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SC Covilhã 3-0 FC Paços de Ferreira: Manhã brilhante para a equipa serrana

Manhã de muito sol e de muitos adeptos no estádio José Santos Pinto. Na 22.ª jornada da Segunda divisão o SC Covilhã recebeu o primeiro classificado da liga, o FC Paços de Ferreira.

A primeira parte começou com um cruzamento/remate, aos cinco minutos de jogo, do capitão do Paços, Marco Baixinho, tendo São Bento defendido de forma apertada.

Ainda que tivesse sido o Paços a originar o primeiro lance de perigo foi o SC Covilhã que marcou aos 12 minutos da primeira parte. Num grande cruzamento de Adriano, que passou por dois jogadores do Paços, e descobriu Kukula na pequena área, que subiu às alturas para marcar um belo golo de cabeça.

Apesar da boa organização do Paços e de muita luta no terreno, a defesa do SC Covilhã estava coesa e segura, o que não permitiu ao Paços criar grandes situações de perigo. Para além daquela criada aos 27 minutos, onde Barnes descobriu Tanque, que rematou com força para uma grande defesa do guardião dos serranos. Ainda que com alguns bons cruzamentos de Barnes, faltava ao Paços o momento decisivo, a finalização.

A segunda parte começou com mais um cruzamento do incansável Barnes, ao minuto 52, contudo o extremo esquerdo do Paços não encontrou ninguém na pequena área, tendo São Bento segurado sem problemas.

Aos 59 minutos, livre batido na direita por Gilberto, com Jaime a marcar o segundo para os leões da serra.

Fonte: Bola na Rede

Aos 71 minutos Mica, pela direita, descobre Kukula, que só com Ribeiro pela frente, dribla sobre o mesmo e sozinho remata para o fundo da baliza. Era o 3-0, que dava assim mais confiança e segurança à equipa da casa.

Quatro minutos depois, aos 75′, Rafael Barbosa ainda marcou para o Paços, contudo o árbitro da partida marcou fora-de-jogo.

O primeiro classificado da segunda liga perdia assim na Covilhã, num jogo seguro por parte dos serranos e onde praticamente não existiram situações de real perigo criadas pela equipa de Paços de Ferreira. O 3-0 foi assim um brinde à eficácia e segurança do clube da casa.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SC Covilhã: São Bento; R. Viera; Henrique G.; Adriano; Gilberto (Sérgio Semedo, 90’); Jaime; Tiago Moreira; Kukula (Deivison, 72’); Rodrigues; Mica; Bonani (Zé Pedro, 72’).

FC Paços de Ferreira: R. Ribeiro; Marcos Baixinho; Bruno Teles; André Leão (Gonçalo Gregório, 62’); Bruno Santos (Rafael Barbosa, 68’); O. Barnes; Fatai (Elves Balde, 46’); Christian; Luiz Carlos; Junior Pius; Tanque.

E-Prix Cidade do México: Uma corrida até ao último centímetro

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Lucas Di Grassi venceu o E-Prix do México nos últimos 10 metros da corrida ao ultrapassar Pascal Wehrlein, que ficou sem bateria antes da linha de chegada, em mais uma corrida de loucos na quinta temporada de Formula E.

A corrida mal tinha começado e Nelson Piquet Jr. choca contra Jean Eric Vergne e Alexander Sims, num acidente que causou uma bandeira vermelha e parou a corrida durante vários minutos.

Após meia hora, a corrida recomeçou com os pilotos do top 5 a ativar quase de imediato o Attack Mode, criando um comboio de cinco carros, com cerca de três segundos a separar o primeiro, Pascal Wehrlein, e o quinto, António Félix da Costa. No momento de ativar o seu segundo Attack Mode, Oliver Rowland sai mal da curva e Lucas di Grassi ultrapassa, e começa o seu ataque intenso ao primeiro classificado, Wehrlein.

Com uma volta para o final, Sebastian Buemi e Rowland ficaram sem bateria, caindo para as últimas posições, e Félix da Costa, que neste momento já estava pressionado por Mortara, aproveita, subindo ao terceiro lugar da corrida.

Di Grassi não dava descanso a Wehrlein, que, apesar de estar no limite da sua bateria, defendia-se como podia, fazendo até algumas manobras um pouco duvidosas, como cortar uma chicane para cobrir os ataques do brasileiro da Audi.

Contudo, quando parecia ter a vitória nas mãos, ao sair em primeiro da última curva, o piloto alemão da Mahindra ficou sem bateria mesmo em cima da linha de chegada, chegando em segundo atrás de Di Grassi, que, pela primeira vez esta época, liderou uma corrida, apesar de apenas serem uns cinco metros.

Félix da Costa chegou em terceiro. No entanto, o português da BMW Andretti passou para o segundo lugar após Wehrlein ter recebido uma penalização de cinco segundos por cortar a chicane enquanto se defendia de Di Grassi, o que o atirou para a sexta posição.

O último lugar do pódio foi para Mortara da Venturi, que pouco a pouco foi subindo lugares e soube manter-se longe dos problemas, conseguindo chegar a um pódio inesperado.

Na quarta posição ficou Jerome D’ambrosio, que teve uma corrida fabulosa, que tal como Mortara foi isenta de problemas, que acabou por o levar à quarta posição, que o permite manter a liderança do campeonato.

Fonte: Audi Media Center

Destaque também para os primeiros pontos de Felipe Massa na Formula E, que tem desapontado um pouco, mas que lá conseguiu um oitavo lugar.

Foi uma das corridas mais intensas que já vi. As últimas três voltas foram de loucos e só nos últimos metros de pista é que se decidiu o resultado final, o verdadeiro significado de desporto motorizado. O que acabou por sair caro a Wehrlein foi que, apesar de ser um excelente piloto, que certamente tem a velocidade, falta-lhe a experiência de alguém como Di Grassi. O brasileiro esperou até aos últimos momentos para atacar, poupando a bateria, sabendo onde a deveria gastar e como a regenerar melhor, uma demonstração espetacular de Lucas Di Grassi.

Quanto a Pascal, a velocidade está lá. Adaptou-se muito rápido ao carro. É tão bom que, apesar de ter menos uma corrida, se vencesse, subia para o primeiro lugar do campeonato. Tudo isto, num rookie da Formula E. Com lições destas é que se aprende e parece-me que o alemão vai ser um candidato inesperado no final do campeonato.

HRC Monza 0-5 SL Benfica: Encarnados regressam às vitórias e vencem grupo D

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Na quinta jornada da fase de grupos da Liga Europeia, o Benfica visitou Itália e, diante de um sempre aguerrido Roller Monza, venceu por 5-0. Resultado que permite aos encarnados regressar às vitórias após uma série negativa de dois empates e uma derrota, mas também garantir o primeiro lugar do grupo D.

O jogo arrancou a um ritmo bastante elevado e, logo nos primeiros segundos, Monza e Benfica ficaram perto de inaugurar o marcador. No entanto, nenhuma das equipas conseguiu concretizar.

Numa das primeiras transições rápidas de que dispôs, por volta dos dois minutos e meio, o Benfica abriu o ativo. Ordoñez pegou no esférico e, ao ver Adroher melhor colado, serviu o espanhol, que, com uma “picadinha”, fez o 1-0. Momentos depois, Marc Ollé ficou muito perto de restabelecer a igualdade. Volvidos alguns instantes, foi a vez de Julian Martínez não conseguir bater Pedro Henriques.

Apesar da desvantagem, o Monza estava a responder muito bem ao golo sofrido e a conseguir incomodar a baliza encarnada. Contudo, nem sempre com muito critério. Foi exatamente no seguimento de um lance deste tipo que Ordoñez recuperou o esférico e, sem grande oposição, aumentou para 2-0. 

Mesmo a perder, o Roller ia colecionando oportunidades e, não tivesse sido Pedro Henriques, a meias com a barra, Pol Franci poderia ter reduzido a desvantagem. 

Sem conseguir aproveitar nenhuma das grandes oportunidades que construiu, as águias passaram a tomar conta da partida. Porém, ao mesmo tempo, também estavam com maiores dificuldades em criar novas oportunidades de golo. Assim, os comandados de Alejandro Domínguez começaram a apostar mais em stickadas de meia distância, sobretudo através dos stick’s de Casanovas e Miguel Rocha, mas não conseguiram colher qualquer fruto.

Com o desenrolar da primeira parte, o encontro foi perdendo algum do ritmo e dinamismo dos minutos iniciais, com os períodos de posse de bola a serem mais repartidos e sem grandes chances de golo. Exceção foi um erro cometido pelo Benfica na circulação do esférico que Julian Martínez, completamente isolado, não conseguiu aproveitar. A partir deste momento, o jogo voltou a ganhar intensidade e o Monza a ser o conjunto mais perigoso. Todavia, o golo não queria nada com Julian Martínez, que, por mais uma vez, viu Pedro Henriques fechar-lhe a baliza. 

Balançada no ataque, a equipa italiana dava muito espaço nas suas costas, mas os encarnados também não estavam a conseguir usufruir dos respetivos lances. Exemplo disso foi uma situação onde Ordoñez, frente a frente com Stefano Zampoli, não conseguiu dilatar a vantagem das águias.

Chegado o intervalo, o Benfica vencia o Monza por 2-0, mas muito tinha de agradecer a Pedro Henriques e aos postes da sua baliza, pois o resultado poderia ser bastante diferente. Numa partida em que o Monza teria de ganhar para sonhar em vencer o grupo, apesar de ter disposto de um vasto leque de oportunidades, o conjunto transalpino não conseguiu concretizar. O Benfica, por seu lado, fez uso de um dos seus elementos mais fortes dos últimos tempos – as transições -, tendo construído a diferença no marcador por aí. No entanto, de uma equipa como as águias espera-se muito mais e, quando em posse, raramente conseguiu construir um lance que levasse perigo à baliza de Stefano Zampoli.

Carlos Nicolia, ainda lesionado, não pôde dar o seu contributo à equipa na deslocação a Monza
Fonte: 50esimo Minuto

O retomar da partida foi muito parecido com o início do encontro, com ambos os conjuntos a impor um ritmo muito alto e a procurarem chegar rapidamente ao golo. 

A velocidade em pista era muita, mas as oportunidades poucas. Apesar de ataques algo longos, sobretudo da parte do Benfica, nem italianos, nem portugueses estavam a conseguir dar o mesmo espetáculo da primeira metade. As defesas estavam a superar-se aos ataques. 

Em cima da marca dos trinta e cinco minutos de jogo, Vieirinha, bem posicionado, aproveitou uma defesa incompleta de Stefano Zampoli para fazer o 3-0. Pouco depois, numa recuperação de bola em terrenos avançados, Valter Neves e Ordoñez dispuseram de três chances para finalizar, mas o guardião italiano impediu um novo golo encarnado. Porém, volvidos alguns segundos, transição rápida do Benfica e Casanovas, totalmente isolado, assinou o 4-0.

A jogar em casa e sabendo que em caso de vitória venceria o grupo, o Monza não baixava os braços, mas já não estava a conseguir assustar Pedro Henriques e a defesa benfiquista da mesma forma como havia conseguido nos primeiros 25 minutos. 

Num lance ocasional e que resultou de um gesto técnico que Vieirinha não realizou na perfeição, Julian Martínez viu cartão azul por enganchamento sobre a jovem águia. No respetivo livre-direto, Zampoli negou o golo a Adroher. 

Pela primeira vez em situação de superioridade numérica, o Benfica não precisou de muito tempo para marcar e, na sequência de uma jogada de insistência de Adroher, Valter Neves fez o 5-0. Golo que o capitão dos encarnados fez questão de dedicar ao seu pai que faleceu na última semana. 

Com a vitória no jogo e no grupo D alcançada, as águias passaram a gerir jogo, começando a pensar no clássico da próxima quarta-feira no Dragão-Caixa. Encontro que o Benfica tem obrigatoriamente de vencer se quiser, pelo menos, continuar a sonhar com o título, ainda que muito remotamente. 

Finalizado o encontro, o Benfica venceu o Monza por 5-0. Resultado que se aceita devido à maior eficácia demonstrada pelos encarnados durante os 50 minutos e à enorme quebra do conjunto italiano na segunda parte. As águias venceram bem, mas não podem apenas estar dependentes de golos através de transições rápidas. Tal como no encontro da jornada inaugural da fase de grupos em Lisboa, a equipa do Roller Monza deixou uma boa imagem, sobretudo na primeira parte. Fase do jogo onde foram muito perigosos, mas não conseguiram concretizar. Nota ainda para a estreia do jovem João Maló nos derradeiros minutos da partida.

Assim, com esta vitória, o Benfica assegurou o primeiro lugar do grupo D, tendo alcançado os treze pontos. No grupo A, a Oliveirense acabou por ser surpreendida em terras gaulesas e por perder contra o HC Quévert por 4-2. Derrota que obriga a União a ter de vencer na última jornada, em casa, os italianos do Follonica para seguir em frente. No grupo B, o Sporting confirmou a conquista do primeiro lugar com um anormal, tendo em conta a natureza na modalidade, empate a 0-0 contra o Forte dei Marmi. No grupo C, o Porto acabou por ceder um empate a 4-4 diante dos franceses do Saint Omer. Divisão de pontos que, em conjunto com a vitória caseira do Reus Deportiu contra o Amatori Lodi por 6-3, faz com que a definição do primeiro lugar do grupo fique adiada para a derradeira jornada. Contudo, o Porto já tem a presença garantida nos quartos de final. Reus e Lodi ainda lutam pela qualificação.

Na Liga Europeia feminina, nota para a eliminação do Benfica, a única equipa portuguesa que ainda estava em prova. Apesar de ter vencido em Lisboa o Voltregà por 2-1, acabou por perder por 3-1 na visita a Espanha. 

EQUIPAS

HRC Monza: 1-Stefano Zampoli (GR), 2-Matteio Zucchetti, 4-Marc Ollé, 6-Julian Martínez e 21-Pol Franci; Jogaram ainda: 3-Pietro Lazzarotto, 7-Matteo Galimberti e 44-Davide Nadini

SL Benfica: 1-Pedro Henriques (GR), 3-Albert Casanovas, 4-Diogo Rafael, 7-Jordi Adroher e 9-Lucas Ordoñez; Jogaram ainda: 2-Valter Neves (CAP.), 8-João Maló, 44-Miguel Rocha, 74-Vieirinha

FC Porto 2-0 Vitória FC: Com os artistas em greve, cumpriram-se os serviços mínimos

Com Pepe no banco, Militão deslocado para o meio e Manafá a fazer a estreia a titular sobre o lado direito da defesa, o FC Porto voltou às vitórias, frente a um Vitória FC de tração atrás, que nunca incomodou verdadeiramente Casillas.

Se o jovem lateral deu boas indicações para o futuro, na frente as ausências de Marega e Brahimi continuam sem resolução a cem por cento. Para piorar o cenário atual, Danilo saiu uma vez mais lesionado e Soares falha a visita a Tondela. Tudo o que pode correr mal, corre ainda pior, pensará Conceição. Valeu o resultado, alcançado com golos de Herrera e Tiquinho.

Uma rápida e incisiva reação à perda da bola, aliada a uma pressão alta e forte sobre um Vitória FC já de si com uma estratégia altamente defensiva, foram os condimentos essenciais para um dragão que precisava de resolver as coisas cedo para não entrar em crises existenciais. Daí até ao golo de Herrera foi um quarto de hora de distância.

Obrigado a circular a bola pelos três corredores na procura de uma brecha na fechada linha defensiva sadina, foi graças a uma incursão de Corona sobre a esquerda que os homens mais recuados da equipa de Sandro se desmobilizaram. O mexicano ainda serviu Adrián López, mas o remate foi bloqueado e caiu direitinho na cabeça do capitão portista, Herrera, que atirou facilmente para o primeiro.

Já agora, e porque as peças azuis e brancas foram alvo de uma pequena revolução no que aos posicionamentos diz respeito, convém sublinhar que Corona surgiu ao lado de Soares, mas vagueou por todo o ataque, ao passo que Otávio, outra das novidades, encostou à direita, combinando muitas vezes com Manafá. Adrián, autor do golo da esperança em Roma, mereceu novamente a confiança do técnico e manteve a titularidade.

Soares viu o quinto amarelo e está fora do próximo jogo
Fonte: Bola na Rede

Sem abrandar, mas aparentemente mais solto depois de chegar ao golo, o FC Porto viu ainda as tentativas de Telles e de Soares pararem, primeiro, nas mãos de Cristiano e, depois, a poucos centímetros da trave sadina. Foi já no término da primeira parte que o desenho ensaiado na cabeça de Óliver (entretanto chamado para render o lesionado Danilo) acabou transportado para os seus pés, mas Corona não finalizou da melhor maneira uma bela triangulação que teve ainda Manafá com intermediário.

Sem ver a vantagem mínima ameaçada, mas consciente de que era preciso mais, o FC Porto voltou dos balneários com a mira na baliza de Cristiano, mas uma vez mais a “fase das bolas na trave” como apelidou Conceição a este período de menor fulgor, ainda não se afastou da equipa portista. Nova jogada com o cunho de Óliver, a picar sobre a defesa para uma receção monstruosa de Corona, que rapidamente cruzou ao segundo poste, mas o cabeceamento de Adrián, em suspensão, foi travado por uma enorme mancha do guardião setubalense.

Sem capacidade para criar perigo, a formação visitante viu tudo piorar quando Éber Bessa tentou ludibriar Nuno Almeida dentro da área e acabou expulso. O erro ganhou maior proporção já que, logo a seguir, Soares acabou com as dúvidas, ao responder com categoria a um cruzamento largo de Alex Telles. Era a machadada no resultado, que não engordou porque os portistas decidiram dar uso à velocidade de cruzeiro. O objetivo principal estava salvaguardado, numa fase em que a margem de erro é nula.

Onzes e substituições

FC Porto: Casillas, Manafá, Felipe, Militão, Alex Telles, Danilo (Óliver, 30′), Herrera, Otávio (André Pereira, 61′), Corona, Adrián López (Fernando, 77′) e Soares

Vitória FC: Cristiano, Cascardo, Artur Jorge, Vasco Fernandes, Sílvio, Nuno Valente, Éber Bessa, Semedo, Berto (Mano, 74′), Mendy (Sekgota, 69′) e Cádiz (Valdo, 78′)

Assegurar o futuro no presente: A importância da formação

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João Félix, Florentino Luís, Ferro, Jota, Gedson e Zlobin são as novas estrelas do reino encarnado! Esta realidade só é possível pelo poder imbatível da formação do SL Benfica, de onde são originários estes e tantos outros jogadores, como Kalaica, Pedro Álvaro, Benny, Tiago Dantas, José Gomes e Umaró Embaló, atualmente num patamar evolutivo muito amadurecido, e por onde passaram Ederson, Nélson Semedo, Lindelof, Oblak, Bernardo Silva e João Cancelo, que deram o salto para os grandes tubarões europeus.

O processo de formação é simples e envolve muito trabalho por trás. Componentes como o talento, técnica, sorte, empenho e motivação são indispensáveis para garantir o futuro do clube que mais aposta na formação em Portugal e que mais resultados tem produzido com a cantera. É extraordinário pensar nos resultados que têm sido conseguidos e que, podem ou não, dependendo dos casos, levar à promoção à equipa principal ou à contratação para outros mercados, por norma mais desafiantes e estimulantes.

O jogo com o Galatasaray SK foi a prova viva da importância da formação encarnada e dos frutos que, ano após ano, está a colher. Como se isso não bastasse, foi Bruno Lage quem acreditou no lançamento de seis talentos vindo do Caixa Futebol Campus – se juntarmos Rúben Dias e Yuri Ribeiro – no onze inicial e numa prova muito exigente. É Bruno Lage o autor deste feito e, a meu ver, não poderia ser outro treinador, uma vez que Lage é o um dos principais conhecedores do talento que a formação oferece, fruto da sua experiência a orientar os juniores e, mais recentemente, na época passada, a equipa B.

Porém, o mérito não é só de Bruno Lage, e aqui não se pode esquecer de Renato Paiva, Luís Nascimento, João e Luís Tralhão, e toda a estrutura que está por trás e que potencia aos jogadores um espaço de aprendizagem e evolução que nenhum outro clube oferece da mesma forma que o Benfica o faz.

Sob o comando de Renato Paiva, poderemos estar a olhar para a equipa B como o futuro do Sport Lisboa e Benfica, onde brotam talentos como Willock, Nuno Santos, Pedro Álvaro e Zé Gomes, entre muitos outros
Fonte: SL Benfica

É certo que a maturidade do jogador, tal como a sua motivação e vontade de aprender e evoluir, também conta e é isso que os leva à etapa seguinte. Atualmente, vemos seis jovens a brilhar na equipa principal, mas no passado muitos mais foram “lançados às feras” e com bastante sucesso. A maior parte deles seguiu o sonho europeu, após passar primeiro pela equipa principal do Benfica, que serviu e serve presentemente de montra para palcos muito mais exigentes e que todos pretendem alcançar um dia.

O mérito é de todos os envolvidos: os jogadores que lutam e trabalham cada vez mais, os treinadores que os orientam e preparam devidamente, a estrutura altamente organizada para receber os novos talentos e, claro, a equipa principal, que procura olhar para a formação como o futuro. É com esta ideia de base que se deve analisar e olhar com muita atenção para as promessas que todos os anos brotam da cantera, como parte de um projeto devidamente integrado e de grande relevância para as águias.

No futuro, todos estes terão o seu lugar de destaque e a lista de talento de grande qualidade e maturidade é extensa. Acredito que isso acontecerá mais tarde ou mais cedo. Para já, ficamos espantados com a classe de João Félix ou a qualidade no desarme de Florentino, mas não se pode esquecer de Tiago Dantas, José Gomes, Pedro Álvaro, entre muitos outros, que não estando na equipa principal, surgem como nomes de destaque na formação encarnada.

Apesar de se estar a viver o presente em 2019, o Sport Lisboa e Benfica prepara com a máxima urgência o futuro para daqui a cinco/dez anos, com as pérolas Made in Seixal, um projeto que, clubismos à parte, nos deve fazer (re)pensar o futebol que se pratica nos dias de hoje e a forma como se prepara a carreira de um jogador, desde a formação até aos anos gloriosos que terão a oportunidade de viver mais tarde.

Foto de Capa: SL Benfica

Rafael Leão: Felino encontrou nos Dogues o seu habitat natural

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É uma das promessas da brilhante geração portuguesa de 1999 e começa a dar cartas lá fora, sem antes ter exibido todo o seu potencial no nosso campeonato (Diogo Dalot e Domingos Quina são outros exemplos). Abandonou o Sporting CP, seu clube desde tenra idade, na sequência do ataque à academia de Alcochete e, turbulências à parte, tem conseguido vingar em França.

O seu arranque no Lille OSC não foi fácil. A atribulada rescisão de contrato com o clube de Alvalade proibiu-o de disputar os primeiros desafios da temporada do clube e, depois de ultrapassadas as questões burocráticas, alguns problemas físicos adiaram-lhe a estreia. A 27 de outubro, estreou-se a titular e apontou o golo da vitória dos Dogues sobre o SM Caen. A partir daqui, foi escolha regular de Galtier, quer jogando de início, quer partindo do banco, num muito móvel ataque do Lille.

A felicidade de quem vive um bom momento
Fonte: LOSC

Vive atualmente o seu melhor momento, assim como a equipa. Leão leva seis golos nos últimos sete jogos para o campeonato, a equipa vai numa série de cinco vitórias consecutivas e está confortavelmente no segundo lugar, com três pontos de avanço para o Olympique Lyon e nove para o Marselha (com menos um jogo que ambos). O primeiro lugar é apenas uma miragem, mas uma presença na Liga dos Campeões parece bem encaminhada e será a cereja no topo do bolo para a excelente época do Lille.

Voltemos a Rafael Leão. O português tem atuado na posição onde, a meu ver, melhor encaixa: o centro do ataque. Com passada larga e muita velocidade, é forte no aproveitamento do espaço nas costas da defesa adversária e encaixa na perfeição no jogo de transições da equipa. Apesar de ter alguma displicência corporal e um estilo algo ‘molengão’, consegue driblar com facilidade e tem sido letal em zonas de finalização, sendo que até já o apelidam de “Mbappé português”. Se melhorar o jogo de cabeça, pode ser um caso sério de “ponta de lança de Futebol moderno”. A escolha da Ligue 1 não podia ser mais acertada, uma vez que a maior parte das equipas privilegia a verticalidade ofensiva, cenário que potencia as características de Leão.

A consistência da equipa também ajuda. Defensivamente, é muito competente, com José Fonte a comandar a defesa, e o duplo pivô Xeka-Thiago Mendes a fazer bem a ligação defesa-ataque. Daqui para a frente, o ataque mais entusiasmante da temporada na Ligue 1: Pépé a partir da direita (16 golos e 10 assistências), Bamba a partir da esquerda (9 golos e duas assistências) e Ikoné no apoio a Leão. Quando estão nos seus dias, são completamente intratáveis. Formam o ataque mais móvel e mais jovem (média de idades de 21 anos) da competição e, numa equipa rápida de processos, fazem das transições o seu habitat natural.

Creio que 2019 será o ano de afirmação de Rafael Leão no Futebol francês. Será o ano de estreia pela seleção A portuguesa? A manter esta forma, acredito que sim. A dúvida está em perceber se será aposta de Fernando Santos antes ou apenas após o Mundial sub-20, que a fantástica geração de 1999 tentará juntar aos europeus sub-17 e sub-19. Pode vir a ser o falso ponta de lança que a seleção tanto precisa, e será certamente importante na fase pós-Cristiano Ronaldo.

Se se mantiver sempre focado no Futebol e se tomar as melhores decisões, será imparável.

Rafael, um Leão de Portugal para o mundo.

Foto de capa: Lille OSC

Portugal 65-5 Polónia: Lobos ultrapassam obstáculo rumo ao play-off

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Decorreu em Setúbal o jogo entre as selecções de Portugal e da Polónia em rugby, no que foi o primeiro jogo da selecção nacional a contar para o Rugby Europe Trophy 2018-19, competição que ganhou o ano passado com distinção, tendo vencido todos os jogos em que participou.

Com os olhos postos em novamente disputar o play-off que dará acesso ao Rugby Europe Championship, Portugal é tida como uma das selecções favoritas numa prova que conta ainda com as seleções da Holanda, a Suíça, República Checa, Lituânia, e a Polónia que chegou a Portugal já com vitórias sobre a Lituânia (33 – 0) e República Checa (41-22).

Com a responsabilidade acrescida de ser o campeão em título, a selecção nacional – conhecida por “Lobos” -, desde cedo demonstrou que queria ganhar a uma selecção da Polónia que, aparentemente, seria superior aos portugueses fisicamente. Apostando na rapidez, Portugal forçou a Polónia a cometer erros defensivos que garantiram os primeiros 12 pontos ainda antes dos 20 minutos, todos eles convertidos exemplarmente por Jorge Abecasis.

O primeiro ensaio da partida chegou pelas mãos de Jean Sousa aos 30 minutos transformado por Abecasis que marcaria mais uma penalidade de seguida (22-0). Antes da saída para o intervalo o formação João Belo conquistou mais cinco pontos para os Portugueses (27-0).

Portugal voltou para a segunda parte do jogo em vantagem numérica, devido a um amarelo mostrado a um jogador polaco, com a mesma disciplina tática que tinha demonstrado na primeira parte, colocando assim o talento individual de cada jogador ao serviço de um colectivo que nunca deixou de surpreender a todos os que assistiram ao jogo no Complexo Municipal de Setúbal. Jogando com inteligência e espírito de grupo, e aproveitando o desgaste quer físico quer psicológico da equipa adversária, o capitão Salvador Vassalo fez mais um ensaio colocando Portugal a vencer por 32 – 0.

Contra a corrente do jogo e fruto de um lapso defensivo, a Polónia fez um ensaio, que teve pronta resposta por parte de Manuel Marta que numa jogada individual, fez o 37 – 5 para Portugal, conquistando assim o ponto bónus ofensivo para os Lobos, que pode ser vital para um acesso ao play-off.

Rodrigo Marta, Duarte Diniz, António Cortes, numa jogada inteligente e aparatosa ao mesmo tempo, Salvador Vassalo com transformações de Abecasis, que esteve irrepreensível durante todo o jogo, levaram o resultado aos 65-5, o que garantiu ao colectivo nacional 5 pontos na sua estreia na competição.

Fonte: Isabel Silva/Bola na Rede

No final o seleccionador nacional Martim Aguiar mostrou-se satisfeito com a vitória, tendo no entanto admitido que o grande obstáculo a ultrapassar rumo ao play-off é a seleção da Holanda, que Portugal irá defrontar já no próximo dia 9 de Março em território holandês.

ONZES INICIAIS E SUPLENTES

1 – João Vasco Corte Real 2 – Nuno Mascarenhas 3 – Diogo Hasse Ferreira
4 – José D’Alte 5 – Jean Sousa 6 – João Granate 7 – Salvador Vassalo (Capitão)

8 – Vasco Baptista 9 – João Belo 10 – Jorge Abecasis 11 – António Cortes

12 – Tomás Appleton 13 – Rodrigo Freudenthal 14 – Rodrigo Marta 15 – Manuel Marta

Suplentes: 16 – Bruno Rocha 17 – Duarte Diniz 18 – José Rebelo de Andrade 19 – Sebastião Villax 20 – Martim Cardoso 21 – Vasco Ribeiro
22 – António Marques 23 – Francisco Bruno.

 

Texto de Jorge Gomes
Foto de Capa: Fonte: Isabel Silva/Bola na Rede

A magia de Oliver Torres não enfeitiça Sérgio Conceição

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O ano de 2019 não tem sorrido ao FC Porto que, neste arranque, já perdeu a Taça da Liga, somou três empates para o campeonato e, mais recentemente, conheceu o sabor da derrota na liga milionária, diante do Roma.

Feitas as contas, o FC Porto não atravessava um momento tão delicado desde a derrota com o Benfica, em outubro.

No mercado de inverno chegaram os reforços, mas enquanto decorre o processo de adaptação, e as coisas não correm bem, a culpa vai sempre para o treinador, que nem sempre toma as decisões mais compreensíveis.

Uma delas é a não utilização de Oliver Torres, que chegou ao FC Porto em 2014/2015, por empréstimo do Atlético de Madrid, numa época em que marcou sete golos em 40 jogos. Uma temporada depois, o espanhol regressou a Portugal e continuou a encantar os adeptos com mais uma época bem conseguida: 39 jogos, com três golos apontados.

Tudo indicava o casamento perfeito entre Oliver e o FC Porto, que acionou o poder de compra, e confirmou a transferência por cerca de 20 milhões. E quando tudo indicava o contrário, começou a falta de espaço e oportunidade do jogador…

Aos 23 anos, o médio é um dos jogadores que tem maior capacidade de fazer a diferença nos dragões. Com uma qualidade impar, o espanhol tem uma visão de jogo que lhe permite descobrir espaços que ninguém tinha visto. Rápido a decidir, não só não perde a bola, como consegue coloca-la, com qualidade, nos colegas da zona dianteira.

A defender também tem correspondido, não perdendo a bola com facilidade, e sem cometer muitas faltas no processo de recuperação. No entanto, para fazer face às qualidades surge o maior defeito do espanhol: o remate. Não só não tem sido certeiro, como nem sempre é a melhor decisão.

Oliver Torres diante do SC Braga, no jogo da primeira volta, em que o FC Porto venceu por 1-0, no Dragão
Fonte: FC Porto

Ainda assim, aquilo que o Oliver falha não é nada comparado com o que dá em campo à equipa. É pequenino, mas, em muitos jogos, leva a equipa ao colo. No entanto, não é uma opção constante para Sérgio Conceição. São poucos os jogos que é titular e quando o é dificilmente faz os 90 minutos. É sempre uma opção para sair. E quando não é titular, é uma opção quase descartada para entrar no decorrer.

Torna-se incompreensível como é que numa equipa como o FC Porto, que ainda não encontrou as armas necessárias para o setor ofensivo, se desperdiça o talento do médio capaz de fazer a diferença em qualquer jogo, a qualquer momento.

 

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Apostas na Rede | 10 jogadores que passaram por Sporting CP e SC Braga

Teoricamente arredado da luta pelo título, o Sporting CP de Marcel Keizer agarra-se agora à esperança de qualificação para o 2.º lugar que dá acesso aos milhões da Champions League. O próximo adversário dos leões é o SC Braga, de Abel Ferreira, que ocupa o lugar imediatamente acima dos leões.

Para além da rivalidade que se tem acentuado ao longo dos último anos, com a emergência do clube minhoto no panorama futebolístico nacional, os dois clubes têm partilhado vários jogadores que se destacaram ao serviço de um ou de outro clube.

Vamos analisar dez jogadores que passaram por Sporting e Braga e dar a nossa opinião sobre o clube onde se destacaram mais.

É certo que vamos deixar de fora alguns nomes como João Vieira Pinto, João Alves, Luís Filipe, Elpídio Silva, Luis Aguiar e até André Pinto ou Battaglia, mas tentámos abordar casos mais mediáticos e recentes.

Vamos a isso?

Sporting CP 6-1 SL Benfica: Eficácia leonina causa primeira derrota ao rival

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Sporting CP e SL Benfica, este sábado, defrontaram-se para a jornada 19 da Primeira Liga de Futsal.

Um jogo que por si só era histórico por ser o centésimo jogo disputado pelos eternos rivais de Lisboa. Os “leões” queriam encurtar distância e ficar apenas a dois pontos do SL Benfica. Já os “encarnados” vinham ao terreno sportinguista com o objetivo de continuar invictos na competição e líderes isolados do campeonato.

Houve tempo ainda para uma homenagem a João Matos por ter realizado 500 jogos oficiais, feita ao capitão do Sporting CP antes do grande dérbi.

O jogo teve um início equilibrado para as duas equipas, como já era esperado num grande dérbi, com disputas de bolas ganhas por ambas as formações no meio do campo. As equipas a serem muito cautelosas nestes momentos iniciais, que resultou em poucas oportunidades de perigo.

Quando o SL Benfica tentava ser mais perigoso com alguns remates à baliza de Guitta, foi o Sporting CP que chegou com mais perigo com Erick a fazer um chapéu ao guarda-redes Roncaglio, mas a sair ao lado.

Ambos os guarda-redes foram fundamentais na construção das jogadas das suas equipas, principalmente com a sua especialidade de cinco para quatro, e isto a tornou-se perigoso, sobretudo para o Benfica.

Ao minuto quatro, um insólito na partida quando o jogo ficou parado para a assistência a um dos árbitros do jogo. De seguida, André Coelho e Fits tentaram a sua sorte ao rematar à baliza, mas Guitta estava atento. Porém, no melhor pano cai a nódoa. Ao minuto seis, o guarda-redes do Sporting CP não consegue defender um remate teoricamente fácil de André Coelho e acaba por fazer um “frango”, como se diz na gíria. O SL Benfica ficava em vantagem por 0-1 e havia festa na bancada dedicada aos adeptos do Benfica.

A vantagem durou muito pouco, pois, ao minuto sete, Cavinato, com uma insistência pelo lado direito do ataque, remata para a defesa de Roncaglio e Dieguinho estava à boca da baliza para aproveitar o ressalto e marcar. Estava reposta a igualdade no marcador (1-1).

Como um golo nunca vem só, o segundo do Sporting CP viria logo no minuto seguinte. Uma desatenção grave de Roncaglio causou um livre indireto, que foi concretizado com sucesso pelos “leões”. Numa jogada estudada, Merlim passou para Pedro Cary, que, no lado direito do ataque, não teve problemas em finalizar um golo fácil.

O jogo revelava-se muito faltoso e, na primeira parte, verificou-se um placar de 5-5 em faltas. Ao minuto 18, uma falha inacreditável do Benfica de Robinho, que tinha só de encostar e de baliza aberta conseguiu falhar.

A faltar 1.33 para o final, os ânimos exaltaram-se no pavilhão com Cardinal e Rafael Henmi a envolverem-se numa confusão bastante grave. Os adeptos de ambas as equipas estiveram mal logo após este incidente, com insultos graves. O resultado final desta confusão foi cartão vermelho para ambos os jogadores.

Houve ainda tempo para Guitta salvar um golo quase certo de Fábio Cecílio, com uma defesa incrível de cabeça quando o relógio marcava apenas um segundo para o término do primeiro tempo. Com esta defesa importante, as equipas para intervalo com vantagem leonina por 2-1.

Diego Cavinato marcou um dos golos da vitória do Sporting CP por 6-1 contra o SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

A segunda parte começou mais contida do que a primeira, com o Benfica a arriscar tudo com o seu guarda-redes, Roncaglio, subido, mas de nada serviu para as pretensões benfiquistas. Este segundo tempo levou a equipa da Luz ao seu pior pesadelo, que parecia quase certo.

A faltar 09.51 para o final, o Sporting CP fez o 3-1 por Pany Varela. Após uma insistência no lado esquerdo do ataque leonino, surge o cruzamento. A bola ainda ressalta num jogador do Benfica e acaba por ir para dentro da baliza de Roncaglio. O Sporting CP continuava forte e não dava hipóteses ao SL Benfica de se aproximar no marcador.

Ao minuto 15, depois de uma grande jogada coletiva do Sporting CP, Diego Cavinato ficou isolado na cara de Roncaglio e fez aquilo que melhor sabe: marcar golos. O Sporting CP aumentava assim a vantagem para três golos e no marcador do pavilhão via-se 4-1 a favor dos sportinguistas.

O SL Benfica tentava, ainda assim, chegar a um resultado menos volumoso, mas a tentativa de cinco para quatro com Roncaglio não resultou na perfeição. A verdade é que neste jogo esta tática não teve mesmo efeito nenhum no adversário. O mesmo não aconteceu para o lado dos “leões” quando, na primeira tentativa de cinco para quatro, conseguiram mesmo o golo, o quinto no jogo. Dieguinho, ao minuto 19, finalizou ao segundo poste uma bola rematada da direita do ataque leonino.

Ainda havia tempo para o guarda-redes do Sporting CP, Guitta, marcar um grande golo de baliza. O relógio mostrava ainda 25 segundos para jogar nesta partida. Era o sexto na partida e estava assim sentenciado o jogo. A equipa do SL Benfica acabou o jogo desgastada e sem ideias para conseguir encontrar o caminho para a baliza defendida por Guitta.

O resultado de 6-1 foi mais do que justo de uma equipa verde e branca que fez da eficácia o seu melhor trunfo para este centésimo jogo entre os rivais de Lisboa. O Sporting CP encurta assim distâncias para o líder do campeonato, SL Benfica, e está agora a apenas dois pontos do eterno rival.

CINCOS INICIAIS

Sporting CP: Guitta, Leo, Erick, Pedro Cary e Cardinal

SL Benfica: Roncaglio, Tiago Brito, Fábio Cecílio, Torra e Fernandinho