Início Site Página 11709

E lá vão cinco…

Terra, lama, nevoeiro, chuviscos. Ao ver as imagens do rali da Grã-Bretanha estas fazem-me lembrar do Azores Airlines Rally. A cor da terra por onde os carros passam é parecida, as árvores das enormes florestas são verdes como os pastos do rali açoriano. Enfim a, até parece que cheiro através de um ecrã de televisão (ou computador, porque hoje em dia com o WRC+, televisão até parece obsoleta). Este ano a grande diferença é a data. O rali da Grã-Bretanha este ano deixou de ser em novembro.

Mas a três rondas do final do FIA World Rally Championship a luta para ver quem sairá campeão está ao rubro. Thierry Neuville/ Nicolas Gilsoul em Hyundai i20 Coupé WRC, Sébastien Ogier/ Julien Ingrassia em Ford Fiesta WRC e Ott Tanak/ Martin Jarveoja em Toyota Yaris WRC são os candidatos ao título. 

Primeiro dia do rali da Grã-Bretanha e o piloto em forma continua a ser Ott Tanak. O estónio vem de três vitórias consecutivas no mundial de ralis e neste primeiro dia não deu hipóteses a ninguém, vencendo cinco das nove especiais. Simplesmente fantástico. Quem também teve um ínicio de rali muito bom foi o vencedor da edição de 2017, Elfyn Evans. O britânico estava em segundo até que problemas no Ford Fiesta WRC ditaram a sua desistência prematura. No primeiro carro da M-Sport Ford, o cinco vezes campeão do mundo, Sébastien Ogier tinha problemas de caixa e ao longo do dia ia caindo na classificação. Teemu Suninem parecia o melhor da equipa britânica, mas uma saída de estrada colocou também fim à sua participação. Já o líder do campeonato, Thierry Neuville, era o primeiro na estrada. Com isso não tinha tanta vantagem, mas com uma boa tarde de rali conseguiu levar o Hyundai ao segundo lugar da geral. Na terceira posição vinha o finlandês da Toyota, Jari-Mati Latvala. O melhor Citroen era o irlandês Craig Breen em sexto.

O estónio, Ott Tanak voou pelas estradas enlameadas do País de Gales
Fonte: TOYOTA GAZOO Racing WRC

Segundo dia e Ott Tanak continuava ao ataque. Mas a surpresa do dia estava para vir. O piloto da Toyota desistiu após um embate no solo que enterrou bem fundo a proteção de carter do motor, provocando problemas de radiador e de motor. E quem estava lá para apanhar o lugar cimeiro do pódio? Sébastien Ogier! Não foi só a desistência de Tanak que mexeu com as contas do rali da Grã-Bretanha. Thierry Neuville teve uma pequena excursão à valeta, o que o fez perder minutos e posições. No fim do dia estava em oitavo. O pódio agora estavam os dois Toyota, Latvala em segundo e Esapekka Lappi em terceiro. Craig Breen levava o Citroen C3 WRC a um brilhante quarto lugar seguido de Mads Ostberg. 

O irlandês Craig Breen fez um brilharete com o Citroen C3 WRC. Conseguirá estar em 2019 com o retorno de Ogier
Fonte: Citroen Racing

Portugal cumpre e discute título europeu com a Espanha

0

Desde a passada segunda-feira que se tem estado a realizar, na cidade da Mealhada, a 14ª edição do campeonato da europa de hóquei em patins feminino. Portugal cumpriu, foi evoluindo de jogo para jogo e venceu as primeiras cinco partidas da competição que, em virtude de apenas contar com a presença de sete seleções, está a ser disputada em formato de todos contra todos.

Portugal, a jogar em casa, quer recuperar um título que já não vence desde o ano de 2001, quando conquistou o europeu em Molfetta, Itália. Apesar do desempenho muito abaixo das expetativas no mundial de 2017, que se disputou em Nanjing, China, a seleção portuguesa havia ficado muito perto de vencer a Espanha nos jogos decisivos do campeonato da europa de 2015, em Matera, Itália, assim como do mundial de 2016, em Iquique, Chile. No entanto, os trofeus acabaram por ficar nas mãos das nossas vizinhas.

O europeu arrancou com um confronto entre suíças e italianas e tal como se poderia antecipar, o conjunto transalpino não facilitou e venceu por 3-0. Mais tarde, Espanha e França, seleção que apenas está presente nesta competição após ter feito uma angariação de fundos, em virtude da redução do apoio monetário dado pelo governo francês, fizeram a sua estreia na prova. Igualmente como acontecera na partida anterior, a “La Roja” confirmou a sua teórica superioridade e derrotou as francesas por 6-1. Portugal, por seu lado, foi sempre uma das seleções a fechar o dia e na primeira jornada defrontou a Inglaterra, conjunto que, muito possivelmente, será o menos forte na Mealhada. Assim, não é de estranhar que, mesmo não tendo feito uma grande exibição, as jogadoras comandadas por Carlos Pires tenham goleado por 13-2. 

O segundo dia da prova começou com um dos três jogos da segunda jornada, ronda onde Portugal folgou e que se disputou até quinta-feira com encontros às 9h30, com a Espanha a cilindrar a Suíça por claros 12-0. Na sessão da tarde jogou-se a terceira ronda, que teve início com a goleada da França sobre a Inglaterra por 11-5. Após o confronto entre gaulesas e inglesas, seguiu-se a primeira grande partida do campeonato da Europa, com a Itália a defrontar a Espanha. Mesmo estando a cumprir o segundo encontro do dia, o domínio de “nuestras hermanas” foi inquestionável, tendo vergado as transalpinas a uma goleada por 7-1. 

No encerramento da jornada, Portugal apadrinhou a estreia da Alemanha no europeu. Apesar de ainda ter estado em vantagem, em virtude de um golo apontado por Marlene Sousa, a primeira parte esteve longe de ter sido boa para as cores nacionais a nível ofensivo. A seleção portuguesa esteve bem no capítulo defensivo, tendo conseguido recuperar e intersectar várias bolas, mas, mesmo assim, chegou ao intervalo empatada a 1-1, sendo que o golo germânico surgiu devido à 10ª falta lusa. No segundo tempo tudo mudou e com mais ou menos qualidade de jogo, Portugal conseguiu criar oportunidades de golo e garantir uma importante vitória diante da Alemanha por 4-1.

A sessão da manhã do terceiro dia de prova ficou marcada pela goleada da França sobre a Alemanha por oito golos sem resposta. Da parte da tarde disputou-se a quarta jornada do europeu, cujo início também ficou marcado por um resultado bastante desequilibrado, com a Suíça a golear a Inglaterra por 8-1. Pouco depois, a Alemanha voltou à pista, cumprindo o seu terceiro jogo em menos de 24h, tendo empatado com a Itália a 3-3. Devido ao empate teve lugar a marcação de livres diretos, fase em que a seleção germânica foi mais forte e venceu por 1-0. Esta vitória não tem consequências diretas na tabela classificativa, mas dá vantagem à Alemanha no confronto direto contra a Itália. Isto, caso terminem o campeonato da Europa com o mesmo número de pontos somados. 

Portugal fechou a jornada com o seu teste mais difícil até então, ao defrontar a França, que cumpria a sua segunda partida do dia. A seleção portuguesa entrou bem, mas foi a seleção gaulesa que, mesmo com mais um jogo nas pernas, a inaugurar o marcador por intermédio de Emilie Loboyrie. Todavia, Portugal reagiu bastante bem ao golo sofrido e apresentou um hóquei bastante bom, o que levou a uma reviravolta no resultado. Fosse através de iniciativas individuais, jogadas coletivas ou ressaltos ganhos, a seleção portuguesa foi para a pausa a vencer por 4-1. Logo no início dos segundos vinte e cinco minutos conseguiu juntar mais dois golos ao score e a partir daí geriu o encontro. Até ao final, Margarida Florêncio e Marlene Sousa, que fez um hat-trick, fizeram os últimos golos nacionais, enquanto que Vanessa Daribo, em cima do toque da buzina, apontou o segundo tento de honra da França, fixando o marcador em 8-2.

 

Marlene Sousa tem sido a jogadora portuguesa em maior destaque, sendo ainda a melhor marcadora do europeu com doze golos apontados
Fonte: World Skate Europe RinkHockey

Croácia 0-0 Inglaterra: Resultado despido tal como as bancadas

Três meses e um dia depois de se terem defrontado nas meias-finais do campeonato do mundo, Croácia e Inglaterra defrontaram-se num jogo à porta fechada a contar para a segunda jornada da Liga das Nações.

Relativamente a esse jogo de Moscovo, Zlatko Dalic e Gareth Southgate mudaram cinco peças nos onzes iniciais, mas apresentaram as suas maiores figuras: Luka «The Best» Modric de um lado e Harry Kane do outro.

Numa primeira parte de domínio repartido mas sem grandes oportunidades, destacou-se o forte meio-campo croata, composto por Modric, Rakitic e Kovacic que ora saía em pressão ora baixava para junto da defesa, recuperando muitas bolas e lançando a vertiginosidade de Rebic e Perisic. No entanto, a única oportunidade surgiu num remate de Kramaric à entrada da área, bem travado por Pickford.

Do lado inglês, poucas ideias e pouca clarividência: a circulação era feita maioritariamente por trás e só criaram perigo para baliza de Livakovic através de lances de bola parada. O laboratório de Southgate continua aprimorado e os cantos e livres são um perigo constante (lembra-se do Mundial?), sendo que, aos 43’, Dier cabeceou ao ferro. Já no segundo tempo e na sequência de um livre lateral, foi Kane a cabecear à barra.

Apesar de ser à porta fechada, ninguém quis perder este jogo
Fonte: UEFA Nations League

Na etapa complementar, a Croácia foi ligeiramente superior, mais afirmativa e a tentar jogar de forma mais variada. Os ingleses apresentavam uma notória falta de imaginação, o meio-campo não carburava da forma mais desejada e só Rashford podia ter chegado ao golo, mas desperdiçou as duas ocasiões que teve. Pickford teve que sujar o equipamento um par de vezes, mas respondeu quase sempre bem.

Num jogo que defraudou um pouco as expectativas, as duas equipas estiveram pouco espevitas, muito preocupadas com a organização defensiva (traumas das derrotas com Espanha?), mas elaborando poucos lances no extremo oposto do campo. Uma palavra para a dança de bancos, onde Dalic mexeu mais e melhor quando comparado com Southgate, que aproveitou para estrear Sancho na seleção dos três leões, no entanto podia ter combatido a falta de ideias do seu meio campo com elementos mais criativos que tinha à sua disposição.

Com este empate, Croácia e Inglaterra ficam praticamente arredadas da fase final desta competição, deixando os espanhóis a sorrir. Terão agora que lutar pela manutenção na “Liga A”, aquela que nesta edição reúne as 12 seleções europeias com melhor ranking.

Cróacia: Livakovic, Jedvaj, Lovren, Vida, Pivaric, Modric, Kovacic (Badelj 73′), Rakitjc, Perisic (Pjaca 68′), Kramaric, Rebic (Livaja 81′).

Inglaterra: Pickford, Maguire, Stores, Walker, Chilwell, Barkley, Dier, Henderson, Sterling (Sancho 78′), Rashford, Kane.

Os 5 erros de Peseiro

José Peseiro tem sido alvo de muitas críticas por parte dos adeptos do Sporting. À sétima jornada os leões já não dependem de si para ganhar o título e o jogo produzido pela equipa de Peseiro tem sido manifestamente fraco para os objetivos estipulados.

Neste texto abordaremos cinco grandes erros do técnico leonino.

Força da Tática: A reconstrução da parede amarela foi adjudicada ao Monsieur Favre

 

Em 2008 um génio vindo de Mainz, começou a idealizar e a erguer algo magnifico, no mínimo, na cidade de Dortmund. O 13º lugar na época anterior à sua chegada acabava por ser bom, depois do medo que pairou no Signal-Iduna Park de uma possível falência, nos anos anteriores. Agora, como sabemos, o bom é o maior inimigo do ótimo.

Quando Jürgen Norbert Klopp abandonou a Alemanha, a herança que deixou era enorme. Para assumir a responsabilidade por essa herança veio, também de Mainz, Thomas Tuchel. Tendo em conta o poder que o FC Bayern Munique exercia, Tuchel fez um bom trabalho.

No último ano a aposta recaiu em Peter Bosz, mas não poderia ter corrido pior. Tanto a nível desportivo, como a nível de contrações, o muro alemão estava fraco e fácil de ultrapassar por qualquer equipa. Era necessário reconstruir o gigante muro preto e amarelo.

A quem foi adjudicada esta obra?

Lucien Favre, de criador do “Borussia Barcelona” a “domador “de Balotelli

O treinador suíço já conhece muito bem a Bundesliga, depois de passagens por Hertha BSC e Borussia Mönchengladbach. Foi no Gladbach que Favre apaixonou os amantes de futebol, transformou um tal de Marco Reus no jogador do ano em 2011/12, e lançou para a baliza um miúdo de 18 anos, de seu nome Marc-Andre ter Stegen. Depois de levar o Gladbach à Liga dos Campeões, pela primeira vez em 37 anos, Favre foi até à Côte d’Azur.

Em França, ao comando do OGC Nice, conseguiu aquilo que Mancini e Klopp não alcançaram: dominar Mario Balotelli. O internacional italiano apresentou o seu melhor futebol, em muitos anos, sob o comando de Favre, contribuindo para o terceiro lugar e apuramento para a Liga dos Campeões.

Este é o homem encarregue da obra.

Equipa e estrutura

Quando escreve estas linhas, o Borussia Dortmund ocupa o primeiro lugar da Bundesliga, com mais três pontos que um vasto grupo perseguidor de quatro equipas. Ainda sem derrotas, contabilizando a Liga dos Campeões onde venceu os dois jogos, Die Schwarzgelben apresentam um futebol ofensivo do melhor que se pode encontrar na Europa.

Pela presença na Liga dos Campeões, pela qualidade e competitividade que existe dentro do plantel, o Borussia varia muito os jogadores dentro da habitual estrutura 4-2-3-1, que acaba por ser um 4-1-4-1 pelo posicionamento de Alex Witsel mais recuado no meio campo.

Para se ter um ideia, e falando apenas da Bundesliga, Favre já deu utilizou 21 jogadores nas sete partidas disputas até agora. Os suiços Burki, na baliza, e Akanji, no centro da defesa, são os únicos totalistas na prova. O Central suiço têm normalmente a companhia de Abdou Diallo, com as laterais da responsabilidade de Schmelzer e Piszczek, onde Hakimi e o próprio Diallo são alternativas viáveis. Quando Diallo joga na lateral esquerda, entra Zagadou para o centro da defesa.

No meio campo Alex Witsel pegou de estaca, sendo nesta altura um jogador indiscutível. Perto do belga joga um outro reforço, o dinamarquês Thomas Delaney. Dahoud, Pulisic e Reus são as apostas mais recorrentes para apoiar Maximilian Philipp, o homem mais azarado da equipa. Não pelas lesões, mas por com 0 golos em 450 minutos estar em vias de perder a titularidade para Paco Alcacer, que em 80 minutos têm 6 golos. Uma média assutadora de um golo a cada … 13,3 minutos.

Jacob Larsen, Marius Wolf e Jadon Sancho são outras alternativas, jovens e com um potencial tremendo.

Fase defensiva

Longe vão os tempos de Klopp e do famoso gegenpressing. Como um bom Suiço, Favre opta por uma abordagem mais estruturada e estável, com um bloco médio procurando apenas pressionar o adversário em momentos previamente estabelecidos. Organização e controlo são as palavras de ordem em uma organização defensiva onde o objetivo passa por minimizar o espaço disponível quando o adversário têm a bola. Uma estratégia que é super efetiva na Bundesliga, pela dificuldade que a grande maioria das equipas sente quando é obrigada a jogar em espaços curtos.

Fonte: Borussia Dortmund Youtube

Reparem com a linha defensiva está pronta, com os apoios bem colocados,  para controlar a profundidade.


Fonte: Strom09

Em certos jogos, como no último frente ao Augsburgo , o Borussia pressiona o adversário em zonas mais altas, para promover o chutão na frente ou o erro do adverário, mas mesmo aí o objetivo da pressão é o mesmo: Reduzir o espaço onde o adversário pode jogar quando têm a bola.


Fonte: FS2

Fundamental quando o Borussia, ou qualquer equipa que o pretenda fazer bem, pressiona alto é reconhecer o momento certo para voltar a uma organização em bloco médio. Nesse ponto chave a equipa têm estado muito bem, mal perde o acesso à bola, reorganiza-se em bloco médio como descrevi em cima.

Drew Brees para a história – NFL Semana #5

0

Numa semana em que Drew Brees passou Brett Favre e Peyton Manning na lista de jogadores com mais jardas de passe Chiefs e Rams reforçaram as suas candidaturas ao superbowl com vitórias suadas (no caso dos Chiefs contra a melhor defesa da liga). Na AFC Este os Patriots começam a retomar o seu lugar,  ao passo que na AFC Sul só os Texans ganharam. Na AFC Oeste Chiefs e Chargers assumem-se como favoritos e na AFC norte está tudo equilibrado. Na NFC os Rams são os favoritos mas os Saints prometem dar-lhes luta. A NFC norte está uma confusão tal como a NFC Este onde todas as equipas perderam.

Época em andamento no futsal

0

Nesta altura, e já com as principais provas nacionais e internacionais de clubes em andamento, é hora de fazer um pequeno balanço sobre aquilo que tem sido a prestação dos clubes do principal escalão nacional na principal divisão do nosso futsal e também a caminhada dos nosso representantes na principal competição europeia de clubes, que nesta nova época alterou a sua designação oficial para UEFA Futsal Champions League (ou Liga dos Campeões de futsal da UEFA).

No principal escalão, não há novidades no que diz respeito aos dois primeiros classificados: SL Benfica lidera o campeonato, com 12 pontos em quatro jogos, sendo secundado pelo seu rival da segunda circular, o Sporting CP, que tem três pontos a menos mas também tem 100 % de aproveitamento nos jogos do campeonato.

A única razão explicativa do fosso entre as duas formações prende-se com um jogo em atraso da equipa leonina, que se discute na próxima segunda-feira, no pavilhão João Rocha perante a lanterna-vermelha da competição até ao momento, a equipa do CCRD Burinhosa, jogo onde se prevê mais uma vitória dos leões pelo seu maior favoritismo no plano teórico e por jogar diante dos seus adeptos. Caso ocorra essa vitória, teremos os dois conjuntos mais fortes na liderança partilhada, pouco antes do primeiro derby oficial desta nova época (dia 21 de Outubro).

Olhando para a tabela, nota-se uma grande surpresa até ao momento: o terceiro grande do nosso futsal, o SC Braga, que conseguiu estrear-se nas competições europeias em 2017/18, e que ombreia quase sempre até ao fim com os grandes de Lisboa pelas posições cimeiras, está num impensável 11.º (!) lugar, com apenas dois pontos fruto de dois empates e duas derrotas em quatro jogos, sendo de referir que ainda não jogou com nenhum dos grandes do futsal português esta temporada, algo que ainda torna mais surpreendente a posição que os guerreiros do Minho possuem até ao momento, mas ainda estamos no início do campeonato e tudo ainda pode mudar, pois ainda estamos na fase inicial da temporada 18/19.

Na nova Liga dos Campeões de Futsal da UEFA, temos os dois expoentes máximos da modalidade em Portugal, que contam com plantéis ao nível das melhores equipas da Europa, e a prova disso foi a edição da Masters Cup, disputada na cidade algarvia de Portimão, e onde o Sporting ganhou a edição de 2018, batendo pelo caminho o Inter Movistar e o Magnus Futsal (equipas dos melhores jogadores da história da modalidade, respetivamente Ricardinho e Falcão). Neste torneio, ambas as equipas portuguesas acabaram com seis pontos e 8-4 no goal-average, tendo o vencedor sido decidido pelo número de… faltas realizadas(!)!

O pavilhão leonino foi um dos quatro escolhidos para acolher esta Ronda de Elite da Liga dos Campeões
Fonte: SCP futsal

Para já, estão ambas apuradas para a ronda de Elite, cujo sorteio se realiza esta sexta-feira, procurando um lugar na final-four, sendo que até se podem encontrar nesta fase, por estarem inseridos em potes diferentes (de relembrar que o Pavilhão João Rocha foi escolhido como um dos quatro pavilhões anfitriões desta fase, significando isso que um dos grupos será disputado no reduto leonino. O único troféu oficial desta nova temporada, a Supertaça, acabou por ir naturalmente para o emblema verde e branco, após baterem na final o GD Fabril, por esclarecedores 11-0.

Atualização: o sorteio da ronda de Elite desta sexta-feira ditou mesmo o encontrar das duas formações portuguesas. Sporting CP e SL Benfica estão ambos no Grupo C, junto do Sibiryak (RUS) e do Makarska (CRO)

Foto de Capa: SLBenfica Modalidades

O homem que é feliz a jogar à bola

Tem vinte e quatro anos, um metro e sessenta e quatro de altura, sessenta e quatro quilos e é feliz a jogar à bola – Shoya Nakajima!

É verdade. O sorriso que este jogador solta depois da disputa de cada lance é impagável. Cada vez que pega na bola, faz-se magia. Não desiste de nenhum lance, é um autêntico sempre em pé e quando vai direto à baliza… Bem, saiam da frente e deixem-no passar! Que o digam os jogadores do Sporting, não é verdade? E por falar nisso… Que jogo, que entrega! Dois golos e duas assistências. É preciso dizer mais alguma coisa? De Nakajima, já estamos habituados a boas exibições, mas o jogo de domingo foi mesmo uma noite de inspiração para o extremo.

Está a tornar-se num autêntico herói para os lados de Portimão, mas a sua fama tem ido muito mais para além de Portugal. Clubes como o Shaktar, Estugarda, PSG e Galatasaray têm estado atentos ao número 23 do Portimonense. No seu país, é já a estrela da companhia na imprensa japonesa, mas parece que o que o jogador gosta mesmo é de Portugal. Nakajima já dá uns toques no português. Decerto que não será tão habilidoso como o é com a bola, mas bem sabemos que ninguém é perfeito.

O japonês tem, neste momento, uma cláusula de rescisão de 40 milhões de euros
Fonte: Portimonense SC

Em relação à gastronomia, o bacalhau encanta o japonês assim como os seus arranques desenfreados nos encantam a nós quando o vemos jogar. Para férias, o seu destino de eleição também foi o Algarve. E tudo isto leva mesmo a crer que a sua permanência por mais uns tempos em Portugal até pode ser uma hipótese bem válida. A questão é: no Portimonense ou, quem sabe, em algum dos três grandes? Isso é difícil de precisar neste momento, mas a verdade é que, caso a sua permanência no país acontecesse, os adeptos de Portugal agradeceriam. Era, com certeza, garantia de mais magia e mais espetáculo dentro das quatro linhas.

Chegou ao Portimonense SC a título de empréstimo, mas a história não podia e nem vai ficar por aqui. Neste momento, a sua cláusula de rescisão é de 40 milhões de euros, vejam bem! Interessados não faltam, mas a SAD do clube algarvio é bem clara: a menos da cláusula, o Nakajima fica em Portimão. E olhem que ainda ninguém fez birras para sair… Nem jogador, nem empresário. Faltam mesmo jogadores como este no futebol moderno. Será que a cultura japonesa tem influência nesta postura séria e de compromisso? Dá que pensar… Que apareçam mais Nakajimas no campeonato português então. O público agradece!

O futuro do japonês só o tempo o dirá, mas não tenho dúvidas de que este vai sorrir a Nakajima, assim como o jogador sorri quando pega numa bola.

 

Foto de Capa: Portimonense SC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

CUL 18/19 – AEFCT 1-2 AEISCAL: Jogo tão frio quanto a noite

Na estreia de ambas as equipas nesta edição dos Campeonatos Universitários de Lisboa, AEFCT e AEISCAL não proporcionaram um grande espetáculo de futebol. Percebeu-se, desde muito cedo, que as duas equipas estavam muito focadas na conquista dos três pontos e, por isso, salvaguardaram muito as suas estratégias defensivas.

Foi mesmo a equipa da AEISCAL que começou melhor. Ainda não estavam decorridos dez minutos da partida, e numa jogada de ataque rápida os homens da Avenida Miguel Bombarda abriram as hostilidades no marcador. Ainda no primeiro tempo, foi a vez Rafael Pinho, guarda-redes da AEISCAL, brilhar: adivinhou o lado e defendeu um penalti.

A festa dos jogadores da AEISCAL
Fonte: Inês Catarino/ADESL

Porém, a AEFCT chegou mesmo ao empate. Depois disso, o jogo tornou-se muito desequilibrado e foi graças mesmo de bola parada que a AEISCAL chegou à vantagem no marcador. Até ao final da partida, o marcador não mexeu mais e os homens do ISCAL conquistaram mesmo a vitória.

Flash Interview:

Foto de Capa: Inês Catarino/ADESL

CUL 18/19 – AEFML 2-2 AEFEUNL: Dr. Mário salva médicos da taxa de Relveiro

Num jogo a contar para a primeira jornada do Campeonato Universitário de Lisboa, estiveram frente a frente a Faculdade de Medicina de Lisboa e a Faculdade de Economia da Nova de Lisboa. Os “Economistas de Carcavelos”, campeões na temporada 2016/2017, procuravam, contra os “Médicos do Santa Maria”, começar da melhor forma a época da reconquista.

Com um jogo maioritariamente de posse, a AEFEUNL ia assumindo as rédeas do encontro, fazendo circular a bola pelo chão e de forma pensada. Já a AEFML ia optando por bombear a bola na frente, em busca do avançado Mário. Até ao final do primeiro tempo, a maior chance de golo ocorreu aos 27 minutos: Relveiro não conseguiu converter com sucesso o penálti a favor de “Economia”.

As duas equipas em preparação para o encontro
Fonte: Inês Catarino/ADESL

No primeiro minuto da segunda metade, o golo finalmente apareceu no sintético do Estádio Universitário de Lisboa: Mário atirou sem hipóteses à baliza de Garcia. Estava feito o 1-0 para “Medicina”.

Mas os homens de Pedro Oliveira, com destaque para Relveiro, não se mostravam conformados com o resultado. Aos 61 minutos, o camisola ‘18’, cujo pé esquerdo faz lembrar Fernando Chalana e Paulo Futre, cruzou bem para Joaquim Pocinho, que fez o 1-1 na partida. Uns minutos depois, o central Nuno acabaria por ver o segundo amarelo, obrigando a AEFML a jogar com dez elementos até ao final.

Relveiro voltaria a ser decisivo aos 82, quando fez o 2-1 para a Nova. Contudo, “cá se fazem, cá se pagam”: em cima do apito final, Mário, com um grande pormenor técnico, bisou na partida. O resultado final era de 2-2, numa partida em que o número ‘15’ dos “Médicos” brilhou, à semelhança dos “Economistas” Relveiro e Ricardo.

Onzes Iniciais:

AEFML: JoãoNeto, Afonso Pereira, Henrique Nunes, Gonçalo Falcão; Gonçalo Quinteiro, Rúben Simões, Tiago Nascimento, Nils Gohringer, João Tanque; Mário Andrade.

AEFEUNL: Gonçalo Garcia, Nuno Campos, André Pereira, Luís Martins, João Oliveira; Ruben Pratapsinh, Ricardo Soyoye, Youssef Shelbaya; Tomás Branco, Diogo Relveiro, Paul von Hinueber.

Flash Interview:

Jogo Completo:

 

Foto de Capa: Inês Catarino/ADESL