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Axel Witsel: O pêndulo a meio campo da «Favre» amarela em Dortmund

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Juro que é sem qualquer propósito que escrevo sobre ex-jogadores do SL Benfica e serão as últimas linhas que escrevo na primeira pessoa neste texto, mas Axel Witsel de certeza que deixa saudades na Luz. Pelo menos dentro de campo, pois já fora dele ninguém se deve ter esquecido da maneira como o médio belga deixou os «encarnados». Dinheiro russo falou mais alto, seguiu-se o chinês e agora está na Alemanha certamente a receber bem menos, mas a jogar mais e melhor futebol. Pode ter sido um plano de carreira feito pelo próprio jogador.

Alguns anos depois, o futebol agradece sem rancor a tardia chegada de Witsel a uma grande liga europeia. Ainda tem muitos anos de futebol nos pés aos 29 anos, logicamente, mas a valia do jogador podia ter sido alavancada depois da passagem em Portugal entre 2011 e 2012. Foram quatro temporadas e meia na Rússia, ao serviço do Zenit S. Petersburgo, e duas na China, no Tianjin Quanjian. Chegou a Dortmund para vestir a camisola do Borussia por ‘apenas’ 20 milhões de euros, valor de relevo para os cofres da equipa orientada por Lucien Favre.

Muitos já consideraram que esta foi a melhor transferência da temporada (qual Ronaldo na Juventus, qual quê, não é?). De facto, a contratação do médio belga foi cirúrgica e crucial para a estratégia do Borussia Dortmund que pretende solidificar a sua posição como candidato à conquista do campeonato aparentemente eternamente conquistado pelo rival Bayern Munique. No entanto, não basta só jogar um futebol irreverente, dominado pela velocidade e procura constante pelas incursões das principais armas da equipa.

Até nos festejos dos muitos golos já marcados pelo Dortmund, Witsel transmite segurança
Fonte: Borussia Dortmund

Axel Witsel é de facto um pêndulo neste Dortmund. Equilibra a equipa, organizando os colegas na defesa e transmite confiança para o ataque. Não é costume ser o belga a definir os últimos passes para o golo, isso está para o atual rei das assistências, o jovem Sancho. Witsel é quem temporiza as incursões da equipa para o ataque, dando primeiro prioridade à posse da bola. Muito forte nos passes curtos – muitas vezes com mais de 90% de entregas de bola efetuadas com sucesso – no drible de um ou dois adversários e passe imediato para outro elemento adiantado no meio campo ou nas alas: novamente Sancho, Marco Reus ou Pulisic. O médio belga costuma funcionar no terreno ao lado do médio dinamarquês Thomas Delaney ou do jovem alemão Mahmoud Dahoud.

Resistência também é um factor a ressalvar, pois Witsel joga quase sempre durante 90 minutos, bem como dados estatísticos revelarem que o belga também tem números notáveis nos capítulos do desarme, interceções (ambos com 1,3 por jogo) e duelos aéreos (2,1 por jogo). Golos já são três esta temporada.

Após dez jornadas da Bundesliga, o Borussia Dortmund é o atual líder da classificação com 24 pontos, 30 golos marcados (o melhor ataque) e 10 sofridos (a segunda defesa menos batida, o Leipzig tem 9). Não tem nenhuma derrota no campeonato.

Na próxima jornada segue-se o embate escaldante frente ao Bayern Munique. Mas antes, na Liga dos Campeões, onde os amarelos de Dortmund também estão invictos, há uma visita ao Wanda Metropolitano, a casa do Atlético Madrid, equipa que já cilindrou por 4-0 na última jornada. Se Witsel joga, a equipa joga bem.

Foto de Capa: Borussia Dortmund

Artigo revisto por: Jorge Neves

Rio Ave FC 3-3 CD Nacional: Quem erra assim não quer o pódio

No jogo de encerramento da nona jornada, Rio Ave e Nacional empataram a três. Num jogo emocionante, mas com vários erros, a equipa da casa desperdiçou um vantagem de dois golos nos últimos dez minutos e perdeu o terceiro lugar.

A equipa da casa entrou a mandar e, aos sete minutos, já vencia por 1-0. Fábio Coentrão descobriu Diego Lopes nas costas da defesa (o passe do português sobrevoou meio campo) e o brasileiro finalizou com sucesso, depois de receção de classe.

Os vilacondenses, que fizeram apenas uma alteração em relação à última jornada, voltaram a marcar pouco depois, mas desta vez sem contar. Diego Lopes, mais uma vez, rematou para defesa incompleta de Daniel e Carlos Vinícius encostou, mas o avançado estava em posição ilegal.

Depois de um início complicado, a equipa do Nacional foi crescendo e empatou ainda antes da meia hora, com a ajuda de Leo Jardim. O guarda-redes rioavista calculou mal a trajetória do remate de Camacho e largou a bola, que após bater na trave sobrou para Gorré marcar.

O jogo arrefeceu com o golo dos visitantes e só a dez minutos do final houve novo motivo de destaque. Jogada do Rio Ave bem trabalhada pela esquerda e Vinícius a cruzar para a pequena área, onde Coentrão aparece para atirar a rasar o poste.

Mas, quando tudo fazia prever o intervalo, a equipa da casa chegou ao segundo. Felipe cortou com o braço o cruzamento de Fábio Coentrão e o árbitro, depois de ouvir o VAR, voltou atrás e concedeu penálti, convertido por Carlos Vinícius.

Já no segundo tempo, o Nacional viria a ter grande oportunidade para empatar, mas Leo Jardim opôs-se com grande nível ao cabeceamento de Camacho e manteve o 2-1 com uma defesa espetacular.

Leo Jardim evitou o 2-2 com uma defesa espetacular
Foto: Liga Portugal

A equipa da casa ia, ainda assim, sendo mais perigosa através de transições rápidas, e acabaria por ampliar. Galeno fez uso da velocidade para deixar Kalindi para trás e servir Carlos Vinicíus, que bisou na partida.

O Nacional, contudo, podia ter reentrado no jogo pouco depois, mas Witi, em posição soberana, desviou por cima o cruzamento de Camacho.

A equipa da Madeira continuava a mostrar boa reação ao golo sofrido e acabaria por reduzir a dez minutos do fim. Nadjack chocou com Witi quando procurava intercetar um cruzamento e o árbitro apontou para a marca dos onze metros. Na conversão do castigo máximo, o recém-entrado Rochez não perdoou e fez o 3-2.

O Nacional continuava à procura do empate e acabou por consegui-lo em mais um erro da equipa da casa. João Schmidt foi demasiado passivo na saída de bola e permitiu a recuperação de Rochez em zona proibida, com o avançado a assistir Witi para o golo do empate.

O Fim-de-semana Verde e Branco: Hóquei em Patins vitorioso em Valongo!

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Mais uma semana, mais um resumo. Pela positiva destaca-se, entre várias, a importante vitória do Hóquei em Patins num terreno tradicionalmente difícil, enquanto que no pólo negativo surge a derrota europeia do Andebol que, apesar de não abalar as esperanças num apuramento, deixa agora as contas mais “apertadas”, o desaire do Futsal feminino frente ao SL Benfica e a derrota do Futebol masculino para a Taça da Liga. Eis o resumo, o mais completo possível:

Andebol | Semana de resultados distintos para os Campeões Nacionais: vitória por 34-29 (14-17 ao intervalo) diante do Madeira SAD na oitava jornada da primeira fase do Campeonato Nacional e derrota por 26-28 (11-14 ao intervalo) diante do Tatran Presov na sexta jornada do Grupo C da EHF Champions League. Segue-se nova semana de duplo confronto, agora fora de portas: Quinta-Feira, 8 de Novembro, às 18 horas em Skopje (Macedónia) frente ao HC Metalurg e Domingo, 11 de Novembro, pelas 18 horas em Guimarães diante do CCR Fermentões.

Carambola | O Sporting CP venceu o Real SC por 4-0, conquistando assim a sua terceira vitória consecutiva no Torneio de Abertura, e na próxima jornada defronta o CB Eborense.

Futebol feminino | As Bicampeãs Nacionais venceram o Boavista FC por 0-2 com golos de Baldwin e Rita Fontemanha. Segue-se a recepção ao Clube Albergaria pelas 15 horas de 18 de Novembro, Domingo, na Academia Sporting.

Futebol masculino | Resultados distintos durante a semana: os Leões perderam com o GD Estoril por 1-2 na segunda jornada da Taça da Liga, depois de terem estado em vantagem com golo de Wendel, mas venceram o CD Santa Clara por 1-2 com Bas Dost (grande penalidade) e Acuña a finalizarem a reviravolta verde e branca nos Açores. Seguem-se mais dois jogos esta semana: Quinta-Feira, 8 de Novembro, pelas 20 horas em Londres diante do Arsenal e Domingo, 11 de Novembro, também pelas 20 horas em Alvalade diante do GD Chaves.

Futsal feminino | Resultados distintos a fechar a primeira volta da Zona Sul do Campeonato Nacional: a turma orientada por Carlos Reis venceu o CF Os Belenenses por 7-2 e perdeu diante do SL Benfica por 3-2. Com efeito, as Leoas somam agora 16 pontos, estando assim no segundo posto da tabela classificativa. Segue-se a recepção ao CRC Quinta dos Lombos, estando o encontro marcado para as 15 horas de 11 de Novembro, Domingo, no Pavilhão João Rocha.

Futsal masculino | Os Tricampeões Nacionais venceram o CR Leões de Porto Salvo por 1-4 na oitava jornada da Fase Regular do Campeonato Nacional. Deo (2), Alex e Leo foram os autores dos tentos da turma orientada por Nuno Dias, sendo que pela formação de Porto Salvo marcou Ré. A turma de Alvalade sobe assim ao segundo lugar da tabela classificativa em igualdade pontual (19 pontos) com o Módicus Sandim. Segue-se a recepção ao Futsal Azeméis no Domingo, 11 de Novembro, pelas 17h30 no Pavilhão João Rocha.

Voleibol feminino conquista três vitórias em quatro dias
Fonte: Sporting CP

Hóquei em Patins: Os Campeões Nacionais conquistaram um importante triunfo no reduto AD Valongo (1-2), com golos de Pedro Gil e João Pinto para os Leões e João Souto para a turma da casa. A formação orientada por Paulo Freitas denotou uma grande cooperação defensiva ao longo de todo o encontro, nomeadamente em períodos em que se viu em desvantagem numérica fruto de quatro cartões azuis, três dos quais em menos de dois minutos. O Sporting CP segue assim na liderança da tabela classificativa em igualdade pontual com o SL Benfica (10 pontos) e recebe na próxima jornada a UD Oliveirense, estando o encontro agendado para as 17h30 de 10 de Novembro, Sábado, no Pavilhão João Rocha.

Pólo Aquático: Derrota na segunda jornada do Campeonato Nacional ante o CN Povoense por 5-14. A próxima jornada disputa-se dia 17 de Novembro, Sábado, com o os Leões a deslocarem-se a Évora para defrontar o Aminata.

Pool masculino: Os Leões regressaram às vitórias com um triunfo sobre o SL Benfica por 4-0. Segue-se a recepção ao SNKC Lisboa.

Pool Português: A turma de Alvalade venceu a Casa do SL Benfica de Algueirão Mem Martins “B” por 9-2, conquistando assim a quarta vitória consecutiva. Segue-se o duelo diante da Casa do SL Benfica de Algueirão Mem Martins “C”.

Voleibol feminino: A formação orientada por Rui Pedro Costa continua no trilho dos bons resultados no Nacional da II Divisão após os triunfos por 3-1 sobre o Vitória SC (25-9; 18-25; 25-16; 25-12) e por 0-3 diante do CS Marítimo (14-25; 13-25; 21-25) e do CS Madeira (18-25; 16-25; 19-25). As Leoas são assim líderes à condição com 22 pontos somados em oito partidas disputadas (sete vitórias e uma derrota pela margem mínima). Seguem-se os duelos ante o CD Aves, única formação invicta na prova, e o Esmoriz GC agendados para 17 e 18 de Novembro, respectivamente.

Voleibol masculino: Os Campeões Nacionais somaram mais duas vitórias, ambas por 0-3, desta feita frente à AA Espinho (18-25; 15-25; 15-25) e ao SC Caldas (14-25; 16-25; 23-25). A turma orientada por Hugo Silva é assim líder a condição, exactamente com as mesmas contas que a equipa feminina: 22 pontos somados em oito partidas disputadas (sete vitórias e uma derrota pela margem mínima). Segue-se um confronto histórico – o primeiro jogo europeu de Voleibol no Pavilhão João Rocha: os Leões recebem os luxemburgueses do VC Fenteng na primeira mão da Segunda Ronda da CEV Challenge Cup na Quarta-Feira, 7 de Novembro, pelas 20 horas. Depois regressa o Campeonato com o Sporting CP a visitar o Vitória SC no Sábado, 10 de Novembro, pelas 17h45 (Pavilhão Unidade Vimaranense).

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Olheiro BnR – Jadon Sancho: uma estrela em ascensão

É no momento em que vemos um miúdo de 18 anos ser um dos “pilares”, digamos assim, de uma equipa de topo mundial, que percebemos que o futebol é uma mina cheia de jovens talentos.

Neste caso, falamos de um jovem inglês que, com apenas 18 anos, joga na equipa principal dos alemães do Borussia Dortmund. Aliás, joga e é um dos melhores a atuar nos auri-negros. Jadon Sancho é uma das apostas acertadas de Lucien Favre (treinador do Dortmund), correspondendo com a política do técnico suíço esta temporada: a aposta numa equipa jovem. Para ficarmos com uma ideia, no último jogo frente ao VfL Wolfsburg, cinco dos 11 jogadores titulares tinham menos de 24 anos.

Jadon Sancho é um dos muitos jovens talentos do plantel do Borussia Dortmund
Fonte: Bundesliga

De volta ao craque inglês, Sancho assinou contrato com o Borussia Dortmund no último dia do mercado de verão da passada temporada, por uma verba de sete milhões de euros. Depois de ter estado em destaque ao serviço da seleção inglesa no último europeu de sub-17 (cinco golos em seis jogos), o jovem atacante rumou até à Alemanha para envergar o número 7. Antes de se estrear pela equipa principal, Jadon Sancho realizou nove jogos entre os sub-19 do Dortmund e a segunda equipa dos alemães. Logo se percebeu que o jovem que completou a formação no Watford FC (2007-2015) e Manchester City FC (2015-2017) tinha de estar nos grandes palcos, junto das estrelas do futebol mundial.

Esta temporada, Sancho participou em todas as partidas do Dortmund, quer para o campeonato e taças nacionais, quer para a Liga dos Campeões. O jovem extremo, que pode atuar tanto à esquerda como à direita, tem um talento nato para jogar futebol. Com uma finta curta e bem-sucedida, um excelente controlo da bola e uma velocidade capaz de ultrapassar qualquer defesa, o número 7 é um verdadeiro desequilibrador, principalmente nas linhas.

No entanto, e apesar de toda a qualidade individual,– que lhe é intrínseca – Jadon Sancho é um jogador que trabalha para a equipa. Na maioria das vezes, depois de ganhar a frente aos laterais adversários, o extremo inglês (conta com uma internacionalização na equipa A da seleção dos três leões) entrega a bola a um colega mais bem posicionado para fazer golo. Prova disso são as oito assistências em 15 jogos realizados.

Posto isto, penso que estamos perante um dos melhores jovens talentos do futebol mundial e, quem sabe, pode até chegar a ser uma das maiores promessas no desporto-rei. Jadon Sancho tem apenas 18 anos e já está a dar cartas no futebol, o que demonstra vivamente que é um diamante em bruto, pronto para lapidar.

Foto de capa: Bundesliga

Frente a frente: Início de época 2017/18 vs 2018/19

“Nova época, expetativas redobradas”. Certamente foi este o pensamento de muitos portistas, tendo em conta o esforço feito para manter a “espinha dorsal” da equipa campeã nacional: isso inclui jogadores fundamentais que eram muito cotados no mercado, como Alex Telles, Brahimi, Marega, bem como o treinador Sérgio Conceição. Tudo parecia encaminhado para um arranque fortíssimo no campeonato semelhante ao da época anterior, contudo tal não se verificou. Analisemos, portanto, o percurso de ambos os “FC Portos” na tentativa de analisar as diferenças visíveis entre ambos os arranques de temporada.

Na Liga NOS:

Ao fim da nona jornada, quer em 2017/18, quer em 2018/19, o FC Porto era líder. Na época de estreia de Conceição no comando técnico dos “dragões”, os “azuis e brancos” comandavam a tabela classificativa de forma invicta; oito vitórias e apenas um empate em Alvalade (empate que deixou aquele “gostinho” a vitória) demonstravam as credenciais daquela equipa, rumo à conquista do campeonato. Há, ainda, que realçar o seguinte: nestas primeiros jogos para a primeira liga portuguesa (muito lembrados até aos dias de hoje), o FC Porto enfrentou adversários de grande valia, como o Braga (vitória por 0-1), o Rio Ave, que mais tarde naquela temporada conseguiria um lugar de acesso para as competições europeias (vitória por 1-2) e a já referida visita ao terreno do Sporting. 25 golos marcados e apenas 4 sofridos era o saldo portista terminada a nona jornada da Liga NOS.

Agora, passamos para a presente temporada: o FC Porto, em termos de adversários, teve um calendário teoricamente mais acessível, uma vez que os maiores desafios encontravam-se apenas na deslocação à Luz e ao Funchal. Contudo, nem tudo foi “favas contadas”. A vitória sofrida no Jamor, seguida do surpreendente triunfo do Vitória SC no Dragão fizeram soar os alarmes na invicta. Os comandados de Conceição praticavam um futebol pouco vistoso, um futebol que não agradava os adeptos; e a derrota na Luz, numa exibição muito pobre do FC Porto, deixaram ainda mais a nu as possíveis “novas fragilidades” dos “dragões” versão 2018/19. A nota positiva deste arranque de campeonato terá que ir para a vitória por duas bolas a zero nos Barreiros, um terreno tradicionalmente complicado para os “azuis e brancos”. Vamos aos números: 20 golos marcados e 6 sofridos, sendo que a invencibilidade verificada na época anterior tinha-se desvanecido logo à terceira jornada. Indiscutivelmente, a época 2017/18 “presenciou” um arranque muito mais forte do FC Porto, a nível de campeonato.

A época do FC Porto 2018/19 começou com a conquista da Supertaça
Fonte: FC Porto

Na Liga dos Campeões:

Nas últimas duas temporadas, o FC Porto caiu em grupos extremamente equilibrados, de grau de dificuldade muito semelhante. Contudo, na metade do percurso na fase de grupos, a situação da equipa portuguesa é muito diferente: na época atual, o FC Porto encontra-se na liderança do seu grupo, com 7 pontos; já na época anterior, antes da 4ª jornada, os “dragões” encontravam-se no terceiro lugar, depois de derrotas frente a Beşiktaş (o tal jogo que “queimou” Óliver) e RB Leipzig. Portanto, neste quesito, o FC Porto versão 2018/19 leva vantagem.

Outras competições nacionais:

Na Taça de Portugal, o percurso da época atual foi uma “fotocópia” do da época anterior: na época passada, goleada por 6-0 no Restelo, terreno “emprestado” ao Lusitano de Évora; na época atual, desta vez respeitando o “espírito da Taça”, o FC Porto goleou o Vila Real, novamente por 6-0. Portanto, apesar de não serem jogos que “mereçam destaque”, ambos os “Portos” equiparam-se neste ponto.
Já na Taça da Liga, situação semelhante também: à 2ª jornada, um empate frente a Leixões e Chaves, por esta ordem, e uma vitória no segundo encontro, em 2017 frente ao Rio Ave (3-0) e em 2018 frente ao Varzim (4-2). Logo, seria uma completa injustiça atribuir a vantagem a qualquer uma das equipas no quesito Taça da Liga.

Não há chicote na Primeira Liga?

Desde que me lembro, o campeonato português sempre se caracterizou pela instabilidade de banco. Época após época, várias equipas possuíam dois ou até mesmo três treinadores diferentes ao longo do campeonato. E nos últimos anos, as chicotadas psicológicas continuavam a ser prática comum no nosso campeonato.

Por exemplo, há duas temporadas atrás, à passagem de ano já onze equipas da Primeira Liga tinham mudado de treinador. Até final da temporada, mais dois clubes mudariam de treinador, e outros cinco clubes mudariam por uma segunda vez (SC Braga, Belenenses, Estoril, Moreirense e  CD Nacional).

Porém, este início de temporada tem dado a entender que essa tendência está para ser quebrada, visto que apenas nesta semana que passou, se deu a primeira chicotada psicológica da época, com José Peseiro a ser despedido do comando técnico do Sporting. Existem outros treinadores que a meu entender, também estão numa situação delicada e correm sérios riscos de ser despedidos, como são os casos de Costinha, António Folha e Rui Vitória (apesar das palavras do presidente na sua última entrevista).

No entanto, ao que se deve esta redução de chicotadas psicológicas nesta época? A meu ver, deve-se ao facto de alguns dos treinadores que eram inicialmente vistos como fortes candidatos a não aguentarem até ao final da época, estarem a superar as expectativas.

José Gomes tem surpreendido no início deste campeonato
Fonte: Rio Ave FC

Um desses casos é o de José Gomes ao serviço do Rio Ave FC. A aposta do presidente do clube vila-condense neste treinador com pouco currículo e sem experiências relevantes foi arriscada, mas a verdade é que o clube de Vila do Conde tem realizado uma temporada à imagem das anteriores, estando na luta pelos lugares de acesso à Liga Europa, apesar de, como já aqui referi, o ex-adjunto de Jesualdo Ferreira ter sido bastante guiado pela qualidade individual de jogadores como Wanderson Galeno e Gelson Dala.

Outro caso que inicialmente surpreendeu pela positiva foi o de Cláudio Braga no CS Marítimo. O emblema verde-rubro tem tradição na aposta em treinadores brasileiros. Porém, a imagem que estes têm deixado recentemente não eram um bom pronúncio, particularmente a aposta em Paulo César Gusmão há duas épocas. Mas a verdade, é que Cláudio Braga levou a equipa madeirense a um bom início de temporada. No entanto, o cenário actual já é bem diferente com os madeirenses a atravessarem um ciclo de cinco derrotas consecutivas. O bom início de época ainda dá crédito ao técnico brasileiro, mas este atravessa actualmente uma situação delicada.

Apesar de tudo, esta decisão das respectvas direcções em prol da estabilidade não deixa de ser um sinal positivo no futebol português. Mas ainda há muito campeonato pela frente e muitas surpresas ainda podem acontecer.

 

Foto de Capa: Sporting CP

Estrelas da Formação: Tomás Tavares

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Este nome pode ainda parecer desconhecido para a maioria dos Benfiquistas, principalmente se não estiverem tão atentos à Formação, mas o que é facto é que Tomás Tavares tem crescido à velocidade da luz e perspectiva-se como sendo mais um talento a ser lançado no futuro, desta feita vindo da geração de 2001.

Tomás tem feito o seu percurso na Formação desde sempre ligado ao SL Benfica. É lateral-direito, mas a sua polivalência faz com que seja igualmente competente a lateral-esquerdo, defesa-central e, inclusivé, a médio. Pessoalmente, comecei a acompanhá-lo no escalão de Iniciados e já o vi percorrer todas as posições na defesa e também a jogar no meio-campo. E isto é impressionante, principalmente devido ao facto de não ser muito comum vermos jovens nos escalões de Formação com tamanho conhecimento de simultâneas posições e funções dentro do terreno de jogo.

Tomás mede 1,87m e, tendo em conta a sua tenra idade (17 anos), talvez exista ainda mais espaço para crescimento. Não estou com isto a dar primazia ao seu físico, até porque as qualidades deste jovem vão muito para além dos seus atributos físicos; o que é facto é que, neste momento, esta é uma vantagem que tem relativamente aos  seus adversários. Embora não sendo um cabeceador exímio, Tomás faz uso da sua estatura para ganhar muitos lances aéreos e é também uma das armas a utilizar nos lances de bola parada, encontrando-se frequentemente no leque de jogadores escolhidos para atacar a baliza nessas situações. Ainda que larga, a sua passada fá-lo ser dono de uma velocidade bastante razoável, tanto no sprint, como na aceleração.

Apesar dos seus 17 anos, Tomás Tavares tem sido já chamado ao escalão da Selecção Nacional de Sub-19
Fonte: FPF

Destro por natureza, Tomás tem uma capacidade de passe bastante boa, tanto a curta como a longa distância. Frequentemente, vemo-lo a fazer variações de jogo com bastante precisão. Outras características também bastante interessantes são o seu drible e primeiro toque. Por norma, associamos os jogadores com maior estatura física a jogadores com pouca qualidade técnica, mas isso não acontece, de todo, com Tomás Tavares, uma vez que apresenta técnica suficiente para tirar adversários do caminho com relativa facilidade.

Finalmente, a qualidade que mais me entusiasma neste jovem é a sua capacidade mental e o que acrescenta ao jogo em termos de visão e inteligência no posicionamento, principalmente no momento ofensivo. Tomás é um lateral de propensão bastante ofensiva, mas não é do tipo de laterais que se preocupa somente em dar largura, à procura de sobreposições exteriores para ir à linha de fundo e centrar; o movimento mais característico de Tomás Tavares é precisamente a sobreposição interior, pisando muitas vezes os terrenos mais centrais e procurando desequilibrar desde aí, através de combinações rápidas e tabelas com os companheiros de equipa, decidindo sempre com qualidade e critério. E isto é fantástico, tendo em conta a sua idade! São muito raros os laterais com inteligência e capacidade para pisar o corredor central mais frequentemente do que o lateral.

Tomás Tavares tem tido uma evolução tremenda, trabalhando sob as ordens de Renato Paiva, primeiro nos Juvenis e, agora, nos Juniores. É mais um jovem jogador que, beneficiando de um modelo de jogo bem pensado e trabalhado, consegue ver potenciadas todas as suas qualidades, maximizando o seu nível exibicional e dando um maior contributo à equipa. Neste momento, tem visto a sua utilização ser repartida entre os Juniores e a Equipa de Sub-23, mas Tomás esteve já sentado no banco de suplentes da Equipa B de Bruno Lage no jogo da II Liga contra o SC Covilhã e chegou, inclusivamente, a ser chamado por Rui Vitória para treinar com o plantel principal. Basta vermos um jogo deste jovem para perceber que estamos perante mais um talento em ascensão, que não deverá tardar muito a dar-se a conhecer melhor.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Com pouco se faz muito

Para muitas pessoas, o sol e calor são sinal de praia. E praia é sol, descanso, mergulhos. No entanto, para alguns, praia é mais que isto. Praia são piruetas, aéreas, espetáculo. Se não percebem o que quero dizer é porque nunca viram o Andebol de Praia.

Criado em 1993 em Itália, o Andebol de Praia é uma modalidade que coloca frente a frente duas equipas de 4 jogadores (um guarda-redes e três atletas de campo), num campo de areia. Segundo a Federação de Andebol de Portugal, o jogo consiste em duas partes de dez minutos, sendo cada resultado contabilizado separadamente. Se após esse período existir um empate segue-se para o shoot-out, em que cada equipa escolhe cinco jogadores para enfrentarem o guarda-redes adversário, alternadamente. O leitor pode perguntar então: “Mas o que tem isto de tão espetacular?”. Pois bem, a espetacularidade do Andebol de Praia acontece durante o jogo, uma vez que nem todos os golos são iguais. Ou seja, um remate simples vale um golo, mas se antes do remate o atleta realizar uma pirueta (entendida como uma volta de 360º enquanto se encontra no ar) ou se receber a bola no ar e a rematar antes de cair no chão, esse golo não vale um mas sim dois. Para além desta particularidade, no Andebol de Praia não existe qualquer tipo de contacto físico, o que torna os jogos extremamente emocionantes dada a velocidade e espetacularidade dos golos marcados.

Atleta portuguesa Joana Resende parece parar no ar
Fonte: EHF

Agora que o Andebol de Praia já está explicado, chegamos ao tema principal deste texto. Esta modalidade chegou timidamente a Portugal e os primeiros registos que existem sobre a mesma são de alguns encontros regionais em 2009. Tímido chegou e tímido se manteve durante vários anos, com os clubes a serem os principais dinamizadores, organizando circuitos regionais entre clubes.

No entanto, a modalidade foi crescendo, não só a nível nacional mas também Europeu e Mundial. A nível de seleções sempre existiram grandes eventos tanto a nível masculino como feminino (o primeiro campeonato do mundo disputou-se em 2004 no Egipto), mas em termos de clubes era diferente. As competições europeias de clubes começaram a aparecer e a crescer e as equipas portuguesas começaram a participar, o que obrigou a Federação de Andebol de Portugal a prestar atenção a esta jovem mas cada vez maior modalidade. Começaram a aparecer as Fases Finais e desse momento para a frente as coisas mudaram de figura.

Com o crescimento da modalidade em Portugal, começaram a aparecer as primeiras seleções nacionais, principalmente nos escalões mais jovens de sub-16, sub-17 e sub-18 e, quase de forma imediata, os resultados começaram a chegar para o nosso país.

2014 foi o ano da primeira aparição de uma seleção portuguesa, a de sub-18, numa competição oficial, nomeadamente no Campeonato da Europa de sub-18. O 7º lugar que a comitiva portuguesa atingiu pode parecer pouco mas foi a primeira grande competição do Andebol de Praia português. Este foi um ponto de viragem.

Nesse mesmo ano, disputou-se a primeira Liga dos Campeões de Clubes, onde Portugal esteve representado tanto na variante masculina como feminina, obtendo um quinto e oitavo lugar respetivamente.  Estes resultados tiveram impacto na modalidade no nosso país e levaram a que Portugal conseguisse a organização do Campeonato Europeu de sub-16, em 2016. Foi nesse evento que a seleção nacional se mostrou ao mundo e fez todos verem o trabalho de qualidade que se realizava nas nossas praias.

Montero ou Bas Dost?

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Para a presente temporada, a equipa leonina tem como opções para a posição mais adiantada no terreno de jogo: Bas Dost (o melhor marcador da equipa na temporada anterior); Montero (avioncito continua a ser um jogador querido para os/as adeptos/as); e ainda Castaignos (um jogador que continua sem se conseguir impor na equipa).

Ao que tudo indica, será entre Bas Dost e Montero que o timoneiro leonino irá optar para ocupar a posição mais avançada na equipa. Em condições normais, o goleador holandês parece levar vantagem sobre o colombiano, sobretudo pela eficácia na finalização.

Depois de rescindir e regressar ao Sporting Clube de Portugal, o holandês “chegou” e (re)conquistou a titularidade logo na primeira jornada. Com dois golos marcados no arranque da temporada, perspetivava-se um bom regresso ao clube. No entanto, na segunda jornada contraiu uma lesão que o obrigou a estar afastado dos relvados durante dois meses. Para fazer face a esta ausência, o ex treinador dos leões José Peseiro optou por lançar Fredy Montero às “feras”. Durante a ausência do holandês, “Avioncito” faturou por três ocasiões.

É evidente que existem diferenças entre os dois atacantes, um com características específicas para jogar na área, outro mais móvel e evoluído tecnicamente. É também normal que um jogador que se fixa na área tenha mais possibilidades de faturar, comparativamente com o que procura terrenos mais recuados para ter um papel ativo nas ligações no último terço do terreno.

Será possível ver a dupla Montero – Bas Dost?!
Fonte: Sporting CP

O melhor marcador da temporada anterior regressou aos relvados no jogo contra o Boavista, entrando para o lugar de Montero no decorrer da segunda parte. No jogo da Taça da Liga contra o Estoril, que ditou uma derrota para a equipa verde e branca, José Peseiro deu a titularidade ao holandês em detrimento do colombiano.

Pessoalmente, sou um admirador dos dois jogadores em questão. Por serem jogadores diferentes, o que se exige a um não se pode exigir ao outro. Bas Dost não tem capacidade física para recuar no terreno e pegar no jogo, tal como Montero não tem a estatura física para jogar dentro da área entre dois centrais adversários.

Na minha perspetiva, Bas Dost em perfeitas condições é sempre o titular na posição mais avançada na equipa verde e branca. No entanto, considero que em alguns jogos, era interessante ver Montero atrás do holandês, sobretudo quando a equipa procura inverter um resultado menos positivo. Dotado de uma qualidade técnica acima da média, e com uma boa leitura do jogo, “Avioncito” poderia colocar Bas Dost em perfeitas condições para visar a baliza adversária.

Força Sporting Clube de Portugal!

 

 

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Arsenal FC: Unai com efeitos Emeryatos

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Após duas derrotas em duas jornadas, Unai Emery começava da pior forma a sucessão aos 22 anos de Arsène Wenger enquanto treinador dos ‘gunners’, após desaires frente a Manchester City FC e Chelsea FC. Daí para cá, o técnico espanhol nunca mais perdeu: 14 jogos oficiais, 12 vitórias e dois empates (sete vitórias e dois empates na Premier League, estes nas últimas duas partidas; três vitórias na Liga Europa e mais dois triunfos na Taça da Liga inglesa).

O treinador espanhol tem subido a pulso na carreira e começou a afirmar-se cada vez mais no futebol europeu e mundial, sobretudo depois de, entre 2013 e 2016, ter vencido três edições consecutivas da Liga Europa ao serviço do Sevilha. Nas duas últimas temporadas, ganhou tudo o que havia para ganhar internamente pelo Paris Saint-Germain, mas falhou no maior sonho dos parisienses: a conquista da Liga dos Campeões. Com passado como jogador de futebol e com ascendentes familiares ligados à modalidade, Unai iniciou a sua carreira de treinador no Lorca Deportiva, passando posteriormente por Almería e Valencia.

O grande desafio atual no emblema londrino é voltar a tornar o Arsenal num sério candidato a vencer a Premier League. Sem erguer o troféu desde 2004, os ‘gunners’ deixaram de ser credíveis para assumir tal candidatura ao longo dos últimos anos.

Arsenal é talvez o maior desafio da carreira de Unai Emery
Fonte: Arsenal FC

Com Aubameyang bem no topo da lista dos goleadores, a par de Hazard, do Chelsea, e Agüero, do Manchester City,- todos com sete golos- o Arsenal tem o terceiro melhor ataque do campeonato, atrás de Manchester City (33) e Chelsea (27), com 25 golos marcados. No sentido inverso, os londrinos sofreram 14 tentos e estão longe de ser uma das melhores defesas. É essa instabilidade que pode constituir alguma espécie de travão nos intentos da equipa de Unai Emery.

Impossível deixar de fora o facto de o Arsenal disputar a Liga Europa, competição predileta do seu treinador. Esta quinta-feira, o Arsenal recebe o Sporting e quererá fazer esquecer os últimos dois empates para o campeonato.

Foto de capa: Arsenal FC