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Força da Tática: Inter de Milão? Calma, para o ano é que é!

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Frio, chuva e muita emoção. Estes foram os três principais ingredientes da última noite no Giuseppe Meazza, na receção do FC Internazionale de Milão à SS Lazio para os Quartos de Final da Taça de Itália.

Depois de uma exibição dominadora da Lazio, fez por não ir a prolongamento quanto mais a penaltis, que voltou a ser perdulária na fase de finalização – como tinha acontecido frente à Juventus FC – os biancocelesti acabaram por levar a melhor no desempate por grandes penalidades (4-3).

Com Fevereiro à porta, a Lazio consegue rubricar duas exibições muito interessantes, particularmente pela forma como frustrou a estratégia dos seus adversários potencializando as qualidades dos seus jogadores mais influentes como Immobile, Correa, Luis Alberto e Milinkovic-Savic.

Por sua vez, o Inter voltou a desiludir por aquilo que não consegue fazer. Um jogo previsível, pouco intenso, muito inconstante em termos de qualidade. Afinal, de nada vale ter um dos (Se não o melhor) melhores nº9 do futebol atual, se não existe a capacidade de potencializar as suas qualidades.

Inter de Milão – SS Lazio

Luciano Spalletti apostou em Antonio Candreva e Politano como extremos, dentro de um 4-2-3-1. Se quisermos um 4-1-4-1, já que Vecino (vermelho em baixo) posicionava-se praticamente à mesma altura que João Mário (amarelo em baixo).

Fonte: Sport TV

Na primeira parte, o Inter rubricou uma das piores exibições que tenho memória, pela falta de ideias, passividade e previsibilidade do futebol.

No início de construção, com Brozovic muito bem guardado por Correa-Immobile, eram os centrais – Skriniar e Miranda – que gozavam de mais tempo com a bola nos pés, o que tornou a circulação do Inter muito previsível, tanto pela incapacidade em assumir o risco destes jogadores – passe e condução – como pela falta de opções de passe na sua frente.

Assim, a bola acabava quase sempre por chegar aos defesas laterais do Inter, que eram rapidamente pressionados por Luís Alberto ou Milinkovic-Savic.

Apesar do bom trabalho dos jogadores da Lazio, o receio dos laterais do Inter em invadir o espaço, após uma variação rápida de jogo, com bola para criar algum desconforto no adversário foi fator que mais limitou os Nerazzurri. Como vemos em baixo:

Fonte: Sport TV

A única ideia parecia ser jogar no apoio frontal de Icardi, esperar que o argentino aguentasse o contacto, soltasse no corredor – para Politano ou Candreva explorarem situações de 1vs1 e … cruzar – ou no apoio frontal do médio, para ser ele a jogar no corredor! Enfim, estas últimas linhas resumem 80% do que o Inter têm feito esta temporada na fase ofensiva, assim não é de estranhar que todos – adversários incluídos – estejam à espera. Como podemos observar em baixo, o jogo previsível:

Fonte: Sport TV

Na segunda parte o jogo do Inter melhorou. Não só com a entrada de Vecino para o lugar de Gagliardini, mas particularmente com uma maior agressividade com bola dos defesas centrais, que invadiam o espaço e assumia o risco do passe, assim João Mário podia se posicionar em zonas mais altas o que permitia ao Inter chegar ao último terço … e? Adivinham? cruzar!

Fonte: Sport TV

Inacreditável, tendo em consideração os indivíduos que têm nas suas fileiras, como fraco é o futebol da armada Nerazurra.

A Lazio, na linha daquilo que tinha feito frente à Juventus FC, uma exibição muito inteligente da Lazio. Os problemas no capítulo de finalização, voltaram a fazer-se sentir, mas não tiveram impacto no resultado final.

Novamente em 5-1-2-2, a chave desta equipa está na estrutura, que se monta à frente de Lucas Leiva (Como vemos em baixo).

Fonte: Sport TV

A articulação de Luis Alberto, sobre a esquerda, e Milinkovic-Savic, direita, com a dupla Correa-Immobile é muito interessante, particularmente na contrapressão e nas transições ofensivas.

Fonte: Sport TV

Como vemos em cima, bastam os quatros jogadores para transitar rapidamente e de forma articulada, dando tempo ao resto da equipa para subir de forma organizada. Em cima, também é possível observar a péssima reação à perda do Inter, uma constante ao longo do jogo, que dava espaço aos jogadores biancocelesti para fazer passes que quebravam linhas de pressão e colocavam em dificuldades a linha defensiva, que via-se obrigada a defender constantemente em contrapé.

Foto de Capa: SS Lazio

Artigo revisto por: Jorge Neves

Olheiro BnR – Gaïus Makouta

Gaïus Abraham Jered Makouta nasceu a 25 de julho de 1997 em França, mais precisamente em Beaumont-sur-Oise (região de Île-de-France), no seio de uma família com raízes na República do Congo.

À semelhança de vários ilustres futebolistas franceses como Lassana Diarra, Dimitri Payet e, mais recentemente, Paul Pogba ou Benjamin Mendy, também Gaïus ingressou no prolífero sistema de formação do Le Havre Athletic Club.

No emblema normando, sediado na cidade portuária que lhe dá nome, Makouta permaneceu até junho de 2015, tendo inclusivamente partilhado balneário com o avançado internacional sub-21 francês Lys Mousset, que se encontra presentemente a representar o AFC Bournemouth, atual 12.º classificado da Premier League.

Posteriormente, o médio teve uma breve passagem pelos juniores da US Créteil-Lusitanos, clube dos subúrbios de Paris.

Um leão que encontrou espaço para crescer na Serra:

Após um ano pautado por alguma instabilidade, durante o qual Gaïus acumulara passagens por Irlanda e Grécia, eis que o jovem médio de origem congolesa encontrou, na Covilhã, o local ideal para expor as suas qualidades e, por conseguinte, potenciar a sua carreira enquanto profissional.

Ao serviço do SC Covilhã, o médio defensivo experienciou um começo de época agridoce. Assim sendo, e se por um lado fora titular em quatro das seis primeiras jornadas da Segunda Liga (fez, inclusive, uma assistência logo na ronda inaugural), por outro, e a nível coletivo, a formação serrana tardara em alcançar bons resultados, o que motivou o despedimento do treinador Filipe Gouveia.

A mudança promovida no comando técnico dos Leões da Serra – a entrada de José Augusto – afetou a continuidade de Makouta no onze, fazendo com que o francês voltasse a ser opção somente a partir de janeiro.

Makouta em ação num jogo de treino pelo Le Havre AC
Fonte: Le Havre AC

Porém, desde então, foi sempre convocado – exceção feita ao encontro relativo à 36ª. jornada – e só por uma ocasião não constou no onze designado pelo treinador algarvio, concluindo a temporada com 1774 minutos de utilização, repartidos por 24 encontros.

Já na presente época, a influência de Gaïus Makouta na equipa acentuou-se. Envergando a camisola número 10, além da (já habitual) função de «armador» de jogo da formação serrana, disposta geralmente num sistema que contemplava a utilização de um duplo pivô, o médio de 21 anos fizera acrescer golos ao seu futebol.

No total, antes de ver consumada a sua transferência para o SC Braga, Makouta disputou 18 partidas, tendo apontado dois golos e feito, ainda, uma assistência.

Como joga:

Perfilando-se um futebolista possante (180 centímetros e 74 quilogramas), o franco-congolês sabe tirar proveito dessa sua caraterística e protege muito bem a bola. Além disso, sobressai a sua capacidade em progredir no terreno de jogo. Na verdade, este jovem médio fá-lo com uma naturalidade impressionante, arrancando velozmente e de forma destemida com a bola em sua posse.

De destacar, ainda, a sua visão de jogo e qualidade de passe (especialmente de longo alcance), revelando-se um jogador a ter em conta aquando da marcação de lances de bola parada.

Em suma, no meu entender, este médio defensivo que fora recentemente anunciado como reforço do SC Braga tem tudo para se afirmar (numa primeira fase) na equipa B e, posteriormente, integrar o conjunto principal dos Arsenalistas.

 

Foto de Capa: SC Covilhã

Artigo revisto por: Jorge Neves

Japão 1-3 Qatar: Uma final com o olhar no Campeonato do Mundo

O campeão asiático de 2019 decidiu-se esta tarde no Sheikh Zayed City Sports Stadium, nos Emirados Árabes Unidos. Japão e Qatar defrontaram-se para decidir quem é o a melhor nação do continente asiático.

A seleção do Japão procurou vencer novamente o troféu e dilatar mais a sua hegemonia na competição, tendo ultrapassado as seleções da Arábia Saudita, do Vietname e do Irão, de Carlos Queiroz, antes de chegar ao grande jogo.

Já a seleção do Qatar eliminou o Iraque, a Coreia do Sul, treinada por Paulo Bento, e os Emirados Árabes Unidos, os anfitriões da prova. Depois de uma excelente prestação, o Catar foi em busca da primeira conquista na competição.

A primeira parte da grande final começou com ambas as seleções a tentarem impor o sue jogo e o seu próprio ritmo. A seleção do Qatar foi quem sempre tentou chegar com mais perigo à baliza adversária e ao minuto dez, o avançado Almoez fez o primeiro golo da partida. Uma verdadeira obra de arte, depois de um pontapé de bicicleta fantástico.

Depois de marcarem o golo e de se sentirem motivados, os jogadores do Qatar começaram a comandar o jogo, a ter mais bola e a ser mais perigosos no último terço do terreno. Dois minutos depois do golo, é novamente Almoez que tem a oportunidade para fazer o segundo golo, mas valeu o defesa central Yoshida que cortou o remate no momento certo.

A partir do minuto 15, o Japão procurou ter mais bola para equilibrar o jogo e chegar ao golo da igualdade. No entanto, nos primeiros 45 minutos, os Samurais não foram capazes de criar uma única oportunidade golo. Quem aproveitou, foi o Qatar que ao minuto 26, e contra a corrente do jogo, voltou a marcar um golaço.

Desta vez, Hatim encheu o pé esquerdo e de fora de área colocou a bola no canto superior esquerdo em arco, ou seja, no sítio onde a coruja dorme como se diz na gíria.

A primeira parte não teve muitas oportunidades e não foi muito rica em termos de qualidade técnica e criação de lances de perigo, mas foi o Qatar que esteve sempre mais próximo do golo. Por isso, este é um resultado justo e que se aceita bem, à entrada para os balneários.

Fonte: AFC Asian Cup

A segunda parte começou de forma diferente e com o Japão a mandar no jogo. Desde o início do segundo tempo que o Japão procurou ir para a frente e tentar chamada remontada.

Sem criar grandes oportunidades de perigo, os samurais começaram a assustar a seleção adversária e a criar desconforto na zona defensiva do Qatar.

No entanto, ao minuto 56 o Qatar vai desperdiçar uma grande oportunidade para fazer o terceiro golo e acabar com o jogo e as aspirações do Japão. Depois de um contra-ataque, o avançado do Qatar acertou mal na bola e esta saiu por cima da baliza defendida por Gonda.

Ao minuto 69, a pressão japonesa foi compensada com o golo, marcado por Minamino depois de uma jogada bastante confusa dentro da área. O avançado apareceu à frente do guarda-redes e fez um chapéu sublime para dentro da baliza.

Depois do golo, o Japão começou a pressionar cada vez mais, mas era o Qatar no contra-ataque que criava perigo.

Ao minuto 79, Aziz fez um excelente trabalho entre os defesas japoneses, mas atirou para fora com a bola a sofrer um desvio e a originar pontapé de canto. Na sequência do canto, Yoshida intercepta a bola com a mão e o árbitro da partida assinalou grande penalidade, depois de consultar as imagens do VAR. Akram Afif não desperdiçou e marcou o terceiro golo da partida.

O jogo ficou sentenciado e sem mais nenhuma alteração, o Qatar venceu pela primeira vez a Taça Asiática.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

Japão: Gonda; Sakai; Tomiyasu; Yoshida, Nagatomo; Haraguchi (Muto 62’); Shibasaki; Shiotani (Ito 83’); Doan; Osako; Minamino (Inui 88’).

Qatar: Al Sheeb; Correia; Khoukhi (Al Hajri 60’); Salman; Hassan; Hatim; Madibo; Alrawi; Al Haydos (Boudiaf 74’); Afif; Almoez.

Oitavos-de-final dominados pela lei do mais forte!

Realizaram-se, no sábado passado dia 26 de Janeiro, cinco dos oito jogos dos oitavos-de-final da Taça de Portugal de Andebol Masculino – os jogos entre CS Marítimo – AD Modicus Sandim, ABC – SL Benfica e FC Porto – Sporting CP vão realizar-se em Março.

Tal como é normal em eliminatórias de Taça, existiram jogos para todos os gostos. Contudo, a palavra de ordem na maioria dos encontros foi o domínio completo de uma equipa sobre a outra.

Começando pelo primeiro jogo do dia, pelas 15h, a equipa do Madeira SAD (1ªD) recebeu e venceu o Estarreja AC (3ªD). Liderados por Bruno Landim (sete golos) e Francisco Pereira (seis golos), a equipa insular venceu confortavelmente o jogo por 33-20. Tínhamos assim o primeiro apurado para os quartos-de-final. Seguiu-se depois o encontro entre CF Belenenses (1ªD) e AC Sismaria (2ªD). Mais uma vez, a palavra chave neste encontro foi o domínio do Belenenses sobre o Sismaria, com o resultado final de 41-20 a demonstrá-lo claramente. Os atletas Fábio Semedo e Tiago Ferro estiveram imparáveis, acabando com nove e sete golos respetivamente.

De seguida assistimos à grande surpresa da noite, novamente com o Povoa Andebol Clube (2ªD) a emergir vitorioso do confronto com o CCR Fermentões (1ª D), vencendo a partida por 23-19 e eliminando pela segunda eliminatória consecutiva um adversário primodivisionário!

Pelas 18:30 assistimos, muito provavelmente, ao melhor jogo de todos os que se realizaram até ao momento nos oitavos-de-final. Frente a frente o 1º e 2º classificados da 2ª Divisão Zona 3, o Vitória FC e o CCR Alto do Moinho. Num Pavilhão Antoine Velge vestido de gala, com várias centenas de adeptos a comparecerem ao jogo, a equipa do Vitória saiu vencedora por 23-17 e garantiu o seu lugar na próxima eliminatória, em grande parte devido ao enorme apoio vindo das bancadas que contagiou os jogadores sadinos. Um pavilhão que podia muito bem ser comparado com várias equipas da primeira divisão e uma massa associativa que envergonharia até os próprios clubes grandes!

A ligação entre a equipa e o publico foi evidente no final da partida
Fonte: Carlos Santana

Por fim, em São João da Madeira pelas 21 horas, tivemos a última partida do dia, com a AD Sanjoanense (2ªD) a enfrentar a Águas Santas Milaneza (1ªD). Mais uma vez, a palavra chave foi domínio. Os visitantes venceram calmamente por 42-27 e eliminaram a equipa da casa, em grande parte devido à veia goleadora de Mário Lourenço e Pedro Cruz que marcaram oito e sete golos respetivamente.

Ficam assim a faltar jogar três partidas para terminar os oitavos-de-final: o CS Marítimo vai receber o AD Modicus Sandim, dia 3 de Fevereiro pelas 12 horas; o ABC vai receber no Pavilhão Flávio Sá Leite o SL Benfica, dia 16 de Março pelas 17:30; e o FC Porto vai receber no Dragão Caixa o Sporting CP, dia 17 de Março pelas 16 horas.

No entanto, a Federação de Andebol de Portugal já realizou o sorteio dos quartos de final, com o Madeira SAD a defrontar o vencedor do jogo entre ABC e SL Benfica, o Vitória FC vai receber o Águas Santas, o Póvoa Andebol Clube vai jogar contra o vencedor do jogo entre CS Marítimo e AD Modicus, e o CF Belenenses vai defrontar o vencedor do jogo entre FC Porto e Sporting CP.

P.S: Mais uma vez é preciso destacar aquilo que se passou no Pavilhão Antoine Velge em Setúbal. Infelizmente, e ao contrário de outros países, o andebol em Portugal não tem a visibilidade que merece – sendo a modalidade de pavilhão com mais atletas federados (segundo dados de 2017), a maioria dos pavilhões na primeira divisão encontram-se praticamente vazios – e é importante ver um clube com a história do Vitória FC mostrar como se faz e como se enchem recintos desportivos para ver uma modalidade que tem tanto para oferecer como o andebol.

Foto de Capa: Carlos Santana

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Os 4 jogadores do SL Benfica mais decisivos no derby

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Os dias 3 e 6 de fevereiro terão um significado especial para benfiquistas e sportinguistas, uma vez que as duas equipas rivais se vão defrontar de novo, mas desta vez para duas competições diferentes (Liga e Taça de Portugal), com apenas três dias a separar a emoção daquele que é o maior derby em Portugal.

O jogo do próximo domingo será o 170º capítulo entre as duas equipas, enquanto que para a Taça será apenas o 36º. Recorrendo à história, o derby, com muito simbolismo e significado, trouxe também vários jogadores de destaque, com presenças assíduas, exibições magníficas e, claro, golos.

No que diz respeito à realidade benfiquista, foram vários os jogadores com preponderância nos múltiplos confrontos com o Sporting CP, mas nem todos tiveram um destaque tão grande como estes (e muitos outros) que passarei a apresentar. Por enquanto, irei focar-me apenas nos embates para a Liga e contei com as últimas dez temporadas, portanto, a partir de 2009/2010.

Fernando Andrade: Chegou e marcou!

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Termina hoje o mercado de inverno e, apesar de ainda ser possível haver reforços de última hora, é importante avaliar aqueles que já chegaram – que não foram muitos.

Para o setor dianteiro chegou Fernando Andrade, proveniente do Santa Clara. Com ele trazia a ambição de conseguir um lugar na equipa e a fome imensa de marcar o maior número de golos possíveis. Em menos de um mês, o avançado já fez sete jogos e marcou dois golos, um registo interessante para o atleta de 26 anos que tem sido opção de Sérgio Conceição para entrar no decorrer da partida.

Para já sabe-se uma coisa: está de pé quente. Mas há ainda uma outra curiosidade que deixou os adeptos do FC Porto empolgados. Se marcar golos já é um fator positivo, marcar aos principais rivais tem um sabor mais especial.

Fernando Andrade a festejar a vitória do FC Porto diante do Chaves
Fonte: FC Porto

Benfica e Sporting foram as primeiras vítimas do brasileiro que, a contar para a Taça da Liga, marcou aos dois emblemas lisboetas. Tem mira para a baliza e queda para os clássicos. E é precisamente com este registo que o avançado já entrou diretamente para a história do clube, ao tornar-se o primeiro reforço de inverno a marcar em dois clássicos consecutivos. Animador, diria.

O que é certo é que os golos têm sido o culminar do trabalho demonstrado. Apesar de entrar no decorrer das partidas, o jogador tem demonstrado a raça que o treinador procura. Juntar a velocidade à habilidade tem sido uma constante no atleta que tem muito para mostrar, mas que está a conquistar o seu espaço.

Foto de Capa: FC Porto

Será este o fim da aventura de Miguel Cardoso em Vigo?

Após a breve aventura nos franceses do Nantes, Miguel Cardoso rumou a Espanha para assumir o cargo de treinador do RC Celta de Vigo em novembro de 2018. O técnico português rendeu o argentino Antonio Mohamed, que conduziu o emblema galego a apenas três vitórias em 13 jogos disputados, não sobrevivendo assim à série de maus resultados.

Miguel Cardoso não teve a estreia desejada ao sair derrotado do terreno da Real Sociedad por 3-2, mas depressa colocou o Celta no caminho das vitórias com o triunfo por 2-0 diante do Huesca, naquela que foi a estreia de Miguel Cardoso no Estádio de Balaídos.

Seguiu-se nova visita ao reduto da Real Sociedad, desta feita para a Taça do Rei, e o desfecho foi o mesmo com o Celta a sair derrotado. Estava então confirmada a eliminação dos celestes da prova rainha do futebol espanhol, o que não foi de todo um grande indício da qualidade e intervenção de Miguel Cardoso na equipa.

Ainda situado na décima primeira posição, o português trouxe alguma esperança aos adeptos do Celta com a vitória convincente na difícil deslocação a Villareal por 3-2 num jogo em que foi notório o potencial ofensivo desta equipa, assim como, em oposição, as fragilidades defensivas, que justificaram os dois golos do adversário já na reta final da partida.

Na jornada 16 teve início o pesadelo de Cardoso: uma série de seis jogos sem conhecer o sabor da vitória que perdura até à data deste artigo, elevando para mais de um mês o período em que o treinador português e os seus comandados não conquistam os três pontos.

Esta situação atípica do Celta de Vigo traduz-se no 18.º lugar da Liga Espanhola, o primeiro abaixo da linha de água, com um goal average negativo.

Apesar das lesões prolongadas da principal figura da equipa Iago Aspas e do habitual titular Yokuslu, o Celta de Vigo tem jogadores capazes de alcançar muitos melhores resultados, o que valeu um aviso por parte de Carlos Mouriño, presidente do Celta, a Miguel Cardoso, revelando ainda assim publicamente que mantém total confiança no treinador e ainda a sua intenção de contratar jogadores  para poder salvar o clube de tal situação.

Carlos Mouriño e Miguel Cardoso, no dia da apresentação do treinador português
Fonte: RC Celta de Vigo

As duas últimas derrotas do Celta, já de si graves para a estabilidade de Cardoso no comando da equipa, tomaram ainda piores proporções dada a forma como se sucederam. Tanto na derrota caseira diante do Valencia como fora de portas frene ao Valladolid, o Celta conseguiu adiantar-se no marcador, mas por duas jornadas consecutivas deixou-se bater, acentuado assim a crise que o clube passa.

Segundo a lei de Murphy, “Se algo pode dar errado, dará”, e as duas últimas partidas assemelham-se neste tópico na medida em que o Celta de Vigo após consentir o golo da igualdade, perde a motivação e inclusivamente o interesse pelo jogo, afundando-se numa apatia tal que permitiu tanto a Valencia CF como Real Valladolid CF consumar a reviravolta em menos de 15 minutos.

Resta saber se Miguel Cardoso conseguirá ter arte e engenho para contornar esta lei, estando o seu futuro em Vigo dependente disso. As próximas jornadas são então determinantes não só para a situação profissional do português como também para um possível cenário de descida de divisão do clube galego.

É hora de alinhar armas, unir o plantel e ir em busca de um melhor momento de forma.

Foto de Capa: RC Celta de Vigo

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

Apostas na Rede | Qual o melhor 11 no dérbi eterno pelos milhões

Já se sente o formigueiro e não há como esconder: esta é uma semana de dérbi. O Sporting CP, ainda na ressaca da vitória da Taça da Liga frente ao FC Porto, recebe no José de Alvalade o eterno rival, SL Benfica, naquele que promete ser um jogo quente.

A uma distância considerável do primeiro lugar após o empate em Setúbal, os leões lutam pelo objectivo dos milhões da Champions League frente a um adversário directo e naquela que é uma luta a três, porque o SC Braga de Abel Ferreira promete dificultar as ambições dos grandes de Lisboa. Uma derrota poderá, eventualmente, deixar a equipa de Keizer a lutar apenas pela Europa League

Assim, vamos analisar posição por posição os jogadores de Sporting e Benfica de forma a conseguirmos um 11 ideal para o dérbi de domingo.

GUARDA-REDES

Renan Ribeiro vs. Vlachodimos – Os dois guardiões estão em óptima forma e dão garantias às suas respectivas equipas. Contudo, o guarda-redes do Sporting foi o herói da final-four de Braga e leva vantagem sobre o internacional grego.

VERIDICTO: RENAN RIBEIRO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Editorial BnR #2: Prontos para 2020

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O ano de 2019 foi um ano de aprendizagem, erros, crescimento e até de superação.

No ano que agora está a findar lançámos o Bola na Rede TV, mudámos a nossa forma de comunicar nas redes sociais e continuámos a formar novos jornalistas para outros Orgãos de Comunicação Social de referência. Com a ajuda de todos, somos cada vez mais um dos bons exemplos de que se pode fazer um jornalismo positivo, não alinhando em polémicas desportivas e que não é preciso não ter clube desportivo para se ser isento.

Ainda assim, e apesar de termos atingido grande parte dos objectivos a que nos propusemos, queremos mais para 2020. O planeamento que temos para o próximo ano é ambicioso, mas acreditamos que com todos juntos, contando com cada fotógrafo, redator, revisor ou editor, que conseguiremos fazer crescer o jornalismo desportivo em Portugal.

Contudo, tudo isto apenas é possível se continuares desse lado, a apoiar-nos e criticar construtivamente cada erro nosso. És a nossa maior força e acreditamos que cada feedback é importante para o nosso caminho. Que 2020 seja o ano de conquistas, de superação e, porque não, de revalidação do Europeu de Futebol!

Bom ano a todos, Saudações Desportivas!

A Direção do Bola na Rede

Os titulares já estão. E o resto?

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Na semana passada, a NBA anunciou os 10 jogadores titulares do jogo All-Star. Os capitães LeBron James e Giannis Antetokounmpo vão escolher, a 7 de fevereiro, de entre os restantes oito, as suas equipas. Mas precisarão de suplentes. Kyrie Irving, Kemba Walker, Kawhi Leonard, Joel Embiid, Stephen Curry, James Harden, Paul George e Kevin Durant já lá estão. Quem se junta? É isso que vamos tentar prever.