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Olheiro BnR: PAOK Salónica

O PAOK parece mais maduro que nunca. Em todos os jogos desta temporada tem provado que deixa para trás os erros e a mentalidade negativa que lhe custou o campeonato grego no ano passado. Lembram-se, certamente, de quanto Ivan Savvides tranportou uma arma consigo em campo. A equipa grega começou a perder contra o Basileia, mas eliminou a equipa Suiça com dois golos.

O PAOK conseguiu também qualificar-se contra o Spartak de Moscovo, uma equipa com um orçamento muito mais alto. A equipa grega é agora considerada uma equipa da Liga dos Campeões, mesmo sem ter ainda chegado à fase de grupos. Está agora a tirar proveito do facto de o Spartak ter jogado com 10 jogadores desde os 33″, de a partida ter ficado 0-0, mesmo tendo o Spartak jogado em casa, e também do facto de se ter qualificado para os playoffs da Liga dos Campeões, tendo o primeiro jogo terminado a 3-2. O PAOK foi liderado pelo médio-defensivo Jose Canas e pelo médio brasileiro Mauricio.

Na verdade, a equipa grega nunca permitiu que o Spartak entrasse no ritmo, e a propósito disso deve ser feita uma menção especial a Matos, que forçou o extremo holandês Quincy Promes a ser o elo fraco da equipa russa. Foi apenas o segundo 0-0 para o PAOK com Lucescu no banco e o resultado apareceu 283 dias depois. A equipa grega conta com 27 vitórias de entre os seus últimos 29 jogos, um empate e apenas uma derrota.

Em Moscovo o PAOK teve muitas oportunidades de golo, embora não tenha marcado nenhum. Razvan Lucescu (filho do treinador da selecção turca, Mircea Lucescu) é leal à formação 4-2-3-1. Alexandros Paschalakis é a primeira escolha enquanto guarda-redes. O defesa brasileiro Leo Matos é um dos melhores jogadores da equipa e cobre o flanco direito, enquanto o capitão Vierinha joga à esquerda. Jose Angel Crespo e Varela têm jogado enquanto defesas centrais. Embora Canas e Mauricio tenham vindo a actuar enquanto médios-defensivos atrás do único atacante, Alexander Prijovic, Lucescu prefere usar Limnios, Pelkas e El Kadduri.

O português Vieirinha é uma das figuras da equipa
Fonte: PAOK Salónica

A adição do experiente médio sueco Pontus Wernbloom é muito importante. Foi uma transferência difícil, e o PAOK já andava a tentar comprá-lo há muito tempo.

O atacante Aleksandar Prijovic é um dos grandes nomes do PAOK. A sua transferência vale mais de 10 milhões de euros. Saint Etienme, Bordeaux e Sporting CP são alguns dos clubes interessados nele. O PAOK está agora à procura de um jogador de esquerda para completar as suas transferências de verão. Outra surpresa para o PAOK é o desempenho de Dimitris Limnios, extremo com apenas 20 anos. O clube grego vai oferecer-lhe um novo contracto, reajustando o seu salário.

No PAOK todos falam da atmosfera familiar na equipa mas reconhecem que o Benfica é uma equipa com perícia e experiência no que diz respeito à Liga dos Campeõs. Pensam, no entanto, que chegou a altura de o PAOK virar a página e declarar que está preparado para este desafio crucial. Nas últimas duas vezes (1999, 2014), o PAOK não teve sucesso contra o Benfica. Há 19 anos foi eliminado nas grandes penalidades. Desta vez há optimismo. Para mim, as probabilidades são 60-40 a favor do Benfica.

Foto de Capa: PAOK Salónica

Os emails não revelados: Edinho escreve a Nuno Manta Santos

Querido Mister,

Ao longo deste tempo, não tive ainda a oportunidade de, em certa medida, abrir o meu coração. Pois acho que está chegada a hora para tal.

Obrigado mister. Obrigado por ter acreditado que este ‘velho’ de 36 anos ainda coloca umas bolas lá para dentro, e que tem ainda muito para dar a toda a equipa. Acredite que tenho sim.

Sim, eu já cá ando há uns anitos. Estou mesmo a ficar velhote. Já fui enterrado pelo menos umas quatro ou cinco vezes. Já fui desenterrado outras tantas. E depois ressuscitaram-me. Ainda assim não sinto que esteja nesta grande instituição para ressuscitar. Aliás, nunca achei que havia ‘morrido’ para o futebol. Aprendi ao longo dos anos a vencer os meus próprios receios, as minhas próprias dúvidas, e a acreditar que o meu valor é superior ao que a maioria julga. Aprendi que no mundo da bola, tal como em qualquer outro mundo, há momentos melhores e piores, mas apenas os que não se vergam conseguem ter sucesso.

Aceitei este desafio por ir representar este clube que admiro, mas em grande parte pelo treinador que comanda este grupo de rapazes. Já me tinham falado do quanto era prazeiroso privar consigo, mas confesso que não imaginava que o fosse tanto.

Tudo aquilo que à primeira vista o mister transmite, só tende a ser confirmado à medida que o vamos conhecendo. Assim torna-se fácil dar 110%. Consigo ao lado não apenas interiorizamos para nós as vitórias ou as derrotas: comungamo-las consigo. A tristeza ou a alegria que nos invade a nós mesmos, prolonga-se para sim mesmo, alcançando o seu olhar desiludido, triste, mas de cumplicidade com todo o grupo ou o seu sorriso sincero, alegre mas sempre despercebido.

Nuno Manta Santos confiou em Edinho e este tem pago com golos
Fonte: CD Feirense

Alguns chamaram-me louco quando falei que a selecção poderia ter beneficiado muito com a minha presença na Rússia e que ainda acalento o sonho do regresso à ‘camisola das quinas’. Pois fica aqui a promessa mister: com a sua ajuda irei provar que não estava a exagerar sobre a minha pessoa, e juntos iremos colocar um jogador do Feirense na selecção nacional. Até lá resta-me apontar mais uns golitos e batalhar semana após semana.

Termino porque não sou muito dado às palavras. Termino como comecei: aquele avançado que alguns teimam em apelidar de meio atabalhoado, mesmo não sendo um primor técnico, será um primor ao longo desta época em dedicação, entrega e camaradagem, e, se as lesões não apoquentarem, cá estaremos no final de uma época que será histórica para o CD Feirense, para darmos um abraço de mútuo sentimento de dever cumprido e de alegria real.

Um abraço,

Arnaldo Edi Lopes da Silva.

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

 

Foto de Capa: CD Feirense

Em busca da felicidade

Ser jogador de futebol é o sonho de nove entre dez garotos. A criança cresce assistindo pela televisão todo o sucesso que possui um profissional do futebol. O glamour que é transmitido, como o reconhecimento mundial e o dinheiro conquistado, se une ao amor que a pessoa tem pelo esporte.

É a união da fome com um prato de comida. Inicialmente, a criança sonha em jogar pelo seu clube de coração e depois se transferir para um gigante europeu. Exemplos de sucesso como o Neymar, Vinicius Júnior e Rodrygo (para ficarmos apenas nos exemplos recentes) alimentam a vontade de triunfar na profissão tão precocemente já escolhida.

Mas nem tudo são flores. Na televisão são transmitidos os principais campeonatos do mundo e o garoto sonha em fazer parte desse universo. Porém, menos de 1% dos jogadores do futebol mundial estão em uma liga importante e recebem um bom salário.

A maioria lida diariamente para ter um clube para jogar e ter pelo menos uma remuneração razoável. No Brasil, por exemplo, a maioria dos clubes ficam sem atividade na maior parte do ano, ou seja, vários jogadores são dispensados e precisam ter outra atividade para se sustentarem. Mesmo com o caminho difícil, os garotos não desistem. Nesse meio é preciso talento, sorte e de encontrar as pessoas certas pelo percurso.

Nesse artigo, vou falar de dois jovens brasileiros que buscam realizar o sonho de ser jogador de futebol. Cada um tem as suas peculiaridades, mas ambos simbolizam muitos garotos que estão na mesma situação.

Um dos últimos momentos do jovem Arthur Barbosa com a sua família, antes de embarcar rumo ao seu sonho de ser jogador de futebol no Rio de Janeiro
Fonte: Arquivo pessoal

Nascido em Belém do Pará, Arthur Barbosa tem 16 anos e desde muito cedo começou a sua trajetória no futebol. Deu seus primeiros chutes na bola aos cinco anos de idade, nas quadras da capital paraense. A sua paixão pelo futebol aumentava com o passar do tempo e a sua família o matriculou em uma escolinha. Aos poucos foi aprendendo como é o esporte de fato e decidiu, mesmo muito novo, que queria ser profissional.

Seu pai, Eduardo Barbosa, teve a percepção que para que o seu filho realizasse o seu sonho algumas mudanças precisavam ser feitas. “Mas chegando a puberdade, sabíamos que tais métodos e recursos disponíveis no Pará não poderiam formá-lo adequadamente como um jogador. Além disso não tínhamos contato nos grandes times daqui. Era necessário um projeto mais ambicioso e cheio de fantasia. Então concluído o ensino fundamental, partirmos para o Rio de Janeiro,” disse Eduardo Barbosa.

Arhur mora atualmente com a sua irmã no Rio de Janeiro e está treinando na Rio Soccer há 14 meses. A distância da família e dos amigos não é fácil, mas às vezes é preciso ir para longe para agarrar seus objetivos. Sempre que possível seu pai o visita, assim a saudade de casa diminui um pouco. Ambidestro atua nas duas laterais e tem como ídolo o Leandro, ex-lateral do Flamengo e da Seleção Brasileira.

A sua rotina na cidade maravilhosa é baseada nos treinamentos pela manhã, no fortalecimento da parte física pela tarde e a noite vai para a escola. Sobre ser atleta profissional, o jovem revelou: “Ser jogador de futebol porque eu amo o futebol. Gosto de ser desafiado e valorizo a confiança a mim depositada pelos companheiros de time e de minha família. Sou encantado pelas experiências que esse esporte me propõe. Meu pai me fez amar futebol, um amor passado por gerações.”

Conquistar a Grécia

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Depois de eliminar, em duas mãos, os turcos do Fenerbahce, o Benfica conheceu recentemente o próximo adversário na fase de pré-eliminatória para a UEFA Champions League: Panthessalonikeios Athlitikos Omilos Konstantinoupoliton ou por outras palavras, PAOK. A equipa grega chega a esta eliminatória depois de eliminar dois fortes adversários: em primeiro lugar os suíços do Basel, dois a um na Suíça e três a zero em Salónica; logo depois eliminou os russos do Spartak de Moscovo com uma vitória por três a dois na Rússia e um empate a zero bolas na Grécia.

Para começar a esclarecer de que forma o SL Benfica pode derrotar o emblema grego, comecemos por tratar as palavras do jogador do reforço do PAOK, Pontus Wernbloom: “Benfica não é equipa de topo.” Engane-se quem pensa assim. O Benfica, tenha que resultados tiver no seu passado, é uma equipa de topo e com presença mais que justa na fase de grupos da UEFA Champions League.

O Benfica, com o seu historial frente ao PAOK, é sem dúvida uma equipa com maior valor que o emblema grego. Além de a Liga Portuguesa ser uma liga com maior competitividade que a grega, o PAOK não tem a qualidade europeia recente que o Benfica tem. Mas para eliminar o PAOK o Benfica tem de esquecer o passado a longo médio e curto prazo na prova e enfrentar o PAOK como adversário que merece o respeito que merece.

Em primeiro lugar, e que fique bastante claro, o PAOK é uma equipa fortíssima ofensivamente. Até ao momento, mesmo com apenas quatro partidas oficiais, mostrou muita qualidade no último terço do terreno. E prova disso é o número de golos marcados fora de casa. A par desta qualidade ofensiva, o coletivo de Lucescu é também uma equipa com qualidade defensiva, muito dela demonstrada nas duas partidas em casa. A equipa do PAOK, normalmente, joga as partidas fora num esquema tático de 4-3-3 e deixa o 4-2-3-1 para os jogos no seu terreno.

Os jogadores têm de estar focados frente à equipa grega
Fonte: SL Benfica

Muita da qualidade ofensiva deve-se, não só aos jovens talentos ofensivos como ao trabalho dos laterais defensivos que são todos eles jogadores com muitíssima experiência no trabalho pelas alas. O ataque da equipa grega, como o disse, é muito jovem, contudo, o jogador mais velho tem 28 anos – Prijovic que marcou já três golos nas quatro partidas jogadas para a UEFA Champions League.

Este é, sem margem de dúvidas, o maior perigo da equipa PAOK e o jogador a ter maior atenção por parte da nossa linha defensiva. Contudo, é no meio campo que está o núcleo duro e mais importante da equipa grega: Cañas, Maurício, Pelkas. Cañas é o homem mais defensivo do meio-campo grego e talvez o jogador com maior experiência neste sector. Maurício, é também um jogador defensivo, mas com trabalho de transporte de bola a par de Pelkas que, já esta temporada, jogou como distribuidor e transportador de bola.

Na defesa está a grande muralha do PAOK: a idade média dos habituais jogadores (acima de 30 anos), o trabalho ofensivo que fazem com qualidade pelas alas, o reduzido número de golos sofridos na fase oficial deste início de época, são dados a ter em atenção na hora de atacar a equipa do PAOK pois parece estar bem mais preparada do que aquilo que pode aparentar. O Benfica terá que entrar em campo com uma defesa bastante atenta, com André Almeida ao mais alto nível na defesa e com Rúben Dias a não falhar a qualquer momento da partida.

No centro do terreno é necessário ter cuidado com as possíveis movimentações do triângulo do meio-campo. Isto, pois os dois trincos, muitas vezes sobem as suas linhas e tornam-se os três em médios bastante ofensivos. No ataque a perfeição tem de ser uma constante ao longo dos últimos minutos. Caso jogue Ferreyra, é necessário estar mais atento às movimentações dos colegas de equipa nas alas e ter uma maior eficácia na hora de rematar às redes do PAOK.

O facto de ambas as equipas jogarem com um meio-campo a três prevê que muitas vezes o jogo poderá ser jogado a meio-campo com ambas as equipas a procurarem jogo pelas alas ou distrações centrais do meio-campo defensivo. Para Rui Vitória, a mensagem é simples: não ter medo de atacar. Reter a bola, fazê-la movimentar entre a defesa e o meio-campo não é de todo uma estratégia de quem quer esmagar o adversário, mas sim de quem quer, num momento inesperado, sofrer um golo.

E todos sabemos que, sofrer um golo na partida em casa, não seria uma boa estatística a levar para a partida fora de portas. Antevê-se uma partida forte fisicamente com as duas a querer tomar controlo do jogo logo de início. Carrega Benfica, rumo aos potes da fase de grupos!

Foto de Capa: SL Benfica

5 atacantes da Liga Portuguesa para reforçar o FC Porto

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Com o final do mercado de transferências cada vez mais perto, o tempo começa a apertar para o FC Porto movimentar-se e assegurar a chegada necessária de mais um atacante. A reintegração ainda complicada de Marega e a paragem longa de Tiquinho Soares deixa o FC Porto com poucas opções ofensivas e essa fragilidade começa a tornar-se evidente com o decorrer das jornadas. À exceção de Aboubakar, que teve um bom arranque de época, os dragões contam apenas com André Pereira e Adrián Lopez que, para já, não oferecem garantias de qualidade e não acrescentam valor ao ataque azul e branco.

Quando Marega e Soares chegaram ao Dragão, contratados ao CS Marítimo e ao Vitória SC respetivamente, poucos imaginariam o impacto e sucesso de ambos nos azuis e brancos. Face às ausências de ambos os atacantes, apresentamos aqui uma lista de cinco possíveis atacantes de qualidade a atuar na Liga Portuguesa para reforçar o ataque dos dragões.

CC Taipas 1-2 AD Limianos: erro fatal ao cair do pano vale três pontos

O campeonato nacional regressou ao Estádio do Montinho, em Guimarães. Cerca de três centenas de pessoas assistiram ao primeiro jogo caseiro do regressado Clube Caçadores das Taipas, frente a outro recém-promovido, a Associação Desportiva ‘Os Limianos’. Longe da casa cheia, os caçadores procuravam prolongar o resultado da primeira jornada, onde venceram o Vilaverdense FC por 0-3. Por outro lado, os canarinhos procuravam a primeira vitória, depois do empate inaugural frente ao Merelinense FC (1-1).

Para isso, António Cardoso, treinador da casa, mexeu no onze inicial e fez entrar Rodilson e Samuel para os lugares de Carlos Lomba e Dani. José Carlos Fernandes, o treinador visitante, não fez qualquer alteração em relação ao jogo passado.

A partida previa-se algo monótona e arrastada, já que a tarde estava bastante quente e os jogadores aproveitavam qualquer pausa para hidratação. No entanto, era a equipa forasteira que se revelava mais esclarecida e comandava o jogo, embora sem grande aproveitamento. Até aos 15 minutos, primeiro sinal de perigo dos da casa, a equipa limiana sondou a baliza de Paulinho por três vezes. Aos sete minutos, Cláudio cruzou para o primeiro poste, Chiquinho deixou passar a bola que encontrou Rui Magalhães no coração da área, mas não conseguiu dar-lhe o melhor destino. Cinco minutos depois, Luan salta sem oposição e por centímetros não transformou em golo o primeiro pontapé de canto da partida.

Os jogadores já deixavam transparecer o cansaço e o ritmo tinha abrandado substancialmente quando aos 23 minutos Filipe Duarte, árbitro da Associação de Futebol do Porto, autorizou uma pausa para hidratação. A equipa visitante continuava ligeiramente superior aos caçadores e à passagem da meia hora de jogo, Luan, com espaço na esquerda, cruzou para a zona da pequena área e Chiquinho desviou de cabeça para o segundo poste. Seria o primeiro golo da tarde, não fosse o vôo de Paulinho, que sacudiu para canto.

Aos 37 minutos, o CC Taipas voltou a levar perigo à baliza de Bruno Santos. Desta vez de livre direto, mas o remate de Tiago Carneiro saiu desenquadrado. A equipa da casa começava a reivindicar a gerência da posse de bola e dois minutos depois, o mesmo Tiago Carneiro rematou forte, ao lado. Contudo, o golo chegaria mesmo, ainda antes do intervalo. Aos 42 minutos, numa jogada de insistência pela esquerda, Miguel forçou a entrada na área limiana e após uma má abordagem do guarda-redes, só teve de encostar para inaugurar o marcador. Este seria o último lance merecedor de destaque antes do apito para o intervalo.

O domínio do jogo alternou constantemente entre as duas partes, mas foi a AD Limianos quem levou a melhor
Fonte: Diogo Gonçalves/Bola na Rede

Na globalidade dos primeiros 45 minutos, a equipa limiana esteve mais tempo em posse da bola e com maior número de ataques, mas foi o CC Taipas o mais eficaz.

No regresso para a segunda parte, nenhum dos técnicos procedeu a alterações e foi novamente a AD Limianos a entrar mais forte. Era mais rápida na obtenção da posse da bola e a sair para o ataque, chegando ao golo por intermédio de Chiquinho, logo no decorrer do terceiro minuto. Após uma jogada bem elaborada a dois toques, já dentro da área, a bola chega ao camisola 9 que, rodando e evitando um adversário, retribuiu o empate ao marcador. A igualdade justificava-se pela superioridade limiana da primeira parte e pela entrada forte na etapa complementar.

Com cerca de 40 minutos pela frente, a partida abrandou e os ataques eram menos constantes, mas mais perigosos. Com maior critério no passe e melhor decisão na zona central, o CC Taipas conseguia mais aproximações à baliza contrária e acumularam-se os remates à distância, com força ou efeito, mas sem a direção desejada.

À equipa limiana não lhe desagradava o empate e eram tomadas algumas decisões, aqui e ali, tendo em conta o relógio da partida. O ataque caseiro era frenético e alcançava a lateral contrária em segundos, enquanto que a resposta forasteira apostava no passe pela certa e na exploração dos espaços deixados atrás da defesa contrária.

Neste momento do jogo, a AD Limianos era mais perigosa do que constante no ataque e aos 75 minutos deixou um aviso para o que viria a acontecer mais à frente. Digas saltou entre dois opositores e cabeceou a centímetros do poste direito da baliza de Paulinho, para desespero do central português que sentia ter desperdiçado a vitória. O CC Taipas ambicionava retirar mais desta partida e a sofreguidão com que se intrometia pelas laterais defensivas contrárias não obtia conclusão dentro de área, sendo que a maior parte dos lances eram despachados pela defensiva roxa e amarela.

Em resposta rápida e procurando retirar vantagem dos atletas acabados de entrar, a AD Limianos chegou à vantagem. Vítor Sousa partiu para um dos últimos sprints, evitou o lateral da casa e cruzou bombeado para o coração da área. Aí, Alvinho cabeceou com dificuldade para defesa incompleta de Paulinho, embora com alguma culpa, e o mesmo efetuou a recarga que consumou a reviravolta dos visitantes.

O CC Taipas ainda tentou forçar o empate mas já faltavam as forças e o discernimento necessário para decidir melhor no último momento. Os três pontos seguiram para Ponte de Lima e os caçadores sentiram pela primeira vez o sabor da derrota.

Onzes iniciais:

CC Taipas: Paulo Costa; Pato Cabrera, Bebé, Cláudio Macedo e Samuel; Rodilson (Joel Neto, 90’), Jota e Bruno Rocha; Tiago Carneiro, Maka (Armando Lopes, 75’) e Miguel Pereira.

AD Limianos: Bruno Santos; Jójó, Digas, Tiago Letras e Nandinho; Luan Sérgio, Rui Magalhães e Micka (Júlio César, 79’); Cláudio Dantas (Elivelton, 64’), Chiquinho (Alvinho, 75’) e Vítor Sousa.

Sporting Clube (e Palhaçada)

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Já chega. Por favor, já chega!!!

Por favor, poupem-nos a esta humilhação constante a que nos estão TODOS a submeter. A situação actual que o nosso Sporting Clube de Portugal está a viver é RIDÍCULA e peço a todos aqueles que estão a querer dirigir o nosso clube que metam a mão na consciência e de uma vez por todas acabem com a PALHAÇADA que envolve o nosso grande amor.

Diz o povo e tem razão: “A palavra é de prata, o silêncio é de ouro”. Chegou aquela altura onde têm de medir todas as palavras que dizem e onde as dizem. E se não houver nada a dizer (ou que não seja uma verdadeira mais valia) remeterem-se completamente ao silêncio.

Já não suportamos que em todos os canais televisivos esteja um qualquer candidato ou representante de uma candidatura, ou então um notável a falar da situação actual do Sporting Clube de Portugal. Isto enquanto a Sporting TV continua a dar repetições de jogos antigos, combates antigos, tudo do passado.

O clube verde e branco tem os seus canais oficiais (Jornal Sporting, Sporting TV, Website, Facebook Oficial, Instagram), que acredito verdadeiramente serem suficientes para informar os adeptos leoninos.

Sim, temos de ser inteligentes na política de comunicação e esta não é uma altura de nos virarmos para fora e para o resto do mundo, mas sim fecharmos-nos no universo Sporting até esta “situação” estar resolvida.

A grande preocupação no momento deveria ser a gestão da paixão dos adeptos do Sporting Clube de Portugal
Fonte: Sporting CP

Se esta Comissão de Gestão quer efectivamente fazer o seu trabalho bem feito, é este o caminho que tem de escolher. O caminho de colocar as coisas nos sítios certos e de “falar” o menos possível. Orientar todos os candidatos para os canais de comunicação do clube (e eles próprios estarem orientados para esses mesmos meios) e garantir igualdade de oportunidades para todos puderem apresentar o seu projeto. Sempre com uma função de watch dog, não deixando os debates e comentários de cada lista serem ofensivos ou de ataque às listas rivais.

Nós não queremos mais guerras, queremos simplesmente saber o que cada um vai e quer fazer pelo Sporting Clube de Portugal. E se amam verdadeiramente o Clube de Alvalade que não tenham medo de colocar o bem do Sporting acima dos seus. Se o candidato “x” tiver alguém na sua lista que seja o melhor para tal posição, que tal, quem ganhar, não ter medo de o ir buscar para defender os interesses do Sporting Clube de Portugal? Isso sim, seria ser o Presidente do grande Sporting Clube de Portugal (não este “pequenino” que nos estão a mostrar agora). Apesar de sermos uma empresa, não nos podemos esquecer que também temos de gerir a paixão/amor ao clube. E essa gestão tem sido nada mais, nada menos que catastrófica.

Por favor, não nos dividam mais. Por favor lutem pelo clube e não pelos vossos próprios interesses.

Está na altura, de uma vez por todas, de alguém saber gerir também a parte emotiva dos adeptos e envolver-se profissionalmente na gestão da paixão dos adeptos leoninos, sabendo comunicar e envolver os sportinguistas no seu grande amor pelo Sporting Clube de Portugal.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

WWE SummerSlam: Ótimo evento, com novo campeão Universal!

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O SummerSlam 2018 foi um bom evento e um dos melhores dos últimos anos na história da WWE! As exibições e o booking foram consistentes, tal como os resultados, que projetam esperança para os próximos meses, que prometem contar com boas rivalidades nas três marcas da empresa. 

Quatro títulos mudaram de mãos, numa noite esperada para haver trocas. No main event, a WWE finalmente terminou com o reinado de Brock Lesnar, que não deixa particulares saudades, e entregou-o a Roman Reigns, que era o lutador esperado para ganhar o título, apesar do provável cash-in de Braun Strowman, que não aconteceu. 

No final do evento, fica uma boa sensação, pelo facto da WWE ter apresentado uma ótima exibição por parte dos seus atletas, que proporcionaram o melhor evento em 2018. 

Nota do evento: 15/20 

Djokovic faz história e celebra “Career Golden Masters”

Novak Djokovic venceu este domingo o ATP Masters 1000 de Cincinnati, o único torneio da categoria que ainda não possuía no seu palmarés. Com esta conquista, o sérvio torna-se no primeiro tenista da história do ténis mundial, a nível individual, a ter conquistado todos os torneios da categoria ATP Masters 1000 ao longo da carreira, celebrando desta forma o denominado “Career Golden Masters”.

O tenista sérvio venceu na final do torneio, Roger Federer em dois sets, por duplo 6-4 em 1h25 de jogo. O encontro começou bastante equilibrado, com ambos os tenistas a manterem os seus jogos de serviço até meio do set, altura em que Djokovic quebrou pela primeira vez o suíço e passou para a frente do marcador por 4-3, não tendo mais descolado da liderança e fechando o primeiro parcial por 6-4. No segundo set, Federer entrou melhor e conseguiu um break madrugador, quebrando o serviço de Djokovic logo no primeiro jogo de serviço do sérvio, chegando a liderar por 2-0 e a poder servir para fazer o 3-0. Djokovic após ser quebrado, conseguiu responder na mesma moeda ao suíço, quebrando-lhe o serviço. Após isto, ambos mantiveram os seus jogos de serviço e quase que como um “déjà vu” do primeiro set, o sérvio voltou a quebrar o serviço de Federer a meio do set, fazendo o 4-3, limitando-se depois a gerir os restantes jogos de serviço, até fechar o encontro por 6-4. Durante a final houve bons pontos de parte a parte, ainda que com bastantes erros não forçados de Federer, o que não retira o mérito a Djokovic que através da sua grande capacidade defensiva, obriga os adversários a trabalhar mais na construção dos pontos, surgindo naturalmente mais erros não forçados. Com esta vitória, Novak Djokovic dilata a sua vantagem no confronto direto com Roger Federer, havendo nesta altura 24 vitórias para o sérvio e 22 para o suíço, em 46 encontros disputados entre ambos.

Apesar da rivalidade, existe um enorme respeito entre Djokovic e Federer
Fonte: ATP World Tour

Nos caminhos até à final, Djokovic realizou cinco encontros, tendo levado quatro deles a três sets, exceção feita ao encontro da primeira ronda com o norte-americano Steve Johnson, em que Djokovic venceu em apenas dois sets. Pelo caminho ficaram sucessivamente Adrian Mannarino, Grigor Dimitrov (campeão em 2017), Milos Raonic e Marin Cilic (campeão em 2016). Por sua vez, Federer teve um percurso mais agradável, desde logo porque era o cabeça de série nº 2, ficou isento da 1ª ronda, tendo depois nas rondas seguintes vencido Peter Gojowczyk e Leonardo Mayer em dois sets, antes de defrontar nos quartos de final o seu compatriota Stan Wawrinka que o obrigou a aplicar-se e a ir a um terceiro set. Nas meias final o suíço defrontou David Goffin, tendo o tenista belga desistido no segundo set, após já ter perdido o primeiro. 

O ATP Masters 1000 de Cincinnati contou como é habitual em eventos desta categoria com a presença da grande maioria dos melhores tenistas da atualidade, tendo presente praticamente todo o elenco do top 10 mundial, exceção feita ao líder do ranking, Rafael Nadal que desistiu alegando cansaço após vencer o ATP Masters 1000 do Canadá e Dominic Thiem que se lesionou antes de competir no torneio. 

Djokovic com esta vitória soma o 31º título na carreira em ATP Masters 1000, o que o faz reaproximar do recorde de 33 títulos que estão na posse do seu rival, Rafael Nadal. O sérvio conquista ainda o seu 70º título na carreira e sobe quatro lugares no ranking ATP para o 6º posto.

Foto de Capa: ATP World Tour

As temperaturas continuam a subir: vem ai a fase mais “ardente”

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Com o início dos campeonatos nacionais, os clubes começam uma longa jornada até ao mês de maio do próximo ano. Tudo aquilo que assimilaram durante a pré-época, tem de se transformar em resultados dentro de campo. Agora que os jogos contam realmente, os níveis de intensidade e responsabilidade elevam-se a outros patamares que levam, os atletas e técnicos sentirem a alta pressão diária, novamente.

Grande parte dos clubes só agora está a enraizar de novo esta ideia sobre o resultado, mas para o Benfica, que, já começou à algumas semanas atrás a disputar eliminatórias competitivas, tudo é bem diferente. O tempo que teve para assimilar e dedicar sobre aspetos técnico/ou táticos, foi muito pouco.

Acerca de um mês atrás tínhamos referido que o clube encarnado iria ter um calendário bastante complicado neste mês de agosto, com um nível de densidade de jogos elevado. Num espaço de trinta dias, eram oito os encontros que tinha de realizar. Que para além do grande número de jogos, a dificuldade também não iria ser nada fácil.

Até agora com cinco dos jogos já realizados, as contas que se fazem são bastante positivas. Entre o mais importante, a passagem ao playoff de acesso à liga milionário, afastando os turcos do Fenerbahçe e as duas vitorias nas primeiras jornadas da liga NOS, frente ao Vitória de Guimarães em casa, e agora neste passado sábado, frente ao Boavista no estádio do Bessa.

Mais que as exibições, foram os importantes resultados alcançados. A iniciar a quarta época no clube da luz, depois de ter perdido a chance de conquistar o tão desejado pentacampeonato, Rui Vitoria, não terá mais oportunidades para mostrar as suas capacidades de guiar os jogadores à gloria.

Isto deve-se ao facto de nestes quase quatro anos em que está no clube, a equipa ainda não ter apresentado uma proposta de futebol de qualidade.

O forte apoio dos adeptos tem sido fundamental
Fonte: SL Benfica

Mas voltando ao assunto sobre o calendário encarnado, o Benfica está agora numa fase “terminal”, depois de uma longa e sucessiva fase de jogos. Mas esta fase que se aproxima, será a mais complicada e complexa. Depois do jogo de ontem, o Benfica prepara já o próximo encontro, frente aos gregos do PAOK. Jogo que se realiza já nesta terça-feira, dia 21.

A jogar no Estádio da Luz, o Benfica tem de superiorizar-se e conseguir levar um bom resultado para o encontro do dia 29 na Grécia. Não será nada fácil, vistos que os gregos conseguiram eliminar equipas difíceis como o Basileia e o Spartak Moscovo.

Refero, ainda que o Basileia foi o causador de um verdadeiro pesadelo para a equipa encarnada, no jogo do ano passado na Suíça, em que o Benfica perdeu por 0-5.

No meio da eliminatória frente ao PAOK, o Benfica irá receber na luz o Sporting a contar para terceira jornada do campeonato português. Logo a seguir, a equipa da luz desloca-se à Grécia para a segunda mão do playoff.

Rui Vitoria terá de saber gerir o cansaço dos jogadores entre estes três jogos. O nível de intensidade em que os encontros irão disputar-se deverá exigir aos atletas um elevado nível de esforço físico.

Será sem dúvida a fase mais complicada do Benfica neste Verão. Face ao valor dos adversários e ao “preço” que se pode pagar em caso de vitoria, empate ou derrota.

É complicado definir prioridades nesta fase inicial. É importante a vitoria no campeonato frente ao Sporting, para conquistar mais três pontos e seguir invicto na liga, mas também não se pode esquecer que o forte investimento do clube neste mercado, deve-se ao fato de querer a todo o custo conseguir um lugar na fase de grupos da liga dos campeões. A enorme quantia financeira é necessária para abater o saldo negativo, por isso será de extrema importância para o Benfica, nestes dois jogos frente ao PAOK.

Resta saber se nestas duas semanas que faltam, o Benfica irá fazer um pleno em termos de sucesso. Conseguir passar o playoff e ganhar um lugar na maior prova de clubes do mundo e ainda conquistar uma categórica vitoria frente ao eterno rival de Lisboa. Tornaria este inicio de pré temporada, numa das melhores dos últimos anos, fazendo com que a moral dos jogadores, técnicos e adeptos do clube subisse, criando uma enorme confiança e expectativa para o futuro.

Foto de Capa: SL Benfica