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Agora quem dá a bola é Jorge Sampaoli

O Santos FC anunciou a contratação do renomado treinador argentino Jorge Sampaoli. O experiente técnico de 58 anos chega ao “peixe” com estatuto de treinador de primeira linha. Também não podia ser de outra forma, pois o currículo do técnico é invejável.

Sampaoli destacou-se quando comandou o Club Universidad de Chile, sendo tricampeão nacional. Considerado o melhor técnico do país, foi convidado a treinar a seleção nacional chilena. A expetativa dos adeptos e da imprensa chilena sobre o trabalho do treinador era grande. O Chile sempre foi um rival tradicional para Argentina e Brasil no continente sul-americano, mas nunca conseguiu estar em pé de igualdade com os dois gigantes. Porém, Sampaoli chegou à seleção e soube trabalhar brilhantemente com o “material” que tinha à sua disposição. Soube entender as limitações da equipa e fez um plano de jogo extraordinário para a seleção. O resultado esteve à vista em 2015 com o inédito título da Copa América.

O mundo abriu os olhos para Sampaoli e uma proposta europeia chegou ao treinador, que prontamente aceitou. O seu destino era o Sevilla FC. Nos blanquirrojos, ficou por apenas uma temporada e levou o clube ao quarto lugar da La Liga, atrás apenas dos favoritos FC Barcelona, Real Madrid CF e Atlético de Madrid. O Sevilla de Sampaoli gostava de jogar com intensidade e pressionava o adversário ainda no seu terreno defensivo.

Jorge Sampaoli levou a seleção chilena à glória ao conquistar o inédito título da Copa América de 2015.
Foto: conmebol.com

Entretanto, uma proposta da seleção argentina fê-lo deixar o clube espanhol. A possibilidade de treinar o seu país num Mundial foi considerada irrecusável pelo treinador. Mas o tempo era curto. A Argentina estava muito mal nas Eliminatórias, corria o risco de ficar de fora do Mundial e Sampaoli tinha pouco tempo para colocar em prática o seu modelo de jogo. A classificação argentina para o Mundial aconteceu apenas na última jornada e as atuações da seleção preocupavam. Sampaoli não conseguia fazer com que a Argentina tivesse um padrão de jogo aceitável e a pesada derrota ante a Espanha, por 6-1, num amigável de preparação para o Mundial, anunciava o fracasso que a participação na competição se poderia tornar.

Os três meses que tinha até à prova não foram suficientes para “arrumar a casa” e a Argentina caiu nos oitavos de final. Pior do que ser eliminada foi o futebol demonstrado pela seleção. A seleção parecia um amontoado de jogadores em campo, totalmente desorganizada e sem padrão de jogo. Claro que a culpa pela fraca prestação caiu sobre Sampaoli. Realmente, o treinador não fez um bom trabalho e os onzes e as substituições foram alvos de críticas.

Esta retrospetiva dos últimos trabalhos de Jorge Sampaoli mostra-nos que a sua carreira tem mais pontos positivos do que negativos. Evidentemente, não podemos ignorar o seu trabalho na seleção argentina, mas desde que comandou o Universidad de Chile que as suas equipas mostram um futebol bastante interessante. Espera-se que o treinador tenha sucesso no Santos. No entanto, vai precisar de se habituar ao famigerado calendário e entender que, em pausas internacionais, o futebol continua. Vai ter que estar preparado para o campeonato estadual – vencê-lo não será nenhuma grande conquista, mas perdê-lo será quase uma tragédia. O Santos também arrisca em contratá-lo. Afinal, o treinador assinou por dois anos e o seu salário gira em torno de um milhão de reais (pouco mais de 225 mil euros). É muito pesado para um clube que está numa situação financeira delicada.

O plantel também precisa de ser fortalecido. Após a saída de “Gabigol”, a equipa perdeu muito do seu poderio ofensivo. Manter Bruno Henrique e reforçar o setor será imprescindível. Se Sampaoli conseguir fazer funcionar a equipa santista em campo, pode fazer uma boa campanha no Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil, e até lutar pelo título. O ano de 2019 precisa ser de recomeço na vila mais famosa do mundo. Reestruturar o clube e o plantel para que num futuro próximo os frutos sejam colhidos.

Foto de capa: Santos FC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Os “machos” do futebol português

“Vivemos em Setúbal, uma terra de machos”. Foi esta a frase que o Lito Vidigal disse na conferência de imprensa após o jogo contra o SL Benfica, quando foi questionado pelo seu estilo de jogo abusivamente agressivo. Ao ter ouvido estas palavras, muita coisa me passou pela cabeça. Mas a principal conclusão a que eu cheguei é que é de machos que a malta gosta.

Eu parto do princípio de que tudo aquilo que se vê dentro das quatro linhas parte sempre um pouco da mentalidade das pessoas, mais precisamente, das pessoas que estão nas bancadas. Como tal, acho que qualquer pessoa que acompanhe o futebol português consegue ver que os machos são aquilo de que o povo gosta.

Mas, afinal, o que são os machos? Os machos são aqueles apologistas do autocarro, do anti-jogo e das equipas “sarrafeiras”, do futebol de contenção medíocre, das equipas que mais se preocupam em não deixar jogar o adversário do que mostrar um futebol positivo que valorize o jogo e o jogador, são os apologistas da dureza e agressividade em detrimento das ideias e do modelo. Os machos são aqueles que mais contribuem para o facto da Primeira Liga ser o campeonato da Europa com menor tempo útil de jogo.

José Mota sempre se tem caracterizado pelo seu futebol de contenção
Fonte: CD Aves

Outro dos “machos” mais conhecidos do nosso futebol, José Mota, até tem tentado deixar outra imagem nos jogos contra os grandes, nomeadamente na Supertaça e no último jogo contra o Sporting, onde mostrou uma equipa a jogar de forma mais aberta e a enfrentar o adversário olhos nos olhos, o que por um lado até é compreensível visto que é nestes jogos que têm mais visibilidade, mas ao receber ‘clubes do seu campeonato’ já regressa às velhas lides.

Com isto, eu quero dizer que são os “machos” que contaminam o futebol português e proporcionam espectáculos paupérrimos para as bancadas. E, por favor, não me venham com a conversa de que cada treinador tem a sua estratégia e as suas armas e que temos de respeitar isso. As pessoas vão ao estádio para ver futebol, pagam bilhete e o dinheiro custa a ganhar. Mas, em vez disso, vão ao estádio para verem equipas a demorar eternidades para repor a bola em jogo e jogadores a simularem lesões, e os adeptos gostam.

É por isso que enquanto formos dominados pela mentalidade dos Litos Vidigais e Josés Motas desta vida, o futebol português dificilmente andará para a frente. Que as ideias de Marcel Keizer, Ivo Vieira e Nuno Manta Santos perdurem no nosso futebol e consigam deixar uma imagem mais positiva e que atraia mais seguidores em Portugal.

 

Foto de Capa: Vitória FC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Juventus FC 1-0 AS Roma: Serviços mínimos garantem Natal confortável na liderança

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No jogo grande da jornada, a Juventus FC entrou em campo a saber que precisava de ganhar para manter a vantagem de oito pontos sobre o segundo classificado, o SSC Napoli. Ao início da tarde, os napolitanos receberam e venceram o SPAL por 1-0, colocando pressão na Vecchia Signora.

Massimiliano Allegri fez duas alterações em relação ao jogo com o Torino, com Szczęsny e Bentancur a entrarem para os lugares de Perin e Emre Can. Do lado dos romanos, Eusebio Di Francesco também fez duas alterações no onze inicial: saíram Juan Jesus e Kluivert e entraram Santon e Schick.

A Juventus entrou bem no jogo, procurando explorar as costas da defensiva da AS Roma. Alex Sandro esteve em destaque por duas vezes: primeiro aos sete minutos, isolado na área, rematou para uma defesa do outro mundo de Olsen e depois aos 17’, com um disparo de meia distância, ao qual o guarda-redes da formação romana correspondeu com uma defesa de elevada dificuldade.

A AS Roma apostava no futebol direto, com ataques rápidos a explorar a velocidade do seu tridente ofensivo, mas sem conseguir criar lances de verdadeiro perigo. Os romanos apresentaram-se dispostos num 4-3-3, que se tornava num 5-3-2 no momento defensivo, com Shick e Ünder a constituírem a primeira linha de pressão e Florenzi a compor a linha de cinco elementos à frente de Olsen.

A intensidade da pressão da equipa de Di Francesco ia oscilando, mas, como é apanágio das equipas italianas, o bloco defensivo apresentava-se compacto e ia sustendo as investidas da equipa da casa.

Aos 34’, num momento de desatenção da defensiva romana, De Sciglio recuperou a bola na direita do seu ataque e fez um cruzamento largo para a área da Roma. Mandžukić ganhou nas alturas ao defesa adversário e cabeceou para o primeiro golo da noite.

Mandžukić marcou o primeiro golo do jogo
Fonte: Juventus FC

Até ao final da primeira parte, a Roma ainda esteve perto de marcar, com N’Zonzi a aparecer em zona central a cabecear, mas Szczęsny encaixou, para levar a Juventus a vencer para o intervalo. O resultado espelhava uma primeira parte onde quase só deu Juve.

A segunda parte foi pobre em oportunidades, com a equipa da casa a descer linhas e a controlar as operações, procurando aumentar a vantagem no resultado, e a Roma a espreitar o contra-ataque.

Aos 58’, Cristiano Ronaldo esteve perto de marcar por duas vezes,mas Olsen esteve intransponível. O jogador português começou por cabecear na zona de penálti para uma defesa de recurso de Olsen e, no seguimento da jogada, recebeu a bola à entrada da pequena área e rematou de primeira para (mais) uma excelente defesa do sueco.

Bentacur controla a bola perante a pressão de Kolarov
Fonte: Juventus FC

O jogo continuava morno, com poucos lances de perigo, e muito disputado no meio-campo. Foi preciso chegar perto do final para se assistirem a novas oportunidades claras de golo.

Em cima do minuto 90’, a AS Roma esteve perto do empate, após um livre no lado direito do seu ataque. Cristante (ex-SL Benfica) saltou mais alto e cabeceou para uma defesa apertada de Szczęsny.

Na resposta, a Vecchia Signora marcou, por intermédio de Douglas Costa, após excelente trabalho de Ronaldo na direita, mas o árbitro anulou o golo após consulta do VAR. O videoárbitro detetou uma falta de Matuidi, que originou a perda de bola da AS Roma.

Num jogo “cinzento” e parco em oportunidades, a Juventus FC venceu a AS Roma e consolidou o primeiro lugar na Serie A, mantendo a distância de oito pontos para o segundo classificado. A equipa de Massimiliano Allegri continua invicta no campeonato e passa o Natal confortavelmente na liderança. A Roma complicou a sua luta pelos lugares europeus e desceu ao décimo lugar.

 

Onzes iniciais:

Juventus FC: Szczesny, De Sciglio, Bonucci, Chiellini, Alex Sandro, Bentacur, Pjanic (Emre Can, 71’), Matuidi, Dybala (Douglas Costa), Mandzukic e Cristiano Ronaldo.

AS Roma: Olsen, Santon, Manolas, Fazio, Kolarov, Cristante, N’Zonzi (Dezko, 79’), Under (Perotti, 71’), Zaniolo, (Kluivert, 46’) e Schick.

Os últimos 5 campeonatos em que o FC Porto foi líder no Natal

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A dois dias do Natal, o FC Porto está neste momento na liderança isolada da liga portuguesa com o Sporting CP e o SC Braga na luta pelo primeiro lugar, em segundo e terceiro lugar, respetivamente. Os Leões encontram-se neste momento a dois pontos dos Dragões e a equipa arsenalista está precisamente a três pontos. No entanto, tanta o SC Braga como o Sporting CP têm amanhã duas deslocações difíceis que poderão fazer com que o FC Porto se distancie na corrida ao título. O SC Braga vai jogar ao Estádio da Luz contra um SL Benfica que, aos poucos, tem recuperado a sua forma e o Sporting vai defrontar o Vitória SC no D. Afonso Henriques, uma deslocação que quase sempre causa dificuldades aos três grandes.

O FC Porto recebe no mesmo dia o Rio Ave FC e tem a oportunidade de passar a quadra natalícia na liderança, uma prenda que todos os adeptos portistas terão desejado. O clube de Vila do Conde já não ganha há quatro jogos e no seu último jogo sofreu uma derrota pesada contra o Sporting CP, por 5-2, a contar para a Taça de Portugal. Os azuis e brancos estão em excelente forma e procuram a 15ª vitória consecutiva e Sérgio Conceição, para além dos três pontos, quer com certeza alcançar o recorde que é até ao momento de Artur Jorge (15 vitórias seguidas).

No entanto, passar o Natal como líder do campeonato nem sempre significa “festa” em abril/maio. Elaboramos e analisamos uma lista das últimas cinco vezes que o FC Porto era líder no dia de natal para provar tal facto.

Académico BC 21-32 Sporting CP: Clássico termina com vitória tranquila dos leões

Clássico em Braga este sábado, com a equipa do Académico BC a receber, no histórico Pavilhão Flávio Sá Leite, o Bi-Campeão nacional Sporting, num jogo que punha frente a frente o quarto e segundo classificados, respetivamente. A equipa de Lisboa entrava nesta partida sabendo que precisava de vencer para não deixar fugir o FC Porto, primeiro classificado do Campeonato, que vencera na sexta feira o Boa Hora FC por 32-20 em jogo antecipado da 16ª jornada.

Jogo com duas partes totalmente diferentes. Uma primeira parte muito intensa – como é costume -, e com a palavra-chave a ser o equilíbrio entre os dois conjuntos. O ABC começou por defender muito aberto, oscilando entre o 3-3 e o 3-2-1 no plano defensivo. Uma defesa agressiva que colocava muita pressão no ataque leonino comandado pelo experiente Carlos Ruesga. Já no plano ofensivo, o ABC mantinha o seu jogo caraterístico de posse e circulação lenta para depois tentar penetrações aos seis metros ou fazer combinações com o pivot.

Nos minutos iniciais, o ABC ainda conseguiu uma ligeira separação de três golos. O Sporting conseguia, contudo, ganhar várias bolas com a sua forte defesa, o que dava origem a contra-ataques concretizados pelo ponta-direita Fábio Chiuffa, que rapidamente chegou aos 5 golos, fruto da sua velocidade. As duas equipas foram assim para o intervalo com o resultado de 12-13 para o Sporting.

Fonte: Federação de Andebol de Portugal

A segunda parte foi diametralmente oposta, em grande parte devido ao enorme jogo de Skok. O guarda-redes começou por realizar três defesas em ataques consecutivos, o que permitiu ao Sporting disparar de um 12-13 para um 12-16, que aos 36 minutos de jogo já se encontrava num 13-18.

O treinador da equipa de Braga, Jorge Rito, arriscou ao tirar Humberto Gomes da baliza e a jogar em superioridade numérica de sete para seis, com dois jogadores na posição de pivot, mas a estratégia não surtiu grande efeito. Aos 45 minutos de jogo, o resultado encontrava-se nos 17-23 favorável aos visitantes. A equipa de Hugo Canela geriu o resultado calmamente e nem a expulsão direta de Bosko Bjelanovic colocou em causa a confortável vitória dos leões, que terminou com o resultado final de 21-32.

Equipas Iniciais:

Académico BC: Humberto Gomes, Dario Andrade (1), Antonio Ventura (2), Nuno Silva (2), Miguel Baptista (3), André Rei (3), Hugo Rocha (5), Eduardo Mendonça (1), Hugo Rosário, João Peixoto, José Rolo (4), Carlos Bandeira, Carlos Oliveira, Francisco Silva, Cláudio Silva, Rui Ferreira.

Sporting: Aljosa Cudic, Ivan Nikcevic (2), Pedro Valdes (3), Carlos Ruesga (3), Edmilson Araújo (3), Fábio Chiuffa (8), Luís Frade (8), Bosko Bjelanovic(1), Carlos Carneiro (3), Neven Stjepanovic, Matevz Skok, Matej Asanin, Frankis Carol, Tiago Rocha, Nuno Reis(1), Gonçalo Grácio.

CD Feirense 0-1 Portimonense SC: Tarde complicada para os homens da Feira

O Portimonense SC venceu o CD Feirense por uma bola a zero, em partida a contar para a 14ª jornada da Primeira Liga.

O Feirense entrou motivado nesta jornada, depois da vitória sobre o Paços de Ferreira para a Taça de Portugal, em busca de uma vitória que fizesse com que o clube de Santa Maria da Feira saísse da zona de despromoção, ainda que provisoriamente, depois de onze jogos sem conseguir vencer para a Primeira Liga. De Portimão viajou um Portimonense à procura dos três pontos que fizessem com que a equipa de António Folha subisse à primeira metade da tabela classificativa.

Nuno Manta Santos fez três alterações em relação à última jornada do campeonato, em que perdeu em Braga por quatro bolas a zero, promovendo as entradas de Mesquita, Crivellaro e Philipe Sampaio, para as saídas de Diga, Luís Machado e Nascimento. Folha, do outro lado, promoveu x alterações depois da vitória caseira frente ao Vitória de Setúbal. Saíram Pedro Sá e Nakajima para as entradas de Lucas Fernandes e Wellington.

O jogo começou equilibrado, com as equipas a lutar pela bola a meio-campo, mas foi o Portimonense a criar perigo aos três minutos. Lucas Fernandes atirou de fora da área ao poste da baliza de Brigido.

Aos seis minutos, foi a vez do Feirense responder. Cris ganhou uma falta junto ao limite da grande área e Babanco atirou a rasar a trave.

O Feirense pegava no jogo mas falhava no último terço do terreno, e o Portimonense apostava em Jackson Martinez através de bolas longas para lançar o ataque.

Aos 28’, foi a vez do avançado dos algarvios cheirar o golo. O colombiano atirou “de primeira” à entrada da área e a bola beijou a trave de Brigido.

As equipas continuaram com uma estratégia calculista, de forma a não sofrer no primeiro tempo, e o encontro foi mesmo para o intervalo empatado a zeros.

O Portimonense voltou do intervalo determinado a desbloquear o resultado no marcador e , aos 49 minutos, Lucas Fernandes bateu um livre, Jackson Martínez ganhou o duelo aéreo na área do Feirense e Jadson só não fez o primeiro da partida porque Brigido saiu rapidamente aos seus pés e defendeu.

O Feirense respondeu numa jogada semelhante aos 55 minutos. Vitor Bruno bateu o livre para a área e Briseño ganhou nas alturas, valendo a defesa de Ricardo Ferreira a evitar o golo da equipa da casa.

Aos 67, o Portimonense chegou mesmo à vantagem. Num livre batido por Paulinho, a bola desviou em vários homens no coração da área e chegou a Dener, que empurrou para o fundo das redes do Feirense. Estava desfeito o nulo no placar.

O CD Feirense esteve à beira do golo aos 89’ por Crivellaro. Valencia arrancou na ala direita, cruzou e Crivellaro, sozinho na grande área, atirou para uma grande defesa de Ricardo Ferreira.

Fonte: Portimonense SC

O CD Feirense continuava a perseguir o golo que daria o empate, e novamente Valencia pela direita criou perigo, cruzando para Edinho, que cabeceou ligeiramente por cima.

Apesar de muita luta dos homens de Nuno Manta Santos, o Portimonense saiu por cima neste duelo da 14ª jornada do campeonato.

Os adeptos fogaceiros, no final do encontro, mostraram a sua insatisfação perante a série negativa de resultados por que passa a equipa da casa.

O Portimonense, com esta vitória, sobe provisoriamente ao sétimo lugar da classificação. O Feirense desceu, desta forma, ao 17º e penúltimo lugar da tabela classificativa.

LÊ MAIS: Deserto de ideias em Santa Maria da Feira

O CD Feirense encerra 2018 no dia 29 deste mês, com a receção ao Sporting CP, em jogo a contar para a Taça da Liga. Os algarvios recebem, já em 2019, o SL Benfica, na próxima jornada do campeonato.

Onzes iniciais e substituições:

CD Feirense: Brigido; Vitor Bruno, Philipe Sampaio, Briseño, Mesquita (Valencia, 72’); Tiago Silva, Cris (Luís Machado, 68’), Babanco (Marco Soares, 86’), Sturgeon; Crivellaro, Edinho.

Portimonense SC: Ricardo Ferreira; Tormena, Jadson, Rúben Fernandes, Manafá; Ewerton, Wellington (Tabata, 63’), Lucas Fernandes (Marcel, 77’), Dener; Paulinho (Felipe Macedo, 88’), Jackson Martínez.

Al Ain FC 1-4 Real Madrid: Uma final onde a experiência falou mais alto

Al Ain FC e Real Madrid CF defrontaram-se na final do Campeonato do Mundo de Clubes de 2018, realizado nos Emirados Árabes Unidos. Depois de derrotarem o CA River Plate, da Argentina, e o Kashima Antlers, do Japão, respetivamente, os dois clubes, muito diferentes em tudo, disputaram o troféu internacional. O Real Madrid, teoricamente mais forte, foi à procura da quarta conquista nesta competição.

Vimos uma primeira parte muito pobre em termos de futebol, muito devido à grande diferença entre os dois finalistas desta edição do Campeonato do Mundo de Clubes. O Real Madrid controlou totalmente a partida, beneficiando da muita posse de bola e da experiência na ocupação dos espaços sem bola. No entanto, poucas foram as grandes oportunidades de golo para os atuais detentores da Liga dos Campeões.

Logo ao minuto quatro, Lucas Vázquez atirou ao poste da baliza do Al Ain, num lance algo confuso dentro de área. O anfitrião da competição ia tentando sair no contra-ataque, mas sempre sem grande perigo. Ao minuto 12, os visitados tiveram a melhor oportunidade da primeira parte. Hussein El Sharat fez tudo bem, mas Sergio Ramos conseguiu evitar o golo do Al Ain, com um corte em cima da linha. Na resposta, o Real Madrid chegou ao golo, depois de um excelente remate de Luka Modrić, que venceu há uns dias o famoso “Ballon d’Or”. Um minuto depois do golo espanhol, o Al Ain também marcou, mas Caio estava fora de jogo no início da jogada, que resultou num golo bem anulado por Gianluca Rocchi.

Antes do apito para o intervalo, o Real Madrid desperdiçou duas oportunidades para aumentar a vantagem. Primeiro, Karim Benzema, que esteve apagado no primeiro tempo, atirou por cima da baliza, depois de uma boa jogada de Lucas Vázquez. Depois, foi o autor do único golo até ao momento, Luka Modrić, a rematar forte no seguimento de um canto para uma grande defesa de Khalid Eisa.

O Al Ain FC foi a grande surpresa da competição. Uma grande oportunidade para o clube árabe, que defrontou um dos melhores clubes do mundo
Fonte: Al Ain FC

A segunda parte começou com um ritmo mais alto, mas foi sol de pouca dura. O Real entrou forte e com vontade de ampliar a vantagem: logo aos 53 minutos, Karim Benzema desperdiçou mais uma oportunidade de golo. Seis minutos depois, o francês teve nos pés mais uma ocasião para marcar, depois de uma combinação com o croata Modrić.

No minuto seguinte, o Real Madrid conseguiu o golo que tanto desejava. Um golaço do jovem Marcos Llorente. Depois do golo, o jogo morreu por completo e só à passagem do minuto 75 é que se assistiu a mais uma oportunidade para os anfitriões, embora sem sucesso. Por esta altura, o jogo já estava partido e, cinco minutos depois, Sergio Ramos, de cabeça, marcou o terceiro golo da partida. A vitória já não escaparia aos espanhóis.

Até ao apito final, e antes de se ver a celebração do Real Madrid, o Al Ain marcou o “golo de honra”. Depois de um livre lateral bem batido por Caio, o defesa-esquerdo japonês Shiotani fez um belíssimo golo de cabeça. E quando já se pensava na comemoração, eis que Vinicius Júnior pegou na bola e rematou à baliza, tendo a bola batido no defesa recém-entrado Nader e só parado no fundo das redes do Al Ain.

Uma vitória mais do que esperada do Real Madrid, que conquista pela quarta vez a competição. Do outro lado, fica uma excelente prestação do Al Ain, que teve uma experiência única no Campeonato do Mundo de Clubes da FIFA, realizada nos Emirados Árabes Unidos.

Onzes Iniciais

Al Ain FC: Khalid Eisa; Mohamed Ahmed (64´ Mohammed Bandar); Ahmed; Fayez; Shiotani; Doumbia; Aboudan; Abdulrahman (67’ Mohamed Abdulrahmam); El Sharat; Caio; Marcus Berg (75´Nader)

Real Madrid: Courtois; Carvajal; Sergio Ramos; Varane; Marcelo; Kross (70’ Ceballos); Modric; Marcos Llorente (82´ Casemiro); Gareth Bale; Lucas Vásquez (84´Junior Vinicius); Benzema

O presente e o futuro: Christian Coleman ou Noah Lyles?

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A velocidade norte-americana tem uma capacidade única de regeneração. É verdade que a dimensão do país e a possibilidade de escolhas influencia bastante, mas também é verdade que alguns dos técnicos mais conceituados e algumas das técnicas mais inovadoras são utilizadas no país do tio Sam.

No que se refere às distâncias de velocidade mais curtas, os norte-americanos têm nomes como Justin Gatlin (o atual campeão mundial dos 100 metros, hoje com 36 anos), Ronnie Baker (um fabuloso 2018 e ainda com 25 anos), ou Mike Rodgers (de novo abaixo dos 9.9 nos 100 aos 33 anos). As gerações novas também revelam enormes valores e, para se ter uma ideia, no top-10 dos mais rápidos em 2018, seis nomes foram norte-americanos. Nestes não constavam nem Justin Gatlin, nem Trayvon Bromell, uma das maiores promessas norte-americanas, que tem sido bastante fustigada por lesões.

Ainda assim, há dois nomes que neste momento se revelam mais excitantes do que todos os outros: Christian Coleman e Noah Lyles. Qual será a maior referência norte-americana no futuro? Acreditamos que, quando ultrapassarmos este ciclo de 3 anos, a resposta estará bem mais clara. 

FC Famalicão 0-0 SL Benfica B: Desintoxicação pré-Natal

Poucos dias antes do Natal, uma visita a Famalicão para ver o emblema maior do concelho nortenho enfrentar os “Bês” do SL Benfica teve certamente um efeito desintoxicador próprio do bom futebol. Habituados que estamos ao jogo excessivamente fechado da Primeira Liga, o segundo escalão do futebol nacional continua a ser uma lufada de ar fresco e a proporcionar jogos de qualidade.

A partida começou com os encarnados por cima e uma boa mancha de Defendi a impedir o golo madrugador. O Famalicão respondeu com um remate muito por alto após excelente cruzamento de David Luiz, mas rapidamente o Benfica voltaria assumir o controlo, com Nuno Santos a aparecer sozinho e só ser parado por um excelente Defendi, que voltaria a brilhar no canto na sequência.

Defendi voltaria a estar em destaque por muitas mais vezes, impedindo os visitantes de aproveitar os espaços criados na defesa famalicense para chegar à vantagem. Do outro lado do campo, não se conseguia acertar com a baliza e os remates teimavam em sair demasiado altos. Assim, apesar dos esforços de parte a parte, chegou-se ao intervalo ainda a zeros.

Famalicão não teve grandes momentos para celebrar
Fonte: FC Famalicão

O segundo tempo viu os da casa equilibrarem o controlo do jogo, mas as primeiras oportunidades continuaram a pertencer ao Benfica. Primeiro, uma jogada individual de Willock só foi parada já dentro de área. Depois, desperdiçou-se uma situação na área famalicense por uma simulação a tentar cavar a grande penalidade.

O Famalicão cresceria na partida e esteve perto do golo por três vezes, mas dois foras-de-jogo e uma excelente intervenção do guardião encarnado mantiveram tudo igual. Na parte final, com o jogo partido, o Benfica também esteve perto do golo, mas Defendi voltou a mostrar-se inultrapassável. 

FC Famalicão: Defendi; Monteiro, Ângelo, Ricardo, David Luis; Ciss, Fabinho (Filipe Oliveira 68’), Hocko; Fabrício, Walterson (Anderson 85’), Willian (Sylla 75’)

SL Benfica B: Ivan; Alex Pinto (Nuno Tavares 45’), Kalaica, Ferreira, Amaral; Keaton PArks, Florentino, Nuno Santos (Dantas 76’), Willock; Saponjic (José Gomes 68’), Filipe

Rui(m) e desenxabido

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Começo esta minha intervenção a perguntar “até quando?”. Uma pergunta simples, à qual gostava de ter uma resposta convincente. Sinceramente, há situações que vão ocorrendo dentro do Sport Lisboa e Benfica que me deixam com cada vez menos palavras para descrever o que vou sentindo.

Apesar de eu ter cada vez menos palavras, o mesmo não vai acontecendo com Rui Vitória, que, semana após semana, tem vindo a aumentar o seu leque de frases e considerações tristes, vazias e completamente desajustadas. Eu continuo a pensar em que raio de mundo vive o treinador do SL Benfica e até hoje não consegui chegar a uma conclusão. Mas que é num mundo à parte, numa realidade paralela, disso não tenho a menor dúvida. Por vezes, pergunto-me se acreditará mesmo nas coisas que diz ou se simplesmente as diz para se escudar e convencer a si próprio do pouco jeito que tem para este espectáculo que é o Futebol.

Após o jogo na Madeira contra o CS Marítimo, Rui Vitória surpreendeu (sim, apesar de tudo continua a surpreender!) com um “mostrámos toda a nossa qualidade”. Após um jogo fraquíssimo, em que precisámos de um penalty para marcar e resolver o jogo, o treinador do SL Benfica defende que se mostrou toda a qualidade.

Melhor: a “nossa”. Mas qual “nossa”? A “nossa”, do Glorioso Sport Lisboa e Benfica, não foi de certeza. Estaria a falar em nome da equipa técnica? Em seu nome? Não entendo como Rui Vitória tem a ousadia de dizer que se fez um jogo de qualidade, quando foi mais um jogo mau, sofrido, sem chama. Além destas declarações, Rui Vitória mostrou-se também descontente por não ter tido bola na recta final do encontro. Aqui até entendo a sua parte, pois eu também ficaria descontente se o resultado fosse 0-1 e a minha equipa não tivesse a posse de bola controlada.

O que eu nunca faria era retirar jogadores como Jonas e Zivkovic do encontro. Ou talvez não colocaria um jogador com as características de João Félix somente aos 90 minutos, como que numa tentativa de “queimar tempo”. Não, esta não é a “nossa” qualidade. Esta é a qualidade de um treinador que, quase quatro anos depois, ainda não percebeu em que clube está.

Os adeptos do SL Benfica merecem mais respeito e menos areia enviada para os olhos
Fonte: SL Benfica

Não satisfeito, Rui Vitória decidiu bisar. Na conferência de imprensa de antevisão do encontro frente ao CDC Montalegre relativizou uma vez mais a contestação pela qual tem vindo a passar. Quando confrontado sobre as críticas dos adeptos benfiquistas após o jogo com o CS Marítimo, o treinador do SL Benfica perguntou “quais benfiquistas” é que o teriam criticado, dizendo depois que a equipa havia saído de campo debaixo de aplausos.

Ora, apesar de já mostrar aqui uma gritante falta de noção, eu quero acreditar que com a pergunta “quais benfiquistas?” Rui Vitória estaria somente a pedir que se enumerasse os benfiquistas que o haviam criticado e que não estivesse, de forma sonsa e baixa, a querer dizer que quem o critica é menos benfiquista. Vou acreditar que não é o caso e que aqui Rui Vitória estaria a “viajar na maionese”, perdido no seu universo paralelo.

“Foi um jogo de Taça, em que sabemos que é normal as equipas de escalão inferior se transcenderem. O CDC Montalegre acabou por fazer uma boa exibição e faltou fluidez ao nosso jogo, mas mérito ao adversário.” – Brutal hat-trick de Rui Vitória no espaço de uma semana! Apresentámos uma qualidade futebolística inferior à do oitavo classificado da série A do Campeonato de Portugal, mas a desculpa que o treinador do SL Benfica decidiu dar foi que a equipa transmontana se transcendeu por ser um jogo de Taça e “acabou por fazer uma boa exibição”.

Se não fosse tão triste até dava para rir. Justificar com uma questão de motivação a boa exibição de uma equipa do Campeonato de Portugal, que mostrou ter um modelo de jogo bem mais trabalhado que o do SL Benfica, é simplesmente surreal. Mais uma vez, Rui Vitória perdido na sua realidade paralela.

Termino esta minha intervenção da mesma forma como a comecei: a perguntar “até quando?”. Até quando vamos relativizar a situação que atravessamos? Até quando vamos levar com frases feitas e cheias de lugares comuns? Até quando vamos ter qualquer equipa minimamente competente a bater-se olhos nos olhos connosco, simplesmente porque o nosso treinador desvaloriza… o treino? Até quando vamos assistir ao gozo público e faltas de respeito constantes para com os sócios, adeptos e a própria instituição Sport Lisboa e Benfica?

Até quando?

Foto de Capa: SL Benfica