

Os 5 melhores jogadores do SL Benfica vendidos no mercado de inverno
Chelsea FC 2-1 Newcastle United FC: Blues vencem, mas não convencem
Stamford Bridge recebeu neste final de tarde o último jogo do dia em Inglaterra, em partida a contar para a 22ª jornada, que colocou frente a frente o Chelsea FC e o Newcastle United FC.
A equipa do Chelsea subiu ao relvado a 13 pontos da liderança e, sendo a conquista da Premier League um objetivo assumido por Mauri Sarri, a vitória no jogo de hoje era crucial. Do outro lado, o Newcastle ocupava uma posição frágil na tabela classificativa, precisando desesperadamente de pontos.
Os Blues entraram dominantes na partida e a tentar impor o seu já conhecido estilo de jogo ofensivo que privilegia a posse de bola. O Newcastle, que se demorou a encontrar na partida, pagou caro por uma evidente falta de dinâmica e, logo aos nove minutos, viu o Chelsea adiantar-se no marcador através de uma excelente jogada. David Luiz, com um excelente passe longo, descobriu Pedro Rodríguez, que com toda a classe executou um chapéu perfeito sobre Martin Dúbravka.
À primeira oportunidade que dispôs, o Chelsea colocou-se em vantagem, mas na verdade não conseguiu voltar a criar mais oportunidades dignas de perigo, perdendo-se o jogo num registo físico e de disputa a meio-campo, onde não havia lugar a ataques ou contra-ataques rápidos.
Os Magpies ameaçaram pela primeira vez à passagem da meia hora de jogo, com Ayoze Pérez, em posição promissora, a falhar o golo da igualdade. Poucos minutos depois, na sequência de um canto, Ritchie cruzou para o coração da área e Clark, livre de marcação, cabeceou ao ângulo direito da baliza de Arrizabalaga.
Registava-se um 1-1 no marcador, que espelhava um jogo com pouca história, em que ambas as equipas se revelaram eficazes, devendo por isso considerar-se o resultado como justo.
O Chelsea, que na primeira parte ficou claramente aquém daquilo que é capaz, não conseguiu mostrar uma atitude diferente na segunda parte. Ainda assim, logo nos instantes iniciais do segundo tempo, Pedro Rodríguez ficou próximo de bisar no encontro, mas Martin Dúbravka correspondeu com uma grande defesa.


A equipa de Sarri continuava a tentar, sem ser criteriosa no movimento ofensivo e perante um Eden Hazard completamente desinspirado, era Willian o mais inconformado dos Blues. O internacional brasileiro proporcionou, aos 57 minutos, um grande momento de futebol: após receber a bola no flanco esquerdo, fletiu para dentro e aplicou um belo remate em arco que devolveu a liderança ao Chelsea.
Para infelicidade de quem acompanhou a partida, o Chelsea não se galvanizou, afundou-se no conformismo e não procurou dilatar a vantagem, por isso registaram-se poucos momentos de interesse na meia hora final. No outro lado do campo, o Newcastle nunca foi capaz de assustar ou “colocar em sentido” a equipa adversária e deixou o tempo esgotar-se, transmitindo a ideia de que não haveria lugar para surpresas e de que o Chelsea ia ganhar tranquilamente a partida.
O Chelsea somou mais três pontos e mantém a quarta posição. Contudo, foi uma exibição muito pobre por parte dos comandados de Sarri, que desde inicio só apresentaram serviços mínimos, alcançando apenas a vitória graças a um grande momento individual que desbloqueou o jogo.
ONZES E SUBSTITUIÇÕES
Chelsea: Kepa Arrizabalaga, Antonio Rudiger, Marcos Alonso, César Azpilicueta, David Luiz, Jorginho, N’Golo Kanté, Mateo Kovacic (Barkley´63), Eden Hazard (Giroud´87), Pedro Rodríguez ( Hudson-Odoy ´81), Willian
Newcastle: Martin Dúbravka, Ciaran Clark, Jamaal Lascelles, Matt Ritchie, Florian Lejeune, DeAndre Yedlin (Manquillo´82), Isaac Hayden, Ayoze Pérez (Murphy´82), Christian Atsu, Sean Longstaff, Salomón Rondón
Sporting CP 0-0 FC Porto: Nulo impede distâncias superiores no topo
Em duelo da última jornada da primeira volta da Primeira Liga, Sporting CP e FC Porto não foram além de um nulo por 0-0. Apesar de ambos os técnicos defenderem que não era um encontro decisivo, o embate entre “Leões” e “Dragões” era sim de facto um jogo importante para as contas do título.
Relativamente aos onzes iniciais, os treinadores foram diferentes quanto a mudanças, em relação à jornada anterior do campeonato, no início da semana. Começando pela equipa da casa e após a derrota fora com o Tondela, Marcel Keizer fez alinhar de início Jefferson (rendeu o castigado Acuña) e apostou no regresso de Bas Dost à frente de ataque, que tinha falhado essa partida por lesão. Do lado visitante, havia a expetativa sobre a possível inclusão do retornado Pepe no onze titular – que começou no banco -, mas Sérgio Conceição apostou na mesma fórmula que venceu o Nacional no Dragão.
O Clássico começou quente dentro e fora do campo. Lá fora, um bombeiro foi chamado a intervir depois de um pequeno incêndio provocado por uma tocha de uma das claques do Sporting. Lá dentro, ambas as equipas entraram a pressionar muito alto e em grande ritmo, deixando antever um grande jogo.
Mas na verdade foi sol de pouca dura. Na primeira meia-hora assistiu-se a um jogo demasiado preso taticamente, com ambas as equipas a arriscarem pouco no último terço do terreno. O FC Porto foi quem assumiu mais essa despesa ofensiva. O Sporting só não o fez por parecer não ter armas para tal. O Porto pressionava muito cedo no terreno e os “leões” acabaram por se ir resguardando e esperar apenas pelo erro do adversário.
Com isto, quando o cronómetro bateu no minuto 45, a casa cheia de Alvalade tinha visto… um remate à baliza. Durante a primeira meia-hora apenas se vislumbraram quatro momentos de algum perigo, mas os remates de Corona (4′), Mathieu (11′), Nani (32′) e de Dost (35′) ou foram cortados por um defesa ou foram parar as bancadas.
Antes do intervalo houve mexida no FC Porto, com Sérgio Conceição a retirar Maxi Pereira, por lesão, e a entrar Óliver Torres, recuando Jesús Corona para a posição de lateral direito. A alteração aconteceu num momento de virada: o conservadorismo do FC Porto em campo teve o condão de ir adormecendo a própria equipa e o Sporting foi subindo mais, fazendo o primeiro remate à baliza por Bas Dost, mas inofensivo, à figura de Casillas.
Intervalo com nulo no marcador e com uma partida demasiado tática. Bem disputada e muito intensa, só faltou mesmo alguma abertura das duas equipas para chegarem mais vezes a zonas de perigo. A coesão das duas defesas ajudou nesse sentido, faltando alguém criativo que as quebrasse.


Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
O encontro recomeçou com uma contrariedade para Keizer: Bruno Gaspar saiu tocado, e foi rendido por Stefan Ristovski. O início do segundo tempo até foi entretido, mais do que a maioria da primeira parte, e o FC Porto dispôs de duas boas oportunidades para se adiantar: Marega, o protagonista por duas vezes, quase fez o gosto ao pé: ao minuto 55, viu Renan negar-lhe o golo, com uma espetacular defesa; quatro minutos depois, o remate do maliano saiu por cima, após cruzamento do lado esquerdo, em que Ristovski falhou a intercepção da bola. A resposta leonina foi dada por Bruno Fernandes, que, com recurso à “lei bomba”, atirou tenso fora de área, o que obrigou Casillas a aplicar-se.
As oportunidades iam surgindo em ambos os lados, o que fazia antever que qualquer equipa poderia desfazer o nulo no marcador, que teimava em persistir. Casillas voltaria a ser posto à prova, à passagem do minuto 76, outra vez de longe mas agora por Gudelj, mas voltou a responder bem e com uma “defesa para a fotografia”. O remate defendido resultou em canto à favor dos visitados, no qual Bas Dost podia ter marcado, contudo o seu cabeceamento não teve o destino desejado dos adeptos leoninos.
Nos últimos minutos de jogo, os jogadores mostraram ainda intenção de querer arriscar em busca dos três pontos, mas faltou arte e engenho para o golo da vitória. Foi um filme de “Ataque contra Ataque” que se assistiu até ao apito final do árbitro. O FC Porto mantém-se como líder e o Sporting CP no quarto lugar. O principal beneficiado deste resultado acaba por ser o SL Benfica, que reduz a distância para o topo da classificação.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Sporting CP: Renan Ribeiro; Jefferson; Jérémy Mathieu; Sebastián Coates; Bruno Gaspar (Stefan Ristovski 46′); Nemanja Gudelj; Bruno Fernandes; Wendel (Petrovic 9′); Nani (C); Diaby (Raphinha 81′); Bas Dost
FC Porto: Iker Casillas; Maxi Pereira (Óliver Torres 41′); Éder Militão; Felipe; Alex Telles; Danilo Pereira (Hernâni 82′); Hector Herrera; Yacine Brahimi; Jesús Corona; Moussa Marega; Tiquinho Soares (Fernando Andrade 74′)
Olivier Giroud: o craque que adoramos odiar
Numa altura em que o Chelsea Football Club parece interessado em tirar Álvaro Morata do seu plantel e trazer Gonzalo Higuaín para Stamford Bridge, esta é a melhor ocasião para falar de… Olivier Giroud. O outro avançado dos blues. Aquele que é constantemente rebaixado e criticado.
Vamos começar pelo mais importante: esqueça o número da camisola. Olivier Giroud não é um número “9”. Esqueça também as comparações. Giroud não é um avançado fora do normal. Não, não está ao nível de Cristiano Ronaldo ou Robert Lewandoski. Mas será que tem de estar, para ser considerado de classe mundial? Não.
Alguém que percebeu isto foi Didier Deschamps, no Mundial de 2018. Por isso mesmo é que Giroud acabou o torneio com… zero golos. “Ele pode não ter um estilo [de jogo] espampanante, mas a equipa precisa dele mesmo que não marque golos”, disse Deschamps em declarações à Reuters. Nesta frase, o selecionador francês resumiu aquilo que Olivier representa para a sua equipa.


Giroud não é um jogador espetacular, mas é um jogador crucial. Tomemos precisamente o exemplo do Mundial. Se Antoine Griezmann e Kylian Mbappé marcaram quatro golos cada na competição, bem podem devê-lo, em parte, ao trabalho do seu colega na frente de ataque. Existe uma razão pela qual Giroud teve mais minutos que Ousmane Dembelé ou até que o próprio Mbappé. O avançado do Chelsea é crucial na criação de espaços para os seus colegas de equipa. Deschamps sabia que já tinha grandes finalizadores no seu plantel. Jogadores que podiam alterar o rumo de um jogo com o seu talento puro. Mas precisava de um homem que trabalhasse nas sombras para que estes pudessem brilhar.
Foi esse o mérito de Deschamps: percebeu que Giroud não é um número “9”, nem um jogador que se dá a momentos de beleza futebolística. Então, não o obrigou a ser algo que não é, nem a fazer algo de que não precisa. Utilizou-o na posição de segundo avançado, onde Giroud deve estar. Colocou um jogador menos veloz e tecnicista, mas forte, possante e capaz de atrair os defesas com a sua capacidade de reter o esférico e esperar que os colegas de equipa se desmarquem.
Quem aprendeu com Deschamps foi o novo treinador do Chelsea, Maurizio Sarri. Com ele, Giroud passou novamente para a posição de segundo avançado. Os bleus têm Griezmann e Mbappé; os blues têm Eden Hazard, que tem tido uma das suas melhores épocas nos últimos anos. Desde o Mundial, o belga tem demonstrado um brilhantismo que parecia ausente desde 2015. Sarri percebeu que tinha de potencializar o seu número “10”, então atribuiu a Giroud os encargos defensivos que dera a Hazard. No processo ofensivo, deixou de ser Hazard a cruzar para Giroud, mas sim Giroud a servir Hazard ou, no mínimo, a criar o espaço para o belga se mover livremente, como fazia com Griezmann.
Daniel Storey, redator da Football365, escreve: “[Giroud] é uma entidade quase única no nível de topo: o avançado bem sucedido sem golos”. Porque, e nunca é de mais realçar, Giroud é um avançado, mas não é um “9”.


Embora esteja a ter uma das suas piores épocas a nível estatístico nos últimos anos, a verdade é que o francês tem hoje uma importância que nunca teve anteriormente, tanto no seu clube, como na sua seleção.
É fácil não gostar dele, porque não é um jogador entusiasmante, não vai mudar o jogo com um rasgo de génio (embora já conte com vários golaços na sua carreira, incluindo o prémio Puskas de 2017), nem vai marcar mais de 30 golos por época. Mas são precisamente estas características que fazem dele indispensável para as equipas em que joga.
Fonte: Premier League
2019. Novos carros, novas categorias, pilotos antigos.
Em termos de regras, a mais sonante é a introdução, pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, da ronda de qualificação e de um shakedown. Esta mudança encontra-se presente no Art. 16 – PARTIDA – ORDEM DE PARTIDA – SHAKEDOWN – QUALIFYNG – SEPARAÇÃO ENTRE EQUIPAS – Prescrições Especificas de Ralis 2019.
Resumidamente, a FPAK diz que todos os clubes que organizem provas do Campeonato de Portugal de Ralis devem ter um shakedown, onde só podem entrar equipas inscritas no CPR. A ronda de qualificação serve para os pilotos prioritários e os dez primeiros classificados do CPR determinaram a sua ordem de partida. A ordem de partida é determinada da seguinte forma: o mais rápido na qualificação escolhe a sua posição de partida, depois, o segundo, o terceiro e assim sucessivamente até ao décimo. Seguidamente, partirão os concorrentes definidos pelo critério do organizador.
Outro acrescento ao regulamento são os erros nas Super-Especiais, que deram tanto que falar em 2018. De acordo com o artigo 20.1.8, as voltas a mais a rotundas ou placas não serão penalizadas, e ao designado erro de percurso a penalização consta no seguinte: é atribuído o pior tempo em condições normais, por viaturas do mesmo grupo na PEC, com um acréscimo de um minuto.
Estas são as modificações mais sonantes em termos de regulamento, mas, em caso de dúvida ou mesmo e quiser saber mais, deve aceder ao link apresentado acima, que corresponde ao regulamento de 2018, com as alterações marcadas a vermelho.
Quanto ao grande fosso entre os veículos de duas rodas motrizes e os veículos da categoria R5, a FPAK também tomou medidas (finalmente). Não eram as que eu esperava, mas foram uma solução. Resta saber quem entrará. Assim, surge o Campeonato de Portugal de Ralis R4 – KIT. Assente na aposta da FIA nos Kits R4, este pretende situar-se naquele fosso entre as duas rodas motrizes e os R5. Para quem não sabe, o Kit R4 foi anunciado pela FIA em 2015 e permite a montagem de equipamento específico em vários carros de produção de série. Não só uma maior diversidade nos carros a utilizar, como também um preço mais baixo a pagar. O Kit custa 108.000€ + impostos. A Oreca, que é quem os fornece, antevê um custo de utilização em metade de um R5. Avizinham-se muitos interessados, sendo que um deles é Luís Pimentel, piloto açoriano que pretende trazer dois R4 para os Açores para competir no Campeonato dos Açores de Ralis.


Fonte: Oreca
Em termos de pilotos, o campeão nacional, Armindo Araújo, volta com a Hyundai Portugal Motorsport. Se no ano passado a novidade foi o piloto de Santo Tirso, este ano a novidade é Bruno Magalhães, que, após um vice-campeonato e um terceiro lugar no FIA ERC, volta ao CPR, onde foi campeão em 2007, 2008 e 2009. Bruno vai ter a navegação de Hugo Magalhães, que esteve com ele no FIA ERC. Assim, Hugo deixa de estar no Skoda Fabia R5 da VODAFONE BP Ultimate Team, onde correu com Miguel Barbosa no CPR. Este ainda não anunciou um navegador para 2019.


Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting
Agora, em termos de máquinas, o CPR 2019 vai contar com muitos bons carros. Na categoria R5, o último a sair foi o Volkswagen Polo GTI R5, que contará com presença em Portugal através do piloto Pedro Meireles, que assim troca o Skoda Fabia R5. Existem ainda planos para mais um carro da marca alemã, mas ainda não se sabe quem o pilotará.


Fonte: Pedro Meireles Rally
Cada vez mais o desporto motorizado em Portugal está a crescer e a modalidade dos ralis passa por uma fase muito atrativa. Que continue assim!
Texto revisto por: Mariana Coelho
Foto de Capa: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting
TOP 3: Golos do Sporting CP frente ao FC Porto
Com o jogo prestes a acontecer, e sendo eu um aluno do curso de História, fui ao baú mais recente de partidas frente ambos os clubes e retirei três golos que considero espetaculares. Curiosamente, todos os golos ocorreram no Estádio do Dragão. Deste modo, apresento de seguida o trio de golaços sportinguistas frente ao adversário de Sábado.
Para além destes, de mencionar ainda golos como o de Rodrigo Tello, naquele livre espetacular em arco que bateu Helton na época 2006/2007, ou ainda do golo do ano passado de Coates, que pode não ter tido grande espetacularidade, mas demonstrou uma enorme vontade não só do defesa como de todo o plantel, com um remate de raiva que colocou a bola no fundo das redes.
Após este honroso destaque, aqui fica o Top 3:
5 Clássicos que os Dragões levaram a melhor sobre os Leões
Estamos já em contagem decrescente para aquele que é o jogo-cartaz da jornada de fecho da primeira volta do campeonato, em que se vão enfrentar dois históricos do futebol português, Sporting CP e FC Porto. Este será o 231º encontro entre as duas equipas e os dragões levam vantagem mínima, 83 vitórias contra 82 dos leões. De relembrar que a última vitória dos portistas em Alvalade foi há dez anos, por 2-1, num célebre golo de livre batido por Bruno Alves.
Será que o FC Porto conseguirá quebrar o enguiço e disparar rumo ao título de campeão nacional com uma vitória em Lisboa? “Prognósticos, só no fim do jogo”, portanto, em vez de “bitaites”, é hora de regressar ao passado e recordar alguns momentos de alegria em clássicos contra o Sporting CP.
Poderá o Sporting CP ser o travão do FC Porto?
Faltam menos de 24 horas para a batalha entre Leões e Dragões ser travada, na jornada 17 da 85ª edição da Liga Portuguesa. O FC Porto tem nas mãos, este sábado, a possibilidade de se distanciar ainda mais na liderança em relação aos seus adversários diretos: Sporting CP, SC Braga e SL Benfica.
O objetivo dos azuis e brancos é alcançar a 19ª vitória seguida, aumentando assim o recorde de maior de série de vitórias seguidas já estabelecido, mas também distanciar-se em 11 pontos de diferença do Sporting CP (em caso de vitória). Quanto ao Sporting CP, com toda a certeza que vão querer redimir-se em frente aos seus adeptos depois da derrota por 2-1 na deslocação ao CD Tondela.
Num breve resumo histórico de confrontos entre as duas equipas, o FC Porto é quem leva a melhor, mas por muito pouco. Em 230 partidas jogadas, em casa, fora e campo neutro, a equipa da cidade Invicta conseguiu 85 vitórias, enquanto que o Sporting CP conta com 83.
Quanto a empates, as duas equipas levaram um ponto para casa 62 vezes. Não será, de todo, um jogo fácil para ambas as equipas. Quanto à estatística dos treinadores de ambas as equipas, Sérgio Conceição soma duas derrotas nesta temporada: frente ao SL Benfica e Vitória de Guimarães SC. Marcel Keizer totaliza 11 jogos no comando dos Leões e já igualou o número de derrotas do FC Porto em toda a temporada, perdendo também para o Vitória SC e contra o CD Tondela, como já acima referi. No entanto, o conjunto de Alvalade já sofrera 4 derrotas a contar para a Liga Portuguesa, contra o Portimonense SC e SC Braga.


Fonte: FC Porto
O FC Porto chega a este jogo numa forma estrondosa. As 18 vitórias seguidas em todas as competições fazem deste FC Porto um dos melhores dos últimos anos e até José Mourinho já afirmou que se os azuis e brancos não perderem neste clássico, o título muito dificilmente lhes foge.
Yacine Brahimi tem vindo a fazer jogos acima da média, mesmo estando fisicamente desgastado. O argelino fez dois golos frente ao CD Nacional e conta já com 7 golos e 6 assistências em 25 jogos. Felipe, depois de estar castigado por acumulação de amarelos, está de volta aos convocados e muito provavelmente fará dupla com Militão. Pepe, o mais recente reforço do FC Porto, já foi inscrito e poderá “estrear-se” já este sábado.
Aboubakar, Bruno Costa e Otávio ficarão de fora no encontro de amanhã. O Sporting CP está numa onda de resultados instável e será um jogo que pode mudar o rumo dos leões até ao fim da época.
Apesar das duas derrotas sofridas na era “Keizer”, caso a equipa da casa vença amanhã, os jogadores leoninos vão receber uma dose de confiança extra para os jogos que se seguem e fazer uma série de bons resultados. Battaglia ficará de fora por lesão e Acuña está castigado devido à acumulação de amarelos, sendo que Jefferson ou Lumor poderão assumir o seu lugar. Luiz Phellype foi chamado por Keizer e poderá ser opção.
O Sporting CP não perde em Alvalade há 14 jogos frente ao FC Porto e a procura da 19ª vitória seguida será uma missão complicada para a equipa nortenha. A última vitória dos dragões foi em 2008, nas grandes penalidades a contar para a Taça de Portugal. Ambas as equipas têm sofrido golos nos últimos jogos, por isso espera-se uma boa partida de futebol com as emoções e nervos à flor da pele que um clássico sempre proporciona.
Onzes Prováveis:
Sporting CP: Renan Ribeiro, Jefferson, Mathieu, Coates, Bruno Gaspar, Gudelj, Wendel, Bruno Fernandes, Raphinha, Bas Dost e Nani.
FC Porto: Casillas, Maxi Pereira, Militão, Felipe, Alex Telles, Corona, Herrera, Danilo Pereira, Brahimi, Marega e Tiquinho Soares.
FIGURA SPORTING CP


Fonte: Sporting Clube de Portugal
Bas Dost – Falhou o último jogo frente ao CD Tondela para estar a 100% para o clássico. O ponta-de-lança holandês é letal em frente à baliza, no entanto, nunca marcou ao FC Porto.
FIGURA FC PORTO


Fonte: FC Porto
Yacine Brahimi – Dois golos na última partida e um conjunto de oportunidades criadas faz do argelino a possível “Figura” deste clássico. Tem sido o melhor elemento do FC Porto.
Foto de Capa: FC Porto
CD Santa Clara 0-2 SL Benfica: O Duelo entre o Açor e a Águia
Um dia muito esperado no Estádio de S. Miguel finalmente chegou. Depois de muitos adeptos terem pernoitado nas imediações do estádio para conseguir os últimos bilhetes para este grande espetáculo de futebol, finalmente chegava a hora de se recostarem nas bancadas e aproveitar o momento.
A equipa açoriana, o CD Santa Clara, vinha de alguns jogos difíceis em que os resultados não tinham sido os melhores. O SL Benfica, depois da saída de Rui Vitória, tem tentado mostrar que o seu objetivo da reconquista estava apenas adormecido.
Os minutos iniciais do encontro pautaram-se pelo equilíbrio, com o desafio a ser essencialmente disputado a meio campo. Aproveitando algumas falhas no meio campo da equipa da casa, o Benfica conseguiu superiorizar-se na maioria dos duelos nessa zona do terreno de jogo.
Ainda na 1.ª parte, as falhas a meio campo ficaram mais evidenciadas, quando Seferovic aproveitou a oportunidade, saltou e apontou para a baliza de Serginho, conseguindo inaugurar o marcador.
Aos 40 minutos, o Santa Clara viu-se reduzido a 10, depois de João Capela ter verificado no VAR e substituído o cartão amarelo, que havia dado anteriormente, por um vermelho a Fábio Cardoso. Essa expulsão fez com que o técnico João Henriques fizesse uma substituição forçada.


Fonte: Bola na Rede
Na segunda parte, o grande dominador foi o SL Benfica que logo nos primeiros minutos conseguiu marcar o segundo golo da partida. Através duma assistência de Pizzi, Jardel apontou e marcou, deixando a bancada visitante ao rubro. Poucos minutos depois, o Santa Clara tremeu quando a bola furou as redes, dando origem ao terceiro golo, no entanto, foi apenas um susto pois este foi anulado devido a estar em fora de jogo.
Até ao final do desafio, as Águias limitaram-se a gerir o jogo a seu bel-prazer, diminuindo, de resto, a intensidade do seu futebol, o que, de quando em vez, deu azo a algumas oportunidades para o Santa Clara alterar o resultado.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
CD Santa Clara: Serginho; Mamadú; Fábio Cardoso; César; Patrick Vieira; Pacheco (40+1’ Accioly); Anderson Carvalho; Bruno Lamas; Ukra (59’ Pineda); Zé Manuel; Alfredo Stephens (67’ Guilherme).
SL Benfica: Odysseas; André Almeida; Rúben Dias; Jardel; Grimaldo; Gabriel; Fejsa; Pizzi (90’ Gedson); Zivkovic; João Félix (84’ Castillo); Haris Seferović.
Brahim Díaz: ida para Madrid com cláusula anti-rival
Com apenas 19 anos e com pouco tempo na equipa principal do Manchester City FC, o jovem espanhol Brahim Díaz rumou esta janela de transferências a Madrid para representar o Real Madrid CF, de Santiago Solari, que passa por momentos difíceis no futebol espanhol. O jovem atacante que tinha sido utilizado algumas vezes, não muitas, pelo técnico dos citizens, deixa assim o Etihad e a cidade de Manchester para passar a vestir a camisola branca do Real Madrid.
A transferência que rondou 17 milhões de euros está a ser vista como um verdadeiro estratagema por parte do clube inglês, visto que o jogador foi para Espanha com uma cláusula anti-United. Ou seja, o Manchester City tem direito a 15% de uma futura transferência de Brahim Díaz, mas se for o rival, Manchester United FC, a contratar o jogador espanhol, o City detém 40% do valor da transferência. No entanto, e pelo que parece, esta vai ser a única contratação feita pelos espanhóis neste mercado de inverno, digamos assim. O recém-chegado regressou a casa, depois de ter saído do Málaga CF com apenas 14 anos, e já se estreou pelos blancos frente ao Leganés, numa partida onde entrou para jogar os últimos 12 minutos.


O jogador espanhol de 19 anos ainda disputou 25 jogos pela equipa principal do Manchester City, tendo-se estreado em 2016, numa partida a contar para a Taça da Liga Inglesa. Desde aí, vinha a ser convocado esporadicamente, não sendo muito utilizado por Pep Guardiola. Também a concorrência de Sterling, Leroy Sané, Mahrez, Bernardo Silva, entre outros, a lutarem por lugares no ataque do Manchester City, fez o espanhol ver esta transferência com bons olhos, uma vez que o Real Madrid passa por um momento difícil em Espanha. Finalmente, o facto de Santiago Solari apostar muito na formação e na inclusão de jovens talentosos no plantel principal foi um fator decisivo para a ida de Brahim Díaz para o clube merengue.
Desde a saída de Cristiano Ronaldo para a Juventus FC que o Real não tem sido o mesmo e muitos jovens têm sido utilizados no onze titular juntamente com os experientes Bale, Benzema, Sergio Ramos e Marcelo. Contudo, os resultados não têm sido os esperados e, numa altura em que o clube se encontra no quinto lugar do campeonato, a vinda deste novo jogador pode ser parte da solução para o problema e para ultrapassar este mau momento. Podemos esperar boas exibições de Brahim Díaz? Poder, podemos, porque tem qualidade suficiente para jogar ao mais alto nível na Europa. No entanto, a falta de experiência e de ritmo serão obstáculos para o desempenho do jovem espanhol.
A pergunta que fica no ar é: Será Brahim Díaz parte da solução para o Real Madrid, ou ficou o Manchester City a ganhar com a ida do jovem para Espanha com a tal clausula anti-United?
Foto de capa: Real Madrid CF






