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Editorial BnR #1: ADESL & Bola na Rede

O Desporto Académico em Portugal tem crescido em termos de participantes e mediatismo, gerando cada vez mais interesse junto do público e também para a Comunicação Social.

A Associação Desportiva do Ensino Superior de Lisboa é um dos melhores exemplos do que tem sido feito de bom no desporto académico, procurando crescer nos mais variáveis níveis de envolvência da sua atividade. A Comunicação tem, sim, um dos maiores desafios da ADESL, tendo a instituição vindo a evoluir de forma a chegar ao maior número de pessoas e de fornecer conteúdos de qualidade.

É desta forma, e após a parceria de sucesso efetuada na época transata para as Fases Finais dos Campeonatos Universitários de Lisboa em várias modalidades, que o + surgiu como um parceiro de futuro que permite à ADESL cumprir os seus objetivos, criando sinergias de forma a que haja um crescimento comum que permita, em último caso, o merecido destaque e reconhecimento aos atletas participantes.

Este é um dos passos mais importantes na História do BnR e foi um convite que nos deixou tremendamente orgulhosos. Será – indubitavelmente – um enorme desafio, mas sentimos que é uma oportunidade para unir duas vertentes do que é a vida académica: o trabalho e o desporto. Dentro desta parceria, e como media partner de todas as competições desportivas da ADESL, o Bola na Rede irá trazer, em exclusivo, todos os conteúdos desportivos, com especial foco para o Campeonato de Futebol, mas nunca descurando as restantes modalidades competitivas académicas.

Teremos relatos com transmissão em direto, rescaldos de jogos jornada a jornada, rumo às fases finais, e reportagens. Tudo da autoria dos colaboradores do Bola na Rede. Os valores continuarão a ser os mesmos. Para além do futebol e outras modalidades a nível nacional, estamos em conjunto a proporcionar uma outra experiência ao vivo, mas única e exclusiva. De estudantes com aspirações na comunicação social e estudantes com maior apetência para mostrar dotes em campo para todos os nossos leitores. Aqui não existem equipas derrotadas. Fiquem atentos.

À ADESL agradecemos o desafio e a confiança em nós depositada, sendo que iremos ter como missão principal a melhor abordagem possível a todos os atletas e modalidades que fazem parte do plano desportivo anual. Boa sorte a todos para esta época desportiva e viva o Desporto!

Olheiro BnR – Carlos Vinícius

Há um ano, se alguém falasse no nome Carlos Vinícius Alves Morais, um jovem avançado brasileiro de 22 anos que acabara de chegar a Portugal proveniente do Grêmio Esportivo Anápolis, para ingressar no Real Sport Clube, formação da cidade de Queluz (concelho de Sintra) que, na temporada anterior (2016/2017), havia assegurado uma histórica promoção à Segunda Liga, poder-se-ia estar a fazer referência a apenas mais um dos muitos futebolistas e, em particular, avançados brasileiros que desembarcam no nosso país, oriundos das divisões secundárias daquele país e que passam, sem distinção, por terras lusas.

No entanto, o emprego do condicional do verbo ‘poder’ elucida que, após uma época de sucesso no Real SC (38 jogos; 20 golos; cinco assistências) que motivou, inclusive, a sua venda para o SSC Napoli, a troco de quatro milhões de euros, em janeiro, a desconfiança em torno da sua valia se começou a esfumar.

Rio Ave FC – Uma (apelativa) montra para italiano ver

A forte concorrência a que estaria exposto caso permanecesse nos Partenopei, devido à presença do incontornável Dries Mertens e do internacional polaco, Arkadiusz Milik, aliada à falta de experiência do futebolista em competições de maior prestígio, levou a que os responsáveis do clube napolitano definissem que o mais acertado a fim de Carlos Vinícius prosseguir a sua evolução ao mais alto nível, seria a sua saída a título de empréstimo.

Por conseguinte, um regresso a Portugal e o ingresso no primodivisionário Rio Ave FC, um clube que, por norma, tem procedido à valorização de diversos futebolistas ao longo das últimas temporadas – vejam-se, a título de exemplo, os casos mais recentes de Pelé Gomes (AS Monaco), João Novais (SC Braga) ou Krovinović (SL Benfica) foi entendido como a melhor solução com vista a satisfazer as pretensões de ambas as partes: jogador e clube.

Vinícius & Galeno

A dupla mais rentável da história do Grêmio Esportivo Anápolis pretende continuar a render junta, agora em Vila do Conde
Fonte: Promosport

O passado mercado de verão revelou-se particularmente proveitoso para o Rio Ave FC, em especial no que concerne à chegada de reforços. Desembarcaram em Vila do Conde, futebolistas de inegável qualidade, como o internacional A português Fábio Coentrão, o avançado Bruno Moreira ou o médio brasileiro João Schmidt. A estes juntaram-se alguns jovens promissores, destinados a afirmar-se no futebol português ao mais alto nível e, nesse prisma, enquadram-se os ingressos dos avançados Carlos Vinícius (23 anos) e Wenderson Galeno (emprestado pelo FC Porto; 20 anos).

Ora, em torno dessa dupla, reside uma curiosidade: o facto de ambos os jogadores terem chegado a Portugal provenientes do Grêmio Esportivo Anápolis, na condição de vendas mais caras da história do emblema do estado de Goiás. Recorde-se que Galeno foi adquirido, em julho de 2017, pelo FC Porto por um milhão e quinhentos mil euros, constituindo a maior transação efetuada por aquele clube. Já a venda de Carlos Vinícius é descrita, pelo sítio oficial do Azulão Anapolino, como a ‘segunda transação mais elevada’, ainda que não sejam conhecidos mais detalhes da sua transferência para o Real SC.

Para já, uma boa caminhada

A nível desportivo, o rendimento de ambos está a ser positivo. No caso de Galeno, tem vindo a superar as melhores previsões, com o extremo a revelar-se um dos futebolistas mais influentes no ataque vila-condense.

Já Carlos Vinícius (totalizou, até agora, 294 minutos de utilização em todas as competições), tem ganho destaque os últimos encontros referentes à Primeira Liga – apontou os dois golos que permitiram garantir o triunfo ante o Boavista FC, na última jornada da prova. No total, em quatro jogos disputados, repartidos por duas competições (Liga e Taça da Liga), o avançado de 23 anos fez outros tantos golos e efetuou uma assistência, sendo, presentemente, o melhor marcador da formação orientada por José Gomes no principal escalão do futebol português.

Em suma, é caso para se dizer que, se dúvidas houvessem em relação ao potencial deste interessante avançado, o (atual) desenrolar dos acontecimentos deixa antever que, mais tarde ou mais cedo, as mesmas acabarão por se dissipar. Se, efetivamente, o registo goleador de Vinícius perdurar, o Rio Ave FC e o futebol português só terão a ganhar.

Foto de Capa: Liga Portugal

CU Sportiva 80-69 AD Vagos: CUS começam época em grande

Dois troféus em disputa e duas conquistas (Taça Hugo Santos e agora a Supertaça) para o Clube União Sportiva, que se apresenta em excelente forma no início de mais uma temporada. O clube açoriano, atual campeão nacional, bateu o Vagos na Supertaça por 80-69, mostrando que vão ter de contar com eles para a temporada, sendo, neste momento, o principal candidato ao título.

O União Sportiva mostrou-se melhor no jogo todo, se tirarmos os dois primeiros minutos, e pareceu mais forte do que na temporada passada, o que mostra ao que a equipa vem. Um plantel praticamente novo, onde a ausência de Kankou Coulibaly, poste vindo da Quinta dos Lombos, foi o principal destaque, mas que mesmo assim não se fez sentir.

O Vagos marcou sete pontos nos primeiros dois minutos de jogo, mas depois, até ao final dos primeiros dez minutos apenas conseguiu marcar mais dois pontos, terminando o primeiro quarto 16-9.

O segundo quarto começou com a equipa açoriana por cima e a chegar ao 23-9, a equipa da zona de Aveiro ainda recuperou para os 23-15, mas o Sportiva quis mostrar ao que vinha e marcou cinco pontos seguidos, cortando com o ascendente que o Vagos queria manter. Até ao intervalo o jogo manteve-se à volta dos 13 pontos de diferença, que foi a margem com que se chegou ao descanso, com 37-24 para as açorianas. Com a grande diferença a ser a quantidade de ressaltos ofensivos que conseguiu açoriana conseguiu, juntando-se os turnovers 24 em 20 minutos para o Vagos.

Catarina Mateus foi a melhor jogadora jovem da temporada passada e a MVP desta Supertaça
Fonte: FPB

A segunda parte foi muito mais equilibrada, com o Vagos até a levar a melhor no total dos 20 minutos finais por dois pontos. O terceiro quarto foi equilibrado, mas o Sportiva foi paulatinamente aumentando a sua vantagem até aos 48-32, a maior diferença no marcador neste quarto. A partir daí o Vagos recuperou um pouco e este quarto ficou 21-21, ou seja, 58-45, com os mesmos 13 pontos à maior para as açorianas.

Nos últimos dez minutos o equilíbrio voltou a ser a nota dominante, mas as açorianas entraram melhor e voltaram a ter 21 pontos de diferença com 70-49 e depois 73-52. Com o jogo na mão a equipa açoriana relaxou um pouco, o que fez com que o Vagos se aproxima-se no marcador, mas não o suficiente para tirar a terceira Supertaça do seu historial.

Vitória justa do Clube União Sportiva, mas um Vagos a mostrar que também está forte e que esta será mais uma temporada muito boa do campeonato feminino do Basquetebol.

 

Cinco iniciais:

Clube União Sportiva: Joana Soeiro, Josephine Filipe, Raphaella Monteiro, Sara Djassi e Catarina Mateus

Associação Despotiva de Vagos: Chelse Waters, Joana Canastra, Susana Carvalheira, Tainá Paixão e Inês Pinto

A Redenção de Valverde

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À sétima foi de vez. Depois de seis medalhas em Campeonatos do Mundo, finalmente, Alejandro Valverde subiu ao lugar mais alto do podium, vestiu a camisola arco-íris e tornou-se definitivamente o melhor ciclista da sua geração.

Desde a primeira prata em 2003 – numa dobradinha espanhola com Astarloa -, passaram quinze anos e o então jovem em afirmação no mundo do ciclismo assumiu-se como uma das figuras de proa da história da modalidade.

Com uma vitória na Vuelta e podiuns no Tour e no Giro mostrou-se em três semanas, mas foi nas clássicas acidentadas e nas provas por etapas mais curtas que construiu o seu brilhante palmarés com mais de 100 vitórias.

O período mais negro foi no virar da década, com a suspensão por dois anos graças ao seu envolvimento na Operacion Puerto, onde foi um dos poucos desportistas sancionados entre as dezenas que recorriam aos serviços do Dr. Fuentes. Mas, Bala regressou ainda melhor e a idade parecia não o afetar, vencendo sempre mais e com mais classe.

Em 2017, caiu no crono inaugural do Tour e foi forçado a acabar prematuramente a época. Na sua idade, uma lesão daquelas poderia significar o fim da carreira, mas não para Valverde, que se limitou a festejar o regresso à competição com mais umas quantas vitórias.

E este domingo, em Innsbruck na Áustria, ao fim de mais de quatro mil metros de desnível positivo, bateu ao sprint os três que não ficaram irremediavelmente derrotados pela subida a Höll, tornou-se o segundo mais velho campeão do mundo da história e alcançou a sua sétima medalha em Mundiais, a primeira de ouro.

E, no final de contas, sabe tão bem viver num mundo em que Alejandro Valverde é campeão do mundo.

Foto de Capa:  Innsbruck-Tirol 2018 / BettiniPhoto

A dificuldad(€) de consumir desporto em Portugal

Pouco antes de entrarmos no século XXI, a Sport TV apresentou-se ao público nacional e tornou-se no primeiro e único canal premium desportivo em Portugal, com transmissões das competições e principais ligas europeias, assim como algumas modalidades, desportos motorizados e de combate. Contudo,20 anos depois, a Sport TV perde o monopólio que detinha fruto da entrada de uma nova empresa “neste jogo” das transmissões televisivas, a Eleven Sports.

Danny Menken, diretor-geral da Eleven Sports, é bastante claro acerca das pretensões da empresa para o mercado português, afirmando que a Eleven Sports tem como principal objetivo a longo prazo adquirir 100% da distribuição dos conteúdos desportivos e começou desde já a trilhar esse caminho ao assegurar os direitos televisivos para Portugal da Liga dos Campeões, da Youth League,da liga espanhola de futebol e de basquetebol, da liga francesa de futebol, da primeira e segunda divisão alemã de futebol, da liga escocesa de futebol, da liga belga de futebol, a Fórmula 1, 2 e 3 (a partir de 2019), a NFL, vários desportos de combate, o PGA EuroPro Golf Tour, a Barça TV, a Juventus TV e a Arsenal TV.

Menken revela ainda que este é um canal que prima pela diferença no comentário desportivo:  “os fatos e as gravatas vão dar lugar ao estilo informal” e o objetivo passará por fazer as pessoas felizes ao verem desporto, esquecendo assim o comentário rígido, antiquado e político que muitas vezes se assiste em Portugal.

Este é um panorama já vivido noutros países, com a Eleven Sports a revelar-se  muito forte financeiramente e com desejos de se internacionalizar olhando para cada país como um alvo específico. Na Polónia, por exemplo, era o Canal+ que há mais de 25 anos dominava na transmissão televisiva dos conteúdos desportivos, porém após o acordo entre a Eleven Sports e todos os operadores polacos, constatou-se uma alteração desta conjuntura que fixa hoje o seguinte dado estatístico: o Canal+ conta com 1.2 milhões de assinantes, perdendo para a Eleven Sports que já ultrapassa a barreira dos dois milhões.

Em Portugal, a grande oportunidade foi a Liga dos Campeões e a estratégia de convencer o público português passou por deter os direitos da principal competição europeia de clubes. À data deste artigo, a Eleven Sports apenas chegou a acordo com a Nowo e é a plataforma online que representa o maior número de subscrições, mas é possível desde já perspetivar que assim que haja acordo entre este novo canal e os principais operadores, vamos assistir a uma revolução no cenário do desporto televisivo.

Colocando o foco nos principais intervenientes, os espetadores, concluímos que pode ficar bastante caro assistir a futebol e a todos os restantes desportos, isto porque a Sport TV não recuou no custo da sua mensalidade e, no caso de os fãs desejarem continuar a ver na integra tudo o que viam, terão que adicionar às suas habituais despesas a subscrição da Eleven Sports.

Por último, destacar o desporto rei nesta questão…

Fonte: FPF

Afinal onde é que se vê futebol em Portugal?

Primeira Liga: Sport TV (exceto jogos do SL Benfica em casa, que são transmitidos na BTV)

Taça de Portugal/Supertaça Cândido de Oliveira: RTP

Taça da Liga: Sport TV

Premier League: Sport TV

Serie A: Sport TV

La Liga: Eleven Sports

Bundesliga: Eleven Sports

Ligue 1: Eleven Sports

Jupiler Pro League: Eleven Sports

Liga dos Campeões: Eleven Sports (a TVI vai transmitir um jogo por dia de jogo durante a fase de grupos)

Liga Europa: Sport TV (SIC transmite um jogo por jornada)

 

 

Foto de Capa: FC Schalke 04

 

Belenenses SAD 0–3 SC Braga: O topo da Liga é dos Guerreiros

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Ao final da sexta jornada do campeonato, o Braga é o líder campeonato português e continua sem saber o que é perder. A equipa minhota venceu no Estádio Nacional do Jamor o Belenenses SAD por três golos sem resposta.

Primeiro tempo começa com ambas as equipas a querer deter a posse de bola. Lances de perigo só começam a surgir à entrada do quarto de hora de jogo no Jamor e foram para a equipa da casa. Minuto 13, cruzamento de Licá vindo da direita e Keita acerta mal perto do segundo poste da baliza do Braga.

Seis minutos depois, os arsenalistas começam a explorar muito bem as costas da defensiva do Belenenses, chegando muito rápido à baliza.  Marcelo Goiano rouba a bola a Fredy e passa logo para Dyego Sousa perto do meio campo. O avançado brasileiro passa de primeira para Wilson Eduardo, já isolado. Muriel defende no frente a frente com o camisola 7 bracarense.

O Belenenses tem as melhores oportunidades da partida no minuto 22. Gonçalo Silva cabeceia ao poste – a partir de um cruzamento de Dálcio após receber a bola de um canto curto – e à barra – após o esférico ter sido aliviado para a faixa direita do ataque. Muito azar para a equipa de cruz de Cristo.

Não marcou o Belenenses, marcou o Sporting de Braga e nunca mais se viu a equipa de Belém em toda a primeira parte. Minuto 26 e chega o golo que Wilson Eduardo já ia procurando (0-1). O avançado adiantou-se bem à marcação de Sasso para encostar ao golo após um cruzamento vindo da esquerda por Ricardo Horta, que viria a estar em destaque nos minutos seguintes.

Depois da assistência, o golo de Ricardo Horta, mas o protagonista foi Muriel. O guarda redes adianta-se a um passe longo do Braga para cortar com o peito. Uma hesitação do brasileiro fez Dyego Sousa conseguir ficar com a bola e subir até ao lado esquerdo da pequena área. Vários jogadores do Braga chegavam no entretanto à área e o avançado entrega para Horta fuzilar e dilatar a vantagem (0-2).

Wilson Eduardo no momento que faz o 0-3 a favor do SC Braga.
Fonte: Bola na Rede

O Belenenses já não sofria golos há duas jornadas, desde o jogo louco contra o FC Porto que terminou 2-3 a favor dos «dragões» no último minuto. Nos últimos dois encontros do campeonato, tinha empatado a zero em casa com o Vitória Futebol Clube e na ilha da Madeira, frente ao Marítimo.

O segundo golo do Sp. Braga foi o atenuar do desânimo da equipa do Belenenses em campo a meio da primeira parte. As bolas ao ferro podiam ter dado o golo que colocaria os lisboetas em vantagem, mas isso não aconteceu. O Braga explorou muito bem as costas do quarteto defensivo do conjunto de Belém, destacando a disponibilidade e entrega de Ricardo Horta, Dyego Sousa e Wilson Eduardo no jogo. Por outro lado, o Belenenses ficava algo nervoso em partir para o ataque e até iniciar pressão alta na primeira fase de construção do adversário. Ainda antes de terminar a primeira parte, Dyego Sousa e Ricardo Horta efetuaram um remate perigoso cada por cima da baliza de Muriel.

Centenas de adeptos do SC Braga agitaram o ambiente no Jamor.
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte começou como terminou a primeira. O Braga teve a partida absolutamente controlada a seu favor e ainda conseguiu fazer mais um golo, com Muriel – guarda-redes adversário – a surgir novamente como protagonista. O guardião derruba Ricardo Horta no lado esquerdo da área (há dúvidas se há de facto falta dentro de área) e o árbitro Fábio Veríssimo não teve dúvidas em marcar grande penalidade. Wilson Eduardo converteu com sucesso (3-0).

O Belenenses ainda marcou num lance de excelente execução por parte de Keita aos 85 minutos, que conseguiu fazer um chapéu a Tiago Sá rematando ainda com a bola no ar. No entanto, estava fora de jogo. Mais uma machadada na motivação do Belenenses nesta partida que tinha entrado muito bem, mas foi o Braga a vencer confortavelmente procurando fraquezas do adversário na altura certa. A próxima jornada dos bracarenses será em casa, frente ao Rio Ave, enquanto o FC Porto (com menos 1 ponto) desloca-se ao Estádio da Luz para defrontar o Benfica.

Onzes iniciais:

Belenenses SAD: Muriel; Sagna, Gonçalo Silva, Sasso e Reinildo; Nuno Coelho (Zakaria 71’), Lucca, Dálcio (Matija Ljujic 45’); Fredy, Licá (Henrique Almeida 59’) e Keita.

SC Braga: Tiago Sá; Marcelo Goiano, Bruno Viana, Pablo e Sequeira; Claudemir, João Novais, Ricardo Horta (Fábio Martins 82’) e Esgaio; Wilson Eduardo (Eduardo 73’) e Dyego Sousa (Paulinho 63’).

FC Porto 5-6 (GP) FC Barcelona: Grandes penalidades dão continuidade ao enguiço

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Numa final entre Barcelona e Porto são cinco contra cinco e no final ganham os blaugrana. Infelizmente, para os adeptos portistas, os dragões voltaram a perder uma final diante dos espanhóis. Desta feita, a prova em questão foi a Taça Continental e apesar do jogo ter terminado empatado a 3-3 após o fim do tempo regulamentar e do prolongamento, as grandes penalidades acabaram por cair para o lado dos catalães, que marcaram três, contra, somente, dois dos azuis e brancos.

A partida teve um início animado, com ambos os conjuntos a estudarem-se mutuamente, sem que nenhuma das equipas tivesse conseguido superar a posta defensiva do adversário.

Apesar da teórica superioridade do Barcelona, foi o Porto quem mais procurou pegar no jogo e criar oportunidades para marcar, fossem as mesmas através de uma iniciativa individual ou lances coletivos. Mais na expetativa e na busca de aproveitar os erros do conjunto azul e branco, os blaugrana, quando em posse ou em situação de contra-ataque, não estavam a conseguir penetrar na organizada defesa azul e branca.

Sem conseguir perfurar a defesa espanhola, o Porto começou a fazer uso de uma das duas principais armas. As stickadas de meia distância para um desvio em cima da baliza. No entanto, as tentativas de Hélder Nunes, Gonçalo Alves e, mais tarde, de Poka, deram algum trabalho a Egurrola, mas não surtiram em qualquer fruto.

Com o avançar do relógio, o Barcelona foi conseguindo equilibrar o encontro, tendo melhorado a nível defensivo, permitindo cada vez menos movimentações ao Porto. No que diz respeito ao ataque, as melhorias também foram notórias e após um lance em que Poka obrigou Egurrola a uma enorme intervenção, Ignacio Alabart, no seguimento do jogo, fez o 1-0 através de uma bola enrolada.

Em desvantagem, o Porto foi à procura da igualdade e com cerca de seis minutos para o intervalo dispôs de uma grande oportunidade, em virtude de um cartão azul visto por Nil Roca, após uma falta cometida sobre Hélder Nunes. O próprio assumiu a conversão do livre-direto, tendo stickado de primeira para a defesa do guardião dos blaugrana.

Segundos depois de ter começado o período de underplay do Barcelona, Edu Castro, técnico dos espanhóis, viu um cartão azul por protestos. Algo que fez o Porto beneficiar de um novo livre-direto. Desta feita, foi Gonçalo Alves a tentar marcar, mas, por mais uma vez, Egurrola negou o golo aos dragões.

Mesmo com menos um jogador em pista, o Barcelona conseguiu aproveitar uma falha defensiva portuguesa e Pablo Álvarez, isolado diante de Nelson Filipe, não desperdiçou e aumentou a vantagem catalã para 2-0. Todavia, pouco depois de ultrapassada a marca dos dois primeiros minutos de inferioridade numérica, os portistas conseguiram, finalmente, beneficiar do elemento extra em pista e Reinaldo Garcia, com uma stickada de meia distância, reduziu a desvantagem para 2-1.

Já dentro do último minuto antes da pausa, o Porto esteve quase a chegar ao empate através de uma grande jogada coletiva, mas Egurrola conseguiu travar o desvio de Telmo Pinto com a luva direita e impediu o golo portista.

Terminado o primeiro tempo, o Barcelona estava em vantagem por 2-1. Resultado algo injusto por tudo aquilo que o Porto havia apresentado em rinque, mas que demonstrava a superior categoria de Aitor Egurrola e a natural “estrelinha” das equipas ou seleções espanholas diante de equipas ou seleções portuguesas. Contudo, no cômputo geral, nota para uma boa partida de hóquei em patins.

Reinaldo Garcia foi um dos melhores do Porto, uma peça essencial tanto a defender como a atacar
Fonte: World Skate Europe RinkHockey

A segunda parte começou a um ritmo alto, com ambas as equipas a obrigarem os guarda-redes adversários a trabalhar, mas sem qualquer consequência para o resultado.

Na frente, mas sem querer arriscar muito, o Barcelona foi a equipa com mais tempo de posse de bola nos instantes iniciais dos segundos vinte e cinco minutos, tendo gerido e baixado, imenso, o ritmo de jogo e em duas ocasiões esteve quase a chegar ao terceiro. Primeiro, devido a uma iniciativa individual de Pablo Álvarez, que recuperou o esférico junto à baliza espanhol, depois, em virtude de um lance de Marc Gual que quase surpreendeu Nelson Filipe, pois, em fez de stickar por alto, o experiente jogador espanhol stickou rasteiro. Ainda assim, o guarda-redes azul e branco não foi no engodo e impediu o terceiro dos catalães.

Adormecido pela maior capacidade de ter bola demonstrada pelo Barcelona, o Porto estava a ter dificuldades em reagir e, consequentemente, em chegar à baliza de Egurrola.

Em cima da marca dos quinze minutos da segunda metade, surgiu a 10ª falta do Porto, depois de Poka cometer uma infração sobre Sergi Panadero. Pau Bargalló foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas ao tentar fazer um “bonito”, acabou por desperdiçar uma oportunidade para aumentar a diferença no marcador. Volvidos alguns instantes, o Barcelona dispôs de uma nova chance para marcar, mas Nelson Filipe voltou a levar a melhor perante Pau Bargalló.

As oportunidades falhas pelo Barcelona reanimaram o Porto que, com o passar dos minutos, foi recuperando o bom desempenho da primeira parte. Porém, apesar das oportunidades criadas, o fator Egurrola era o único elemento que mantinha a diferença no marcador.

A cerca de nove minutos do fim do encontro, Pau Bargalló cometeu a 10ª falta do Barcelona, depois de uma infração sobre Reinaldo Garcia. Giulio Cocco, especialista contratado aos italianos do Amatori Lodi, não conseguiu fazer a diferença, pois, Egurrola travou as intenções do jovem transalpino com a luva esquerda. No entanto, pouco tempo depois, dragões recuperaram a bola na sua meia pista e após um passe de Hélder Nunes, Rafa, isolado diante de Egurrola, conseguiu concretizar e empatar a partida. Passado um minuto, o Porto esteve quase a virar o marcador, mas Cocco não conseguiu dar o melhor seguimento a um grande passe de Rafa. Todavia, a igualdade não durou muito mais, pois, através de uma bela iniciativa individual, Marc Gual fez o 3-2, repondo o Barcelona na frente. Os azuis e brancos não se intimidaram e nem dez segundos depois, Hélder Nunes, com alguma sorte, merecida, à mistura, restabeleceu a igualdade.

A fase terminal do tempo regulamentar foi de respeito mútuo, sem grandes oportunidades para nenhuma das equipas, o que fez com que a final da Taça Continental seguisse para o prolongamento.

A primeira parte do prolongamento não deu nada de novo ao jogo durante os três minutos iniciais, mas, mais perto do final, o Porto acordou e beneficiou de um penalti. Porém, Gonçalo Alves, chamado à marcação da grande penalidade, não conseguiu concretizar nenhuma das três oportunidades de que dispôs e o resultado não se alterou.

O segundo tempo extra de cinco minutos foi bem mais animado do que o primeiro, com Nelson Filipe e Egurrola a serem chamados ao trabalho em algumas ocasiões. Contudo, o resultado continuou sem qualquer tipo de alteração e a partida seguiu para as grandes penalidades.

No desempate por penáltis, o Barcelona acabou por ser mais eficaz, tendo concretizado três em seis, contra dois em seis do Porto.

Assim, o Porto, apesar do bom desempenho durante o tempo regulamentar e no prolongamento, perdeu, por mais uma vez, contra o Barcelona por um total de 6-5 que, desta forma, conquistou a sua 18ª Taça Continental. É notório que a diferença já não é a mesma que foi possível presenciar na final da Liga Europeia, mas a melhoria ainda não foi a suficiente para vencer os espanhóis e acabar com a triste sina que afeta os dragões em jogos de “mata-mata” contra o Barcelona.

Onzes Iniciais e Sbstituições

FC Porto: 10-Nelson Filipe (GR), 7-Giulio Cocco, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.)

Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 9-Rafa e 18-Poka

Banco: 1-Carles Grau (GR) e 17-Hugo Santos

FC Barcelona: 1-Aitor Egurrola (GR e CAP.), 3-Marc Gual, 7-Pablo Álvarez, 8-Pau Bargalló e 9-Sergi Panadero

Jogaram ainda: 24-Nil Roca, 33-Ignacio Alabart e 79-João Rodrigues

Banco: 10-Sergi Fernandez (GR) e 6-Alejandro Josep

AD Limianos 2-1 CD Mafra: a lei do mais forte não se aplicou no Minho

Depois de uma vitória folgada no Estoril, e que o segurou no quarto lugar da Segunda Liga a três pontos do líder, o CD Mafra viajou ató ao Alto Minho para defrontar a AD Limianos, equipa que milita no Campeonato de Portugal. Em jogo a contar para a segunda eliminatória, Filipe Martins mexeu no onze inicial, como seria de esperar, fazendo apenas entrar Janota para a baliza, além de Miguel Lourenço e Mauro. Por outro lado, José Carlos Fernandes apostou nas pedras mais fortes da equipa, contando com mais jogadores ofensivos do que inicialmente se podia pensar.

Num início algo apático dos visitantes, com mais posse de bola, foram os da casa os primeiros a criar perigo. Muito concentrados defensivamente e a cortar as iniciativas dos adversários, a AD Limianos chegou ao golo no primeiro lance de perigo que criou. Aos 10 minutos, Guilherme Ramos demorou demasiado a desfazer o ataque contrário e permitiu a aproximação de Ricardo Silva. O extremo roubou a bola e galgou dezenas de metros até entrar na área e com Janota pela frente rematou forte e junto ao poste esquerdo, inaugurando o marcador.

Atrás do prejuízo, o CD Mafra lançou-se rapidamente para diversos ataques, abandonando o futebol rendilhado que adotava nos primeiros minutos. Dois minutos depois, Harramiz concluiu um contra ataque com um pontapé forte, mas por cima. Alternando entre a construção simples e pragmática com futebol apoiado e mais lento, o CD Mafra tinha dificuldades em rematar à baliza e só o conseguia através de remates de longe ou bolas paradas, que Bruno Santos contrariava com segurança, nomeadamente à passagem do minuto 20).

Aos 35 minutos, a AD Limianos voltou a sondar o golo. Após alívio de Micka, Elivelton foi capaz de segurar a bola no meio campo, devolveu ao médio português que descobriu Iano na linha com um passe longo e teleguiado. O guineense recolheu com qualidade e aventurou-se no ataque, conseguindo um remate forte em zona frontal, mas ao lado da baliza adversária. Quatro minutos depois, o CD Mafra intensificou o assédio à área limiana à procura da igualdade antes do descanso. O melhor que conseguiu foram dois remates, sempre de longe, mas esbarraram na segurança de Bruno Santos.

O segundo golo de Ricardo Silva ocorreu escassos minutos depois da igualdade e devolveu a liderança aos da casa
Fonte: Diogo Gonçalves/Bola na Rede

A segunda parte iniciou com os mesmos intervenientes, mas com atitudes diferentes. Ainda dentro dos primeiros cinco minutos, Iano recuperou a posse e rematou forte por cima e Alvinho, depois de uma antecipação ao extremo adversário, rematou também forte, mas ao lado. Aos 50 minutos, Bruno recolheu a bola à entrada da área contrária e rematou por cima. Era um aviso para o que faria mais tarde.

Dois minutos depois, a AD Limianos teve a oportunidade de dilatar a vantagem e atribuir outra segurança à prestação defensiva que vinha a realizar. Bruno Santos bateu longo e encontrou Alvinho nas costas de Guilherme Ferreira, que devidamente pressionado cedeu a bola ao adversário. Já dentro da área, Rui Magalhães combinou com Iano e rematou com violência à figura de Janota.

Aos 55 minutos, depois do primeiro aviso, Bruno não perdoou. Após uma tentativa de alívio, Vinicius Tanque aguentou a bola ainda dentro da área e o extremo, em queda, ainda conseguiu rematar, repondo a igualdade e justificando a superioridade possessiva dos visitantes. Quando se esperava a reviravolta da equipa teoricamente mais forte, até pela posição no escalão onde atua, a equipa da casa voltou à liderança. Alvinho antecipou-se novamente ao seu opositor e queimou largos metros até à área oposta. Na cara dos defesas centrais, rasgou a defesa com um passe perfeito e bem medido para Ricardo. O camisola “11”, que já tinha apontado o golo inaugural, voltou a furar as redes à guarda de Janota e a despoletar a festa nas bancadas.

A partir de então, o CD Mafra de tudo fazia para tentar levar a partida para prolongamento, mas sem sucesso. Além disso, não se livrou de um ou outro susto. Aos 65 minutos, Ricardo voltou a rematar, desta vez de fora de área, mas o guardião mafrense só segurou à segunda abordagem. Aos 74 minutos, e com apenas três em campo, Cláudio Dantas teve nos pés o fecho da partida. Após pressão enérgica a Janota, Cláudio conseguiu roubar a bola e, ignorando uma possível falta, aguentou a carga e, em esforço, rematou ao lado.

Só aos 86 minutos é que o CD Mafra voltou a ameaçar a surpreendente vantagem canarinha. Depois de uma jogada insistente e bastante mastigada pela direita, o cruzamento forte e rasteiro encontrou Cláudio Borges e não chegou a Vinicius Tanque, bem posicionado para o empate. Com cinco minutos acrescentados ao tempo regulamentar, a AD Limianos conseguiu manter o CD Mafra bem longe da sua área, conquistando três livres consecutivos junto à linha lateral.

No entanto, os visitantes conseguiram sair para o ataque por uma última vez e dispuseram de um livre já no meio campo contrário. Figurando-se como a última oportunidade para empatar, Janota subiu à área juntamente com quase todos os seus colegas. A defesa limiana não cortou com eficácia a bola bombeada e Flávio Silva, com apenas Bruno Santos pela frente, errou escandalosamente o alvo.

Manuel Oliveira, árbitro portuense, apitou para o final da partida e consagrou, assim, um excelente e inesperado resultado para os minhotos. Após um mau momento no campeonato, a AD Limianos regressou às vitórias, enquanto o CD Mafra sentiu o sabor da derrota pela segunda vez nesta época.

Onzes iniciais:

AD Limianos: Bruno Santos; Alvinho, Touré, Cláudio Borges e Jojó; Luan Sérgio, Micka e Rui Magalhães (Tiago Letras, 90’); Iano, Elivelton (Chiquinho, 75’) e Ricardo Silva (Cláudio Dantas).

CD Mafra: Ricardo Janota; Guilherme Ferreira (Rui Chaves, 60’), Miguel Lourenço (Gonçalo Abreu, 74’), Guilherme Ramos e Ruben Freitas; Cuca Fernandes, Rui Pereira (Flávio Silva) e Mauro; Harramiz, Bruno e Vinicius Tanque.

Oh Rúben, não é para quem quer, é para quem pode

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Desde o início da semana que tinha planeado escrever sobre Ruben Ribeiro. Aliás, tinha-me sido proposto escrever sobre o desaparecimento do jogador, mas ele já apareceu e não faria sentido essa abordagem, o que me ajudou porque provavelmente não seria essa a temática deste texto.

Ajudou-me, não só o seu aparecimento como todo o discurso que ele decidiu tornar público, mas já lá vamos.

Rúben Ribeiro foi o único apanhado como os que caem naquela brincadeira de um grupo de amigos em que todos combinam saltar do “barco” e já em queda esse, o engando, percebe que foi o único que realmente saltou.

É que isto das rescisões não é para todos. Os que rescindiram estavam subdivididos por grupos tais como, “Os Indiscutíveis” que ainda incluíam campeões da Europa, e “As promessas”. Ora, se pensarmos bem, dos que saíram qual não se enquadrava em nenhum desses grupos? Quem rescindiu, ou já tinha interessados em arriscar a sua contratação (porque um clube, numa situação destas, só se arrisca se o jogador valer mesmo a pena), ou sabia que era um dos que faria falta na equipa, e se decidisse voltar seria recebido de braços abertos (isto, porque o próprio Bruno de Carvalho tinha dado essa abertura). E novamente, qual deles não se enquadrava neste cenário? Exacto.

O Rúben não tem culpa de ter chegado a um grande clube já em idade avançada, e de não ter tido tempo para se integrar na nova equipa, podendo mostrar que poderia fazer a diferença, porque convenhamos, qualidade tem.

Rúben Ribeiro foi um dos jogadores que rescindiu
Fonte: Sporting CP

Não tem é inteligência suficiente para perceber que o menos culpado de ele estar sem clube neste momento é o Sporting. Ele, por ter chegado ao mais alto nível tão tarde só tinha de aproveitar a oportunidade tardia e tentar deixar a sua marca no futebol português. Ou achava ele que algum grande clube estrangeiro se iria arriscar a contratar um jogador com a idade dele, com tão pouca experiência ao mais alto nível? Para isso teriam ido buscá-lo quando estava no seu anterior clube, que lhes sairia bem mais barato. E ao sair do Sporting, sabendo que o treinador iria mudar, corria o risco deste não o querer recuperar.

Com a entrevista que ele deu recentemente percebi que o balneário estava fracturado ( e não falo de fracturas expostas) quando ele diz que ficou surpreendido com o baixo número de rescisões (parece que havia mais jogadores a garantirem que iriam rescindir), e que também não estava à espera de que quem saiu voltasse (ao que parece até ele queria voltar). Cortaram todos a corda ao acordo que tinham. Percebi também que ele se arrependeu de ter saído, mas já vem tarde.

No fim de contas, com este mau momento do clube, para além da anterior direcção, Rúben Ribeiro foi o único que ficou a perder. Mas a ver pelo rendimento de alguns dos retornados, talvez até o Rúben pudesse dar uma perninha ali no meio campo. No lugar de quem? Deixo ao vosso critério e análise.

Só para perceberem o azar do Rúben, havia um clube disposto a contratar jogadores do Sporting, que mudou de ideias quando a direcção do clube mudou. Podia ter sido ele a tal “pequena loucura”. Era a “loucura” possível, mas até essa hipótese lhe foi negada.

Moral da história: Quando sonhamos demasiado alto, muito acima das nossas capacidades, podemos ter um tombo grande. E o Rúben foi o único que saltou sem rede.

Agora termino apenas desejando sorte ao jogador, que volte depressa ao activo, e que aproveite todas as boas oportunidades, porque como disse alguém um dia, “Há cavalos que só passam uma vez na vida”.

Foto de Capa: Sporting CP

Força da Tática: Só mais um! …Só mais um! …Só mais um!

O Chelsea FC recebeu em Londres os Reds, para a sétima jornada da Premier League, dias depois do jogo entre ambas a contar para a Taça da Liga, onde a vitória sorriu ao conjunto Blue. As expectativas para este novo confronto eram altas, e as equipas não desiludiram proporcionando um espetáculo de grande nível.

Equipas Iniciais

Chelsea FC: Arrizabalaga; Alonso, David Luiz, Rüdiger e Azpilicueta (c); Kovačić, Jorginho e Kanté; Hazard, Giroud e Willian.

A equipa da casa alinhou no seu habitual 4-3-3, com Giroud a ocupar a posição de ponta de lança e Willian sobre direita do ataque.

Liverpool FC: Alisson; Robertson, Gomez, Van Dijk e Alexander-Arnold; Milner, Henderson e Wijnaldum; Mane, Firmino e Salah.

Klopp também não realizou grandes alterações e fez entrar em campo o seu 4-3-3 habitual.

 

Pressão Red

Como vimos no confronto, em Anfield, com o PSG para a Liga dos Campeões, a pressão é uma forte componente do jogo do Liverpool, mas não aquela asfixiante que víamos Klopp realizar em Dortmund, com o intuito de ganhar a posse de bola o mais rapidamente possível.

Nos últimos tempos, particularmente frente a adversários de maior qualidade, Klopp usa a pressão como ferramenta para destabilizar a circulação e a construção do adversário desde posições mais recuadas. Naturalmente que se a oportunidade surgir para ganhar a posse de bola, a equipa aproveita, mas não é esse o objetivo primordial, é uma forma ligeiramente mais passiva.

Já tinha falado, em artigos anteriores, que esta era uma abordagem que os adversários iam ter cada vez mais frente ao Chelsea. Particularmente, na forma como procuram retirar Jorginho da fase inicial de construção, transferindo essa responsabilidade (de iniciar a construção) para os defesas centrais.

Em baixo, vemos como Firmino não procura pressionar os centrais com o intuito de recuperar a bola, a sua grande preocupação é manter Jorginho na sua sombra, tornando-o inacessível.

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Fonte: BT Sport

Já Salah e Mane, dividem o espaço entre o central e o lateral adversário, por isso vemos Mane mais adiantado no terreno, em comparação com Salah, já que Alonso está mais projetado que Azpilicueta.  Depois, no momento certo, Mane pressiona e força o Chelsea a jogar longo, onde a capacidade física dos jogadores do Liverpool faz a diferença e permite ao Reds ganhar a bola.

Mapa de ação de Jorginho frente ao Liverpool:

Fonte: WhoScored.com

Mapa de ação de Jorginho frente ao Cardiff City FC:

Fonte: WhoScored.com

As regras do futebol ainda não permitem cortar braços e amordaçar os adversários

Esta abordagem do Liverpool, em retirar Jorginho do jogo, teve como consequência para os centrais do Chelsea, mais tempo e espaço com a bola nos pés. Fatores, que tanto Rudiger como David Luiz aproveitaram para assumir a responsabilidade pela primeira fase de construção.

E apesar do Liverpool ter sido bastante eficaz na forma como manteve Jorginho na sombra de Firmino e como anulou a sua intervenção na primeira fase de construção, as regras do futebol ainda não permitem cortar braços e amordaçar os adversários. Assim Jorginho continuou a ter impacto tremendo no jogo da equipa. A forma como dá indicações aos colegas, usando o facto de estar na sombra de Firmino em proveito da equipa.

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Fonte: BT Sport

Notem, em cima, como ele não procura receber a bola naquele espaço, entre Firmino e Mane. Jorginho mantêm-se entre o brasileiro e Henderson, fixando ambos os jogadores do Liverpool, e abrindo a linha de passe vertical para Hazard.

Mesmo os golos soberbos, acontecem por algum motivo

Um problema que também aproveitei para identificar, à umas semanas, na minha série de artigos sobre Sarri, foi excessivo espaço entre a linha defensiva e o meio campo Blue. Na minha opinião, isso não é um problema, mas sim uma consequência da forma de jogar do Chelsea FC, que pode ser minimizada quando todos os jogadores tiverem no “mesmo comprimento de onda”.

Fonte: BT Sport

O Liverpool foi sobrecarregando cada vez mais o espaço entre linhas do Chelsea, o que foi desgastando mentalmente os jogadores dos Blues, principalmente dos médios, já que tinha de dividir a sua atenção entre o homem que tinha a posse de bola (na sua frente) e o que estava nas suas costas, ajustando a sua posição corporal a todo o momento.

O Liverpool foi sobrecarregando cada vez mais o espaço entre linhas do Chelsea, o que foi desgastando mentalmente os jogadores dos Blues, principalmente dos médios, já que tinha de dividir a sua atenção entre o homem que tinha a posse de bola (na sua frente) e o que estava nas suas costas, ajustando a sua posição corporal a todo o momento.

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Fonte: BT Sport

Vejam, em cima, como o posicionamento de Mané, entre linhas, obriga os médios do Chelsea a alternar constantemente entre recuar (para cortar a linha de passe para o senegalês) e avançar para manter a bola sobre pressão, não só isto desgasta fisicamente como deixa sempre uma janela de oportunidade para estes remates, no meio desses “sobe e desce”.

Grande pontapé de Sturridge, que acaba por marcar um golo melhor que aquele que ganhou o prémio Puskas.

Deixem jogar o Hazard

Depois do último mês, ninguém se arrisca dizer que este Chelsea não é candidato ao título.  A liberdade que Sarri deu a Hazard, transporta os Blues para um patamar que ninguém esperava, pelo menos com tão pouco tempo de trabalho.

O Liverpool procurou defender o Belga evitando que a bola lhe chegasse, ao invés de lidar com ele em posse de bola, mas Hazard está em uma forma onde é resistente a toda e qualquer forma de marcação. Procura sempre receber a bola na zona entre corredores, onde é demolidor. Essa zona, entre o corredor central e o lateral, potencia ao máximo as qualidades individuais de jogadores com a qualidade técnica de Hazard, já que colocam o adversário sempre na dúvida, sobre quem acompanha o belga. É o lateral, que têm Alonso, na sua zona, a dar largura? É o central, que têm Giroud na zona central? Ou é o médio defensivo, abandonado a importante posição central?

Toques na bola de Hazard ao longo do jogo:

Fonte: WhoScored.com

Foi essa mobilidade de Hazard que resultou no golo do Chelsea FC. O Liverpool não conseguiu cortar a linha de passe para o belga, o que obrigou Trent Alexander-Arnold a abandonar a sua posição. Sentindo que arrastou o defesa, Hazard joga no apoio e ataca imediatamente o espaço que acabou de criar.

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Fonte: BT Sport

Até apetece fazer uma profecia: Se Hazard receber entre linhas, no espaço entre corredores, algo desconfortável vai acontecer ao adversário, nos instantes seguintes.

O único problema destes jogos, é que não podemos escrever 5000 palavras sobre eles. Fica o essencial de um grande jogo de futebol.

 

Foto de Capa: Liverpool FC