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Lendas do universo benfiquista: Simão Sabrosa

Não há benfiquista da minha humilde geração que não dê um suspiro repleto de nostalgia quando ouve falar do “nosso” Simão Sabrosa, jogador que, desde o primeiro ao último jogo de águia ao peito, fazia vibrar desde os mais pequeninos aos mais graúdos.

Simão Pedro Fonseca Sabrosa nasceu em Vila Real a 31 de outubro de 1979 e começou a sua carreira futebolística nas camadas jovens do Sporting CP aos 15 anos, tendo-se mudado para Lisboa e tendo virado para si todos os holofotes. Com apenas 17 anos estreou-se na equipa principal do Sporting e, no ano seguinte, fez o seu primeiro jogo pela seleção A, frente a Israel, onde marcou um dos golos. A época da reviravolta na sua carreira foi a de 98/99, sendo Simão presença assídua no plantel dos leões e tendo marcado 10 golos, despertando assim bastantes olhares. Acaba então por rumar a Espanha, vestindo a camisola do gigante Barcelona, onde ficou por duas temporadas.

Depois de duas épocas meio apagadas em Camp Nou, onde um vasto plantel de estrelas atuava (incluindo Luís Figo) e onde não havia “espaço” para brilhar, Simão Sabrosa regressa a Portugal, desta vez para representar o Sport Lisboa e Benfica. Foi na nossa muy nobre casa que Simão Sabrosa realizou exibições de alto calibre, exibições essas que, combinadas com o seu profissionalismo quanto futebolista e talento nato para marcar livres, o levaram a ser a figura de maior destaque de todo o plantel, acabando por desempenhar também o papel de capitão de equipa.

Um dos momentos mais recordados pelos benfiquistas e um dos golos mais icónicos de Simão de águia ao peito tenha sido, talvez, o golo marcado de livre direto frente ao Liverpool, nos oitavos de final da Liga dos Campeões, na época 2005/2006. É também bom recordar que Simão Sabrosa é um dos jogadores do Benfica que mais golos marcou frente ao rival Sporting CP, tendo sido um deles também de livre. Ao todo foram 94 os golos que marcou ao serviço do Benfica, tendo realizado um total de 230 jogos.

Simão Sabrosa foi uma das figuras mais influentes do SL Benfica
Fonte: FIFA

Ao longo das seis épocas na Luz, Simão conquistou também vários títulos: logo na época 2002/2003 ganhou o troféu de melhor marcador da Liga NOS, tendo marcado 18 golos; na época 2004/2005 conquista o campeonato nacional e, em 2006, conquista ainda a supertaça. É ainda considerado futebolista do ano 2007, mesmo antes de voltar a Espanha, desta vez ao serviço do Atlético de Madrid, por 20 milhões de euros.

Foi no clube madrileno que Simão ganhou os seus títulos internacionais, entre eles uma Liga Europa em 2009/2010. Durante as três épocas em que vestiu a camisola dos colchoneros realizou um total de 171 jogos e marcou 31 golos. No inicio do ano 2011 ruma à Turquia ao serviço do Besiktas onde não ficou por muito tempo, tendo regressado um ano depois novamente a Espanha para representar o Espanyol e tendo terminado a carreira em 2016 no NorthEast.

No que toca à seleção das quinas, é um dos jogadores com mais internacionalizações, tendo realizado ao serviço de Portugal um total de 85 jogos e tendo marcado 22 golos. Durante o auge da sua carreira foi sempre um dos jogadores mais chamados por todos os selecionadores. O seu último jogo foi em 2010, frente à Espanha, onde perdemos por uma bola a zero.

Entre Portugal e Espanha, de rival em rival, foi por onde Simão Sabrosa andou grande parte da sua carreira, sendo inegável que foi no Sport Lisboa e Benfica onde foi mais feliz. E por ter sido tão feliz e por nos ter feito tão felizes, Simão é hoje uma indiscutível lenda do universo benfiquista.

Foto de Capa: UEFA

França 4-3 Argentina: Golos, golaços e uma morte anunciada

Na abertura dos oitavos de final do Mundial, subiram ao relvado do Kazan Arena duas das principais favoritas à vitória na competição, que tinham convencido muito poucos na fase de grupos. Era uma hipótese de inverterem a sua situação e de evitar uma eliminação precoce.

Na equipa da Argentina, e como já é hábito com Sampaoli, houve surpresas: tanto Higuaín como Aguero ficaram no banco. Messi passava, assim, a agir como um falso nove, com Pavón – outra surpresa no XI inicial – e Di María nas alas.

Mas, novamente, as mudanças surtiram poucos efeitos: aos 10 minutos, Marcos Rojo derrubava Kylian Mbappé na grande área argentina e, aos 12, Antoine Griezmann convertia a grande penalidade. Estava feito o 1-0. O herói albiceleste no jogo frente à Nigéria tornava-se agora no vilão da partida contra os gauleses.

Os argentinos responderam bem ao golo, tomando de imediato as rédeas da partida, mas mantinham-se muitos dos constrangimentos dos jogos anteriores: poucas ideias e perdas de bola imaturas, com Banega e Messi a tentarem puxar a equipa para a frente sem sucesso. Já no lado francês, Mbappé assumia-se como a principal arma de uma equipa que procurava jogar no contra ataque.

Com uma Argentina sem capacidade de fazer a bola chegar à área francesa, e com Messi a ter de recuar em demasia para poder pegar na bola, havia três nomes que vinham à cabeça: Aguero, Higuaín e Dybala. Estes três estavam a ver o jogo no banco enquanto os sul-americanos pareciam muito longe do golo.

Mas, como o futebol será sempre o futebol, aos 41 minutos, Angel Di María (um dos mais criticados até aqui) recebeu a bola no corredor central, a 25 metros da baliza, encheu o pé e colocou o esférico no canto superior direito da baliza de Lloris, que nada pôde fazer. Mesmo antes do intervalo, o jogador do PSG restabelecia a igualdade. O beijo que recebeu de Messi após marcar este golaço representou um Gracias coletivo da nação argentina, que podia finalmente respirar.

As equipas foram para os balneários com o empate reestabelecido. Ao intervalo, Sampaoli retirou Rojo para lançar Federico Fazio no centro da defesa.

Mas acabou por ser lá à frente que voltou a haver festa: dois minutos depois do recomeço, após uma jogada de insistência, Messi remata e a bola acaba por desviar em Gabriel Mercado, enganando Lloris e fazendo o 2-1. Após 41 minutos de inferno, a Argentina encontrava-se subitamente no céu.

Fonte: AFA

Pela primeira vez no Mundial, os franceses viam-se em desvantagem e decidiram resolver a situação o mais rápido possível. Dez minutos depois, Pavard respondia ao golaço de Di María com outra obra de arte. Do canto da área, após um cruzamento transviado, o lateral direito do VFB Stugartt remata para o canto superior esquerdo da baliza defendida por Armani. 2-2: estava lançado o espetáculo.

Aos 64 minutos, o hino ao futebol continuava, com Mbappé a enganar Fazio e Mercado dentro da área e a desferir um remate cruzado. O único jogador francês que não era nascido quando os gauleses ganharam o Mundial em 1998 colocava-os agora mais perto dos quartos de final da competição.

Mas o miúdo ainda tinha mais a dizer, e quatro minutos depois estava a bisar e a duplicar a vantagem francesa, após um contra ataque liderado por Olivier Giroud.

A partir daqui, a moral dos albicelestes quebrou: o poderio físico dos franceses na parte final do jogo era simplesmente demais para aguentar. Kanté parecia ter começado a jogar há cinco minutos, Pogba parecia era impossível de bater no confronto físico e Mbappé assustava os defesas assim que começava a correr – talvez “galopar” seja o verbo mais adequado.

O golo tardio de Aguero – que entrara para o lugar de Enzo Peréz – não chegou para evitar uma eliminação argentina que parecia inevitável desde a derrota por 3-0 frente à Croácia.

Uma primeira parte sofrível deu lugar a uma segunda parte fantástica, com cinco golos. Finalmente, este grupo francês extremamente talentoso mostrou o que pode fazer, com Mbappé a emergir como a principal estrela.

Na tarde mais agradável deste Mundial até agora, Messi acabou por sair cabisbaixo; naquela que pode ser a sua última hipótese de levantar o troféu.

Miguel Layún: O regresso de quem já foi rei?

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fc porto cabeçalhoChegou ao FC Porto a título de empréstimo do Watford FC no último dia do mercado de transferências de 2015 para colmatar a saída de Alex Sandro. Na altura, com 27 anos, era um jogador desconhecido e, à primeira vista, sem margem de progressão. Na luta pelo lado esquerdo da defesa portista estavam Aly Cissokho e José Angél. Todos estes fatores resultaram nalguma insatisfação por parte dos adeptos, mas assim que Miguel Layún teve lugar no onze inicial a contestação acabou. Iniciou-se assim o “Reino das Assistências”.

Bastou uma época de dragão ao peito para Layún conquistar o coração dos portistas. Foram 19 assistências e seis golos em 41 jogos. Embora sem conquistar qualquer troféu nessa mesma época, era expectável que os tubarões europeus tentassem adquirir o seu passe por completo ao Watford FC e o jogador não pisasse mais o relvado do Dragão. No entanto, o FC Porto percebeu desde logo a qualidade que o mexicano tinha pelo contributo que deu à equipa e acionou a opção de compra de seis milhões de euros.

Na época 2016/2017, com Nuno Espírito Santo ao comando dos dragões, Layún tinha tudo para fazer mais uma vez uma excelente época – estava totalmente adaptado a Portugal, tinha novamente os seus amigos Jesús Corona e Héctor Herrera no mesmo balneário e tinha um novo companheiro de equipa para disputar o seu lugar, de seu nome Alex Telles. Não demorou muito para que Miguel Layún fosse destronado como “Rei das Assistências” e abandonasse a ala esquerda do onze inicial do FC Porto. Graças à sua polivalência, transformou-se em lateral direito realizando 16 jogos nessa mesma posição. No final da época foram apenas quatro as assistências para golo por parte do mexicano em 25 jogos que disputou.

O seu sucessor, Alex Telles, terminou a época com 20 assistências ultrapassando assim a marca que Miguel Layún deixou no ano anterior.

Layún na segunda época ao serviço dos dragões
Fonte: FC Porto

Após mais um ano sem títulos para os dragões, em 2017/2018 deu-se uma mudança na equipa técnica. Sérgio Conceição embarcou numa missão de levar a equipa da cidade Invicta à conquista do 28.º campeonato. A titularidade de Layún e a sua influência na equipa estavam em decadência e o mexicano acabou por ficar no plantel apenas na primeira metade da época. Em seis meses fez unicamente 14 jogos, maioritariamente como suplente utilizado, e marcou dois golos. Na segunda metade da temporada foi emprestado ao Sevilha FC e fez igualmente dois golos.

Ainda assim foi chamado por Juan Carlos Osorio, selecionador do México, para se mostrar ao serviço da seleção que tem sido uma das surpresas do Campeonato do Mundo na Rússia. Embora esteja a jogar numa posição que não é habitual (Médio Direito), Layún tem contribuído imenso para o sucesso da equipa azteca.

A verdade é que desde o fim da época do Sevilha até aos dias de hoje muita tinta correu na imprensa portuguesa e internacional sobre Miguel Layún. Muitos dizem que o Sevilha FC vai exercer a opção de compra, outros tantos dizem que Arsenal FC, Olímpico de Marselha e AC Milan estão numa corrida a três e que o jogador vai mesmo sair do FC Porto e ainda há rumores que contradizem todos os outros e afirmam que o jogador vai regressar ao Dragão para ficar tendo em conta a saída de Diogo Dalot e Ricardo Pereira e a falta de competição no lado esquerdo para Alex Telles.

Reintegrar Layún no FC Porto poderá ser excelente para a equipa se o mesmo voltar à forma dos primeiros tempos em solo português. É um jogador com bastante polivalência e demonstra qualidade em todo o terreno de jogo. No entanto há uma vertente financeira que poderá falar mais alto. Layún é um jogador com 30 anos e entra agora na reta final da sua carreira. Se não estiver nos planos de Sérgio Conceição e ficar uma época sem ser utilizado, o seu valor de mercado irá descer a pique. Seria uma boa opção esperar pelo final do Campeonato do Mundo de forma a que jogador estivesse mais valorizado e encaixar alguns milhões com aquele já fora “Rei das Assistências” em terras portuenses?

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Um passo de cada vez

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O andebol em Portugal tem vindo a crescer a passos largos. Este crescimento pode não ser imediatamente percetível, quando comparado com o futebol, por exemplo, mas a verdade é que o andebol é um dos desportos mais praticados no território luso.

O resultado está espelhado no ranking da EHF e em mais uma subida de posição (pelo segundo ano consecutivo) de Portugal, no setor masculino, que mantém assim as quatro equipas em provas europeias, na época 2019/2020. De nono para oitavo, o país vai enraizando a modalidade na população que conta com mais de 50 mil praticantes federados – para se ter uma pequena ideia do crescimento, em 2000, o andebol em Portugal contava com cerca de 20 mil atletas. A França lidera a lista depois de uma época em que teve três equipas presentes nas meias finais da Liga dos Campeões.

Os grandes investimentos de Benfica, Porto e Sporting para disputarem o campeonato trouxeram para Portugal alguns nomes do andebol mundial. Carlos Ruesga, ex-Barcelona, Tiago Rocha, que esteve três anos ao serviço do Wisla Plock, ou Nikola Spelíc, antigo jogador do Maribor, são alguns dos exemplos que têm transportado o nível da disputa do título nacional para outro patamar.

Portugal, no palmarés, contabiliza três Challenge Cups – duas do Sporting e uma do ABC
Fonte: ABC de Braga

Contudo, a estrutura que sustenta o andebol continua a ser frágil – poucas transmissões televisivas dos jogos (reservadas aos clássicos nacionais da modalidade), falta de apoios para melhorar as condições da prática de andebol e a pouca divulgação em algum do território nacional. Os indicadores são bons, mas é preciso continuar a trabalhar no caminho certo para que Portugal se afirme no contexto europeu.

Quanto ao setor feminino, Portugal desceu no ranking da EHF em relação ao ano passado. Ocupa agora a posição 25 da lista mas mantém o mesmo número de equipas nas competições internacionais – uma equipa na EHF Cup e três na Challenge Cup. A Hungria lidera a tabela à frente da Roménia, em segundo, e da Rússia, em terceiro.

Foto de Capa: Andebol SCP

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Começa o verdadeiro mundial – As apostas do Meus Resultados

Com o apoio dos Meus Resultados, apresentamos novamente os prognósticos para mais uma ronda do mundial 2018.

Para muitos, é agora que começa o verdadeiro mundial: o mata mata, onde só a vitória interessa.

  • França – Argentina: 2-1

Um dos jogos cartaz destes oitavos de final, duas campeãs do mundo frente a frente no primeiro jogo dos oitavos de final. Com uma fase de grupos relativamente tranquila, a França chega aos oitavos como favorita, apesar de o seu futebol não ter convencido os seus adeptos mais exigentes.

Os argentinos muito suaram até verem a luz ao fundo do túnel, com um jogo bastante sofrido diante da Nigéria que permitiu a passagem aos oitavos de final. No entanto, estão cá para lutar pela passagem e, claro, não nos podemos esquecer que contam com o astro Lionel Messi para os guiar rumo aos quartos de final.

Num jogo que será equilibrado, a organização defensiva francesa deverá ser suficiente para levar de vencida a Argentina.

  • Uruguai – Portugal: 1-2

É verdade que nesta fase não há equipas fáceis e tanto para o Uruguai como para Portugal este será um jogo de exigência máxima. Duas equipas poderosas, com argumentos distintos.

O Uruguai chega a esta partida sem ter sofrido qualquer golo muito à custa dos seus centrais, a dupla do Atlético Madrid dá muita segurança à equipa. A confiança transmitida pelo setor mais recuado dá maior liberdade aos restantes companheiros para se aventurarem no ataque e em conjunto com a dupla Suárez e Cavani fazem com que o Uruguai seja uma seleção temível por qualquer adversário.

Portugal não esteve bem na fase de grupos e será preciso uma equipa bastante mais coesa e determinada se queremos chegar aos quartos de final. Felizmente, contamos com o engenheiro e com o melhor do mundo, e acredito que hoje, frente ao Uruguai, a equipa das quinas se apresentará ao seu melhor nível levando de vencido o Uruguai.

Quaresma pode ser uma arma da Seleção Nacional
Fonte: FIFA
  • Espanha – Rússia: 2-0

Uma partida nada fácil para a Espanha, jogar contra a anfitriã é sempre complicado, ainda por cima numa fase a eliminar. Os russos acreditam na sua seleção e o apoio nas bancadas vai ser um fator muito importante.

A qualidade da armada espanhola é claramente superior e, não sendo a organização defensiva o ponto forte dos russos, o cenário mais provável será uma vitória da Espanha, impondo assim o seu favoritismo.

  • Croácia – Dinamarca: 2-0

A Croácia tem vindo a conquistar os adeptos neste mundial ao apresentar o melhor futebol, até ao momento. Com uma equipa recheada de talentos comandada por Luka Modric, a Croácia é vista como uma das equipas capazes de se impor na luta pelo título. Contudo, pela frente terá uma Dinamarca sempre complicada que promete dar luta.

Apesar disso, a melhor qualidade da seleção da Croácia virá ao de cima conseguindo, assim, a passagem aos quartos de final.

4 jogadores a sair do Sporting Clube de Portugal

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Numa fase em que o Sporting Clube de Portugal atravessa um momento instável, ou melhor, um dos piores momentos da história do clube leonino, posso referir que a “cereja no topo do bolo” terão sido as rescisões unilaterais de alguns jogadores fulcrais na temporada anterior.

Durante a pré-época, todos os jogadores querem mostrar que têm potencial e valor para ocupar um lugar nos eleitos do plantel do mister, desde os recém contratados aos jogadores que regressam a “casa” depois de empréstimos, e ainda os que não conseguiram assegurar os seus lugares na temporada anterior.

Atualmente o mercado de transferências está aberto e este será o momento certo para criar o melhor plantel possível para a temporada que se avizinha. Mas hoje, e consciente de que é mais entusiasmante ler uma noticia de uma aquisição, vou fazer uma análise a alguns jogadores que poderão estar com um pé fora de Alvalade. Acompanhe esta análise e manifeste a sua opinião.

Mundial 2018: Está aí o “mata-mata”

Drama, surpresas, VAR e um cartão amarelo que entra para a história.

É a frase que resume toda uma fase de grupos que, em semelhança com as fases dos dois últimos campeonatos do mundo, coloca fora de prova o campeão em título. Sim, a Alemanha, pela primeira vez na sua história, não se qualifica para a fase a eliminar, tendo ficando mesmo no último lugar do Grupo F.

De resto, não houve grandes surpresas em relação às equipas apuradas, mas assistimos a acontecimentos interessantes e curiosos como, por exemplo, a intervenção simultânea do VAR nos instantes finais dos jogos, da última jornada, de Portugal e Espanha, que resultou no empate de ambas as seleções, fixando os espanhóis no primeiro posto do Grupo B; já a equipa das quinas, com o segundo lugar obtido, foi remetida para “o lado” teoricamente mais complicado da competição. O momento mais dramático esteve no apuramento tirado a ferros por parte da Argentina, que, já perto do fim, acabou com a esperança nigeriana.

O último motivo de destaque para esta fase vai direitinho para o Grupo H, no qual a Colômbia se qualificou como primeira classificada e o Japão em segundo, que, mesmo com igualdade pontual com o Senegal, se manteve em prova pelo critério fair-play, pois viu menos dois amarelos do que os Leões de Teranga. Desta feita, o continente africano fica sem qualquer representação na próxima fase do Mundial da Rússia.

48 jogos realizados, metade das seleções em prova, podemos dizer que chegou a hora da verdade: quem perder regressa a casa, dando por terminado o sonho na Rússia.

Assim estão organizados os jogos dos oitavos-de-final
Fonte: FIFA

Do ponto de vista teórico, sobressaem dos jogos dos oitavos de final quatro seleções que, desde já, são favoritas a passarem à próxima fase. O Brasil, que vai defrontar o México e proporcionar uma renhida batalha latina, terá mais possibilidades de seguir em frente, tanto pelo confronto histórico entre ambas as seleções assim como pela supremacia a nível individual e coletivo. A Bélgica, que, provavelmente, será a seleção que menos dificuldades vai encontrar, pois vai jogar contra o adversário menos forte, o Japão. A Croácia, baseando no futebol apresentado nas três vitórias alcançadas na fase de grupo e contrapondo com alguma vulnerabilidade dinamarquesa, é expectável que vença a sua partida. E, por último, a Espanha, que até poderá ter a missão um pouco mais complicada visto que defrontará o anfitrião deste mundial e terá contra si o factor casa. Contudo, a Rússia tem menos valências do que a La Roja em todos os setores e é evidente alguma fragilidade defensiva, pelo que os espanhóis adquirem algum favoritismo neste confronto.

Restam quatro jogos que se adivinham bastante divididos e que são aguardados pelo mundo do Futebol com muito entusiasmo, pois estão reunidas as condições para se assistir a grandes espetáculos, que serão decididos no pormenor.

O jogo entre França e Argentina promete ser dos melhores da próxima ronda e é de desfecho imprevisível: a tendência da partida será o equilíbrio, mas podemos prever a ocorrência de alguns golos dada a forte componente técnica de todos os intervenientes.

A nossa seleção também vai ter um “osso duro de se roer” diante do Uruguai e espera-se um jogo aberto fruto da elevada qualidade ofensiva de ambos os conjuntos. Sendo duas seleções que gostam de jogar bastante na vertical, com ataques em profundidade, será interessante constatar quem é que optará por assumir o controlo da posse de bola, ou se vamos assistir a um jogo de parada e resposta.

Colômbia-Inglaterra será também um duelo 50/50, em que o apuramento para os quartos-de-final pode cair para qualquer lado. Do lado colombiano vamos assistir a um futebol predominantemente ofensivo e é importante destacar que a estrela da equipa, James Rodriguez, saiu lesionado no último jogo. Dos britânicos podemos esperar um estilo de jogo mais contido onde irá reinar o pragmatismo e eficácia, por isso é realmente difícil eleger um favorito para o jogo de terça.

Resta o Suécia-Suíça que, à proporção, será tão equilibrado como todos os outros. Sim, à proporção, pois comparando com as demais, estas seleções terão de ser consideradas inferiores , mas do seu confronto é complicado prever um resultado. Ambas deram provas de se bater bem contra os grandes – a Suécia mostrou bons indicadores contra a Alemanha e a Suíça contra o Brasil, por isso, podemos esperar uma partida equilibrada.

Foto de Capa: FIFA

Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão

As 5 surpresas agradáveis deste Mundial

Em todos os torneios há equipas que surpreendem pela positiva ou pela negativa. Quando falamos do desporto mais visto do mundo e do principal torneio desse desporto, aumentam as expectativas. Estamos no Mundial de futebol da Rússia, que equipas nos surpreenderam até agora? Várias e pelos diversos motivos. Segue o meu top 5 de surpresas agradáveis deste Mundial.

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Cheryshev e Dzyuba são dois dos jogadores mais emblemáticos desta nova Rússia
Fonte: FIFA

Rússia –  O país anfitrião joga sempre com uma moral diferente, com uma motivação extra e também com a pressão de não desiludir os seus fãs. A Rússia conseguiu fazer isso tudo e não foi só com os serviços mínimos. A Rússia conseguiu assim o melhor resultado de sempre na competição. Nunca tinha passado uma fase de grupos de um Mundial ou Europeu, estando desde já a escrever história neste Mundial. Como se não bastasse o apuramento para os oitavos de final, ainda conta com vitórias bastante expressivas. Por cinco bolas sem resposta frente à Arábia Saudita e por 3-1 contra o Egipto (que se revelou umas das desilusões). Esta seleção russa está a jogar em casa a todos os níveis, sendo que apenas dois jogadores não jogam na Rússia e isso é um fator importante neste caso. Resta saber se são capazes de surpreender mais ainda.

Guerreiros do Minho prontos para a luta pelo título 2018/2019?

Essa é a pergunta que provavelmente os adeptos do Sporting Clube de Braga, e todos os adeptos do futebol português no geral, devem fazer, neste momento, perante o arranque dos trabalhos de pré-época, do Sporting Clube de Braga, para a nova temporada de 2018/2019.

Não há dúvidas de que estamos a falar do clube português com maior crescimento nos últimos anos. A tentativa de aproximação aos três grandes tem sido clara e objetiva por parte de António Salvador. O clube bracarense já esteve na luta pelo título até à última jornada, na temporada 2009/2010, que coroaria o Benfica como campeão nacional. A verdade, é que apesar de, entretanto terem passado por Braga grandes treinadores, como Leonardo Jardim, e grandes jogadores, como Rafa Silva, o clube bracarense nunca mais esteve tão perto da luta pelo título.

Poderemos dizer que esta temporada será, finalmente, uma nova oportunidade para o Sporting de Braga se tentar colar na luta até ao final, e quem sabe, ganhar. Em Braga vive-se um período de estabilidade, coisa rara nas últimas temporadas, com a manutenção do treinador Abel Ferreira. O facto de o núcleo forte do plantel da época passada se manter, para já, é também um forte indicador de sucesso para a época que se avizinha.

O Braga procura, aliás, reforçar esse mesmo plantel. Até ao momento já foram três as contratações oficias feitas pelos guerreiros do Minho. João Novais (ex-Rio Ave FC), Eduardo Teixeira (ex-Estoril) e Ailton (ex-Estoril) vêm preencher um plantel já de si, forte para a realidade do futebol português. Saídas a registar até ao momento, por comparação com a época passada, “só” Danilo (Nice), André Horta (Los Angeles FC), Jefferson (regresso ao Sporting CP) e João Carlos Teixeira (regresso ao FC Porto). A imprensa portuguesa tem, no entanto, vindo a dar conta das negociações entre FC Porto e SC Braga tendo em vista a transferência do central Raúl Silva.

João Novais é uma das caras novas na Pedreira
Fonte: SC Braga

Francisco Trincão, poderá ser uma das apostas fortes de Abel Ferreira para a próxima temporada. Depois de uma época muito positiva ao serviço da equipa B, o extremo português fará, para já, a pré-época com a equipa principal. O mesmo se pode dizer de Bruno Xadas. Depois de uma época algo intermitente, está poderá ser a época de afirmação para o médio português no conjunto bracarense. O que é certo é que o Sporting Cube de Braga começa também a recolher frutos da sua forte aposta no desenvolvimento da formação e o plantel bracarense pode orgulhar-se de contar com vários portugueses nas suas fileiras.

Enquanto uns leões caem, outros se levantam

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A bola ainda rola na Rússia e enquanto uns leões já caíram (Bryan Ruiz pela Costa Rica), outros se levantam (casos de Acuña pela seleção Argentina e de Coates pelo Uruguai).

Compete-me deixar uma palavra especial para Ruiz que marcou um golo neste Mundial pela sua seleção. Dizem que é coisa pouca (de penálti) mas na competição já os dois melhores do mundo os falharam… Ruiz sai da Rússia e está agora de corpo e alma nos Leões mas atenção… O Sporting ainda não lhe fez nenhuma proposta de contrato. Será que está nos planos do técnico (qual técnico?) leonino?

Por outro lado, a última jornada viu um leão levantar-se: Sebastián Coates. O uruguaio atuou os noventa minutos frente à anfitriã Rússia, derrotando-a por três bolas a zero. Mas o destino colocou Coates e seus compatriotas no caminho de Portugal nestes oitavos-de-final. O leão encontrará, por isso, os tugas que tão bem conhece, nomeadamente aqueles que atuaram consigo nas épocas passadas no Sporting: casos de William Carvalho, Gelson Martins, Rui Patrício ou Adrien.

À semelhança do que fez para Acuña, o Sporting desejou sorte a Coates no Mundial através da sua conta no Facebook
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Será que o seleccionador argentino irá aproveitar o capital de conhecimento que Coates tem dos jogadores portugueses no jogo contra Portugal? Tudo vai depender se o lesionado Giménez do Atlético de Madrid recupera ou não a tempo para o embate. Mesmo que esteja apto, irá ele atuar ao lado de Diego Godín ou será esse lugar reservado para o leão de Alvalade?

Pelos vistos, há leões em todo lado. Os que estão na Rússia vão caindo à medida que a competição avança. Isso é natural. Mas enquanto uns caem, outros que se levantam, como é o caso de Coates no Uruguai. No entanto, desta vez, caro Leão, espero que a tua selecção não passe mas que tu, em contrapartida, faças uma exibição exemplar. Só porque tu és um grande Leão e mereces.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por: Beatriz Silva