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FC Porto rumo às estrelas!

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O FC Porto foi este sábado à Roménia carimbar a passagem à segunda eliminatória da Taça EHF. Na primeira mão, os dragões bateram os atuais detentores da Taça Challenge, Potaissa Turda, por 41-21. Jogo de sentido único, com uma solidez defensiva e organização fantásticas da equipa portuguesa – já se nota o contributo de Magnus Andersson. O técnico deu enfâse precisamente à boa prestação defensiva dos dragões, que tornou a tarefa muito mais fácil.

Miguel Alves destacou-se no jogo da primeira mão ao apontar sete golos, assim como André Gomes, que marcou seis tentos.

A segunda mão foi bem mais complicada tal como se previa, dificultada pelo caloroso ambiente no pavilhão do Potaissa Turda. O FC Porto entrou ligeiramente desconcentrado e a perder no jogo, passando quase toda a primeira parte em desvantagem – ao intervalo perdia por 15-12. Os azuis e brancos não colocaram tanta intensidade e fizeram rodar alguns jogadores. A equipa portuguesa, que nunca sentiu a eliminatória verdadeiramente ameaçada, acabou por vencer por 24-27 ao realizar uma grande segunda parte. O resultado total da eliminatória foi de 68-45, o que demonstra a clara superioridade do FC Porto.

O FC Porto levou para a Roménia uma confortável vantagem de 20 golos
Fonte: FC Porto

Os dragões tentam então fazer companhia aos bi-campeões nacionais, Sporting CP, e competir na maior prova de clubes do andebol mundial. As equipas portuguesas têm uma dura tarefa nesta competição ao defrontarem os maiores tubarões da modalidade – é certo que ainda não há rendimento suficiente para Sporting e Porto baterem as grandes equipas do andebol europeu, mas afirmaria que, em termos de qualidade, os melhores clubes portugueses estão num nível entre a Taça Challenge e Taça EHF, o que pode certamente resultar em boas surpresas. O Sporting no ano passado conseguiu alguns bons resultados na fase de grupos da Taça EHF e não viu o apuramento assim tão longe: terminou a fase de grupos em quarto lugar, conseguindo quatro vitórias e um excelente resultado frente ao Montpellier (que acabou por vencer a prova) ao perder por 33-32 em França.

O FC Porto vai enfrentar o SKA Minsk, da Bielorrússia, na segunda eliminatória, no mês de outubro.

Foto de Capa: FC Porto

Tri para Djokovic ou Bis para Del Potro. Em quem apostar?

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É já amanhã que termina a quinzena tenística em Flushing Meadows, com a grande e esperada Final masculina que colocará frente a frente o gigante de Tandil Juan Martin Del Potro e o campeoníssimo sérvio Novak Djokovic. Uma final que, se colocada em hipótese há um ano atrás, seria prontamente carimbada como “impossível”, pela esmagadora maioria dos fãs da modalidade.

Interessa, por isso, começar esta previsão por dizer que será um encontro com uma carga emocional bastante acima da média. Depois de incontáveis períodos de pausa por lesão do argentino e fases muito turbulentas, quer a nível fisico, como a nível psicológico, por parte do sérvio, estará no Domingo em jogo para ambos uma espécie de reafirmação enquanto membros da classe mais alta do ténis atual capaz de vencer qualquer adversário, em qualquer court.

De médico a presidente: Eis o novo presidente do Sporting Clube de Portugal

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Hoje ergueu-se uma nova bandeira. A partir de hoje, escreve-se um novo pedaço de história Cinco anos depois, o Sporting Clube de Portugal conheceu um novo presidente. Curiosamente, cinco meses depois de toda a polémica ser conhecida, após aquele mítico resultado em Madrid. Desde esse momento, o Sporting conheceu muitas facções, até agora desconhecidas (ou adormecidas), que aproveitaram o facto de estar numa fase menos boas para se fazerem conhecer.

Contudo, dia 8 de Setembro de 2018 fica marcado na história. Eu sei que é o maior cliché que podemos ouvir em relação a estas eleições, mas é verdade. Ora vejamos: tivemos seis candidatos e meio – um deles desistiu mas tenta, à socapa, incluir-se numa outra lista, fazendo propaganda pela mesma-, um ex-presidente que, num toque desesperante vem dizer que o Presidente ainda é ele, um senhor de 79 que pegou nas rédeas de um clube à beira do abismo e o travou, com passos certos e outros errados, mas que acalmou todos aqueles que fazem parte do clube; tudo isto culminou numa eleição recordista em número de votantes, mostrando que o objectivo era um único: escolher uma figura sólida que representasse o Sporting Clube de Portugal.

A figura escolhida foi Frederico Varandas. O ex-médico do Sporting Clube de Portugal, que entrou para a linha de fogo mal a polémica estalou no clube. Jovem, mas com tenacidade suficiente para fazer frente a todos os que, teoricamente, se anunciavam com mais capacidades que os jovens que também concorriam. Proclamou- ou não fosse esse o lema da sua candidatura- “Unir o Sporting”. Até aqui tudo bem, apesar de achar que o facto de correr ainda muita tinta sobre a sua possível participação em todos os acontecimentos de Alcochete não abona muito a seu favor.

Sendo ele o melhor conhecedor da situação da equipa de futebol, acredito que compreenda quais são os assuntos chave a tratar. O facto de ter dois ex-jogadores do Sporting pode trazer também aquela raça de leão, algo que falta há muito na equipa leonina. Apesar de um dos assuntos do dia ser a parca condição financeira, assusta-me um bocado a forma de sustentar os novos gabinetes que pretende criar- e bem- para as modalidades, dando-lhes os mesmos benefícios da equipa de futebol, sabendo de antemão que, por muito que qualquer presidente queira, será bastante complicado.

Frederico Varandas é o novo presidente do Sporting Clube de Portugal!
Fonte: Candidatura de Frederico Varandas

De uma forma mais pessoal, relembro Varandas que será o 12º presidente em 36 anos. Se quer dar o tão almejado apoio à equipa de futebol quanto deseja, relembro que terá que ser (sempre) um 12º elemento da equipa: ganham 11, ganham todos; perdem 11, não ganha nenhum. É sempre de relembrar o verbo do seu lema- unir. Não espero menos de alguém que conheceu tão bem a realidade dos últimos meses e que deve lutar para que isso não se repita.

Deixo ainda uma palavra de agradecimento a Sousa Cintra. Ninguém é perfeito, tal como ele não o é, mas nem todos deixariam o conforto da sua casa para ir tomar conta de um clube em chamas e, ao contrário de outros bombeiros, tentou apaziguar todas as quezílias dentro do clube, da SAD, e arrumou a casa para que, o futuro presidente a decorasse a seu gosto. Mostrou mais Sportinguismo do que muitos que, durante três meses, palraram opiniões e mandaram achas para a fogueira, dizendo que seria um clube que dificilmente recuperaria.

Outra palavra, de ainda maior apreço, a todos os Sportinguistas que foram votar; não é brincadeira chegar quase aos 20 mil sócios votantes presenciais, que fizeram questão de fazer valer a sua decisão acerca do futuro do Sporting. A forma calma e ordeira com que se tudo passou, apesar de todo o rebuliço em que este envolto o Sporting nestes meses, foi uma lição de Sportinguistas e de elite: adeptos diferentes para um clube diferente; a divisão, neste caso, tornou-se numa união, e histórica!

Agora, é hora de fazer honrar a raça do leão, levar os cachecóis mais alto, onde quer que o símbolo se imponha e estar ao lado do presidente. Chega de falar do passado. O futuro é agora e tem que se revelar brilhante. No meio disto tudo, só uma coisa interessa: o Sporting Clube de Portugal!

Foto de Capa: Candidatura de Frederico Varandas

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

 

Riechedly Bazoer: estrela do Football Manager veste de azul e branco

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O nome é difícil de pronunciar, mas para os amantes do simulador de treinador de futebol Football Manager, Riechedly Bazoer não é nenhum desconhecido. Foi uma das maiores promessas do jogo na edição de 2015, 2016 e 2017. O médio holandês chega ao FC Porto vindo do VfL Wolfsburg a título de empréstimo com uma opção de compra que poderá ser acionada pelos azuis e brancos. Bazoer vem para competir com Danilo Pereira, Héctor Herrera ou mesmo Sérgio Oliveira, caso Sérgio Conceição decida jogar num sistema de 4-3-3.

Foi formado nos dois melhores clubes dos Países Baixos, PSV Eindhoven e AFC Ajax. Em 2008/2009, com 11 anos, entrou para as camadas do PSV. Aos 15 anos já era visto como uma promessa no futebol holandês pois, em 2012/2013, mudou-se para Amesterdão para jogar nos juniores do Ajax. Rapidamente demonstrou o seu valor e foi ganhando destaque, tanto que com apenas 17 anos estreou-se na equipa principal assim que teve alguns minutos conquistou o seu lugar no 11 inicial. Em 22 jogos na sua primeira época na 1ª Liga Holandesa fez balançar as redes adversárias por duas vezes.

A temporada seguinte, em 2015/2016, foi a época de consolidação para o holandês. Realizou 39 jogos em todas as competições e fez cinco golos e cinco assistências. Os tubarões europeus olharam o centro campista com outros olhos, mas no mercado de transferências de janeiro foi o Wolfsburg quem conseguiu levar a melhor com uma oferta de 15 milhões de euros. A jovem promessa holandesa rumava à Bundesliga para acabar com o estatuto de “promessa” e iniciar um novo capítulo como “estrela” numa liga mais competitiva.

Bazoer já conheceu a sua nova “casa”, o Estádio do Dragão
Fonte: FC Porto

No entanto, o Wolfsburg ficou muito aquém das expetativas e acabou a temporada na 16ª posição tendo que jogar o play-off de despromoção para poder garantir a manutenção na 1ª liga. Em 2017/2018, Bazoer fez apenas 14 jogos ao serviço dos alemães e o clube voltou a enfrentar os fantasmas do passado, ficando de novo na 16ª posição, embora tenham evitado a despromoção.

O FC Porto dá assim as boas-vindas a um jogador (ainda) prometedor e que pode acrescentar muita qualidade à equipa. Considera-se um médio box to box, defendendo e conseguindo marcando muitos golos simultaneamente, maior parte deles fora da grande área. É tecnicamente evoluído para um médio com papéis defensivos e é fisicamente muito forte, pois consegue ganhar muitos disputas de bola.

No seu palmarés, apenas conta com a conquista do Campeonato de Europa Sub-17 em 2012. Para um jogador da qualidade de Bazoer, esperemos que conquiste muitos títulos de dragão ao peito. Bem-vindo, Riechedly!

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Eleições leoninas espelham grandeza do clube

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Assistiu-se a um dia agitado para os lados de Alvalade, não pelas razões tristes do costume mas, desta vez, como sinónimo de elevação e grandeza do Sporting Clube de Portugal. Em causa estava a escolha do 43º presidente do Sporting Clube de Portugal. Ao final da tarde, os diferentes canais informativos assinalavam uma espécie de final countdown, um Tique-taque-tique-taque até ao fecho das urnas pelas 19h00.

A afluências dos sócios apenas confirmou aquilo que todos sabemos: a grandeza do clube de Alvalade. Bateu-se nesta eleição, cujo resultado ainda é desconhecido, o record de votantes numa eleição. Acorreram às 50 urnas de Alvalade mais de 21 mil associados.

Acresce a este valor os 3200 votos por correspondência. Estes números espelham e mostram a vitalidade do clube verde e branco e, sobretudo, a vontade dos sócios decidirem o destino que querem para o seu clube. Confirmaram também que os sócios são o principal ativo do Sporting Clube de Portugal e que são eles também o barómetro da vida interna do clube. Se dúvidas ainda houvessem, este ato eleitoral tratou de as dissipar. Jaime Marta Soares dava conta da normalidade do sufrágio logo pelas 17h45 afirmando que esse ato “continua a correr de forma muito serena, sem registo de situações de conflito”

O dia começou logo pela manhã com um bom ambiente em torno dos locais de voto. Quatro dos seis candidatos – Frederico Varandas, Dias Ferreira, José Maria Ricciardi e João Benedito – decidiram despachar o assunto logo da parte da manhã. O ex-guarda-redes de Futsal foi peremptório em afirmar junto dos jornalistas presentes que estava apressado pois teria que se deslocar a Loulé para assistir à final da Supertaça de Futsal que opôs a formação leonina à equipa do Grupo Desportivo Fabril. Também da parte da manhã, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, conceituado sportinguista, exerceu o seu direito de voto e até o jogador holandês Bas Dost fez questão de exercer o seu direito de voto na qualidade de sócio do clube. Ele que foi, recorde-se, uma das principais “vítimas” do ataque à Academia.

Não há tempestades nem intempéries que derrubem o Sporting CP pois trata-se de um clube tão grande como os maiores da Europa
Fonte: Sporting CP

Da parte da tarde, o ambiente continuou muito agitado no estádio José Alvalade. Os candidatos Rui Jorge Rego e Tavares Pereira exerceram o seu direito de voto nesta fase do ato eleitoral, à semelhança de outras figuras do universo leonino nomeadamente Augusto Inácio e Eduardo Barroso. O antigo médio leonino Daniel Carriço, atualmente no Sevilha, votou já ao final da tarde, referindo-se a um dia histórico para o clube de Alvalade: “É um dia importante na história do clube, uma fase complicada, mas esperemos que daqui para a frente todo o sportinguismo esteja unido e espero que o futuro seja risonho para o Sporting”.

Em suma, o ambiente vivido foi absolutamente normal. Não houve incidentes de maior, apesar do “fantasma” de Bruno de Carvalho pairar na cabeça de muitos votantes. A ameaça do presidente destituído de que impugnaria as eleições leoninas de hoje, não tiveram qualquer consequência prática e a normalidade reinou para os lados de Alvalade.

Independentemente daquilo que as urnas disserem, importa ainda endereçar um agradecimento especial à Comissão de Gestão, presidida por Artur Torres Pereira e ao presidente da SAD nesta fase de transição, José de Sousa Cintra. Ambos foram exímios na condução de uma equipa que permitiu que o Sporting não deixasse de ser aquilo que é na realidade: a maior potência desportiva nacional.

Resta agora que o Leão se erga e caminhe, pois, com tantas feridas nos últimos tempos ainda está cambaleante. O próximo presidente dos Leões terá muito trabalho pela frente. Por muito que as questões financeiras sejam importantes ou até mesmo essenciais, o seu principal trabalho passará pela união da família sportinguista. Mas acredito que isso acontecerá com facilidade pois o Sporting é um clube tão grande como os maiores da Europa. Viva o Sporting Clube de Portugal!

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

Sporting CP 11-0 GD Fabril: O resultado esperado

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O Sporting entrou disposto a resolver o encontro cedo, para evitar sobressaltos e uma situação semelhante à final da Taça, numa entrada forte que foi coroada com o golo de Diego Cavinato. O emblema leonino não abrandou e pouco depois dobrava a sua vantagem, através de um golo de Dieguinho, ainda antes dos primeiros cinco minutos do encontro.

O “vendaval leonino” prosseguiu, com mais um golo de Edgar Varela e o bis de Dieguinho, tudo isto nos primeiros dez minutos. Ainda neste primeiro quarto do encontro Merlim apareceu por duas vezes na partida, bisando e ampliando a vantagem verde e branca para uns esclarecedores 6-0. Até ao intervalo a partida acalmou e o Fabril teve algumas oportunidades para poder reduzir o marcador, mas algum desacerto junto à baliza defendida por Gonçalo Portugal ou intervenções oportunas do guardião leonino impediram que o conjunto barreirense pudesse pelo menos marcar um golo.

Chegados ao intervalo, o marcador indicava seis golos do Sporting e nenhum do Fabril, num encontro onde ficou claro que o Sporting apenas precisava de acelerar um pouquinho para ampliar a sua vantagem, perante um adversário que se está a tentar reerguer, mas que nunca vira a cara à luta.

Na segunda parte, a toada manteve-se, com o Sporting CP a controlar o jogo à sua vontade, sem forçar muito, algo que permitia ao GD Fabril construir ocasiões de golo. Mesmo assim, os leões ainda conseguiram ampliar a sua vantagem no encontro, com um golo de Cavinato e outro do jovem Dani.

Até ao fim, e com o normal desgaste na equipa do Barreiro, a vantagem leonina ainda foi mais aumentada, com golos de Merlim, Pany Varela e do homem da casa, o algarvio Pedro Cary, cifrando a vantagem sportinguista em esclarecedores 11-0. O resultado era mais ou menos esperado, dado o enorme diferencial qualitativo entre as duas formações. Mesmo assim, há que felicitar a equipa do Fabril por nunca ter baixado os braços e por ter procurado sempre o seu tento de honra.

Benfica – Bayern: De 2016 para 2018

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O sorteio da Liga dos Campeões ditou, novamente, um embate entre o Benfica e o Bayern Munique. Desta vez os jogos iram realizar-se ainda na fase de grupos. Primeiro jogo será em Lisboa, no estádio da luz, no dia 19 de setembro e o segundo, no dia 27 de novembro na Alemanha.

Muito mudou desde esse tal confronto entre estes dois gigantes do futebol europeu. Muitas caras novas e com algumas já bem conhecidas. No lado dos técnicos, Rui Vitoria por cá continuou mantendo-se como treinador principal. Pep Guardiola que na altura comandava a equipa bávara, está agora no atual campeão inglês, o Manchester City. Niko Kovac, o atual treinador, é o responsável por conduzir a equipa alemã a mais um ano recheado de novas conquistas.

Na altura em que o Benfica carimbou a passagem aos quartos de final da liga dos campeões, já se sabia que o patamar de exigência seria muito acima das possibilidades de uma equipa portuguesa. Para termos uma noção das prestações do clube da Luz, na liga milionária, só pela segunda vez nos últimos dez anos, é que chegou a atingir o pote dos oito finalistas.

A diferença abismal que existe entre os grandes tubarões e os outros clubes competitivos, torna-se quase impossível sequer pensar em chegar ao top-4 (meias finais). Mas a verdade é que a sensação que ficou presente naquela eliminatória, é que o Benfica poderia ter eliminado o todo poderoso Bayern.

Quando se pensou que seria outro desastre europeu, a lembrar os tempos de má memória como os 7-0 do Celta de Vigo, eis que o Benfica arranca um resultado muito curto na Alemanha e que chegou a surpreender tudo e todos. Para quem se lembra bem daquele jogo em Munique, ficou mesmo a ideia que o resultado até poderia ter sido outro.

O placar ficou se pela margem mínima. 1-0 foi o resultado. Todos os jornais na Europa realçaram a qualidade da equipa encarnada e a fantástica exibição personalizada que foi capaz de apresentar. Para alem de que, os vários holofotes surgiram-se nas pérolas jovens que Rui Vitoria tinha apostado nesse ano, como os casos de Ederson, Lindelof, Nelson Semedo, Gonçalo Guedes e Renato Sanches.

O jogo da segunda mão em Lisboa, fez lembrar aquelas míticas noites à “Champions”, que tanto um adepto de futebol sonha. Mas mais que um sonho, foi mesmo a sensação que por mais um pouco teríamos ganho o jogo e a eliminatória. O resultado na altura ficou 2-2, com golos de Jiménez e Talisca.

Apesar de o Benfica não ter conseguido ultrapassar o Bayern, os adeptos encheram-se de orgulho naquela equipa fantástica que foi capaz de se debater, cara a cara contra uma das equipas favoritas a ganhar a Champions, todos os anos.

Naquele ano, complicado devido ao verão escaldante que houve pelos lados de Lisboa, a expectativa dos benfiquistas, não foi a melhor de todas. Mas no final, em maio, foi celebrado mais um título de campeão nacional.

Aquela equipa que conseguiu bater de frente contra os alemães, resta apenas pouco mais de metade. Os maiores valores jovens que naquele ano ajudaram a concretizar grandes feitos, saíram para patamares muito superiores.

2015/2016 ficou marcado pela aposta nos jovens jogadores
Fonte: SL Benfica

Mas falando mais detalhadamente sobre o jogo em si, é de referir a equipa, os jogadores, o staff técnico, um a um. Em relação à equipa, o Benfica, não dispunha de um plantel largo, que fosse capaz de Rui Vitoria, fazer rodar os jogadores de competição em competição. Mas apesar de um plantel curto, tínhamos um onze bastante estruturado e compacto, capaz de executar na perfeição os trabalhos de casa indicados pelo treinador. A equipa como um todo, reunia várias características para várias situações distintas do jogo. Completavam-se dentro de campo. Muita experiência e irreverencia é o equilíbrio chave que fazia daquele Benfica uma equipa a ter em conta.

Ederson Moraes era o guarda-redes sensação na altura na Europa, e em que Pep Guardiola via nele um futuro de excelência. Hoje trabalham juntos, no clube inglês, em Manchester, por pedido expresso do técnico espanhol.

Victor Lindelof e Jardel foram os patrões do centro da defesa. Com uma fantástica forma de Jardel, que possivelmente foi o seu melhor ano até hoje no Benfica. O jovem Sueco vindo da equipa B, agarrou o lugar depois da lesão de Luisão, que nunca mais deixou fugir, somando excelentes exibições a bom nível europeu.

André Almeida e Eliseu tiveram a sorte de Nelson Semedo ter se lesionado logo no início e de Grimaldo ter vindo com problemas físicos do Barcelona. Mas nesse ano, e em especial nesse jogo, conseguiram cumprir sempre com os mínimos possíveis. Nunca deixando a equipa em maus lençóis.

No super meio campo e mais que reforçado, estavam, o tanque sérvio, Fesja, mais a locomotiva irreverente, Renato Sanches, um super Pizzi no lado direito e o génio argentino Nico Gaitan. Estes quatro, formavam um meio campo capaz de aguentar os 90 minutos em alto rendimento constante. Tanto atacar como a defender, o Benfica proporcionava num conjunto total e em harmonia, um espetáculo de eficiência pura.

Na frente de ataque, o recém-chegado Mitroglou, revelou um par perfeito para Jonas. Ambos marcaram mais de 50 golos em todas as competições. O grego era capaz de agarrar jogo na fase de construção, seja em bola aéreas ou rasteiras, libertando sempre o máximo possível, o magico eterno Jonas. Que por si só escusa qualquer tipo de apresentações.

Mesmo pela ausência de Jonas, no jogo da segunda mão, foi questionado por muitos, se com o brasileiro em campo, o Benfica teria tido outra sorte no resultado, apesar de Jiménez ter feito um dos golos mais celebrados no novo estádio da luz.

Carta aberta aos Sportinguistas

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Sportinguistas, hoje é o dia D. O dia de eleições. O dia de inicio de um novo ciclo no nosso reino do leão. Quero começar esta carta por agradecer todo o trabalho feito pelo anterior presidente Bruno de Carvalho. Não podemos ter memória curta e não enaltecer quem fez o melhor pelo clube, de quem mudou o paradigma do clube, de quem conseguiu incutir uma outra mentalidade no clube e de quem conseguiu meter os adeptos com uma nova crença e pujança, de quem conseguiu voltar a dar esperança aos sportinguistas.

Começámos a ter mais sócios, mais espectadores, mais modalidades, mais títulos nas modalidades, até um pavilhão conseguimos ter. Melhores contratos de publicidade, mais vendas de merchandising, o clube parece que levou uma injeção de adrenalina mesmo no coração. E durante cinco anos vivemos aquele que terá sido o período de maior crescimento em toda a minha vida, num ambiente de crescimento continuado e sustentado como não tenho memória de outro. E com apresentação de resultados financeiramente equilibrados, suportados num rigor orçamental como também não tínhamos antes.

O Sporting escolhe hoje o novo líder do Reino do Leão
Fonte: Bola na Rede

É um leque de coisas positivas e independentemente de alguns erros cometidos ao longo do percurso, sobretudo na parte final, é importante salientar que o clube está vivo e o bom trabalho feito na reabilitação do clube. E há coisas que nós sportinguistas temos de aprender: é de deixar de dar tiros nos pés. O Sporting neste momento debate-se com um momento fulcral da sua existência. Andou perdido durante umas décadas, encontrou um rumo e agora espatifou-se numa curva apertada. É o que temos, é triste, mas é mesmo assim.

Seja Bruno de Carvalho seja outra pessoa qualquer, o melhor presidente será sempre o que continuar nesta linha de trabalho desenvolvido. Será sempre o que continuar a defender os superiores interesses do Sporting, mas também a verdade desportiva e o controlo da maioria da SAD por parte do Sporting e se possível aumentar a sua participação Mas também por isso é importante perceber o passo seguinte. E é importante termos uma enchente em Alvalade e é importante todos votarem mesmo que seja voto em branco. É importante fazer sentir a vontade dos adeptos, mesmo que seja o descontentamento. Nós adeptos e sócios temos de ter um papel ativo na vida do clube e felizmente cada vez mais parece-me que nos últimos anos existiu também essa mudança de mindset e que os sócios e adeptos se fazem ouvir e não deixam qualquer pessoa tomar o clube de assalto ou maus resultados e brincarem com o clube e com os seus ativos.

Nova temporada arranca em Loulé

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Este sábado arranca a época 2018/19 em futsal, com a disputa da Supertaça entre o grande dominador nas últimas temporadas, o Sporting CP, e o GD Fabril.

O Sporting CP apresenta um plantel fabuloso, indiscutivelmente um dos melhores conjuntos da Europa. Este plantel repleto de qualidade e soluções para todas as posições parte para este primeiro jogo oficial da nova época com a motivação extra, pois ganhou a Masters Cup, o torneio mais importante da pré-temporada.

Nesta final, a equipa leonina defrontará o GD Fabril, uma equipa que em 2017/18 desceu para o segundo escalão do futsal português, numa temporada difícil para os barreirenses, que tiveram na segunda competição do futsal nacional uma espécie de “tábua de salvação“, ao chegarem à final contra o clube de alvalade. O GD Fabril viveu, neste último Verão, um período muito conturbado, com uma grande incerteza relativamente ao próprio futuro da sua secção de futsal.

Mas neste tipo de jogos tudo pode acontecer e a própria final da Taça foi exemplo disso mesmo. Num jogo onde o clube do Barreiro equilibrou a contenda durante grande parte dos 40 minutos do tempo regulamentar, apenas quebrou nos minutos finais. Mas, como já referi anteriormente, muitos problemas assolaram o Fabril nesta pré-temporada, alguns perfeitamente naturais quando uma equipa desce de divisão, tais como a perda de alguns dos seus jogadores mais influentes e a mudança na equipa técnica.

Mesmo assim, o meu desejo enquanto amante desta modalidade é que este jogo, disputado no pavilhão municipal de Loulé, seja um jogo bem disputado e correto dentro e fora das quatro linhas, tal como sucedeu na final da Taça, onde se viram excelentes exemplos de fair-play entre os jogadores das duas formações.

Bom exemplo de fair-play e companheirismo dados pelos jogadores do Sporting e Fabril
Fonte: GD Fabril do Barreiro

Em termos de favoritismo e pressão de ganhar, esta cai toda nos “verde e brancos”, que têm a “obrigação” de levar a melhor. Esse trunfo pode jogar a favor do Fabril, mas as probabilidades disso acontecer são muito reduzidas. Posto isto, que vença a melhor equipa e que seja um bom jogo, com três boas equipas, fortes e competentes (esperemos) no Sul do país a começar com chave de ouro uma época que promete ser muito animada.

Foto de Capa: Sporting CP – Futsal

Redesenhar uma defesa para atingir o equilíbrio

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Alex Telles nunca teve concorrente à altura, o meio campo sempre se ressentiu da falta de uma opção box to box e o lugar ao lado de Felipe aconselhava ao desdobramento de esforços no sentido de não colocar em causa o aspeto que mais contribuiu para o título da época passada: a defesa.

Ricardo Pereira e Iván Marcano, duas peças fundamentais na dinâmica que Sérgio Conceição queria imprimir na equipa, deixaram na defesa dois buracos difíceis de tapar. Se o lateral oferecia à equipa consistência defensiva e muita capacidade atacante, funcionando como um autêntico ala, o central espanhol assumia-se como o patrão do setor mais recuado, legado que deixou para o ex companheiro Felipe. Como se não bastasse, o FC Porto viu sair uma das grandes esperanças, Diogo Dalot, e que seria, de forma natural, o substituto de Ricardo.

Perante o “choque”, surge a necessidade de encontrar alternativas credíveis no mercado. Ora, credível não foi, de todo, o primeiro ataque do FC Porto ao mercado, que ofereceu a Sérgio Conceição opções dúbias, desde logo Janko e Ewerton, que rapidamente receberam guia de marcha. O próprio João Pedro vem sentindo dificuldades em lutar com Maxi pelo lado direito da defesa.

Janko não convenceu Sérgio Conceição
Fonte: FC Porto

Toda esta situação motivou um marcar de posição público do treinador que, enfim, obrigou a administração do clube a desdobrar-se em esforços no sentido de garantir maior credibilidade aos reforços que haveriam de chegar. As derrotas com Portimonense SC e LOSC Lille mostraram graves problemas no centro da defesa, que para além de Felipe contava apenas com Chidozie e Diogo Leite. O jovem internacional português até começou a época como titular mas a derrota caseira com o Vitória SC fez disparar os alarmes e a boa estreia de Militão parecem ter-lhe remetido de volta à condição de suplente.

Para este setor há ainda Mbemba, que se apresentou como um dos nomes mais sonantes do mercado nacional, embora o azar lhe tenha batido à porta e só deva entrar em competição lá para outubro. Nessa altura será curioso perceber as movimentações que a defesa conhecerá, já que é bem provável que Maxi (a idade pesa cada vez mais, não obstante continuar a ser um jogador que empresta muita garra ao seu jogo) veja Militão ganhar-lhe o lugar e o congolês passar a ser o companheiro de Felipe no centro.

Passando para a esquerda, finalmente uma solução credível para dar luta a Alex Telles. O também brasileiro Jorge chega por empréstimo do AS Mónaco, mas com um plano para o futuro já aparentemente bem definido. Beber da experiência do compatriota e, eventualmente, assumir a titularidade na próxima época, na qual se perspetiva a saída de Telles.

Jorge vai concorrer com Alex Telles
Fonte: FC Porto

Depois de muita indefinição inicial, o setor defensivo parece, enfim, ter ganho estabilidade e tem, neste momento, variadíssimas opções, que garantem a SC uma competitividade interna que só pode ser positiva.

Nos restantes setores, apenas o meio campo alargou de opções, com a chegada de Bazoer, que assim se junta a Danilo, Sérgio Oliveira, Herrera e Óliver. Estará em vista uma eventual alteração tática? Só o tempo o dirá.

Para o ataque não chegou qualquer reforço, apesar de o jovem André Pereira ter sido integrado no plantel depois de uma pré-época onde apontou cinco golos. Os mais pessimistas continuam a defender que falta uma opção para combater uma eventual falha de criatividade de Brahimi, já os mais otimistas apontam para que esta seja a época de afirmação de Corona. E ainda há Otávio…

Na globalidade, este parece ser um plantel bastante equilibrado e que oferece a Sérgio Conceição múltiplas opções. Os grandes reforços da equipa são os que já cá estavam. Primeiro, Danilo. Depois, Marega. E, por fim, as continuidades de Alex Telles, Herrera e Brahimi. Renovar-lhes o vínculo será assim tão difícil?

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira