O Sporting CP ambiciona sempre assegurar a presença nas competições europeias, quer seja na Liga dos Campeões quer seja na Liga Europa.
Numa altura em que a equipa leonina se prepara para disputar a última batalha dos dezasseis avos de final da Liga Europa em casa do Villarreal CF (depois de ter saído derrotada na primeira-mão por 0-1), irei abordar aqueles que, na minha perspetiva, são os cinco melhores jogos realizados pela equipa verde e branca nas competições europeias nos últimos dez anos.
A grande revelação do Futebol brasileiro. Desta maneira é visto o atacante Vinícius Junior do Real Madrid CF. O jogador iniciou a carreira no CR Flamengo e foi negociado com o clube merengue antes de se estrear na equipa principal rubro-negra. A negociação foi a maior da história do clube carioca, 45 milhões de euros.
Vinícius Júnior desembarcou esta temporada em Madrid e fez toda a preparação com a equipa principal. Porém, o antigo treinador do clube Julen Lopetegui despromoveu-o para a equipa “b”. A justificativa dada foi que o atleta precisava de ganhar mais experiência. Entretanto, com o despedimento do técnico espanhol e com a chegada do argentino Santiago Solari, o brasileiro voltou a figurar no esquadrão principal.
Não demorou muito até o atacante assumir a titularidade. Atuando tanto no lado direito, como no lado esquerdo do ataque, o brasileiro encantou os adeptos e a imprensa madrilena. Vinícius Júnior tem apenas 18 anos, mas tem mostrado maturidade. Claro que ainda vai chegar ao auge do seu futebol, mas com esta idade não é fácil ser titular e ídolo de um clube como o Real Madrid.
Vinícius Júnior em ação pela seleção brasileira sub-20 Fonte: CBF
A atual temporada, e até a próxima, tem que ser tratada com leveza em relação ao jogador. É muito bom ser titular, mas se for suplente em alguns jogos, não pode ser visto como problema. É evidente que qualquer atleta sente o peso de vestir uma camisola como a do Real Madrid, mas é preciso ter cuidado para não se “queimar” o atleta. Se pensarmos na história do clube, percebemos que o imediatismo predomina. Jogar no Real Madrid é saber que não há chance para erros. Contudo, Vinícius Júnior não pode, nem precisa de sentir essa pressão. Isso é fundamental para a sua evolução no clube e, futuramente, na seleção brasileira.
Em campo, o atacante não mostra timidez. Abre bem pelos flancos e não tem medo de “ir para cima” do defesa. Ainda lhe falta fazer mais vezes a diagonal, assim abriria mais espaço para os seus companheiros e causaria mais perigo, mas, com o tempo, isso pode ser aperfeiçoado. Creio que uma chamada para a Copa América fará bem ao jogador. Sob o comando de Tite, o atacante pode evoluir em alguns aspetos, além de ganhar a sua primeira experiência com a amarelinha. Até ao momento, Vinícius Júnior atuou em 24 jogos na temporada e marcou dois golos.
A posição de defesa direito tem sido aquela onde ainda não existe um titular indiscutível. Já passaram por lá Maxi Pereira, Corona, Éder Militão, Mbemba e, mais recentemente Wilson Manafá. Curioso que nenhum destes jogadores é defesa direito de raiz, todos eles fizeram a sua formação noutras posições.
Mas vamos nos centrar nos dois jogadores que, na minha opinião, serão as duas melhores opções para a posição na maioria dos jogos. Maxi Pereira já não é um jovem, não tem a velocidade de outrora e esse, neste momento, é o seu maior problema, principalmente, na transição defensiva. A seu favor tem a experiência, a qualidade no ultimo passe e até o peso que tem no balneário portista. Apesar dos seus dos seus 34 anos dá ainda plenas garantias e é sempre uma opção muito viável e segura.
Manafá foi uma excelente contratação dos azuis e brancos Fonte: FC Porto
Wilson Manafá chegou recentemente ao clube no mercado de janeiro. É um defesa lateral que tanto pode jogar na direita como na esquerda mas, como Alex Telles é praticamente insubstituível, acredito que irá ser mais vezes utilizado no lado direito como aconteceu neste último jogo diante o Vitoria FC. É um defesa lateral muito rápido que consegue dar muita profundidade no seu corredor, forte nos duelos individuais, consegue criar desequilíbrios com muita facilidade. Comparativamente com Maxi Pereira perde no último passe, na última tomada de decisão, é uma vertente do seu jogo onde precisa de melhorar.
As opções são muitas e com características individuais diferentes que permitem a Sérgio Conceição optar pelo jogador que lhe der mais garantias na abordagem que procura para cada jogo.
Veredito: Apesar de Maxi Pereira e Wilson Manafá terem uma qualidade inegável, a minha escolha vai para o recente reforço dos azuis e brancos Wilson Manafá. A sua velocidade, a facilidade com que cria desequilíbrios no processo ofensivo, a consistência que consegue dar na transição defensiva, os movimentos interiores de rutura que faz em posse faz o FC Porto mais perigoso no processo ofensivo e mais consistente defensivamente.
A poucos dias dos Óscares de Hollywood, deixo aqui os cinco nomeados para Melhor Filme do ano do futebol português e também os cinco nomes que concorrem para o tão desejado óscar de Melhor Actor do ano.
Concordam com as nomeações? Quem irá vencer?
Melhor filme – Os cinco nomeados
5. ‘Tudo ao molho e fé em Deus’ – Documentário que retrata o futebol nacional, indo aos confins do mesmo e à sua base: as trapalhadas, as histórias, os atropelos, as marcha-atrás, os processos, a Liga vs a FPF, as claques, os e-mails, as pressões sobre os árbitros, as publicações nas redes sociais. Neste filme, tudo (ou quase) é abordado. Participação especial de Ana Leal e Conceição Lino.
4. ‘O encantado mundo dos bebés’ – Um filme infantil que retrata as aventuras e desventuras de vários jovens portugueses: os seus receios, os seus medos, as suas virtudes, os seus sonhos e as suas certezas no difícil mundo da bola. Conta com as participações de ‘meninos’ como João Felix, Diogo Leite, Francisco Ferreira, Gedson, Florentino, Miguel Luís, André Pereira, Trincão, Jota e Rafael Leão entre outros.
3. ‘Herói ou Vilão?’ – A história de um Presidente que era amado por muitos, temido por alguns e que renasceu um império que acabou, poucos tempo depois, por ser atacado pelo seu próprio povo.
Bruno de Carvalho encarnou um papel único no nosso futebol Fonte: Sporting CP
2. ‘A visão’ – segundo filme da sequela, onde se desvenda a nova visão que o actor principal terá tido, isto após a sua primeira visão há alguns anos se ter tornado famosa e cheia de títulos. No entanto, o tempo provará que esta nova visão foi, afinal, uma visão demasiado turva.
1. ‘Um corpo emigrante numa mente sem luz’ – Filme que conta a história de um homem que se viu num mundo desconhecido, desprovido de quase tudo o que o fazia realmente feliz e incapaz de encontrar o caminho para a luz.
Jorge Jesus: um homem sedento da luz do seu país Fonte: SL Benfica
Nota: ‘Uma Lage para o futuro’ não entrou nas contas deste ano, uma vez que o filme só teve a sua publicação no início de 2019.
As maiores estrelas da NBA dirigiram-se até Charlotte para a 68º edição do All-Star. Durante três dias, os jovens e os não tão jovens, os especialistas do drible, do triplo e do afundanço maravilharam os milhares que visitaram a Carolina do Norte e os milhões que assistiram em casa. Um evento que terminou com o habitual All-Star Game.
Na sexta-feira foi a vez dos miúdos. A Team USA, treinada por Kyrie Irving, derrotou Dirk Nowitzki e a Team World confortavelmente. Os americanos controlaram do início ao fim e contaram com um Kyle Kuzma inspirado, que terminou com 35 pontos e o troféu de MVP. Jayson Tatum acrescentou 30 pontos e o rookie Trae Young contribuiu com 25. Do lado dos estrangeiros, o australiano Ben Simmons foi quem mais se destacou, com 28 pontos, com o finlandês Lauri Markkanen a terminar com 21.
No sábado, chegaram os concursos. O Skills Challenge foi simpático para quem se atrasou, com os sete duelos a serem vencidos por quem chegou ao lançamento final em último lugar. Jayson Tatum, dos Boston Celtics, derrotou na final o base dos Hawks, Trae Young, com um lançamento do meio-campo. Nos triplos, Stephen Curry era o grande favorito, principalmente a jogar em “casa”. Muitos dos favoritos ficaram logo pelo caminho na primeira ronda, jogadores como Damian Lillard, Kemba Walker ou o campeão do ano anterior, Devin Booker. Na final, no entanto, foi um underdog a levantar o troféu. Joe Harris derrotou Steph Curry e Buddy Hield e levou o prémio para Brooklyn.
O momento da noite de sábado Fonte: OKC Thunder
Naquele que é sempre o evento mais aguardado da noite, os afundanços falhados acabaram por ganhar o destaque que ninguém queria que tivessem. John Collins partiu a maqueta de um avião, enquanto que Miles Bridges e Dennis Smith Jr. repetiam ataques ao aro. O vencedor da noite acabou por ser o rookie dos Oklahoma City Thunder, Hamidou Diallo, que, para além de ter sido o mais consistente de todo o concurso, conseguiu também o melhor afundanço. O extremo dos Thunder saltou por cima da lenda Shaqille O’Neal e acabou pendurado no aro, com metade do braço dentro do cesto, à la Vince Carter.
Era, por fim, dia do jogo das estrelas. Team LeBron vs. Team Giannis. James apresentava aquela que era, na teoria, a equipa mais forte, mas o grego Antetokounmpo apostava na irreverência (e na sua própria capacidade para dominar um jogo destes).
A primeira-parte ficou marcada por um domínio total e completo da Team Giannis, com o grego a ser o foco principal. De afundanço em afundanço, Antetokounmpo colecionou 20 pontos que valeram uma vantagem de 95-82 à sua equipa. O seu colega de equipa em Milwaukee, Khris Middleton, acrescentou 17 pontos e Paul George juntou mais 14. Na equipa de LeBron, apenas Durant e o próprio James iam contribuindo a um bom ritmo. 14 para KD ao intervalo, 10 para LeBron.
Na segunda-parte, veio a recuperação da Team LeBron. A equipa que vestia de preto chegou a estar a perder por 20 no terceiro período, mas chegou ao fim do mesmo com uma curta vantagem de 132-131, muito graças à incrível habilidade para lançar de qualquer lado de Damian Lillard e Klay Thompson.
Com a partida tão equilibrada no início do último período, os triplos de Kawhi Leonard e a magia de Stephen Curry começaram por aquecer a plateia. No entanto, a equipa de branco ficou sem gás e LeBron, Irving e Durant acabaram por levar a sua equipa à vitória. KD terminou com 31 pontos. Klay Thompson acrescentou 20 na equipa vencedora. Antetokunmpo foi o melhor marcador da noite, com 38 pontos. Ainda na sua equipa, Paul George e Khris Middleton finalizaram a partida com 20 pontos cada. A Team LeBron recuperou de uma desvantagem de 20 pontos e venceu a Team Giannis, que ao intervalo parecia ter a partida sob controlo.
EQUIPAS
Team LeBron: Kawhi Leonard, LeBron James, Kevin Durant, James Harden e Kyrie Irving; Jogaram ainda: Damian Lillard, Klay Thompson, Bradley Beal, LaMarcus Aldridge, Anthony Davis, Dwyane Wade, Karl-Anthony Towns e Ben Simmons.
Team Giannis: Paul George, Giannis Antetokounmpo, Joel Embiid, Stephen Curry e Kemba Walker; Jogaram ainda: Kyle Lowry, Nikola Jokic, Khris Middleton, Russell Westbrook, Blake Griffin, D’Angelo Russell, Nikola Vucevic e Dirk Nowitzki.
Seferovic foi, em tempos, um jogador dispensável. Alguém que não rendia e esteve mesmo uma época inteira atrás da sombra do ponta de lança titular, apesar de ter iniciado a temporada com quatro jogos consecutivos a marcar. No entanto, aos poucos foi perdendo a força e deixando de faturar e, com isso, foi perdendo o lugar na equipa.
Fez quase tantos minutos nos primeiros oito jogos da temporada transata (677 minutos), quantos aqueles que jogou no resto da época (690 minutos nos restantes 39 jogos). Além disso, marcou mais golos nos primeiros quatro jogos (4 tentos) do que os que marcou no restante da temporada ao serviço do Benfica (7 golos na temporada inteira).
Porém, algo de muito diferente se denota esta época quanto ao suíço. Está a realizar a melhor temporada da carreira, com 17 golos quando ainda só agora se está a entrar no último terço da época. Mas a máquina de fazer golos que agora vemos não é igual àquela que jogava nas mãos de Rui Vitória: em todos os jogos orientados pelo antigo treinador das águias, Seferovic marcara sete tentos; nas mãos de Bruno Lage, tem dez golos, com uma média de um golo a cada 80 minutos.
O que aconteceu para que houvesse esta transformação do suíço?
Primeiro, há que perceber que Seferovic não é um ponta de lança estático, não é apenas um homem-alvo ou aquela peça fixa entre os centrais para aguentar a linha defensiva adversária. Este não é o jogo do camisola 14. Na realidade, o avançado tem um jogo muito mais interessante.
Seferovic marcou o décimo golo em dez jogos contra o Galatasaray Fonte: SL Benfica
O suíço tem uma inteligência posicional bastante elevada. Consegue colocar-se entre os centrais para esperar um passe a cruzar a defesa, mas também se movimenta nas laterais do terreno, para receber a bola e combinar com o segundo avançado, ou para colocar no espaço para o cruzamento do lateral. Mais do que isso, tem um movimento sem bola altruísta, correndo para zonas mais desinteressantes para os lances, na esperança de arrastar um elemento adversário e abrir espaço para o homem com a bola. Ainda acrescentando, é usual ver Seferovic em zonas do terreno mais recuadas, quer para ajudar na progressão da jogada, quer para ajudar em trabalho defensivo ou para abrir um buraco entre a linha defensiva e o primeiro homem do meio-campo adversário.
Finalmente, e mais importante do que tudo – tendo em conta que é um ponta-de lança –, Seferovic aparece sempre em zona de finalização. É um falso lento que consegue chegar aos locais importantes para finalizar as jogadas, cabecear para o fundo das redes ou encostar o cruzamento rasteiro dos laterais. É alto, tendo por isso facilidade em chegar a bolas mais altas, e tem um remate forte que se demonstra mais útil que outrora parecera.
Este género de avançado é mais do meu gosto do que os homens-alvo que também existe e coincidem com outras táticas. Neste Benfica, principalmente no de Bruno Lage, Seferovic encaixa que nem uma luva. Rui Vitória não conseguia organizar a equipa e combinar as jogadas para aproveitar a inteligência posicional do suíço; Lage faz isto deliciosamente. A equipa joga com cordéis, sabendo sempre onde se têm de deslocar para que estes não se entrelacem. Seferovic faz um trabalho incrível nas sequências ofensivas da equipa, combinando tão bem com os colegas como Oreo combina com leite.
Esta Académica gosta de suspense. Depois de na semana passada ter conseguido uma vitória pela margem mínima graças a um golo no quarto de hora final, eis que surge mais uma vitória com um golo ainda mais próximo do último suspiro (87’), autoria de Hugo Almeida, que passou de herói a vilão … em 10 minutos. Mas já lá vamos.
A primeira parte do jogo ficou marcada por dois períodos distintos. Um primeiro, de estudo próprio e mútuo de ambas os conjuntos, e um segundo, em que as equipas, sobretudo a Académica, surgiram mais soltas.
Durante o primeiro período, a Académica tentou assentar o seu jogo dentro das dinâmicas próprias do regresso de Traquina ao lado direito do meio-campo e a integração de Jean Filipe como lateral desse flanco, enquanto que o Farense tentava adaptar-se não só ao adversário como ao regresso de Jorge Ribeiro e às nuances táticas impostas por Álvaro Magalhães, recém-chegado ao comando técnico.
Este contexto gerou alguma insegurança no miolo (sobretudo o do Farense), o que gerou alguma agressividade (André Vieira foi amarelado logo aos 6 minutos) e sucessivas perdas de bola. Uma delas, aliás, esteve na génese do início de uma fase mais intensa do encontro- aos 19 minutos, Romário Baldé recuperou a bola no meio-campo farense, isolou Hugo Almeida e este tentou o chapéu… mas saiu largo.
A partir daqui, a Académica ganhou confiança e foi crescendo no jogo, passando a ter maior posse junto da baliza forasteira sem que, porém, conseguisse criar perigo. Esse surgiu, aliás, na outra baliza, com Jorge Ribeiro, de livre direto, a obrigar Peçanha a uma defesa apertada, no último lance de registo durante a primeira parte.
Apesar do empate, os jogadores da Académica foram aplaudidos Fonte: Bola na Rede
Ao intervalo, João Alves fez entrar Fernando Alexandre para o lugar de Reko, o que poderia indiciar um jogo mais lento da Académica, ou um eventual recuar da Briosa. Nada disso. Os estudantes mantiveram a pressão sobre o reduto contrário e ameaçaram por João Real (de cabeça, após livre indireto, obrigou Hugo Marques a grande defesa) e Hugo Almeida (cabeceamento ao poste após trabalho de Marinho sobre a direita e concretizaram).
O volume ofensivo dos estudantes manteve-se, e o cheiro a golo intensificou-se cada vez mais até atingir o auge com a conquista de uma grande penalidade por parte de Romário Baldé. Chamado à conversão, Hugo Almeida, não foi capaz de desfeitar Hugo Marques da marca dos onze metros.
A Académica não esmoreceu, João Alves fez questão de colocar em campo Diogo Ribeiro (melhor marcador do campeonato de sub 23) em busca do golo o ‘forcing’ final e a verdade é que o jogador formado na Briosa esteve perto do golo e teve uma ação importante no lance mais importante da partida, onde a Académica chegou ao golo – Aos 85’, após um canto, a presença de Diogo Ribeiro obrigou a defesa do Farense a dividir marcações, o que abriu espaço para um remate frontal de Yuri antes de, na recarga, Hugo Almeida atirar, em jeito de redenção da grande penalidade falhada, para o único golo da partida.
A história do encontro ficou, assim, escrita neste lance e não houve muito mais a contar a não ser um desacato entre Hugo Almeida e Irobiso que desencadeou uma dupla expulsão.
A Académica manteve, portanto, o passo na luta pela subida, enquanto que o Farense somou o segundo desaire em três encontros sob o comando de Álvaro Magalhães e está agora a quatro pontos dos lugares de descida… porém, pode ter esperança na manutenção. Tanto pelo que fez dentro do campo como por aquilo que fez fora dele – a avaliar pelas vozes dos cerca de 100 adeptos que vieram de Faro, não será por falta de apoio que a equipa irá descer.
ONZES INICIAIS:
ACADÉMICA OAF: Peçanha, Jean Filipe, Yuri, João Real, Mike; Ricardo Dias; Traquina (Marinho 57’); Reko (Fernando Alexandre 46’) e Toro (Diogo Ribeiro 77’); Romário Baldé, Hugo Almeida;
SC Farense: Hugo Marques, Godinho, Bernardo, Cássio, Perisic; Daniel Bragança (Mayambela 69’), Borges (Fábio Nunes 90’), André Vieira, Jorge Ribeiro (Fabrício 84’); Irobiso e Tavinho.
Pavilhão lotado e uma rivalidade histórica: a receita perfeita para encontrar o primeiro Campeão Europeu de Futsal Feminino. E que jogo! Um jogaço, especialmente de Portugal, sempre por cima, sempre com fome de baliza. Tudo muito bonito, mas… Pois, aí é que a porca torce o rabo, é que o que realmente importa é marcar e isso a Espanha fez, mas Portugal não. Foram bolas ao lado, foram bolas por cima, foi uma Aguete imbatível, mas não entrou. E a Espanha é Campeã da Europa.
A Espanha começou a partida e foi a primeira a criar perigo, mas Ana Catarina defendeu. Portugal respondeu por Carla Vanessa, cujo remate embateu numa adversária e resvalou para a barra. E depois, logo aos três minutos, começou a tragédia lusitana. Catarina defendeu um primeiro remate, mas a bola sobrou para zona proibida e Mayte inaugurou o marcador.
Um golo madrugador que mexeu com Portugal. Sentia-se o nervosismo e a pressão. Sara Ferreira fez uma asneira de todo o tamanho – perdeu a bola de forma infantil e aproveitou Anita para aumentar para dois a vantagem castelhana.
O filme repetiu-se no minuto seguinte, desta feita com Ruta Duarte, mas Ana Catarina evitou que situação piorasse ainda mais. Pouco depois, Jenny teve uma boa oportunidade para reduzir, mas falhou o chuto e, com apenas dez minutos jogados, a Espanha chegou ao terceiro, mas com polémica.
Num ataque que deveria ter dado canto para a equipa nacional, a árbitra decretou reposição pela guardiã espanhola. Apanhadas em contra-pé, as portuguesas tiveram de recorrer à falta. O remate saiu direto, ainda houve um ressalto antes de ela entrar, mas Catarina fica mal na fotografia.
O golpe de final: 4-0 Fonte: UEFA
Pode-se dizer que o mal estava feito, mas o treinador Luís Conceição pediu um timeout e conseguiu incutir alguma tranquilidade à equipa, que começou a carburar de outra forma. Tanto assim foi, que Portugal tomou definitivamente conta do jogo e com Pisko, Cátia e Carla Vanessa a crescerem no jogo começou o festival de remates, mas, ora para fora, ora para as mãos de Aguete, manteve-se tudo assim até ao intervalo.
A segunda metade foi o expoente desse domínio nacional. As portuguesas abafaram a Espanha, que poucas vezes se aproximou da baliza à guarda de Ana Catarina, mas nunca conseguiram concretizar e, desde os falhanços de Lídia aos remates perigosos de Fifó, a bola não queria entrar. Entrou foi do outro lado, aproveitando as espanholas uma altura em que Pisko jogava como guarda-redes avançado para matar a partida.
E pronto, foi isto. A Espanha é a campeã. Mas fiquemos com a vitória moral, jogámos melhor. Ah! E a Cátia… Não podia deixar de falar dela. Que exibição! De longe a mais lúcida jogadora em campo. Ainda ofereceu uns golos, mas as colegas não estavam para aproveitar.
EQUIPAS INICIAIS
Espanha: Aguete; Isa Garcia, Ampi, Peque, Vanessa Sotelo
Portugal: Ana Catarina, Inês Fernandes, Carla Vanessa, Ana Azevedo, Pisko
O Sporting CP venceu hoje o SC Braga por 3-0 e aproximou-se do pódio da Primeira Liga. Os “leões” já não venciam em Alvalade há praticamente um mês – depois de derrotas frente a SL Benfica e Vilarreal CP – e ganharam algum oxigénio numa fase mais complicada do campeonato. E logo frente a um rival.
Para isso, Keizer fez regressar o seu onze habitual, relegando para o banco jogadores como Salin, André Pinto ou Petrovic, que defrontaram o Vilarreal. Mas mais do que trocas de jogadores, o que se destacou na equipa “leonina” foi a mudança tática, com o Sporting a entrar em campo em 3-4-1-2. Do lado do SC Braga, Abel apenas trocou Ricardo Horta por João Novais.
Um onze de continuidade contra um onze com alterações, portanto. A diferença de apostas podia fazer prever um Braga mais coeso coletivamente e foi isso que aconteceu no primeiro quarto de hora, com os bracarenses a terem mais posse e entrosamento na construção ofensiva. O primeiro remate até pertenceu aos visitantes, com Esgaio a atirar de primeira e no ar por cima da baliza “leonina”.
Ao Sporting custava a sair com bola controlada, mas “os da casa” acabaram por pegar no jogo e até com bons apontamentos. Com o acordar das claques verdes-e-brancas – que estiveram caladas nos primeiros 15 minutos – e com um primeiro remate de Dost a defesa de Tiago Sá, o Sporting começou a subir no terreno e até a fazer lembrar o saudoso “Keizerball”.
Em dois minutos foram mais duas ocasiões de perigo para o clube de Alvalade, com as tentativas de Bruno Fernandes e Wendel a serem negadas por Tiago Sá.
O Sporting tinha assim o domínio do jogo — mesmo sem rematar muito –, com um Braga tímido a aparecer de quando em vez em terrenos mais adiantados. Paulinho ainda assustou com um roubo de bola a Renan, mas o guarda-redes brasileiro conseguiu corrigir e dar espaço aos colegas para brilhar. A um em especial. Tente lá adivinhar.
Livre descaído para a direita para o Sporting. Estão Bruno Fernandes e Acuña. Dali é Acuña. Não pode ser Bruno, não é para o pé dele. Ou será que é? Não, não pode ser, aquilo está a descair mesmo para um pé esquer… é Bruno. É golo. Golaço. Arco perfeito e a bola a cair muito baixa, com Tiago Sá ainda a tocar nela.
Bruno Fernandes marcava mais um golo de livre-direto — jogador com mais golos deste género neste campeonato — e fazia explodir Alvalade mais uma vez. Mais posse e remates para o Sporting, que saia para o intervalo justamente em vantagem, numa primeira parte equilibrada.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Ora a segunda começou exatamente como acabou a primeira, com golo dos “leões”. Maradona reencarnou em Diaby e o extremo do Sporting só não fintou toda a gente desde o meio-campo porque foi travado em falta na área, pelo último de três adversários pelos quais passou em corrida. Grande penalidade para Bas Dost e o holandês não falhou, atirando para o lado contrário de Tiago Sá. 2-0 e regresso aos golos de Dost.
O segundo golo do Sporting foi um duro golpe nas aspirações do SC Braga, que foi desaparecendo mais e mais do jogo. O Sporting, mais inteligente, ia aproveitando para sair em contra-ataque usando as falhas do adversário, ou para construir a partir de trás, beneficiando da pouca agressividade bracarense e do facto de ter hoje os jogadores mais próximos no setor recuado.
Foi sem surpresa que o Sporting chegou assim ao 3-0, com bis de Bas Dost. Bruno Fernandes recebeu um lançamento da direita, cruzou para o primeiro poste e o avançado holandês no sítio certo a tocar para dentro da baliza de Tiago Sá. Três golos de vantagem e bom futebol, simples e eficaz, da equipa leonina.
Apesar de não terem existido muito mais ocasiões de golo nos últimos minutos — marcados por muitas faltas e cartões — o Sporting dominou a partida até final, até com um futebol entusiasmante e atrativo, fazendo lembrar em alguns momentos a fase inicial de Marcel Keizer ao serviço dos “leões”, conhecido por Keizerball. Vitória sem espinhas do Sporting por 3-0, que encurta assim a distância para quatro pontos para o terceiro classificado, precisamente o SC Braga.
ONZES E SUBSTITUIÇÕES
Sporting CP: Renan Ribeiro; Borja, Ilori, Coates, Ristovski; Wendel (Doumbia, 82′), Gudelj, Bruno Fernandes; Acuña, Diaby (Raphinha, 78′), Bas Dost (Luiz Phellype, 70′).
Um jogo que noutras situações seria de alto risco, mas que, aqui, em campo neutro e numa modalidade com uma repercussão mediática de maior tamanho, podia decorrer com a devida calma.
Os primeiros minutos foram equilibrados, com um primeiro pendor ofensivo das russos, mas rapidamente a Ucrânia se pôs em igualdade de circunstância. Seria até mesmo seu o primeiro lance de real perigo, ao criar uma situação de um para um com a guardiã russa, mas Ivanova esteve à altura.
Pouco depois, ao nono minuto de jogo, surgiu o golo. Um contra-ataque com uma qualidade de passe deliciosa e Danilova a rematar para inaugurar o marcador. As opositoras tentaram tomar conta da partida, mas, novamente em contra-ataque, quase sofriam o segundo num belo remate de Lebedeva.
Lebedeva faz o segundo para as russas Fonte: UEFA
Depois da ameaça, Lebedeva concretizou mesmo. À entrada dos últimos cinco minutos do primeiro tempo, numa bola parada, a russa apareceu ao segundo poste e só precisou de encostar. As russas quase chegaram ao terceiro, mas, para introduzir a bola dentro da baliza de Sahaidachna, recorreram à falta.
Ora, como era a sexta, a bola acabou do outro lado do campo num livre direto para Volovenko fixar o resultado com que as seleções iriam para intervalo em 2-1.
A partida recomeçou morna e sem nenhuma das seleções se conseguir impor. A acalmia servia bem à Rússia, que ia vendo os minutos passar e a sua liderança sem ser ameaçada. Só que, aos 8:20, a Ucrânia penetrou a defesa russa e a única forma de impedir o golo foi com falta. De nada serviu e a capitã Tytova converteu a grande penalidade para restabelecer a igualdade.
Daí para a frente, o jogo voltou a arrefecer. A Rússia ainda tentou criar algum perigo, mas o máximo que conseguiu foi um remate ao lado de Durandina. Já as ucranianas pareciam satisfeitas com a ida para a decisão nos pénaltis.
Ainda assim, foram mesmo as russas a assegurar o lugar mais baixo do podium, acertando com os seus três remates, enquanto a Ucrânia desperdiçou o último. Um resultado merecido, mas que não tinha necessidade de ter chegado tão tarde.