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Polónia 2-3 Portugal: vencer sem sofrer não é mesmo connosco

Portugal eliminou a Seleção Polaca nos quartos do último Europeu, mas teve de ser com recurso às grandes penalidades. Desde 2002 que a nossa Seleção não vencia a Polónia (4-0 no mítico Mundial da Coreia), e desde então já se disputaram quatro jogos: esse do Europeu (empate), mais dois empates (jogos de qualificação para o Euro 08’), e uma derrota por 2-1…

É com esse “saldo recente” que se perspetivou este embate a contar para a 3ª Jornada de uma prova bem atual: A Liga das Nações. Mesmo jogando fora, Portugal é sempre favorito diante uma seleção de menor nível. Contudo, uma Polónia que pede a desforra, e com Piatek, que brilha em Itália, e Lewandowski, nada é garantido à priori.

Logo após o apito inicial foi notória a superioridade portuguesa e a vontade de ter e jogar a bola. Uma seleção que se apresentou como personalizada, muitas caras novas, mas com provas dadas. Ficou bem elucidada a veemência das corridas na lateral direita por Cancelo, foi por ele que passou o primeiro lance de perigo do jogo. A Polónia mostrava-se interessada em disputar o jogo, e ia aparecendo através de lances de bola parada.

Foi dessa forma que os da casa se adiantaram no marcador: o jovem que se tem destacado através do Génova CFC, Piatek, salta mais alto que Cancelo, seu marcador direto no lance, e fatura. Fernando Santos apanhado de surpresa, mas certamente que esperava perigo no jogo aéreo…

Rafa, Pizzi e André Silva mostravam-se bastante em jogo e criavam sucessivos lances de perigo: logo após o golo polaco, Rafa é apanhado em fora de jogo quando estava na cara do golo; numa jogada de insistência de Cancelo, Pizzi e Rafa, respetivamente, veem o seu remate intercetado pelo bloco adversário… Não intercetado foi o encosto de André Silva para o golo. O sevilhano está de pé quente e voltou a marcar! Veio em bom momento, já que a superioridade portuguesa era bem notória, mas não transcrito no resultado. Rafa deu a volta quando faltava já pouco para o descanso: tira Fabianski do caminho, e ainda vê Glik fazer o favor de introduzir a bola na baliza! Ficou assim feito o 1-2, resultado justo ao intervalo.

As equipas voltaram ao terreno de jogo, bola a sair para Portugal. Da parte anfitriã, não regressou o lateral, Bereszynski, que cedeu o lugar a Kedziora. Com melhores individualidades, Portugal mantinha a estratégia: combinações entre Bernardo, Rafa, Pizzi e André Silva, coadjuvados por William, Mário Rui, e Cancelo, que iam insistindo em furar pelo meio. Mas foi a Polónia a tentar primeiro na segunda parte: Zielinski, à meia distância, fica perto do alvo. Mas o talento português sobressaía, e Bernardo amplia para 3-1. Com naturalidade, diga-se, já que numa incursão da direita para o meio, uma das peças fundamentais do Manchester City FC fez um excelente golo, o guarda redes nada pôde fazer…

Bernardo atira para o 3-1
Fonte: UEFA

Portugal, paulatinamente, ia-se mostrando menos intenso e viu a Polónia reduzir… Blaszczykowski, o único a falhar na decisão de grandes penalidades no Euro 2016, de primeira, dispara e Patrício sem meios de evitar o segundo polaco… Os comentadores reiteram que a bola já tinha transposto a linha de fundo, ou seja, com recurso ao videoárbitro, o lance seria invalidado…

Com este golo o jogo ficou mais animado, ânimo esse incutido, claramente, pelos presentes na bancada! Mas foi Renato quase a sentenciar o jogo: ultrapassou Fabianski mas não conseguiu enganar Kedziora, que alivia para canto. Portugal controlava o jogo, agora com bola, sem tanto o recurso à expetativa pela iniciativa adversária. Renato deu ali uma frescura no espaço intermédio que Pizzi já não dava.

O recém-entrado, Bruno Fernandes, também poderia ter elevado a contagem para os 2-4, porém, após passe de André Silva e sem guarda redes na baliza, atira por cima…. Foi a última grande oportunidade de golo do jogo.

Um jogo que, no final fica visto como fácil ou tranquilo, poderia muito bem não o ser. Portugal tende a facilitar em vários momentos do jogo, que podem dificultar a busca de um resultado ideal. Ao fim ao cabo, Portugal passa no teste e já vão seis pontos em dois jogos neste grupo A da Liga das Nações!

Polónia: Fabianski, Bereszynski (Kedziora 46’), Glik, Bednarek, Jedrzejczyk, Zielinski, Krychowiak, Klich (Blaszczykowski, 63’), Kurzawa (Grosicki, 64’), Piatek, Lewandowski;

Portugal: Patrício, Cancelo, Pepe (C), Ruben Dias, Mário Rui, William, Pizzi (R. Sanches, 74’), Ruben Neves, Rafa (Danilo Pereira, 84’), Bernardo (Bruno Fernandes, 90’), André Silva.

De Vila Real, rumo ao Jamor!

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Está de regresso a Festa da Taça. A nova paragem no campeonato volta a servir para os compromissos das seleções, mas também para o regresso da prova rainha do futebol nacional. Para os dragões, a sorte ditou uma deslocação ao terreno do Vila Real, que milita nos distritais.

Pode ser considerada mais uma versão do David contra Golias e é essa mesmo a magia da Taça. O dia em que “os pequenos” ficam satisfeitos por receber um “dos grandes” na sua casa, mesmo com a total consciência de que o cenário mais provável é o afastamento da competição. Ainda assim, é precisamente nesta história da Taça que se escrevem muitos capítulos de encantar, muitos momentos em que a realidade foi mais forte do que a expetativa e em que, na prática, o David levou mesmo a melhor sobre o Golias.

Nesta terceira eliminatória, são 18 os jogos que opõem formações da primeira liga a outras de escalões inferiores. Ao FC Porto, saiu em sorte um emblema dos distritais, a atuar na Associação de Futebol de Vila Real. É, à partida, um jogo fácil para os dragões, os campeões nacionais. Mas é, sobretudo, um jogo em que se antecipam muitas mudanças no onze titular, num plantel que, nessa semana, se desloca à Rússia para atuar num palco de outras dimensões, o da Liga dos Campeões.

Voltando à Taça de Portugal, a participação da época passada ficou marcada pelo afastamento nas meias-finais, no estádio de Alvalade. O percurso, esse, teve início em Évora, com uma goleada por 0-6. Ainda assim, a surpresa parecia chegar na quarta eliminatória, em pleno Dragão: um Portimonense ousado recuperou do 1-0 sofrido logo aos cinco minutos, colocou-se a vencer por 1-2 aos 69’ e apenas se deu por vencido bem para lá dos 90, com dois golos do FC Porto (aos 90+1 e 90+6) a carimbarem a reviravolta.

A vitória caseira por 1-0 no encontro com o Sporting, da primeira mão das “meias”, deixou os adeptos a sonharem com o regresso ao Jamor, mas depois do clássico na Luz não houve fôlego para segurar a vantagem na eliminatória. O golo de Coates aos 84 deixou tudo empatado e, no desempate por grandes penalidades, valeu aos leões a desinspiração da Marcano.

A última vez que o FC Porto venceu a Taça de Portugal foi na época 2010/2011
Fonte: FC Porto

Quanto ao Vila Real, adversário deste primeiro encontro, apenas se cruzou no caminho azul e branco por seis vezes, sendo que quatro delas foram precisamente na Taça de Portugal e o confronto mais recente ocorreu em 1991. O histórico é claramente favorável aos dragões, que marcaram 35 golos nos seis jogos, sofrendo apenas dois! Para chegar a esta fase da prova, este Vila Real eliminou duas formações de escalão superior, a atuar no Campeonato de Portugal. Primeiro o Torcatense e depois, nas grandes penalidades, o Sanjoanense.

Ainda assim, esta parece ser mais história sem lugar para surpresas, uma daquelas em que o primeiro capítulo deixa antever o final. A superioridade do FC Porto e a vontade de regressar ao Jamor, para vencer um troféu que escapa desde 2011, dificilmente será levada de vencida, embora haja sempre espaço para uma última palavra do Vila Real. Certo é, isso sim, que a “Festa da Taça” também vai passar por Trás-Os-Montes.

 

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Cruzeiro muito perto de conquistar o sexto título da Copa do Brasil

Cruzeiro e Corinthians fizeram, na noite desta quarta-feira (10), o primeiro jogo da final da Copa do Brasil, no Mineirão, em Belo Horizonte. A equipe mineira venceu os paulistas por 1 x 0 e poderá até empatar o próximo jogo para ser campeão. A próxima partida entre as duas equipes acontecerá na próxima quarta-feira (17), na Arena Corinthians, em São Paulo.

Vivendo momentos totalmente opostos no futebol brasileiro, tanto o Cruzeiro quanto o Corinthians, fora da Libertadores e praticamente sem chances de êxito no Campeonato Brasileiro, buscam o título da Copa do Brasil para salvar o Ano. Vale ressaltar que neste ano, a premiação da Copa do Brasil será de 50 milhões de Reais, valor maior que as premiações pagas aos campeões das principais competições, nacional e continental.

A vantagem técnica do Cruzeiro no primeiro jogo foi visível, até mesmo para aqueles que não entendem de futebol. Com uma equipe extremamente limitada, o Corinthians jogou na raça e usou as bolas paradas para tentar levar perigo à defesa adversária. Já o Cruzeiro, equipe treinada pelo experiente Mano Menezes, é mais técnica e organizada taticamente. Foi o típico confronto entre pragmatismo versus emoção. Nessa primeira disputa venceu o pragmatismo.

Jogadores do Corinthians reunidos antes do jogo contra o Cruzeiro
Fonte:Agência Corinthians

O jogo que foi vencido pelo placar mínimo poderia ter sido uma goleada, mas não foi, talvez por azar cruzeirense ou pela falta de capricho nas finalizações. Foram 11 chutes do time da casa e apenas 3 acertaram o gol. Já os corinthianos que não tiveram nenhuma chance clara de gol, mal conseguiram trocar quatro passes sem perder a bola, no campo de ataque adversário. A vitória por somente um gol de diferença não agradou aos jogadores cruzeirenses, que poderiam ter “matado” a disputa no primeiro jogo.

Jair Ventura, o jovem treinador do Corinthians, ainda não conseguiu organizar o ataque do time, que carece de criatividade e, sobretudo, velocidade. Os paulistas jogam por uma bola e quando saem à frente do placar se fecham na defesa, obrigando o adversário a sair mais pro jogo. Foi essa estratégia que fez o Corinthians vencer o então favorito Flamengo nas semifinais da competição. O Cruzeiro, por sua vez tem um time mais compacto, dá a bola ao adversário e joga nos contra-ataques, o resultado disso está descrito nos números da partida, pois apesar de não criar nenhuma chance de gol, o Corinthians teve 53% de posse de bola, enquanto a equipe mineira teve 47%.

O jogo da volta, que será em São Paulo, promete ser uma das partidas do futebol brasileiro mais emocionantes do ano. Aos olhares de sua fanática torcida, o Itaquerão será um verdadeiro caldeirão em favor do Corinthians, que precisa mais do que nunca ser frio, estratégico e efetivo para ficar com o título da Copa do Brasil. Apesar da vantagem cruzeirense, obtida no primeiro jogo, a disputa encontra-se totalmente aberta, no entanto, se as posturas das equipes forem iguais ao primeiro jogo, o Cruzeiro está muito perto de conquistar seu sexto título da Copa do Brasil.

Foto de capa: Cruzeiro

 

Carta Aberta a José Peseiro

Caro mister, perdoe-me a cordialidade e a frontalidade nas minhas palavras mas não posso deixar passar ao lado o momento que o clube vive e muito menos deixar de expressar a tristeza que tenho sentido, a tristeza que muitos de nós temos sentido. Por vezes é um sentimento de um enorme vazio dentro de nós, parece algo que já sentimos outrora e que agora parece algo estranho por termos sido privados desse tipo de sentimento durante alguns anos. E sabe porquê? Porque o paradigma tinha mudado com a anterior direção. Existia pujança, esforço, dedicação, devoção e glória. Principalmente nas modalidades, algo que tarda em aparecer no futebol profissional.

No entanto, existiu uma clara melhoria a nível de resultados e ficamos muito mais competitivos. Deixamos de ser motivo de chacota e passaram a contar connosco na luta pelo titulo novamente. E agora sentimos, nós os verdadeiros adeptos e os verdadeiros sócios, que estamos novamente no rumo errado. Que o paradigma voltou a mudar para o clube amigo e das elites que tanto caracterizou o clube, o tal clube dos croquetes, onde a exigência voltou a não fazer parte do quotidiano leonino. Voltamos a ser gozados, voltamos a permitir que façam o que quiserem do nosso clube e dos nossos jogadores. Tal como eu, há muitos sócios e simpatizantes que não nos lembramos de ver o clube ter sido campeão e, no entanto, não desmobilizamos. Somos uma massa adepta jovem, viva e cada vez somos mais leões. E por isso mesmo, não posso – nem podemos deixar passar em claro o momento que o clube vive.

Reconheço que a culpa não é inteiramente sua, existe muitos erros da Comissão de Gestão e da actual direcção do Dr. Frederico Varandas. Mas hoje, dirijo-me exclusivamente ao mister, falando da sua quota-parte e dos erros que tem cometido neste ainda precoce inicio de época.

Apesar de reconhecer a coragem que teve para pegar no projeto na situação em que estava o clube e apesar de respeitar o trabalho de toda a gente, principalmente, no mundo do futebol, nunca fui seu fã e não reconheço em si as capacidades para ser um treinador de clube grande ou dos chamados clubes de top europeu e mundial.

Não tem capacidade para gerir e treinar num clube com os objetivos do Sporting. Já a primeira passagem por Alvalade não foi feliz, apesar de concordar com segundas oportunidades, era mais que sabido que a sua segunda passagem tinha tudo para correr mal. O Sporting precisa de gente nova, de nova pujança, de novos conhecimentos. O futebol evolui de dia para dia, principalmente taticamente e o mister ficou preso ao passado. O Sporting nos dias que correm não tem um fio de jogo, não tem ideias, vive das poucas individualidades que existem no plantel e que fazem por vezes a nossa sorte surgir um pouco e sobrepor-se assim à péssima performance coletiva.

José Peseiro tem demonstrado imensas dificuldades no comando técnico dos leões
Fonte: Sporting CP

Vamos por partes: Primeiro, tenho gostado muito de ver o mister a passear pelas praças de toiros pelo país. Das duas uma: ou está à procura de novo emprego para si ou para o Battaglia. E já que se fala no Battaglia, explique-me como é que um jogador do Sporting pode estar dentro de campo com sono? Visível nas imagens televisivas, não há desculpa. Para mim é muito mais grave estar em campo com sono, a andar em campo, sem atitude, sem garra do que por exemplo acontecer como aconteceu com o Matheus Pereira e que acabou por afastar do plantel um dos nossos melhores jogadores. Esse certamente teria vontade em demonstrar todo o seu potencial. É certo que os jogadores têm de ser profissionais, mas sabe tão bem como eu, que com os melhores jogadores estamos sempre mais perto de ganhar. E o actual plantel leonino não abunda em grandes opções muito menos opções ofensivas. Gostava de saber se viu essas imagens, se falou com o jogador, se lhe deu alguma reprimenda. Mas provavelmente o jogador por ter sono, ficou mais perto de receber um aumento no salário.

Segundo, como é que um jogador que rescinde contracto, volta ao clube, é promovido logo a capitão? Como é que ficará o ambiente no balneário? Como? Sinceramente eu não acredito que o ambiente seja bom ou que seja bom entre todos. Visto que rescindir e voltar ao clube dá mais regalias do que ficar sempre no clube e nunca lesar o clube em nada. Jogadores como Montero, Coates ou até Mathieu merecem muito mais esse estatuto no balneário. E é assim que se ganha um balneário. A imagem que passa tanto para dentro como para fora não é nada positiva. Mas foi como lhe disse, passamos a ser um clube amigo e em que a exigência voltou a ser zero. A dedicação e o compromisso voltou a ser zero.

Instabilidade exibicional justificada!

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O início de época do FC Porto não tem sido propriamente brilhante quer ao nível das exibições, quer ao nível dos resultados. Com duas derrotas e dois empates em 11 jogos realizados, não se pode dizer que seja um arranque excecional, mas existem algumas justificações para estes números.

Relativamente à época passada é notório um decréscimo de qualidade no futebol produzido e consequentemente nos resultados. Um dos fatores que, na minha opinião, mais tem contribuído para este arranque menos conseguido são as lesões. Mbemba mal chegou teve uma lesão complicada, Danilo regressou recentemente e ainda longe da sua melhor condição física, Soares também passou pelo “estaleiro” e mais recentemente Aboubakar, o mais azarado, terminou a época com uma lesão gravíssima.

A estes fatores temos de juntar um ano atípico devido a realização do Mundial de futebol. Jogadores como Herrera e Corona chegaram muito mais tarde e, principalmente, Herrera ainda está muito longe dos níveis exibidos na época passada, o que é perfeitamente normal.

Brahimi, Marega e Éder Militão também chegaram mais tarde aos trabalhos de Sérgio Conceição, tendo Marega passado por um problema disciplinar (já resolvido) que atrasou ainda mais a sua integração.

São vários os fatores que contribuem para esta oscilação exibicional, mas não podemos esquecer que a Supertaça foi conquistada, que na Liga dos Campões os objetivos estão a ser cumpridos e que no campeonato o FC Porto depende apenas de si próprio para revalidar o título.

O regresso de Danilo vai ser preponderante na melhoria do FC Porto
Fonte: FC Porto.

A fragilidade defensiva e a menor capacidade nos duelos individuais tem sido os dois pontos onde se tem notado uma diferença grande relativamente à época transata. Numa defesa onde saíram dois titulares e, onde os reforços por diversas razões demoraram a chegar, é perfeitamente aceitável esta menor eficácia. Nos duelos individuais (principalmente no meio-campo) onde o FC Porto era fortíssimo, a justificação também não é difícil de encontrar, com Danilo a regressar recentemente e com Herrera ainda na busca da melhor forma, os índices de duelos ganhos baixaram drasticamente.

Com os reforços perfeitamente integrados, com a subida de rendimento que certamente irá acontecer de jogadores como Herrera, Danilo, Soares e com André Pereira a poder fazer as vezes do azarado Aboubakar, o FC Porto continua a ser, na minha opinião, o mais sério candidato ao título. Um fator determinante para isto são as variantes táticas que Sérgio Conceição consegue criar a partir de características individuais dos jogadores, algo que os seus “rivais” não conseguem, onde o seu jogo é bastante mais previsível.

 

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

A nova vida de Fábio Coentrão: análise individual e tática

Protagonista de uma das transferências mais surpreendentes do último defeso, o regresso de Fábio Coentrão ao Rio Ave FC tem-se revelado mais que acertado, tanto para ele, para a equipa, como para o nosso campeonato.

Com apenas 30 anos, o internacional português por mais de 50 ocasiões (52 jogos, cinco golos pela seleção Nacional), rescindiu com o atual tricampeão da Europa e bicampeão mundial, Real Madrid CF, e assinou por uma época com o clube que o formou e lançou a nível sénior.

Trajeto

Coentrão deu nas vistas logo na sua primeira época de sénior. Aposta de João Eusébio, na II Liga Portuguesa, Fábio marcava a diferença pelas suas arrancadas pela esquerda, atuando como extremo esquerdo. De drible fácil, veloz e bastante atrevido, o miúdo das Caxinas começou logo a ser cobiçado pelos três grandes e, logo no verão de 2007, com apenas 19 anos, Coentrão assina pelo SL Benfica a troco de 900 mil euros.

Para surpresa de muita gente, o jovem talento conseguiu convencer Fernando Santos e ficou no plantel até janeiro, realizando 7 jogos. Depois seguiu-se um empréstimo muito bem sucedido ao CD Nacional, onde se afirmou rapidamente e conseguiu quatro golos em 16 jogos.

Na época seguinte, Coentrão foi extremamente cobiçado e, sem a garantia de ser uma aposta recorrente na Luz, acabou por rumar à Liga Adelante para reforçar o Real Zaragoza de Marcelino Toral (atual técnico do Valencia CF). Foi um fiasco, tendo realizado apenas um jogo e saindo logo em janeiro para o Rio Ave CF, onde voltou a destacar-se.

Fábio Coentrão regressou esta época à equipa que o viu ‘nascer’ para o futebol
Fonte: Rio Ave FC

A carreira de Coentrão começa a engrenar no caminho do estrelato na época 2009/2010, com Jorge Jesus. O mítico técnico português apostou em Coentrão não a extremo esquerdo, mas sim a defesa esquerdo. Considerado irreverente e até ‘indisciplinado taticamente’, esta adaptação foi surpreendente, mas fez furor e mudou a vida do jogador. Em duas épocas pelo SL Benfica, Coentrão fez 90 jogos oficiais e marcou 8 golos, saindo, no verão de 2011, para o Real Madrid CF por 30 milhões de euros.

Lutando com Marcelo pela titularidade, Coentrão conseguiu jogar com regularidade nas duas primeiras épocas pelos ‘Merengues’, perdendo espaço nas duas épocas seguintes. Seguiu-se um empréstimo ao AS Mónaco, regresso ao Real Madrid CF e novo empréstimo, na época passada, ao Sporting CP. Atuando sempre na ala esquerda, Fábio, em todas estas temporadas, alinhou quase exclusivamente a defesa esquerdo, sendo utilizado pontualmente a extremo.

Thank you, JT

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Mais uma lenda do futebol mundial a pendurar as botas. Desta vez foi John Terry que decidiu colocar um ponto final em 23 anos de ligação à carreira futebolística. O anterior internacional inglês tornou a decisão pública na passada segunda-feira.

Ao serviço do grande amor da sua vida sobre os relvados, John Terry começou muito cedo a usar braçadeira de capitão. Logo aos 21 anos! No Chelsea, pois claro.

Aos 14 anos, assinou contrato com os ‘blues’ e aí nasceu uma história de uns longos 22 anos e o capitão será sempre um símbolo incontornável da plena afirmação do clube londrino no panorama do futebol inglês e europeu na era Roman Abramovich.

Todos os 21 títulos que conquistou na carreira foram ao serviço do Chelsea e a única competição em que não triunfou foi o Mundial de Clubes, em 2012. De resto, venceu a Premier League em cinco ocasiões diferentes (2004/05, 2005/06, 2009/10, 2014/15 e 2016/17), cinco Taças de Inglaterra (1999/00, 2006/07, 2008/09, 2009/10 e 2011/12), quatro Taças da Liga (1997/98, 2004/05, 2006/07 e 2014/15) e três Community Shield (2000, 2005 e 2009) no plano doméstico. Em termos de competições europeias, ergueu a ambicionada Liga dos Campeões em 2011/12; ainda muito jovem tinha feito parte da equipa que ganhou a Supertaça Europeia em 1998; e, em 2012/13, ocorre a conquista da Liga Europa.

Aos 14 anos, assinava em ‘Stamford Bridge’ pelo Chelsea na companhia dos pais
Fonte: Chelsea FC

Sem esquecer a noite de má memória da final da Liga dos Campeões, em 2008, em Moscovo, em que John Terry escorregou na hora de marcar um penálti que poderia ter sido decisivo…o trajeto de JT é inesquecível de um futebolista que nasceu para ser capitão e, na sua liderança, conquistou os adeptos de Chelsea, e, mais do que isso, os apaixonados do futebol num todo.

No plano internacional no que a seleção diz respeito, John cumpriu 78 internacionalizações pela equipa principal de Sua Majestade e marcou seis golos. Esteve presente no Euro 2004, Mundial 2006, Mundial 2010 e no Euro 2012.

Hoje, com 37 anos, John Terry, depois de um verão em que esteve a um passo de se mudar para o Spartak de Moscovo depois de terminar contrato com o Aston Villa, decidiu tomar esta decisão e agradeceu a todos aqueles que foram a sua base pessoal e profissional.

O futuro ainda não é nítido. Tornar-se-á Terry treinador como o grande amigo Frank Lampard? Veremos.

O que interessa neste momento é expressar gratidão a este gentleman do futebol mundial, lenda vida. Por tudo o que nos destes, a nós amantes do futebol, dizemos-te: Thank you, JT!

Foto de capa: Chelsea FC

Projetando os 20 melhores “Small Forwards” da nova temporada

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Nos últimos anos, a NBA tem sido dominada por um tipo de jogadores que era raro existir. Os Small Forwards sempre foram jogadores altos e fortes fisicamente, mas o novo século trouxe uma nova gama de atletas capaz de organizar ataques e defender qualquer posição. Esta é a posição onde abunda mais talento na NBA, o que não tornou nada fácil a organização deste artigo.

Os 5 melhores centrais do SL Benfica dos últimos 10 anos

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Nos últimos três jogos foram expulsos três centrais encarnados, o que suscitou uma enorme discussão no sentido de definir os melhores substitutos para esta posição no esquema de jogo.

Tendo isto em conta, e perante uma posição tão decisiva, decidi acompanhar o ritmo dos acontecimentos e voltar atrás no tempo, com o objetivo de elencar os cinco melhores centrais dos últimos 10 anos.

A escolha é vasta, mas nem todos fazem parte dela. Como poderão comprovar, a decisão final baseou-se em pormenores cruciais, que na hora de escolher fizeram toda a diferença.

O ressurgimento de Frederico Gil

Frederico Gil, ou melhor, Fred Gil (nome que adotou oficialmente no circuito) que num passado recente chegou a ser considerado o melhor tenista português da história, tendo figurado no 62.º posto do ranking mundial, na altura o melhor posto de sempre de um tenista português e também o primeiro tenista luso em termos individuais a chegar à final de um torneio ATP, o Estoril Open de 2010 onde perdeu na final com Albert Montanes, está aos poucos a tentar voltar ao nível que fez dele um dos melhores tenistas portugueses de sempre.

O tenista português, depois de vários anos entre a elite do ténis mundial, figurando durante bastante tempo no top 100 ou próximo, teve em 2013 um duro golpe na sua carreira, onde por motivos de saúde teve de abdicar durante vários meses de competir, o que o levou a uma grande queda no ranking e a uma intermitência exibicional que nunca mais o permitiu voltar a entrar sequer no top 300 mundial, disputando na sua grande maioria torneios de categoria Future (uma espécie de 3ª divisão do circuito mundial).

Nos torneios Future, Fred Gil tem tido excelentes resultados e neste final de temporada, conquistou no espaço de duas semanas, 5 títulos, três em pares e dois em singulares. O tenista de Sintra, com estas excelentes prestações, conseguiu voltar a reentrar no top 400 e está com o seu melhor ranking desde 2013, ocupando neste momento o 398º posto do ranking mundial e o 229.º posto do ranking de pares.

A carreira de Fred Gil tem somado altos e baixos ao longo destes anos, os resultados alcançados no passado foram de excelência para o ténis português onde andou durante um longo período de tempo a disputar constantemente torneios ATP tendo defrontado alguns dos melhores jogadores de sempre, como Rafael Nadal, Andy Murray e Roger Federer. Em termos de ranking, Fred Gil é o quarto melhor português de sempre, atrás de João Sousa, Rui Machado e Gastão Elias.

Fred Gil a receber o troféu de vice-campeão do Estoril Open 2010
Fonte: Fred Gil/Estoril Open

Uma coisa é certa, aos 33 anos de idade e com mais de 15 anos de profissional de ténis, Fred Gil já não tem nada a provar, tendo conseguido feitos e proezas que poucos no ténis nacional conseguiram alcançar. Nesta fase da sua carreira, o tenista português pode disfrutar ao máximo do seu jogo sem qualquer pressão, e quem sabe, até ser um importante trunfo para a Seleção Nacional na Taça Davis onde a experiência em determinadas fases dos encontros e das eliminatórias é um fator preponderante.

Foto de Capa: Tennis Park Palmela/Raquetc(Inês Grosso Cruz)