Início Site Página 11642

10 frente-a-frente que queremos ver em 2019

0

Não é novidade para ninguém que muito esperamos de 2019. Ao contrário de alguns “analistas”, consideramos que, também pelas suas diferentes características, 2019 tem todo o potencial para ser um ano de surpresas, grandes marcas e de uns Campeonatos Mundiais que prometem ser fantásticos. No artigo desta semana, apresentamos 10 duelos que acreditamos que têm o potencial de incendiar o ano desportivo.

Real Betis Balompié 1-2 Real Madrid CF: Um “ex” empatou, outro “ex” decidiu

0

Real Betis Balompié e Real Madrid CF enfrentaram-se esta noite separados por apenas quatro pontos na classificação. Os Verdiblancos vinham de um empate a meio da semana com a Real Sociedad, em jogo da Copa Del Rey, enquanto os madrilenos chegaram a este jogo depois de um triunfo por 3-0 sobre o CD Leganés, também a contar para a Copa del Rey.

Entraram melhor no jogo os merengues, com menos bola, mas mais perigosos e esclarecidos no ataque. Após algumas ameaças, a equipa de Solari chegou ao golo e adiantou-se no marcador. Centro para a área do Betis, a defensiva verdiblanca cortou o lance e a bola ressaltou para a entrada da área, onde apareceu Modrić a rematar de primeira para o fundo das redes.

Modric marcou o primeiro golo da noite
Fonte: La Liga

Primeiro golo na liga, esta época, do médio croata, que precisou de 19 jogos para fazer o gosto ao pé. Depois do golo marcado, o Real Madrid entregou a iniciativa de jogo ao Betis e continuou a espreitar o contra-ataque para tentar dilatar a vantagem.

O Betis aproveitou e assumiu a ofensiva do jogo, com muita posse de bola, mas sem conseguir desbloquear a defensiva merengue no último terço do terreno. Faltou criatividade aos homens da equipa da casa, que apenas conseguiram fazer o seu primeiro remate no jogo perto dos 40’.

Do lado do Real Madrid, Vinícius Junior e Modrić estiveram perto de marcar, mas o 0-1 manteve-se até ao intervalo. Uma primeira parte com poucas oportunidades, com o Betis a obter quase 70% de posse de bola, mas sem conseguir materializar esse domínio em verdadeiros lances de perigo.

Na segunda parte, o ritmo de jogo manteve-se igual ao dos primeiros 45 minutos. O Betis com mais posse de bola e à procura do empate, o Real Madrid com as linhas mais recuadas e algo alheado do jogo.

Foi sem surpresa que a equipa da casa chegou ao empate. Depois de Guardado, aos 60’, ficar a centímetros de um golo de bandeira, Sergio Canales, aos 68’, encontrou finalmente o caminho para a baliza à guarda de Navas. Muito bem lançado por Lo Celso, o médio ex-Real Madrid apareceu isolado na área e fez balançar as redes, para gáudio dos adeptos Verdiblancos.

Depois do golo marcado, o Betis galvanizou-se e sufocou o Real, em busca da vitória que permitiria uma aproximação ao colosso madrileno. Mas, um pouco contra a corrente de jogo, foram os visitantes a marcar, já muito perto do final do jogo. Livre direto batido pelo ex-Betis Ceballos, com Pau López a não esboçar qualquer reação e a ver a bola aninhar-se nas suas redes.

O Real Madrid venceu pela margem mínima e alcançou o Sevilha FC no terceiro lugar do campeonato. A equipa do Betis merecia melhor sorte pelo que fez durante os 90 minutos, mas não conseguiu converter a posse de bola em mais golos.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Real Betis Balompié: Pau López, Francis Guerrero (Tello, 67’), Marc Bartra, Antonio Barragán, Aissa Mandi, William Carvalho, Andrés Guardado (Boudebouz, 85’), Giovani Lo Celso, Sergio Canales, Tonny Sanabria (Loren, 88’) e Joaquín.

Real Madrid CF: Keylor Navas, Sergio Ramos, Raphael Varane, Nacho Fernández, Dani Carvajal, Luka Modric, Casemiro, Fede Valverde (Brahim Diaz, 82’), Sergio Reguilón (Ceballos, 74’), Karim Benzema (Cristo González, 46’) e Vinícius Júnior.

Académica OAF 2-0 Varzim SC: Subida já não é miragem

E aí vão quatro seguidas! A Académica OAF confirmou estar no melhor momento da época e prolongou a série de vitórias consecutivas com uma exibição a condizer com o resultado.

O Varzim SC começou por ameaçar o estado de graça da Académica, tentando empurrar a Briosa para o seu meio-campo e criando, efetivamente, uma oportunidade de golo flagrante –  Jonathan Rúbio, de longe, atirou à barra da baliza de Peçanha. Porém, não foram além disso e a resposta da Académica não se fez esperar. Yuri foi o protagonista, num lance que viria a ser o ensaio para o golo inaugural – canto batido por Júnior Sena para o coração da área, onde aparece o central a cabecear, primeiro para as mãos de Emanuel, depois para o fundo das redes. 1-0 aos 17 minutos.

O jogo prometia ser quentinho, mas a toada passou a ser morna e não houve lances de perigo iminente até aos 38 minutos, altura em que Romário Baldé, isolado (após boa recuperação de bola conseguida pelo próprio), atirou à figura de Emanuel. A Briosa animou-se, e voltou a estar perto do golo, mas a trave impediu Júnior Sena de ser feliz e a margem mínima manteve-se até ao intervalo.

O segundo tempo teve um início similar ao primeiro – intenso. Romário Baldé foi quem mais se destacou, driblando, sobre a direita, e com classe, o seu opositor direito, antes de fazer a bola rasar o poste mais distante da baliza poveira.

O Varzim reagiu na procura de trazer pontos da visita a Coimbra. Os poveiros conseguiram ter  volume de jogo no meio-campo da Académica, mas estiveram ineficazes no último passe, o que permitia à Briosa controlar as investidas do seu adversário e partir para transições ofensivas gizadas quase sempre por Romário e Júnior Sena. Foi, aliás, numa delas, que a Briosa chegou ao 2-0, com Hugo Almeida (2.º jogo seguido a titular, 2.º golo) a fuzilar a baliza de Emanuel a 15 minutos do final.


Houve perfeita comunhão entre adeptos e jogadores da Académica

Os poveiros pareceram baixar os braços depois do golo do internacional português e, até ao fim do jogo, a Académica esteve mais perto do 3-0 do que o Varzim do 2-1 – Mike, num remate à trave, teve a oportunidade mais flagrante. Mas o resultado manteve-se inalterado até final.

A Académica fica agora, provisoriamente, a 7 pontos dos lugares de subida, que se podem ser definitivos caso o FC Famalicão perca na receção ao Estoril-Praia SAD. Havendo 51 pontos em disputa e, estando Académica a apresentar regularidade de resultados positivos numa competição onde todos perdem pontos, pode-se afirmar que a subida deixou de ser uma miragem.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Académica OAF: Peçanha, Traquina, Yuri, Zé Castro, Mike; Ricardo Dias, Guima (Jean Filipe, 67’), Reko, Júnior Sena; Romário Baldé (Saldanha, 90’) e Hugo Almeida (Djoussé, 77’).

Varzim SC: Emanuel, Payne, Nelson Agra, Silvério, Mário Sérgio; Ruster, Pavlovski, João Amorim (Nelsinhon 80’), Cherif (Julio Alvesn 67’); Barros (Stanleyn 80’) e Jonathan.

Perdidos no Tempo: Cristián Rodríguez

0

Cristian Rodríguez deu-se a conhecer ao futebol português pela porta do SL Benfica, mas seria o ingresso no FC Porto que lhe traria a visibilidade que tanto desejava. «Assinei pelo FC Porto em cinco minutos», foi a expressão que marcou para sempre a passagem do ‘Cebola’ pelo Dragão e que, ainda hoje, é recordada pelos portistas como provocação aos adeptos rivais.

Nascido no Uruguai a 30 de setembro de 1985, na localidade de Juan Lacaze, Rodríguez nasceu emergiu no futebol ao serviço do gigante uruguaio, o Peñarol. Foi aí que, com 17 anos, se estreou na equipa principal, em 2003, realizando sete jogos na primeira temporada. As duas seguintes, que antecederam a viagem para a Europa, foram de enorme fulgor: 21 e 36 jogos, com dois e quatro golos, respetivamente. Em 2005, a precocidade do talento de Rodríguez levou o PSG a contratá-lo por meio milhão de euros, valor que seria uma ‘ninharia’, comparado com o que renderia Cristián Rodríguez três anos mais tarde. Antes porém, convém frisar que o uruguaio participou em 50 jogos pelo emblema de Paris durante um ano e meio, antes de chegar a Portugal, através dos encarnados, que celebraram com os parisienses um contrato de empréstimo.

Cristián Rodríguez trocou o SL Benfica pelo FC Porto em 2008
Fonte: Reflexão Portista

No SL Benfica participou em 36 jogos, apontando sete golos, e logo mais a norte do país se espreitava a possibilidade de fazer um dois em um: ‘roubar’ um excelente ativo ao rival e pô-lo a render de dragão ao peito. Assim foi. Os dragões desembolsaram sete milhões de euros para garantir os serviços de Rodríguez. Ao longo de quatro épocas na invicta, os números não enganam: 120 jogos e 20 golos apontados, entre os quais destaco, claramente, o pontapé de bicicleta na Choupana e o tento de classe em Old Trafford. Estarão recordados, certamente.

A aventura no FC Porto terminaria em 2012, para uma viagem até Madrid para se fixar no Atlético durante dois anos e meio. Foram 98 jogos realizados, com cinco golos apontados. Seguiu-se um período de menor fulgor, com uns empréstimos nada bem sucedidos a Parma e Grémio e uma passagem de dois anos sem relevo pelo Independiente da Argentina. Os últimos dois anos significaram o regresso ao Uruguai e ao Peñarol, onde aos 33 anos, ‘Cebola’ continua a desfrutar do futebol: 63 jogos e 29 golos.

Em matéria de títulos, são 20, no total. A saber: três ligas portuguesas, três taças de Portugal e três supertaças; uma liga espanhola, uma copa do Rei e uma supertaça espanhola; três ligas uruguaias, uma supertaça uruguaia, uma taça de França, uma liga Europa, uma Copa América e uma supertaça europeia.

Foto de Capa: UEFA

A imensidão no talento de João Félix

0

Vivemos numa era em que parece haver um manifesto descontentamento nas bancadas cada vez que o jogo entra num ritmo mais pausado e cerebral. Centrando-me principalmente na realidade que melhor conheço – a do SL Benfica –, por alguma razão parece que no entender da generalidade dos adeptos o jogo tem de ter 90 minutos de correria, jogo directo e sem qualquer nexo. Basta haver um toque para o guarda-redes e a impaciência faz-se logo notar.

Não se pede aos adeptos que sejam treinadores de futebol, nem exímios analistas desportivos. Não precisamos de sê-lo para poder apreciar o fenómeno futebolístico. Mas é importante que olhem para lá do visível. No fundo, que vejam e que não olhem simplesmente. Porque é para lá do visível que muitas vezes encontramos o maior talento e talvez a tão pedida “intensidade”. Talentoso não é aquele jogador que passa com sucessivos dribles por três ou quatro adversários e que, no momento em que pode isolar o seu companheiro de equipa no um para um com o guarda-redes, decide-se por mais um drible e perde a bola; talentoso é aquele jogador que a bola ainda não lhe chegou e já ele está a pensar duas ou três jogadas à frente.

Felizmente o SL Benfica tem vários jogadores assim. Desde Grimaldo, passando por Pizzi, Zivkovic, Krovinovic e Rafa até “desaguar” no oceano de talento que é Jonas. Vários são os exemplos de jogadores que são muito mais do que aquilo que se consegue ver, porque a sua influência sem bola é, por vezes, maior do que a que mostram no momento em que a bola lhes chega. Para nossa sorte, esta temporada podemos contar com mais um deste tipo de jogadores: João Félix, o menino que vinha encantando os relvados do Seixal.

Quanto mais perto da baliza, mais influente João Félix se poderá tornar
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

João Félix tem 19 anos mas já se destaca pela maturidade com que se apresenta em campo. Chega a ser até curioso como é que tal é possível, o que retira desde logo quaisquer dúvidas que possa haver relativamente ao facto de se considerar João Félix um prodígio com grandes possibilidades de se tornar um jogador de top mundial. A inteligência que imprime em cada decisão, a forma como se movimenta no terreno, os espaços que pisa, a forma como toca na bola, tudo isto mostra o absurdo talento que este jovem possui.

A verdade é que o mister Bruno Lage conseguiu dar-nos uma amostra daquilo que poderá ser Félix, quando situado mais perto da baliza. Pessoalmente, é aqui que considero que o “79” tem de jogar, pois é onde se poderá tornar mais influente. Não querendo entrar em grandes considerações sobre se o SL Benfica deveria jogar em 1x4x4x2 ou 1x4x3x3 (o mister Bruno Lage já explicou que para lá do sistema táctico estão as dinâmicas entre os jogadores), vejo as características de Félix mais talhadas para o corredor central do terreno. No fundo, onde a magia – a sua magia – pode acontecer. Com o seu jogo de conexões, de toque e desmarcação, sempre à procura do espaço entre linhas e recheado de boas decisões e critério, João Félix poderá aproximar, de forma constante, o SL Benfica das vitórias.

Seja o mister Bruno Lage o treinador para o que resta da temporada ou venha algum outro treinador, desejo fortemente que a aposta em João Félix seja na zona central do terreno. O salto que deu na Formação e que o levou ao patamar da sua actual genialidade foi precisamente a partir momento em que saiu da ala e foi para o centro e isso é indicatório de onde ele se sente mais confortável a jogar.

Foto de Capa: SL Benfica

Tottenham Hotspur FC 0-1 Manchester United FC: De Gea salva Red Devils

Jogo impróprio para cardíacos em Wembley! O Manchester United FC visitou e venceu o Tottenham Hotspur FC por 1-0, com um golo solitário de Rashford aos 44 minutos, num encontro em que David de Gea brilhou entre os postes. Os Red Devils igualaram assim o Arsenal FC na tabela classificativa, mantendo a sexta posição, com os mesmos 41 pontos dos Gunners.

No que toca ao jogo jogado, começou bastante partido, com ambas as equipas a procurarem a saída rápida para o ataque. O Manchester United, como tem sido habitual com Solskjær no comando técnico, ia apostando na bola longa para os três velocistas da frente.

Contudo, o Tottenham possui melhores recursos no seu meio-campo ofensivo e obteve a primeira chance de golo no encontro, aos nove minutos: Eriksen descobriu Son no limite do fora de jogo, o coreano viu bem a desmarcação de Winks e o médio inglês atirou ao lado da baliza de David de Gea.

Dez minutos volvidos, foi a vez do United chegar com perigo à área contrária: Martial fez o que queria de Trippier e obrigou Hugo Lloris a defender para canto.

O Tottenham, que em caso de triunfo ultrapassava à condição o Manchester City FC, via o golo de Harry Kane ser anulado aos 31 minutos: Dele Alli serviu de bandeja o avançado inglês, mas o camisola ‘10’ dos Spurs estava em posição irregular.

Em cima do intervalo, momentos após Sissoko ter sido forçado a dar lugar a Lamela, devido a lesão, os Red Devils alcançaram a vantagem em Wembley: Pogba lançou Rashford com um passe fantástico e o jovem de 21 anos atirou rasteiro para o fundo das redes de Lloris.

Rashford já conta com quatro golos e uma assistência em seis jogos na era Solskjær
Fonte: Manchester United FC

No início do segundo tempo, o conjunto de Mauricio Pochettino partiu em busca do empate e criou duas grandes oportunidades em menos de cinco minutos: aos 48, após um excelente envolvimento coletivo dos Spurs, Kane ficou na cara de de Gea, mas não foi capaz de concluir a jogada com sucesso; dois minutos depois, o espanhol foi novamente chamado a intervir, defendendo desta vez o cabeceamento imponente de Dele Alli.

Numa fase em que o Manchester United era Pogba e mais dez, o internacional francês quase aumentava o marcador em três ocasiões distintas: aos 54, saltou mais alto que a defesa do Tottenham e cabeceou à figura de Lloris; aos 57, furou pelo meio dos centrais e quase fez o chapéu ao companheiro de seleção; e aos 63, após um excelente movimento de Martial, disparou de fora de área, com Hugo Lloris, novamente, a não deixar a bola entrar.

Com tudo em aberto, os Spurs responderam bem ao ímpeto ofensivo do United, mas, do outro lado, um de Gea monstruoso decidiu roubar o protagonismo a Pogba e não deu qualquer hipótese às inúmeras tentativas de golo do Tottenham: Alli aos 66 e 74, Eriksen aos 67, Alderweireld aos 70 e Kane aos 86, viram os seus remates esbarrar nas luvas ou nos pés do guardião espanhol.

O Manchester United conseguiu aguentar as investidas dos rivais de Londres até ao final do desafio e chegou à sexta vitória consecutiva desde a saída de José Mourinho do clube. O norueguês Solskjær vai somando pontos na confiança dos adeptos e dirigentes do clube de Old Trafford, e é cada vez mais uma certeza no banco da equipa para o começo da época 2019/2020.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Tottenham Hotspur FC: Lloris, Trippier, Alderweireld, Vertonghen, Davies; Winks (Llorente, 81’), Sissoko (Lamela, 43’), Eriksen, Alli; Son, Kane.

Manchester United FC: de Gea, Young, Lindelöf, Jones, Shaw, Matić, Herrera, Pogba (McTominay 90+2’); Lingard, Martial (Lukaku, 73’), Rashford.

Apostas na Rede | Os 10 mais decisivos para o Manchester City FC x Wolverhampton FC

0

A armada portuguesa do Wolverhampton desloca-se ao Etihad Stadium para tentar bater o pé ao Manchester City de Pep Guardiola. Depois de já ter batido o pé a todas as equipas do top6 do campeonato inglês, Nuno Espírito Santo tenta deixar nova marca na Premier League. O técnico português pode ter preparadas algumas surpresas para o detentor do título, mas, do outro lado, Guardiola tem um arsenal de opções de peso capaz de intimidar qualquer adversário.

Por isso mesmo, colocamos em confronto 5 jogadores de cada equipa e que podem fazer a diferença no duelo desta segunda-feira entre o Manchester City FC e o Wolverhampton FC. Quem levará a melhor?

Basquetebol leonino: regresso para vencer ou esquecer pecado antigo?

0

A liga portuguesa de basquetebol terá mais um clube na edição 2019-2020: o Sporting Clube de Portugal. Trata-se de um ressurgimento da formação verde e branca nos pavilhões nacionais, um histórico em Portugal, e que muito contribuirá para divulgar a liga e a modalidade além-fronteiras.

Quando o desporto e as modalidades ganham, o Sporting ganha consigo. Aumenta assim, com o surgimento do basquetebol, o leque de modalidades leoninas, tornando o Sporting no clube mais eclético de Portugal e um dos maiores da Europa e do Mundo. As palavras de José de Alvalade de que queria que o Sporting fosse um clube tão grande como os maiores da Europa tem hoje, em pleno século XXI, extrema pertinência e atualidade. Miguel Afonso, atual membro do conselho diretivo com o pelouro das modalidades, é perentório ao referir que “O basquetebol não é uma bandeira desta direção. Quem tem o compromisso de servir o Sporting como nós assumimos, o ponto de ordem número 1 é ser fiel à nossa história” (declarações ao Jornal Record).

Neste regresso, os leões prometem conquistas. As palavras são do treinador leonino – e muito titulado – Luís Magalhães, que, em declarações ao Jornal Sporting, disse de forma clara: “É realista pensar no título já. O objetivo é sempre esse. Uma coisa é aquilo que queremos e outra é o que é possível fazer. Neste momento, queremos construir uma equipa para ganhar.” Se pensarmos no que aconteceu ao Voleibol no seu ano de estreia. após também um eclipse de vários anos (venceu o título de campeão nacional frente aos eternos rivais do SL Benfica), temos tudo para acreditar numa senda gloriosa e vitoriosa para o Basquetebol.

Quando analisamos a história da modalidade no reino do Leão ficamos confusos, pois, apesar dos êxitos, títulos e conquistas, o basquetebol foi inviabilizado no reino de Alvalade pela decisão dos sócios, que, num referendo de 1995, tiveram de escolher entre o andebol e o basquetebol. Acabou por ser esta última a perder força e protagonismo para a primeira, extinguindo-se o basquetebol do clube por um período de 24 anos. Num momento que Miguel Afonso considera revelador de falta de sportinguismo, refere que aquilo que aconteceu foi semelhante a um pai ter de escolher entre dois filhos: “É o mesmo que dizer a uns pais para dizer qual dos dois filhos prefere”. Esta situação é incómoda aos sportinguistas, pois, como salienta o diretor leonino, “Vivemos 24 anos em pecado em relação ao basquetebol”.

Com o regresso do Basquetebol ao reino do Leão, os adeptos têm mais um “pretexto” para aumentar a dimensão da Onda Verde
Fonte: Sporting CP

Depois de confessar este pecado antigo, o Sporting tem agora as condições para avançar na senda de glórias nesta modalidade. A penitência perante os pecados do passado de nada vale se não for acompanhada de vitórias. Porque, tal como qualquer pecado, de nada adianta confessá-lo se depois voltamos a reiterar nos mesmos erros. Perdoa-se uma vez; duas e três já não. No desporto, a melhor forma de se redimir de um pecado, seja ele qual for, é ganhar. É por isso altura de deixar as lamúrias e penitências em relação ao basquetebol e avançar, avançar, avançar.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Sporting CP

Perfume do Norte

Das 18 equipas em competição na Primeira Liga, uma dezena é nortenha, com destaque para a zona do Grande Porto com cinco emblemas. As razões não são claras, mas é por demais evidente a forte presença de equipas desta zona do país no principal escalão do futebol português.

Este dado sofrerá, necessariamente, alterações no fim da presente temporada. Neste momento, três equipas do Norte estão em zona de descida – CD Feirense, CD Aves e GD Chaves. Pouco acima e não tão longe assim, estão também Boavista FC e CD Tondela.

Naturalmente que qualquer previsão será prematura, visto que só agora termina a primeira volta do campeonato. No entanto, ainda que nada mude – ou tudo se modifique – a Primeira Liga prepara-se para receber mais emblemas com coordenadas geográficas semelhantes; FC Paços de Ferreira e FC Famalicão ocupam neste momento os dois primeiros lugares da Segunda Liga.

Os castores são favoritos à subida de divisão
Fonte: FC Paços Ferreira

Novamente, é ainda prematuro poder avançar com certezas, mas os castores seguem na liderança com apenas um empate e três derrotas, seguidos de perto pelos famalicenses. Um pouco mais atrás segue o GD Estoril Praia. Num cenário “perfeito” para os nortenhos, às 10 equipas da Primeira Liga poder-se-ia acrescentar a companhia de mais dois emblemas, perfazendo um total de 12 em 18, mais de 60 porcento dos competidores.

No entanto, convém ainda relembrar que o Gil Vicente FC, que atua na série A do Campeonato de Portugal, viu uma decisão da justiça garantir-lhe o acesso à Primeira Liga já na próxima temporada. O caso é conhecido e já foi bastante discutido, tendo agora sorrido à equipa de Barcelos. No melhor cenário, poderão ser 13 equipas do Norte num total de 18, cerca de 70 por cento. Na pior das hipóteses serão oito, perto de metade.

Foto de Capa: FC Paços Ferreira

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

NXT UK TakeOver: Blackpool – Novos campeões e surpresas em evento memorável

0

A WWE realizou ontem o primeiro NXT UK TakeOver e os resultados foram sensacionais. Um evento que segue o mesmo modelo dos NXT TakeOver, tendo apenas cinco combates, que são mais do que suficientes.

O resultado foi um evento bem feito, sem um mau combate, e com vitórias e aparições inesperadas, que levaram o público britânico à loucura.

Este evento foi um passo importante e firme da WWE para a sua expansão na Europa. Se assim continuarem, mais eventos deste género ficarão na nossa expetativa!