À procura de se manter na liderança partilhada da Liga, o SC Braga recebia o Vitória FC numa chuvosa noite de domingo e antes do arbitro apitar já estava a ganhar. É que Abel Ferreira e Dyego Sousa receberam os prémios da Liga de setembro referentes, respetivamente, a melhor treinador e melhor avançado.
Quanto ao jogo em si, também aí entraram melhor os da casa e com uma bola na barra logo a abrir. Ao quarto de hora, um cruzamento à entrada da área após transição rápida descobriu Dyego Sousa que cabeceou a contar. No entanto, apenas um minuto volvido, Fábio Martins teve uma perda de bola infantil e uma bela troca de bola do ataque vitoriano resultou no empate com Eber Bessa a bater com classe Tiago Sá.
O ritmo de jogou baixaria um pouco depois dos tentos inaugurais, mas Fábio Martins teria duas boas oportunidades para desfazer a igualdade, primeiro num remate em jeito ligeiramente por cima, depois parado por uma excelente intervenção de Joel Pereira.
Como os da casa dominavam a partida e o intervalo se aproximava com o marcador teimosamente igual de parte a parte, o matador Dyego Sousa deu a liderança aos da casa em mais um excelente cabeceamento. Da primeira parte, ficava ainda a memória das imensas bolas ao centro, porque, além do pontapé inicial e das correspondentes aos três golos, houve também lugar a várias repetições comandadas pelo árbitro que não deixava os jogadores faltar ao cumprir das regras.
Nem de bola parada o Vitória FC conseguiu contrariar o SC Braga Fonte: José Baptista/Bola na Rede
Já a segunda metade começou com os vitorianos por cima e com perigo. Por duas vezes, Tiago Sá saiu mal a lances aéreos, mas um cabeceamento para fora e uma defesa na sobra acabaram por não causar estragos de maior.
O jogo entrou, então, numa fase mais aborrecida, com ambas as equipas a mostrarem-se incapazes de criar perigo, excepção feita para um remate forte de Goiano que passou perto do poste da baliza à guarda de Joel Pereira. Até final, só mesmo nos últimos instante é que os visitantes tentaram forçar, mas sem grande sucesso.
Assim, os minhotos continuam no topo da tabela, apesar de uma exibição mais eficiente que deslumbrante. Mas, no final, o que conta são os três pontos.
A Briosa apagou as velas do seu 131.º aniversário numa posição (16.ª classificada da 2.ª Liga, com apenas uma vitória em sete possíveis) que não condiz com as conquistas do passado nem com os objectivos futuros.
Precisava, por isso, de um abanão. Da primeira vitória em casa. E se é verdade que entrar determinada em encontrá-la. A cabeça, porém, não acompanhou o coração e a primeira parte foi disputada com muita vontade dos estudantes, mas, também, com muita matreirice do Académico que, sempre que podia, explorava a profundidade em busca de Nsor.
O ganês foi, aliás, o protagonista dos lances mais perigosos dos primeiros 45 minutos: começou por desperdiçar uma “oferta” de Mike, que o isolou perante Peçanha, antes de se envolver em situações de golo (mal) concluídas por Gasilin e Lucas.
A Mancha Negra esteve presente no jogo que assinalou o 131º aniversário da Académica Fonte: Pedro Machado/Bola na Rede
O segundo tempo foi mais dividido em termos de jogadas de perigo. A Académica entrou com maior clarividência no passe e conseguiu chegar com perigo ao último terço contrário. Faltou, porém, maior pontaria… e um Jonas (guarda-redes viseense) desinspirado. Romário Baldé (foram-lhe tiradas três bolas de golo) e Djoussé (viu Jonas e a trave negarem-lhe o golo).
Pelo meio, o Académico foi solicitando a velocidade dos seus homens mais adiantados e voltaria a estar perto do golo em mais três ocasiões. Numa delas, conseguiu mesmo balançar as redes – aproveitando a lentidão de Zé Castro e Joel, entrou na àrea da Académica, contornou Peçanha e gelou (ainda mais) o Estádio Cidade de Coimbra com apenas seis minutos de jogo por disputar.
Hugo Almeida ainda entrou, Baldé voltou a estar perto do golo… mas o destino do jogo estava traçado. O Académico voltou a não perder com a Académica (5.ª vez desde que os estudantes caíram para o segundo escalão), e a Briosa ficou debaixo da linha de água, num inimaginável penúltimo lugar.
Na sequência do seu aniversário, esta não era, de todo, a prenda desejada. O Académico foi o convidado de honra… mas trouxe um presente envenenado.
ONZES INICIAIS:
Académica OAF: Peçanha; Mike, Brendon, Zé Castro e Joel; Ricardo Dias e Guima (Marinho 70’); Jean Filipe (Hugo Almeida 84), Zé Paulo (Traquina 60’) e Romário; Djoussé;
Académico de Viseu FC: Jonas; Tiago Almeida, Kevin Medina, Baumer, Fábio Santos e Lucas (Pica 89’); Paná, Fernando Ferreira (Rui Miguel 60’), Latyr Fall e Paná; Nsor e Gasilin (João Mário 58’).
O Estádio de São Miguel voltou a receber um ‘grande’ do futebol nacional, 15 anos depois, e o ambiente festivo alastrou-se pelas bancadas. O CD Santa Clara, que tem vindo a protagonizar um excelente início de temporada – era o sexto classificado -, e defrontou o Sporting CP, que ocupava a quinta posição com, apenas, mais dois pontos.
Assistiu-se a uma primeira parte equilibrada com escassas ocasiões de golo. Ainda assim, a primeira ocasião de perigo surgiu, aos seis minutos, num remate de meia-distância efetuado por Bruno Fernandes, ao qual Marco respondeu com uma boa defesa, aliviando para pontapé de canto.
Ao minuto 31, Zé Manuel, inaugurou o marcador fruto de um cruzamento de Osama Rashid que colocou a redonda no momento exato.
Numa tarde chuvosa, em S. Miguel, a sorte sorriu aos Leões Fonte: Bola na Rede
No início da segunda parte da partida, ambas as equipas mantiveram o seu registo, no entanto o Sporting sentiu a necessidade de reagir à desvantagem no marcador.
Após algumas inicativas de ataque, os leões viriam a alcançar a igualdade na sequência de uma grande penalidade marcada por Bas Dost, que motivou alguns protestos por parte dos jogadores da equipa açoriana. Desses protesto surgiu a expulsão de Patrick, que acabou por ver o cartão vermelho direto.
Apesar da desvantagem numérica, a equipa vermelha e branca ainda tentou a sua sorte na baliza adversária mantendo a postura que apresentara na primeira parte, mas sem sucesso.
A quinze minutos do final da partida, a equipa leonina surpreendeu através dum cabeceamento que acabou por selar o resultado e dar a vitória ao Sporting.
Onzes iniciais:
CD Santa Clara – Marco, F.Cardoso, O. Rashid, Pineda, César M., A. Stephens, B.Lamas, Mamadu, A. Carvalho, Zé Manuel, Patrick.
Sporting CP– Ribeiro, S. Coates, B. Fernandes, Acuña, R. Battagia, Nani, A. Lumor, Mathieu, Diaby, Dost, B. Gaspar
Ao fim de 14 partidas oficiais, Julen Lopetegui foi despedido do Real Madrid CF. Uma das estadias mais desastrosas de um treinador dos blancos chegou ao fim com a derrota deste fim de semana, frente ao FC Barcelona (5-1). Mas como é que chegou a isto? Da entrada conturbada à saída pela porta das traseiras, analisamos as 14 partidas do técnico espanhol no Santiago Bernabéu.
As circunstâncias da entrada do ex-treinador do FC Porto (época 2014/2015) no Real Madrid foram um presságio para o que seria o seu futuro no clube. Anunciado precisamente antes de a Seleção Espanhola, treinada por si, fazer o primeiro jogo do Mundial de 2018, Lopetegui acabou por ser despedido de La Roja e rumou mais cedo a Madrid, onde apenas era suposto chegar após o Campeonato do Mundo.
A sua tarefa não era invejável: manter uma equipa que acabara de perder o seu técnico (Zinedine Zidane) e a sua principal estrela (Cristiano Ronaldo) no topo do futebol europeu nunca seria fácil. Mas não nos podemos esquecer de que este era um plantel que contava com a qualidade de Sergio Ramos, Marcelo, Luka Modric, Toni Kroos, Gareth Bale e tantos outros. Não estamos, de todo, a falar de uma equipa desfalcada.
Assim, a exigência mantinha-se. Mesmo com um mercado de transferências fraco, a afición madrilena esperava continuar a ver o seu clube no topo do futebol europeu. E isso começava com a UEFA Super Cup, frente ao rival Atlético de Madrid
No primeiro jogo oficial sem “CR7”, o Real Madrid sofreu um golo ao fim de 120 segundos. E talvez isso pudesse ter sido o pior momento do Real Madrid nessa noite. Mas depois veio uma exibição tórrida de Sergio Ramos, constantemente batido (tecnica e fisicamente) por Diego Costa, um aparente adormecimento do meio campo madrileno que nem a entrada de Modric conseguiu reverter e mais três golos do Atlético de Madrid, que como resposta apenas tiveram dois tentos blancos. Resultado final: 4-2. Começavam a manifestar-se os arautos da desgraça, que por enquanto ainda mereciam apenas este nome (hoje, talvez os possamos chamar profetas).
Um início de campeonato com três vitórias não conveceu os fãs. Por um lado porque consideravam que vitórias contra equipas regularmente na segunda metade da tabela – Getafe, Girona e CD Leganés – , por outro porque a equipa continuava a assumir um estilo de jogo pouco atrativo. Apesar de Gareth Bale se apresentar como a nova figura do Real Madrid, com três golos e uma assistência, a sua tendência para lesões não permitia aos adeptos depositar nele grandes esperanças. Karim Benzema marcava, mas continuava a desperdiçar muitas oportunidades – a agravar isto veio o seu estatuto pré adquirido de patinho feio do Bernabéu -.
Quando se deparou novamente com uma equipa do top 8 – Athletic Bilbao -, o Real Madrid não foi além do 0-0. Isto validou as críticas dos adeptos que afirmava que as vitórias iniciais eram enganadoras.
No jogo seguinte, frente à AS Roma, em casa, veio o ponto alto da estadia de Julen Lopetegui no Real Madrid: uma vitória por 3-0. Os golos de Isco, Bale e Mariano – o novo número 7 – pareciam ter tirado o técnico da lama. Modric voltou a mostrar a qualidade que lhe dera o prémio de melhor jogador do Mundial na Rússia, Bale continuava a marcar e o Real Madrid começava a sua busca pela décima quarta Liga dos Campeões da melhor maneira.
A vitória frente ao Espanyol no fim de semana seguinte veio dar aparente estabilidade a Lopetegui. A derrota por 4-2 frente ao rival Atlético de Madrid parecia agora uma memória distante e os tais arautos da desgraça deixavam e manifestar tanta preocupação.
Mas os blancos voltariam a cair, e com estrondo. Uma semana depois, perdiam por 3-0 frente ao Sevilla FC, num jogo de muito boa memória para André Silva, que assinou nesse jogo dois golos. Aqui, podemos dizer, foi o início do fim para o novo comandante do Santiago Bernabéu. Os problemas, que se cingiam maioritariamente ao meio campo – no qual Casemiro perdera a sua segurança, Kroos a tranquilidade e Modric, que ressurgira, frente à AS Roma, parecia novamente perdido em campo.
A este desaire seguiu-se um empate a zeros frente ao Atlético de Madrid. Num jogo em que Gareth Bale saiu lesionado – novamente, e para desespero dos adeptos que viam nele a sua nova grande estrela -, ouviram—se pelo Bernabéu cânticos a entoar “Ronaldo, Ronaldo!”. Enquanto o craque português começava a ganhar balanço em Turim, tendo conseguido a esta data três golos pela Juventus FC, o Real Madrid mergulhava numa piores fases da sua história.
Depois de um empate desencorajador, vieram três derrotas humilhantes: contra o CSKA de Moscovo (1-0), contra o Alavés (1-0) e contra o Levante, em pleno Santiago Bernabéu (1-2). Agora, os cânticos referentes a “CR7” eram acompanhados de lenços brancos para o treinador de uma equipa que não era mais que um reflexo baço do que fora na época passada. Uma equipa que tinha qualidade no meio campo para controlar o jogo com posse de bola e velocidade e eficácia para jogar no contra ataque não fazia nem uma nem outra. Uma crise de identidade que estava a dois passos de acabar com a estadia de Lopetegui.
A vitória no jogo seguinte, da terceira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, de pouco ajudou a situação dos madrilenos. Não era um resultado de 2-1 em casa frente ao Viktoria Plzen que iria convencer os adeptos a apoiar Lopetegui.
Chegamos, então, à gota final num copo que encheu depressa demais. Seria no Camp Nou, frente ao eterno rival, FC Barcelona, que a sentença de Lopetegui ficaria assinada. Uns estrondosos 5-1 eliminariam quaisquer hipóteses de recuperação do espanhol no comando da equipa.
O novo treinador interino em Madrid Fonte: Real Madrid CF
Este jogo acaba por retratar tudo o que esteve mal neste Real Madrid de Julen Lopetegui: uma falta clara de ideias de jogo, uma defesa de classe mundial a mostrar-se anormalmente errónea, um meio campo que em vez de um dínamo e dois maestros apresentou três jogadores aparentemente sem confiança e instruções claras e um ataque praticamente inefetivo. Uma equipa sem nexo, coesão e identidade. É esse o legado que é agora deixado a Santiago Solari, ex jogador do Real Madrid e técnico da equipa B, o Castilla. A saída de Ronaldo não justifica todos os problemas que este plantel apresenta, mas o despedimento de Lopetegui também não será certamente a derradeira solução para os mesmo. Em 14 simples passos, foi-se embora um treinador e manchou-se o nome de um histórico europeu.
Tal como Zidane quando este chegou à equipa principal do Real Madrid, Solari terá que gerir os egos, aumentar a confiança e devolver ao Santiago Bernabéu o futebol a que o tem habituado ao longo dos últimos anos.
Faltam palavras para descrever o clássico que se disputou na Luz. Muitos golos, livres-diretos, belíssimas defesas e emoção até ao último segundo! Naquele que foi o principal encontro da quarta jornada do campeonato nacional de hóquei em patins, o Benfica acabou por ser mais feliz e vencer o Porto por 4-3. Passando a liderar a tabela classificativa, em conjunto com o Sporting, que esta tarde venceu em Valongo por 2-1, ambos com 10 pontos. Se águias e dragões demonstraram estar à altura dos acontecimentos, houve uma terceira equipa que não esteve, nem de longe.
O jogo teve um arranque equilibrado, mas dinâmico, com as equipas sem conseguirem dispor de grandes oportunidades para finalizar. As duas exceções à regra foram um lance aéreo entre Valter Neves e Jordi Adroher e outro onde Rafa, isolado, enrolou o esférico ao travessão.
A primeira grande chance do encontro surgiu por volta dos cinco minutos, com Valter Neves a surgir isolado diante de Carles Grau, depois de um enorme passe de Adroher. No entanto, o capitão encarnado colocou a bola por cima. Passados alguns segundos, Reinaldo Garcia viu um cartão azul. Adroher, chamado à conversão do livre-direto, não deu quaisquer hipóteses e com uma excelente “picadinha” fez o 1-0.
Em desvantagem, o Porto foi à procura do empate, mas Pedro Henrique negou o golo a Gonçalo Alves e a Hélder Nunes. Momentos depois, foi a vez de Albert Casanovas ver um cartão azul ao ter cometido uma falta sobre Reinaldo Garcia. Hélder Nunes foi o escolhido para a marcação do livre-direto, mas acabou por enrolar o esférico ao lado.
Com mais um jogador de pista em campo, os dragões não demoraram muito a aproveitar a superioridade e Rafa, solto ao segundo poste e servido por Hélder Nunes, apontou o golo do empate. Pouco depois, o Porto esteve perto de virar o marcador, mas Pedro Henriques impediu Reinaldo Garcia de marcar. No seguimento do jogo, o capitão portista viu um cartão azul ao ter cometido uma infração sobre Nicolia. Adroher regressou à marca do livre-direto, mas desta feita não conseguiu superar Grau.
Em situação de superioridade numérica, o Benfica dispôs de poucas, mas boas, oportunidades para marcar. Contudo, Grau realizou defesa atrás de defesa e fez com que o marcador não sofresse nenhuma remodelação.
A cerca de onze minutos do intervalo, Lucas Ordeñez, que havia entrado minutos antes, apostou numa iniciativa individual e por pouco, ao fazer uso da sua temível meia distância, não colocou as águias na frente. Volvidos alguns momentos, Poka viu um cartão azul por suposta “agressão” a Diogo Rafael. Com o jogo parado, devido ao mesmo lance, Nicolia também viu um cartão azul, mas por protestos. Pouco depois de retomada a partida, Giulio Cocco viu um cartão azul ao cometer uma falta sobre Casanovas, que seguia isolado para a baliza azul e branca. No respetivo livre-direto, Ordoñez “imitou” Adroher e com uma excelente “picadinha” fez o 2-1.
Com cerca de sete minutos e meio para a pausa, Diogo Rafael viu Casanovas em excelente posição e serviu o espanhol que, isolado perante Grau, apontou o 3-1. Pouco depois, Ordoñez sofreu uma falta no interior da área do Porto. Casanovas, especialista nas grandes penalidades, acabou por não conseguir bater o seu compatriota.Não aumentou o Benfica, reduziu o conjunto portista. Gonçalo Alves demonstrou o porquê de ser um tecnicista de primeira e com uma excelente “picadinha” assinou o 3-2.
Finalizada a primeira parte, as águias estavam na frente por 3-2. Resultado de uns grandes vinte e cinco minutos iniciais, completamente frenéticos, onde foram mostrados oito cartões azuis, marcados quatro livres-diretos e uma grande penalidade. Em jogo corrido, encarnados e azuis tentaram ser o mais sólidos possível a nível defensivo. Ainda assim, sempre que a bola se atreveu a passar, Pedro Henriques ou Carles Grau aproveitaram para brilhar.
Durante o intervalo do clássico, a equipa feminina de hóquei em patins mostrou aos adeptos benfiquistas a Supertaça conquistada no passado fim-de-semana Fonte: Paulo Almeida
Logo no primeiro minuto do segundo tempo, após uma stickada sem ângulo de Ordoñez, Diogo Rafael esteve perto de fazer o quarto, mas o lance foi anulado. Passados dois minutos, o Porto esteve quase a igualar o jogo, mas Rafa não conseguiu marcar.
O regressar dos balneários esteve longe de ser bom, com a partida a estar bastante confusa e com poucos bons momentos de hóquei em patins.No entanto, com o passar dos minutos, o desempenho das duas equipas foi subindo, assim como a agressividade. O que deu origem a vários lances bem “rasgadinhos”.
Em cima da marca dos trinta e dois minutos, Rafa viu um cartão azul após falta sobre Nicolia. Ordoñez voltou a ser chamado para a marcação do livre-direto, mas Grau levou a melhor.
Novamente em situação de powerplay, o Benfica apostou, sobretudo, em stickadas em zona frontal mas, apesar das várias chances, não conseguiu concretizar.
Sem grandes espaços para respirar, benfiquistas e portistas procuravam fazer mexer o marcador, mas Pedro Henriques e Carles Grau não o permitiam.
A meio dos segundos vinte e cinco minutos, o Porto usufruiu de uma grande penalidade, em virtude de uma falta cometida por Pedro Henriques, que viu um cartão azul sobre Cocco. Marco Barros, mais conhecido por “Tuga” no mundo do hóquei em patins, entrou a frio e no frente-a-frente com Gonçalo Alves acabou por sofrer o 3-3. Pouco depois, Poka teve uma enorme chance para virar o marcador, mas Tuga defendeu.
Com o cronómetro a indicar, precisamente, dez minutos para se jogar, surgiu a 10ª falta do Benfica. Poka, chamado à marcação do livre-direto, stickou direto, mas Pedro Henriques, com a máscara, impediu a vantagem portista.
O fim do encontro estava cada vez mais próximo, mas o empate mantinha-se. Porém, com os intervenientes presentes dentro de pista, tudo era possível a qualquer momento. Desta maneira, com cinco minutos e meio para se jogar, Rafa viu um cartão azul após uma falta cometida sobre Nicolia. Adroher, na sua terceira tentativa da noite, não conseguiu concretizar.
A beneficiar, por mais uma vez, de uma situação de powerplay, o Benfica continuou sem conseguir aproveitar e o Porto, quase, a ser quem mais lucrou. De maneira a impedir um contra-ataque azul e branco, Casanovas fez uma falta para cartão azul. Hélder Nunes, chamado à marcação, não teve capacidade para superar Pedro Henriques, que reentrou depois de cumprir os dois minutos de exclusão.
Após alguns momentos de jogo em três para três, foi a vez do Porto dispor de uma situação de powerplay. Todavia, pouco segundos depois de iniciada essa fase da partida, Reinaldo Garcia viu um novo cartão azul ao ter cometido uma falta sobre Nicolia. Esse lance deu origem a alguns desacatos entre jogadores portistas e adeptos encarnados, que resultou num cartão azul para Nelson Filipe. Felizmente, esses problemas foram prontamente resolvidos pela segurança presente no pavilhão. Passados alguns minutos, teve lugar o respetivo livre-direto que Nicolia não conseguiu converter. No seguimento do mesmo lance, o número cinco do Benfica cometeu a 15ª da sua equipa. Gonçalo Alves, com oportunidade para colocar os dragões na frente, não conseguiu bater Pedro Henriques.
Por mais uma vez em vantagem numérica, o conjunto benfiquista foi carregando à procura do golo da vitória e, a um segundo do fim, Diogo Rafael serviu Nicolia que, solto ao segundo poste, garantiu a vitória do Benfica por 4-3.
Terminado o clássico, o Benfica acabou por ser mais feliz e vencer por 4-3, numa partida grande de hóquei em patins que teve golos, momentos e situações para todos os gostos. A arbitragem, por seu lado, esteve longe de ter realizado uma boa exibição, tendo mostrado e assinalado ou não faltas, cartões azuis, livres-diretos e penaltis para os dois lados. Na contabilidade final, o encontro teve um total de doze lances de bola parada marcados (SL Benfica:6 LD/ 1 Pen. e FC Porto: 4 LD/ 1 Pen.), 12 cartões azuis mostrados (SL Benfica: 4 e FC Porto: 8) e vinte e quatro falta assinaladas (SL Benfica: 16 e FC Porto: 8)
SL Benfica: 1-Pedro Henriques (GR), 2-Valter Neves (CAP.), 3-Albert Casanovas, 4-Diogo Rafael e 7-Jordi Adroher; Jogaram ainda: 10-Marco Barros “Tuga” (GR), 5-Carlos Nicolia, 9-Lucas Ordoñez e 44-Miguel Rocha
FC Porto: 1-Carles Grau (GR), 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.); Jogaram ainda: 6-Telmo Pinto, 7-Giulio Cocco e 18-Poka
Foi num horário atípico de Premier League que Wolves e Spurs se encontraram no Molinoux, em jogo da décima primeira jornada. Na equipa de Nuno Espírito Santo, destaque para os cinco portugueses no onze inicial, mas desta vez com Ivan Cavaleiro no lugar do indisponível Diogo Jota. Já nos forasteiros, nota para a estreia a titular de Foyth no centro da defesa, sentando Sanchéz.
O jogo começou da pior maneira, com Dembele a ser obrigado a sair devido a uma lesão com alguma gravidade. As duas equipas estudavam-se mutuamente e os dois avançados afinavam a pontaria: primeiro Jimenez atirou por cima, depois foi a vez de Kane testar Patrício.
Aos 27 minutos surgiria o primeiro golo, fruto de uma boa tabela entre Lamela e Son, com o argentino a receber de peito e rematar pelo meio das pernas de Rui Patrício. Apenas três minutos depois o Tottenham voltaria a marcar, desta feita por Lucas Moura, que apareceu solto a cabecear depois de um cruzamento bombeado de Trippier.
Em apenas três minutos, os Wolves sofreram dois golos, sendo que no anterior jogo em casa, frente ao Watford, tinham sofrido dois golos… num minuto. Algo a rever por parte de Nuno Espírito Santo.
Até ao intervalo os da casa procuraram reduzir a vantagem, tendo visto um golo mal ser anulado a Jimenez, por suposto fora de jogo de Doherty. Se existisse vídeo-árbitro em Inglaterra, o resultado seria outro ao intervalo.
Jimenez, ao aperceber-se de que o seu golo tinha sido anulado Fonte: Wolverhampton Wanderers FC
O segundo tempo começou com um autêntico sufoco dos Wolves, com um toque bem português. Aos 47’, Hélder Costa arrancou e assistiu Jimenez para uma boa defesa de Lloris. No minuto seguinte, o português rematou rasteiro para mais uma intervenção do guardião francês. Aos 50’, Lloris brilhou ainda mais depois de um remate de ressaca de Ruben Neves.
A alcateia de Nuno Espírito Santo já merecia o golo, mas, como diz o ditado, “quem não marca sofre”. Pouco depois da hora de jogo, o inevitável Harry Kane fuzilou Patrício à segunda tentativa. Os mesmos protagonistas encontrara-se cinco minutos mais tarde, mas desta vez o português negou o golo com uma monstruosa intervenção.
Quando o Wolverhampton parecia estar a render-se, eis que Foyth comete grande penalidade sobre Jimenez e Ruben Neves, chamado à conversão, não falhou. 1-3 no marcador, mais de vinte minutos para jogar e o Molinoux acreditava.
Hélder Costa poderia ter reduzido, mas na cara de Lloris atirou para fora. No entanto, a dez minutos do fim, Foyth fez de novo penalti e Jimenez aproximou as duas equipas.
Até final, os lobos tentaram consumar a recuperação, mas sem sucesso. Os Spurs voltaram, assim, aos triunfos, num jogo que podia ter sido bem mais tranquilo se tivessem sabido gerir a vantagem. A eficácia no primeiro tempo tranquilizou a equipa, que adormeceu com o terceiro golo. Já o Wolverhampton, depois de um bom arranque, soma a terceira derrota consecutiva. Ainda assim, nota para a boa reação ao terceiro golo sofrido, nunca baixando os braços e quase conseguindo levar pontos. De destacar também as boas escolhas de Nuno Espírito Santo, ao lançar Bonatini e Gibbs-White que vieram mexer com o jogo.
Em mais um fim-de-semana de grandes desafios nos principais campeonatos europeus, a Juventus recebeu e venceu o Cagliari por 3-1 e continua invicta esta época. A Velha Senhora soma agora 31 pontos em 11 jogos, mais seis que Inter de Milão e Nápoles.
Com algumas alterações em relação ao onze que havia jogado em Empoli, a equipa orientada por Manuel Allegri chegou ao golo logo no primeiro minuto de jogo: Dybala, com um movimento de corpo sensacional, enganou a defesa do Cagliari e, em desequilíbrio, atirou rasteiro com o pior pé, para fazer o 1-0. Apenas 47 segundos decorridos e o mago argentino já dava ares da sua graça.
Apesar da entrada a todo o gás da Velha Senhora na partida, os homens de Rolando Maran reagiram bem ao golo madrugador e iam mostrando que não estavam para brincadeiras, ao causarem muitas dificuldades à saída de bola organizada da Juventus.
Numa fase incerta do encontro, em que qualquer uma das equipas podia chegar ao golo, foram mesmo os visitantes a agitar as redes da baliza adversária: João Pedro Galvão, a beneficiar de um ressalto, aparou bem a bola no meio da área e disparou sem hipóteses de defesa para Szczęsny. O brasileiro, ex-Estoril e Vitória de Guimarães, fazia assim o terceiro da conta pessoal nesta edição da Serie A.
João Pedro Galvão (ex-Estoril e Vitória de Guimarães) fez o único golo dos rossoblu Fonte: Cagliari Calcio
O empate, contudo, acabaria por durar apenas dois minutos: Douglas Costa cruzou para o coração da área do Cagliari e o croata Bradarić, de forma infeliz, cortou a bola na direcção da própria baliza. 38 minutos de jogo em Turim e a Juve voltava a estar na frente do marcador.
Em cima do intervalo, Ronaldo ainda atirou ao poste esquerdo de Cragno, mas o resultado não sofreria qualquer alteração até à pausa para descanso.
Na segunda parte, o Cagliari voltou a criar muito perigo perto da baliza dos da casa, com João Pedro e Pavoletti sempre em destaque. Os rossoblu, tanto do ponto de vista defensivo como ofensivo, apresentaram-se no Allianz Stadium como uma equipa tacticamente bem preparada e que não tem medo de assumir certos riscos.
Porém, Ronaldo e companhia são quem manda em Turim e, aos 87 minutos, fizeram questão de explicar isso aos rivais de Sardenha: contra-ataque rápido dos bianconeri, a bola a chegar a CR7 e o português, de forma altruísta, assistiu Cuadrado para o 3-1 final. Ronaldo, que muito procurou o golo ao longo da partida, já leva 5 assistências no campeonato italiano e é agora o jogador mais influente em Itália, com a participação directa em 12 golos (contra os 11 de Suso).
ONZES INICIAIS:
Juventus FC: Szczęsny, Cancelo, Bonucci, Benatia, De Sciglio; Pjanić (Alex Sandro 71’), Bentancur, Matuidi (Barzagli 83’); Douglas Costa (Cuadrado 46’), Dybala, Ronaldo.
Cagliari Calcio: Cragno, Srna, Pisacane, Ceppitelli, Padoin (Sau 80’); Bradarić (Cigarini 57’), Ionita (Farago 67’), Barella, Castro; Pavoletti, João Pedro.
À entrada para a jornada 9, os dragões deslocaram-se à Madeira repetindo o onze do jogo frente ao CD Feirense na jornada anterior. O Estádio dos Barreiros ou o “Caldeirão” foi o palco para esta partida, estádio este tradicionalmente complicado para a equipa da Invicta, que só venceu uma partida nas últimas seis disputadas, precisamente na época passada.
Desde o apito inicial que os adeptos assistiram a um jogo intenso e fechado, mais por parte do Marítimo que procurou defender o resultado desde cedo. Os homens da casa entraram agressivos no jogo e antes da meia hora de jogo já tinham dois jogadores amarelados, primeiro Jean Cleber, logo aos dois minutos de jogo e mais tarde foi a vez de Lucas Áfrico ser sancionado.
Apesar do FC Porto estar por cima da partida, foi o CS Marítimo a criar a melhor oportunidade de golo no primeiro tempo. Em cima do minuto 30′ e contra a corrente do jogo, depois de uma boa combinação entre Jean Cleber e Joel Tagueu, o camaronês rematou desenquadrado permitindo a defesa apertada de Casillas.
Até ao final da primeira parte, o FC Porto teve dificuldades em penetrar a barreira defensiva adversária e tinha em Corona o elemento mais desequilibrador dentro de campo. Por seu lado, a equipa de Cláudio Braga continuou fiel à sua ideia de jogo, alinhando com as linhas muito juntas condicionando as investidas ofensivas dos dragões.
Corona foi o homem que mais desequilibrou a equipa insular no primeiro tempo Fonte: FC Porto
O intervalo chegava aos Barreiros e ficava a sensação de que os dragões teriam de vir com outra mentalidade dos balneários para alcançar a vitória no Caldeirão e conseguir aproveitar o deslize do SL Benfica.
As equipas voltaram ao relvado sem alterações e foram os dragões logo aos 48′ a estar perto do golo depois de Soares rodar bem sobre o adversário e a rematar colocado para a defesa de Amir.
No minuto 64′, ocorreu um dos momentos da partida! Depois do central do Marítimo carregar Soares dentro de área, Carlos Xistra assinalou grande penalidade. A cobrança da bola parada ficou entregue a Marega que bateu fraco para o lado direito de Amir que defendeu e manteve o nulo na partida.
Pouco depois, ao minuto 67′ entrou Otávio para o lugar de Maxi Pereira e bastaram três minutos em campo para o brasileiro desfazer o empate. Uma jogada fantástica construída por Brahimi, Soares e Marega a assistir de calcanhar para Otávio que rematou colocado sem hipótese para Amir.
Três minutos depois e surgiu o segundo dos dragões. Depois de um livre ofensivo do Marítimo, Óliver recuperou e correu vários metros do campo deixado os dragões com quatro homens para um dos insulares. Óliver toca para Otávio que devolveu a Marega e o maliano só teve de encostar. Tudo fácil para os dragões!
Aos 80′, dois momentos de destaque para os dragões. Primeiro perda incrível de Felipe, que depois de um cruzamento teleguiado de Óliver, cabeceou por cima. Depois, Sérgio Conceição promoveu a estreia do congolês Mbemba.
Até ao final do encontro, o Marítimo ainda iria ficar reduzido a dez unidades depois de Danny ter visto o vermelho direto com uma cotovelada a Otávio.
Os dragões geriram o resultado, com mais uma unidade em campo, até ao final do encontro e o CS Marítimo foi incapaz de importunar o FC Porto no que restava da partida. A equipa de Sérgio Conceição isolou-se assim na liderança com mais quatro pontos do que os encarnados e mais três do que o SC Braga, com um jogo a menos.
Onzes iniciais:
CS Marítimo: Amir; Bebeto, Marcão, Zainadine, Lucas Áfrico (J. Correa, 78′) e Fábio China; Vukovic, Jean Cléber e Fabrício (Ricardo Valente, 80′); Danny e Tagueu (Rodrigo Pinho, 90′).
FC Porto: Casillas; Maxi (Otávio, 67′), Felipe, Éder Militão e Alex Telles; Danilo, Óliver, Jesus Corona, Brahimi (Mbemba, 80′); Marega e Soares (Herrera, 75′).
Depois de em textos anteriores na secção Sporting CP do Bola na Rede ter dado conta de alguns reforços para esta temporada, nas equipas de Andebol e de Voleibol dos Leões eis que chega a altura de apresentar os reforços do Hóquei em patins verde e branco para a temporada 2018-19. Chegaram ao reino do Leão dois nomes sonantes da modalidade a nível europeu e mundial: o espanhol Raul Marín (ex-Forte dei Marmi) e o argentino Gonzalo Romero (ex- Reus). São jogadores que, pelo seu peso e importância, não podem deixar qualquer dúvida quanto ao objetivo da equipa de Paulo Freitas para esta época: ser bicampeão nacional.
Romero é detentor de remates extremamente fortes, capazes de quebrar o stick perante tamanha intensidade. É um jogador inteligente, bastante amadurecido taticamente apesar de ser ainda bastante jovem (26 anos). As declarações do argentino sobre o facto de representar a listada verde e branca não deixam dúvidas acerca das suas pretensões com o leão ao peito: “As expectativas são muito boas e creio que esta é uma das melhores ligas do Mundo. É óptimo estar na equipa neste momento, histórico para o Clube. Agora é pensar em ganhar esta época outra vez”.
Marín é mais velho do que Romero (32 anos). O internacional espanhol tem-se apresentado nos pavilhões a bom nível, mostrando toda a sua maturidade e capacidade técnica. É um dos melhores jogadores da atualidade, sendo o melhor marcador na OK Liga na época passada, totalizando 58 golos na prova. Será que manterá este registo no campeonato nacional de hóquei em patins? Apesar de reconhecer as diferenças existentes entre o campeonato italiano e português, “ganas” não lhe faltam: “Não estou ansioso, mas com muita vontade de me estrear aqui em casa e oferecer uma vitória aos nossos adeptos”, disse Marín antes do encontro que opôs a formação leonina à equipa transalpina do Forte dei Marmi. O seu trajeto na modalidade não deixa dúvidas sobre a tarimba deste jogador: dois Campeonatos do Mundo, um Campeonato da Europa e três ligas europeias.
Raul Marín dispensa apresentações no mundo do hóquei-em-patins. Chegou ao Sporting com um objetivo muito claro: ser campeão nacional Fonte: Sporting CP
Todos os sportinguistas sabem da importância que a modalidade do hóquei em patins tem para o Sporting. Muitos adeptos são hoje do clube verde e branco devido ao passado de glórias e de vitórias. É já um cliché, apesar de nunca ser demais, evocar a “equipa maravilha” de 1977 constituída por jogadores inigualáveis como Ramalhete, Rendeiro, Livramento ou Chana. E é esta viagem no tempo que os leões de Paulo Freitas têm que fazer antes de cada partida com vista à prossecução de um caminho de dedicação e de glórias que tanto desejámos. E o bicampeonato pode muito bem ser a continuação desse caminho.
O estádio Santiago Bernabéu recebeu neste início de tarde um dos jogos da 11ª jornada que merecia especial atenção, colocando frente a frente o Real Madrid CF, que ocupava a decepcionante nona posição, e o surpreendente Real Valladolid CF, que se encontra em grande forma.
Solari, o treinador interino dos merengues, não contou com Carvajal, Marcelo e Varane, optando por Odriozola, Reguilón e Nacho, respectivamente. O treinador argentino deixou Isco no banco de suplentes. Do outro lado, o treinador dos visitantes repetiu o onze inicial que havia alinhado na última ronda da Liga Espanhola.
O Real Madrid entrou muito bem na partida e finalmente parecia dar indícios de melhoria em comparação aos últimos encontros. Benzema, logo aos 4 minutos, já dentro da área, rematou cruzado, mas a bola passou a rasar o poste direito da baliza de Masip.
Foi uma ilusão. O domínio do Real Madrid durou somente 5 minutos e o que se assistiu de seguida foi um Valladolid com personalidade e munido de alguns jogadores de grande qualidade, a resistir facilmente aos ataques pouco lúcidos da equipa de Madrid e a ameaçar sucessivamente no contra-ataque.
O tempo foi passando. Registaram-se apenas mais dois motivos de destaque, um para cada lado, com Bale e Antonito a não conseguirem concretizar devidamente as suas oportunidades. Acabou por se instalar a ideia de que os jogadores merengues jogavam “sob brasas” e nada corria de feição. Com valores de posse de bola astronómicos, a verdade é que ainda assim, o Real Madrid foi uma equipa impotente pois não conseguiu mais voltar a criar perigo junto da baliza adversária.
Terminou assim o primeiro tempo com o nulo no marcador, com 45 minutos de futebol pouco entusiasmante e que nem sequer dignificaram o palco da partida.
Entre assobios e aplausos, os jogadores regressaram dos balneários e esperava-se um Real Madrid muito diferente. Os adeptos enchiam-se de esperança de que o “grito de revolta” fosse dado na segunda parte e, por outro lado, estava bem presente a ideia de que este Valladolid tinha equipa mais que suficiente para sair do Santiago Bernabéu com 3 pontos.
Fonte: La Liga
O Real tornou a entrar muito bem em campo, com um jogo rápido e mais vertical e foi novamente Benzema a dispor de uma oportunidade para colocar a equipa na frente do marcador, mas o remate foi interceptado pela defensiva visitante.
Nos 15 minutos seguintes, assistiu-se à melhor fase do Valladolid, que coleccionou três grandes momentos para fazer golo. O Real esteve à beira do abismo, mas houve algo que o impediu: a barra da baliza de Courtois.
Por duas ocasiões, a remates de Alcaraz e Toni, a bola não quis entrar, segurando assim a ira dos 68 mil adeptos merengues que marcaram presença no jogo desta tarde.
O domínio visitante acabou por se dissipar, o jogo retomou a toada de bastante equilíbrio e Solari necessitou de mexer na equipa para triunfar na competição. A chave da vitória estava, de facto, no banco. Era necessário alguém que entrasse sem qualquer tipo de medo em fazer o seu jogo e tudo isto foi personificado em Vinícius Júnior, que aos 83 minutos, numa jogada individual, contou com um ressalto após o seu remate para fazer golo. O Real Madrid, num lance fortuito e de bastante sorte, conseguiu desbloquear a partida.
O Valladolid deu a partida como perdida e permitiu ainda que o Real Madrid beneficiasse de uma grande penalidade “à Panenka”, convertida pelo capitão Sergio Ramos, que procurou dar confiança e trazer estabilidade à equipa madrilena.
O jogo acabou com um 2-0 favorável ao Real Madrid, que mesmo com mais uma exibição fraquíssima conseguiu regressar às vitórias, somar três pontos e alcançar provisoriamente a sexta posição. O Valladolid pode queixar-se da sorte e considerar o desfecho injusto, mas cai de pé, pois deixou uma excelente imagem num dos maiores palcos do futebol mundial.
Real Madrid: Thibaut Courtois, Sergio Ramos, Nacho Fernández, Álvaro Odriozola, Sergio Reguilón, Toni Kroos, Luka Modric, Casemiro (Isco´56), Karim Benzema, Gareth Bale (Vásquez´71), Marco Asensio (Vinícius ´73)
Valladolid: Jordi Masip, Kiko, Calero, Javi Moyano ( Duje´85), Nacho Martínez, Rubén Alcaraz, Antoñito, Toni Villa (Daniele´69), Míchel Herrero, Enes Unal, Leo Suárez (Óscar´76)