Início Site Página 11705

Olheiro BnR – O homem-golo polaco que não é Lewandowski

Cristiano Ronaldo chegou à Liga Italiana nesta temporada e rapidamente centrou todas as atenções do futebol em Itália, que tenta recuperar o vigor dos anos 90.

Há, no entanto, quem esteja a tentar ultrapassar o astro português na atenção mediática, devido ao seu excelente arranque na temporada. Falo claro de Krzysztof Piątek. Se o jogador polaco está a tentar ultrapassar Cristiano Ronaldo no que à mediatização diz respeito, nos golos ninguém o bate. Nove golos em sete jogos fazem com que Piątek se comece a distanciar na tabela dos melhores marcadores da Liga Italiana.

Este arranque perfeito de temporada não deixa de ser, no mínimo, surpreendente. E não digo isto por estarmos a falar de um jogador que acabou de chegar a um modesto clube italiano, como o Génova, mas sim porque Krzysztof Piątek não se apresentou em Itália como o típico goleador, nesse aspecto nota-se que houve um excelente trabalho do scouting da equipa italiana que viu em Krzysztof Piątek um potencial imediato que provavelmente mais ninguém viu, principalmente numa grande liga como a italiana.

Este jogador polaco começou a sua carreira profissional em Lublin, na Polónia, mais concretamente no clube local, o Zaglebie Lubin, mas foi em Cracóvia que encontrou o sitio perfeito para se destacar. Sem nunca se ter conseguido estabilizar na equipa titular em Lublin parte para o KS Cracovia a troco de 700 mil euros e com apenas 21 anos. Chegava à equipa do Cracovia precisamente num verão em que o clube polaco veria o seu diamante em bruto partir para Inglaterra, Bartosz Kapustka. Estamos por isso a falar de um clube, que embora bastante afastado da discussão do titulo e lugares europeus polacos, privilegia a aposta no jogador jovem polaco e gosta de formar.

Não teve um arranque perfeito, como aconteceu agora em Génova, mas consegue finalmente os minutos de jogos que necessitava para a sua evolução. 39 jogos no total e 12 golos. Nada mau para uma primeira temporada ” a sério” como profissional sénior. A temporada seguinte seria a sua temporada oficial de afirmação. Com um número de jogos similar (38) o polaco conseguiu marcar mais nove golos e fechar assim a temporada com 21 golos. Não chegou no entanto para ser eleito o melhor marcador da Liga Polaca. Carlitos do rival Wisła Kraków, entretanto já transferido para o Légia de Varsóvia de Sá Pinto, conseguiu melhor e marcou 24 golos.

O jogador polaco encontrou em Cracóvia o seu “habit” perfeito
Fonte: Przegląd Sportowy

É nesse aspecto que se difere do goleador polaco que todos nós conhecemos, Lewandowski, que conseguiu ser o melhor marcador da Liga Polaca, ao serviço do Lech Poznan, antes de sair para o Borussia Dortmund. E é também por isso que eu digo que quase ninguém, para não dizer ninguém, anteveria este impacto imediato de Piątek. O mais leigo adepto diria que por não se ter conseguido sequer sagrar-se melhor marcador na fraca Liga Polaca, Krzysztof Piątek não iria agora subitamente surpreender tudo e todos e ter um excelente arranque em Itália.

A verdade é que Krzysztof Piątek chegou, venceu e convenceu. Os quatro milhões de euros que o Génova pagou ao Cracovia têm-se revelado uma autêntica “pechincha”. O jogador tem batido recordes atrás de recordes em Itália e já conseguiu chegar à sua seleção nacional e continuar a sua senda positiva de golos ao marcar a Portugal logo na sua primeira internacionalização oficial.

A Polónia continua a produzir-nos atacantes de alto gabarito e com perfis bastante similares. Krzysztof Piątek, Robert Lewandowski e Arkadiusz Milik têm em comum entre si uma estatura bastante semelhante, um bom toque de bola e um jogo aéreo bastante interessante.

Estamos em finais de Outubro, e as ligas que sofreram uma paragem internacional, preparam-se agora para regressar. Há, por isso, uma pergunta que se impõem:

-Conseguirá Krzysztof Piątek manter uma consistência exibicional e não parar de marcar golos? Ou tudo terá sido apenas “fogo de vista”?

Essa é a pergunta de 1 milhão de euros.

Foto de capa: 90min.com

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

Valeu assim tanto a pena duplicar os salários aos “meninos mimados”?

0

É um facto mais do que evidente que este Sporting é um Sporting bem diferente do da época transata. No que diz respeito ao ‘jogo jogado’, e se compararmos com o ano passado, a equipa tem produzido um jogo manifestamente pobre e tem deixado saudades (e muitas!) do bom futebol desenvolvido enquanto Jorge Jesus comandava a equipa. O Sporting 18/19 é, e muito, um Sporting bastante diferente do Sporting de 17/18.

Muito se tem falado acerca disto. José Peseiro tem desculpabilizado a questão, dizendo que só quatro dos titulares da época passada podem ser utilizados (Coates, Battaglia, Acuña e Bruno Fernandes; recorde-se de que tanto Mathieu como Bas Dost estão com problemas físicos e não têm sido opção por isso mesmo). Por sua vez, os adeptos não estão nada satisfeitos com o atual técnico leonino: muitos golos sofridos, vitórias tangenciais e difíceis… só para se ter uma noção, o Sporting já não depende de si próprio para ser campeão.

Porém, neste texto, analisaremos a prestação dos “meninos mimados” (expressão utilizada por Bruno de Carvalho). Certamente que voltaram com a melhor das intenções, mas só isso não chega e nenhum dos três (Battaglia, Bruno Fernandes e Bas Dost) tem estado ao nível do ano passado.

Foram destaques na época passada, mas Bruno Fernandes e Bas Dost não se têm evidenciado esta época
Fonte: Sporting Clube de Portugal

O Bas Dost de 18/19 é um caso de muito difícil análise: o ponta de lança holandês lesionou-se na receção ao Vitória Futebol Clube ainda no mês de agosto e não tem sido opção desde então. Nos 135 minutos de jogo que tem nesta época (jogo completo contra o Moreirense e a primeira parte no jogo contra os sadinos), o avançado tem dois golos marcados, graças ao bis em Moreira de Cónegos logo na primeira jornada. Bas Dost não tem jogado e é exatamente por isso que fazer uma análise à época do holandês é uma tarefa praticamente impossível. Na altura, Sousa Cintra duplicou o salário a Bas Dost para o avançado regressar para regressar a Alvalade, mas hoje é impossível encontrar uma resposta concreta à pergunta estipulada no título.

Contudo, para Bruno Fernandes e para Battaglia as análises a fazer são bem distantes daquela que foi feita a Bas Dost. O médio português foi, inclusive, considerado o melhor jogador do último campeonato. A época do ex-Sampdoria ficou claramente marcada pelos golos (e que golos!), pelas assistências primorosas, mas, acima de tudo, pela notória entrega ao jogo do jogador formada no Bessa. Ora, apesar de já ter faturado esta época (três golos frente ao Marítimo, dois na Taça da Liga e um no campeonato, e um frente ao Moreirense na jornada inaugural do campeonato) o agora capitão do Sporting Clube de Portugal, decisão essa que provocou algum descontentamento na massa adepta leonina, tem estado muito abaixado daquilo que demostrou na época transata. Será por causa do treinador? É bem possível que sim, mas ainda assim a fraca prestação do internacional português na presente temporada não pode ser só justificada por isso. Pessoalmente não acredito na história de que Bruno Fernandes não tenha adquirido melhorias salários, mas caso a história se confirme como verdadeiro há outra questão a levantar: onde está o Bruno do ano passado?

Tal como Bas Dost, também Battaglia usufruiu de uma melhoria (e que melhoria!) salarial para voltar a ser leão. É verdade que não se esperava tanto de Battaglia como de Bruno Fernandes, mas o argentino tem estado muito abaixo daquilo a que nos já habituou. Batta nunca foi um jogador por aí além. Sempre muito discreto em campo, fazia valer muito da intensidade que colocava no seu jogo e na pressão que fazia aos adversários. Exemplo? Algum vez o Battaglia deste ano travaria todas as investidas de Messi como o do ano passado fez em Alvalade? Outro exemplo? Na deslocação a Portimão o internacional argentino foi mesmo apanhado por uma câmara a bocejar. A verdade é que parece ser só no Sporting que o médio defensivo não demostra o seu melhor jogo, dado que foi titular no encontro que opôs a seleção da Argentina à seleção do Brasil. Muitas eram as dúvidas sobre se valia mesmo a pena ter duplicado o salário ao jogador, mas este péssimo arranque de temporada veio retirar todas as dúvidas ainda existentes.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Mais um pódio

Bruno Magalhães e Hugo Magalhães ficaram na terceira posição no FIA ERC (Campeonato Europeu de Ralis). É mais um grande resultado dos pilotos portugueses. Mas a grande questão é: veremos algum dia Bruno e Hugo campeões europeus? Pessoalmente, quero acreditar que sim, mas a campanha destes portugueses é sempre marcada pelo mesmo, falta de patrocínios, patrocínios estes que entram com capital, ou seja, resumindo e baralhando, dinheiro. Todos sabemos que o desporto motorizado é caro, mas, caramba, onde andam as pessoas? Temos estes dois portugueses que levam a nossa “velhinha” bandeira pela Europa a fora e ninguém os apoia o suficiente para pelo menos lutaram pelo campeonato?

Chris Ingram fez um excelente campeonato na primeira vez que conduziu um carro da categoria R5
Fonte: FIA ERC

Mas, vamos ao que interessa, a última prova do FIA ERC, o rali da Letónia. Com o russo Alexey Lukyanuk já consagrado como campeão europeu de 2018, Martin Sesks campeão da U27, que se disputa com carros de duas rodas motrizes, faltava apenas saber quem se iria sagrar campeão europeu de U28.

Nikolay Gryazin, Chris Ingram e Fabien Kreim eram os candidatos ao título. E quem começou ao ataque foi Gryazin, que no primeiro dia ganhou cinco das seis especiais. Quem perseguia o russo era o britânico Chris Ingram, que depois de vencer a categoria U27 fez o seu primeiro ano com o Skoda Fabia R5 da 11º Degrees. Em terceiro, estava o alemão Fabien Kreim, que também se estreava no campeonato europeu. Até ao fim, Gryazin mostrou-se imparável, não dando a mínima hipótese aos seus opositores. Mais atrás começou-se a grande batalha por quem entraria no pódio, Fabien Kreim e

Fredrik Ahlim lutaram por essa honra. Na especial, o sueco Ahlim conseguiu chegar a terceiro, segurou até à especial onze, onde perdeu o pódio outra vez, mas recuperou no último troço do rali, para completar o pódio. Pódio este completamente dominado por uma marca, a Skoda. 

Na categoria das duas rodas motrizes, o sueco Tom Kristensson em Opel Adam R2 levou a vitória, perante o piloto da casa e campeão U27 Martin Sesks, também em Opel Adam R2. Menção honrosa para um tal de Oliver Solberg, filho do campeão do mundo de ralis e bi-campeão do mundo de ralicross, Peter Solberg. 

Nikolay Gryazin dominou por completo o último evento do FIA ERC
Fonte: FIA ERC

A marca checa, Skoda, continua a impressionar com o Fabia R5. Neste rali, dos pilotos que se inscreveram no ERC com carros da categoria R5 só Laurent Pellier levou o Peugeot 208 T16, Eyvind Brynildsen e Niki Mayr-Melnhof levaram o Ford Fiesta R5.

Foto de Capa: FIA ERC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Muito obrigado, meninas!

Em Buenos Aires, Portugal conseguiu mais um feito notável e que devia ser motivo de orgulho para todos os portugueses espalhados pelo mundo, ainda para mais numa modalidade que eu tenho o privilégio de poder acompanhar com regularidade, o futsal. 

Num torneio perfeito, com seis vitórias em igual número de jogos, batemos na final o conjunto asiático do Japão por quatro bolas a uma, numa final onde se antecipava desde cedo uma final entre as duas equipas mais fortes do torneio, Portugal e Espanha, só que o Japão estragou a possibilidade de um encontro ibérico no jogo decisivo ao surpreender os nossos vizinhos com uma vitória por três a dois na meia-final, enquanto que nós chegámos ao jogo decisivo com uma vitória contundente sobre a Bolívia por esclarecedores 16-2. 

Para trás tinha ficado a fase de grupos, onde a nossa seleção averbou três triunfos expressivos sobre o Chile (15-2), República Dominicana (14-0) e Camarões (6-0) e uma vitória menos robusta frente aos nossos futuros adversários no último jogo (2-0). Tudo somado, saímos da capital Argentina com o primeiro ouro de sempre em Jogos Olímpicos da Juventude e com um goal-average impressionante (em seis jogos, 57(!) golos marcados – média de 9,5 golos por jogo-  e apenas 5 golos consentidos -0,83 por partida – e com a melhor marcadora destacada da competição, com um total de 21 tentos apontados, Fifó.

Aqui fica uma fotografia da equipa responsável por trazer o ouro para Portugal

Fonte: Comité Olímpico de Portugal

Mais do que todas estas conquistas maravilhosas que este grupo de atletas soberbas averbou, deu-nos a garantia plena de que esta geração de futsalistas promete muito e que temos equipa para continuar a encher o nosso povo de orgulho. Porque, mais uma vez, não é só o futebol que nos dá grandes alegrias, e estas guerreiras merecem todo o nosso apreço e gratidão. 

Não podendo fazer este agradecimento de outra maneira , faço através deste artigo: muito obrigado, meninas! Desfrutem deste momento porque vocês conseguiram algo inédito e que nunca irá ser apagado da história, por muitas medalhas que possamos conquistar: vocês trouxeram o primeiro ouro de sempre nesta competição, em futsal feminino sub-19.

Não é uma competição tão mediática como os Jogos Olímpicos de Verão, porque não o é, mas é um indicador maravilhoso para os anos que se seguem, quem sabe podermos num futuro não muito distante lutar nos Jogos Olímpicos por medalhas nesta modalidade, sendo para isso necessário que o futsal seja incluído no programa olímpico, algo que tendo em atenção a globalização deste desporto e o número crescente de seguidores em todo o mundo, não deve tardar muito.

Foto de Capa: Comité Olímpico de Portugal

Força da Tática: AC Milan 3–3 Liverpool FC, um jogo para contar aos netos (Episódio 1)

Responde rápido: “Qual a final mais memorável, que viste, da Liga dos Campeões? “

Independentemente da resposta, apesar de não haver grandes dúvidas quanto a ela, é inegável que o dia 25 de Maio de 2005, ficará para sempre marcado, na história do futebol, como um dos mais inesquecíveis.

O Atatürk Olimpiyat Stadyumu, em Istambul, foi o palco do memorável encontro entre o Liverpool FC e o AC Milan. Com Rafael Benítez ao leme, os Reds chegavam à final como underdogs, já que tinham pela frente o poderoso Milan, comandado por Ancelotti.

A profecia de 8 de Dezembro de 2004

Poucos se lembram, ou até sabiam, mas o Liverpool teve a minutos de nem passar a Fase de Grupos dessa mesma edição da prova. No último jogo frente ao Olympiakos, em pleno Anfield, os Reds começaram a partida a perder, com isso não só tinham de vencer como era obrigatório marcar três golos para conseguir ultrapassar a equipa grega, na diferença de golos.

A forma como o conseguiram, apresentava-se como uma pequena profecia daquilo que ia acontecer em Maio. Aos 86 minutos, Gerrard fez isto:

E as célebres palavras de Andy Gray, jamais serão esquecidas: “oh ya beauty what a hit son

A Final

Equipas iniciais                                                             

Tenho de parar para respirar, quando acabo de escrever o onze inicial do AC Milan. A verdade é que não há havia comparação entre as duas equipas, como dificilmente existe entre esta equipa Rossoneri e qualquer outra na história do futebol europeu, assim facilmente se conclui qual era o sentimento antes do apito inicial: O caneco ia acabar em Itália. Afinal como é que os ingleses iam parar Kaká, Crespo, Pirlo e Shevchenko? Como iam ultrapassar Nesta, Maldini, Stam e Cafú?

Fonte: BT Sport

Abordagem Milan

No 4-3-1-2 do AC Milan o foco estava em atacar pelo corredor central, com a largura a ser dada pelos laterais, Cafú e Maldini, e por Crespo e Shevchenko no último terço, que compensavam a ausência de extremos, como movimentos de dentro para fora.

O famoso e brilhante diamante do Milan, composto por Pirlo, Gattuso, Seedorf e Kaká, prometia dar muitas dores de cabeça ao Liverpool. O que os Reds não esperavam era que com menos de um minuto de jogo, já estariam em desvantagem.

O golo de Paolo Maldini, deu início ao domínio italiano que só acabou no final do primeiro tempo. Nesses primeiros 45 minutos, Pirlo recuo para junto da linha defensiva, de forma a orquestrar o processo ofensivo da equipa. Geralmente com tempo e espaço em posse, maximizou ao máximo a sua qualidade de passe a média e longa distância, possibilitando ao Milan progredir com facilidade em direção à baliza de Dudek.

O alvo preferencial de Pirlo, foi Kaká. O brasileiro era absolutamente demolidor nos espaços entre a linha média e defensiva adversária, e foram precisamente essas zonas que ele procurou explorar frente ao Liverpool. Assim que recebia a bola a indicação era clara, rodar e avançar em direção à linha defensiva inglesa, de forma a forçar a que um dos elementos da defesa saísse a si, o que ia consequentemente abrir espaços para Crespo e Shevchenko atacarem o espaço nas costas da defesa.

Fonte: BT Sport

Esses movimentos de Crespo e Shevchenko, quando não eram induzidos via Kaká, eram realizados em resposta direta aos passes de Pirlo. Independentemente da “fonte de financiamento”, o objetivo era claro: atacar o espaço nas costas da linha defensiva.

Fonte: BT Sport

A nível defensivo, a força do Milan no corredor central prevaleceu e o Liverpool raramente conseguiu ligar jogadas e chegar até ao último terço, uma vez que a força das ligações entre as peças italianas eram superiores às inglesas. Por serem mais débeis, essas ligações entre os jogadores do Liverpool, permitiram ao Milan várias recuperações e interceções e foi a partir de uma delas, que nasceu o terceiro golo italiano. Um dos mais belos da competição, simplicidade brutal e um passe absurdo de Kaká.

Fonte: BT Sport

Apesar disso, o principal motivo para a inabilidade ofensiva do Liverpool, na primeira parte, foi outra. Ancelotti identificou Traoré, com sendo o jogador adversário mais fraco em posse, na lateral esquerda. Para capitalizar nessa fraqueza, deu indicações à equipa para pressionar o lateral direito (Finnan) o que forçava o Liverpool a rodar a bola, até esta chegar precisamente a Traoré, no corredor oposto.

Com Traoré em posse, o Liverpool não conseguia desenvolver os seus ataques da forma como pretendia, até porque muitos deles nem chegavam sequer à fase de desenvolvimento, tal era a inabilidade ofensiva do lateral esquerdo Red.

Fonte: BT Sport

Nuno não tirou o ‘capucho’. Será que foi mal-educado?

Nuno Capucho é o reflexo dos adeptos na sua maioria. As pessoas estão cansadas deste futebol pobre que é o português. Ainda há meses escrevi que este campeonato está mesmo viciado: ‘ganham os mesmos de sempre e assim ninguém se chateia’. Lembram-se? É muito isto… Quer na Segunda, quer na Primeira Liga. O treinador do Varzim SC, por exemplo, diz que já se sabe quem sobe à primeira divisão este ano. Agora é esperar para ver… Ou será que não é preciso?

Eu estive lá quando aquelas palavras foram proferidas na conferência de imprensa e digo-vos que a revolta de Nuno Capucho era evidente para qualquer um. Dias depois do sucedido, já houve notícias que contam o seu possível afastamento como treinador de futebol.

Em relação a isto, só me consigo lembrar de outra frase que disse no mesmo texto de que falei há pouco: ‘a verdade é que a cada polémica nova, é mais um pouco da adepta apaixonada que se esmorece (…). Só espero que não chegue ao ponto de não restar mais nada’. Consigo encontrar algumas parecenças. Mesmo que indiretamente. E por isso mesmo quis falar particularmente sobre este assunto – porque também sinto essa deceção a crescer cada vez mais, porque estão a ‘matar’ algo que me dá tanto gosto viver.

Para ser sincera, acho que, no geral, o que prende os adeptos ao desporto-rei é mesmo o amor pelo seu clube e não pelo jogo em si, pelas jogadas, pelos golos, pelo espetáculo… Mas por outro lado, penso: será que é esse o ponto fulcral do problema? Irónico, não? Aquilo que ainda leva as pessoas ao estádio a ver futebol é a mesma coisa que se calhar o está a estragar. Decerto que não será a única coisa.

Nuno Capucho não poupou críticas ao futebol português depois do jogo contra o Estoril que ficou empatado 2-2
Fonte: Varzim SC

Não interessa como, o que interessa mesmo é ganhar. E será que a mentalidade dos adeptos é reflexo das entidades superiores do futebol português? Afinal, não é assim que se estuda muitas vezes a sociedade? Afinal, o comportamento dos filhos não é o reflexo da educação dos pais? Isto são só pequenos exemplos para ilustrar este meu pensamento. A minha pergunta é: de onde é que tem de partir a mudança? De baixo ou de cima? De onde não sei, mas ela tem de partir de algum lado. Como diria Gandhi, temos de nos tornar na mudança que queremos viver e acho que passa um pouco por aí.

No fundo, o treinador do Varzim SC disse o que muita gente pensa, mas não tem voz para se fazer ouvir. Se ele a tem, decidiu usá-la. Verdade seja dita: talvez não da melhor maneira. As palavras do treinador são duras e concisas e vai mesmo pagar as consequências por as ter proferido. Já foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma participação do Conselho de Arbitragem, mas não é nada que já não se estivesse à espera. Quando se toca na ferida, costuma arder. Só que pelos vistos há quem ainda ache que o que arde não cura.

 

Foto de Capa: Varzim SC

Sertanense FC 0-3 SL Benfica: A Festa da Taça faz-se onde estiverem apaixonados por futebol

O Estádio Cidade de Coimbra não seria, porventura, o local onde os adeptos do Sertanense queriam ver o seu clube disputar um encontro frente ao Benfica, mas não o demonstraram e, de gargantas afinadas, provaram que a festa do futebol faz-se onde estiverem apaixonados por um desporto que, dizem, está-se a tornar num espetáculo televisivo.

Pois bem, o Bola na Rede esteve no “set” onde foi “produzido” o Sertanense-Benfica e aquilo que nos apraz dizer é que, sem condimentos como o cheiro da relva molhada, a visão completa do relvado (movimentações dos jogadores) e os cânticos (sem intromissões nem filtros de voz) à desgarrada, o espetáculo pode ter sido enfadonho, com uma ou outra excepção (como a bomba de Gedson no segundo golo encarnado ou o regresso de Jonas aos golos).

A primeira parte foi aborrecida. O meio-campo do Benfica não conseguia acelerar o jogo e só a partir da meia-hora, num lance trabalhado sobre o flanco esquerdo (Yuri Ribeiro deixou boas indicações), conseguiu chegar ao golo – Rafa, na recarga a remate de Zivkovic, inaugurou o marcador.

Jogadores do Sertanense FC desfrutaram da festa da Taça
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte foi melhor. Rui Vitória mudou o figurino tático e passou do habitual 4x3x3 para um 4x4x2 que albergou Ferreyra (entrado para o lugar de Gabriel) e Jonas na frente de ataque. O Benfica cresceu e, naturalmente, ampliou a vantagem – Gedson, num disparo de longe, fez o segundo e Jonas, concluindo bela jogada colectiva, assinou o terceiro. O golo do miúdo primou pela espetacularidade, o do “menos jovem” pelo simbolismo do regresso aos golos de um dos melhores marcadores da história do Benfica.

O jogo estava resolvido. O Benfica pôde começar a pensar em Amesterdão (onde joga na próxima terça-feira para a Liga dos Campeões), e Rui Vitória até teve oportunidade para estrear Jota e fazer regressar João Félix à competição (seis jogadores “made in Seixal” acabaram o jogo) na formação principal das àguias.

O Sertanense esboçou uma reação, até esteve perto de marcar por Hugo Barbosa, mas Svilar estava atento. Seria um prémio simbólico, porventura mais valorizado que a receita de bilheteira. Mas não aconteceu. Vale o consolo de ter partilhado o relvado com a elite do futebol português. Vale o consolo de ter vivido a Taça de Portugal de forma intensa, ainda que não no local que mais queria. Vale o consolo de ter sido feita Taça, mesmo sem haver surpresas.

ONZES INICIAIS:

Sertanense FC: Rafa Santos; Tito, Tiago Correia, Rojas e Bruno; Kevin, Batista e Hugo Barbosa (Vladimir 84’); Davou, Pereirinha e Rafael Pires (Sócrates 69’);

SL Benfica: Svilar; Corchia, Rúben Dias, Alfa Semedo e Yuri Ribeiro; Samaris, Gabriel (Ferreyra 45’) e Gedson; Rafa (João Félix 67’), Zivkovic e Jonas (Jota 77’);

Pedro Machado

Fredy Montero: El Avioncito volta a voar

0

Fredy Henkyer Montero Muñoz, avançado colombiano de 31 anos, chegou a Alvalade decorria a época 2013/2014. Um avançado que chegou e encantou, marcando no seu jogo de estreia em Alvalade, frente ao Arouca, um hat-trick e com golos de grande qualidade. A sua veia goleadora não ficou por aí e desde cedo demonstrou a qualidade técnica que bem o caracteriza e também facilidade para estar no sitio certo na hora certa, para finalizar. Um tiro em cheio, dado que nos seus primeiros 14 jogos, El Avioncito somou logo 16 golos.

Reféns de um goleador após Ricky van Wolfswinkel ter rumado ao Norwich, os leões não hesitaram em largar 2,5 milhões de euros pelo internacional colombiano, que até então havia dividido a carreira entre o seu país natal e os Estados Unidos.
O que para muitos podia ser um nome pouco sonante o seu impacto foi imediato. Para chegar aos tais 16 golos, Montero anotou, entre Agosto e Dezembro, dois hat-tricks e três bis. Apesar da enorme seca de golos que se seguiu – não marcou até à final da Taça de Portugal, com o SC Braga, reencontrou-se com as redes nos dois anos seguintes: quinze golos em 2014/15 e seis em 2015/16, com a agravante de nesta última época ter abandonado Lisboa em janeiro. Num dia oferecia aos 84’ minutos a vitória sobre a Académica de Coimbra numa vitória por  3-2,  no outro dia, nas últimas horas do mercado de transferências, era negociado para o Tianjin Teda.

Após a saída do Sporting, o avioncito procurou alcançar novamente o caminho dos golos primeiro na China e mais tarde novamente na MLS, onde já havia passado entre 2009 e 2012, onde se destacou na equipa de Seattle.  Conseguiu alcançar 15 golos em 39 jogos nos Vancouver Whitecaps, onde conseguiu ser bastante decisivo.

E já diz o ditado popular que o bom filho a casa torna, Montero foi exemplo disso. Em 2017/2018 regressa a Alvalade numa transferência a custo zero. No universo leonino era comum a opinião, de que o campeonato de 2015/2016 foi perdido também devido à venda de Montero e por ficar a faltar soluções no ultimo terço do terreno, pois Montero tinha até o rótulo de ser suplente de luxo, entrando e conseguindo causar impacto na equipa e por vezes ajudar a chegar à vitoria, os adeptos acarinharam e muito este regresso, esperando que Montero viesse para conquistar o tão ambicionado titulo de campeão nacional.

Montero regressou ao Sporting em 2018 assinando contrato válido por uma época e meia

Fonte: Sporting CP

No entanto e apesar de reconhecidas todas as suas qualidades, era lhe reconhecido que por vezes dentro do campo parecia pouco intenso e agressivo, como se estivesse a jogar por obrigação e isso penalizava a performance desportiva do mesmo e por consequência da equipa também. Parecia por vezes perder a concentração e demonstrava falta de confiança, sendo algo permeável no processo defensivo e sem bola.

A primeira metade da época que fez com Leonardo Jardim corre na mente dos adeptos leoninos e o sonho de voltar a ver o colombiano a apresentar o seu melhor nível era inevitável. A capacidade que tem de dominar e tornar jogáveis muitas bolas difíceis, é uma qualidade muito útil sobretudo no campeonato português onde existem jogos mais fechados e mais complicados. Jogando atrás do ponta de lança tem capacidade de jogar e fazer jogar.

Após o ataque à academia do Sporting em Alcochete, Montero não virou as costas ao clube e ficou para lutar por títulos. Na corrente época leva três golos em nove jogos e tem sido peça chave na equipa agora orientada por José Peseiro. A aproveitar a ausência de Bas Dost, o colombiano tem sido o principal foco no ataque leonino. Apesar das dificuldades sentidas a nível táctico e de por vezes a equipa apresentar um futebol bastante mau para as aspirações leoninas, Fredy Montero parece finalmente ter conseguido aliar toda a sua qualidade técnica a também a uma maior agressividade sobre a bola e também na reacção à perda de bola. É comum ver o avançado a pressionar mais a frente no campo e a lutar por várias bolas em duelos contra os defesas adversários. É de recordar que o segundo golo dos Leões frente ao FK Qarabağ a contar para a Liga Europa, nasce de um lance que Montero luta agressivamente pela posse de bola e com toda a sua qualidade técnica constrói a jogada que permitiu ao Sporting descansar na partida.

O avançado marcou já em três jogos consecutivos e irá procurar manter a sua boa forma, naquele que tem sido dos mais esclarecidos nesta época ao serviço do Sporting. Um jogador que mostrou lealdade ao clube e um dos poucos que tem estado à altura das exigências nesta época. Tem conseguido aproveitar as oportunidades que lhe são dadas, sendo atualmente um dos mais importantes no plantel leonino. Apesar destes factos e porque nem tudo na vida é golos, pelo profissionalismo e respeito pela instituição, não merecia nunca ter saído, sendo dos poucos que sente a camisola que traz vestida. Se há jogador que gosta de ter a última palavra sobre um resultado, ele é Fredy Montero.

Atualmente a cumprir o último ano de contrato com o Sporting, o futuro está nas mãos do clube mas El Avioncito conseguiu voltar a voar de Leão ao peito, resta saber se o clube irá conseguir voar com ele.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Após perder a Copa do Brasil, o Corinthians beira à Série B do Brasileirão

Na noite desta quarta-feira (18), em São Paulo, na segunda partida válida pela final da Copa do Brasil, aconteceu o esperado: o Cruzeiro foi campeão da competição, vencendo facilmente o Corinthians pelo placar de 2-1, para tristeza dos mais de 40 mil corinthianos que viram seu time levar uma aula tática no gramado.

Jogando pelo empate, após vencer a primeira partida da final por 1-0, o Cruzeiro fez o seu jogo habitual, se fechando na defesa e esperando os contra-ataques adversários. Em outras palavras, a equipe mineira deu a bola ao Corinthians, que pouco efetivo e sem criatividade, acabou cometendo inúmeros erros primários, facilitando o título do Cruzeiro. O primeiro gol, aos 28 minutos, aconteceu após uma falha horrenda do fraco zagueiro Leo Santos, que entregou a bola ao adversário e permitiu um mortal contra-ataque. já o segundo gol, aos 82 minutos, só foi possível porque o Cruzeiro, mais uma vez, roubou a bola no campo de defesa do Corinthians e trocou passes até Arrrascaeta finalizar cara a cara com o Goleiro Cássio.

O Corinthians ainda fez um gol aos 55 minutos, após uma cobrança de Pênalti do Meia Jadson. Um pênalti inexistente, que curiosamente foi dado após o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães (Fifa-RJ) consultar o Árbitro de vídeo – VAR.

Agora, sem a Copa do Brasil, o Corinthians precisará se recuperar no Brasileirão. A equipe ocupa a 11ª posição com apenas duas vitórias nos últimos 10 jogos. Com 35 pontos marcados na competição, o Corinthians está há quatro pontos do Ceará, primeira equipe na zona de rebaixamento. Um dos principais motivos para esta campanha medíocre é a ineficiência do ataque do time. No Campeonato Brasileiro, a equipe paulista é a 3ª que menos chuta a gol, com uma média de 2.67 chutes por jogo.

Jogadores do Cruzeiro comemoram o 6º título da Copa do Brasil após vencer o Corinthians por 2 x 1 em São Paulo
Fonte: CBF

Vale lembrar que, após vencer o título regional (paulista) no começo do ano, o Corinthians perdeu seus principais jogadores (Rodriguinho, Balbuena, Maycon, Guilherme Arana) e seu vitorioso treinador (Fábio Carrile), profissionais que se transferiram para outros times, principalmente por conta da crise financeira do clube. Por conta desse desmanche a equipe ficou sem qualidade, raça, entrosamento e condicionamento tático, proporcionando a seus torcedores partidas de baixo nível, como um verdadeiro show de horrores aos que um dia viram a equipe ser campeã mundial.

Faltam nove rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, nove chances para o Corinthians mudar sua postura em campo e tentar evitar mais um rebaixamento em sua história. É o momento de o Corinthians ser ousado e proporcionar mudanças drásticas no elenco e na postura de seus jogadores. A fanática torcida alvinegra, sempre devota a seu clube, mais do que nunca precisará fazer a diferença. E o jovem treinador Jair Ventura terá o desafio de sua vida, o momento de salvar a sua inexpressiva carreira e justificar o alto salário que recebe, pois se nada mudar, o Corinthians será rebaixado à Série B do brasileirão e ficará mais uma vez no limbo do futebol brasileiro.

 

Foto de Capa: SC Corinthians Paulista

Garra e motivação: ingredientes em falta neste Dragão?

0

Relembrar o plantel do FC Porto da época passada e compará-lo com o atual não parece, à partida, uma tarefa complicada. Grande parte dos jogadores são os mesmos e tivemos ainda o regresso de Danilo, depois de uma longa paragem. Ainda assim, são evidentes as diferenças naquilo que vemos semana após semana, nos jogos. Comparar isso, sim, já se começa a tornar complexo.

As saídas de Marcano, Ricardo Pereira e Diogo Dalot foram as grandes mexidas do plantel no mercado de verão. Muito se falou de possíveis transferências, como de Alex Telles, Brahimi e até de Marega, mas a verdade é que foram apenas dois dos habituais titulares a deixarem a equipa (e Diogo Dalot, claro está, que seria a opção óbvia para substituir Ricardo Pereira). Para o lugar de Marcano foi chamado Diogo Leite nos primeiros encontros oficiais (que deixou boas indicações e continua a ser uma opção com qualidade) e Militão, mais tarde, que parece já ter agarrado definitivamente o lugar e ter feito esquecer o espanhol. Para a direita da defesa, Maxi Pereira. Uma solução que já estava dentro de portas mas que já não tem o fulgor de outros tempos.

O uruguaio garantiu estar disposto a trabalhar em dobro para retribuir a confiança de que foi merecedor, sobretudo por parte do treinador, mas a verdade é que a idade começa já a ser um fator importante no seu desempenho, nomeadamente na rapidez para percorrer o corredor.

O núcleo duro azul e branco permanece o mesmo mas a resposta em campo tem sido diferente
Fonte: FC Porto

No entanto, outras peças importantes do puzzle azul e branco do ano passado estão, esta época, menos “brilhantes”, o que acaba por se refletir no conjunto. Neste momento, com sete jornadas decorridas, o FC Porto soma já as mesmas derrotas que averbou em toda a época passada. Ainda assim, continua a encabeçar a lista de melhor ataque, a par com o SC Braga, com 16 golos. Já a defesa, que terminou o ano passado como a melhor, ocupa neste momento o terceiro lugar, com seis golos encaixados. Aboubakar destaca-se para já entre os melhores marcadores, com quatro golos e apenas atrás de Dyego Sousa, com cinco, mas a lesão que o vai afastar até ao próximo ano rapidamente o tirará do pódio.

E essa é outra semelhança deste FC Porto e do do ano passado: as lesões no ataque. Tal como no arranque passado, Soares lesionou-se neste início de época e, fruto disso, nem chegou a ser inscrito na Liga dos Campeões. Quando regressou, o azar bateu à porta de Aboubakar e um Marega menos arrebatador do que foi tem deixado os dragões longe do ataque demolidor a que habituou os adeptos.

Neste momento, talvez falte na equipa a garra que se viu durante toda a época passada. A sede de conquistar o título e afastar o SL Benfica de um feito que mora apenas na Invicta, terá funcionado como uma motivação extra. Neste momento, precisa-se de um Brahimi que volte a dizer “Nós vamos ganhar”, de um Herrera presente e decisivo no meio campo, de um Marega capaz de desequilibrar qualquer defesa. Éder Militão, substituto do fundamental Marcano, está a dar a resposta que todos esperavam e a encher o centro da defesa. Quanto a todos os outros, são peças já habituadas a jogar entre si e ao treinador, peças habituadas ao Dragão e à sua exigência.

O que cada um sabe e demonstrou no passado, essencial para a conquista, continua por certo a saber. A mudança, parece-me, terá de vir de dentro, da motivação para encarar cada jogo como decisivo, de não relaxar quando a vantagem já é de dois golos e, sobretudo, de não encarar nenhum adversário como fácil. No campo, estou certa que a competência de cada um é a mesma. O mar azul, esse, continua também presente.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira