O campeonato vai ainda no seu início, mas conta já com excelentes remates certeiros e para todos os gostos. De fora da área, em força ou em jeito. Remates de primeira ou conclusões perfeitas de uma jogada elaborada. Dos 184 golos apontados até à oitava jornada, reuni 10 que me parecem exemplos perfeitos da qualidade individual transversal a todas as equipas do campeonato.
A escolha obedeceu simplesmente ao gosto pessoal, sem nunca olhar aos clubes em causa. Prova disso são as presenças no top de três tiros certeiros do CD Santa Clara ou dois do CD Tondela.
10.
Rashid (vs CD Nacional) – Com a colaboração do guarda-redes adversário e a sua má abordagem, Rashid apontou um canto direto e aumentou, na altura, a vantagem do CD Santa Clara para 0-2. A partida terminaria com a vitória dos visitantes por 0-3.
Braga a receber a partida grande da jornada no Campeonato Nacional de Andebol, com o FC Porto a visitar o reduto academista com intenção de somar mais uma vitória na luta pelo título da Liga. Já o ABC, que continua em restruturação e por isso tem este ano ambições mais modestas que o habitual, tentaria surpreender e aproveitar o fator casa.
Os amarelos até entraram melhor e chegaram a liderar por 4-2. No entanto, rapidamente os dragões reagiram e deram volta, alcançando até uma vantagem de três golos (5-8). Quando parecia que os azuis e brancos iam embalar para uma vitória convincente, faltou intensidade e, mesmo com várias falhas, o ABC foi capaz de reduzir a diferença.
Mesmo sem jogar por aí além, os academistas conseguiram até empatar e 10, mas o FCP retomaria de imediato a liderança com dois golos de rajada. Nos últimos instantes da primeira parte, o ABC marcou e, na última jogada, Magalhães não conseguiu converter um livre dos onze metros já com o cronómetro esgotado, levando a partida para intervalo em 11-12.
Nuno Silva foi o melhor dos academistas Fonte: José Baptista/Bola na Rede
A pausa ficou marcada por uma homenagem a Nuno Brito, o jovem atleta do ABC que integrou a seleção nacional de andebol de praia que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires.
No reatamento, voltaram os amarelos a entrar melhor e, sem cerimónias, não só reviraram o marcador como estabeleceram uma vantagem de três golos (16-13). Só que, mais uma vez, os dragões estiveram à altura. Com maior intensidade fruto da entrada de Rui Silva, que havia sido poupado no primeiro tempo, conseguiriam reverter a tendência e voltar a dar ao jogo a igualdade.
A partir daí, o Porto assumiu de vez o encontro e isolou-se, mantendo uma vantagem por volta dos três golos até ao final da partida e, apesar das tentativas academistas que conseguiram reduzir no final, confirmaram mesmo o triunfo. Os dragões saem de Braga com uma vitória mais suada que o necessário. O ABC deu luta como pode, mas a diferença entre as equipas é, neste momento, demasiada.
Esta tem sido a minha vida nas últimas semanas. Depois daquela coisa em Amesterdão, de perder contra um clube sem adeptos (porque todos sabemos que as pessoas apoiam o CF Os Belenenses e não a SAD), o Benfica deu-se ao luxo de perder contra o Moreirense FC em casa, mesmo tendo passado para a frente do marcador logo aos dois minutos.
Antes de mais e para acabar já com falsas esperanças, este texto não é um ataque ao Rui Vitória. Este texto é toda uma caixa de lenços brancos dedicados ao Sport Lisboa e Benfica.
Há coisas que não compreendo e que me causam muita espécie. Neste momento, o Benfica é uma dessas coisas. Não vou bater no pai de família honrado, nem no grande capitão que leva um vermelho direto quando tudo corre mal. Vou mesmo bater no Benfica, porque, acreditem, se esta coisa que eu tanto amo fosse “tocável” eu estrangulava-a e atirava-a do terceiro piso para fora do estádio.
Ontem, logo depois do jogo, fiquei possessa. A minha cabeça era do tamanho do mundo, o meu estômago era um autêntico nó e qualquer piada era-me insuportável. Hoje já passou. Aquela vontade de chamar nomes ao Rui Vitória já passou. Hoje, só quero dar-lhe um abracinho e dizer que vai ficar tudo bem – mas não no Benfica. Quero chegar ao pé do tão aclamado pelo povo, Senhor Presidente, e perguntar-lhe se está tudo bem naquela cabecinha. Quero também chegar ao pé de todo um conjunto de jogadores e, com um sorriso amável na cara, perguntar se sabem que os jogos não se ganham com frases fofinhas no instagram.
Muita coisa tem de mudar e talvez tenha de começar por Rui Vitória Fonte: SL Benfica
Chega. Chega, Benfica. Eu, que escrevi tantas vezes a atenuar a culpa de Rui Vitória (nunca a defendê-lo como treinador, mas sim a defendê-lo dessas coisas horrorosas ditas por aí), escrevo hoje a dizer que chega. Para o bem de todos, chega.
A continuidade de alguém que os adeptos já não podem ver à frente, não vai trazer nada de bom ao clube. O Benfica vai continuar a jogar mal. A equipa adversária vai continuar a brincar connosco. As conferências de imprensa vão continuar a ser um misto de “desculpem” e de “a culpa não foi nossa”. Os adeptos vão deixar de apoiar aquilo que importa. E de que nos serve lenços brancos, gritar “demissão”, “Benfica é nosso” e, em breve, faixas nos topos com mensagens representando a sua falta de paciência para com tudo.
Eu escrevo e continuo a escrever, triste, cansada, farta deste meu Benfica que não está, não vem, não aparece, não reage. Escrevo e sei que escrevo em vão, porque o orgulho dos dirigentes é maior que a sua racionalidade. Grimaldo disse ontem que “há muitas cosias para mudar” e nunca ninguém esteve tão certo. Então mudemos, mas comecemos pela base. Lamneto, mas não podemos mandar os jogadores todos embora, portanto…
Benfica, se estás aí responde. Se estás aí reage. Faz alguma coisa porque isto assim só dói. A época ainda agora começou e há tempo. Há tempo para mudar, há tempo para dar o salto, para “reconquistar”. Não há mais tempo para orgulhos pessoais, raiva nas bancadas, inércia em campo e discursos bonitos que já ninguém quer ouvir.
Num desespero eu só quero ouvir alguém dizer que isto vai mudar, que isto não vai continuar assim. Mas esse alguém não é o Grimaldo com “juntos” ou o Jardel com “peço desculpa”. Quero uma resposta a sério, algo que tranquilize toda uma massa adepta.
Por isso, Benfica, por favor, responde, antes que seja tarde de mais.
PS. Parabéns, Pablito! Vem até cá e salva-nos de nós!
O Crown Jewel irá ficar na memória por ter sido o evento que trouxe Shawn Michaels de volta aos ringues. Será também recordado pelo regresso de Hulk Hogan à WWE, naquela que foi mais um pequeno ajuste político por parte da empresa, uma vez que John Cena e Daniel Bryan não quiseram estar presentes.
Para além destes dois regressos, o Crown Jewel foi um evento que não cumpriu com o esperado (sendo que as expectativas já não eram as melhores). Demasiado longo, e com combates a mais que não contaram nenhuma história em particular. Não houve nenhum desenvolvimento em qualquer rivalidade, e no geral pareceu um card feito à pressa para tentar encher as horas que este evento teve.
Falando em resultados: a World Cup terminou numa autêntica confusão, Brock Lesnar ganhou o título Universal da pior forma possível e AJ Styles reteve o seu título. O main-event foi o esperado, sendo que no final os Degenartion-X saíram vencedores. É pena recordarmos a noite do regresso de Shawn Michaels aos ringues sem saudades, mas foi isso que a WWE fez.
No arranque da nona jornada da Primeira Liga, fez-se história. O Benfica perdeu no Estádio da Luz por 1-3 contra o Moreirense. A equipa de Moreira de Cónegos venceu pela primeira vez na história no terreno de um dos três grandes do futebol português. Por outro lado, é a terceira derrota consecutiva para os «encarnados», a segunda no campeonato.
O arranque da partida parecia um jogo de andebol: cada ataque dava golo e no final do partida se veria quem vencia. Os «encarnados» inauguraram o marcador logo aos dois minutos. Chiquinho entrega a bola para o lado direito da área visitante, onde estava João Félix a ver Jonas a entrar ao centro da pequena área do Moreirense. O goleador do Benfica – que foi titular neste jogo a par do jovem formado no Seixal – só teve de encostar para a baliza de Jhonathan (1-0). Três minutos depois, o mesmo Chiquinho terá se redimido do erro feito na jogada anterior. Arsénio ataca pelo lado direito e encontra o ex-Benfica à entrada da grande área do Benfica. Isolado, o camisola 22 do conjunto de Moreira de Cónegos rematou de primeira e colocado para o lado esquerdo da baliza de Vlachodimos (1-1). Nesta jogada, muita culpa para os defesas centrais do Benfica, que não estavam sincronizados e mostravam não saber quais adversários marcar e também para o lateral esquerdo Grimaldo, que não se viu para marcar o oponente posicional direto que era o extremo direito Arsénio.
O Benfica mostrou-se muito desatento no capítulo defensivo nesta primeira parte, algo invulgar nos jogos do Estádio da Luz, mas queria atacar com muitos elementos. Pizzi passa longo do meio campo para a entrada da área, onde entretanto chegava Rafa. O extremo picou a bola ao ver o guarda-redes do Moreirense a aproximar-se da bola. Este consegue correr até à baliza para negar o golo das «águias» depois de dar uma palmada no esférico.
⚠️8 anos depois o 🦅Benfica volta a sofrer 3 derrotas consecutivas em jogos oficiais:
🇵🇹Rui Vitória – Ajax [F], Belenenses [F] e Moreirense [C]
🇵🇹Jorge Jesus – FC Porto [N], Académica OAF [C], Nacional [F] pic.twitter.com/pGxkvpyC4T
Para a surpresa de alguns, dado ao momento de forma do Benfica, só faltava o Moreirense dar a volta no marcador e dilatar a vantagem. Ao minuto 16, Pedro Nuno, outro ex-jogador dos «encarnados», faz o 1-2 após novo contra ataque protagonizado de Arsénio pela faixa direita. Novamente, Grimaldo não estava lá e era Fejsa a compensar a marcação. O extremo consegue libertar-se do adversário para cruzar rasteiro ao segundo poste e o médio do Moreirense encostar. Os visitantes continuavam a explorar o Benfica no contra ataque até que aos 36 minutos, Loum faz o inédito 1-3 com um remate potente fora de área. Poucos minutos antes, tinha sido negado um golo a Rafa praticamente de baliza aberta após contornar o guarda-redes.
A equipa do Benfica não deixou de procurar golos a seu favor, mas saiu da primeira parte debaixo de assobios dos adeptos. Para o segundo tempo, o conjunto «encarnado» regressou ao relvado da Luz sem Pizzi e André Almeida. O treinador Rui Vitória colocou Castillo e Salvio procurando ainda mais largura e elementos no ataque, algo que se presumia desnecessário pois o Benfica chegou à desvantagem por esses mesmos motivos.
Contudo, seria necessário um golo logo a abrir a segunda parte para retirar qualquer coisa deste jogo. Quantidade de ataques não significava qualidade. As jogadas eram demasiado previsíveis, procurava-se a sorte a partir de vários cruzamentos e bolas pelo ar quase sem nexo. Os minutos iam passando e o Benfica não ia fascinando. A defensiva do Moreirense acompanhou os vários lances da equipa da casa sem qualquer problema.
⚠️Após a vitória na Luz, o 💚Moreirense carimba o melhor momento do clube à 9.ª jornada na 🇵🇹Liga Portuguesa:
2018/19 – 7.º lugar com 13 pontos, 4 vitórias e 9 golos 🇵🇹Ivo Vieira
2014/15 – 9.º lugar com 13 pontos, 3 vitórias e 7 golos 🇵🇹Miguel Leal pic.twitter.com/XR7JpYVlY3
Esta má perfomance do Benfica tem como culminar a expulsão de Jardel. O capitão dos «encarnados», atrás de uma barreira formada pelo Moreirense num livre a favor do Benfica, dá uma cotovelada desnecessária a Arsénio, à vista do árbitro.
Com este resultado, o Benfica sofre a segunda derrota consecutiva no campeonato. Rio Ave e Sporting podem ultrapassar o Benfica se vencerem Nacional e Santa Clara, respetivamente. Caso baterem os leões, os açorianos alcançam a pontuação dos «encarnados» que ficou intacta nesta jornada, 18 pontos.
Onzes iniciais:
SL Benfica: Odysseas Vlachodimos; André Almeida (Salvio 45′), Ruben Dias, Jardel e Grimaldo; Fejsa, Gedson Fernandes e Pizzi (Castillo 45′); João Félix (Cervi 67′), Rafa e Jonas
Moreirense FC: Jhonathan; D’Alberto, Abarhoun, Ivanildo e Rúben Lima; Loum, F. Pacheco, Arsénio (B. Fonseca 79′) e Chiquinho (Neto 85′); Pedro Nuno e Nenê (Pato Rodríguez 67′)
Numa altura em que o contexto leonino não é, de todo, o melhor, enfatizamos um dado factual e já histórico. Em jogos a contar para o campeonato, o Sporting não perde em casa há 22 jogos consecutivos.
É preciso recuar até ao ano de 2017, mais propriamente até ao dia 7 de maio de 2017, para retratar a última derrota dos leões em pleno Estádio de Alvalade. Foi perante 45864 espetadores, em jogo a contar para a trigésima segunda jornada da edição 16/17 do campeonato, que os homens então comandados por Jorge Jesus perderam frente ao Belenenses por 3-1.
Num jogo que até celebrava o Dia da Mãe, os sportinguistas quiseram celebrar o dia em família e aproveitaram para marcar presença em Alvalade.
A equipa leonina até chegou à vantagem primeiro por intermédio de Bruno César, mas a partir adormeceu por completo no jogo. Abel Camará, aos 65 minutos, empatou a partida através de uma grande penalidade mas foi nos últimos dez minutos que os homens do Restelo conseguiram a reviravolta. Dinis Almeida, aos 85’, colocou os azuis na frente do marcador e, aos 88’, Gonçalo Silva fez o terceiro.
Sporting conquistou um marco histórico em Alvalade Fonte: Sporting CP
A partir daí nunca mais o Sporting perdeu em casa para o campeonato. Ora, é quase incongruente o facto de o Sporting ter estado uma época inteira sem perder em casa e não ter sido campeão. A verdade é que os resultados fora de casa não são nada positivos e em muito têm posto em causa os objetivos do Sporting Clube de Portugal.
É ainda importante refletir acerca de como é que se alcançou tal feito. Numa altura em que os jogadores se recusam a aplaudir os presentes em Alvalade, é de elementar importância fazer a questão: não é graças ao constante dos adeptos que o Sporting não perde há 22 jogos consecutivos em casa?
Olhando para o passado do FC Porto são vários os nomes incontornáveis e que ficarão para sempre associados a momentos importantes do clube. Num passado recente, um desses nomes é o de Helton. Ter tido a possibilidade de o ver vestir de dragão ao peito é algo de que me orgulho, recordar as suas intervenções é algo que continuo a fazer, aceitar a forma como saiu do clube, é algo que nunca vou conseguir. E esse é o estranho caso de Helton.
Camisola amarela e calças pretas: é esta a forma como mais recordo Helton a guardar as redes da nossa baliza. Vê-lo subir ao relvado de calções, confesso, deixava-me nervosa, tal era o hábito de o ver de calças. Durante anos, a quem quer que me perguntasse qual o meu jogador preferido da equipa (aquela pergunta básica que toda a gente já terá com certeza ouvido), respondia sem hesitar que era o Helton. E não só pelo seu trabalho, muito também por tudo o que transmitia.
Não consigo lembrar-me do Helton sem ser com um sorriso aberto no rosto. Era a essa a forma como estava na maioria das vezes e era dessa forma que gostava de se relacionar com colegas e adeptos. A 12 de agosto de 2016, na primeira jornada dessa época e no jogo inaugural do campeonato, fui ao Estádio dos Arcos receber a equipa, no segundo ano de Casillas de azul e branco. Também no ano em que o Helton deixou o clube. Cá fora, enquanto se esperava o autocarro, fui abordada por um casal espanhol que me perguntou qual o jogador que eu preferia. Pela primeira vez, fiquei a pensar numa resposta para dar!
Nunca fui uma fã acérrima do Real Madrid. Para os lados de Espanha, sempre me senti mais inclinada pelo futebol do Barcelona. Ainda assim, tinha em Casillas um jogador que admirava, um herói no seu clube, um ícone na seleção do seu país. Vê-lo praticamente atirado para fora do Bernabéu foi daquelas decisões que não entendi nem quis esforçar-me para entender. Simplesmente não me fazia sentido! Quando começaram os rumores de que viria para o FC Porto, temi que o meu clube fosse fazer exatamente a mesma coisa a um dos seus. Ao seu capitão. E assim foi!
Braçadeira de capitão, liderança em campo e sorriso fácil: Helton Fonte: Bola na Rede
Vi elementos ligados ao FC Porto criticarem a atitude tida pelo Real Madrid em relação a Casillas, uma figura de proa da equipa. Depois, vi-os fazer exatamente o mesmo a Helton, num momento que ainda hoje considero uma infeliz passagem na história do clube. Mais do que usar a braçadeira de capitão, Helton liderava verdadeiramente a equipa e com ele estava tudo (quase sempre!), controlado. Recordo as suas saídas arriscadas, o seu habitual jogo de pés, a forma como parecia sempre ser bafejado pela sorte depois de uma má abordagem a um lance. Recordo, claro está, as suas grandes defesas que por muitas vezes “salvaram” o resultado. Durante 11 épocas, Helton esteve em sete títulos nacionais, quatro Taças de Portugal, seis supertaças e uma Liga Europa.
Em 11 épocas, a titularidade esteve-lhe indiscutivelmente entregue durante nove! Para os adeptos, Helton era um ícone. Era não, de certeza que ainda o é. O Helton deixou por certo todos os adeptos com a forte necessidade de lhe fazerem um pedido de desculpas pela forma como viu chegar ao fim a sua ligação ao clube. Acredito que a grande maioria dos adeptos quereria despedir-se do seu capitão de uma outra forma, com Dragão cheio, aplausos, sorrisos.
Ao Helton, eu sinto a necessidade de dizer que foi um ídolo que cresci a admirar, um homem a quem invejo a capacidade do sorriso fácil, alguém a quem, se pudesse, diria um “desculpa por tudo”. Mas mais do que isso, ao Helton diria sempre, “Obrigada, Capitão”!
José Marcelo Januário de Araújo, mais conhecido no mundo do futebol por Esquerdinha, faleceu na passada quarta-feira vítima de um enfarte fulminante, após um jogo de futebol com amigos em Paraíba.
O ex-futebolista tinha apenas 46 anos e ao longo da sua carreira representou o Botafogo, Corinthians, Bahia, Fluminense e Vitória antes de ter chegado a Portugal em 1999 para representar o FC Porto.
Esquerdinha venceu pelos dragões o famoso pentacampeonato, uma supertaça e duas Taças de Portugal, disputando no total 87 partidas e marcando 9 golos.
Esquerdinha foi pentacampeão pelos dragões Fonte: FC Porto
Seguiu para os espanhóis do Zaragoza e pouco depois voltaria a Portugal em 2002/03 para representar a Académica de Coimbra. Porém as lesões impediram o seu regresso triunfante e apenas disputou três jogos pelos homens da Briosa.
Acabaria por voltar ao Brasil para representar o Góias e em 2007 terminou a carreira no Botafogo-PR.
Um enfarte num jogo de futebol amador retirou a vida deste jogador acarinhado pelos adeptos portistas e respeitado pelos adeptos de futebol. Descansa em paz Esquerdinha.
Numa fase em que se fala sobre a distribuição geográfica dos clubes na principal divisão do futebol português, há desde logo uma região que se destaca pela ausência de representantes nos escalões profissionais, seja o primeiro ou segundo escalão: o Alentejo, que não tem qualquer representante no topo desde que o Campomaiorense representou a região durante cinco temporadas na década de 90 e início deste milénio.
Mas como não estou aqui para falar de futebol de 11, mas sim de futsal, aproveitei este paralelismo para falar sobre o Elétrico de Ponte de Sor, que subiu na temporada anterior e parece ter vindo para ficar, conforme se comprova pelo atual quinto lugar na tabela classificativa. Muito bem orientada pelo excelente técnico Kitó Ferreira, de regresso ao futsal português após passagens por Itália e Roménia.
Para já o registo do sucessor de José Feijão ao leme do emblema do distrito de Portalegre não podia ser melhor: ao cabo de três jogos, igual número de vitórias, conseguindo levar o conjunto desde a zona de despromoção até a um confortável lugar entre os oito melhores, não ainda em termos pontuais porque ainda vamos na primeira metade da temporada e tudo pode ainda mudar, mas acredito que o Elétrico se vai manter entre esta elite e que o Alentejo irá ter um representante digno e duradouro entre o topo do futsal em Portugal, num plantel muito coeso e recheado de jogadores de qualidade.
Russo tem-se destacado nesta época de estreia no principal escalão, para já soma nove golos Fonte: Viseu 2001 – Futsal
No horizonte mais próximo está um possível acesso à taça da Liga, reservado para os oito melhores classificados no fim da primeira volta, isto é, na 13.ª jornada. Mais de metade do caminho já está percorrido, pois já se disputaram, até ao momento, sete encontros, e a continuar a excelente forma revelada nos últimos três encontros, chegar ao fim do campeonato em zona de play-off. Também é de salientar a excelente época do Viseu 2001, orientado por um treinador muito competente e experiente, Paulo Fernandes, contando para já com um meritório e excelente sexto lugar, para além de um plantel repleto de qualidade, onde se destaca a veia goleadora de Russo, jogador nascido na Suíça mas com dupla nacionalidade (helvética e portuguesa), atual melhor marcador do campeonato com nove tiros certeiros, em igualdade com Diego Cavinato, jogador do Sporting CP.
Foto de Capa: Elétrico Futebol Clube – Futsal / Rui Cabral
Os Rams continuam invencíveis mas mesmo assim os Saints ainda mantêm a perseguição, de forma a garantirem que jogam todos os jogos dos playoffs indoor. Os Browns despediram o seu treinador principal bem como o coordenador ofensivo. Depois de três vitórias em três anos, este era um desfecho expectável. Alguns quarterbacks começam a ver os seus lugares (e carreira) em risco como são o caso de Jameis Winston (TB) e Blake Bortles (Jags) ao passo que algumas equipas começam a dar sinais de querer reduzir folhas salariais e pensarem no futuro (Lions e Broncos).