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SC Covilhã 0-3 Moreirense FC: Moreirense passa no frio da serra

Na quarta eliminatória da Taça de Portugal, no Estádio José Santos Pinto, defrontaram-se SC Covilhã e Moreirense FC. A equipa da Primeira Liga deslocou-se desde Moreira de Cónegos com uma sequência de quatro vitórias seguidas. Já a equipa da casa encontra-se na linha de descida da Segunda Liga e procurava inverter um ciclo de duas derrotas seguidas.

Numa primeira parte morna, num jogo muito disputado a meio-campo, foram, ainda assim, os serranos aqueles que demonstraram mais vontade de mudar os acontecimentos da partida. O Covilhã, no entanto, revelou grandes fragilidades no último terço do campo e, por essa razão, não concretizou o maior domínio no jogo em golos.

O único lance de real perigo aconteceu à passagem do minuto 29. Depois de uma perda de bola no centro da defesa, Mica aproveitou e rematou com perigo à baliza de Pedro Trigueira.

O intervalo parecia ter feito bem aos comandados de Ivo Vieira, que entraram com uma nova atitude em campo. Logo ao segundo minuto da segunda parte, Chiquinho, num grande remate, fez o primeiro golo para a equipa de Moreira de Cónegos. Quebrava-se assim o gelo (que se fazia sentir imenso no jogo nesta altura) no marcador.

Fonte: Bola na Rede

O Moreirense não quis ficar por aqui e, ao minuto 55, com um canto marcado por Chiquinho, Makouta na sequência de um alívio, cabeceou para a própria baliza. O Moreirense arrumava assim, praticamente, em dez minutos a partida.

O Sporting da Covilhã ainda tentou responder aos dois golos do Moreirense, por intermédio de Adriano Castanheira que rematou para uma grande defesa de Pedro Trigueira. Estavam, assim, decorridos 58 minutos de jogo.

O Moreirense soube controlar o jogo mas, apesar do Sporting da Covilhã ter tentando, as fragilidades ofensivas da equipa serrana não deixaram que os leões da serra marcassem pelo menos um golo que acendesse a disputa da eliminatória.

Pelo contrário, durante a compensação, ao minuto 92, Chiquinho, novamente, aproveitou um contra-ataque e cruzou para o golo de Teixeira, o terceiro do Moreirense, sentenciando assim com as aspirações dos serranos.

Depois de visitar o frio da Serra da Estrela, a equipa de Ivo Vieira segue assim para a próxima fase da Taça de Portugal. O Sporting da Covilhã apesar de uma excelente primeira parte continua a revelar problemas na concentração em todas as fases do jogo.

 

SC Covilhã: Bruno Miguel, Rafael, Adriano (87’ Onyeka), Gilberto, Deivison, Makouta (63’ Neto), Jahfort (63’Rick Sena), Zarabi, Miranda, Soares, Mica.

Moreirense FC: Pedro Trigueira, Mohamed, Igor Santos, Ruben Lima, Nenê (89’ Texeira), Chiquinho, Pedro Nuno (70’ Heriberto Tavares), Mamadou, Arsénio (85’ Bruno Silva), Anthony, Neto.

Artigo redigido por: Bárbara Seixas e Rui Pedro Cipriano

Perdidos no Tempo: Marek Čech

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Três anos de Dragão ao peito, três vezes campeão nacional. Estamos a falar do ex-internacional pela Eslováquia, Marek Čech. No mesmo ano em que Co Adriaanse chega a Portugal para assumir o comando do FC Porto, o lateral esquerdo eslovaco entra também no esquadrão azul e branco para reconquistar a taça de campeão português que na época transata tinha fugido para o rival SL Benfica. Estreou-se frente ao Inter de Milão a contar para a Liga dos Campeões e anulou completamente Luís Figo. Assim começa a história de um eslovaco em Portugal.

No entanto, Marek Čech esteve longe de ser uma estrela na equipa da cidade Invicta. Na primeira temporada, em 2005/2006, fez apenas 21 jogos em todas as competições. Na Liga Portuguesa, apenas 14, sendo que 12 desses jogos foram a titular. Acabou a temporada com um golo marcado e sem qualquer assistência. Em comparação a Alex Telles, Alex Sandro e Álvaro Pereira, três dos melhores laterais-esquerdos dos últimos anos do FC Porto, foram números bastante inferiores, muito por culpa das poucas oportunidades que teve também. Ainda assim, conseguiu ajudar a reconquistar o campeonato.

Na seguinte época, 2006/2007, o FC Porto rumava à conquista do bicampeonato, sendo que desta vez era Jesualdo Ferreira no cargo de treinador dos azuis e brancos. Mais uma vez, Marek Čech não conseguiu assumir a totalmente a titularidade vista que Jorge Fucile ingressou para lutar com o eslovaco pelo lado esquerdo da defesa portista. Ainda assim, o lateral esquerdo eslovaco realizou 23 jogos a titular em todas as competições e fez um golo e uma assistência, conseguindo mais uma vez conquistar o a Liga Portuguesa.

Marek Cech nunca foi titular indiscutível no Dragão
Fonte: Venus Creations

Na última temporada ao serviço do FC Porto, 2007/2008, Čech começou a “desenvolver” as suas estatísticas. Čech faz 17 jogos a titular a nível global e consegue quatro assistências para golo. Tricampeonato conquistado e assim se despede Čech de Portugal.

É transferido para o West Bromwich Albion FC de Inglaterra por um valor a rasar os dois milhões de euros e na temporada em que chega ao país de Sua Majestade, por azar, o West Brom desce de divisão. Contudo, foi por pouco tempo, pois na última época de Marek em Inglaterra o West Brom voltou à Premier League.

Em 2011, de Inglaterra saiu para a Turquia a custo zero, rumo ao Trabzonspor Kulübü onde se manteve durante dois anos. Seguiu-se a Itália, mais precisamente no Bologna FC, mas foi só de passagem. Em 2014, um Boavista FC recém-promovido anuncia o regresso do eslovaco a Portugal, mas no final da época a direção não quis renovar contrato. Seguiu novamente para Itália, para o Calcio Como, mas esta experiência apenas durou meio ano, pois tinha toda a sua família em Portugal e preferiu terminar a carreira para estar junto da família.

Atualmente, vive em Portugal e, inclusive, é sócio de um restaurante em Vila do Conde. Tendo em conta que adorou o nosso país, Marek Čech decidiu manter a sua família cá e afirma que ainda hoje é acarinhado tanto por adeptos portistas como boavisteiros.

Foto de Capa: Conversas Redondas

artigo revisto por: Ana Ferreira

Hamilton domina na despedida de Alonso

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Numa corrida cheia de emoções fortes e despedidas, Lewis Hamilton foi o vencedor do Grande Prémio de Abu Dhabi, terminando a época de 2018 em grande. Mais uma vez, mostra o seu domínio na segunda metade do ano, onde colocou o seu rival direto, Sebastian Vettel, no bolso, para garantir o seu quinto título mundial de Fórmula 1 e o quinto título de construtores seguido para a Mercedes AMG Petronas.

Apenas 2 equipas irão manter os mesmos pilotos para a época de 2019, por isso, havia um ambiente especial a sobrevoar a corrida, quer seja por haver pilotos que não estarão presentes na próxima época, ou que mudaram de equipa.

A primeira volta foi caótica, com várias ultrapassagens, nomeadamente a queda de Max Verstappen para a décima posição, tendo começado em sexto. Houve ainda o excelente começo de Charles Leclerc, e, claro, o capotamento de Nico Hulkenberg, que, numa disputa de posição com Romain Grosjean, deu um toque no HAAS e viu o seu monolugar dar várias cambalhotas no ar, ficando o alemão da Renault preso de cabeça para baixo e com algumas dificuldades em sair do carro, muito por culpa do halo.

Ainda nestas voltas iniciais vimos o carro de Kimi Raikkonen, que fez a sua última corrida pela Ferrari antes de ir para a Sauber no próximo ano, a desligar-se completamente na reta das boxes, um final infeliz para o finlandês que, apesar de tudo, teve a sua melhor época desde que voltou à Ferrari em 2014.

Mais à frente, Lewis Hamilton aproveitava o consequente Safety Car para mudar de pneus e tentar que estes aguentassem até ao fim da corrida, algo possível, tendo em conta que o circuito de Yas Marina não coloca muita pressão e desgaste sobre os mesmos. Charles Leclerc, que estava num fantástico quarto lugar, tentou o mesmo, mas saiu das boxes no meio da tabela, acabando por perder muito tempo e conseguindo um 7º lugar, ainda assim fantástico.

A partir daqui foi uma vitória fácil para Lewis Hamilton, que só teve de esperar que o resto dos pilotos à sua frente entrasse nos pits, para se manter sempre a uma distância segura durante o resto da corrida. Mais atrás víamos uma deliciosa batalha com sabor a vingança entre Esteban Ocon e Max Verstappen, que tentava recuperar do seu mau começo e chegar ao pódio, chegando até a haver contacto numa ultrapassagem audaciosa da parte de Max Verstappen. Depois conseguiu também ultrapassar o seu colega de equipa, Daniel Ricciardo, através de uma estratégia mais rápida nos pits.

Fonte: F1

De seguida, Valteri Bottas, que seguia na segunda posição, comete vários erros, bloqueando as rodas em vários pontos de travagem fulcrais, e, nas voltas seguintes, perde três lugares para o Ferrari de Vettel e para os dois Red Bulls.

Na parte final da corrida vimos os abandonos, por problemas mecânicos, de Pierre Gasly da Toro Rosso, e de Esteban Ocon. Vimos ainda Fernando Alonso a tentar chegar a um último ponto na sua carreira, mas este acabou penalizado por cortar a segunda chicane, na sua tentativa de chegar ao décimo lugar de Kevin Magnussen.

Concluindo, foi uma corrida muito agitada para toda a gente, tirando Lewis Hamilton, que navegou para uma vitória fácil. Daniel Ricciardo não conseguiu terminar a sua estadia na Red Bull com um pódio como desejava, mas, tendo em conta a sua falta de sorte este ano, quase se pode dar por feliz por ter acabado a corrida. Para um piloto tão talentoso, desejo que a Renault consiga desenvolver um excelente carro nos próximos anos, que consiga desafiar as 3 grandes equipas e, por fim, a despedida de Fernando Alonso. O espanhol não conseguiu o melhor resultado, mas é indiscutível o seu valor como um dos melhores de sempre. Notou-se ainda o respeito que todo o Paddock tem por ele quando ele, o Hamilton e o Vettel se colocaram em formação – 11 campeonatos mundiais entre todos eles -, e fizeram um show de donuts em frente à bancada principal. A um dos melhores de sempre, que não conseguiu mais por azar, ou por sua própria culpa, um até já.

Três foi a conta que o Paços fez

Reza a lenda que, algures pela capital do móvel, se encontra uma muralha. E, não, não é feita de madeira. Dá-me ideia de que é muito mais resistente do que isso. Estou a falar, obviamente, do FC Paços de Ferreira.

Esta equipa tem até agora, ou seja, até à nona jornada do campeonato, apenas três golos sofridos! Este número já era de realçar de qualquer das formas, mas ainda se torna mais surpreendente quando nos apercebemos de que a média de golos sofridos das dezoito equipas da liga ledman pro é de dez golos. São só sete golos de diferença, não é verdade?

Mas qual será o segredo para esta defesa imbatível que o Paços tem apresentado? Será que o grande móvel que está a ser montado terá manual de instruções? Gostava de saber, e acho que todos vocês também, qual tem sido o truque para este desempenho defensivo exímio.
Para além da qualidade indiscutível de Ricardo Ribeiro, o quarteto defensivo que lhe segue também não fica nada atrás. Marco Baixinho, Junior Pius, Bruno Teles, Ricardo Ribeiro e Bruno Santos – são estes os nomes que têm feito a diferença na tarefa defensiva.

O mestre das subidas está no Paços de Ferreira e os castores vão no bom caminho rumo à subida
Fonte: FC Paços de Ferreira

Phil Jackson, técnico de basquete, é autor da tão célebre frase “Ataques ganham jogos. Defesas ganham campeonatos”. O certo é que é já uma frase universal no mundo do futebol. Muita gente acha que essa é mesmo a “fórmula mágica” ou até mesmo o breve resumo do manual de instruções para montar o móvel novo que chegou a nossa casa. Mas será que é esta a fórmula para fazer com que o Paços volte aos grandes palcos do futebol nacional?

O certo é que um dos fatores dos castores já está a seu favor. Não fosse o seu treinador, o mestre das subidas como muitos lhes chamam – Vítor Oliveira. A sua primeira subida, por assim dizer, foi em 1990/1991 e claro está que aconteceu no Paços de Ferreira. Destino? Eu não queria dizer nada, mas… A verdade é que é muito pouco comum um clube “recém-descido de divisão” conseguir voltar ao escalão principal apenas em uma época. Mas também é verdade que Vítor Oliveira já nos mostrou que, de facto, não há cá impossíveis.

 

Foto de Capa: FC Paços de Ferreira

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Escola holandesa chega a Alvalade pela mão de Keizer

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O holandês Marcel Keizer chegou a Alvalade numa fase claramente positiva da equipa leonina. O Sporting encontra-se a apenas dois pontos do líder, FC do Porto, e o empate em Londres frente ao Arsenal elevou as expectativas para o apuramento para os dezasseisavos-de-final da Liga Europa. O primeiro jogo para o campeonato nacional será contra o Rio Ave mas a estreia como técnico verde e branco está marcada para o próximo sábado, 24, frente ao Lusitano Vildemoinhos para a Taça de Portugal.

Muitos comentadores têm levantado bastantes dúvidas acerca das qualidades do técnico leonino: dizem eles, enfim, que Keizer ainda não deu garantias de ser alguém com créditos firmados no mundo do Futebol. Efetivamente, o que de mais relevante fez na sua parca carreira foi ter orientado o Ajax algo que também não correu como desejado. Mas estes “profetas da desgraça” veem apenas uma parte da equação. Esquecem-se sistematicamente da outra. Vamos, por isso, a ela.

Marcel Keizer é um herdeiro da Escola Holandesa. Só isto deveria bastar para que se tenha algum cuidado nas apreciações negativas ao técnico recém-chegado. Qualquer adepto que esteja minimamente por dentro do fenómeno futebolístico reconhece as qualidades que essa Escola teve para o Futebol Mundial. Iniciou-se num clube (Ajax), ramificou-se numa seleção (Holanda), numa geração (Anos 70) e num homem em particular (Johan Cruyff) mas disseminou-se por várias partes do mundo. Ora, quando analisámos o “estilo Keizer” vemos claramente que as características desta escola estão lá todas: destaque para a aposta na formação, a metodologia rigorosa dos treinos e a cristalização de um modelo de jogo que autonomiza processos e dinâmicas.

Quanto ao primeiro aspeto, Keizer fez já algo importante a esse respeito: olhou “para baixo”, viu o que tinha nos escalões inferiores à sua disposição e “subiu”, para já apenas para os treinos da formação principal, dois jovens: Euclides Cabral e Abdu Conté. Não podemos olvidar o facto de ter sido o “olho cirúrgico” de Keizer que se traduziu no lançamento de jogadores que atuam hoje nos melhores campeonatos e equipas da Europa: falo, particularmente, de Justin Kluivert (filho da estrela holandesa Patrick Kluivert) que joga atualmente na AS Roma e de Matthijs de Ligt, central com uma capacidade técnica incrível e titularíssimo do Ajax com apenas com 19 anos de idade.

O plantel leonino forma-se na “Escola Holandesa” com Marcel Keizer ao leme
Fonte: Sporting CP

Os treinos de Kieser são minuciosos, rigorosos e intensivos. A Escola Holandesa é sobejamente conhecida pela atenção que dá aos pormenores e aos diferentes aspectos e momentos de um jogo. Tal cenário exige modalidades de treino diversas e específicas para cada situação. Ao nível do sistema tático preferencial, e se repetir o que fez nos outros clubes por onde passou, Keizer atuará num 4x4x3. Mas o que caracteriza verdadeiramente a escola holandesa (veja-se o exemplo da “Laranja Mecânica”) não é tanto o sistema tático mas antes a interiorização de processos e filosofias de jogo, um futebol agressivo quando não tem bola e suave, seguro, de posse, quando a tem. Como exemplo mais recente e refinado desse postulado temos o Manchester City de Guardiola e o seu futebol “toca-toca”, de apoios constantes, a aguardar o momento certo para a rutura e o desequilíbrio.

Keizer priveligia a agressividade dos avançados nos momentos defensivos o que exigirá a Dost, Montero e companhia uma atitude diferente da de meros “mirones” do jogo. Por outro lado, esse futebol de propensão ofensiva só poderá ser executado na sua plenitude com uma boa organização e eficácia defensivas, principalmente nos momentos de transição ataque-defesa. Por muito paradoxal que possa parecer, uma equipa só se afirma verdadeiramente no ataque quando os homens mais recuados garantem a “liberdade” aos homens da frente. Olhando para a equipa leonina, as desatenções e precipitações constantes de André Pinto e, por algumas vezes, de Sebastián Coates, poderão ser letais à luz da filosofia keizeriana.

Além disso, e tal como já salientei aqui no Bola na Rede, falta um seis a esta equipa do Sporting que funcione como pêndulo nos momentos de transição. Com a vinda cada vez mais remota de Stefano Sturaro para Alvalade, os responsáveis leoninos já arrepiaram caminho e sondaram, ao que parece, o médio defensivo do Desportivo de Chaves, Stephen Eustáquio. Este internacional sub-21 por Portugal apresenta efetivamente boas qualidades, mas é ainda um jogador em formação e dificilmente pegará de estaca no Sporting. Será necessário um nome com outra tarimba e, sobretudo, com as qualidades técnicas e táticas já adquiridas e amadurecidas.

Em resumo, o Sporting pode ter muito a ganhar com Marcel Keizer ao leme. Mas o técnico holandês também pode ter muito a ganhar com o Sporting, ou não se desse o caso de também ele estar forçado à conquista de títulos. Eis uma perfeita coincidência que pode muito bem beneficiar ambas as partes.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

FC Porto 2-0 Belenenses SAD: Chuva de oportunidades no Dragão

O FC Porto venceu o Belenenses SAD por duas bolas a zero, em jogo a contar para a quarta eliminatória da Taça de Portugal. As duas formações já se haviam encontrado em jogo a contar para a segunda jornada do campeonato, no Jamor, partida em que o FC Porto venceu por 3-2.

As duas equipas marcaram encontro no Estádio do Dragão por via de caminhos distintos. Os comandados de Sérgio Conceição entraram na Taça de Portugal na ronda anterior à atual, vencendo fora de casa o Vila Real por uns expressivos 6-0. Já a turma de Silas venceu no terreno do Amora por 4-3, mas com recurso a prolongamento.

Sérgio Conceição alterou o sistema tático, apresentando um 4-3-3, com cinco alterações face ao onze inicial da última jornada do campeonato, frente ao SC Braga, que o FC Porto venceu por 1-0. Entraram Fabiano, Herrera, Otávio, Adrián López e André Pereira para os lugares de Casillas, Maxi, Danilo, Brahimi e Marega. Já Jorge Silas fez duas mexidas em relação ao jogo da Taça da Liga com o Chaves, que perdeu por 1-0, tendo colocado Lucca e Reinildo nos lugares de Zakarya e Dramé.

Depois da tradicional homenagem a Pavão por parte do Belenenses, deu-se o pontapé de saída.

Numa primeira parte em que a pressão portista na saída de bola do Belenenses foi nota dominante, a primeira oportunidade foi do FC Porto. Adrián sofreu uma falta em zona frontal à baliza de Mika, que Alex Telles bateu para uma intervenção segura do guardião português.

Aos 12 minutos o Dragão explodiu pela primeira vez: Corona fez um slalom da direita para o centro, tabelou com Adrián López e, na cara de Mika, passou a Soares que, com a baliza aberta, só teve de encostar.

O FC Porto não tirou o pé do acelerador e, dois minutos depois, Alex Telles cruzou a partir da esquerda e André Pereira atirou para defesa de Mika. Na recarga, Herrera e André Pereira tentaram ir à bola e importunaram-se mutuamente.

A pressão dos portistas parecia surtir efeito. Aos 17 minutos, Óliver intercetou um passe no meio-campo, os jogadores do FC Porto saíram para o contra-golpe em vantagem numérica, mas André Pereira rematou por cima da baliza dos azuis do restelo.

Os comandados de Silas apenas ameaçaram a baliza de Fabiano aos 43 minutos, com um remate de Licá, que Fabiano defendeu facilmente.

Corona esteve em destaque no primeiro golo do FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

No início do segundo tempo, viu-se um Belenenses renovado e a turma de Lisboa arrecadou um canto, que levou perigo a baliza de Fabiano,com Nuno Coelho a rematar para defesa do brasileiro.

Esta entrada forte dos visitantes foi sol de pouca dura.

Logo aos 54 minutos, Alex Telles cobrou um pontapé de canto, Soares ganhou nas alturas, a bola sobrou para Herrera, que foi carregado em falta e Nuno Almeida apontou para a marca de grande penalidade. Otávio assumiu a marcação do penalty, mas não conseguiu bater Mika, que adivinhou o lado para onde o brasileiro rematou, e defendeu. Adrián ainda tentou a recarga, mas rematou ao lado.

Numa segunda parte onde a chuva foi protagonista, deixando o relvado do Estádio do Dragão em muito mau estado, foi uma dupla brasileira quem tentou aquecer os adeptos. Soares avançou em drible desde o meio-campo, deixou a bola em Otávio, que fintou a defesa adversária e colocou, com muita precisão, a bola no fundo das redes do Belenenses. O cronómetro contava 54 minutos de jogo.

Mas a dupla Soares/Otávio insistia em fazer moça na defesa visitante. Aos 63 minutos, Otávio recuperou a bola a meio-campo, desmarcou Soares, mas o brasileiro atrapalhou-se já dentro da área do Belenenses. O relvado não ajudava.

A chuva não tinha clube e aos 73 minutos prejudicou o Belenenses. Atraso da defensiva azul para Mika, a bola prendeu no relvado e Soares ficou isolado na cara do guarda-redes português, que acabou com o perigo com uma defesa aos pés do avançado brasileiro.

O Belenenses queria provar que não veio ao Dragão para defender e, aos 74 minutos, Keita pôs à prova Fabiano com um remate cheio de intenção, que foi parado pelo voo do guarda-redes brasileiro do FC Porto.

Antes do final do jogo, ainda houve tempo de os da casa falharem mais uma oportunidade de golo. Adrián desmarcou Sérgio Oliveira, que falhou na cara de Mika.

O FC Porto segue assim para os oitavos de final da Taça de Portugal e conhecerá o seu adversário na próxima sexta-feira. Entretanto, a turma de Sérgio Conceição defronta o Schalke 04, na quarta-feira, em jogo a contar para a quinta jornada da fase de grupos da UEFA Champions League.

Onzes iniciais:

FC Porto: Fabiano, Corona, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Herrera, Óliver (Mbemba, 85′), Otávio (Sérgio Oliveira, 65′), André Pereira (Marega, 76′), Soares e Adrián Lopez.

Belenenses: Mika, Diogo Viana, Gonçalo Silva, Sasso e Reinildo; Eduardo, Nuno Coelho (André Santos, 59′) Ljujic (Dálcio, 67′) e Lucca (Henrique Almeida, 45′); Licá e Keita.

Sporting CP 34–28 Besiktas Mogaz: Noite histórica!

Noite histórica para o andebol português e leonino. O Sporting CP carimbou a passagem à próxima fase da Liga dos Campeões depois de vencer a equipa do Besiktas por 34-28, aproveitando a derrota do TATRAN Presov frente ao Chekhovskie Medvedi. É o regresso de uma equipa portuguesa à fase a eliminar da Liga dos Campeões, visto que a última presença pertencera ao ABC, na época 2000/2001 (viria a perder frente ao SDC San Antonio, eventual vencedor da competição).

Duas equipas com ambições diferentes. Por um lado, o Besiktas. Já sem aspirações de passar o grupo, o crónico campeão turco vinha com intenções de dificultar ao máximo a tarefa dos leões. De outro lado, o Sporting, que entrava em campo já sabendo que uma vitória garantiria a passagem. 

A partida começou com uma toada rápida. O Sporting, apoiado na sua defesa 6-0 e na segurança do guarda-redes Skok, apostava em ataques rápidos e contra-ataques diretos. Já o Besiktas organizava o seu jogo em redor do experiente lateral direito Döne e do forte pivot Özbahar. O resultado manteve-se equilibrado até à passagem do minuto 19, altura em que o Sporting conseguiu cavar um pequeno fosso e distanciar-se no marcador. Aos 23 minutos o resultado já era de 15-11, favorável aos leões. As falhas aos seis metros que se viram nos minutos iniciais desapareceram e o Sporting começou a estabilizar o seu jogo, explorando a velocidade e forte compleição física dos seus atletas para ganhar várias bolas na defesa e marcar golos “fáceis”.

Leões têm motivos para festejar
Fonte: EHF Champions League

Na segunda parte, os comandados de Hugo Canela entraram um pouco mais desconcentrados, realizando duas falhas técnicas nos minutos iniciais e abrindo espaços na defesa. A equipa começou a falhar mais passes no ataque e a não ser tão intensa, o que permitiu ao Besiktas reduzir a desvantagem para três golos. Ao ver isto, o treinador leonino pediu um time-out quando o cronómetro assinalava 45 minutos de jogo, de maneira a apelar à concentração dos seus atletas. 

No entanto, a conversa não surtiu grande efeito e os turcos começaram a ter várias hipóteses de diminuir a vantagem do Sporting. Se tal não aconteceu, foi muito graças à grande exibição de Asanin, que seguiu o exemplo de Skok e fechou os caminhos para a sua baliza. 

Nos minutos finais, a maturidade de Carlos Ruesga e Frankis Carol revelou-se chave ao gerirem a vantagem construída durante a partida, o que permitiu ao treinador Hugo Canela dar oportunidade a três atletas juniores – Gonçalo Grácio, João Gamboa e Nuno Reis – de se estrear na Liga dos Campeões.

Sporting: Skok(1), Valdez(2), Edmilson(2), Frankis(6), Carneiro(6), Chiufa(2), Nikcevic(6), Bjelanovic, Ruesga(7), Cudic, Gamboa, Stjepanovic, Reis(1), Gracio, Frade(1),  Asanin.

Besiktas: Pribak(10), Özbahar, Ersin(3), Günay, Lasica(3), Nuic(2), Döne(6), Krsmancic(2), Buljubasic, Demirezen(2), Nalbantoglu, Keser, Tomic, Kocaarslan, Hendawy, Sarak.

Tottenham Hotspur FC 3-1 Chelsea FC: Invencibilidade dos blues finalmente quebrada

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Ainda sem derrotas esta época, o Chelsea FC de Sarri foi até ao Estádio de Wembley para defrontar o Tottenham Hotspur FC, numa tentativa de acompanhar o Manchester City FC e o Liverpool FC no topo da tabela. Também foi com este objetivo que os rapazes de Mauricio Pochettino entraram em campo.

Foram os da “casa” a entrar melhor na partida: com Dele Alli a dar o mote, ao responder a um cruzamento tenso de Christian Eriksen para fazer o 1-0, aos 8 minutos. Kepa Arrizabalaga ficou mal na fotografia e os spurs consumavam assim uma entrada em jogo fulminante, que os deixou acampados no terço defensivo do Chelsea.

E não foi por abrir o marcador que o Tottenham abrandou. Ainda nem dez minutos haviam passado depois do tento de Alli e já Harry Kane fazia o 2-0, com um remate que teve tanto de potente como de indefensável, deixando Kepa pregado ao chão, enquanto o esférico entrava dentro da sua baliza.

A não ser um remate perigoso de Willian e uma defesa apertada de Lloris, pouco ou nada fez o Chelsea para inverter a sua situação. Jorginho, Kanté e Kovačić não tinham mãos a medir para a avalanche ofensiva do adversário e viam todas as suas tentativas de contra-ataque estancadas ainda dentro do seu meio-campo. Não fossem duas ou três boas defesas de Kepa e o resultado ao intervalo já poderia ser uma verdadeira humilhação.

No início da segunda metade, Sarri não fez alterações. Aliás, só as fez após sofrer o golo da noite, apontado por Heung-Min Son: o sul-coreano meteu a quinta mudança, deixando Jorginho para trás e, a partir do flanco direito, entrou na grande área dos blues, fintou David Luiz e fez o 3-0.

Son festeja o terceiro golo Fonte: Tottenham Hotspur

Ao ver a sua invencibilidade na Premier League perto de desaparecer, o técnico do Chelsea FC ainda lançou Ross Barkley e Pedro, para tirar Kovačić e Morata, mas as alterações não surtiram qualquer efeito. Os atacantes dos spurs continuaram a fazer o que quiseram da defesa contrária. Se há algo de que Pochettino se pode queixar, é do facto de não ter conseguido uma mão cheia de golos nesta tarde, tornando-se uma memória ainda pior para o Chelsea. O golo de Giroud, aos 85 minutos, ainda veio amenizar o resultado, mas em nada apagou a má exibição da equipa.

O Chelsea cai assim para o quarto lugar da Premier League, enquanto o Tottenham ultrapassa os seus rivais londrinos e sobe à terceira classificação.

Tottenham Hotspur FC: H. Llloris; B. Davies; T. Alderweireld; J. Foyth; S. Aurier; M. Sissoko; E. Dier; D. Alli (H. Winks 87′); H.M. Son (E. Lamela 78′); H. Kane

Chelsea FC: K. Arrizabalaga; M. Alonso; D. Luiz; A. Rüdiger; C. Azpilicueta; M. Kovacic (R. Barkley 58′); Jorginho; N. Kanté; E. Hazard; Willian (O.Giroud 76′); A. Morata (Pedro 58′)

O balanço da época em quatro frentes de ataque

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Depois da pausa de 11 dias para as seleções, regressam as competições nacionais e internacionais. O SL Benfica mantém-se em quatro provas e, até ao fim do ano, realiza nove jogos decisivos em, pelo menos, três competições. Enquanto este período não chega, este interregno serve de balanço para o que foi, até agora, a época dos encarnados.

Até à data de realização deste artigo, o SL Benfica totaliza 21 jogos divididos por quatro competições: dez na Liga, oito na Liga dos Campeões, dois na Taça de Portugal e um na Taça da Liga, doze vitórias, cinco empates, quatro derrotas, 37 golos marcados e 22 sofridos.

Antes de proceder à análise competição a competição, é importante realçar o momento de crise que tem marcado esta fase da temporada. O futebol praticado não tem sido excecional e o estado de aflição que se vive pode resultar em graves medidas se nada for feito e se as exibições não acompanharem os resultados.

Será que esta realidade irá mudar? É a questão do momento e a resposta será avançada nas próximas semanas.

Liga

Com 10 jornadas decorridas, ainda é cedo para fazer planos a longo prazo. O melhor a fazer é analisar o momento presente, que se resume ao 4º Lugar, atrás de FC Porto, Sporting CP e SC Braga, que estão num bom momento de forma. Os desaires frente ao CF ‘Os Belenenses’ e Moreirense FC são suficientes para justificar esta posição. Ainda assim, as vitórias são em maior número.

Até ao fim do ano, o grande destaque é o confronto com o SC Braga no dia 23 de dezembro. Até lá, os próximos adversários são o Feirense (1/12), Vitória FC (8/12) e CS Marítimo (16/12).

A única coisa que me apraz dizer, para já, é procurar evitar qualquer tipo de desaire. Todos os pontos contam e, no final, fazem a diferença. As derrotas com o CF ‘Os Belenenses’ e Moreirense FC não são para repetir e o mesmo se estende aos confrontos com os grandes. Exige-se muito melhor do que o 4º Lugar e o futebol praticado tem de refletir o espírito de cumprir o objetivo da “Reconquista”.

Liga dos Campeões

É a competição que mais me preocupa! Os encarnados chegaram com mérito à fase de grupos, após afastarem o Fenerbahçe e PAOK na fase de qualificação, mas estão numa posição vulnerável num grupo em que o Bayern é o claro favorito e onde o Ajax está a surpreender, ao aproveitar da melhor forma o momento que os encarnados estão a passar.

O Bayern Munique é o próximo adversário na fase de grupos. O jogo realiza-se dia 27 de novembro na Allianz Arena, em Munique
Fonte: SL Benfica

As últimas jornadas desta fase disputam-se a 27 de novembro com o Bayern e a 12 de dezembro com o AEK. São as últimas oportunidades para o SL Benfica registar bons resultados. Neste momento, depende não só de si, mas também de Bayern e Ajax. É o tudo ou nada e todas as hipóteses estão em aberto: a qualificação para os oitavos de final, a passagem direta para a Liga Europa ou a eliminação direta, se descer ao 4º Lugar.

Taça de Portugal

Depois da vitória convincente frente ao Sertanense FC na 3ª eliminatória, o FC Arouca foi o adversário que se seguiu e os encarnados derrotaram a equipa da Segunda Liga por 2-1, graças aos golos de Jonas e Rafa.

Taça da Liga

O grupo do SL Benfica (A) conta com o Desportivo das Aves, FC Paços de Ferreira e Rio Ave FC. Na primeira jornada, os encarnados bateram os vilacondenses por 2-1 e em dezembro medem forças com os restantes adversários: FC Paços de Ferreira (5/12) e Desportivo das Aves (28/12). Apenas um clube seguirá para a Final Four em Braga. Neste sentido, o SL Benfica entrará em 2019 com a fase de grupos resolvida.

Com um jogo a mais, o Desportivo das Aves segue na liderança com 4 pontos. O Rio Ave FC ainda não pontuou e vê assim as chances de qualificação muito reduzidas. Para as restantes três equipas, está tudo em aberto.

É importante estar atento às surpresas, que acontecem com frequência, e não mostrar fragilidades por ser uma competição em que a relevância é menor. Em 11 edições, o SL Benfica ganhou sete. Este ano, depois de vitórias de Sporting CP e Moreirense FC nas últimas edições, os encarnados partem como favoritos à vitória final. Assim espero que aconteça!

Foto de Capa: SL Benfica

LFC Vildemoinhos 1-4 Sporting CP: Demorou, mas rachou!

O Estádio do Fontelo recebeu, de casa cheia, um dos jogos mais esperados da eliminatória da Taça de Portugal. O jogo marcou a estreia do movo técnico leonino, Marcel Keiser, e opôs a equipa sensação da competição (eliminou o Nacional da Madeira por 4-3), o Lusitano de Vildemoinhos, a um grande do futebol português.

Ao contrário do que seria de esperar, foi o Lusitano de Vildemoinhos quem entrou melhor na partida. Logo no segundo minuto de jogo, Diogo Braz aproveitou um erro clamoroso de Mathieu, isolou-se e cara a cara com Renan Ribeiro atirou por cima da baliza. Aos oito minutos, o Lusitano voltou a estar perto de golo: Nuno Rodrigues foi lançado no lado direito do ataque e atirou forte para uma boa intervenção do guarda redes leonino.

O Lusitano estava melhor na partida: não perdia tantas bolas, pressionava bem alto e nunca descurou aquilo que foi o jogo ofensivo e as investidas de ataque. Porém, não demorou muito para o Sporting evidenciar a sua clara supremacia na partida. Aos 18 minutos da partida, antes de os leões começarem a rugir, houve tempo para um lance controverso: Bruno Gaspar foi lançado na área por Diaby, sofreu um toque e ficou a pedir grande penalidade. O árbitro não atendeu às reclamações dos homens de verde e branco e prosseguiu com a partida.

Aos 27 minutos, o Sporting conseguiu finalmente ter uma clara ocasião de golo. Bruno Fernandes rematou muito forte, Ruca defendeu para a frente e Nani, com tudo para assistir Wendel, optou pelo egiísmo e rematou fraco à baliza. A partir daí, só deu Sporting e muito por causa de Wendel, o principal catalisador do jogo leonino no primeiro tempo. Aos 29 minutos, o médio tentou o golo de muito longe e a bola passou a rasar o poste. Cinco minutos depois, o brasileiro voltou a tentar o golo: de fora de área, Wendel atirou ao lado e deixou o perigo na defensiva do Lusitano.

Ainda antes dos 40 minutos, foi a vez de ser Bruno Fernandes a ficar perto do golo. Após um cruzamento de Diaby, Ruca sacudiu para zona fontal, onde pareceu o médio português a atirar muito por cima da baliza: que perdida incrível do médio leonino! A cinco minutos do intervalo, foi Nani quem esteve perto do golo: após um cruzamento largo de Jefferson, o extremo português cabeceou pouco por cima da baliza.

O Sporting mostrava as suas garras e não demorou muito mais a ferir a vítima: aos 42’, num grande desenho ofensivo dos homens de Keiser, Wendel recuperou a bola e lançou Bruno Fernandes; o médio português lateralizou o jogo para Jefferson e o defesa cruzou de forma quase teleguiada para a grande área, onde apareceu o gigante Bas Dost para fazer o golo. Estavam abertas as hostilidades no marcador!

Contudo, a resposta do Lusitano surgiu logo no minuto seguinte. Aproveitando uma perde de bola displicente de Bruno Fernandes, Nuno Rodrigues acelerou na direita, deixou dois defesas leoninos para trás e cruzou para Diogo Braz, que atirou a contar, aproveitando o facto de Renan ter ficado mal na fotografia.

António Nobre, árbitro da partida, mandou os jogadores para os balneários e terminou com um primeiro tempo em que o Sporting demorou a acordar, mas acabou por acabar por cima.

Havia motivos para festa no estádio do Fontelo
Fonte: Lusitano FC Vildemoinhos

A segunda parte e o jogo decresceu nos níveis de intensidade. Sem muitos lances dignos de registo, foi preciso esperar até à hora de jogo para se ver uma ocasião de golo…e que golo! Bruno Fernandes respirou magia, tabelo com Bas Dost e atirou colocadíssimo de pé esquerdo, atirando assim a contar e oferecendo de novo a vantagem ao Sporting.

A partir daqui o Lusitano nunca mais foi o mesmo e o jogo pintou-se de verde e branco. Aos 70 minutos, Jefferson cruzou bem (outra vez!) e Bas Dost (também outra vez), com o faro do golo bem ativo, desmarcou-se e rematou forte, fazendo assim o terceiro dos leões.

Os leões continuaram com a acelerar e dois minutos depois foi Diaby quem fez o gosto ao pé.  Numa jogada de ataque rápido pelo lado esquerdo, Bruno Fernandes tabelou com Nani, o extremo assistiu Diaby e o maliano, já na pequena área, fez o quarto tento dos leões.

Até ao final, o Sporting limitou-se a fazer o que era necessário: geriu o jogo de forma matura e sem correr muitos riscos. Os leões passaram assim à próxima eliminatória, mas tiveram que suar para bater esta equipa do Lusitano. Os homens de Viseu, por outro lado, demonstraram ser uma equipa muito bem montada, organiza e coesa e não é por acaso que está apenas a dois pontos dos lugares de subida da série B do Campeonato de Portugal.

Onzes iniciais:

Lusitano FC Vildemoinhos: Ruca, Assane Baldé, Paulo Oliveira, Tiago Gonçalves e Márcio Rocha; Murilo Rosa, Uros Smolovic (Lopes, 78′) Nuno Rodrigues; Kiko, Hélder Rodrigues (Marado, 79′) e Braz (Klysman, 72′).

Sporting CP:  Renan, Bruno Gaspar, Coates, Mathieu e Jefferson; Gudelj (Petrovic, 85′), Wendel (Bruno César, 79′) e Bruno Fernandes; Diaby, Nani e Bas Dost (Jovane, 76′).