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CDC Montalegre 0-1 SL Benfica: Grande (vestido de pequeno) passa à próxima fase

O Benfica venceu o Montalegre nos oitavos de final da Taça de Portugal, mas foi a equipa do Norte que se destacou ao lutar pelo jogo olhos nos olhos de forma incrível, frente a um Benfica passivo e aborrecido. Rui Vitória lançou um onze inicial “secundário”, com o regresso de Corchia que fez apenas o terceiro jogo – só foi usado na Taça de Portugal em ambos os jogos disputados esta temporada para a competição.

A primeira parte foi surpreendente, muito pelo facto do Montalegre ter abanado com a partida nos minutos finais. O Benfica, apesar de em vantagem ao intervalo, não mostrou uma clara superioridade frente ao clube nortenho nos primeiros 45 minutos.

O início foi todo do Benfica, jogando ao leme da mobilidade de João Félix, a segurança de Alfa Semedo e a distribuição de Krovinovic – estes que foram os jogadores mais impactantes por parte dos encarnados. Houve bastante bola para a equipa de Lisboa e pouca insistência dos azuis e brancos nos primeiros minutos em que batalhavam com bravura e demoravam a encarrilar o jogo devido às claras diferenças de qualidade entre as duas equipas. Durante essa adaptação e esforço, deixaram Conti aparecer no coração da área isolado, aos 31 minutos, na sequência de um canto, e marcar o primeiro e único do jogo e que permitia que as águias fossem para intervalo a vencer.

Acontece que o Montalegre mostrou que tinha mais a dizer do que o anteriormente esperado. Os minutos finais foram do clube do Campeonato de Portugal, sendo que estiveram bem mais capazes de marcar o empate do que o Benfica parecia estar a conseguir impedir as suas investidas – várias causadas pelos próprios erros dos encarnados.

As equipas saíam para o balneário com a sensação de que Benfica e Montalegre estavam mais próximos neste jogo do que as divisões que os separam.

Alfa Semedo disse “presente” em diversas ocasiões, sendo um dos melhores em campo do Benfica
Fonte: SL Benfica

De regresso do intervalo, os mesmos que saíram voltaram a entrar, não havendo quaisquer substituições quer por parte de Rui Vitória, quer por parte de José Manuel Viage que cumpriu castigo e teve de ver o jogo da bancada.

A segunda metade foi ainda mais precária que a primeira, principalmente por parte do Benfica. Continuou com um jogo pobre, lento, sem conexão, sem nexo. Krovinovic, que sempre foi um construtor de jogo, tentava fazer isso mesmo, mas as peças não se encaixam neste Benfica de Rui Vitória. O Montalegre conseguiu bater-se com os encarnados, deixando tudo em aberto até ao final da partida.

Do jogo pouco mais há a dizer, devido à paupérrima qualidade dos encarnados que não permitiram fazer do jogo a “festa da Taça” que outras partidas proporcionaram – chuvas de golos nos embates dos outros grandes nesta fase da prova rainha, por exemplo. Porém, é de avultar o trabalho feito pelo Montalegre na partida, que jogou à sua maneira, frente-a-frente e a arriscar no método de jogo que aplicou frente ao Benfica, não se limitando a “estacionar o autocarro”. Grande trabalho de José Viage, dos seus jogadores e do clube transmontano, sendo eles os únicos a proporcionar momentos que valessem grande celebração da prova rainha.

Se o Montalegre tem mérito e orgulho naquilo que fez em campo, o Benfica tem de colocar a mão na consciência quanto à incrível falta de futebol que praticou esta noite.

O Benfica elimina o Montalegre inglório e passa para a fase seguinte, os quartos de final da Taça de Portugal.

Onze inicial do Montalegre: Guedes, Zacharia Ngom (Roberto Garcia, 83′), Vítor Pereira, Vítor Alves, David Carvalho, Márcio Ferrari, Lio, Bela Tavares, Gabi (Álvaro Branco, 70′), Prince Bonkat (Anderson Zangão, 62′) e Paulo Roberto

Onze inicial do Benfica: Svilar, Corchia, Conti, Jardel, Yuri Ribeiro, Alfa Semedo, Gabriel (Gedson, 81′), Krovinovic, João Félix, Zivkovic (Cervi, 72′) e Seferovic (Castillo, 90′)

Sporting CP 5-2 Rio Ave FC: Dá cá mais cinco para a Taça

Mais uma moeda, mais uma goleada. O Sporting CP venceu hoje o Rio Ave FC por 5-2 e está nos quartos-de-final da Taça de Portugal. Os “leões” realizaram uma boa exibição, muito consistente, e derrubaram sem dificuldades os vila condenses da prova rainha, algo que não se avizinhava assim tão acessível. Tanto que Marcel Keizer avançou com um onze titular na máxima força, tal como José Gomes, no lado adversário.

Embalado pelas sete vitórias consecutivas – seis com o técnico holandês no comando – o Sporting entrou “a matar”. Com apenas três minutos de jogo decorridos já se gritava golo em Alvalade: bola cruzada rasteira pela esquerda por Acuña e Diaby, ao segundo poste, a finalizar como um matador.

Uma entrada de “leão”, que teve continuidade. Coates ensaiou uma vez, ao minuto 27′, quando cabeceou ao lado da baliza de Leo Jardim. Na segunda tentativa, o uruguaio fez melhor e “assistiu”: minuto 32′ e após um cabeceamento do defesa-central ao poste, Bas Dost marcou na recarga, oportuno, o 2-0.

Três minutos depois o Rio Ave fazia o seu primeiro remate da partida, por João Schmidt, de livre. A bola saiu muito por cima. Quem também saiu por cima logo a seguir foi Bruno Fernandes. Que diferença de rendimento do médio português! Acuña cruzou novamente do lado esquerdo e Bruno Fernandes, apanhando a bola já bem esticada ao segundo poste, pressionou o gatilho para uma bomba cruzada. 3-0 ao minuto 42′ e muito boa exibição dos “leões”.

Antes do intervalo, e apesar do domínio leonino no marcador e no campo, o Rio Ave conseguiu reduzir com alguma felicidade. Cruzamento de Matheus Reis e Bruno Gaspar, na tentativa de corte, a desviar a bola, com grande efeito, para a baliza do Sporting. 3-1 ao intervalo, com total domínio leonino: jogadas atraentes, futebol ao primeiro toque e um resultado gordo. Do lado do Rio Ave, muito exposto defensivamente, apostava-se no contra-ataque, que esbarrava sempre na boa exibição dos centrais leoninos.

Primeira parte quase de sonho para o Sporting, saindo para o intervalo a vencer por 3-1
Fonte: Bola na Rede

Na segunda parte, o Rio Ave com vontade de fazer estragos, com Vinicius – bem José Gomes a fazê-lo entrar de imediato – a passar por toda a gente, mas a ver Bruno Gaspar a cortar uma bola que ia para baliza deserta.

A partir daqui, e ainda que o Rio Ave estivesse com as suas linhas mais próximas do que no primeiro-tempo, o Sporting voltou ao domínio. Foi, aliás, uma autêntica batalha entre homem – Leo Jardim – e “leão” – os jogadores da casa. Em quatro minutos, Bruno Fernandes e Miguel Luís tentaram ampliar a vantagem, mas o guardião vilacondense defendeu tudo e em grande estilo.

O “muro” só foi de novo derrubado ao minuto 61′. Bruno Fernandes entra bem na área, vê o espaço a fechar e dá, altruísta, para Jovane. O jovem extremo cruza na perfeição para Bas Dost, que quase nem teve de saltar. Cabeceamento matador e 4-1 para os “leões”.

O Rio Ave ainda reagiu e duas vezes de livre. O primeiro, de Galeno e ao minuto 68′, foi para a bancada. O segundo, de João Schmidt e ao minuto 73′, foi direitinho à barra da baliza de Renan Ribeiro. O susto passou, até porque a alegria voltaria já aí!

Com 77′ minutos Bruno Fernandes isola Abdoulay Diaby pela esquerda e o maliano a não hesitar. Olhos na baliza, remate cruzado e “mão-cheia” de golos para o Sporting, que chega assim ao seu 30º golo em sete jogos (!) com Keizer no comando técnico leonino.

Ainda antes do apito final, o Rio Ave subiu mais e chegou ao seu segundo golo do jogo. E num lance polémico. Vinicius foi por ali fora, cai, o árbitro manda jogar, mas depois volta atrás na decisão por mão de Coates. Marcou o próprio Vinicius, concluindo o marcador em 5-2.

O Sporting apura-se assim para os quartos-de-final da Taça de Portugal, deixando o Rio Ave pelo caminho na competição. Mais um belo jogo da formação leonina, que continua a vencer e a golear sob comando de Marcel Keizer. São já sete jogos, sete vitórias e 30 golos marcados.

Onzes iniciais: 

Sporting CP: Renan, Bruno Gaspar (Ristovski, 80′), Coates, Mathieu (André Pinto, 75′), Acuña, Gudelj (Petrovic, 54′), Miguel Luís, Bruno Fernandes, Diaby, Jovane Cabral e Bas Dost.

Rio Ave FC: Leo Jardim. Matheus Reis, Nelson Monte, Buatu, Schmidt, Nadjack (Murilo, 80′), Jambor (Gabrielzinho, 62′), Diego Lopes (Vinicius, 45′), Galeno e Gelson Dala.

CD Feirense 1-1 FC Paços de Ferreira (4-2 GP): Saiu a lotaria em Santa Maria da Feira

O CD Feirense venceu o FC Paços de Ferreira com recurso a grandes penalidades, em jogo a contar para os oitavos de final da Taça de Portugal.

Os fogaceiros entraram em campo após terem eliminado, na Madeira, o Marítimo na eliminatória anterior, enquanto os castores bateram, em casa, o Casa Pia.

Nuno Manta Santos fez seis alterações em relação à última jornada do campeonato, em que perdeu fora de casa, diante do SC Braga, por quatro bolas a zero. Entraram Philipe Sampaio, João Tavares, Tiago Gomes, Marco Soares, Edson Farias e Valencia para os lugares de Briseño, Tiago Silva, Vitor Bruno,Cris,Sturgeon e Edinho. Do outro lado, Vítor Oliveira fez duas alterações em relação à derrota caseira frente ao FC Porto B. O técnico português colocou no onze inicial Fatai e Christian para as saídas de Wagner e Pedrinho.
Apesar do horário a dificultar a comparência dos adeptos, fez-se a festa da Taça no Marcolino de Castro.

O Paços começou por criar mais perigo logo aos dois minutos. Luiz Phellype atirou, já dentro da área, para a primeira defesa de Bruno Brigido. As equipas tentavam chegar a zonas de finalização, mas sem sucesso.

Aos 13 minutos, foi a vez do Feirense chegar com perigo à baliza de Marco. Edson Farias ganhou o duelo com Bruno Teles, foi à linha, cruzou, mas Valencia cabeceou ligeiramente por cima da trave.

Aos 19′ o Feirense voltou à carga por Luís Machado. Valencia deu de calcanhar e, à entrada da área, o médio português mandou uma autêntica bomba, que não passou longe da baliza de Marco.

Aos 28′, um mau passe de Nascimento deu origem a uma transição rápida do Paços, finalizada por Fatai, mas com defesa segura de Brigido.

O jogo manteve-se muito equilibrado, com as equipas a não desmontarem a estratégia definida para a partida e a controlarem os movimentos adversários, dando origem a uma primeira parte sem grandes oportunidades de golo.

Voltaram os mesmos 22 jogadores para a segunda parte, mas Edson Farias acabou por sair de maca aos 47. Entrou para o seu lugar Tiago Silva. A segunda metade parecia seguir a toada da primeira, com as equipas a anularem-se mutuamente.

O Feirense precisava de aumentar os níveis anímicos depois de três jogos sem vencer
Fonte: CD Feirense

Ao quarto de hora do segundo tempo, foi o Feirense a ter a primeira ocasião de perigo, com João Tavares, solto na área, depois de um cruzamento de Luís Machado, a cabecear ao lado.

Aos 65′ cheirou a golo no Marcolino de Castro, e seria para o Paços. Numa transição rápida, Luiz Phellype deu para Uilton, que entrou na área e devolveu para o brasileiro que, já na pequena área, não conseguiu concluir a jogada.

No minuto a seguir Fatai arrancou pela direita e ganhou canto, que se traduziu numa defesa segura de Bruno Brigido após remate de Luiz Phellype.

O Feirense por pouco não fechou a eliminatória aos 90 minutos. Luís Machado cruzou para Crivellaro, que apareceu solto dentro da área, dominou e rematou a centímetros da barra. O resultado manteve-se a zeros no final dos 90 minutos e seguiu-se o prolongamento.

O Feirense entrou com vontade de acabar o jogo antes dos penáltis, e Tiago Silva entrou pela área do Paços, cruzou e apesar de muita atrapalhação, a defesa do Paços conseguiu afastar a bola da sua zona defensiva.

Aos 96 minutos o Paços de Ferreira desbloqueou o marcador. Na sequência de um canto, depois de muita confusão na área do Feirense, Marco Baixinho empurrou para o fundo das redes dos fogaceiros e aproximou os castores dos quartos de final da Taça.

O Feirense respondeu com um remate de meia distância de Babanco, que passou perto da trave de Marco. Marco Soares teve, aos 103 minutos, a melhor oportunidade para os da casa até aí, com um remate à meia volta, já dentro de área, mas que passou ligeiramente por cima da trave.

A primeira parte do prolongamento terminou e quem fazia a festa eram os adeptos pacenses, que se viam a vencer a 15 minutos do fim da partida. Procedeu-se à habitual troca de campo, e de seguida começaram os segundos 15 minutos. Houve uma paragem forçada do jogo, aos 106 minutos, devido a uma falha de luz no Marcolino de Castro.

O jogo retomou com uma grande oportunidade para o Feirense, com Sampaio a atirar rente ao poste da baliza de Marco depois de um livre. No entanto, foi assinalada posição irregular.

O Feirense lançou-se em busca do golo e chegou mesmo ao empate. Aos 112 minutos, Valencia cruzou, Crivellaro dominou mal e a bola sobrou para Tiago Silva que, à entrada da área, mandou um tiraço para o fundo das redes do Paços. Estava feito o empate em Santa Maria da Feira.

O jogo estava bastante partido nesta fase, com ambas equipas a “dar o litro” para chegarem ao golo que poria uma ou outra em vantagem, mas o placar não se alterou. Empate a uma bola no final dos 120 minutos e tudo se decidiu nas grandes penalidades.

Nos penáltis, foi o Feirense o primeiro a bater. Edinho bateu com classe e deixou os fogaceiros na frente; Seguiu-se Pedrinho para o Paços que, com alguma sorte também converteu; Tiago Silva, que tinha marcado o golo dos da casa, atirou por cima; Marco Baixinho marcou e deixou os castores na frente; Valencia enganou Marco e colocou a bola no fundo das redes; Vasco Rocha atirou sem convicção e Brigido restabeleceu a igualdade com um voo fantástico; Crivellaro deixou os homens de Santa Maria da Feira novamente na frente; Wagner atirou e Brigido foi novamente buscá-la ao cantinho;Luis Machado marcou e selou a vitória do Feirense.

Os fogaceiros avançam assim para os quartos de final da Prova Rainha. O Feirense recebe o Portimonense no próximo sábado, em jogo a contar para a 14ª jornada do campeonato nacional e o Paços de Ferreira desloca-se a Viseu, no domingo, para defrontar o Académico de Viseu, em partida referente à 13ª jornada da segunda liga.

Onzes iniciais:
CD Feirense: Bruno Brigido; Diga (100’ Edinho),Nascimento,Philipe Sampaio, Tiago Gomes( 106’ Vitor Bruno); Babanco,Marco Soares,João Tavares(73’ Crivellaro);Edson Farias ( 52’ Tiago Silva), Luís Machado, Valencia

FC Paços de Ferreira: Marco Ribeiro; Marco Baixinho, Bruno Santos,Junior Pius, ,Bruno Teles; Diaby (83‘ Pedrinho),Luiz Carlos,Christian;Fatai (84’Wagner),Uilton ( 92’ Vasco Rocha), Luiz Phellype( 90’ Tanque).

Estará o Mar Azul em maré baixa?

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O Mar Azul (expressão oportunamente criada na época passada por Sérgio Conceição) foi fortemente caracterizado por ser uma falange de apoio incansável ao FC Porto durante a sua caminhada até aos Aliados. Contudo, nova época, nova maré; será que o tsunami gerado pelo desejo da reconquista do título de campeão nacional foi um fator extraordinário que não se repetirá? Ou o 28º campeonato nacional serviu única e exclusivamente como combustível para alimentar a euforia da nação portista?

No Estádio do Dragão:

Bom, comecemos pelos eventos que certamente estarão ainda frescos nas memórias dos portistas; comecemos pela época atual, portanto. Decorridas as 12 primeiras jornadas do campeonato, é possível extrair algo dos números das assistências e, de um modo geral, efetuar uma comparação relativamente à época de estreia deste Mar. Olhemos, então, para esses números:

Fonte: Bola na Rede

Primeiramente, ressaltar que diversos fatores contribuíram para tais resultados, como o dia de semana em que o jogo se realizou, o momento da equipa, o acesso a bilhetes, etc; contudo, de forma a realizar uma análise mais objetiva, ignoremos os aspetos referidos anteriormente. Portanto, vamos aos números: algo que nos salta à vista é a pouca oscilação verificada entre ambas as épocas. A margem de variação de público nos jogos em casa do FC Porto é mínima; para tal ilação, basta comparar as médias das duas temporadas em análise: na presente temporada, a média de assistências no Dragão localiza-se nos 43.473 adeptos por jogo, levando, assim, vantagem sobre os 42.057 da época passada. Para complementar, note-se que em apenas em um jogo da presente temporada não foi ultrapassada a barreira dos 40 mil, situação que pode ser considerada atípica, se olharmos para os números de épocas anteriores às de Conceição.

⦁ Nos jogos fora de portas:

Analisados que estão os jogos no Dragão, viremos a página. Foquemos atenções nas deslocações do FC Porto nesta época, em comparação com as da época anterior.

Fonte: Bola na Rede

No que toca às deslocações do FC Porto esta época, a assistência de todas elas encontra-se acima dos 10.000 (exceto o jogo frente ao Marítimo), porém há que salientar o seguinte: se compararmos os números de 2018/19 com os da época anterior, concluiremos que o FC Porto conseguiu levar mais adeptos ao estádio na época de estreia do Mar Azul (tal apenas não aconteceu no jogo frente ao Vitória FC). Por isso, a média de adeptos que acompanharam o FC Porto de norte a sul do país deveria ser superior na época 2017/18, certo? Mas não, não é. Muito por conta do número extremamente baixo de pessoas que viram no estádio o Vitória FC 0-5 FC Porto, a média de assistências fora de casa de 2017/18 é ultrapassada pela da época atual (21.163 e 21.254, respetivamente)

Veredito:

Após esta análise, é clara a resposta à pergunta do título: não, o Mar Azul não está em maré baixa. Pelo contrário, aliás: os números mostram que a adesão aos jogos do FC Porto têm sido ainda levemente superiores aos verificados na época passada. Portanto, o meu veredito é este: não será por falta de apoio que o FC Porto não conseguirá repetir os feitos da época anterior.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

E o Al-Hilal de Jorge Jesus, enfim, perdeu

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Foi longa a invencibilidade, mas terminou no passado sábado. Foram precisos 18 jogos para Jorge Jesus conhecer o sabor da derrota na Arábia Saudita.

O desaire até aconteceu de forma inesperada: em casa, frente ao Al-Hazm SC, equipa que vive nas posições abaixo da linha de água. A pergunta e a dúvida serão, então, tentar perceber que efeitos este revés terá na equipa comandada pelo experiente técnico luso.

Para já, tal não interferiu com a liderança do campeonato, com 32 pontos, mais três do que o Al-Nassr FC, segundo classificado. Os 13 jogos, dez vitórias, dois empates e apenas uma derrota no campeonato são dados de respeito, mas a tal deve-se juntar a campanha da equipa de Riade na Liga dos Campeões Árabes, um sólido sonho de todos os adeptos e responsáveis do clube.

LÊ MAISEstá em andamento a Liga Saudita da Era Jesus

O Al-Hilal SFC está nesta altura apurado para as meias-finais da prova, depois de eliminar o Al-Shabab SC, do Omã, e o Al-Naft SC, do Iraque.

Jesus sabe que a sua popularidade em paragens sauditas não podia ser maior e os seus incrementos na qualidade de jogo e do trabalho da sua equipa tem conhecido evolução positiva e gradual.

Num onze onde costumam alinhar os europeus Alberto Botía, Carlos Eduardo, Gelmín Rivas e Bafétimbi Gomis, o treinador tem-se esforçado para que, em paragens onde o futebol não tem a qualidade de outras partes do mundo, possa levar as potencialidades dos seus jogadores ao limite, com alta intensidade.

A formação de Riade corre no primeiro lugar da Liga Saudita e é um dos semi-finalistas da Liga dos Campeões Árabes
Fonte: Al-Hilal SFC

Al-Hilal continua na rota do título

Não me parece que este acidente de percurso, a que aludi no início do texto, vá fazer grande mossa na equipa, mas, para provar isso, até ao final do ano, os “Al-Zaeem” (como é conhecido o Al-Hilal) terão dois testes de fogo, contra equipas dos lugares cimeiros da tabela. Sábado, o embate é com o Al-Ahli Jeddah SFC e, no dia 27, há duelo português com Pedro Emanuel, que defende as cores do Al-Taawon FC.

Entretanto, os sauditas vão conhecer quem vão enfrentar nas ‘meias’ da Liga dos Campeões. Enquanto isso, Jesus continua a ser o ídolo das massas e saberá, melhor do que ninguém, que o carinho recebido no Médio Oriente será inesquecível. Contudo, e como está bem na cara, no final da época despedir-se-á…

LÊ MAIS:  E se Jesus ressuscitasse?

Já com a Supertaça do país conquistada, o treinador de 64 anos faz-se acompanhar por uma autêntica legião de portugueses na equipa técnica e procura fazer do “seu” Al-Hilal um autêntico “tubarão” da Arábia.

 

Foto de Capa: Al-Hilal SFC

 

Uma raposa a revitalizar Sacramento

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Há um ano atrás (e nos dez anteriores a este), assistir a basquetebol em Sacramento era um suplício, uma forma leve de tortura pela qual muita gente pagava para sofrer porque… bem, porque há pessoas para tudo. Se perguntassem aos adeptos dos Kings quais eram as expetativas para a nova época, eles olhariam para vocês com cara de poucos amigos, encolheriam os ombros e diriam que, se algum adversário falhar dois lances-livres no quarto período e isso der um cupão para pizza mais barata a quem assista o jogo, já é bastante bom. Se lhes dissessem que em dezembro estariam em lugar de playoff no Oeste e a jogar muito bom basquetebol, riam-se de vocês, riso este seguido de um choro incontrolável, pois isso era impossível. “Era”…

Pela primeira vez em pelo menos uma década, os Kings chegam a dezembro com reais possibilidades de prolongarem a sua época além dos 82 jogos da fase regular. E tudo isso se deve ao incrível talento do “sophomore” do ano: De’Aaron Fox. Após um ano de rookie que deixou muita gente em Sacramento a pensar no que tinham feito no draft, Fox começou a calar os críticos um por um e a mostrar-se a estrela que a capital da California há tanto tempo ansiava ter.

A solução para os problemas que Fox encontrou no seu ano de rookie foi descoberta pelo seu treinador, Dave Joerger. Se Fox gosta de correr, toda a equipa vai correr. Porque se a equipa vai ser montada à sua volta, terá de valorizar os seus pontos fortes. Faz sentido e trouxe resultados. Os Kings passaram da equipa mais lenta na NBA para a segunda mais rápida, e a fórmula é simples: abram alas para Fox. O jovem base tem melhorado em tudo o que é parâmetro ofensivo. Percentagem de lançamento interior e exterior, idas à linha de lance-livre, número de assistências, etc. Tudo o que Fox fazia, faz agora melhor e mais rápido. Mas Fox quer mais ainda. Ainda na semana passada, assumia que um dos seus grandes objetivos para a temporada era fazer parte de uma “All-Defensive Team”. Fox ainda não está a esse nível, mas tem feito também bastantes progressos na defesa, o seu calcanhar de Aquiles. E não deixa de ser interessante perceber que este é um dos grandes objetivos de um jogador tão orientado para o ataque.

Fox dominou Doncic, uma das grandes promessas e surpresas da NBA
Fonte: Sacramento Kings

Os Kings estão na luta pelos playoffs, e, embora jogadores como Buddy Hield, Bjelica ou o recém-regressado Bogdanovic venham fazendo uma boa temporada, muito do sucesso da turma de Joerger se deve ao seu base. Numa altura em que jogadores como Marvin Bagley III ou Harry Giles tardam em afirmar-se, é importante que um jogador que teve uma primeira temporada complicada se apresente a este nível. Fox está a jogar como um All-Star. Conseguirá a sua primeira presença no jogo das estrelas se continuar a este nível e isso é um enorme passo para um jogador no seu segundo ano. Ainda para mais numa conferência que conta com bases como Stephen Curry, Russell Westbrook, James Harden ou Klay Thompson. Para já, no entanto, De’Aaron Fox vai brilhando e trazendo sorrisos às pessoas de Sacramento, que começavam a achar que o pesadelo da mediocridade tinha chegado para ficar.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Sacramento Kings

UEFA Youth League – o balanço até agora

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Na última quarta-feira, dia 12 de dezembro, jogou-se a última partida dos sub-19 do Benfica a contar para a fase de grupos da UEFA Youth League. Quando as Águias ainda precisavam de triunfar sobre o AEK para passarem à próxima fase, os rapazes vinham com vontade e necessidade de vencer o encontro, e assim o fizeram. Ao baterem o AEK por três bolas a zero, o Benfica consegue subir para o segundo lugar do grupo e assim ter de jogar um play-off, no qual irão defrontar os franceses do Montpellier.

Tal como o grupo da equipa sénior na UEFA Champions League, a equipa sub-19 do Benfica integrou o grupo constituído pelo Ajax da Holanda, o Bayern de Munique, e o AEK da Grécia. Logo neste sorteio o Benfica sabia que ia defrontar uma das melhores academias do mundo, na qual já se formaram jogadores de classe mundial. A academia do Ajax é temida pois produz jogadores de qualidade, que mais tarde passam a jogar nas melhores ligas de futebol. Apesar disto, o Benfica consegue vencer qualquer equipa de formação de jovens, pois também temos das melhores academias (e mais tecnologicamente evoluídas) a nível mundial.

Os sub-19 do Benfica não tiveram uma prestação boa na época passada (quase como um espelho da prestação da equipa sénior na Liga dos Campeões), e não conseguiram sequer passar da fase de grupos. Precisavam de melhorar e chegar mais longe este ano, e já superaram essa expectativa.

“Jota” Filipe foi dos jogadores mais influentes nos primeiros dois jogos dos sub-19 do Benfica na Youth League deste ano, ao marcar dois golos no triunfo frente ao Bayern e fazer uma assistência frente ao AEK
Fonte: SL Benfica

Na primeira partida o Benfica venceu os sub-19 do Bayern de Munique por três a zero no Caixa Futebol Campus. Um resultado satisfatório, e uma entrada com o pé direito na Youth League. A seguir, viajaram à Grécia para defrontar os sub-19 do AEK, e também triunfaram, desta vez por três a um. A desilusão veio nos dois jogos seguintes, ambos frente aos sub-19 do Ajax. A primeira partida foi na Holanda, e perderam por três a zero, já na segunda mão empataram a três golos. A partir daqui o trabalho de passar em primeiro lugar ficou mais difícil, e posteriormente ainda mais dado que empatámos na Alemanha por dois golos. Nesta última partida, o Benfica tinha de vencer para passar em segundo lugar caso o Bayern triunfasse sobre o Ajax (algo que se veio a confirmar).

O treinador dos sub-19 ambicionava uma passagem direta para os oitavos de final, e este segundo lugar na fase de grupos não foi o suficiente para agradar. A equipa revelou alguma falta de eficácia e consistência, mas é preciso ter em conta que foram dois jogos seguidos frente aos sub-19 do Ajax. Nada é desculpa para más exibições senão erros da equipa ou do treinador, mas é relevante mencionar que o Ajax saiu da fase de grupos com 23 golos marcados (melhor ataque até agora desta edição da Youth League) e apenas oito sofridos. Já as Águias marcaram 14 golos e sofreram nove.

A nossa academia tem o dever de fazer o melhor possível nesta competição, porque não só se promove a marca Benfica, como também a formação do clube e do país. O Benfica já esteve envolvido em duas finais da UEFA Youth League (na primeira edição em 2013/2014, e na temporada de 2016/2017), e não venceu nenhuma. Já estava na hora do Benfica mostrar que realmente está a “formar para ganhar”.

Foto de Capa: SL Benfica

FC Stumbras Kaunas – A alma Lusitana na Lituânia

A República da Lituânia, a maior das três repúblicas bálticas (tanto em extensão, como em termos populacionais), é um país situado no nordeste do continente europeu, onde o futebol não possui grande representatividade, contrariamente ao que sucede em Portugal.

O principal campeonato da modalidade, a A Lyga, decorre entre os meses de fevereiro e novembro e nele participam somente oito equipas, o que implica que cada uma delas se defronte cinco vezes. Ora, este conjunto de fatores contribui para a sua fraca competitividade e, consequentemente, reduzida visibilidade no exterior.

Assim sendo, e sem esquecer o que separa estas duas nações –  mais de três mil e 500 quilómetros -, como se justifica a conexão que se estabeleceu entre Portugal e o FC Stumbras, emblema sediado em Kaunas (a segunda maior cidade da Lituânia)?! A resposta remonta a abril de 2016, sensivelmente dois anos depois de o mesmo ter ascendido ao principal escalão do futebol lituano, quando um grupo de investidores, que incluía o treinador português (nascido em Goa) Mariano Barreto, adquiriu o clube.

A partir daí, a história do mais recente emblema a militar no principal escalão do futebol da Lituânia tem sido contada fundamentalmente em português, com Barreto a tomar as rédeas da equipa, ao mesmo tempo que acumulava as funções de diretor-geral. Consequentemente, assistiu-se à chegada de diversos futebolistas lusos, como são os casos de Alsény Bah, António Belo Andrade ou André Almeida.

Consagração com selo português

No ano passado, o FC Stumbras Kaunas conquistou o primeiro e (por enquanto) único título do seu palmarés, ao erguer a Taça da Lituânia, após vencer o FK Žalgiris. O emblema de Vilnius, a capital, vinha gozando de um período de hegemonia a nível interno, vencendo todas as competições (Campeonato; Taça e Supertaça) desde o ano de 2013. Este tratou-se, aliás, do feito mais marcante alcançado pelo clube ao longo dos seus cinco anos de existência, e possibilitou que a turma, que contava então com cinco futebolistas portugueses, assegurasse a presença na primeira ronda da fase de qualificação para a UEFA Europa League.

Com a conquista da Taça da Lituânia, a participação nas competições europeias tornou-se uma realidade
Fonte: FC Stumbras Kaunas

Assim sendo, o ano de 2018 assinalou a estreia do FC Stumbras nas competições europeias, porém, dessa participação não resultou o melhor desfecho, já que a equipa foi eliminada pelos cipriotas do Apollon Limassol FC no conjunto das duas mãos.

Se, por um lado, a temporada que terminou no mês passado trouxe alguns dissabores, por outro, a mesma pode ser recordada como sendo histórica, já que a formação orientada pelo técnico português de 61 anos alcançou a melhor classificação de sempre na A Lyga, terminando em quarto lugar (com a mesma pontuação que o terceiro classificado).

Resta-nos torcer para que esta história de sucesso possa vir a ter outros capítulos num futuro não muito longínquo.

Foto de Capa: FC Stumbras Kaunas

Sporting CP enfrenta Rio Ave FC rumo ao Jamor!

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Nesta quarta-feira, o Sporting Clube de Portugal recebe, no Estádio José Alvalade, o Rio Ave FC, em jogo a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. Os leões disputam assim, mais uma eliminatória rumo à final do Jamor, sendo este um dos objetivos para esta época, conquistar a 17ª Taça de Portugal do palmarés leonino.

Este será o 57º embate entre o Sporting CP e os vila-condenses, com um registo positivo para o clube de Alvalade, com 35 vitórias, 14 empates e apenas 7 derrotas. Frente a frente, vão estar duas equipas que já se defrontaram esta temporada para o campeonato, tendo o Sporting CP vencido por 3-1, no Estádio dos Arcos.

O Sporting CP venceu o Rio Ave, em jogo da 11ª jornada da Liga, com golos de Bruno Fernandes, Bas Dost e Jovane Cabral
Fonte: Sporting CP

O Rio Ave FC tem realizado uma boa temporada, ocupando o 6º lugar da Liga, somando 19 pontos. O coletivo de Vila do Conde, chega a esta partida após duas derrotas e um empate nos últimos três jogos. O Rio Ave liderado por José Gomes, não poderá contar com Gelson Dala que está em Vila do Conde a título de empréstimo do Sporting CP.

Os leões vivem um bom momento, somando sete vitórias consecutivas, em todas as competições. Sob a liderança de Marcel Keizer, o Sporting CP venceu os últimos seis encontros, com um registo impressionante de 25 golos marcados e seis golos sofridos.

Para esta partida da Taça de Portugal, Keizer não poderá contar com Rodrigo Battaglia nem com Fredy Montero devido a problemas físicos. Ainda assim, tendo praticamente o plantel na máxima força, poderá fazer alterações ao onze e dessa forma gerir o plantel a pensar no próximo embate, diante do Vitória SC, para o campeonato.

Para marcar presença nestes oitavos-de-final, o Sporting CP eliminou o GS Loures e o Lusitano FC de Vildemoinhos. Por sua vez, o Rio Ave FC deixou pelo caminho o SCU Torreense e o Silves FC. Este será um dos jogos de cartaz desta eliminatória, entre dois clubes do principal escalão do futebol português.

O Sporting CP é naturalmente favorito a vencer esta partida e dar continuidade ao seu bom momento. No entanto, o Rio Ave FC é uma equipa que pratica bom futebol, que gosta de jogar em posse e por isso não se irá limitar a explorar o contra-ataque. Para vencer esta eliminatória, o Sporting tem de ser uma equipa competente, melhorar a sua consistência defensiva e continuar no bom momento no que diz respeito à eficácia na finalização.

Em jogo estará um dos objetivos do Sporting CP estar na final do Jamor mais uma vez esta temporada e lutar por vencer a 17ª Taça de Portugal da história do clube. Para seguir para os quartos-de-final, a equipa contará com o apoio dos sportinguistas no Estádio José Alvalade. Só há uma palavra para este encontro: vencer!

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

FC Porto 4-3 Moreirense FC: Uma cabeça fresca vale mais que um corpo cansado

Pelo terceiro jogo consecutivo, os dragões ‘ofereceram’ um golo de vantagem ao adversário e, desta vez, até acabaram o jogo com o ‘credo na boca’, após boa réplica do Moreirense, que nunca se rendeu a um fim praticamente inevitável. Pelo meio, a equipa de Sérgio Conceição revelou novamente frescura mental para dar a volta a mais uma entrada em falso, até desperdiçar um sem número de oportunidades que lhe daria uma segunda parte bem mais tranquila. Isso não aconteceu e o cansaço tomou conta da equipa à medida que os minutos foram passando. Aí emergiu o génio de Brahimi e a assertividade de Marega, que se redimiu e bisou. Fabiano ainda teve de sujar o equipamento para manter vivo o sonho de conquistar a Taça.

Num quarto de hora de emoções forte se conta a história do primeiro tempo. Teixeira deu continuidade ao que têm sido os inícios dos últimos jogos do FC Porto e, aos nove minutos, estava no sítio certo para finalizar da melhor maneira uma transição rápida bem desenhada por Bruno Silva, primeiro, e Heriberto, depois.

Os cónegos adiantavam-se bem cedo no marcador, mas das bancadas do Dragão (onde estiveram quase 16 mil adeptos) nem ponta de insatisfação, não estivesse este FC Porto com uma saúde mental invejável e que lhe tem permitido dar as melhores respostas a eventuais momentos negativos no jogo. Foi o que aconteceu. Nem cinco minutos se passaram e já estava Alex Telles a descobrir a cabeça de Felipe, solto na área, para fazer o empate. Como se isso não bastasse, mais três minutos volvidos e Hernâni, que tinha acabado de substituir o azarado Otávio, agradeceu a oferta de Adrián e fuzilou Trigueira. Belo golo do português a colocar os dragões pela primeira vez em vantagem. Tudo se encaminhava para mais uma noite tranquila, mas acabou por não ser bem assim.

Os homens de Sérgio Conceição desperdiçaram um sem número de ocasiões que lhes permitiriam arrumar a questão ainda antes do descanso. Marega, nesse particular, foi o expoente máximo do esbanjar de oportunidades. Também André Pereira, servido por Hernâni e em zona frontal, não foi capaz de bater Trigueira, que fez bem a mancha. Danilo, de cabeça, respondeu a um cruzamento do inevitável Telles mas a bola saiu a centímetros do poste direito, para logo a seguir entrar em cena Moussa Marega. Mais uma vez Alex, da esquerda, a tirar um fenomenal cruzamento para o maliano falhar, de forma incrível, quando só tinha de acertar na baliza.

Felipe ainda tentou o bis, mas Trigueira também estava em noite de querer enervar as hostes azuis e brancas. Isso acabou mesmo por acontecer, no primeiro e único minuto de descontos, quando Iago mostrou o que acontece a quem esbanja ‘tanto golo’. Um livre de Bruno Silva encontrou a cabeça do central brasileiro, que saltou mais alto que toda a gente e bateu Fabiano pela segunda vez. Era o melhor que poderia ter acontecido ao Moreirense, que ia para o intervalo com um empate a duas bolas, depois de sair vivo de um festival de ocasiões desperdiçadas pelos dragões.

Hernâni entrou para substituir Otávio e foi uma das figuras
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Para o segundo tempo Ivo Vieira abdicou de um médio de características mais defensivas para colocar em campo uma unidade… ultra defensiva. Halliche entrou para revolucionar taticamente a equipa de Moreira de Cónegos, que passou a jogar numa espécie de 3x5x2, na tentativa de abafar o meio campo portista. Essa premissa não se verificou na totalidade, mas a avalanche portista que previa para a etapa complementar não se verificou, é certo. Ainda assim, Marega, quem mais, poderia e deveria ter recolocado os azuis e brancos na frente, mas foi mais uma vez protagonista…pela negativa. Hernâni correu de uma ponta à outra do campo e serviu o maliano, que com a baliza escancarada, permitiu a defesa a Trigueira.

Não gostava do que via Sérgio Conceição, que chamou imediatamente Brahimi para dar um abanão na partida. Precisamente dos pés do argelino saiu o passe milimétrico, de régua e esquadro, que isolou mais uma vez Marega que, à terceira, não vacilou e fez o 3-2. O desgaste era notório por esta altura e o Moreirense ia, de quando em vez, ameaçando com as investidas de Pato Rodríguez e Heriberto, mas haveria de ser novamente o entendimento de Brahimi e Marega a ‘fechar’ as contas. O maliano, com todo o tempo do mundo, na cara de Trigueira, picou a bola e fez um golo de classe. Era o 4-2 em cima dos noventa e a certeza quase absoluta de que tudo estava consumado. Puro engano.

Num forcing final, os cónegos ainda ameaçaram, imagine-se, com o prolongamento. Heriberto, com um pontapé de meia distância, apontou um grande golo aos 90+2 e, logo a seguir, esteve a causar suores frios aos adeptos azuis e brancos, mas Fabiano, que se mostrou algo inseguro e nervoso esta noite, segurou a passagem do FC Porto aos quartos de final da prova rainha.

Onzes iniciais: 

FC Porto: Fabiano, Maxi Pereira, Felipe, Militão, Alex Telles, Danilo (Sérgio Oliveira, 79’), Herrera, Otávio (Hernâni, 12’), Adrián López, André Pereira (Brahimi, 60’) e Marega.

Moreirense FC: Pedro Trigueira, D’Alberto, Ivanildo Fernandes, Iago, Bruno Silva, Loum (Schons, 70’), Pedro Nuno, Neto (Halliche, 46’), Pato Rodríguez, Heri e Teixeira.