Início Site Página 11644

Os 5 jogadores que podem deixar o Dragão

0

Está aberto novamente o mercado de transferências e começa, sobretudo para treinadores e adeptos, mais uma fase de “dores de cabeça”. No FC Porto as novidades, no que a entradas diz respeito, chamam-se Pepe e Fernando mas são as saídas que mais dúvidas estão a deixar no ar. Desde jogadores titulares a outros menos utilizados, há nomes que apontam para a mudança.

Wang e a política de contratações

0

Depois de várias promessas de como o plantel do Sporting CP seria competente, equilibrado e competitivo, estando à altura para corresponder ao grande objetivo de ser campeão nacional, a verdade é que o plantel leonino apresenta lacunas desde o inicio da época e que tardam em ser resolvidas. De momento, os pupilos de Marcel Keizer estão em 2º lugar, já com uma distância pontual de 8 pontos para o líder FC Porto, sendo que já neste fim de semana o fosso poderá ser ainda maior, caso os atuais campeões nacionais triunfem em Alvalade, deixando assim o Sporting CP praticamente fora do título, aumentando para 11 pontos a diferença entre os dois clubes. A missão em Alvalade está complicada e a política de contratações para este defeso de Inverno – ainda que faltem cerca de 3 semanas até ao término do mercado – tem sido fraca e certamente desvanecem as poucas esperanças dos adeptos leoninos.

Nesta janela de inverno, os Leões fizeram regressar Francisco Geraldes e asseguraram também os serviços de Luiz Phellype, ex-Paços de Ferreira, que veio reforçar o ataque leonino. Se à primeira vista poderiam ser boas alternativas, a verdade é que até ao momento somam ambos zero minutos com a camisola verde e branca. Mais recentemente, Marcel Keizer afirmou que o avançado veio de um contexto de Segunda Liga e que não é num curto espaço de tempo que ganha as rotinas necessárias para ser opção. Esta afirmação, para mim não faz sentido nenhum. Luiz Phellype já passou pela Primeira Liga em anos anteriores, tem mais jogos na competição que muitos jogadores atualmente no plantel. A própria Segunda Liga é bastante competitiva e temos vários jogadores que deram cartas na segunda principal divisão em Portugal, como é o exemplo de Carlos Vinícius (Rio Ave) ou até mesmo Fernando Andrade (FC Porto).

A qualidade dos jogadores é o mais importante, se o jogador tem qualidade, terá de jogar. O Sporting não tem atualmente grandes rotinas que sejam necessárias várias semanas de aprendizagem de processos. O Sporting CP precisa urgentemente de reforços para o agora e não para mais tarde. O Sporting CP não pode hipotecar as hipóteses de ser campeão ano após ano, sempre com os mesmos erros de casting. Marcel Keizer chegou e encantou, mas frente ao Vitória SC e frente agora ao Tondela, revelou que as suas escolhas não foram as melhores quer no onze titular, quer na convocatória que fez.

Uma contratação inesperada e pouco comum no Sporting CP
Fonte: Wolverhampton FC

Outro facto que me deixa bastante reticente em relação à politica de mercado que a direcção de Frederico Varandas leva, é o facto de ter contratado também um médio chines, David Wang, por empréstimo do Wolverhampton. Não faz sentido valorizar um ativo de outro clube, por muito bom que seja, sobretudo se for para o integrar na equipa sub-23 e não para reforçar o plantel principal e como já referi anteriormente, colmatar as lacunas que existem actualmente. Não consigo ver vantagens nem consigo perceber os detalhes deste negocio. O que consigo ver é que Jorge Mendes tem um ligação ao Wolverhampton e poderá estar novamente bastante mais próximo do Sporting CP, o que não me agrada de todo. O Sporting CP precisa urgentemente de um lateral direito, um lateral esquerdo e um trinco de qualidade, para serem titulares. É gritante a diferença para os outros clubes que lutam pelos mesmos objetivos e é gritante ver as dificuldades defensivas jogo após jogo.

Neste momento vemos um clube em primeiro lugar, que apesar da vantagem pontual e da qualidade que tem no plantel, está a atacar muito melhor o mercado, cavando ainda mais o fosso que existe para quem o persegue na tabela classificativa. Resta perceber como será o mercado até final de Janeiro e se Frederico Varandas irá dar a volta por cima, demonstrando as capacidades necessárias para assumir o comando de um clube com as aspirações que o Sporting CP tem. Até à data, o presidente leonino, tem estado aquém das expectativas e não demonstra ter o mindset necessário no que toca o ataque ao mercado, demonstrando mais uma vez também que o scouting leonino tem vindo a perder força ao longo dos últimos anos.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Entram em cena os favoritos

0

Comecemos pelos resultados da ronda de wild-card:

  • Indianapolis Colts visitam Houston Texans (Vencedor: Colts);
  • LA Chargers visitam Baltimore Ravens (Vencedor: Chargers);
  • Seattle Seahawks visitam Dallas Cowboys (Vencedor: Cowboys);
  • Philadelphia Eagles visitam Chicago Bears (Vencedor: Eagles).

Algumas surpresas na ronda de wild-card com a derrota dos Bears (embora tenhamos previsto isso na semana passada) e a vitória dos Colts em Houston. Em ambos os casos os quarterbacks mais experientes acabaram por garantir a vitória da sua equipa, com Nick Foles a fazer lembrar a época anterior.

Analisemos os quatro jogos desta ronda divisional, que irá ser jogada durante o fim-de-semana.

AFC

Indianapolis Colts visitam Kansas City Chiefs

Os cabeças de série da AFC recebem Andrew Luck e os Colts. Os Colts têm sido muito mais que o seu quarterback e, na realidade, o outside linebacker Darius Leonard é um dos fortes candidatos a rookie do ano. Talvez este encontro se possa resolver na defesa e, nesse aspeto, a defesa dos Colts será teoricamente mais forte. Contudo, Patrick Mahomes é um dos candidatos a MVP da época regular e quererá continuar a demonstrar essa qualidade nos playoffs. Neste encontro talvez possa estar a surpresa da ronda.

Aposta: Indianapolis Colts

Será este o ano em que Philip Rivers consegue eliminar Tom Brady?
Fonte: Keith Allison

LA Chargers visitam New England Patriots

Philip Rivers está a ter uma época de elevado nível, ao passo que Brady está a ter uma das épocas menos conseguidas da sua longa carreira. Os Patriots têm a possibilidade de orientar a sua época para estarem no seu máximo nesta altura do ano. Qualquer equipa que vá a Foxboro nos playoffs terá de contar com os Patriots e com as condições atmosféricas. Os Chargers no papel parecem ter as melhores armas para derrotar os Patriots e provavelmente será isso que vai acontecer.

Aposta: LA Chargers

NFC

Dallas Cowboys visitam LA Rams

Tratar-se-á de um jogo onde as linhas ofensivas e os running backs (Ezekiel Elliot e Todd Gurley) serão os pontos chave. Os Rams são favoritos – todas as aquisições no início da época os colocam como favoritos ao título. Embora a Linha Ofensiva dos Cowboys seja melhor que a dos Rams, a verdade é que a Linha Defensiva dos Rams poderá representar dificuldades inultrapassáveis para a equipa de Dallas.

Aposta: LA Rams

Philadelphia Eagles visitam New Orleans Saints

Ao longo da época, fomos dizendo que os Saints tornar-se-iam favoritos ao superbowl se conseguissem ser cabeças de série na conferência. Neste momento, teremos Drew Brees a jogar todo o inverno dentro de portas e isso poderá ser determinante para impedir que Nick Foles volte a fazer história.

Aposta: New Orleans Saints

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: NFL

Olheiro BnR – Fredy

Alfredo Kulembe Ribeiro, mais conhecido por Fredy, nasceu a 27 de março de 1990 em Luanda, cidade capital da República de Angola. No entanto, o clima hostil que se vivia no país, motivado pela Guerra Civil e a pobreza extrema, levaram a que a sua família emigrasse para Portugal, quando Fredy tinha ainda somente alguns meses de vida.

Já em solo português, iniciou-se no desporto-rei ao serviço do GD Pescadores da Costa de Caparica e, aos 11 anos, foi recrutado pelo CF Os Belenenses. Aí, viria a consolidar-se como uma das principais promessas da sua geração, tendo, por conseguinte, acumulado múltiplas convocações para as camadas jovens da seleção portuguesa, um percurso que teve início em fevereiro de 2006, tinha o extremo 15 anos.

Posteriormente, o ano de 2009 foi marcado por uma série de acontecimentos importantes na carreira do jovem avançado. À sua estreia enquanto profissional nos Azuis, ocorrida a 3 de abril num encontro relativo à 23.ª jornada do principal escalão do futebol português, seguiu-se um início de época 2009/2010 auspicioso – titular nas primeiras seis partidas; um golo marcado – que acabaria por lhe abrir as portas para a seleção nacional de sub-21, formação pela qual se estreou, em outubro, frente à congénere da Macedónia.

No ano seguinte, e pese embora a temporada positiva realizada pelo extremo, marcada por uma utilização algo regular (24 jogos disputados na Primeira Liga), o cenário mudou por completo, com o Belenenses a ser despromovido à Segunda Liga, competição na qual Fredy se exibiria em bom plano um ano depois, ao apontar quatro golos em 22 partidas.

Dois títulos separados por dois anos e mais de 5000 quilómetros

A época de 2011/2012 começou de forma atribulada, com o futebolista a não constar nas opções da equipa principal até ao mês de novembro. Assim, a escassa utilização levou a que o jovem saísse, pela primeira vez, do clube que o formara no mercado de inverno, regressando a Angola.

Após regressar do empréstimo aos angolanos do Recreativo do Libolo, na condição de campeão do Girabola, Fredy veio a revelar-se um elemento preponderante na turma treinada por Mitchell van der Gaag que se sagraria vencedora da Segunda Liga com 21 pontos de avanço face ao segundo classificado, disputando um total de 33 jogos e marcando seis golos.

Evolução atrasada por alguma instabilidade

Fredy parece ter finalmente encontrado a sua maturidade futebolística, neste regresso ao clube que o viu crescer
Fonte: Belenenses Futebol SAD

Seguiu-se uma temporada e meia no patamar mais alto do desporto-rei em Portugal, mas o veloz avançado de origem angolana, então com 24 anos, ambicionava dar um salto qualitativo na sua carreira. Em janeiro de 2015, apesar de ter vários ofertas para permanecer na Europa (nomeadamente de clubes espanhóis, belgas e do leste europeu), Fredy optou por rumar, novamente, a Angola e à cidade do Calulo para representar o CRD Libolo, desta vez a título definitivo.

Sensivelmente ano e meio (julho de 2016) depois, voltou a conhecer um novo clube, depois de assinar pelo SBV Excelsior de Roterdão, emblema que disputava a Eredivisie (primeira divisão de futebol da Holanda). Aí, reencontrou Mitchell van der Gaag, técnico holandês que o havia orientado durante duas épocas em Portugal e voltou a encontrar alguma estabilidade, disputando 32 partidas nas quais marcou dois golos e fez quatro assistências.

O inevitável e bem-sucedido regresso a casa

Todavia, acabaria por regressar ao Belenenses na época passada. Após uma primeira temporada bastante razoável, a segunda tem sido, até ver, verdadeiramente espetacular. A atributos como a velocidade com a bola em sua posse, a técnica e a polivalência, o avançado de 28 anos juntou a capacidade de finalização. No que respeita a este último aspeto, o internacional A por Angola é o melhor marcador da formação orientada por Silas, com seis golos em 16 partidas realizadas no campeonato.

Além disso, foi titular em todos os jogos (com exceção do da oitava jornada) e já contribuiu com quatro assistências, exibindo-se sempre a bom nível e merecendo a distinção de Figura do Jogo por parte da Liga Portugal por duas ocasiões.

Resta-nos aguardar pelo que Fredy terá ainda para nos oferecer.

 

Foto de Capa: Liga Portugal

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Quem será o “campeão de Inverno” no futsal?

0

A taça da Liga de futsal ainda é relativamente recente (esta é apenas a sua quarta edição), mas já se está a tornar um hábito iniciarmos um novo ano com futsal de grande nível, proporcionado pelas oito melhores equipas na primeira volta do campeonato, isto é, após o término da 13ª jornada.

Já nesta quinta-feira tivemos os dois primeiros jogos da competição, relativos aos quartos-de-final. O grande equilíbrio nos jogos foi a nota dominante, com os dois encontros do dia a serem decididos na marca de grandes penalidades, de onde saíram os nomes do SC Braga e da AD Modicus Sandim como primeiros integrantes do top 4 desta competição, após eliminarem, respetivamente, AD Fundão e Leões de Porto Salvo.

O SC Braga é um dos clubes já apurados para as meias-finais, a par do Modicus
Fonte: Sporting Clube de Braga

Na sexta-feira entram em campo o Sporting CP, que defronta o Elétrico FC de Ponte de Sor, e o SL Benfica, tendo como oponente o FC Azeméis. Em termos de discussão final da prova, tudo indica que serão os velhos rivais da segunda circular, mas não podem subestimar os adversários, pois em várias ocasiões nestes últimos anos os grandes já tombaram perante as equipas ditas “pequenas”, não só nas taças, como também no play-off final do campeonato.

A “besta negra” do Benfica nesta prova já foi eliminada, pois o clube encarnado foi eliminado duas vezes nos quartos-de-final pela desportiva do Fundão. Esta final eight joga-se a sul do país, mais concretamente no Pavilhão Municipal de Sines, onde teremos oito equipas (agora apenas seis, com os resultados já conhecidos) a lutar com tudo por este troféu, que é o primeiro discutido no ano de 2019.

Será que Sporting e Benfica vão manter a sua hegemonia na conquista desta taça (nas três edições anteriores, duas foram ganhas pelos leões, sempre em finais contra o Fundão, e outra pelas águias, na temporada passada)? Ou será que iremos ver um dos outros conjuntos a brilhar e a levar o troféu consigo?

Estas duas perguntas apenas terão resposta após a conclusão da final, no domingo. Até lá, resta-nos desfrutar da qualidade de jogo das melhores equipas do país campeão da Europa nesta modalidade e verificar que também há muita qualidade nos jogadores e equipas técnicas dos clubes amadores, provando mais uma vez que a sua ascensão a profissionais já peca por tardia.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: FPF

Fàbregas | A partir dos 30 começa-se a dizer adeus

0

Fàbregas vai mesmo abandonar o futebol inglês. A caminho dos 32 anos, o espaço contratual concedido a qualquer futebolista em Inglaterra é imensamente reduzido. Apenas (salvo casos excecionais) se assinam contratos de um ano quando atingido o degrau dos 30.

O encarregado do planeamento do Chelsea FC, Sarri, segundo notícias, tentou demover o espanhol da saída. Porém, julgo que essa mesma impossibilidade contratual, aliada à preferência crónica por jovens jogadores, não ajudou. Italiano, Sarri não deve dar tanta importância à idade de um jogador: os índices físicos podem baixar, em média, um “pouquinho”, mas a experiência e consequente conhecimento do jogo são também importantíssimos.

Apesar das ligações ao FC Barcelona, em que é indesmentível que o seu sucesso passa muito pela aquisição de capacidades de jogar futebol incutidas na “La Masia”, foi na Premier League que conhecemos o verdadeiro Cesc Fàbregas.

Em Londres, mas não no Chelsea, sem dúvida, foi no Arsenal FC que se destacou e se apresentou ao mais alto nível, ainda bem novo, ao mundo do futebol.

Não tem sido o mesmo jogador desde a transferência para o Barcelona, no verão de 2011. Eu e muitos achamos que, apesar das características abonarem, e muito, a favor do sucesso do médio no clube “culé”, o jogador não encontrou o seu espaço e não conseguiu superar a “concorrência”. Era um meio-campo/começo do último terço do terreno muito bem ocupado e, realmente, Fàbregas não tirava o lugar a Iniesta, nem a Xavi. A Busquets, muito menos, pois não joga tão recuado. No máximo, encaixaria no plano de jogo catalão, caso a equipa deixasse o eterno 4-3-3 e apostasse num 4-4-2.

Foi no Arsenal que Fábregas se começou a evidenciar, ainda bem jovem
Fonte: Arsenal FC

Mas sou a favor de que, quando as coisas estão a roçar a perfeição, não se deve mudar grande coisa.

E incluir Fàbregas no esquema daria confusão. Levava sempre à retirada de um excelente jogador da equipa. Chegou ao Chelsea, rival de uma equipa que capitaneou, mas em Inglaterra é um pouco como em Itália – jogar noutro grande não dá muito frenesim.

Mesmo assim, o facto de ter sido capitão e um jogador deveras importante deu eco a certas reações, como queimar camisolas do Arsenal com o nome e número do espanhol…

É no Chelsea que se despede, irremediavelmente, da elite do futebol mundial. A partir desta janela de transferências, e apesar de estar longe do verdadeiro Cesc Fàbregas há algum tempo, deixa um legado interessante em Inglaterra. Foi lá que passou grande parte da carreira, fazendo coisas bonitas durante esse período. Coisas de que terá, certamente, saudades. Como tal, no último jogo disputado saiu em lágrimas.

LÊ MAIS: Força da Tática: Pochettino x Sarri, um jogo de pressão

Vai jogar em França, segundo os média indicam, no AS Mónaco. Pelo que consigo entender, vai dar alma a uma equipa abatida, que tem um grande a comandá-la, e poderá mesmo ser o dínamo de um clube atualmente sem espírito.

 

Foto de Capa: Premier League

 

E quando aquele golo não for suficiente?

Honestamente, não sou uma pessoa que acompanha religiosamente qualquer programa desportivo de fim de semana (embora já o tenha feito no passado). Contudo, no último domingo a história foi diferente: enquanto fazia um autêntico zapping, deparei-me com um canal generalista a discutir o facto de o FC Porto, ultimamente, vencer os seus jogos por margens mínimas. E, confesso, foi algo que me despertou, instantaneamente, um certo interesse. Não que fosse uma novidade para mim as recentes vitórias magras do FC Porto; novidade foram os possíveis cenários e teorias que foram traçados pelos intervenientes em relação a este tópico. Destacarei dois deles.

Primeiramente e, inequivocamente, o mais óbvio prendia-se com o motivo para estes resultados: o cansaço. O desgaste acumulado pelos jogadores que jogo após jogo “sofrem” com os efeitos colaterais da pouca rotatividade de Sérgio Conceição no onze inicial estaria por trás desta onda de triunfos pobres dos dragões. Quer seja pelo plantel curto, quer seja pelo excesso de jogos, facto é que os onze que entram em campo exalam um cansaço quase que depressivo. Certo é que com cansaço ou sem cansaço as vitórias “insistem” em cair para o nosso lado (e já lá vão 18); contudo, não criem ilusões: o FC Porto não é imbatível e não pratica um futebol do outro mundo. E essas duas noções básicas que todos nós deveríamos ter em mente levam-me para o tópico seguinte: como responderá o FC Porto a uma quebra? E não existe um “se” nesta pergunta pelo simples motivo de ela não depender de uma condição, isto é, fatalmente acontecerá, resta saber quando.

O FC Porto conseguiu alcançar a marca de 18 vitórias consecutivas, apesar de algumas exibições sem “brilho”
Fonte: FC Porto

E para além de “quando?”, há que ter em consideração o “como?”: como reagiremos a esta situação? Da mesma forma que respondemos à derrota na Luz? Sinceramente, não aposto nessa teoria. Aposto, por outro lado, num cenário um pouco menos interessante. Numa equipa, por muito que as pernas dos jogadores não respondam a 100%, a vitória acaba por aparecer muitas vezes pelo fator mental/emocional, ou seja, o sentimento criado por uma sequência de vitórias tão significativa como a que o FC Porto atravessa neste momento faz com que, apesar do cansaço patente nos seus corpos, a certeza de que o golo surgirá mantenha-se bem viva nos subconscientes dos atletas.

Onde quero chegar? Quando o primeiro empate ou derrota surgir, até que ponto é que a frescura mental manter-se-á intacta? É aí que eu quero chegar. Sem frescura física, sem frescura mental, sem vitória. É possível reduzir ou até anular os efeitos de tudo isto que referi? Anular acredito que não, mas reduzi-los é possível. Um treinador inteligente e de pulso firme, não só já antecipou tudo isto que referi, como também certamente saberá lidar com este cenário.

Foto de capa: FC Porto

Apostas na Rede | Um Clássico quase centenário entre velhos rivais

A rivalidade entre o Sporting Clube de Portugal e o Futebol Clube do Porto vai muito para além dos relvados de futebol e já foi até retratada num filme clássico do cinema português.

Um Sporting CP x FC Porto é um dos três maiores jogos do futebol nacional e encanta os adeptos dos dois clubes há quase 100 anos. O primeiro jogo entre as duas equipas remonta a 1922, na final da primeira edição do Campeonato de Portugal.

Na primeira mão, no Campo da Constituição, o Porto conseguiu reagir ao golo inaugural leonino e venceu por 2-1, com um bis de Tavares Bastos. Na segunda mão, foi a vez do Sporting vencer por 2-0 e obrigar a um terceiro jogo.

Na finalíssima, disputada no Bessa, o Porto voltou a vencer, com recurso ao prolongamento e sagrou-se campeão nacional de futebol. Começou assim uma história que tornará o jogo do próximo sábado no 231.º disputado entre entre as duas equipas.

Este será o primeiro jogo frente a um dos rivais de Marcel Keizer e, desde a chegada do treinador holandês ao comando técnico dos leões, o Sporting conta com nove vitórias e duas derrotas, em Guimarães (1-0) e no jogo da última jornada em Tondela (2-1).

Apesar do irregular registo de resultados, a turma de Alvalade marcou 37 nos 11 jogos disputados, conseguindo acumular algumas goleadas nos desafios recentes.

Do lado dos dragões, Sérgio Conceição conseguiu bater o recorde de vitórias consecutivas dos azuis e brancos (18) e, apesar de ter começado alguns jogos a sofrer, a equipa azul e branca acabou por mostrar a raça que lhes é conhecida. O FC Porto é também a segunda equipa com mais golos marcados (34), apenas atrás do Benfica (35) e com mais um do que o seu adversário.

Assim, o clássico no José de Alvalade tem tudo para ser um confronto aberto e de futebol de ataque, existindo uma grande possibilidade de ambas as equipas marcarem inclusivamente mais de um golo.

Bruno Fernandes é uma das melhores armas de Marcel Keizer
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

LÊ MAIS: 5 nomes para onde pode apontar a Luz

Golos que decidiram clássicos

Curiosamente, escolhemos dois golos de bola parada e apontados por dois centrais históricos dos seus respectivos clubes.

Os leões saíram vitoriosos em 57 dos 108 jogos disputados no seu estádio. Dos vários golos que já foram marcados pelo clube de Alvalade, poucos terão tido o impacto e a beleza do golo de André Cruz. Um golo que acabou por ser decisivo na conquista do título que fugia, então, há 18 anos e que ainda perdura na mente dos adeptos do Sporting.

Para o FC Porto, o golo de Bruno Alves em outubro de 2008 poderá ser um dos melhores do século XXI no terreno dos rivais. O livre directo do central portista decidiu o clássico e abriu as portas do tetracampeonato a Jesualdo Ferreira.

Outros jogos da jornada

Nos restantes jogos do campeonato, o segundo classificado do campeonato, o SC Braga, visita Portimão. A equipa de Folha tem Nakajima ao serviço da selecção e Jackson a contas com uma lesão e deverá ter dificuldades para conseguir pontuar.

O SL Benfica, terceiro do pódio geral, visita os Açores onde mora uma equipa órfã de Fernando Andrade.

A referência do ataque açoriano rumou ao Dragão e o CD Santa Clara poderá sofrer as consequências. Do lado encarnado, Bruno Lage poderá ter o seu último jogo à frente da equipa A e quer despedir-se com uma vitória.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O CD Feirense visita o CD Aves e, após a boa recuperação frente ao Santa Clara, poderá enfrentar este jogo frente a um rival directo como um bom ponto de partida para fugir aos lugares de despromoção.

Outra equipa que conseguiu pontuar na passada jornada foi o CS Marítimo. A equipa de Petit encerrou um ciclo terrível sem vencer e respira agora fora da zona de descida. No jogo do Bessa, frente ao Boavista FC, o treinador dos madeirenses volta a uma casa que bem conhece e quererá roubar pontos.

Curiosamente, Marítimo e Boavista têm dos piores ataques da prova. Os insulares partilham mesmo com Feirense e GD Chaves o lugar de pior ataque da prova, com 10 golos; já a equipa axadrezada de Jorge Simão tem mais dois golos do que o trio mencionado. Assim, o jogo do Bessa deverá ter poucos golos.

Na Madeira, o CD Nacional de Costinha recebe o Belenenses SAD. Depois da derrota no Dragão e com Rochez em destaque na frente, o Nacional quer voltar às vitórias mas encontra na equipa do Restelo um rival à altura. Os alvinegros partem como favoritos mas apenas no papel, porque a formação de Silas perdeu apenas três dos últimos oito jogos, com derrotas frente a Sporting e duas vezes frente ao FC Porto.

O Chaves, mais uma das equipas aflitas da prova, recebe a surpresa CD Tondela. Os auriverdes venceram os últimos cinco jogos (um nas grandes penalidades, frente ao Leixões SC) e partem numa vantagem teórica.

No último jogo da jornada, um duelo de equipas a atravessar um mau momento. O Rio Ave FC, agora treinado por Daniel Ramos, recebe um Vitória FC que passa por uma má situação desportiva (e talvez não só). Ambas as formações não vencem há algum tempo, os vilacondenses têm como última vitória o jogo da Taça frente ao Silves FC, a 25 de novembro. Já os sadinos não vencem desde o primeiro dia de dezembro, quando bateram pela margem mínima o Marítimo. Será um jogo onde ambas as equipas querem pontuar e onde os problemas internos da equipa de Setúbal poderão influenciar o desfecho final.

Foto de Capa: Sporting CP

Onde encaixar Ferreyra no novo sistema tático?

0

“[Os jogadores] têm que fazer pela vida (…) Têm que treinar bem (…) As oportunidades conquistam-se no treino, no trabalho, diariamente”

Estas citações foram retiradas da conferência de imprensa de Bruno Lage após a vitória por 4-2 frente ao Rio Ave FC, como resposta à pergunta do jornalista Jorge Ferreira Fernandes, do zerozero.pt, sobre o eventual subaproveitamento de Ferreyra.

A chegada de Bruno Lage ao comando técnico do SL Benfica parece ter trazido o 4x4x2 de volta ao esquema tático. Apesar desta afirmação se basear apenas no jogo com o Rio Ave, outra das novidades dessa partida foi a utilização de Ferreyra nos últimos 18 minutos. Pela primeira vez em dois meses e meio, desde que alinhou na Taça de Portugal frente ao Sertanense FC, o argentino teve direito a minutos de jogo.

Se tivermos em conta o plantel das águias, Ferreyra é um dos vários casos preocupantes. Não tem tido uma utilização regular (em 32 partidas, jogou apenas 8) e muitas vezes é deixado de fora, o que contrasta com a sua passagem pelo FK Shakhtar Donetsk na época passada.

Existem várias explicações possíveis para este cenário e Bruno Lage fez referência a todas elas: não treinar bem, não se mostrar e não conquistar oportunidades de ir mais além. Não estou, com isto, a dizer que Ferreyra não treinou bem, não se mostrou e não conquistou as oportunidades devidas, até porque não tenho acesso ao que se passa nos treinos. Mas tenho acesso ao contributo do argentino em campo, que tem sido muito insuficiente!

Será Bruno Lage capaz de dar a oportunidade que Ferreyra tanto precisa?
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

É inacreditável pensar como se chegou a este ponto! Mais uma vez, volta o debate em torno das melhores opções na frente de ataque e, neste momento, são apenas três: Jonas e Seferovic, num bom momento de forma, e Ferreyra, que vai lutando pela continuidade na Luz. Quanto a Castillo, é praticamente certo que vai abandonar o clube para ingressar no América.

Sabe-se que o argentino tem clubes interessados e a possibilidade de venda ou empréstimo não deve ser colocada de parte. A questão aqui passa por descobrir qual das situações é melhor para o seu futuro: aceitar-se que não foi a melhor opção de mercado e procurar outro clube ou simplesmente continuar à procura da sua oportunidade no Benfica, podendo ou não correr o risco de ficar muito tempo sem jogar. Neste caso, cabe a Bruno Lage a decisão de dar um novo sentido ao seu percurso, evitando que fique muito tempo sem competição.

Pelas frases proferidas na conferência de imprensa, a que se junta a utilização no jogo com o Rio Ave, ainda que por 18 minutos, acredito que existe uma hipótese de Ferreyra poder ganhar um novo rumo no Benfica. Se o 4x4x2 estiver de volta, Jonas e Seferovic deverão ser os titulares e Ferreyra poderá servir como suplente sempre à disposição, caso algum dos habituais titulares esteja de fora. Esta opção não garante totalmente que Ferreyra seja sempre utilizado, mas o que se pretende é que vá tendo tempo de utilização regular. Com Jonas lesionado, Ferreyra pode espreitar um lugar frente ao CD Santa Clara na próxima sexta, não como titular, mas como um potencial suplente a ser lançado.

Acima de tudo, pretende-se que tenha ritmo competitivo, isto se não for já vendido. Acredito que esta pode ser a solução se continuar no Benfica. Se a saída for a melhor opção, desejo-lhe todo o sucesso, mas se não acontecer, gostava que pudesse ter uma palavra a dizer neste plantel e que conquistasse o seu próprio lugar, como uma opção a ter em conta. É o mínimo que se pode pedir!

Foto de Capa: SL Benfica

Portimonense SC: uma equipa esquizofrénica

O Portimonense SC é, indiscutivelmente, uma equipa que tem dado nas vistas durante esta época. Tem sido uma equipa exemplar no que toca a confrontos diretos com os grandes do futebol português e não é por acaso que se encontra em oitavo lugar na tabela classificativa.

Ao início da época, as coisas nem estavam a correr muito bem para os lados de Portimão, mas parece que a nuvem negra de que falei na altura desvaneceu um pouco. O bom futebol que é praticado pela equipa de António Folha é notório, bem como a qualidade dos jogadores que o Portimonense tem no seu plantel, dos quais Nakajima leva claro destaque. Mas nem tudo tem sido um mar de rosas como vamos poder analisar mais à frente neste artigo.

A equipa algarvia tem mostrado máxima competência em jogos muito difíceis como os duelos com o Sporting CP e SL Benfica, por exemplo, mas a verdade é que também tem vacilado em jogos teoricamente mais fáceis. Principalmente para uma equipa que tem jogado olhos nos olhos com adversários como os de que falei há pouco.

Depois de derrotar os “encarnados” por 2-0, o Portimonense perdeu com o Marítimo por 2-1, uma equipa que já não ganhava um jogo, vejam bem, desde 2 de setembro de 2018! Mas claro que este desaire não tinha tanto impacto se não víssemos que, também depois de derrotar o Sporting por 4-2, o Portimonense viu-se derrotado pelo Cova da Piedade por 2-1, num jogo a contar para a Taça de Portugal.

Se quisermos ir ainda mais longe, ainda na pré-época, podemos recordar também que o Portimonense conseguiu ganhar ao FC Porto por 2-1 e acabou por perder, mais uma vez, o jogo a seguir frente ao Lille. Ainda que seja o Lille, e ainda que se trate de um adversário totalmente diferente do Marítimo ou do Cova da Piedade, não deixa de ser interessante analisar esta estatística e esta atitude algo esquizofrénica por parte da equipa de Portimão, que tem sido capaz do pior e do melhor no espaço temporal de apenas uma semana.

Se contarmos com a pré-época, o Portimonense já venceu os três grandes. No entanto, perderam sempre o jogo seguinte
Fonte: Portimonense SC

Cada jogo é um jogo, é verdade, e também sei que jogos com os três grandes devem ter uma motivação extra para alguns jogadores, mas será que a abordagem a confrontos contra equipas mais modestas é feita com uma maior displicência por parte da equipa? E será que é por isso que se seguem as derrotas após jogos irrepreensíveis frente aos três grandes? Dá-me ideia que sim. Bem sei que o nível de exigência física para se jogar com uma equipa que tem um orçamento de milhões pode condicionar a condição física desses mesmos jogadores na semana seguinte. E agora pergunta: será, então, isto sustentável? Fica a questão.

Esta última derrota frente ao Marítimo pautou-se pela particularidade de o Portimonense ter tido três ausências de peso. Nakajima, de que falei há pouco, não pode jogar nos Barreiros e, como era de esperar, os algarvios sentiram, e muito, a falta do extremo japonês que é exímio a desequilibrar na frente de ataque. Jackson Martinez e Bruno Tabata também não fizeram parte das contas de António Folha e, sem dúvida, que isso dificultou muito a vida ao técnico português.

Só não digo que os poucos dias de descanso entre o jogo de quarta e de sábado possam ter influenciado o resultado, pois o Marítimo também teve uma deslocação difícil a Braga no mesmo curto espaço de tempo. Sendo assim, não há propriamente nenhum clube beneficiado quanto a isto.

O Portimonense vive um momento delicado quanto à gestão do plantel e os próximos encontros, frente ao SC Braga e ao Boavista FC, não vão ser nada fáceis para os algarvios. Resta-nos esperar então para ver como é que a equipa e o próprio técnico vão reagir às adversidades. Pelo menos os alvinegros já nos conseguiram mostrar, mais do que uma vez, que do pouco se consegue fazer muito. Falta é, na minha opinião, alguma consistência quanto a isto.

Foto de Capa: Portimonense SC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro