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Premier League: quem ganha no fim? Os adeptos

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Já muitas vezes se questionou a verdadeira competitividade da Premier League. Depois de duas épocas em que os campeões já pareciam decididos desde o Natal – Chelsea Football Club, em 2017, e Manchester City FC, em 2018 -, este ano está a propocionar-nos um espetáculo digno daquela que é, para muitos, a melhor liga do mundo. Desde o azul bebé de Manchester ao encarnado de Merseyside, passando ainda pelo vermelho ou azul de Londres, muitas poderão ser as cores das fitas que, na jornada final, estarão penduradas no cobiçado troféu.

A derrota da semana passada do Manchester City frente ao Chelsea (2-0) veio, sem dúvida, relançar as contas de um campeonato que, para muitos, parecia feito para que os citizens revalidassem o seu título. Mas a verdade é que, ainda que sem tanto brilhantismo, o Liverpool FC de Jürgen Klopp e o Chelsea de Sarri se têm mantido no alcance dos lugares cimeiros. E foram os reds quem mais beneficiou deste deslize da equipa de Guardiola, aproveitando para bater o AFC Bournemouth por 4-0 e subir ao primeiro lugar, um ponto acima do City.

Xherdan Shaqiri celebra o golo na vitória por 3-1 frente ao Manchester United, este fim de semana
Fonte: Premier League

A juntar a este trio, temos o Tottenham Hotspur FC, de cuja consistência muitos duvidam: continuam a tentar livrar-se da alcunha pejorativa de bottlers (expressão atribuída a equipas que costuma ceder sob pressão, na parte decisiva da época) e encontram-se no terceiro lugar, a seis pontos do primeiro classificado. Depois de um verão sem contratações, que muitas dúvidas suscitou entre os adeptos, Mauricio Pochettino conseguiu pôr a sua equipa a jogar um futebol atrativo e, acima de tudo, consistente. Ainda assim, a profundidade da equipa parece ser a sua maior fraqueza: em caso de lesão de, por exemplo, Dele Alli ou Harry Kane, dificilmente a equipa teria alguém à altura para os seus lugares.

Fonte:Premier League

Também no Norte de Londres, o Arsenal Football Club conseguiu superar um período menos positivo no início da época para, sob a tutela de Unai Emery, se lançar numa série de 14 jogos sem derrotas na Premier League, durante a qual registou sete vitórias consecutivas. Lucas Torreira revelou-se como um dos melhores médios do campeonato, com um nível de trabalho defensivo e produção ofensiva que já levou muitos a chamarem-lhe “Kanté uruguaio”. Ainda que o desaire de sábado frente ao Southampton (3-2) tenha desiludido muitos adeptos, nada está perdido para os gunners, que, em trechos da época, conseguiram praticar um futebol capaz de rivalizar com os citizens de Guardiola.

Até no meio da tabela temos uma luta aguerrida, com apenas cinco pontos a separarem o sexto classificado (Manchester United – 26 pontos) do décimo terceiro (Brighton & Hove Albion FC – 21 pontos). Entre ver se o United de Mourinho consegue recuperar da situação precária em que se encontra, ou verificar se o Wolverhampton Wanderers FC de Nuno Espírito Santo consegue ascender aos lugares de acesso à Liga Europa – na sua primeira época na Premiership desde 2013 -, as partidas entre equipas nestas classificações serão muito mais do que cumprimento de calendário.

No final de contas, temos um vencedor garantido no final da época: os adeptos. Isto porque a proximidade entre as equipas se deve, acima de tudo, a uma grande qualidade de todas as partes envolvidas. Resultados como o do Chelsea – Manchester City na semana passada, ou do Southampton FC – Arsenal só provam o velho adágio de que na Liga Inglesa não há resultados garantidos.

Para muitos, o Manchester City continua a ser o favorito, porque é a equipa mais consistente e com mais opções no banco (Sergio Agüero pode ser rendido por Gabriel Jesus; Gündoğan e Fernandinho vão alternando no meio-campo; John Stones, Aymeric Laporte e Vincent Kompany preenchem a defesa, etc.). O melhor que se pode esperar é que esta competitividade e qualidade se mantenham até maio. Tudo o que queremos é chegar ao fim da época e dizer o mesmo que Sir Alex Ferguson, depois da final da Liga dos Campeões de 1999: “Football, bloody hell”.

Foto de capa: Manchester City FC

Jogadores que Admiro #101 – João Vieira Pinto

Grande parte da minha infância foi passada a assistir a um Sport Lisboa e Benfica triste, amorfo e sem a chama imensa que o caracteriza e sob a qual edificou a Gloriosa História que hoje conhecemos. Apesar de todos os sobressaltos pelos quais íamos passando e todas as desilusões que se iam somando temporada após temporada, havia uma ínfima esperança que o rasgo de uma das grandes figuras do nosso Clube nos trouxesse a glória que desejávamos. Falo, claro está, de João Vieira Pinto, avançado que chegou à Luz na temporada de 1992/1993.

JVP foi formado no Boavista FC e teve uma breve passagem de uma temporada pelo Atlético de Madrid B. A adaptação a Madrid não foi a melhor e acabou por regressar aos “axadrezados” na temporada seguinte. Peça fundamental no conjunto treinado por Manuel José, destacou-se na sua última temporada no Bessa e acabou sendo disputado por SL Benfica e Sporting CP. Quis o destino que escolhesse o caminho da Luz e chegou a Lisboa para alimentar o sonho dos Benfiquistas, que contavam agora com um dos mais promissores futebolistas nacionais. Foram oito temporadas de Águia ao peito e podemos dizer que JVP passou por tudo: risos e conquistas, desilusões e humilhações. No final da temporada de 2000, mudava-se para o outro lado da 2.ª Circular, assinando pelo Sporting CP e onde esteve durante quatro temporadas. Seguiram-se duas épocas no Boavista FC e outras duas no SC Braga, onde pôs um ponto final na carreira em 2008.

A minha memória de JVP está muito centrada na pior metade da sua estadia na Luz. Lembro-me do sacrifício de um jogador que, juntamente com o guarda-redes Michel Preud’homme, carregava às costas toda uma equipa de jogadores de qualidade bastante duvidosa. Apesar de já ser nascido, não me recordo, por exemplo, da soberba exibição que rubricou em Alvalade, na vitória por 3-6 do SL Benfica perante o eterno rival e onde apontou um hat-trick­ que o lançou para a eternidade da História Gloriosa.

O ponto alto de João Vieira Pinto no SL Benfica foi a sua soberba exibição em Alvalade, onde apontaria três dos seis golos com que as “Águias” bateriam o Sporting CP
Fonte: SL Benfica

Não é por acaso que JVP era chamado de “Menino D’Ouro”. Desde bem cedo que houve algo nele que despertaria a atenção dos apaixonados por Futebol. Avançado de extrema qualidade, destacava-se pela inteligência com que pisava cada centímetro do relvado e pela técnica que usava para tratar tão bem a bola. Apesar da sua baixa estatura (1,71m), tinha uma boa impulsão e um exímio cabeceamento que o fazia colocar o esférico com facilidade no fundo das redes.

O facto de ser um jogador tão influente levou a que o SL Benfica, pela mão do seu presidente Manuel Damásio, assinasse com ele um contrato vitalício que o manteria na Luz até ao final da sua carreira. Acreditava-se que mantendo JVP e construindo uma equipa à sua volta, o Clube poderia voltar a entrar na rota das conquistas. Manuel Damásio acabaria por dar lugar a João Vale e Azevedo e este sempre mostrou ter uma relação menos boa com a estrela da equipa, pelo facto de o considerar uma oposição e alguém muito conectado com a Direcção anterior. No final da temporada de 1999/2000, o inesperado aconteceria: o SL Benfica rescindia o contrato com JVP, que acabaria por assinar pelo Sporting CP.

Recordo-me perfeitamente das capas de jornais que noticiavam a ida de JVP para o nosso rival de sempre. Apesar de ser muito difícil suportar uma troca destas, acho que nenhum Benfiquista poderá alguma vez acusar o “Menino D’Ouro” de traição ou de não querer representar o nosso Clube. Foi completamente escorraçado do SL Benfica quando não o merecia. Nunca teve a devida homenagem e isso também me custa, pois JVP deu o que tinha e o que não tinha para carregar toda uma instituição durante várias temporadas. Nos anos mais negros, JVP foi a luz da nossa Luz.

Foto de Capa: SL Benfic

Rally Dakar 2019: Apresentação

Quando nos encontramos a menos de 30 dias (à data de publicação desta notícia) do início do maior rali do Mundo, o Bola na Rede apresenta as novidades para a 41ª edição do Rally Dakar, com início a 7 de Janeiro em Lima, no Perú, e término dia 17 na mesma cidade.

Para a edição que se avizinha estão inscritos 534 pilotos em 334 veículos. 167 motas e quads, 126 carros (incluindo 30 SxS) e 41 camiões. Participarão 17 senhoras, que fazem da edição de 2019 a que possui mais inscrições do sexo feminino, 135 pilotos e co-pilotos que participam na prova pela 1ª vez – rookies, 34 “Original by Motul” – pilotos que participam na competição sem equipa de assistência, e destaque também para Mitchel Van Den Brink, o jovem de 16 anos que participará na competição como mecânico e que é o participante mais novo na história do Rally Dakar.

A edição de 2019 realizar-se-á na íntegra em solo Peruano e a organização preparou algumas surpresas para os participantes. A competição terá um pouco mais de 5500 quilómetros, repartidos por 10 etapas, dos quais cerca de 3000 quilómetros são especiais cronometradas e 70% da corrida desenrola-se sobre areia.

A edição deste ano decorrerá de 6 a 17 de janeiro
Fonte: Dakar

WWE TLC: Tables, Ladders & Chairs – Um novo começo com os olhos postos na WrestleMania

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O último evento do ano de 2018 para a WWE correspondeu às expetativas, com bons combates, resultados surpreendentes e, acima de tudo, serviu para projetar o início para a estrada para a WrestleMania em 2019, que arranca já no próximo mês.

Em 2018, a WWE teve um ano interessante e após alguns eventos controversos, fechar com o TLC foi a chave de ouro que a empresa precisava para se despedir deste ano e arrancar o próximo com a mentalidade no Showcase of Immortals e em todos os desenvolvimentos que irão conduzir a essa altura.

Melhor combate: Becky Lynch © vs. Asuka vs. Charlotte Flair (Triple Threat Tables, Ladders and Chairs Match pelo WWE Smackdown Women’s Championship)

Pior combate: R-Truth e Carmella vs. Jinder Mahal e Alicia Fox (Final do Mixed Match Challenge)

MVP’s do TLC: Asuka, Ronda Rousey, Braun Strowman, Dean Ambrose e Natalya

Nota do evento: 15/20

Equipas de Formula 1 em 2019

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Os pilotos estão de férias e os carros em construção. Significa que é a habitual pausa de Inverno da Formula 1 em que todos nos esforçamos para fazer previsões e acertar os vencedores e perdedores da próxima época, mas ainda é cedo para isso, só quando começarem os testes em Fevereiro é que vai dar para ter mais ou menos uma ideia de onde vai estar cada equipa. No entanto, já sabemos que pilotos vão fazer parte do grid para o próximo ano, e foi uma completa revolução do grid de 2018, apenas 2 equipas mantem o seu line-up para o próximo ano.

Voto de confiança em “chuta chuta”

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Foi pelas “mãos” de Jorge Jesus, na temporada 2015/2016 que Bruno César ingressou no Sporting Clube de Portugal. Depois de ter orientado o brasileiro no SL Benfica, o ex-timoneiro leonino considerou a sua contratação uma mais-valia para a equipa que enverga o leão ao peito.

Foi provavelmente a capacidade para ocupar diversas posições do terreno de jogo, desde defesa esquerdo, médio centro ou extremo esquerdo, e ainda a sua qualidade no remate de meia distância, que fizeram com que a sua contratação se consumasse.

Ao longo das temporadas de leão ao peito, “chuta chuta” – como é também conhecido – fez jus a esta alcunha e apontou alguns golos que ficarão para sempre na sua memória e na dos/as sportinguistas, nomeadamente nos jogos para a Liga dos Campeões, diante de colossos como o Real Madrid CF, Juventus FC e Borussia Dortmund.

Bruno César foi figura em grandes noites europeias
Fonte: Sporting CP

Ao longo do tempo foi perdendo protagonismo, primeiro com Jorge Jesus e na presente temporada com José Peseiro ao leme da equipa. No mercado de transferências do Verão esteve mesmo na porta de saída para o Brasil, no entanto não se confirmou o negócio e acabou por ficar em Alvalade.

Depois da saída de José Peseiro e com a chegada de Marcel Keizer parece que surge uma oportunidade para Bruno César mostrar o seu potencial e importância para uma equipa que luta por objetivos concretos como vencer o Campeonato Nacional.

Segundo o empresário do brasileiro, Marcel Keizer informou que conta com o jogador. E a verdade é que com a chegada do técnico holandês, o polivalente jogador foi opção nos jogos com o Lusitano FC de Vildemoinhos e Rio Ave FC.

Na próxima janela de transferências, tudo indica que a administração leonina irá reforçar sobretudo o meio campo. Caso isso se confirme, considero que o melhor para todas as partes é a saída do jogador, para que este possa jogar com regularidade noutra equipa.

Força Sporting Clube de Portugal!

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sporting CP 5-2 CD Nacional: Ganhou o Bailinho da Holanda

“Prefiro ganhar 3-2 a ganhar apenas por 1-0”. A frase é de Marcel Keizer e ilustra tão bem a partida de hoje. O Sporting CP venceu esta noite o CD Nacional por 5-2, num jogo completamente eletrizante, dos melhores do campeonato até agora. As duas equipas entraram em campo em grande nível e ambas deram espetáculo, mesmo com algumas alterações nos onzes – Bruno César em vez do lesionado Wendel foi o caso principal.

Apesar de ter chegado há pouco, já conhecemos a filosofia de Keizer: bonito é que haja espetáculo, que haja golos e emoção até ao fim. E o que haverá de mais emocionante do que tentar uma “remontada”? Pois é. É que na primeira meia-hora o Sporting ofereceu o jogo ao Nacional e este, extremamente competente e com todo o mérito, aproveitou. Foi tudo dos insulares, num autêntico vendaval madeirense.

Costinha trouxe a lição bem estudada: pressionar logo no primeiro terço do campo, onde o Sporting do holandês começa a construir, aproveitar a falta de velocidade leonina nas laterais e muitos homens no meio a fechar o principal corredor de construção dos “leões”. Tudo com uma pressão altíssima e grande confiança. E resultou!

Foram um, dois, três, quatro… e podíamos continuar até aos oito, porque foi esse o número de remates da equipa insular nesta primeira parte. A jogada de perigo inaugural serviu até de amostra do que aí viria: ainda nem o cronómetro tinha tocado o primeiro minuto completo e já João Camacho aquecia as luvas de Renan!

Não entrou à primeira, entrou à segunda! Sexto minuto e que golaço de João Camacho. Com calma e sentido de posicionamento, fugiu à marcação e variando para o meio atirou em arco e à entrada da área para o golo. Entretanto, aos 18 minutos, Bas Dost ainda meteu a bola na baliza de Daniel, mas o golo foi anulado por fora-de-jogo de Diaby. A partir daqui foi um “bailinho da Madeira”.

Rochez e Witi mantinham Renan acordado para que pudesse assistir da forma ao golo de Palocevic, o segundo do Nacional. Bom lance ofensivo dos visitantes pela direita, com Jota a cruzar milimetricamente para a cabeça do sérvio, que ainda viu a bola a bater na barra antes de beijar a rede. 2-0 para o Nacional ao minuto 25′, inteiramente merecido! Até porque o “bailinho” continuou: Palocevic voltou a assustar de livre – com grande defesa de Renan -, e depois foi Witi a rematar por cima. Que exibição dos homens de Costinha!

Só que o Sporting fartou-se de bailar e ao minuto 35′ decidiu pôr fim àquela “linda brincadeira”. Bas Dost foi derrubado na área por Vítor Gonçalves e de penálti reabria a partida em Alvalade. E de que maneira! Foi pressão e mais pressão até ao apito para o intervalo de Fábio Veríssimo. Com presença constante no meio-campo nacionalista – que se escondera -, crescia o apoio dos adeptos. Os últimos 15 minutos da primeira parte foram dos “leões”, que apesar de não terem chegado ao empate, estiveram perto, com investidas de Nani e Bruno Fernandes. 1-2 para o Nacional ao intervalo, com um grande jogo de futebol!

Na primeira parte o CD Nacional fez uma grande exibição, conseguindo mesmo dois golos de vantagem
Fonte: Bola na Rede

Na segunda-parte, e apesar de entrar com mais bola, o Sporting parecia regressar nervoso. Com pouco esclarecimento no último passe e com alguns erros do meio-campo para trás, crescia a pressão e o domínio leonino, ainda que existente e total, não tinha resultados práticos. Nani e Bruno Fernandes ainda tentaram resolver “à bomba”, de fora de área, mas tiveram o mesmo resultado que teve Júlio César do lado madeirense: a bola não entrou.

Ao minuto 70′ tudo muda: Jovane – que entrou para o lugar de Nani dois minutos antes – isola Bas Dost. O holandês atrapalha-se na cara do guardião insular, mas aparece no apoio Bruno Fernandes, que em jeito de recarga faz o golo do empate! Explosão em Alvalade!

Era um ritmo alucinante, “bola cá, bola lá”. O Sporting dominava a partida e perseguia agora o golo da reviravolta, que… não durou muito. Ao minuto 75′ houve falta de Felipe Lopes ainda a alguns metros da grande-área. Mathieu pegou na bola. Os adeptos pegaram na bola. Os sportinguistas de todo o mundo pegaram na bola. Respiraram fundo e lá foi ela. Que golaço de Mathieu! Que explosão de alegria em Alvalade! 3-2 e remontada. Keizer tinha razão.

Depois disto só deu Sporting, em grande comunhão entre os artistas da relva e os da bancada. Bruno Fernandes ainda esteve perto de matar o jogo, com uma grande jogada individual, mas Daniel parou o remate. Não conseguiu foi parar Bas Dost. Penálti discutível assinalado por Fábio Veríssimo e na segunda tentativa – a primeira foi anulada por violação de área – o holandês bisou e isolou-se ainda mais na tabela dos melhores marcadores da Liga, com 10 golos.

E ainda antes do final, tempo para mais um golo, não quisesse Mr. Keizer muitos golos. Bruno Fernandes cabeceia uma, é defendida. Cabeceia duas e faz o quinto golo dos “leões”. Sexto golo do médio no campeonato e mais um grande exibição. Dele e do Sporting! São seis vitórias consecutivas dos verdes-e-brancos orientados por Keizer, com… 25 golos marcados. São mais de quatro golos por jogo e os adeptos agradecem. O futebol é bom, os jogos são emocionantes e o Sporting lá continua: segundo lugar e cabeça no título.

Onzes Iniciais:

Sporting CP: Renan, Coates, Mathieu, Jefferson, Bruno Gaspar, Gudelj, Bruno César (Miguel Luís, 46′), Bruno Fernandes, Diaby, Nani (C) (Jovane, 68′) e Bas Dost.

CD Nacional: Daniel, Kalindi, Felipe Lopes, Júlio César, Nuno Campos, Jota, Palocevic (Hamzaoui, 80′), João Camacho (Brayan Riascos, 77′), Vítor Gonçalves, Witi e Bryan Rochez.

CS Marítimo 0-1 SL Benfica: Jonas salvou, mas foi Zivkovic quem mais brilhou!

Depois de dois jogos a vencer pela margem mínima, o SL Benfica somou a terceira vitória seguida por 1-0 e a quinta consecutiva desde a derrota frente ao Bayern Munique. Em sentido inverso, o CS Marítimo já não vence desde setembro e registou a décima derrota num espaço de três meses.

O jogo de ambas as partes não foi excecional! Jonas voltou a marcar, mas foi Zivkovic quem mais brilhou. O sérvio está a aproveitar da melhor forma as lesões de Salvio e Rafa para ganhar um lugar cativo no onze de Rui Vitória. Resta é saber se isso vai de facto acontecer quando os dois extremos estiveram recuperados.

Na primeira parte, o CS Marítimo aproveitou as falhas de transição encarnada para ganhar posse, mas não conseguiu melhor do que uma oportunidade de Vukovic aos 27 minutos. Do lado encarnado, o livre de excelente qualidade de Grimaldo sobrevoou a barreira para uma grande defesa de Amir. E, claro, o golo de Jonas aos 45 minutos, que nasceu de uma falta do guarda redes iraniano sobre o brasileiro no coração da área, após uma trivela de Cervi. Quando chamado a converter, não desperdiçou e desbloqueou o resultado.

Jonas foi o autor do único golo do SL Benfica. O tento resultou da marcação de uma grande penalidade
Fonte: SL Benfica

A abrir o segundo tempo, a turma de Petit entrou confiante no empate e exerceu uma pressão maior. Por outro lado, o SL Benfica manteve o jogo sem grande imaginação e permitiu muitos erros. Apesar de entrar melhor, não existiu nenhuma oportunidade concreta à baliza de Vlachodimos e o resultado manteve-se em 1-0 até ao apito final de João Pinheiro.

Com a vitória, os encarnados somam 29 pontos e estão a quatro do líder FC Porto e apenas um do SC Braga, segundo classificado. No fundo da tabela, o CS Marítimo aparece em 14.º Lugar com 11 pontos, fruto de três vitórias, dois empates e oito derrotas.

Na próxima jornada, o CS Marítimo desloca-se a Tondela no dia 22, enquanto que o SL Benfica recebe o SC Braga na Luz, no dia seguinte, naquele que é o jogo grande da Jornada 14 da Liga Portuguesa.

Onzes Iniciais

CS Marítimo: Amir; Bebeto, Zainadine, Lucas Áfrico e Rúben Ferreira; Vukotic, Gamboa (Edgar Costa 56’), Fabrício e Correa (Barrera 85’); Danny (Joel 69’) e Rodrigo Pinho

SL Benfica: Vlachodimos; André Almeida, Jardel, Rúben Dias e Grimaldo; Fejsa, Gedson e Pizzi; Zivkovic (Gabriel 75’), Cervi (João Félix 90’) e Jonas (Seferovic 81’)

Perdidos no Tempo: José Bosingwa

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Chegado do Boavista na época 2003/2004 a pedido de José Mourinho. Com a camisola do FC Porto venceu uma Taça Intercontinental, uma Liga dos Campeões, quatro campeonatos nacionais, uma Taça de Portugal e três Supertaças Cândido de Oliveira. Falamos de José Bosingwa.

Considerado por muitos um dos melhores laterais direitos das últimas décadas do FC Porto, Bosingwa chegou ao clube, curiosamente, para jogar a … médio-defensivo. Foi contratado devido à iminente saída de Costinha, que só se deu na época 2004/2005. Com Mourinho ainda fez alguns jogos a lateral direito, numa época notável para a história do clube da Invicta, em que ganhou a sua segunda UEFA Champions League. Mas foi com Couceiro, precisamente em 2004/2005, que se afirmou na posição que o levou a ter êxito dentro e fora de Portugal, depois de Paulo Ferreira, dono do lugar na época anterior, ter ido com José Mourinho para o Chelsea FC.

Nas épocas seguintes passaram pelo FC Porto Co Adriaanse e Jesualdo Ferreira, mas a indiscutibilidade de Bosingwa manteve-se. Lateral, na verdadeira aceção da palavra, o português nascido no Congo impressionou sobretudo pela sua velocidade, pela forma como tanto aparecia a dar apoio ofensivo para haver vantagem para o cruzamento, como recuperava e cobria exemplarmente alguns dos extremos mais rápidos e talentosos da Europa, pela sua “raça” e pela sua técnica. Um dos primeiros exemplos do lateral moderno, com caraterísticas que hoje em dia são dominantes nos jogadores dessa posição que atuam nas principais equipas europeias.

Depois de 152 jogos a impressionar de azul e branco, apesar dos apenas três golos marcados, Bosingwa pisou, pela primeira vez, solo internacional pela mão de Luiz Felipe Scolari, ex- selecionador português. O treinador brasileiro convenceu Abramovich a deixar 20,5 milhões de euros nos cofres portistas e o lateral português rumou a Inglaterra. Em Stamford Bridge a primeira época correu de feição, tendo cumprido 48 jogos pelos “Blues”.

Bosingwa adaptou-se bem à Premier League mas as lesões prejudicaram as épocas seguintes
Fonte: Chelsea Brasil

Foi na sua segunda época em Inglaterra que as lesões começaram a afetar o português. Uma operação ao joelho fez com que cumprisse apenas nove jogos pelos londrinos nessa temporada, tendo ficado quase um ano fora dos relvados, tendo inclusive falhado o Mundial de África do Sul. Entretanto, quando voltou, na temporada 2010/2011, já Ivanović tinha agarrado o lugar, e Bosingwa só fez 26 jogos. Em 2011/12, com o fantasma das lesões afastado do lateral, cumpriu 43 jogos pelo Chelsea, sendo inclusive considerado por Drogba, avançado marfinense e figura-mor dos azuis de Londres, o cérebro da conquista da Champions League nesse ano.

Em 2013/2014, o Chelsea não renovou com Bosingwa, e o português seguiu para o Queens Park Rangers. No QPR, tudo correu mal, devido, sobretudo, à má relação com Harry Redknapp. Apesar de ter assinado por três épocas, apenas cumpriu a primeira e pediu para sair. Seguiu-se a Turquia.

Assinou pelos turcos do Trabzonspor e, quando parecia regressar novamente à sua melhor forma, já com mais de 30 anos, mas titular na seleção nacional, as lesões bateram-lhe novamente à porta e esteve afastado dos relvados durante oito meses. Voltou ainda no final da época 2015/2016, mas já não foi opção para o Europeu de França, em que os portugueses se tornaram campeões europeus.

Apesar de ter ainda um ano de opção nos turcos, Bosingwa decidiu arrumar as chuteiras e retirar-se das quatro linhas. Hoje em dia, o português, a residir em Portugal, assumiu, em entrevista a outro órgão, que está a desfrutar do que não pôde enquanto jogador e que, a voltar a conectar-se ao futebol, talvez seja através do “scouting”.

Foto de Capa: Invicta de Azul e Branco

artigo revisto por: Ana Ferreira

Rio Ave FC 2-2 Belenenses SAD: Dois jogos de 45 minutos

Rio Ave e Belenenses empataram a duas bolas no Estádio dos Arcos. Num jogo com duas partes completamente distintas, os rioavistas estiveram a vencer por duas vezes, mas acabaram por ceder o empate.

O jogo começou equilibrado, com ambas as equipas à procura de jogar, mas muito pobre em oportunidades.

O primeiro aviso, dado por Buatu, surgiu já depois do primeiro quarto de hora. Na sequência de um livre lateral, Coentrão solicitou o central nas alturas, mas o cabeceamento, já na pequena área, saiu ao lado. Pouco depois foi Galeno, num disparo de longe, a ameaçar.

O domínio do Rio Ave começava a acentuar-se e à terceira foi de vez. Bom passe de Carlos Vinícius a descobrir Gelson Dala, cruzamento do angolano na direita e Gonçalo Silva a desviar para a própria baliza.

O jogo voltou então a arrefecer, entrando num período pautado pelas lesões. Do lado do Rio Ave, Borevkovic teve de dar o seu lugar a Nélson Monte, enquanto no Belenenses Zacarya entrou para a vaga de Reinildo.

Até ao intervalo a única oportunidade surgiu num erro de Nélson Monte, que num mau atraso obrigou Leo Jardim a uma boa defesa.

Já no segundo tempo, Gelson Dala entrou com vontade de ampliar. O angolano ficou perto do golo por duas vezes: depois de rematar ao lado numa diagonal a partir da esquerda, atirou por cima num disparo de longe.

O Belenenses SAD tentou responder e, num remate muito forte, Licá atirou ao poste da baliza de Leo Jardim. O jogo estava frenético e o Rio Ave voltou a marcar, por Gelson Dala, mas o VAR anulou o golo por mão de Vinícius no início da jogada.

A equipa de José Gomes não reagiu bem à decisão e acabou por pagar caro. Fredy apareceu sozinho pela esquerda e assistiu Licá para o empate.

Com o marcador empatado, as equipas não se deram por satisfeitas e o espetáculo agradeceu, entrando o jogo num período muito vivo. Aos 64 minutos, Matheus Reis não desistiu de uma bola que parecia perdida por Galeno e assistiu Dala, que finalmente marcou.

Gelson Dala fez o 2-1 para o Rio Ave
Fonte: Liga Portugal

No entanto, o lateral esteve no melhor e no pior, fazendo penálti pouco depois, por mão na bola. Na conversão, Fredy não perdoou e o resultado ficou novamente empatado.

Até ao final, as duas equipas procuraram o golo da vitória e o Rio Ave terminou com três avançados, mas o resultado não se alterou.

ONZES INICIAIS:

Rio Ave FC: Leo Jardim, Matheus Reis, Buatu, Borevkovic (38’ Nélson Monte), Tarantini (63’ Jambor), J. Schmidt (87’ Bruno Moreira), Fábio Coentrão, Nadjack, Gelson Dala, Galeno, Vinícius

Belenenses SAD: Muriel, Reinildo (45’ Zacarya), Sasso, Gonçalo Silva, Diogo Viana, Nuno Coelho (52’ Eduardo), Lucca (85’ Dalcio), André Santos, Fredy, Licá, Henrique

Foto de Capa: Liga Portugal