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Contas no vermelho!

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Na passada semana foi apresentado o relatório e contas de FC Porto SAD. Os números revelados são verdadeiramente assustadores e a forma como foram “descontraidamente” e até “irresponsavelmente” divulgados ainda mais preocupação deixam nos adeptos portistas mais atentos.

Apesar de cumprir o compromisso assumido com a UEFA, apresentar um resultado líquido consolidado de cerca de 28 milhões de euros negativos é extremamente preocupante. Capitais próprios negativos em 38 milhões de euros é algo de extrema gravidade, ainda mais num clube acabado de se sagrar campeão nacional, e que na época transata poucos ou nenhuns investimentos fez.

Deixo aqui alguns apontamentos que servem para reflexão:
– Desvio de 65% do Orçamento.
– Crescimento do Passivo que ascende a 464 milhões de euros o mais alto dos clubes Portugueses.
– Recorde de custos operacionais, ultrapassando o orçamento em quase 15% por cento;
– Custos com pessoais (perto de 80 milhões) mais elevados da história do clube excedendo o orçamento pelo terceiro ano consecutivo, apesar de todas as restrições impostas ao treinador Sérgio Conceição.

Sérgio Conceição vai ser o verdadeiro “administrador” da SAD do FC Porto
Fonte: FC Porto

Depois temos a vertente desportiva que também tem de ser analisada no que às contratações diz respeito. Gastar mais de cinco milhões de euros em Waris em 77% do seu passe, gastar cerca de dois milhões de euros em Janko em 80% do seu passe, quando Maxi tinha renovado e se tinha contratado João Pedro e Éder Militão estava “controlado”, é algo inexplicável. Posso entender certas oportunidades de negócio, numa perspetiva de valorização futura, mas nunca num cenário destes que o clube atravessa. Pagar dois milhões de euros por 15% do passe de Otávio também é algo muito questionável.

Relativamente aos negócios com o Portimonense SC as dúvidas continuam no ar e não foram minimamente esclarecidas. Uma outra rubrica que gostaria de ver ser explicada é a que esta referenciada no quadro das aquisições como “outros” sendo que a quantia a que diz respeito supera os três milhões de euros.

Para culminar em beleza, a administração da SAD apesar destes resultados negativos ainda ousa aumentar os seus salários de forma significativa. Contas preocupantes, comportamentos alarmantes e uma “aparente” apatia ainda mais inquietante por parte dos sócios (principalmente aqueles com voz ativa na comunicação social).

Um bom ano desportivo é a única saída para o clube não cair no abismo. O “santo” Sérgio Conceição vai ter de voltar a fazer um milagre!

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

O Expresso das 20h15

A Primeira Liga portuguesa estende-se de norte a sul do país, desde Chaves a Portimão, e este é um facto saudado e relevado constantemente. No entanto, surgem também críticas à falta de representação de certas zonas e regiões do nosso país e estas visam não só as entidades responsáveis que pouco ou nada apoiam os clubes, como os próprios clubes e os seus dirigentes.

Estas regiões, além dos campeonatos distritais, fazem representar-se sobretudo no Campeonato de Portugal e esporadicamente na Segunda Liga. Longe vão os tempos em que O Elvas CAD, SC Campomaiorense e Lusitano de Évora, por exemplo, disputavam a Primeira Liga. O Alentejo estava representado e o campeonato, além de se estender de Norte a Sul, distribuía-se também entre a fronteira espanhola e o oceano Atlântico.

Também o Algarve consegue, a espaços, a sua merecida representação ao mais alto nível, nomeadamente através de SC Farense, SC Olhanense e Portimonense SC. No entanto, toda esta diversidade traz também o seu lado negativo. O sorteio das provas ditará, naturalmente, a visita a todos os estádios e, se para os maiores clubes em dimensão e massa associativa não é um problema, para aqueles que procuram cimentar a sua presença neste escalão pode revelar-se uma missão impossível.

Adeptos algarvios na Vila das Aves; poucos em número, mas enormes no amor ao clube
Fonte: Fábio Guerra

Assim, se quanto à distância que separa os clubes nada se pode fazer, a não ser percorrê-la, por que não minimizar custos e outros encargos? Para quê dificultar, deliberadamente ou não, o apoio aos clubes ditos menores? Há muito para limar, muito por onde melhorar e atirar um ponto de partida é essencial.

Desde logo a deslocação. É sabido que certas Câmaras Municipais apoiam os “seus” clubes, e bem, quanto às mais variadas despesas, entre elas, as deslocações de sócios e adeptos aos estádios adversários. Mas até aqui há espaço para melhorar. De certo, clubes de menor dimensão não movimentam vários milhares de pessoas por fim de semana, como por muitas vezes os três grandes fazem, mas o modo como o fazem podia ser mais cómodo, seguro e barato…

Porque não chamar a CP-Comboios de Portugal para o assunto? Seria assim tão descabido articular os horários das partidas com um comboio exclusivamente dedicado ao transporte de adeptos da cidade ‘A’ para a cidade ‘B’? A verdade, e também o mais triste, é que sim, é descabido. Para já, devido aos problemas que a CP tem internamente e que muitas vezes lhe custa para cumprir o serviço a que se compromete semanalmente. Depois, pelos horários das partidas. É certo e sabido o ‘problema’ que se arranja para alterar a data ou a hora de uma partida, com televisões e direitos de transmissão ao barulho…

Esta é a maior distância percorrida por uma equipa de uma só vez na Primeira Liga. GD Chaves e Portimonense SC, precisamente quando se defrontam
Fonte: Google

Por fim, mas não menos importante, outro problema se levantaria; o estado de algumas linhas férreas. Esta ideia cai por terra simplesmente pela impossibilidade de pôr a circular carruagens em qualquer linha, para além de algumas zonas não serem servidas deste tipo de transporte. Mas será isto um entrave a esta solução, ou um ponto de partida para melhorar? A cada concerto de uma estrela mundial, a CP disponibiliza um comboio especial de ida e volta exclusivamente para o evento. Será o futebol um espetáculo menos rentável em Portugal? Não merecerá iguais soluções e alternativas de transporte?

No entanto, não haverá comboio expresso, alfa ou TGV que ajude os adeptos a apoiar o seu clube numa segunda-feira, às 20h15, no outro extremo do país. É simplesmente inconcebível. Por uma ou outra vez, o adepto ainda faz o esforço e o amor ao clube suplanta tudo. Se já é complicado para quem se desloca por uma ou duas horas de caminho, o que dizer daqueles que no fim da partida têm um país a percorrer e no dia seguinte trabalham…

Os horários e calendarização das partidas são um atentado à sobrevivência dos clubes ‘pequenos’. Os três grandes não se livram deste problema, mas sabem dar a volta, ‘viram-se sozinhos’. Quem olha pelos outros, senão os seus adeptos incansáveis? E as ideias, por mais impossíveis que pareçam, têm de ser debatidas. Delas surgirão outras mais reais. E há que começar a dar tiros certeiros, porque de tiros de aviso estamos todos fartos.

 

Foto de Capa: White Angels

Força da Tática: Joachim não foi assim tão (nem é) Low!

Depois da derrota em Amesterdão, por expressivos 3-0, Die Mannschaft viajou até Saint-Denis para enfrentar o atual campeão do Mundo. A Seleção Francesa, por sua vez, vinha de empatar a duas bolas frente à equipa Islandesa, em um encontro amigável.

Um período que não é particularmente feliz para Joachim Low, que está a ser alvo de muita contestação em solo alemão. A prestação alemã na Rússia, veio dar voz aqueles que começavam a criticar as escolhas do selecionador, desde a ausência de Leroy Sané (principalmente a justificação de Low para a escolha) até à polémica com Ozil, o efeito bola de neve parece não ter um fim à vista.

Contudo, e apesar da derrota, o que se viu ontem foi o princípio de uma nova Alemanha. Tenho esperanças que os responsáveis da federação alemã também o tenham visto.

Equipas inicias| Alemanha a Surpresa de Low resultou (até ao intervalo)

Para tentar sair da lista de equipas que ainda não tinham marcado qualquer golo na Liga das Nações, Joachim Low apostou em um esquema de 3-4-2-1. Poucos estariam à espera desta mudança, particularmente em um jogo tão importante para Die Mannschaft, mas essa aposta resultou na perfeição no primeiro tempo.

Fonte: Sport TV

Com Neuer na baliza, os três centrais foram Hummels, Sule e Ginter. Os papeis de alas laterais ficaram a cargo de Kehrer (direita) e Schulz (esquerda). Interessante como a colocação de Schulz no onze, apesar de surpreendente é uma escolha sem grande risco, e foi sem surpresa que o jogador do Hoffenheim (conheço este papel na perfeição) acabou por ser o melhor jogador alemão em campo, na minha opinião (apesar da prestação de Kroos). No meio campo, Kroos e Kimmich fizeram parceria no apoio ao trio dinâmico composto por Werner, Sané e Gnabry.

Equipas Iniciais | França equipa que ganha não se mexe (até ao intervalo)

Sem contabilizar com ter sido forçado a substituir o lesionado Samuel Umtiti, Deschamps não alterou absolutamente nada na onze inicial. Kimpembe, apesar do jogo péssimo frente à Islândia, foi a aposta do selecionador francês para substituir o jogador do FC Barcelona.

De resto, foi o 4-2-3-1 de sempre. Hernández (esquerda) e Pavard (direita) como laterais, Varane e Kimpembe no papel de defesas centrais na retaguarda da dupla Kanté e Pogba. No apoio ao ponta de lança Giroud, Matuidi jogou pela esquerda, Griezmann pelo corredor central e o prodígio Mbappé na direita.

Choque Inicial e Domínio Alemão

Uma vantagem, consoante a perspetiva, para os adversários, que enfrentam a seleção gaulesa, é o facto de já saberem a receita de cor e salteado. Defender em bloco baixo, convidando o adversário a avançar e a arriscar para depois, e assim que recuperam a bola procurar a “ancora” Giroud, para iniciar as temíveis transições ofensivas, com Mbappé e Griezmann a aproveitar os espaços resultantes do choque entre o avançado do Chelsea e os defesas adversários.

Face a esta postura passiva, percebemos facilmente como a aposta pelo esquema de três centrais deu o domínio do jogo à Seleção Alemã. A superioridade numérica dos visitantes na primeira fase, permitia-lhes iniciar a construção desde trás sem problemas. Com a possibilidade de circular a bola ao longo da linha defensiva, sem serem pressionados, vinha também a liberdade para a dupla de meio campo procurar espaços para receber a bola entre a linha média e atacante Francesa. (Como vemos em baixo).

Fonte: Sport TV

Também com recurso à imagem em cima, vemos como foi decisivo o dinamismo do tridente ofensivo no domínio alemão no primeiro tempo. Em constante movimento, entre a linha defensiva e a de meio campo, ora buscando a profundidade ora baixado para receber entre Kante e Pogba, foram uma ameaça constante para a seleção francesa. Uma ameaça que era agravada pela criação de espaços entre os jogadores gauleses, apenas possível pela constante largura providenciada pelos alas laterais, os já mencionados Kehrer e Schulz. Tudo isso permitiu e contribui para Kroos ter muito mais bola e ditar os ritmos da partida.

Até Kanté precisa de ajuda …

Mbappé está estrategicamente ausente de grande parte das ações defensivas, e compreende-se tal é o impacto do jogador do PSG nas ações de transição ofensiva e/ou contra-ataque. Contudo, tudo têm um preço, e neste jogo esse foi o de dar mais liberdade a Schulz. Como referi anteriormente, devido ao esquema de três centrais, Giroud e Griezmann estava constantemente em inferioridade numérica e não conseguia fazer nada para destabilizar o início de construção visitante.

Com isto, Matuidi, Pogba e Kanté estavam constantemente em situações de desvantagem numérica, com muitos adversários ao redor. Em qualquer das ações destes jogadores, em processo ofensivo como defensivo, haviam sempre dois a três jogadores da Alemanha por perto.

Como aconteceu no golo germânico, reparem como as zonas de Pogba e Kanté estão completamente sobrecarregadas de jogadores adversários:

Fonte: Sport TV

via GIPHY Fonte: Sport TV

A brincadeira acabou ao intervalo

No segundo tempo, Deschamps mudou para um 4-3-3. Griezmann veio para a ala direita, Mbappé para a esquerda e Matuidi juntou-se a Kanté e Pogba para completar o trio de meio-campo. Esta alteração veio equilibrar a balança, que tendia fortemente para o lado alemão.

Para além de alterar as peças, o selecionador francês deu indicações para estes pressionarem mais à frente, abandonado a postura passiva que tinham no primeiro tempo. Isto, e a colocação de Matuidi no meio campo equilibrou o jogo.

E no fundo, os campeões do mundo só precisam disso, para vencer jogos: um jogo equilibrado. Com a qualidade individual que há nas fileiras francesas, Deschamps sabe com só precisa de garantir equilíbrio para vencer jogos.

Quem passa com esta facilidade por Sule, um monstro fisicamente…

via GIPHY Fonte: Sport TV

 

Foto de Capa: DFB

Artigo revisto por: Jorge Neves

Os inesquecíveis dias de Gibraltar

Depois da vitória épica que fez a seleção de Gibraltar entrar na história do território peninsular de domínio britânico no extremo sul ibérico, no último sábado, os gibraltinos bateram o Liechtenstein esta terça-feira e, a uma surpresa, somou-se outra, pelo que o espanto pode tornar-se em sonho concretizado.

A seleção do país do Rochedo derrotou a Arménia fora de portas na 3ª jornada da Liga D da Liga das Nações e almejaram a primeira vitória oficial de sempre desde o ano de fundação da associação de futebol gibraltino, ainda no século XIX, em 1895.

Joseph Chipolina, dos Lincoln Red Imps, foi herói nestas duas últimas, e primeiras, conquistas. O lateral-esquerdo converteu a grande penalidade que derrotou os arménios e marcou o golo do triunfo ao Liechtenstein.

Aliás, os gibraltinos, até ao jogo em Yerevan, nunca tinham estado sequer em vantagem no marcador em qualquer jogo disputado. A formação nacional é composta ou por estudantes ou por jogadores que têm outras profissões.

A equipa liderada pelo uruguaio Júlio César Ribas alcançou a sua 1ª vitória de sempre.
Fonte: Gibraltar Football Association

Em Gibraltar, o futebol não é profissional como em tantas outras paragens, mas a paixão que liga esse povo à modalidade acaba por ser a mesma. Pela frente, ainda restam dois jogos – receção à Arménia e deslocação à Macedónia, o atual líder do agrupamento, com 9 pontos, à frente de Gibraltar, com seis, que supera todas as expectativas.

O feriado nacional é a 10 de Setembro em Gibraltar, mas, se a subida de divisão na Liga das Nações se consumar entre os dias 16 (Arménia) e 19 (Macedónia), haverá um novo ‘feriado’, desta feita futebolístico, a ter em conta na agenda nacional. O que ninguém pode tirar são os dias 13 e 16 de outubro da memória do povo gibraltino, um território com pouco mais de 30 mil habitantes, mas que espantou o mundo com um feito que, pelo papel social que o futebol desempenha, pode afirmar ainda mais a pequena península no mapa à escala global.

Foto de capa: Gibraltar Football Association

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

 

 

 

6 emprestados pelo Sporting CP: Onde andam eles?

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Agora que ainda estamos nesta pausa das competições nacionais e a equipa leonina atravessa uma fase menos boa, é inevitável não falar das escolhas de José Peseiro. E atenção, estas decisões não se confinam às listas de convocados ou às substituições feitas “sobre a marcha”. O técnico leonino já teve que tomar decisões (e muitas) durante o período de pré-época e é sobre algumas dessas opções que me irei debruçar neste texto, mais concretamente, sobre a política de empréstimos do Sporting CP durante a atribulada pré-época deste ano.

Será que os jogadores emprestados estão a ter o tempo de jogo que desejavam? Será que foram emprestados a equipas que podem possibilitar-lhes um bom desenvolvimento? Qual o jogador em melhor plano? E será que alguns desses jogadores preteridos, não poderiam estar a dias de hoje no plantel do Sporting CP? Ao longo destas linhas iremos constatar o rendimento de alguns desses jogadores que andam a rodar noutras latitudes e desta forma tentar obter algumas respostas.

Numa altura em que o Sporting CP se vê com poucas soluções válidas para o imediato, para poder fazer frente a algumas ausências ou até para simplesmente poder mostrar algo de novo sobre o relvado, a formação de Alvalade encontra um “fundo de armário” vazio. É inevitável fazer este exercício de reflexão e pensar nos jogadores que se encontram cedidos a outros clubes quando o plantel de José Peseiro parece não oferecer as garantias necessárias para poder lutar, de igual para igual, com os seus rivais pelo título. Será que algumas dessas lacunas poderiam ser colmatadas com o regresso de alguns desses jogadores já em Janeiro? E quais deles?

CUL 18/19 – AEISCAL 3-2 AEISCTE: Muitos golos em jogo eletrizante

AEISCAL e AEISCTE encontraram-se na segunda jornada do campeonato e proporcionaram um excelente espetáculo de futebol a todos os espetadores.

Num jogo que começou com inúmeras disputas a meio campo, muito por causa da mudança tática dos homens do ISCTE, foi a equipa da AEISCAL quem se adiantou no marcador. Respondendo ao golo sofrido, os homens da Universidade de Lisboa subiram as suas linhas, mas foram mesmo os homens do IPL que voltaram a faz o golo. Sem nunca desistir, e ainda antes do intervalo, a equipa da AEISCTE fez o 2-1 e aumentou as esperanças em sair da Cidade Universitária com os três pontos.

A organizada equipa da AEISCTE-IUL ainda esteve a vencer nesta partida
Fonte: Jorge Martins/ADESL

A segunda parte começou e desde cedo que se viu qual era a tendência da partida: ISCTE à procura do golo desesperadamente e ISCAL à procura do erro adversário. Porém, foram mesmo os homens do Politécnico de Lisboa que chegaram ao golo: numa fantástica jogada letal de contra-ataque, a vantagem no marcador aumentou de 1 golo para dois.

Desde então, a história do segundo tempo foi sempre a mesma: uma equipa do ISCTE sempre à procura do golo, mas o guarde redes do ISCAL esteve sempre à altura e foi o principal protagonista deste jogo. Contudo, o homem, que até então tinha travada todas as oportunidades de golo, não conseguiu impedir o segundo golo do ISCTE: a bola sobre para a entrada da área e o número 14 da equipa rematou colocado e fiz mesmo o golo.

Até ao final o marcador não mais mexeu mas o cheiro a golo foi sempre uma realidade.

Flash Interview:

Jogo Completo:

Foto de Capa: Jorge Martins/ADESL

David contra Golias: SC Vila Real, GS Loures e Sertanense FC

A próxima eliminatória da Taça de Portugal já conta com as equipas da Primeira Liga Portuguesa e, como não poderia deixar de ser, os jogos onde os três grandes estão envolvidos são alvo de grande escrutínio.

Quis o sorteio que os três grandes enfrentassem equipas de escalões não profissionais. Apesar do desnível individual e coletivo, as equipas amadoras vão tentar bater ao pé aos grandes e, quanto mais não seja, aproveitar a visibilidade para projetar o próprio clube e os próprios ativos. Como sempre é apanágio na Taça, serão 90 minutos (no mínimo) mágicos.

O SC Vila Real, equipa da divisão de Honra da distrital de Vila Real, receberá no seu recinto, no Complexo Desportivo Monte da Forca com capacidade para 5.000 pessoas, o campeão Nacional FC Porto. O jogo será sexta às 20:15.

Ao contrário dos Alvinegros, GS Loures e Sertanense FC, equipas que militam no Campeonato de Portugal Prio, não tiveram argumentos, nem financeiros, nem persuasivos (ou talvez não quiseram ter, como sabemos, uma coisa é o que passa cá para fora, outra é o que se passa nos bastidores) para convencer Sporting CP e SL Benfica a jogarem nas suas respetivas terras e campos. Portanto, o GS Loures receberá o Sporting CP no Estádio do FC Alverca, com capacidade para 6.900 espetadores, no próximo sábado às 20:45. Já o Sertanense FC recebe o SL Benfica, já na próxima quinta feira às 20:45, no Estádio Cidade de Coimbra, com capacidade para 29.744 pessoas.

CUL 18/19 – AEFEUNL 1-0 AEISEL: penálti tardio evita o nulo no sintético 7

Em mais um jogo dos Campeonatos Universitários de Lisboa, estiveram frente a frente a AEFEUNL e a AEISEL. Numa primeira parte sem golos, e com pouco a contar, coube aos homens de Economia a melhor oportunidade para inaugurar o marcador: em cima do intervalo, um remate vistoso dentro da área quase obrigou o guardião do ISEL a uma grande defesa.

Já no segundo tempo, foi a vez de os “Engenheiros de Chelas” estarem muito próximos do primeiro na partida: aos 57 minutos, na sequência de um canto, o guarda-redes da Nova mostrou estar atento. E a atenção voltou a ser exigida oito minutos depois quando, novamente num canto, os jovens do Politécnico de Lisboa ameaçaram as redes adversárias. As bolas paradas iam sendo a principal arma utilizada pelas duas equipas.

O jogo não sorriu para a equipa do ISEL
Fonte: Jorge Martins/ADESL

Nos últimos dez minutos do desafio, os “Economistas de Carcavelos” tanto insistiram que desbloquearam o nulo existente. Na conversão de uma grande penalidade, Ricardo Soyoye não tremeu e fez o único tento da noite. 1-0 para a AEFEUNL e os três pontos a irem para os rapazes de vermelho e branco, que ficam à condição no segundo posto da tabela, com quatro pontos. Já os engenheiros encontram-se no sexto lugar, com apenas um ponto.

Flash interview:

Jogo completo:

Foto de Capa: Jorge Martins/ADESL

Projetando os 20 melhores “Power Forwards” da nova temporada

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Os melhores “Power Forwards” têm “migrado”, nos últimos anos, para a posição de “Center”, devido à maneira como o jogo se tem tornado mais rápido e mais orientado para os jogadores mais completos e com melhores capacidades de jogo interior. Assim sendo, esta posição tem apresentado um decréscimo de qualidade na NBA, embora comecem a surgir vários jovens de qualidade.

França 2-1 Alemanha: Num duelo entre campeões de mundo, levou a melhor a atual campeã

Em mais um jogo da Liga das Nações, a França recebeu e venceu a Alemanha por 2-1. No Stade de France, os campeões do Mundo queriam garantir o segundo triunfo na prova e cimentar a liderança no grupo 1 da Liga A, perante a Mannschaft que procurava a primeira vitória na competição e deixar uma melhor imagem do que aquela demonstrada na derrota por 3-0 frente à Holanda.

Quanto aos onzes iniciais, Didier Deschamps apostou num 4-5-1, com um pivot ofensivo, sendo essa posição desempenhada por Griezmann, à frente da dupla de meio-campo Kanté  Pogba e atrás do avançado Giroud. Já Joachim Löw utilizou o 4-4-2, com Kroos e Kimmich no meio-campo e Gnabry e Werner na frente de ataque.

O jogo começou a um bom ritmo, com os franceses a ter mais iniciativa de jogo, a controlar a posse de bola e a querer chegar rapidamente à baliza adversária, perante uma Alemanha que tentava jogar no erro dos gauleses e lançar-se em busca do golo inaugural. E foi num desses lances rápidos que os alemães se adiantaram no marcador: Sané, ao tentar cruzar rasteiro para a área, viu Kimpembe a jogar a bola com a mão e o árbitro assinalou de imediato para a marca de grande penalidade – Lloris ainda adivinhou o lado, mas Kroos foi eficaz e fez o primeiro da partida antes dos primeiros 15 minutos.

A Alemanha aproveitou a vantagem conseguida, e esteve perto de marcar por duas vezes:  primeiro, ao minuto 19, por Timo Werner após um excelente passe de Sané, mas Lloris saiu rapidamente do poste e impediu que a bola chegasse aos pé do avançado alemão. Na segunda, o guardião francês voltou ao estar em evidência com uma fabulosa defesa ao minuto 24, ao defender um remate de Ginter, na sequência de um canto.

A reação francesa ao golo sofrido era muito tímida e tardava em surgir, e a Alemanha ia aproveitando para controlar a posse de bola e manter o seu opositor longe da baliza de Neuer, num jogo que ia entrando num ritmo mais lento e com os jogadores quase à espera do intervalo, que chegou com a vantagem mínima para os anteriores campeões do Mundo. Era pedido mais e melhor aos comandados de Deschamps para o segundo tempo.

Toni Kroos a celebrar o 14.º golo na 90.ª internacionalização, que permitiu à Alemanha ir em vantagem para o intervalo
Fonte: UEFA

No recomeço do segundo tempo, os dois selecionadores optaram por manter os jogadores que atuaram nos primeiros 45 minutos. O início do segundo tempo foi bastante morno, sem aparecerem boas e flagrantes ocasiões para o marcador se alterar, mas com a França a dar algumas mostras de querer ter mais bola e alcançar o golo do empate, e conseguiu à passagem do minuto 62: num belo cruzamento tirado por Lucas Hernández, Griezmann cabeceou e colocou a bola no canto direito da baliza de Neuer, que bem se esticou mas não conseguiu anular o empate.

O golo empolgou os visitados, que partiram à procura do golo da reviravolta, mas foi a Alemanha que esteve perto de voltar a marcar: ao minuto 67, Gnabry rematou forte à entrada da área para mais uma boa intervenção de Hugo Lloris. À entrada dos últimos 10 minutos do encontro, a França consomou a reviravolta: Griezmann fez o segundo golo, desta vez de grande penalidade, com a bola para um lado e Neuer para o outro.

Até ao apito final do árbitro, a Alemanha tentou evitar a derrota mas sem sucesso. A França conseguiu garantir o segundo triunfo na prova, e está em excelente posição para garantir a passagem à Final Four. Num duelo entre campeões de mundo, levou a melhor a atual campeã em título!

 

Onzes Iniciais

França: Hugo Lloris; Benjamin Pavard; Presnel Kimpembe; Raphael Varane; Lucas Hernández; Paul Pogba; Antoine Griezmann (Tanguy Ndombele 90+1’); Kylian Mbappé (Ousmane Dembélé 86’); N’Golo Kanté (Steven N’Zonzi 90+3’); Blaise Matuidi; Olivier Giroud

Alemanha: Manuel Neuer; Matthias Ginter (Julian Brandt 83’); Mats Hummels; Niklas Sule; Nico Schulz; Thilo Kehrer; Toni Kroos; Joshua Kimmich; Leroy Sané (Julian Draxler 75’); Sèrge Gnabry (Thomas Muller 88’); Timo Werner