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Olheiro BnR – Rúben Lameiras

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O outro Rúben que procura sair do anonimato em Inglaterra

O futebolista português está na moda, em Inglaterra! De Rúben Neves a Bernardo Silva, passando por Diogo Jota e sem esquecer João Moutinho, vários são os exemplos que, semana após semana, têm vindo a atestar a sua qualidade naqueles que são os mais prestigiados relvados do «desporto-rei» do Reino Unido.

Todavia, nem só de Premier League vive o futebol inglês; longe dos principais palcos, e algo ofuscado pelo mediatismo dos seus compatriotas, o médio/extremo Rúben Lameiras tem surgido num ótimo momento na terceira divisão inglesa (League One).

O «protesto» pela afirmação em Plymouth

Ao serviço do Plymouth Argyle F.C., formação cuja alcunha, Pilgrims, reporta à denominação dada a um grupo religioso protestante que, nos finais do séc. XVI, embarcara rumo ao «Novo Mundo» – atual Nova Inglaterra, EUA.

O esquerdino Rúben Lameiras tem conseguido explanar o seu futebol no condado de Devon
Fonte: Plymouth Argyle F.C.

Contabilizando, até ao momento, um total de 27 partidas e tendo marcado dez golos, cinco dos quais (alcançados durante o passado mês de janeiro) tiveram influência direta no ganho de nove pontos por parte da sua equipa, o português que enverga a camisola número 11 dos Pilgrims mereceu, por conseguinte, o destaque da Professional Footballers’ Association (PFA) com a atribuição do galardão Fan’s Player of the Month Award do respetivo mês.

Ainda que o atual estado de graça vivenciado por Rúben Lameiras não o deixe transparecer, o começo da sua caminhada em Plymouth fora intermitente, e apenas cinco meses volvidos após a sua contratação, o jovem (então com 22 anos) esteve na iminência de sair do clube na reabertura do mercado, tendo inclusivamente sido autorizado a realizar testes no Oldham Athletic em dezembro.

Porém, um encontro disputado no dia anterior à véspera de Natal – curiosamente, ante o Oldham Athletic –, no qual o médio esquerdino fizera sobressair a sua criatividade acabaria por modificar a sua condição no conjunto orientado pelo escocês Derek Adams: foi titular nos restantes 23 encontros relativos à League One, marcou cinco golos e totalizou nove assistências.

Assim, aos 24 anos, o médio canhoto que passou pela formação do Tottenham Hotspur parece ter atingido a sua maturidade, complementando o seu talento com uma regularidade exibicional nunca antes apresentada. Por conseguinte, será apenas uma questão de tempo até que este atleta possa demonstrar o seu valor em patamares mais elevados do futebol inglês.

 

Foto de Capa: Plymouth Argyle F.C.

Varzim SC 0-1 SL Benfica B: Encarnados sem estrelas brilham na Póvoa

Varzim SC e SL Benfica B disputaram, este sábado no Estádio do Varzim Sport Club, a partida inaugural da 22ª jornada da Segunda Liga Portuguesa. O conjunto encarnado acabou por levar a vitória pela margem mínima, regressando desta forma às vitórias.

Num jogo marcado pela falta de capacidade da equipa da casa em entrar no último terço do terreno, foi o Benfica B que dispôs das melhores oportunidades do jogo. Mesmo sem as principais figuras da equipa o conjunto liderado por Renato Paiva conseguiu ultrapassar as dificuldades para arrecadar os três pontos.

O jogo começou com as duas formações a explorarem o terreno e a procurarem construir a partir de trás, mas sem situações de perigo já que havia dificuldade em penetrar o último terço de terreno de parte a parte.

A primeira chance com perigo da partida foi do Benfica B com Willock a cruzar da direita para a cabeça de Nuno Santos que toca para Saponjic cabecear para defesa com segurança de Emanuel.

Saponjic teve outra oportunidade de marcar ao minuto 30 com um bom remate já dentro da grande área a obrigar Emanuel a uma defesa apertada para canto. Bem o sérvio, a procurar sempre a baliza e a dispor das melhores oportunidades dos encarnados.

À passagem do minuto 40 foi a vez de Willock tentar inaugurar o marcador no Estádio do Varzim Sport Club. O jovem inglês só com Emanuel pela frente tentar fazer a bola passar por baixo das pernas do guardião, que estava atento, ficando com a bola.

Mesmo antes da recolha para os balneários Saponjic ainda teve outra oportunidade de alvejar a baliza dos poveiros. Willock viu a desmarcação do sérvio e serviu-o para este rematar mal e ao lado do alvo.

Numa primeira parte dominado pelo Benfica B, que teve as chances de perigo, o Varzim ainda dispôs de uma chance no último lance da primeira parte com Estrela a cabecear ao lado da baliza de Fábio.

Bernardo e João Amorim lutam pela posse de bola
Fonte: Liga Portugal

A segunda parte reatou com muitas interrupções. Predominava o jogo físico e as equipas a não conseguirem evitar as faltas. As equipas médicas tiveram que entrar por diversas vezes em campo para assistir jogadores com mazelas destes lances mais agressivos.

Primeira oportunidade do Varzim de visar a baliza de Fábio. Rui Pedro a aparecer em boa posição e a rematar contra a oposição. No contra-ataque foi Bernardo que, de fora da área, rematou forte para defesa de Emanuel para quanto.

O primeiro golo do jogo acabaria por chegar ao minuto 78 por intermédio de Chris Willock. O jogador britânico já se tinha mostrado inconformado com a tendência do jogo e a não desperdiçar. Ganhou na corrida à oposição e rematou sem hipótese de defesa de Emanuel.

O Varzim SC mostrou muitas dificuldades em penetrar o último terço do terreno. Recorria, por norma, às alas, já que não conseguia entrar pelo centro e não havia presença no centro da grande área para responder aos cruzamentos.

Antes do apito final, o Varzim conseguiu chegar mais próximo da baliza do Benfica B. O destaque vai para um cabeceamento de Chérif à malha lateral da baliza dos encarnados, após um canto batido por Rui Coentrão.

Assim sendo, o SL Benfica B sobe provisoriamente à terceira posição do campeonato e Varzim mantém-se na 12.ª posição à espera dos resultados dos jogos Arouca, Sporting da Covilhã, Braga B e Vitória SC B para ver se mantém esta posição ou se desce.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Varzim SC: Emanuel, Amian, Pavlovski, João Amorim, Mário Sérgio, Vasco Rocha, Jeferson, N. Agra, Estrela, Rui Coentrão, Rui Pedro

SL Benfica B: Fábio D., Willock, Bernardo, Frimpong, Saponjic, Benny, Kalaica, N. Santos, Alex Pinto, Vukotic, Zec

Ucrânia 1-5 Portugal: Duelo ibérico na final

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Nesta segunda meia-final, que decidia quem se ia juntar ao outro finalista já conhecido a Espanha, encontraram-se duas grandes equipas. Entre as quatro melhores seleções europeias de futsal feminino estão a Ucrânia e Portugal, reunidas no fantástico pavilhão multiusos de Gondomar, que já em 2007 tinha sido palco do campeonato europeu masculino da modalidade. Tudo isto se sucedeu perante umas bancadas completamente cheias, num apoio constante às nossas atletas.

Como já seria de esperar, a equipa portuguesa assumiu as despesas do encontro, com muitos remates à mistura, sempre travados pela guardiã da equipa do leste europeu. A formação ucraniana apostava nos contra-ataques rápidos como arma para tentar bater a recém-eleita melhor guarda-redes do mundo, Ana Catarina.

Ainda na primeira parte e após uma sucessão de ameaças à baliza contrária, conseguimos mesmo o primeiro golo neste complicado encontro, aproximadamente aos 14 minutos. Uma boa jogada, culminada com um remate ao poste e uma finalização fácil à boca da baliza de Janice Silva. Fácil devido ao bom posicionamento do jogadora nacional do SL Benfica, tendo total mérito por ter antecipado o local onde poderia parar o esférico após o contacto com o poste.

Daqui, até ao término da primeira parte, o resultado não mais se alterou, apesar de mais um punhado de boas ocasiões das nossas jogadoras, sendo de destacar o livre de dez metros de Carla Vanessa, a penalizar a sexta falta das ucranianas, livre esse que saiu ligeiramente por cima da barra.

Ao intervalo, o marcador registava 1-0 favorável às nossas senhoras, num resultado excessivamente magro face ao domínio absoluto de Portugal. Que grande exibição das comandadas de Luís Conceição. Só que, aos 22 minutos, a Ucrânia provou o porquê de ser uma equipa perigosa, pois, numa das primeiras vezes em que se acercou da baliza portuguesa com perigo, num contra-ataque letal, Sidorenko marcou o golo do empate e gelou as bancadas do multiusos gondomarense.

A 12 minutos e meio do fim do encontro, Fifó mostrou porque é uma das melhores jogadoras do mundo, apesar dos seus 18 anos. Numa brilhante jogada individual, conseguiu bater a inspirada guardiã da Ucrânia e devolver a vantagem a Portugal (2-1). A inoperância e inexistência ofensiva da Ucrânia persistiam e Portugal aproveitava, nomeadamente para tentar o 3-1, que surgiu a 7.22 do fim, através de Carla Vanessa.

O público presente no pavilhão multiusos de Gondomar esteve magnífico no apoio a Portugal
Fonte: UEFA

Com este golo, sentia-se que a final estava cada vez mais perto, até porque a nossa adversária estava tapada com cinco faltas, significando que uma nova falta daria um livre direto às portuguesas. A única solução possível para o selecionador ucraniano era apostar na guarda-redes avançado, para os últimos 5.30.

Mas nem mesmo essa solução resultou, graças ao total mérito da nossa tática, e do selecionador Luís Conceição, que avisou que a equipa portuguesa estava preparada para a exigência desta competição. Até ao fim, mais dois golos, de Janice Silva e de Fifó, acrescentando mais justiça ao marcador (5-1).

Estamos na final e domingo teremos pela frente a seleção espanhola, que tombou a Rússia na primeira meia-final. Uma coisa é certa: repete-se a final do Euro 2018 masculino, será que se repete o resultado? Com esta qualidade e entrega das nossas compatriotas, tudo é possível!

EQUIPAS INICIAIS:

Portugal: Ana Catarina, Inês Fernandes, Fifó, Janice Silva, Pisko

Ucrânia: Viktoriia Sagaidachna, Sydorenko,Tylova, Volovenko, Forsiuk

Rio Ave FC 1-2 CD Santa Clara: Açorianos sorriem em casa de vila-condenses

Rio Ave e Santa Clara inauguraram, esta sexta-feira, a 22.ª jornada da Primeira Liga no estádio dos Arcos. A partida terminou com a vitória por 2-1 da equipa dos Açores, que conseguiu concretizar as poucas oportunidades que teve à sua disposição, tal foi o domínio do Rio Ave.

Em Vila do Conde foi o Santa clara que conquistou os três pontos. Num jogo, no qual o Rio Ave demonstrou desde cedo querer ganhar, foi a eficácia da equipa de João Henriques que acabou por ser o fator decisivo.

Boa jogada do Santa Clara logo a abrir o jogo com um bom passe de Pineda a desmarcar Schettine que ganha na corrida a Rúben Semedo e isolado remata ao lado do poste direito da baliza defendida por Leo Jardim.

O jogo começou com ambas as equipas a terem sucesso nas transições ofensivas e a causarem problemas aos setores defensivos. Ia-se, nesta altura, assistindo a uma grande intensidade nas disputas de bola a meio campo, algo que permitia estas transições rápidas.

Entrámos nos vinte minutos de jogo com um grande remate de Bruno Moreira ainda de fora da grande área a obrigar Marco a defender com dificuldades para canto. O Rio Ave ia tendo, por esta altura, mais posse de bola e mais controlo do jogo.

Aos 28 minutos da partida, o Santa Clara chegou, contra a tendência do jogo, ao golo. Cruzamento a partir de uma bola parada de Bruno Lamas e Fábio Cardoso a saltar mais alto do que os defesas contrários e a cabecear sem hipóteses de defesa para o fundo da baliza.

Mesmo antes da recolha para os balneários o Rio Ave conseguiu ainda chegar ao golo do empate. Cruzamento na esquerda, Bruno Moreira a desviar a bola de Marco e a deixar a bola a pingar para Ruben Semedo encostar e se estrear a marcar pelos vila-condenses.

Murilo não conseguiu fazer a diferença
Fonte: Liga Portugal

A equipa da casa continuou por cima do jogo no início da segunda parte, criando dois lances perigosos no início da mesma.

Ao minuto 65, o Santa Clara conseguiu outra vez chegar à vantagem. O Rio Ave perdeu a bola no meio-campo, Francisco Ramos desmarcou-se bem e rematou forte para defesa incompleta de Leo Jardim. A bola sobrou para Schettine que rematou à meia volta para o fundo das redes com o guardião vila-condense a tocar ainda na bola antes desta entrar.

Said teve mais uma grande oportunidade para o Rio Ave marcar neste jogo. Galeno a passar a bola rasteira para o reforço de inverno da equipa da casa que de primeira desfere um remate potente a passar muito perto do travessão da baliza açoriana.

Mais uma chance de claro perigo por parte do Rio Ave. Desta vez foi Filipe Augusto que viu a bola pingar mesmo à sua frente e optou por rematar sem preparação. A bola passa, no entanto, mais uma vez muito perto da barra da baliza defendida por Marco.

Até final, viu-se o Rio Ave a investir cada vez com menos qualidade na procura do golo do empate. O jogo terminou, assim, com a vitória do Santa Clara que fica agora a apenas um ponto do Rio Ave e a ocupar provisoriamente o nono lugar da tabela classificativa.

 

Onzes iniciais:

Rio Ave: Leo Jardim, M. Reis (Said 70’), R. Semedo, N. Monte, Murilo (F. Coentrão 46’), Tarantini (Gabrielzinho 46’), B. Moreira, Diego L., F. Augusto, Nadjack, Galeno

Santa Clara: Marco, F. Cardoso, Ukra (Pablo Lima 73’), Pineda, César, J. Lucas, Kaio, B. Lamas (Chrien 63’), Francisco Ramos, Patrick, Schettine (Evouna 76’)

As 5 melhores eliminatórias do FC Porto nos últimos dez anos de UCL

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Numa semana em que o FC Porto saiu derrotado por 2-1 do Estádio Olímpico de Roma, deixando a eliminatória em aberto para o jogo no Estádio do Dragão, é tempo de rever os melhores jogos dos azuis e brancos em fases a eliminar da Liga dos Campeões nos últimos anos. Entre resultados menos bons, como os 5-0 frente ao Arsenal FC no Estádio Emirates e os 6-1 contra o FC Bayern Munich na Allianz Arena, o FC Porto conseguiu conquistar brilhantes resultados em oitavos e quartos de final da Liga dos Campeões.

Por vezes, esses jogos não foram suficientes para os dragões passarem a eliminatória, mas marcaram os adeptos pelo futebol jogado e pelas alegrias dadas. Assim, o Bola na Rede elaborou uma lista de cinco jogos do FC Porto incríveis, tanto no resultado como no jogo em si.

Juventus FC 3-0 Frosinone Calcio: Ronaldo é diamante em terra de jóia

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Mais um dia na passadeira “zebra” de Turim! A Juventus recebeu e venceu o Frosinone por 3-0, e permanece bem destacada no topo da tabela classificativa da Serie A. A amizade entre Ronaldo e Dybala é cada vez mais visível dentro e fora de campo, com os dois avançados a imitarem as celebrações um do outro. Ronaldo marcou no segundo tempo e assistiu o argentino no primeiro, naquele que foi um golo de levantar o Allianz Stadium por parte de La Joya.

No que toca ao que se passou nos 90 minutos, Massimiliano Allegri fez regressar nomes como Bonucci, Chiellini, Cancelo e Dybala ao onze inicial, enquanto elementos nucleares como Matuidi e Pjanić começaram no banco de suplentes. Dybala aparecia assim no XI da Juve após três partidas a suplente.

E foi mesmo o argentino a inaugurar o marcador, logo aos seis minutos do desafio. A jogar a partir do corredor central, La Joya mostrou estar bem polida e protagonizou um pontapé soberbo à entrada da área do Frosinone, sem hipóteses de defesa para Sportiello. Dez jogos depois, o camisola ‘10’ dos bianconeri voltava a marcar, e chegava ao seu terceiro golo na Serie A.

A Juventus ia tomando conta das rédeas do encontro e, aos 17 minutos, foi com toda a naturalidade que ampliou a vantagem: Bonucci, regressado de lesão, aproveitou a defesa incompleta de Sportiello ao cabeceamento de Mandžukić para colocar a bola no fundo das redes.

Bonucci (regressado de lesão) fez o segundo golo do encontro e também o seu segundo na Serie A
Fonte: Serie A

Até ao intervalo, Ronaldo ainda ameaçou por duas vezes a baliza dos visitantes, através da meia distância, mas a bola não seguiu com a direção certa.

No segundo tempo, CR7 mostrou que só sabe faturar em solo italiano e atingiu a marca dos 19 golos na Serie A, à passagem do minuto 63: grande envolvimento coletivo das peças atacantes da Velha Senhora; Mandžukić percebeu bem a desmarcação de Ronaldo e o português disparou de primeira à baliza do Frosinone. O capitão da seleção portuguesa já conta com a participação direta em 27 dos 66 golos da Juventus no campeonato.

Com a vitória garantida, Massimiliano Allegri optou por poupar Ronaldo e Chiellini nos minutos finais do encontro, já a pensar no jogo da próxima quarta-feira no Wanda Metropolitano, diante do Atlético de Madrid. O técnico italiano aproveitou também para testar uma defesa a três, no tempo que restava até ao apito final.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Juventus FC: Szczęsny, Cancelo, Bonucci, Chiellini (Cáceres, 70’), De Sciglio; Can,  Khedira (Pjanić, 81’), Bentancur; Dybala, Ronaldo (Bernardeschi, 64’), Mandžukić.

Frosinone Calcio: Sportiello, Goldaniga, Salamon, Capuano; Zampano (Paganini, 83’), Chibsah (Gori, 78’), Viviani, Cassata, Molinaro; Ciofani (Pinamonti, 58’), Ciano.

Rússia 0-5 Espanha: Qualidade espanhola supera muro russo

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Russas e espanholas deram o pontapé de saída nesta primeira meia-final da UEFA Women’s Futsal EURO, com o Pavilhão Multiusos de Gondomar com muitos lugares vazios. Ainda assim, perspetivava-se um grande jogo e assim foi. Os confrontos entre estas duas seleções ditavam um poderio espanhol com quatro vitórias. Apesar de ser uma partida com uma carga emocional muito mais elevada, o favoritismo da La Roja confirmou-se.

Início de jogo algo esperado, com a seleção espanhola a pressionar alto no campo a seleção russa e a querer ser a equipa que comandava os destinos do jogo. A verdade é que a equipa russa, na primeira parte, nunca conseguiu criar uma jogada de perigo desde o seu meio campo até à baliza adversária e isto trouxe pouca confiança à equipa. 

A partida nos primeiros dez minutos esteve equilibrada, mas com a Espanha melhor coletivamente. As atletas espanholas mostravam que tinham mais qualidade tecnicamente do que as russas. La Roja manteve o seu poderio no jogo e esteve quase sempre no meio campo adversário, enquanto que a seleção russa esperava um erro para sair em contra-ataque.

Ao minuto 14, surgiu uma grande oportunidade para Amelia Romero de abrir o marcador em Gondomar, mas a pouca pontaria não lhe permitiu faturar. Após várias tentativas, o golo espanhol iria acabar por surgir ao minuto 18 com Vanessa Sotelo a estar mais atenta do que a defensiva russa e a marcar. A número nove espanhola finalizou por baixo das pernas de Anastasiia Ivanova, que abordou mal o lance com a sua mancha. 

Os muitos que já pensavam que o jogo iria para intervalo apenas com a vantagem mínima enganaram-se. Ao minuto 19, após uma jogada do lado esquerdo do ataque espanhol, surge o cruzamento de Amelia Romero, que é mal defendido pela Rússia, acabando Mariia Krupina por introduzir a bola na própria baliza. Mais uma vez, a guarda-redes russa a não ficar nada bem na fotografia e a seleção espanhola aumentou a vantagem para dois golos. No final da primeira parte, o marcador indicava 0-2 a favor das espanholas, um resultado mais seguro.

A Espanha foi a vencer para o intervalo por 0-2 com o golo de Vanessa Sotelo, a número nove da seleção espanhola
Fonte: UEFA

A segunda parte foi mais do mesmo. Um jogo de sentido único onde a equipa espanhola jogou e dominou a partida como quis. Ao minuto três, após uma grave desatenção da equipa russa, a seleção espanhola chega ao golo. Reposição de bola rápida na esquerda e Lucia Gómez estava na altura e tempo certo para apenas encostar a bola para o fundo da baliza. Estava feito, assim, o terceiro da partida para a Espanha.

La Roja continuava a dominar o jogo sem grande reação por parte da equipa adversária e já se esperava que a vantagem voltasse a crescer. A equipa russa ia subindo o seu bloco defensivo e pressionava mais alto a seleção espanhola, mas, ao minuto seis, provou do seu próprio veneno. Mayte Mateo assistiu Amelia Romero para mais um golo e a melhor jogadora da partida concluiu um grande contra-ataque da equipa espanhola, apanhando de surpresa a Rússia.

Com o jogo já mais do que controlado ao minuto 15, a treinadora Claudia Pons lançou a jogo a guarda-redes Maria Balbuena, dando minutos à jogadora. Houve tempo ainda para Irene Samper, uma das jogadoras espanhola mais jovens, fazer gosto ao pé. Após um remate de Vanessa Sotelo, a jovem atleta aproveitou o ressalto da defesa de Ivanova, faturando e sentenciando o resultado. Até ao final do jogo, não houve mais nenhuma oportunidade de destaque. No término da partida, o placar do pavilhão marcava 0-5 a favor da seleção espanhola, um resultado mais do que justo.

A seleção do país vizinho espera agora o vencedor da segunda meia-final, que opõe Portugal e Ucrânia, mas com os olhos postos já na final de domingo com o objetivo de a ganhar.

EQUIPAS INICIAIS:

Rússia – Anastasiia Ivanova (GR), Anastasiia Durandina, Ksenia Olkova, Mariia Krupina e Aleksandra Chernova

Espanha – Silvia Aguete (GR), Isa García, Ampi, Peque, Consuelo Campoy

Sala ficará para sempre a uma aterragem da Premier League

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O mercado de transferências do Futebol movimenta muita, mesmo muita coisa. É dinheiro, são serviços, são eventos, são pessoas. Vivemos numa altura em que o futebolista se “autorrotula” como um autêntico “produto comercial”, isto no que se refere à conquista de melhores condições de vida. Afinal, qualquer um de nós “tem” de seguir algum rumo, e quanto menos atribulado, melhor.

Os futebolistas em “boa idade”, isto é, antes dos 30, tendem a ser facilmente apontados como tranferíveis após boas exibições/golos importantes. Mas quem dá azo a tal possibilidade? Serão única e exclusivamente as suas exibições? Acredito que possam ser. Porém, não são só os jogadores que procuram esse rumo menos atribulado. Como seus representantes, existem os agentes, que influenciam ou forçam certos rumos.

Por trás do desaparecimento de Emiliano Sala ficou o mito de que a “avioneta” que serviu de transporte ao jogador não era das mais recomendadas… Tal assunto motivou-me a fazer uma breve pesquisa, e rapidamente encontrar alguns artigos noticiosos que me aclararam melhor as circunstâncias do sucedido.

Harro Ranter, fundador e diretor da “Aviation Safety Network”, referiu ao “Wales Online” que este tipo de aeronaves costumam ser utilizados frequentemente neste tipo de viagens. Bem, tratava-se de uma viagem executiva e não muito longa, afinal- da França à Grã-Bretanha, pelo Canal da Mancha, são só um par de horas.

Na noite de 21 de Janeiro, esta avioneta desapareceu, junto com piloto e Emiliano Sala
Fonte: EuroGA.com

Contudo, Ranter enfatiza a “idade” da avioneta (de 1984), mas não dá isso como determinante. Não se sabe se tinha proteção contra condições atmosféricas adversas, o que seria importante na noite que levou Sala. O mesmo Sala confidenciou a um amigo que “tinha medo de viajar naquele meio de transporte”.

O modelo da aeronave é Piper PA-46 Malibu, com o número de registo N264DB. Trata-se de um modelo PA-46-310P, com capacidade para um piloto e cinco passageiros. David Ibbotson, o piloto, e Emiliano Sala, como passageiro, desapareceram do mapa, assim como 220 outras pessoas a bordo de uma avioneta daquele modelo entre 1984 e 2019.

Após tais condicionantes e desfecho trágico, creio que os ocupantes da avioneta foram “indiretamente” forçados a cumprir viagem, visto tratar-se de uma fase importante da temporada. Se o avião não se encontrava em plenas condições, e a faltar ainda mais do que uma semana para encerrar o mercado, porquê? O Cardiff City FC queria muito contar com os serviços de um ponta de lança prolífero, enquanto o FC Nantes iria receber cerca de 18 milhões de euros pelo passe do avançado. Se for esta a justificação, significa que medidas de segurança podem ter sido ignoradas.

Trocas comerciais regem a economia, como sempre tem sido neste Mundo burocratizado. Jogadores de Futebol podem ganhar o que ganham, mas estão sempre dependentes dos seus atos, que são influenciados por pessoas amigas por interesse comercial. Enquanto profissional de Futebol, Sala fica, irremediavelmente, para sempre, a “uma aterragem” da melhor liga do Mundo, aos 28 anos.

Foto de Capa: Nantes FC

É assim que está o DEZporto NACIONAL?

O passado domingo vai ficar marcado na memória de muita gente, disso ninguém tem dúvidas. Até porque não são todos os dias que vemos uma equipa perder por uns aglomerados 10-0. E, verdade seja dita, ainda bem!

O SL Benfica venceu o CD Nacional por duas mãos cheias de golos, naquela que foi a maior goleada das “águias” no campeonato nos últimos 55 anos. Só para reforçar o teor caricato da situação, conto-vos uma pequena curiosidade: a app oficial da Liga teve de ser atualizada, pois havia um “problema de resultados com mais de nove golos”. É preciso dizer mais alguma coisa? Penso que não.

A postura competitiva da equipa do Nacional foi nula e, para vos ser sincera, o jogo do passado domingo mais pareceu um treino à porta aberta, onde cerca de 64.591 espectadores puderam ver o Benfica a treinar as suas jogadas.

A facilidade com que Grimaldo e Seferović rasgaram o corredor esquerdo logo ao primeiro minuto, quando o número três dos “encarnados” faz o primeiro golo, diz muito daquilo que foi a entrada da equipa do Nacional da Madeira.

O problema é que aquilo era apenas o início de uns 90 minutos extremamente infelizes para a equipa de Costinha, onde houve direito a tudo ou, como preferirem chamar, a nada: má ocupação dos espaços, que permitiu demasiada liberdade ao ataque benfiquista. Já para não falar na falta de pressão sobre os jogadores de Bruno Lage, numa linha defensiva que mais parecia manteiga e num meio-campo completamente disfuncional. Foi realmente tudo muito mau naquela tarde de domingo para os madeirenses.

O CD Nacional foi ao Estádio da Luz e perdeu, frente ao SL Benfica, por uns volumosos 10-0
Fonte: CD Nacional

Para um treinador que gosta de pôr as suas equipas a jogar bonito, Costinha apresentou uma equipa muito aquém do esperado. Não digo que se esperasse um Nacional que conseguisse fazer frente a um Benfica que, neste momento, está motivadíssimo, mas esperava-se, pelo menos, mais atitude por parte dos alvinegros. Não vi sequer um esforço em remar contra a maré e isso é que é de lamentar na minha opinião.

Para quem não sabe, o Nacional é dos conjuntos que mais remata na 1ª Liga. Sendo que a média da prova se encontra nos 233, o Nacional apresenta 237 remates efetuados, isto é, uma média de 11 remates por jogo. Mas querem saber quantos foram feitos no estádio da Luz? Cinco, sendo que apenas dois deles foram enquadrados com a baliza. Ou seja, muito aquém do que é costume.

Ainda assim, queria destacar a atitude de Costinha que, após o jogo paupérrimo da sua equipa, disse que os seus adeptos tinham todo o direito de criticar e exigir mais. Pediu ainda desculpa pela exibição e falta de atitude por parte da sua equipa que levou a esta humilhação.

No fundo, é mesmo disso que se trata: humilhação. A partir de uma certa altura do jogo, a derrota estava mais do que sentenciada, mas era a dignificação do emblema do clube que estava em jogo e os jogadores do Nacional deviam ter mesmo feito muito mais para defender as cores do clube que representam e impedir que o resultado chegasse aos dois dígitos. O compromisso com o clube e com os seus adeptos, pelo menos, assim o obrigava.

Bem sei que o desnível competitivo na I Liga é gritante e este resultado de 10-0 é a prova disso mesmo. Espanta-me é o facto de, depois da evolução técnica e tática do futebol nos últimos anos, ainda ser possível acontecerem resultados como este.

O Nacional não atravessa um período propriamente fácil. Nesta segunda volta, ainda nem sequer conseguiu ganhar um único jogo para o campeonato, mas este fim-de-semana tem uma chance de poder vir a recuperar algum fôlego perdido. Vai defrontar o CD Feirense que é o último classificado do campeonato, com apenas 14 pontos, e pode ser que consiga cessar este período negro que o clube atravessa.

Foto de Capa: CD Nacional

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

O estranho caso de David Wang

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No passado dia 1 de janeiro o Wolverhampton contratou o jovem David Wang ao Jumilla B e, de imediato, emprestou o jogador ao Sporting Clube de Portugal. O jogador, que detém dupla nacionalidade (chinesa e espanhola), tem assim a sua primeira experiência fora de portas (recorde-se que o jogador fez todo o seu crescimento futebolístico em Espanha).

David Wang é um extremo promissor e na época passada disputou 24 jogos ao serviço do Jumilla B e marcou por três vezes. Porém, o que mais espanta em toda esta contratação é o facto de o jogador ter caído de “para-quedas”. Há uma pergunta que necessita de ser feita para analisar bem este negócio: como é que uma equipa da Premier League contrata um extremo de 18 anos, que participa na equipa B de uma equipa pouco conhecida?.

Wang foi emprestado ao Sporting CP mal assinou
Fonte: Wolverhampton Wanderers FC

Ora, tendo em conta que um dos clubes envolvidos é o Wolverhampton, um dos clubes prediletos de Jorge Mendes, os rumores começaram logo a circular e analisando bem todos estes aspetos, fica a impressão que esta “negociata” acaba por ser mais um movimento do tão conhecido “Carrossel do Mendes”.

Contratado há mais de um mês, o jovem jogador ainda não disputou qualquer minuto de leão ao peito. Aliás, os meios noticiosos avançaram com a ideia de que o jogador seria para a equipa sub-23, o que é muito suspeito para um jogador de apenas 18 anos.

O extremo assinou um contrato válido por quatro anos e meio com a equipa inglesa, mas ao que parece será mais um ativo inerente a Jorge Mendes. Resta saber uma única coisa: terá o Sporting CP de Varandas entrado nos esquemas de Mendes?

As comissões e os milhões “estranhos” parece que vão começar a circular em Alvalade e, ao que parece, o emblema leonino vai mesmo juntar-se ao já largo leque de equipas de Jorge Mendes.

Foto de Capa: Wolverhampton Wanderers FC

artigo revisto por: Ana Ferreira