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As Figuras e os Momentos que marcaram 2018

O ano que agora termina trouxe mais um grande conjunto de eventos para as páginas do livro da história do Desporto. De grandes competições a internacionais a disputas internas acérrimas, tivemos de tudo um pouco.

Então, para terminar 2018 da melhor maneira, olhamos para o ano em perspetiva e relembramos os momentos e as figuras que o marcaram.

O XI do ano 2018: FC Porto

Por entre um final de época que culminou com a conquista do título nacional e a primeira metade de uma em que já vários recordes foram batidos, vários jogadores passaram pelos relvados portugueses e europeus vestidos de azul e branco. Em época natalícia e em fecho de ano, começa a chegar a hora dos habituais balanços. Hoje, apresentamos o onze do ano. Isto é, apresenta-se aqui, o melhor onze do FC Porto de jogadores que representaram o clube em 2018.

O XI do ano 2018: SL Benfica

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Chegámos ao final do ano civil e é necessário analisar quais foram as melhores escolhas de Rui Vitória ao longo do ano. Uma espécie de melhor onze que tivemos com o decorrer da segunda metade da época passada e primeira da presente época, num esquema tático de 4-3-3 – aquele que tem vindo a ser usado pelo Benfica.

O 11 ideal foi escolhido com base nas prestações individuais e coletivas dos jogadores. Não devemos, de forma alguma, deixar de realçar a importância do restante coletivo de jogadores, que, ao longo de 2018, contribuíram direta e indiretamente para os jogos do Sport Lisboa e Benfica.

O XI do ano 2018: Sporting CP

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Com o fim do ano civil de 2018, novas esperanças leoninas entram no novo ano. Contudo, importa fazer uma curta análise ao melhor onze do ainda atual ano. Deste modo, apresento aqueles que, na minha ótica, contando com as épocas 2017/2018 e 2018/2019, formam os melhores jogadores que passaram por Alvalade este ano. Para isso, utilizarei a atual tática, o 4-3-3.

O XI do ano 2018: Futebol Internacional

2018 teve de tudo: transferências improváveis, golos de correr o mundo, jovens a aparecer, lendas a abandonar os relvados e, sobretudo, muito futebol. O Mundial da Rússia, do qual a seleção francesa saiu vitoriosa, foi um dos pontos altos do ano, mas a Liga dos Campeões e os campeonatos de cada país tiveram também muitas surpresas e acontecimentos que mereceram a atenção dos adeptos do desporto-rei espalhados pelo globo.

Após um ano tão recheado de memórias futebolísticas, o Bola na Rede propôs-se à sempre difícil tarefa de escolher o melhor XI de 2018, no âmbito do futebol internacional. Ficam, então, os 11 nomes escolhidos para figurar nesta formação de sonho.

5 Ligas Internacionais, 5 previsões

À exceção da Premier League, as cinco principais ligas europeias entram, após este fim de semana, num interregno de inverno. Assim, com metade da temporada já jogada, começa a ser possível discernir quem ainda pode e quem não pode sonhar com o título. Antes da passagem, o Bola na Rede traz-te as previsões para as ligas inglesa, italiana, espanhola, francesa e alemã.

5 jogadores que podem dar já o salto

Janeiro é a altura do ano em que se fazem ajustes no futebol. É altura de perceber o que falta reforçar, o que falta melhorar e o que se pode fazer para tornar um plantel mais competitivo. Neste top apresentamos os atletas da Liga NOS (Extra Grandes) que se têm destacado nesta primeira metade da temporada e que podem dar já o salto para os grandes do futebol português.

Olheiro BnR – Kalindi Alves de Souza

Kalindi Alves de Souza nasceu a 29 de agosto de 1993 no norte do Brasil, mais concretamente, no estado do Pará, o segundo maior do país.

Tendo iniciado a sua carreira no Pinheirense Esporte Clube, emblema do distrito de Icoaraci (Belém, Pará), Kalindi transferiu-se, no ano de 2013, para a Tuna Luso Brasileira, um dos principais clubes paraenses. Posteriormente, ingressou no Grêmio Esportivo Anápolis, formação do estado de Goiás, de onde saiu no verão de 2015 com destino a Portugal, para representar o FC Penafiel.

De um Natal antecipado, nasceu um jogador consolidado

Após efetuar a sua estreia em setembro pelos Rubro-Negros, num encontro relativo à segunda eliminatória da Taça da Liga ante o Portimonense SC, no qual atuou como extremo direito, o futebolista paraense sentiu algumas dificuldades para se impor no conjunto às ordens de Carlos Brito, tendo apenas disputado o seu primeiro jogo na Segunda Liga no mês de dezembro. Ora, essa partida (um empate a um golo diante do CD Mafra) acabou por ter um impacto positivo na sua trajetória no emblema penafidelense, uma vez que o desfecho pouco favorável – aliado ao mau arranque do FC Penafiel- motivou o despedimento do técnico portuense, que foi rendido por Paulo Alves.

Após a entrada deste último, Kalindi foi convertido em lateral e passou a usufruir de mais tempo de utilização, tendo-se estabelecido como um dos habituais titulares da equipa, uma realidade que se perpetuou pelas duas épocas seguintes. No total, o futebolista brasileiro disputou 102 jogos – 8923 minutos, nos quais marcou um golo e completou cinco assistências, durante as três temporadas em que esteve ao serviço dos Durienses.

(Kalind)ade de Primeira

Em época de estreia no principal escalão na hierarquia do futebol português, o lateral de 25 anos tem impressionado, acima de tudo, pela regularidade exibicional até aqui demonstrada ao ponto de se configurar como um jogador preponderante na equipa do CD Nacional.

A nível defensivo, Kalindi Souza oferece bastante consistência, visto que efetua, em média, (3,8) desarmes por encontro, dos quais cerca de (74 %) são bem-sucedidos.

O Heatmap, acima representado, ilustra a grande contribuição defensiva de Kalindi, no jogo ante o CD Tondela
Fonte: Whoscored

Por outro lado, a influência do lateral brasileiro na equipa treinada pelo antigo internacional português Costinha também se estende ao capítulo ofensivo, devido à profundidade que imprime no seu corredor, fazendo-se valer da sua velocidade e capacidade de drible.

Para além disso, note-se o facto de Kalindi ser o futebolista do CD Nacional que mais toques na bola realiza por encontro, registando uma média de (74,2) nas dez partidas já disputadas referentes à Primeira Liga.

Em jeito de conclusão, resta-me acrescentar que, com a reabertura do mercado a aproximar-se, não seria descabido pensar-se numa mudança de ares para o atleta.

 

Foto de Capa: CD Nacional

O falso lento em Portugal

Muitas vezes dou por mim a pensar: o que será mais importante num jogador de futebol? A técnica, a inteligência e a criatividade; ou o poderio físico, a intensidade e a agressividade?

Quando olhamos para os craques do futebol mundial nesta década, olhamos para jogadores como Messi, Xavi, Iniesta, Modrić, Sneijder… Tudo jogadores que sobressaíam pela sua qualidade técnica, inteligência e criatividade. Jogadores cuja principal arma é o cérebro. No entanto, também existem aqueles jogadores apelidados de génios incompreendidos, que têm técnica, têm criatividade, mas que são criticados porque são lentos, porque não gostam de correr, porque evitam confrontos físicos- não têm essa intensidade e agressividade de que falei.

Eu defendo que a intensidade é uma caraterística muito importante para se conseguir vingar no futebol de alta competição. O que muitos não entendem é que essa mesma intensidade não tem necessariamente de se tratar de uma questão física, mas sim de uma questão mental; não se trata necessariamente de ser um jogador agressivo e possante, mas sim de ser um jogador que leia e analise minuciosamente o jogo, que pense mais rápido do que os outros e que saiba o que fazer com a bola ainda antes de a receber.

Na gíria, aplicou-se a esse perfil de jogador o conceito de falso lento: aquele jogador que é lento com o corpo, mas rápido com o cérebro. Creio que o introdutor desse conceito em Portugal foi Tamagnini Nené, o avançado que tanto fazia vibrar os adeptos do Benfica pelos golos que marcava, porque aparecia sempre no sítio certo para encostar. Como os irritava por nunca sujar os calções, porque mesmo que o jogo fosse disputado num batatal, a chover torrencialmente, ele saía sempre de campo limpinho.

André Gomes é mais um falso lento em Portugal
Fonte: Everton FC

No meu tempo, o falso lento que apareceu em Portugal foi Pedro Barbosa, jogador que mostrou o perfume do seu futebol no Vitória SC e no Sporting CP. Muitas vezes incompreendido, muitas vezes criticado, ganhou a alcunha de “Pastelão” pela sua postura em campo, mas com a bola nos pés tornava-se num jogador diferenciado, daqueles que tratava a bola por “tu”.

Hoje, vejo em André Gomes o jogador português que mais se assemelha a Pedro Barbosa. De tão criticado que era em Barcelona por, supostamente, ter de pedir autorização a uma perna para mexer a outra, anda aos poucos a voltar a mostrar o perfume do seu futebol na Cidade dos Beatles.

Como uma vez disse Juan Riquelme, porque haveremos de correr quando a bola o pode fazer?

Foto de Capa: Sporting CP

Belenenses SAD 1-2 FC Porto: Mexidas madrugadoras decisivas

 

O FC Porto está na final four da Taça da Liga. Os “dragões” venceram a Belenenses SAD por 1-2, começaram a perder e a reviravolta no marcador só começou a surgir no segundo tempo. Com muito frio, e 2018 prestes a terminar, 6.319 pessoas estiveram presentes neste drama no Estádio Nacional do Jamor porque o Chaves bateu o Varzim por 3-1 e estava a um golo de ultrapassar os campeões nacionais nas contas do grupo C da competição.

Contra quaisquer expectativas, até porque a Belenenses SAD mexeu mais no onze inicial do que o FC Porto, foi a equipa da casa que chegou ao primeiro golo. Canto batido do lado esquerdo por Lulic, cabeceamento de Eduardo para Vaná (uma das opções do onze inicial portista) falhar uma defesa a dois tempos. Estava lá Reinildo para dar a recarga e encostar para o golo inaugural no Jamor (1-0).

O conjunto azul que joga em Oeiras desceu naturalmente as linhas defensivas e o FC Porto tentou igualar o marcador ao longo da primeira parte, mas sem sucesso. Alex Telles aparecia mais adiantado do que Brahimi na esquerda, Corona a tentar encontrar por perto Marega na direita. Maxi Pereira não subia tanto no terreno como habitual, até que aos 40 minutos Sérgio Conceição tira o uruguaio e também Bruno Costa – jogador da equipa B que se estreava esta temporada – para entrar Tiquinho Soares e Hernâni.

Imperava a ânsia nos últimos minutos da primeira parte para o lado do FC Porto: muita bolas das alas para a área, mas nenhuma sem dar grande perigo, excepto um remate de Corona que bate no poste antes de resvalar no guardião do Belenenses, Mika.

Bruno Costa estreou-se a titular esta época no Jamor
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Com um ritmo algo baixo, os futebolistas do FC Porto devem ter ouvido das boas de Sérgio Conceição no intervalo e o golo surgiu antes dos dez minutos do segundo tempo. Soares isola Brahimi do lado esquerdo, perto da linha de fundo da baliza de Belenenses, que cruza para Moussa Marega rematar de primeira ao segundo poste e fazer o empate aos 53 minutos (1-1).

Também do lado esquerdo o FC Porto chega à vantagem dez minutos depois. Livre de Alex Telles à entrada da área da Belenenses SAD, do lado esquerdo, para Tiquinho Soares tocar de cabeça ao primeiro poste, sem hipóteses para Mika (1-2). O mesmo guarda-redes da Belenenses SAD protagonizou ainda duas grandes defesas, de gato, que podiam ter dilatado a vantagem que o FC Porto procurou e muito para evitar uma surpresa que se podia ter dado em Chaves, muito perto de se qualificar à final four.

O FC Porto vai encontrar o SL Benfica e o SC Braga o Sporting CP na final four da Taça da Liga, a disputar-se no Minho. “Dragões” somam a histórica 16ª vitória consecutiva e a ambição de vencer pela primeira vez esta competição prossegue depois de um novo encontro louco no Jamor entre azuis do Jamor e da cidade invicta.

Onzes iniciais

Belenenses SAD: Mika; Gonçalo Tavares, Cleylton e Luís Silva; Nuno Coelho (63’ Henrique Almeida), André Santos, Eduardo Silva (75’ Jonatan Lucca), Matija Lulic, Ousmane Dramé (62’ Licá) e Dálcio Gomes.

FC Porto: Vaná; Maxi Pereira (40’ Hernâni), Felipe, Éder Militão e Alex Telles; Danilo Pereira, Bruno Costa (40’ Tiquinho Soares) e Hector Herrera; Yacine Brahimi, Jesús Corona e Moussa Marega.