC Braga, entrou algo passivo e um pouco desinspirado, algo estranho tendo em conta o motivo extra de motivação de poder aumentar a sua série invencível para sete jogos e o facto do MODICUS ter perdido nesta última ronda, permitindo ao Braga passar para o terceiro lugar em caso de vitória.

Apesar de tudo, a equipa minhota acabou a metade inicial por cima do encontro, com o golo de Cássio, depois dos leões terem marcado por três vezes, por intermédio de Leo, Alex Merlim e Dieguinho, num golo fabuloso após passe de Merlim.

Ao intervalo, o resultado refletia bem o que se passou na quadra, a grande entrada do Sporting no jogo e a reação bracarense nos últimos minutos, o número de faltas no fim dos primeiros 20 minutos dos comandados de Paulo Tavares (zero) era sintomático do jogo menos conseguido do Sporting de Braga.
Os leões deram o melhor seguimento à vitória frente ao rival Benfica
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

A segunda parte manteve a tendência, ou seja, o Sporting a gerir o resultado e sempre mais perigoso junto da baliza de Vítor Hugo, mantendo-se o jogo relativamente tranquilo. O Braga, conforme o seu treinador afirmava ao intervalo, ainda estava claramente no jogo, mas precisava de uma metade bem mais inspirada e melhor para efetivamente discutir o jogo.

O golo de Cavinato, a cerca de 12 minutos do fim, foi um tremendo “soco no estômago” dos guerreiros do Minho, que viam o tempo a passar e não conseguiam criar ocasiões claras de golo. 1-4 foi o resultado que se manteve até final da partida, num jogo onde a superioridade leonina nunca foi posta em causa, apesar do resultado estar em aberto no início da metade complementar.

Mais do que justa, a vitória do Sporting foi clara e inequívoca, pela excelente entrada em jogo dos leões e pela passividade defensiva dos bracarenses, sobretudo na primeira parte.

CINCO INICIAIS:

SC Braga: Vítor Hugo, Coelho, Nilson, Ricardinho e Cássio

Sporting CP: Guitta, Erick, Pany, Dieguinho e Pedro Cary

CD Santa Clara 2-0 CD Nacional: chuva sagrada na luta pela manutenção

Foi um domingo chuvoso e frio na ilha de S.Miguel que opôs os dois arquipélagos num duelo entre CD Santa Clara e CD Nacional, as duas equipas que regressaram nesta temporada à Primeira Liga.

A primeira parte ficou marcada por um jogo muito calmo, em que as duas equipas mostraram-se seguras e tranquilas com a sua performance. Apesar disso, a equipa da casa apresentou-se com maior posse de bola e aproveitou melhor os momentos da partida para surpreender o adversário. Aos 32 minutos, num lance um tanto quanto aparatoso,  S. Marakis levou o segundo amarelo da partida, acabando por ser expulso e colocando o Nacional em desvantagem numérica.

Sem tréguas da chuva, a segunda parte começou com Chrien causar perigo na área no Nacional, ainda que sem efeitos práticos. Aos 47 minutos, o Nacional mostrou as suas garras e tentou passar pelo guardião Marco, mas sem grande problema para o guarda-redes.

Nesta fase do jogo, o Nacional começou a tentar atacar mais e a aproveitar as oportunidades possíveis para inaugurar o marcador, mas graças aos contra-ataques da equipa da casa, foi difícil isso acontecer.

Aos 64 minutos, novamente Chrien, tenta a sua sorte e, através dum passe de César, consegue inaugurar o marcador com um remate brilhante, que fez os cerca de 1 800 adeptos vibrarem de êxtase.

A chuva abençoou os da casa
Fonte: Bola na Rede

Apesar de as condições meteorológicas serem pouco favoráveis à prática de um bom futebol, a intensidade do jogo aumentou depois do primeiro golo da partida. Aos 85 minutos, na consequência de um canto, o Santa Clara continuou a tentar a sua sorte e apontou para a baliza do Nacional, mas sem alterar o marcador.

Dos últimos minutos da partida fica na retina uma excelente defesa de Marco, em resposta a um livre batido por Vítor Gonçalves. Já no tempo complementar, João Lucas, combinando com a perícia de Guilherme Schettine, fez as honras e o segundo golo da partida, dando os importantíssimos três pontos à equipa açoriana.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CD Santa Clara: Marco, J.Lucas, F. Cardoso, César M. , Patrick (Zé Manuel, 55’), Francisco Ramos (B.Lamas, 74’), Chrien, Kaio, Ukra, Pineda (Pablo, 44’), Guilherme Schettine.

CD Nacional: Daniel, Kalindi, Júlio C., Rosic, M. Cerqueira, Witi (Okacha, 67’), Marakis (expulso), Palocevic, Vitor G., Rochez (Tissone, 67’) , B. Riascos.