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Manchester United FC 0–0 Crystal Palace FC: Vira o disco e toca o mesmo

Old Trafford recebeu neste início de tarde o embate entre o Manchester United FC, que ocupa uma má posição na tabela classificativa face aos seus objetivos, e Crystal Palace FC, que, com apenas duas vitórias, se situava pouco acima dos lugares de descida. Nesta partida a contar para a décima terceira jornada da Premier League, Mourinho e Roy Hodgson não procederam a grandes alterações nos onze iniciais, comparativamente à última ronda da prova. A única nota de destaque é a titularidade de Lukaku na frente de ataque dos red devils.

O Manchester United queria mostrar bom futebol para acabar com as dúvidas em torno do rendimento da equipa e finalmente começar a somar boas sequências de resultados, para assim conseguir escalar posições na tabela classificativa. De facto, os primeiros 20 minutos ilustraram esta vontade e foi a equipa da casa quem controlou a partida, jogando quase sempre no meio-campo ofensivo, mas nunca conseguindo materializar este domínio em oportunidades de golo. Fazendo lembrar jogos passados, o United quebra completamente o ritmo de jogo e, com isso, o Crystal Palace ganha confiança e começa a aventurar-se em contra-ataques que, com os seus avançados rápidos, se revelaram bastante perigosos para a equipa de José Mourinho.

Os red devils perderam o poder de fogo e ficaram cada vez mais vulneráveis ao conjunto londrino, que, sobretudo por intermédio do seu melhor jogador, Wilfried Zaha, se aproximava do golo. Destaque para o minuto 26, em que o costa-marfinense, após uma brilhante jogada individual, remata centímetros ao lado da baliza defendida por De Gea. O Manchester United conseguiu aliviar a pressão exercida pelo adversário e respondeu com uma dupla oportunidade, que culminou com um cabeceamento de Martial direitinho às mãos de Hannessey. O United precisava do intervalo para repensar o seu jogo, mas não se livraria antes de um grande susto: golo anulado ao Crystal Palace, por posição irregular de Kouyaté.

Protestos do golo anulado a Kouyaté
Fonte: Manchester United FC

A segunda parte foi uma repetição da primeira, pois o Manchester United torna a entrar bem na partida, mas sem conseguir impor um grande caudal ofensivo, nem criar oportunidades para se adiantar no marcador. A única exceção a esta realidade deu-se aos 57 minutos, com Lukaku, na recarga de um remate de Ashley Young, a colocar a bola dentro da baliza, mas mais uma vez o árbitro anula o golo, deixando muitas dúvidas sobre a decisão. O Crystal Palace reequilibrou a partida, retomou a aposta no contra-ataque e colocou em sentido os red devils, que, mais uma vez, ficaram impotentes perante a velocidade dos adversários. Foram mesmo os londrinos que ficaram, de novo, perto de desbloquear a partida, por intermédio de Townsend, que, sozinho frente a De Gea, atirou ao lado.

Já nos últimos 10 minutos do encontro, numa altura em que se jogava mais com o coração do que com a cabeça, Lukaku e Rashford tiveram a oportunidade de salvar o United de mais um resultado negativo, mas o nulo no marcador permaneceu.

O Manchester United, que continua a tentar procurar a sua melhor versão, segue na sétima posição à condição, vê a distância para o primeiro classificado e rival Manchester City dilatar para 14 pontos e, mais grave, a equipa continua a apresentar o mesmo fraco futebol. Tudo leva a crer que o regresso aos títulos não se verificará esta época. Por outro lado, o Crystal Palace deixou uma bela réplica de si no mítico Old Trafford e com um pouco de eficácia teria certamente levado os três pontos para Londres.

Manchester United FC: David de Gea, Victor Lindelof, Chris Smalling, Ashley Young, Matteo Darmian, Paul Pogba (Sánchez´67), Juan Mata (Fellaini´59), Anthony Martial, Jesse Lingard (Rashford´59), Nemanja Matic, Romelu Lukaku

Crystal Palace FC: Wayne Hennessey, Patrick van Aanholt, James Tomkins, Mamadou Sakho, Aaron Bissaka, Luka Milivojevic, Max Meyer, Cheikhou Kouyaté, James McArthur, Andros Townsend (Schlupp´87), Wilfried Zaha (Ayew ´90)

“Podes perder, depende é da forma como perdes”

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Sérgio Conceição celebrou, há dias, o 44.° aniversário e seria de muito bom grado que quem pudesse continuar a receber prendas fosse a nação portista. Por prenda, entenda-se o facto de continuar no Dragão por muitos e bons anos. Isso é altamente improvável, portanto, o importante agora é que se usufrua do que o mister tem para ‘nos’ dar.

Todas as montanhas que teve de escalar para levar a equipa a bom porto na temporada passada já deixava indiciar de que estávamos perante um caso sério de liderança. Não se ganham jogos no ‘grito’, disse quando chegou. E, por isso, tratou de mostrar o que é necessário para formar, a partir de um conjunto de jogadores, uma verdadeira equipa/família, que personifica em campo os valores que o treinador lhes vem incutindo.

Sim, Sérgio Conceição trouxe ao dragão o clique que faltava para que qualidade, competência e comprometimento andassem de mãos dadas. Mas por trás do homem frontal há toda uma bagagem de conhecimentos e uma humildade ao ponto de reconhecer o erro, trabalhar sobre ele e melhorar todos os dias, só ao alcance dos melhores. Sérgio foi capaz de errar clamorosamente por duas vezes ao longo do ano e meio que leva na liderança da equipa. A primeira falha terá ocorrido com o Besiktas na época passada e, já este ano, com o SL Benfica. O certo é que, na altura como agora, o discurso fora o de puxar para si a grande fatia da culpa e de que, dali em diante, nada seria igual.

Sérgio Conceição felicitou os atletas do FC Porto com Síndrome de Down que foram campeões europeus
Fonte: FC Porto

Pois bem, se o ano passado o título foi alcançado na meta e na Champions, pese o desaire com os turcos, ainda se foi a tempo de fazer reset e atingir a passagem, já este ano, na Luz, SC estava convicto de que aquela poderia ter sido a última derrota da equipa no campeonato, quando ainda faltavam 27 jogos para o mesmo terminar. E não se trata de uma mera coincidência. Seguiram-se sete jogos de diferentes níveis de exigência e, com melhores ou piores exibições, todos terminaram com uma vitória. É indesmentível que o nível está a reaproximar-se daquele a que os adeptos se habituaram, mas o que impressiona mesmo é a crença que cada jogador tem no colega do lado e que, por exemplo com CD Tondela e SC Braga, permitiram alcançar vitórias suadas nos últimos minutos.

A juntar a isto há o tal lado mais técnico da coisa. Sérgio lê o jogo a partir do banco de uma forma brilhante. Veja-se que nos últimos sete jogos, cinco deles foram ganhos depois de o treinador mexer na equipa. Já não se ganham jogos preparando-os bem, agarrando-se a uma ideia inicial e dela não abdicar nunca. Sérgio tem, e muito bem, esse jogo de cintura que lhe permite com um simples ‘berro’ transfigurar o jogo da sua equipa. Vemos hoje um FC Porto capaz de pôr em prática no mesmo jogo dois ou três sistemas com variantes e dinâmicas adequadas para aquilo que os diferentes adversários exigem. E isso, meus amigos, não tem só a ver com as fintas ludibriantes de Brahimi ou das arrancadas temíveis de Marega, nem tão pouco com a magia que sai dos pés de Óliver. Temos um treinador de altíssimo nível, ponto. E não perceber isso…

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Onde estão eles agora?

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O Pavilhão Atlântico estava a rebentar pelas costuras e, num dia que já é histórico para os cidadãos portugueses – 25 de abril -, tornou-se ainda mais para os adeptos benfiquistas. O ano era o de 2010 e escrevia-se mais uma bela página na história do Sport Lisboa e Benfica: a vitória de um título europeu de futsal.

Com a estreia do novo formato de final four em Lisboa, havia, numa meia-final, SL Benfica e os italianos do Luparense, e, na outra, os espanhóis do Interviú Madrid enfrentavam o Araz do Azerbaijão. Os favoritos não desiludiram e acabaram por vencer, reconstituíndo assim a final da UEFA Futsal Cup de 2004. Seis anos depois, SL Benfica e Interviú Madrid voltavam a encontrar-se e estava marcado mais um duelo ibérico em solo português. 

Seria de esperar um pavilhão cheio de adeptos benfiquistas, que motivaria os jogadores a fazer aquilo que nunca tinha sido feito. Estes jogadores eram os guarda-redes Zé Carlos, Bebé e Carlos Paulo; os fixos Zé Maria, Davi, Rúben Simões e Pedro Costa; os alas Arnaldo Pereira, Gonçalo Alves, Pany Varela, Marinho e Ricardinho e os pivôs Joel Queirós, Pedrinho e César Paulo. O treinador dos encarnados era André Lima. 

Ricardinho, atual melhor do mundo, venceu a primeira UEFA Futsal Cup do seu palmarés em 2010, com o SL Benfica

Fonte: SL Benfica

A verdade é que a história foi feita – com alguma dificuldade, é certo -, mas com sucesso. Os encarnados precisaram do prolongamento para marcar o terceiro golo e escrever no troféu o nome do clube. Davi foi o herói improvável desta final: um “bico” com o pé esquerdo introduziu a bola nas redes de Luís Amado, guarda-redes do Interviú. De facto, os nomes destes jogadores ficarão para a eternidade, mas onde estão eles agora?

Nuances Táticas: Bas Dost e Montero juntos

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Muita se especula acerca de cada um dos avançados do Sporting: por um lado, Montero é um jogador mais móvel e que traz mais ao jogo em termos de construção ofensiva; por outro, Bas Dost é mais letal e faz com que a equipa tenha muito mais presença na área contrária.

Analisemos, primeiramente, o historial e os dados de cada um ao serviço do Sporting Clube de Portugal. O avançado (sim, avançado e não ponta de lança) colombiano chegou a Portugal no ano de 2013 e rapidamente deixou a sua marca: registou, até dezembro desse mesmo ano, 16 golos. Acabaria, ainda nesse ano, por substituído no onze leonino pelo adorado Islam Slimani mas Montero nunca perdeu a capacidade de produzir e de contruir um jogo ofensivo fluido e capaz de debloquear qualquer jogo.  Com 45 golos marcados em 129 jogos, “El Avioncito” é um jogador dotada de uma técnica exímia e bastante acima da média.

Por sua vez, o ponta de lança (este sim já ponta de lança) holandês tem características completamente díspares do seu companheiro. Bas Dost chegou a Alvalade em 2016 e desde cedo que começou a evidenciar sua preponderância. Ao contrário de Montero, o internacional holandês é bastante limitado tecnicamente, mas depois compensa (em muito) no ponto de vista da eficácia. Bas Dost, em 97 jogos de leão ao peito, faturou já por 75 vezes. Porém, os números mais impactantes do holandês são mesmo os referentes aos do campeonato: com uma média de um golo por jogo, Dost tem 66 golos marcados em outros tantos jogos disputados para o campeonato.

Bas Dost é dos avançados mais letais de sempre do Sporting Clube de Portugal
Foto: Facebook Sporting Clube de Portugal

Analisado já o historial de ambos os jogadores, passemos então para a análise das nuances táticas de uma equipa que coloque os juntos no onze inicial.

Do ponto de vista teórico, tudo parece bem: Montero a fazer jogar, como se costuma dizer, e Bas Dost sempre pronto para fazer o golo. No que diz respeito ao ponto de vista tático, não é nada difícil de imaginar Montero a desbloquear as defensivas contrários com movimentos deambulatórios e altamente eficazes. Tal como ‘um rato’, “El Avioncito” criaria inúmeras linhas de passe criaria, certamente, mais uma solução ofensiva no processo de ataque leonino. Por outro lado, Bas Dost teria, como se diz na gíria, a papinha toda feita. Com Nani, Jovane ou Raphinha a cruzar nas alas, com Bruno Fernandes a descobrir o holandês e ainda com Montero a criar espaços, o holandês teria tudo a jogar para ele e a probabilidade de fazer marcar (ainda mais) seria, muito provavelmente, incrementada de forma brutal e impactante.

Tem-se dito que Marcel Keiser é um treinador que dá primazia ao futebol ofensivo e, como tal, prevê-se uma tática com muitos homens na frente. Assim sendo, a dupla Montero-Dost seria, sem dúvida, uma opção bastante sólida e válida para os leões. Apostará o técnico holandês nesta dupla?

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

CUL 18/19 – AEIST 1-3 AEFEUNL: Super “Salta-Pocinho” trama líder Técnico

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Em mais uma partida da sétima jornada da 1.ª Divisão de Futebol 11 do CUL 18/19, a AEFEUNL derrotou a AEIST por 1-3 O líder Técnico ia jogar para tentar manter o registo imaculado (cinco vitórias em cinco jogos disputados) e a liderança isolada, ao passo que a Nova de Economia queria continuar a sua senda vitoriosa nos últimos três encontros, após o empate na ronda inaugural. Frente a frente, encontravam-se as duas melhores defesas na prova à entrada para este confronto, com apenas quatro golos sofridos.

O jogo começou com maior pendor ofensivo para os “Engenheiros da Alameda”, assumindo desde o apito inicial o controlo da posse de bola, e foi sem surpresa que inauguraram o marcador antes dos primeiros 15 minutos: o ponta-de-lança Simão Nunes correspondeu bem ao cruzamento do lado esquerdo de António Antunes, e com um cabeceamento exímio e “à matador” fez o primeiro golo do encontro. Os “Economistas de Carcavelos” iam tendo dificuldades em chegar à baliza contrária em ataque organizado, muito por culpa da boa organização defensiva do Técnico, e apostavam num futebol mais direto, embora sem resultados práticos, sendo que só conseguiram chegar ao empate foi mesmo através de um lance de bola parada: num canto batido do lado direito, houve alguma confusão na área engenheira, e Joaquim Pocinho, muito oportuno, restabeleceu a igualdade no marcador, que se manteve até ao intervalo.

No segundo tempo (com um pouco de chuva no reatamento do jogo, mas que deu tréguas até ao final da partida), a toada do jogo manteve-se: um Técnico mais organizado a sair para o ataque em busca de voltar à liderança da partida e uma Nova a fazer muito de bolas longas em busca do avançado alemão Paul von Hinueber, que podia ter marcado num espetacular pontapé de bicicleta ao minuto 49, contudo a bola foi ao poste da baliza de Adriano Mendes. As substituições operadas pelo técnico da Nova, Pedro Oliveira, acabaram por ser decisivas para o desfecho do encontro: o extremo finlandês Antti Arvola rendeu Rodrigo Melo, e teve uma enorme preponderância ao fazer a assistência para o bis de Joaquim Pocinho ao minuto 81 (tornando-se assim no “Homem do Jogo”) e ao marcar o último golo, já em cima do apito final do árbitro Emanuel Henriques.

Com este resultado, a Nova SBE garante o seu quarto triunfo consecutivo e soma agora 13 pontos na classificação, ao passo que o Técnico sofreu o primeiro desaire na prova, embora mantenha ainda a liderança isolada da 1.ª Divisão. Um super “Salta-Pocinho” tramou o Técnico e impediu o registo invencível dos “Engenheiros da Alameda”!

Fonte: Inês Catarino/ADESL

Onzes iniciais:

AEIST: Adriano Mendes; Telmo Marques; Ricardo Barbosa; Hans Koppensteiner; Francisco Paixão; José Lopes (João Chumbinho); Francisco Guiomar (Tomás Goulart); Pedro Castro; António Antunes; Diogo Ramalho; Simão Nunes (António Clemente)

AEFEUNL: Gonçalo Garcia; João Oliveira; Luís Martins; Ricardo Amaral; André Pereira; Ruben Coutinho; Ricardo Soyaye; Joaquim Pocinho; Rodrigo Melo (Antti Arvola); Tomás Branco (Kaspar Berger); Paul von Hinueber (Diego Humpert)

Jogo completo:

Flash Interview:

A.E. Instituto Superior Técnico

João Nascimento, Treinador

“O Técnico sofreu a sua primeira derrota na prova hoje. Que comentário faz à partida?”

João Nascimento – “Antes de mais, quero felicitar a equipa da Nova SBE pela vitória. Em relação ao jogo, penso que hoje não fomos suficientemente bons. Entrámos bem com um golo nos primeiros minutos, mas depois tivemos dificuldades em controlar o adversário, que acabou por empatar antes do intervalo. No segundo tempo, tentámos voltar a adiantar-nos no marcador, mas por má circulação de bola e algum nervosismo, não fomos capazes de marcar, e os jogadores da Nova foram competentes e fizeram dois golos, que acabaram por sentenciar o encontro.”

“Acha que a sua equipa acusou algum desgaste físico, uma vez que teve jogo no passado domingo (vitória da AEIST na III Supertaça de Lisboa, por 2-3 frente ao Bairro de São João)?”

J.N. – “Creio que sim, mas também tínhamos alguns atletas lesionados, que não puderam dar o seu contributo à equipa hoje. Mas penso que isso não serve desculpa para o jogo menos conseguido dos meus jogadores, e também há que reconhecer mérito ao adversário pela boa exibição e vitória conseguida.”

Simão Nunes, jogador

“Hoje, a vossa equipa sofreu a primeira derrota na competição. O que faltou ao Técnico para garantir a vitória?”

Simão Nunes – “Faltou-nos concentração e assertividade na frente de ataque. Até entrámos bem no jogo, mas a Nova revelou-se um adversário bastante bem organizado, o que dificultou a nossa tarefa em garantir mais um triunfo. Resta-nos dar os parabéns à Nova pela vitória e trabalhar para voltarmos aos triunfos já no próximo encontro.”

“Acha que este desaire irá afetar a vossa prestação para o que falta jogar no Campeonato?”

S.N. – Creio que não, pois queremos esquecer rapidamente este mau jogo e mostrar uma melhor imagem na próxima jornada. Por mim, jogávamos já amanhã, de forma a voltar às vitórias o mais rápido possível.”

A.E. Fac. de Economia da Univ. Nova de Lisboa

Não foi possível fazer questões ao técnico Pedro Oliveira e ao jogador Joaquim Pocinho

Foto de Capa: Inês Catarino/ADESL

Junior Firpo: o novo menino bonito do Benito Villamarín

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Manchester City FC, FC Barcelona, Real Madrid CF e Arsenal FC são alguns dos emblemas que têm mantido esta promessa do futebol espanhol debaixo de olho. Com raízes oriundas da República Dominicana, Junior Firpo é uma das peças que merece a confiança de Quique Setién no Real Bétis Balompié e uma das apostas da selecção sub-21 de Espanha.

Joga no corredor esquerdo, mas também tem capacidades notáveis em terrenos interiores. Ainda no ano passado estava na equipa B verdiblanca. Há muita mão do treinador espanhol aqui: quando implementou o sistema táctico no Bétis, Junior Firpo tornou-se essencial, tanto na largura que oferece ao trio de centrais, como no apoio que dá aos avançados.

Esta temporada, Junior só não jogou contra o CD Leganés, num jogo a contar para a sétima jornada da La Liga. Marcou o golo inaugural da vitória do Real Bétis em Camp Nou, por 3-4, contra o Barcelona e fez a assistência para o tento da vitória, marcado por Sergio Canales.

O jornal El País conta uma história deliciosa sobre o início de carreira de Junior Firpo. Era um rapaz tímido e os pais, trabalhadores muito ocupados na área da hotelaria, decidiram colocá-lo a jogar futebol no Atlético Benamiel FC aos seis anos, com o objectivo de se inserir na sociedade andaluza. Mas, aparentemente, não gostava deste jogo. Nos primeiros anos chegava a chorar por não gostar do desporto.

Já no escalão juvenil, Junior Firpo foi jogar para o CD Puerto Malagueño, em Málaga. Aí conheceu o seu melhor amigo Francis, com quem aumentou o rendimento para seguirem, mais tarde, para o Benito Villamarín, a casa do Real Bétis. Ambos foram admirados pelos observadores do atual clube pelas suas capacidades físicas.

Junior era avançado, mas foi encostado à faixa porque não gostava de ver os seus alas estáticos. Rapidamente viram um “diamante em bruto”, refere o jornal espanhol, pois subia e descia no terreno constantemente. Há poucos jogadores assim e Pep Guardiola já lhe deve estar a piscar o olho. A cláusula de rescisão de Firpo está fixada nos 50 milhões de euros, com contrato até 2023.

No entanto, é necessário dar tempo ao jogador. Está a desenvolver-se, tal como a equipa onde joga, para jogar bom futebol. Ainda assim, entende-se o interesse do Manchester City em tentar apaziguar o falhanço que tem sido a contratação do bem disposto pelas redes sociais, Benjamin Mendy.

Foto de Capa: Real Bétis Balompié

Frente a frente: Yacine Brahimi vs Tarik Sektioui

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No Frente a frente desta semana, e uma vez que se começam a conhecer as seleções apuradas para a CAN 2019 e que o FC Porto conta com vários jogadores na calha para estarem presentes na principal competição africana de seleções, decidi opor as qualidades e os desempenhos de dois dos mais exuberantes jogadores daquela região que passaram pelo FC Porto nos últimos anos. São ambos do norte de África, mais concretamente da zona do Magrebe. Falo, claro está, de Yacine Brahimi (argelino) e de Tarik Sektioui (marroquino).

Comecemos pelas sempre interessantes estatísticas:

Yacine Brahimi:
Jogos pelo FC Porto: 182
Golos marcados: 44
Média golos/jogo: 0,24
Títulos pelo FCP: 1 Campeonato e 1 Supertaça.

Tarik Sektioui:
Jogos pelo FC Porto: 57
Golos marcados: 12
Média golos/jogo: 0,21
Títulos pelo FCP: 3 Campeonatos, 1 Taça de Portugal e 1 Supertaça.

Comecemos, então, pelo marroquino. Aquele golo ao Marselha. Decorriam os primeiros meses da época 2007/2008 quando o Marselha veio jogar ao Estádio do Dragão para uma partida referente a fase de grupos da Liga dos Campeões. O jogo terminou com uma vitória portista por 2-1. Poucos se lembrarão do excelente golo vitorioso marcado por Lisandro López já no último quarto de hora do jogo. Tudo porque à passagem do minuto 30 Tarik pegou na bola junto à linha do meio campo, deixou para trás três jogadores marselheses, fintou o guarda-redes contrário e apontou um golo de antologia. Foi o momento mais alto de Sektioui na sua passagem pelo FC Porto e, provavelmente, da sua carreira.

Depois de vários anos em bom plano na Holanda, Co Adriaanse solicitou a contratação deste jogador no verão de 2006. Pedido ao qual a SAD anuiu, mas o holandês nunca chegou a orientar Tarik ao serviço do FC Porto (fê-lo enquanto treinador do AZ Alkmar), depois das partes se terem desentendido ainda antes do começo da época. Foi, então, Jesualdo Ferreira o único treinador do jogador nas três épocas que passou na cidade invicta. Foram três anos de altos e baixos e na retina fica uma grande temporada de 2007/2008 quando formou um tridente de ataque frenético com o já mencionado Lisandro e Ricardo Quaresma. Tarik era muito veloz, dotado de boa técnica, bom cruzamento e finalização apurada. Por uma ou outra razão não chegou a patamares mais elevados mas deixou uma excelente impressão de dragão ao peito.

Sektioui deixou boas memórias nos adeptos portistas
Fonte: FC Porto

Passemos, agora, ao mago argelino. Yacine Brahimi chega ao FC Porto em 2014 pela mão de Julen Lopetegui. Um desconhecido para os menos atentos ao campeonato do país vizinho. Chegava ao FC Porto um jogador tecnicista e muito elogiado em Espanha e que acabara de realizar um Mundial 2014 muito interessante com a sua seleção. Nessa primeira temporada de azul e branco foi, curiosamente, colega de equipa de Ricardo Quaresma.

Jogando preferencialmente pela esquerda, o argelino é, quando comparado com Tarik, um menos explosivo mas mais perfumado. Apesar de muito talentosos, os jogadores diferem muito no que concerne ao estilo. Se Sektioui ia, não raras vezes, à linha cruzar, Brahimi dá primazia ao jogo interior, exigindo que a largura seja dada, de forma constante, pelo lateral. O que mais impressiona no camisola 8 dos dragões é a velocidade em condução e drible e a agilidade com que muda de direção. Apesar de períodos de nível superlativo, Brahimi tem pautado o seu desempenho no FC Porto por alguma inconsistência. Fez no último ano, sob o comando de Sérgio Conceição, a melhor temporada de Dragão ao peito e que culminou com o único título conquistado pelo argelino na sua carreira sénior (mais tarde viria a conquistar a Supertaça).

Uma laranja assim afasta qualquer constipação…

A Holanda e a Itália falharam o Mundial deste Verão. Se era pouco comum uma das duas ficar de fora, então as duas de fora em simultâneo… São dois os pontos de vista que associo a este acontecimento: primeiro, o claro demérito em relação a gerações anteriores por parte das seleções em questão; segundo, o mérito de seleções sem grande expressão internacional, que começam a habitar na mesma selva que os outros.

Foi semi-finalista do Mundial 2014, não há muito tempo, e ainda conta com peças importantes dessa ocasião, bem como novas ainda por “aparafusar”. Mas não foi apenas no Mundial 2018 que a Holanda não esteve presente. Muitos já não se recordam, independentemente de ter sido há muito pouco tempo, mas a verdade é que a Holanda também não conseguiu figurar no Euro 2016.

A caravana passa, e hoje tudo se inverte. Uma seleção que respira bom futebol, recheada de talento, como sempre foi. Os holandeses viram, certamente, na Liga das Nações algo não tão importante como, por exemplo, Europeus ou Mundiais. Isto ao início. Neste momento, acredito que estamos perante o inverso. Trata-se de um povo que adora futebol e via a seleção da sua pátria desacreditada, mas após os confrontos com França e Alemanha, os três do mesmo grupo, quem seguiu foram os holandeses.

Bergwijn estreou-se há pouco pela Holanda e é exemplo de sangue novo
Fonte: KNVB

Esta federação precisava muito de regressar ao topo. Sempre lhe foi reconhecido potencial, no que ao futebol AA diz respeito. Porém, os resultados não iam condizendo com a reputação que a Holanda ostenta no futebol. Não se tratou apenas de um apuramento. Tratou-se do regresso de um futebol bem organizado e detalhado, rápido e intenso, bem ao estilo holandês, oculto durante quatro anos…

Neste momento, conta com um guarda-redes muito seguro, ao nível dos melhores (Cilessen), um defesa central de elevada fasquia (Van Dijk), um médio de classe mundial (Wijnaldum), e um incrível Memphis Depay. Em cada setor, como sempre foi, encontra-se um especialista dessa posição, e a eclosão de um avançado como Justin Kluivert pode muito bem complementar da melhor forma esta equipa. De Ligt, do Ajax, será certamente o companheiro do central do Liverpool no próximo Euro.

A seleção holandesa foi um vulcão durante muito tempo, passou uns maus bocados, perdeu inúmeras finais e semi-finais quando tinha uma seleção absolutamente fantástica, mas, como qualquer vulcão, chega a um ponto em que explode. Vem tudo cá para baixo. O talento para o futebol na Holanda não vem só do Ajax. Antes de o miúdo se formar em qualquer escola, já tem algo especial, propício para o futebol. Da mesma forma que “arrumou” com os dois últimos campeões mundiais, não será de espantar um regresso por parte da Holanda à elite, assim do nada…

Foto de capa: KNVB

Rams vs Chiefs: O jogo do ano – NFL #Semana 11

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O resumo desta semana quase que podia ser o resumo do jogo entre as duas melhores equipas da NFL. Os Chiefs, líderes da AFC, deslocaram-se a casa dos Rams, líderes da NFC, naquele que foi um jogo de loucos com um resultado final de 54-51 a favor da equipa da NFC. Quem olha para este resultado pensa que as defesas tiraram o dia para descansar mas a realidade é que de ambas as partes houve jogadas defensivas que resultaram em pontos. Mas com dois dos ataques mais dinâmicos da liga (a par dos Saints) estava destinado a ser um jogo de muitos pontos e espectáculo garantido.

Regresso ao topo

Armindo Araújo, Ricardo Teodósio e José Pedro Fontes. Foram estes os três nomes que chegaram à última prova do Campeonato de Portugal de Ralis, com hipótese do título absoluto. Três nomes diferentes, com três máquinas diferentes. Armindo Araújo em Hyundai i20 R5, Teodósio em Skoda Fabia R5 e Fontes em Citroen C3 R5. Três pilotos, três máquinas e três equipas. Armindo com o Team Hyundai Portugal e com a preparação do carro a cargo dos espanhóis da RMC. Teodósio com a ARC Sport. Por fim, Fontes com a sua Sports & You.

Nas duas rodas motrizes, Rui Raimundo já se tinha sagrado campeão nacional dos navegadores nesta categoria. Agora faltava saber se Daniel Nunes também o conseguia fazer.

Nos troços, o líder do CPR não começou muito bem. Armindo Araújo encontrava-se apenas em sétimo na classificação geral. Quem estava a fazer o seu trabalho de casa bem feito era o piloto local, Ricardo Teodósio. O algarvio, que este ano venceu o seu primeiro rali à geral, estava lançado. No fim do primeiro dia já liderava, com cerca de 26s de avanço sobre José Pedro Fontes. A grande surpresa do rali foi Pedro Paixão, que, nesta altura, se encontrava na quarta posição. O piloto, que fez parte da armada madeirense presente no Algarve, era acompanhado por Jorge Henriques num Skoda Fabia R5.

Pedro Paixão voltou ao Rali Casinos do Algarve, desta vez com um carro de última geração. O jovem piloto madeirense imprimiu um andamento bastante forte face aos outros madeirenses presentes na última prova do CPR
Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting

O segundo e último dia de rali começou com Teodósio na frente, até que, antes da especial oito, o motor do Skoda partiu, fazendo com que o algarvio ficasse de fora das contas do campeonato. Restava assim José Pedro Fontes na luta com Araújo. Nas duas especiais da manhã, Araújo recuperou e já se encontrava nos lugares do pódio. Na especial oito, também Fontes teve problemas. O homem da Sports & You caiu para quarto, deixando Armindo na liderança do rali e com o título nas mãos. O piloto de Santo Tirso limitou-se a rodar, preservando o primeiro lugar e conseguindo a vitória na última prova do CPR.