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BV Borussia Dortmund 2-1 Borussia VfL Mönchengladbach: Sancho e Reus secam lágrimas de Paco

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No embate de Borussias, os homens de Gladbach, que entraram nesta jornada no segundo lugar da tabela, viajaram ao Signal Iduna Park, em Dortmund, casa do atual líder do campeonato, para tentar abrandar o ritmo da equipa comandada por Lucien Favre.

Mas, desde cedo, os homens de amarelo mostraram o porquê de estarem mais perto do que nunca de quebrar o domínio doméstico do FC Bayern München, instalando-se no setor defensivo do Borussia Mönchengladbach, a que Axel Witsel, Thomas Delaney e Raphaël Guerreiro chamaram seu. Este trio mostrou-se absolutamente imperial no centro do campo, dando apenas espaço para o ocasional contra-ataque adversário, geralmente a mando de Thorgan Hazard ou Florian Neuhaus. Apesar de algumas dificuldades de Ömer Toprak e Julian Weigl, os dois centrais do BVB neste jogo, o guardião Roman Bürki raramente se viu ameaçado.

Aos 30 minutos, um duro golpe para a equipa da casa: Paco Alcácer, o melhor marcador da equipa esta época (dez golos em onze jogos), saiu lesionado e visivelmente transtornado. A equipa perdia assim o seu principal ponta de lança, e para o seu lugar entrou Mario Götze, que se juntaria a Marco Reus na frente de ataque. Apesar do percalço, a equipa de Lucien Favre continuou a dominar.

Assim, quando Jadon Sancho marcou mais um excelente golo, aos 40 minutos – este menino começa a ser um caso muito sério… -, tudo indicava que os homens da casa iriam para os balneários a vencer. Mas eis que, no primeiro minuto de compensação da primeira parte, Christoph Kramer aproveitou uma carambola na grande área do Dortmund para igualar a partida e lançar um balde de água fria sobre os adeptos tipicamente quentes do Signal Iduna Park.

No regresso ao relvado, porém, a mancha amarela, dentro e fora das quatro linhas, manteve o seu ímpeto. Witsel manteve-se como o dínamo da equipa, controlando o ritmo do jogo, abrandando as jogadas e acelerando-as no momento certo. Momento certo que surgiu aos 54 minutos, quando Marco Reus respondeu ao cruzamento rasteiro de Mario Götze para fazer o 2-1.

Reus e Götze festejam o segundo golo
Fonte: BV Borussia Dortmund

Daqui para a frente, o jogo, que estava longe de chegar ao seu termo, já parecia encerrado. Seria difícil adivinhar que estávamos a assistir a um embate entre o primeiro e o segundo classificado da Bundesliga, dada a passividade mostrada pelo Borussia Mönchengladbach, que se limitou a assistir, enquanto o Dortmund criava mais oportunidades (há que destacar o livre direto de Reus, que só não deu um belo golo porque o poste fez ao Mönchengladbach o favor de não se desviar). O apito final – e a vitória do BVB – chegou com toda a naturalidade, com o Gladbach a não conseguir repetir a façanha da primeira parte, deixando o resultado como estava.

Ainda com o jogo do Bayern München – Eintracht Frankfurt por jogar, os jogadores do BVB podem desfrutar deste Natal, sabendo que terão, no mínimo, seis pontos de vantagem para o segundo classificado (isto, caso os homens da Baviera vençam no domingo).

Wolverhampton Wanderers FC 0-2 Liverpool FC: Reds seguem imparáveis

O Molineux Stadium foi o palco do jogo inaugural da jornada 18 da Premier League, que colocou frente a frente Wolverhampton Wanderers FC e Liverpool FC. Os reds, a viver um bom momento de forma, procuravam consolidar a liderança do campeonato num terreno teoricamente complicado diante da equipa dos Wolves, que têm vindo a fazer uma época regular, apesar de já terem causado bastantes dificuldades a outros candidatos ao título.

Como se previa, assistimos a um início de partida vertiginoso e veloz com uma toada de jogo de parada e resposta. Os instantes inicias foram recheados de oportunidades: primeiro foi Adama Traoré a ameaçar a baliza do Liverpool, que reagiu minutos depois, causando alarme na área dos Wolves, na sequência de um canto.

Aos 14 minutos, o primeiro verdadeiro momento de destaque do jogo, com Alisson a salvar o Liverpool com uma boa defesa ao remate de Romain Saïss. Não desfazendo o elevado ritmo de jogo, o Liverpool lançou-se ao ataque e chegou mesmo à vantagem no marcador, numa grande jogada coletiva, que culminou com o cruzamento de Fabinho para o golo do inevitável Mohamed Salah.

Decorridos estes 20 minutos mais acelerados, o ritmo diminuiu e iniciou-se uma luta no setor intermediário, que se esgotou nisso mesmo. Não se registaram grandes momentos de perigo, a não ser a ameaça de empate por intermédio de Doherty, que, na cara de Alisson, rematou à figura.

Foram 45 minutos de um Liverpool eficaz, que controlou sempre o jogo e teve a capacidade de pautar o ritmo consoante o seu benefício. Além disso, os Wolves encontraram uma defesa coesa que não permitiu um grande caudal ofensivo. Nas poucas oportunidades de que dispuseram, não conseguiram ser tão eficazes como o adversário, pelo que se justificava a desvantagem.

“O golo de Salah”
Fonte: Premier League

No segundo tempo, esperava-se um Wolverhampton atrevido em busca da igualdade, mas prevaleceu a personalidade dos comandados de Klopp, desde a excelência em gerir os diversos momentos do jogo, até ao elevado nível dos seus jogadores. A leitura do jogo foi impressionante e os reds nunca perderam as rédeas da partida. O Liverpool deu a iniciativa de jogo ao adversário, que nunca conseguiu criar perigo junto da baliza de Alisson, e aproveitou os momentos de ataque ao máximo.

Assim foi. A tática funcionou perfeitamente e após inúmeros ataques inofensivos do Wolverhampton, o Liverpool mostrou o seu veneno e “matou” o encontro. Primeiro foi Lallana a deixar um aviso, obrigando Rui Patrício a uma bela defesa e, de seguida, surgiu o 0-2. Mais uma vez, com selo de Mohamed Salah, que descobriu Van Dijk no coração da área e o viu rematar para golo.

Até ao final, Mané e Wijnaldum ameaçaram o 0-3, tendo pela frente uns Wolves impotentes, diante de tanta eficácia e poder por parte do adversário. Os pupilos de Nuno Espírito Santo nem sequer conseguiram aproveitar uma oferta da defensiva contrária, perdendo a hipótese de dar emoção aos minutos finais da partida.

O jogo desta noite reflete uma história curta e simples de contar: O Liverpool dominou de início ao fim, geriu eximiamente a partida, ganhou confortavelmente e consolidou o primeiro posto na Premier League.

XI Iniciais:

Wolverhampton Wanderers FC: Rui Patrício, Ryan Bennett, Willy Boly, Conor Coady, Matt Doherty, Rúben Neves, Jonny (Vinagre´81), Romain Saiss, João Moutinho (Gibbs-White´63), Raúl Jiménez, Adama Traore (Ivan Cavaleiro´63).

Liverpool FC: Alisson Becker, Virgil van Dijk, Dejan Lovren, James Milner, Andy Robertson, Fabinho, Naby Keita (Lallana´58), Jordan Henderson, Roberto Firmino (Wijnaldum´76), Sadio Mané (Clyne´86), Mohamed Salah.

Quem Será o Conquistador?

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O dia 23 de Dezembro será marcado por um dos jogos mais marcantes do Sporting CP ao longo do campeonato: a deslocação ao D. Afonso Henriques. O Vitória Sport Clube é já conhecido pelo forte impacto que os seus adeptos proporcionam nos jogos em casa e esta vez não será exceção à regra.

No que diz respeito ao embate do próximo domingo é de muito bom tom analisar aquilo que poderá ser o contexto do jogo em si. Para tal, é fundamental verificar o momento de ambas as equipas.

Os leões estão em segundo lugar, a dois pontos do líder FC Porto, e encontram-se no melhor momento da época: desde a chegada de Keizer, a turma de Alvalade venceu sete jogos em tantas outras partidas e marcou uns esclarecedores 30 golos. O paradigma no futebol leonino mudou drasticamente aquando da chegada do holandês ao comando técnico: os homens de verde e branco começaram a praticar um futebol totalmente ofensivo e com um único foco, o golo.

Porém, há baixas leoninas para a deslocação a Guimarães: Coates viu o quinto amarelo e está, por isso, fora do encontro; Nani está lesionado, não foi a jogo na quarta-feira e é, certamente, uma dúvida para o jogo. Por outro lado, Raphinha está de volta e poderá, finalmente, ser opção para Keizer. O extremo voltará assim à casa que o lançou no futebol português e será um jogo peculiar do ponto de vista emocional para o brasileiro.

Legenda: Raphinha voltará a uma casa que conhece muito bem
Fonte: Sporting CP

Do outro lado, estará também uma equipa num excelente momento de forma. O conjunto de Luís Castro não perde desde o dia 23 de Setembro, dia em que se deslocou a Portimão e perdeu por 3-2. A equipa de Guimarães está a fazer uma época digna de registo: ganhou em pleno estádio do Dragão na terceira jornada, soma apenas três derrotas ao longo de toda a época e está em quarto classificado, atrás apenas dos três grandes e do surpreendente Braga.

Os números do Vitória Sport Clube não enganam e por isso até o seu técnico, Luís Castro, já foi sondado pelo Reading FC. O treinador deu uma nega ao clube inglês, dando assim mais uma razão de alegria aos calorosos adeptos do Vitória SC.

São duas equipas com objetivos bastante distintos e com contextos completamente díspares. O Sporting CP está muito perto do primeiro lugar e quer aproveitar todos os pontos em disputa para manter acesa a chama pelo título. Por sua vez, o Vitória SC está a fazer uma época regular e manifestamente positiva.

Num jogo que se espera sempre intenso, resta a pergunta: quem será o conquistador?

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Apenas futebol? Vai muito para além disso!

Há coisas muito mais importantes do que o futebol, é verdade. Mas o futebol é muito mais do que 22 homens a correr atrás de uma bola, como muitos dizem. Não é e nunca vai ser apenas isso. O futebol é paixão, é emoção, é sentir cada lance como se fosse o último.

Dentro das quatro linhas, é tudo isso, mas fora é também união, é pôr a paixão de lado e usar a racionalidade quando a situação assim o obriga. Eu sei, eu sei… Isto nem sempre acontece e é uma pena. Quando amas muito uma coisa, é difícil colocares a irracionalidade de lado e é mesmo isso que origina as situações mais infelizes no mundo do futebol.

Os confrontos entre adeptos, os insultos ao árbitro a meio do jogo, os apedrejamentos a autocarros de equipas adversárias, os ataques a academias… Falo de tudo isso. Mas esta paixão que move milhões de pessoas, ainda que por caminhos diferentes, pode também trazer fraternidade e compaixão.

Não são só coisas más, de facto, e foi por isso mesmo é que decidi falar sobre todo o movimento de apoio gerado a Nuno Pinto, jogador do Vitória de Setúbal, depois de lhe ter sido diagnosticado um linfoma inguinal.

Futebol solidário para com Nuno Pinto

Várias foram as tarjas dedicadas ao jogador pelo país fora. Muitas foram as homenagens e muito foi o apoio prestado ao lateral esquerdo do Vitória FC. Quer nas redes sociais, quer nos estádios do país, muitas foram as palavras de força dirigidas a Nuno Pinto.

A homenagem feita no jogo entre o Vitória de Setúbal e SC Braga é de arrepiar. Aos 21 minutos, o espetáculo fazia-se no lado das bancadas. Nessa altura, centenas de pessoas levantavam papeis com o número 21, enquanto entoavam cânticos de apoio a Nuno Pinto. “Os nossos não deixamos cair. Força, Nuno” era a frase escrita na tarja exibida, no Bonfim, nesse preciso momento. Toda esta homenagem deixou o jogador bastante emocionado e, de facto, também não é para menos.

Várias foram as homenagens prestadas a Nuno Pinto feitas pelos clubes portugueses
Fonte: Bola na Rede

Não são só jogadas fantásticas que dão a magia ao futebol. Estes momentos também contribuem para isso. Fazem-nos, de certa maneira, refletir e perguntar a nós mesmos se damos importância às devidas coisas. Se aquilo que nos chateia tanto é aquilo que realmente importa. Não são só os livros que têm uma lição a reter. O futebol, e este momento em particular, também nos deu isso. Infelizmente, não da maneira mais positiva, é certo, mas esperemos que acabe em bem.

LÊ MAIS: José Mourinho: Ultrapassado ou incompreendido?

Resta-me desejar uma rápida recuperação a Nuno Pinto e esperar que ele consiga vencer esta batalha. Do lado de cá, torcemos todos, conforme se tem visto, para que o jogador volte a estar bem a 100%.

 

Foto de Capa: Vitória FC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

 

Novos líderes – NFL Semana #15

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Tal como tínhamos vindo a avisar, esta semana poderia trazer alterações significativas. Se na classificação real somente os Saints destronaram os Rams, ao nível deste power ranking consumou-se também a mudança na AFC. As duas últimas semanas prometem mais mudanças e muitas equipas a ficarem a chorar à porta dos playoffs.

Última jornada do ano promete

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Arranque de sonho, este do SL Benfica na primeira divisão do futsal português. Para já, 14 vitórias em igual número de jogos. Irá tentar a 15ª neste fim de semana, quando se deslocar ao pavilhão do Futsal Azeméis, num jogo que se antevê como equilibrado, dada a valia do conjunto oliveirense, pese embora a série invicta do clube lisboeta.

Na primeira volta, os encarnados levaram a melhor no seu pavilhão por claros 6-0, mas relembro o histórico nos jogos caseiros do conjunto de Oliveira de Azeméis: no histórico entre as duas formações em jogos disputados no Pavilhão Dr. Salvador Machado, já se verificou um empate a três na época 2016/17, por isso se vê como este adversário pode criar problemas aos comandados de Joel Rocha neste último encontro do ano de 2018.

O SL Benfica irá ter pela frente mais um adversário complicado, que promete dificultar a vida aos encarnados
Fonte: Futsal Clube Azeméis by Noxae

O eterno rival da Segunda Circular, o Sporting CP, terá um jogo bem mais acessível perante os seus adeptos, pois defronta o Unidos Pinheirense, clube que historicamente tem sentido grandes dificuldades nos jogos perante os leões (10 derrotas em igual número de jogos para campeonato, taça de Portugal e taça da Liga). Ainda para mais, esta tem sido uma época difícil para os gondomarenses, mas tem dado alguns sinais de retoma, como comprovam os dois triunfos nas últimas três partidas. Será um fator suficiente para incomodar os jogadores leoninos? Eu penso que não, mas veremos.

O terceiro classificado, MODICUS, tem uma complicada deslocação a Viseu, uma equipa muito competitiva e bem orientada pelo técnico Paulo Fernandes. Na primeira volta, em Sandim, a equipa da casa ganhou 6-1, mas agora o jogo deverá ser bem mais equilibrado.

O quarto classificado, o SC Braga, em clara retoma depois de um arranque manifestamente mau, agora perto dos lugares condizentes com o seu real valor, vai até Porto Salvo defrontar os Leões locais depois de ter sido derrotado na segunda jornada por 1-3 na sua casa. Mas o crescimento desde essa fase inicial da temporada tem sido notório, como comprovam as seis vitórias nos últimos sete encontros. Este será um dos encontros da jornada, pela imprevisibilidade e pela dificuldade em veicular um possível prognóstico.

Outra das boas equipas do nosso campeonato, a Desportiva do Fundão (quinto), joga em casa com o CCRD Burinhosa, atual oitavo classificado, num jogo onde o favoritismo pende para o conjunto beirão, após ter ganho 8-5 na primeira volta na Aldeia do Futsal.

O Elétrico de Ponte de Sor tenta prosseguir a sua campanha de estabilização entre os oito melhores conjuntos da nossa Liga ao receber a Quinta dos Lombos. Na primeira volta, a equipa alentejana foi derrotada por 2-0, indo, neste último jogo do ano, tentar somar mais um triunfo.

Finalmente, o Rio Ave recebe o Belenenses num autêntico jogo de aflitos, dado que a formação vila-condense ocupa o último lugar (14º), com apenas sete pontos e o emblema da cruz de cristo é o atual 12º, com os mesmos 11 pontos do 13º e primeiro clube abaixo da linha de água, o Unidos Pinheirense.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica – Modalidades

É possível continuar o sonho!

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O sorteio da passada segunda-feira da Liga dos Campeões foi “agradável” para os azuis e brancos. Defrontar a AS Roma nos oitavos-de-final não é fácil mas dentro dos adversários possíveis os italianos eram dos mais acessíveis. É evidente que estas análises são sempre muito subjetivas quando ainda faltam dois meses para essa eliminatória e, pelo meio, existe o mercado de janeiro.

Neste momento a AS Roma é sexta classificada no Campeonato Italiano. É uma equipa recheada de talento mas onde o coletivo não se tem demonstrado muito consistente. Kolovov, Javier Pastore, Edin Dzeko são alguns exemplos desse talento e qualidade. Para se ter noção do valor do seu plantel o site especializado transfermarkt avalia em 383 milhões de euros o plantel romano, enquanto o plantel portista esta avaliado em 267 milhões de euros. Apesar da AS Roma ter um plantel com maior valor de mercado, um maior orçamento acredito que o FC Porto é mais forte coletivamente e está melhor orientado e isso vai fazer a diferença.

Felipe já foi feliz no Olímpico de Roma
Fonte: FC Porto

Em eliminatórias a duas mãos frente a adversários italianos, o FC Porto tem vantagem: em nove eliminatórias, qualificou-se cinco vezes e foi eliminado em quatro ocasiões. Relativamente aos confrontos com a AS Roma o sucesso é total, na época de 1981/82 e mais recentemente em 2016/17 os portistas eliminaram os romanos.

A primeira mão disputa-se a 12 de fevereiro, em Itália, enquanto a segunda mão terá lugar a 6 de março, no Estádio do Dragão. No próximo sábado dia 22 de dezembro pelas 19h30 os mais curiosos podem analisar a AS Roma no grande jogo em Turim diante a Juventus FC. Um outro dado curioso é que no fim-de-semana anterior ao confronto no dragão os azuis e brancos defrontam o SL Benfica também no estádio do dragão.

Nesta fase da prova não existem eliminatórias fáceis, mas acredito piamente que o FC Porto tem todas as condições para ultrapassar a equipa romana e continuar na busca do sonho europeu.

Foto de Capa: UEFA

artigo revisto por: Ana Ferreira

Deserto de ideias em Santa Maria da Feira

E vão onze, onze jornadas sem qualquer vitória na Liga Portuguesa! O alarme já soou há algum tempo em Santa Maria da Feira, mas parece continuar a aumentar a cada jornada que passa. Depois de arrancar o campeonato com duas vitórias (as únicas até ao momento na Liga), o conjunto de Nuno Manta Santos entrou numa espiral negativa, que parece não ter retorno.

Se os resultados, por vezes, são injustos ou mentirosos, as exibições do CD Feirense são ainda mais preocupantes, sobretudo no momento ofensivo, que é um deserto de ideias gritante e constante. Para além disso, pelos estímulos que têm passado cá para fora, o treinador não tem ideias para mudar e, por exemplo, nesta última jornada em Braga, em vez de mudar um pouco o modelo de jogo ou a abordagem ao jogo, preferiu trocar de guarda-redes, quando, toda a gente que segue minimamente o futebol português, sabe que Caio Secco é um dos melhores ativos do plantel, “fartando-se” de safar a pele dos Fogaceiros desde a época passada.

Os Fogaceiros estão em zona de descida, com duas vitórias, quatro empates e sete derrotas, sendo o segundo pior ataque da Primeira Liga
Fonte: CD Feirense

Nuno Manta Santos já provou o seu valor e contrariou o ditado que diz “Santos da casa não fazem milagres”. Durante a época 2016/2017, um desconhecido na alta roda do futebol português, mas um filho da terra e do clube, substituía o icónico José Mota. Rapidamente, até pelo seu trajeto, ganhou simpatia dos adeptos do futebol português. Conduziu o CD Feirense a um tremendo 8.º lugar nessa época de estreia e, na temporada passada, conseguiu um ponto a mais que a zona de despromoção.

O técnico tem um estilo metódico e estratégico, montando uma equipa à sua imagem. Organizada, forte nos esquemas táticos, “batida” na Primeira Liga e com jogadores raçudos e que não viram a cara à luta. A verdade é que este ADN imposto no Fogaceiros tem resultado, com maior ou menor estilo, os objetivos têm sido logrados e ir ao Marcolino de Castro é, na verdade, uma saída sempre difícil para os visitantes.

No entanto, a evolução tem sido nula. Tanto por parte do técnico português, tanto por parte da própria equipa. Não mudou grande coisa e continua a ser uma equipa limitada no momento ofensivo. Jogadores como Tiago Silva, Rafael Crivellaro, Edson Farias ou Luís Machado, são exemplos e provas de que estamos na presença de um clube modesto a nível financeiro, mas com qualidade individual para fazer mais e melhor.

É uma equipa com um modelo demasiado rústico para uma equipa com esta qualidade individual e, sobretudo, que parece só ter uma forma de jogar, ou seja, não há plano “B” ou “C”, a equipa joga sempre igual e, se no Marcolino de Castro corre mais vezes bem que mal, fora de portas tem sido um desastre (reforço, que esta é uma análise exibicional e não apenas resultadista). A responsabilidade tem de cair sobre o técnico, o máximo responsável do grupo de trabalho.

Tiago Silva é a peça mais influente da equipa, apesar do seu estilo de jogo ser distinto do ADN do CD Feirense de Nuno Manta Santos
Fonte: CD Feirense

Sinceramente, acredito que o CD Feirense não desça de divisão, nem que mude de treinador, mas seria bom ver a equipa tentar mudar o seu registo e o próprio treinador evoluir noutros momentos de jogo, conseguindo extrair ainda mais dos melhores e mais valiosos ativos do clube, como Luís Machado, que é um autêntico portento fisicamente, com capacidade de drible e um excelente remate de média-longa distância, ou Tiago Silva, que, por incrível que pareça, sendo um jogador tecnicamente evoluidíssimo, com uma visão de jogo impecável e com um estilo mais de posse e jogo apoiado, tem se dado muito bem pelos ares de Santa Maria da Feira.

O CD Feirense e Nuno Manta Santos têm potencial para mais e melhor. Existe melhor altura para mudar do que uma altura de crise profunda – a nível exibicional e agora até de resultados?

Foto de Capa: CD Feirense

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Revalidações estão complicadas

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Com cinco das nove provas da Taça do Mundo de Ciclocrosse já disputadas, pode-se começar a fazer uma análise da época e das candidaturas ao título final, que está complicado para os campeões em título, Mathieu van der Poel e Sanne Cant.

No lado feminino, a belga está no segundo posto, a poucos pontos da líder Marianne Vos, mas as suas exibições colocam-na bem longe da forma do ano anterior, em que venceu cinco etapas. Na verdade, a regularidade dá a Cant um bom posicionamento na tabela, mas ainda não somou sequer qualquer podium.

Vos lidera e já venceu duas etapas, mas a vantagem é curta e, além de Cant, também Ellen van Loy está muito perto. A classificação geral está muito aberta, e a ciclista em melhor forma parece ser Annemarie Worst, que, apesar de ter falhado as duas rondas inaugurais, também já está entre as primeiras.

Já nos homens, van der Poel está a pagar o preço de ter decidido não participar nas duas primeiras rondas para se poupar para uma época, que, entre ciclocrosse, estrada e mountain bike, será extremamente longa. O holandês venceu as três provas em que participou, mas isso não chega para mais que sétimo posto.

Na frente, está Toon Aerts, que venceu as duas provas inaugurais e continuou o bom momento nas primeiras provas europeias com dois terceiros e um quarto. Depois de já ter sido terceiro na época transata, parece este ano ter encontrado a solução para se bater de igual com as duas superestrelas da modalidade, van der Poel e van Aert.

Wout van Aert só recentemente resolveu os seus problemas contratuais
Fonte: Team LottoNL – Jumbo

Regular tem sido também a época de Wout van Aert. O campeão do Mundo teve um defeso complicado devido a uma rescisão contratual em litígio e ainda não provou o sabor da vitória na Taça do Mundo deste ano, mas já foi segundo por quatro vezes.

Com ainda tanto por decidir, Namur receberá a próxima etapa no dia 23 de dezembro e ajudará a perceber quem sairá por cima nestas lutas de titãs.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Corendon-Circus Cycling Team

Mourinho perdeu o toque de Midas

Confesso-me. Apesar de não ser adepto do FC Porto, cresci, vivi e admirei a era de ouro da equipa portista ao comando de José Mourinho. Graças ao FC Porto de José Mourinho aprendi que o papel do treinador numa equipa de futebol não deve ser subvalorizado. Descobri com Mourinho que milagres no futebol também são possíveis.

Mourinho ensinou-me, sozinho, mais coisas sobre futebol do que eu algum dia poderia imaginar. Embora a memória curta no futebol seja um problema recorrente e sem solução, eu não me esqueço de tudo isto.

É também por isso que o digo e afirmo: José Mourinho perdeu o “seu” toque de Midas. O que não quer dizer que o treinador português não possa voltar a ser o treinador de sucesso que já foi outrora. Na minha opinião, Mourinho deverá apenas mudar a sua abordagem em equipas futuras.

Os jogadores que José Mourinho encontrou naquela equipa de 2003/2004 do FC Porto já não são os mesmos jogadores de hoje em dia. São talentosos em igual medida, sem dúvida alguma, mas é notório que são jogadores bem mais imaturos. O futebol atual “mima” demasiado os jogadores e o resultado é que cada vez mais temos “crianças” dentro de um balneário. A tendência diz-me que isto vai piorar, não melhorar. José Mourinho tem, por isso, que se adaptar aos tempos.

O despedimento de José Mourinho no Manchester United FC não foi uma surpresa para mim. Diria que era, até, uma inevitabilidade. Nunca consegui ver, ao longo destas três épocas, a simbiose perfeita entre o plantel e o treinador português. E não desprezemos esse aspeto.

Fonte: Manchester United FC

Aquilo que eu mais admirava em José Mourinho era o facto de conseguir aproveitar os vários jogadores “mal-amados”, que nunca mais foram os mesmos no pós-Mourinho. Assim de cabeça, lembro-me logo de um nome: Wesley Sneijder. Mas há mais.  E esse era o grande trunfo, para mim, do treinador português. Na minha opinião, conseguir incutir este espírito competitivo nos seus jogadores é meio caminho para o sucesso. José Mourinho nunca conseguiu isso em Old Trafford. Pogba será o perfeito exemplo do declínio de José Mourinho nesse aspeto. Mourinho nunca conseguiu lidar, nem trabalhar com o jogador francês, apesar de ter um excelente historial no acompanhamento de jogadores problemáticos.

Vi um treinador mais obcecado em gastar grandes valores de dinheiro em transferências, do que em tentar aproveitar e rentabilizar aquilo que tinha, tal como fez no FC Porto e no Inter de Milão.

Este não é o mesmo José Mourinho. Não é o treinador pelo qual eu ganhei uma grande admiração.

Para além destes aspetos todos, há também a vertente tática, que me tem desiludido muito no treinador português. Vi em Manchester um treinador cada vez mais “limitado” nas opções táticas que tomava. Uma obsessão quase irritante de praticar um futebol defensivo e que se adaptava muito pouco aos adversários que defrontava.

Também vi em Manchester um treinador que falava cada vez menos de futebol nas suas conferências de imprensa, e cada vez mais sentia a “necessidade” de relembrar os feitos conquistados no passado. Quando assim o é, nunca é bom sinal.

Mourinho não está condenado ao insucesso e ao declínio. Aquilo que eu desejo é que o treinador português faça uma análise introspetiva e corrija alguns dos erros que tem cometido nas suas últimas experiências.

José Mourinho tem que se adaptar ao futebol atual, não será o futebol atual que se irá adaptar a ele. Como homem sábio que é, acredito plenamente nas suas capacidades para voltar a encher os portugueses de orgulho.

Foto de capa: Sky Sports