Jonas Gonçalves Oliveira ou, simplesmente, Jonas “Pistolas”. Considerado por muitos o melhor jogador a atuar no campeonato português nos últimos quatro anos. Por mais que não seja pela quantidade quase “pornográfica” de golos que marca por época. Mas Jonas é muito mais do que isso. Aliado ao seu infalível instinto goleador, o avançado brasileiro denota de uma qualidade técnico-tática superior aos demais em Portugal. É um verdadeiro prazer vê-lo jogar em campo.
Desde os tempos de Óscar Cardozo que nenhum outro avançado no clube conseguiu atingir a meta dos vinte golos na liga portuguesa. Por muito bons que fossem os avançados que por cá passavam, nenhum deles chegou à quantidade exuberante de “tentos” que Jonas tem conseguido nos últimos anos.
Para juntarmos ao facto de ser uma mais valia ao plantel encarnado, vale a pena lembrar que veio a custo zero do Valência, visto não darem “nada” por ele. Logo na sua primeira partida, num jogo a contar para a taça de Portugal, fez um hattrik. A partir daí, o avançado brasileiro ganhou um lugar indiscutível na equipa titular, de onde nunca mais saiu. Apesar de ter começado a jogar pela equipa principal já quase a meio da época (2014/2015), chegou a marcar mais de 30 golos em todas as competições.
A caminhar para a quinta temporada de águia ao peito, Jonas soma cento e vinte e dois golos, tornando-se o segundo melhor marcador estrangeiro do clube, atrás de Óscar Cardozo, e ainda integrando o top-20 dos melhores de sempre (portugueses e estrangeiros). Jonas Pistolas é, sem dúvida, o artilheiro do Benfica deste século.
A época de 2017/2018 foi a mais lucrativa de Jonas Fonte: SL Benfica
Para além dos prémios individuais que vai arrecadando – que são já oito – destacam-se também os títulos conquistados com a camisola vermelha e branca. Três ligas portuguesas, duas taças da liga, duas supertaças e uma taça de Portugal. Muito se deve ao seu imenso contributo em campo.
Mas, com trinta e quatro anos, o avançado brasileiro está numa fase “terminal” da carreira. Apesar de, estando bem fisicamente, ser uma mais valia para a equipa. Alguém que consiga marcar mais de trinta golos por época nunca pode ser menosprezado. Muito menos Jonas que dá bastante mais à equipa do que só o próprio golo. A verdade é que os responsáveis do clube já tentaram a sua venda. Algo que podia ser benéfico em termos financeiros, visto que um futebolista com esta idade avançada a ser vendido por mais de 10 milhões seria considerado um grande negócio.
A grande questão que se levanta é: E o Benfica depois de Jonas, como será? Visto que o brasileiro é responsável por quase metade dos golos que a equipa marca em toda a época, difícil será a tarefa de encontrar um substituto a altura.
«Um jogador com as características de Jonas é difícil de encontrar. A bom preço mais difícil ainda. Só para não falar a custo zero!…»
Realmente, não se advinha trabalho fácil para Rui Vitoria, que tem de arranjar solução e fazer render a equipa sem Jonas.
Com a principal tarefa de conquistar novamente o título nacional, o clube está a postar forte no mercado. Nomes sonantes têm sido constantemente associados ao clube. Ao contrário de outras épocas, estes mesmos “nomes” têm posto o “preto no branco”.
Depois de uma desapontante eliminação de Portugal, após a derrota de 1-0 frente ao Uruguai, cabia à Seleção Espanhola representar a Península Ibérica neste Mundial. Para isso, teria de vencer o país anfitrião da prova: a Rússia.
E dificilmente poderia ter começado melhor. Aos 10 minutos de jogo, Marco Asensio cobrou um livre direto numa posição lateral à grande área russa. Sergio Ramos e Sergey Ignascevich embrulharam-se e ambos caíram, mas, para azar do central do CSKA de Moscovo, a bola acaba por bater no seu calcanhar e enganar Igor Akinfeev. Com um auto-golo tão infeliz como caricato, estava feito o 1-0 para a Espanha.
Depois disto, assistiu-se a 25 minutos de apatia mútua: a Seleção Russa parecia estar resignada com o resultado e não pressionava os jogadores espanhóis, que fizeram o esférico circular facilmente até atingirem os 70% ou 75% de posse e bola. A 10 minutos do fim da primeira parte, Aleksandr Golovin, uma das surpresas deste Mundial, decidiu dar o ar de sua graça, com um remate em arco que, embora não tenha ido à baliza, pôs David De Gea em sentido.
Como já aconteceu em tantas outras ocasiões neste torneio, um momento anómalo foi o suficiente para inverter a história do jogo. A Rússia ganhou alento, voltou a atacar e, após canto batido por Yuri Zhirkov, Gerard Piqué falha o cabeceamento, toca com a mão na bola e o árbitro não hesita em marcar uma grande penalidade. Com a mesma certeza do juiz da partida, Artem Dzyuba caminhou para a marca de penálti e bateu De Gea, empatando a partida aos 42 minutos.
Momentos antes da mão de Piqué Fonte: Seleção Russa de Futebol (национа́льная сбо́рная Росси́и по футбо́лу)
E foi assim que as equipas regressaram ao balneário. Dois golos caídos do céu – ainda que caídos de formas diferentes – faziam, para já, o resultado.
Na segunda metade, perante uma Espanha que pouco fazia para conseguir o 2-1, Stanislav Cherchesov, o treinador russo, decidiu arriscar: tirou Zhirkov, Aleksandr Samedov e Dzyuba para lançar Vladimir Granat, Denis Cheryshev e Fedor Smolov. Três alterações que conferiam à sua equipa uma frescura atacante, numa tentativa de alterar o rumo de uma tarde letárgica.
Apesar dos esforços do técnico, a partida prolongou-se e, se não fosse um remate de Iago Aspas (que entrou para o lugar de Diego Costa) que Akinfeev ainda desviou para a trave, os segundos 45 minutos não teriam sequer merecido um parágrafo de descrição.
A portuguesa Maria João Koehler, 668.ª do Ranking WTA, mas com um máximo de carreira de 102.ª em 2013, regressou quase dois anos depois a uma final. Desta feita, foi na Cidade Berço, no Hendo Guimarães Open. A sua adversária era a jovem Zeel Desai, indiana que ocupa o posto 661.ª do Ranking.
Para chegarem à final, aquelas que eram, respetivamente, quinta e quarta cabeças de série, tiveram testes bem diferentes. Maria João Koehler não cedeu um único set para lá chegar, eliminando a compatriota Bertschmann na primeira ronda e depois Bejenaru e Gravouil para chegar às meias, onde liderava por 6-2 quando Lily Miyazaki foi forçada a desistir por doença. Já Zeel Desai teve bem mais dificuldades e apenas por uma vez não foi forçada a ir ao terceiro set.
Ora, a partida final teve, no entanto, percalços. Com o tempo algo instável no norte do país, a organização decidiu adiar a final da manhã para a tarde. Se esta solução até poderia ser compreendida, a verdade é que o tempo não melhorou, pelo contrário, forçando a uma decisão algo controversa, com a mudança do jogo do court central para um interior.
O maior problema? É que os campos exteriores em que o resto do torneio foi disputado eram de piso rápido, enquanto que o interior que acolheu a final era de terra batida, mudando muito do figurino do jogo e da estratégia das jogadoras.
A portuense entrou melhor na partida e dominou por completo o primeiro set, fechando em 6-1 para assumir a liderança. No entanto, a sua adversária reencontrou-se no segundo parcial e o naquele que foi o set mais equilibrado, a indiana conseguiu mesmo levar a melhor e, com 3-6, colocou o marcador em igualdade e obrigou a ir à negra.
Após perder o primeiro set da semana, Maria João Koehler não se deixou ir abaixo e respondeu como uma verdadeira campeã, assumindo o controlo e voltando a vergar Desai à sua vontade com novo 6-1 para assegurar uma merecida conquista do Hendo Guimarães Open.
Ao triunfar neste torneio ITF de 15.000 dólares, Koehler conquista o seu primeiro troféu de singulares desde 2012 em Astana, Cazaquistão, e o quarto de carreira, o terceiro em solo nacional a juntar a Amarante e Cantanhede, ambos em 2009.
Cajab Awad e Patricia Bejenaru venceram em pares Fonte: Clube Ténis Guimarães
Na vertente de pares, a final já se havia disputado no sábado, Zeel Desai também foi finalista vencida, ao lado da romena Cristina Ene, perdeu para a dupla da libanesa Cabaj Awad e da romena Patricia Bejenaru.
O torneio marcou ainda a estreia em torneios deste nível da promessa Matilde Jorge, que deu boa conta de si, apesar da eliminação logo na primeira ronda.
Escrevo esta crónica num dia muito especial. São as dezassete horas do dia 23 de junho de 2018. O Sporting Clube de Portugal decide o seu presente futuro depois de viver uma temporada que envergonha a próprios e a estranhos. Não sei o que acontecerá dentro de poucas horas e muito menos no amanhã, mas o Sporting merece hoje e a esta hora a minha homenagem. Tinha um nome do futebol internacional meio encaminhado para escrever. Fechei o texto.
Penetrei na internet para me inspirar nalguém que tivesse feito História pela sua qualidade e também pela sua entrega ao clube que neste momento chora. Procurei grandes jogadores do Sporting Clube de Portugal. Apareceram muitos; saltaram nomes que iam desde o imortal Azevedo até ao Rui Patrício. Mas, apareceu um nome que não me fez pensar. Este! Disse para mim e sem acordar quem dormia a sesta. Chama-se: Manuel Fernandes.
Manuel Fernandes nos dias que correm está na minha retina não pelos golos que marcou ao serviço do clube das suas simpatias; mas porque, a última vez que o vi num programa de televisão, chegou ao ponto do pranto que engasga palavras e evidencia a torrente de sentimentos que brotam convulsivamente. Manuel Fernandes veio dos lados da Moita e progrediu no Barreiro como tantos outros craques que deliciaram os adeptos do futebol.
Manuel Fernandes chegou ao Sporting como substituto de Yazalde Fonte: Wiki Sporting
Tocou-lhe entrar em Alvalade depois do Yazalde ter passado e deixado um rastro de magia realizadora. Tremenda tarefa. Substituir um jogador de craveira internacional não está ao alcance de muitos e muito menos se se é, praticamente, prata da casa. Os saudosistas e os incrédulos pararam a pensar. No entanto, Manuel Fernandes começou a deambular no campo. Começou a finalizar. Começou a avançar com a bola nos pés e a passar defesas desconcertados.
Manuel Fernandes marcava; e foi um goleador que venceu os incrédulos. Possuía o dom da colocação na área; no espaço certo onde chegaria a bola. Desarmava as defesas pela colocação; pela técnica e pelo golpe certeiro. Nascera um titular indiscutível e um eterno do Sporting Clube de Portugal.
A sua história é uma de vontade e sonho. Nascido numa família sportinguista, a sua mãe visionara bem cedo que um dia jogaria no Sporting. Começou a dar pontapés no Sarilhense. Mas, um clássico olheiro que percorria os pelados da região quando o viu, convidou-o para tentar a sorte na velha CUF. Depois de um ano a calejar nas reservas, deu o salto para a equipa principal. Passou quatro anos a crescer e a afirmar-se na CUF. Começaram-lhe a chover os convites dos grandes clubes portugueses. O FC Porto, o Belenenses e o Sporting escreveram-lhe cartas de amor. Mas, o seu destino estava marcado pelo caminho do coração. Sorriu e correu para Alvalade.
Jogou doze anos no Sporting. É um dos seus melhores goleadores de todos os tempos. Unicamente o violino Peyroteo tem maior global. Foi capitão e campeão com a sua camisola e continua a desviver-se pelo seu clube como responsável dos olheiros do Sporting Clube de Portugal. É reconhecido pelo universo sportinguista como um dos seus grandes mitos. Foi um jogador que fez saltar de alegria o velho Estádio de Alvalade e merece ser reconhecido.
José Peseiro é o novo treinador do Sporting Clube de Portugal. Não sabemos realmente até quando será, porque teremos eleições dentro de dois meses, mas Peseiro será o próximo homem do leme. Quem tanto criticou o facto de Bruno de Carvalho contratar um treinador antes de uma assembleia de destituição, pode agora opinar sobre uma comissão de gestão (!!!) contratar um treinador que já passou pelo nosso clube sem ganhar nada com um plantel que claramente daria para mais, em 2004/05.
Em primeiro lugar, devo dizer que sou apoiante de Bruno de Carvalho e, também por isso, não sonhava nem ambicionava uma solução (?) como José Peseiro para o cargo de treinador do Sporting. Depois de termos tido Leonardo Jardim, Marco Silva e Jorge Jesus, estamos perante um claro e aflitivo downgrade. José Peseiro já foi adjunto do Real Madrid, já treinou o Sporting numa época de “eterno quase” em 2004/05, esteve no FC Porto numa altura também difícil para os azuis e brancos, abraçando agora um inesperado regresso ao nosso Sporting.
Voltando a essa altura, o Sporting jogava um futebol muito vistoso ofensivamente e esteve perto de ganhar a Taça UEFA e o campeonato principal. Esteve perto, porque falhou tudo numa fatídica semana de maio em que perdeu na Luz e na final disputada em casa, perante o CSKA Moscovo.
Após duas experiências no Minho, José Peseiro está de regresso ao Sporting Fonte: Vitória Sport Clube
Voltando ao regresso de José Peseiro, este é o derradeiro sinal para os adeptos sportinguistas deixarem de olhar para 2018/19 como uma época de conquistas palpáveis no futebol profissional. Apesar do futebol vistoso, penso que José Peseiro é muito curto para um Sporting que deseje lutar realmente por títulos. Se o plantel já vai estar fragilizado devido aos desertores que tivemos, a gestão do plantel também não vai deixar os sportinguistas descansados. As últimas experiências que teve em Braga e Guimarães também não foram positivas, bem pelo contrário.
Penso que pode fazer algo de positivo para a evolução dos muitos jovens que teremos no plantel, mas o Sporting vai partir claramente atrás de um FC Porto que tem um treinador muito capacitado e terá um plantel com certeza forte e de um Benfica que também não tem um treinador à altura do clube, mas terá um plantel fortíssimo. Se as expetativas no Sporting já não eram muitas, a notícia da entrada de José Peseiro ainda vem adensar mais as nuvens em torno do futuro do clube.
Além de não ter sido claramente a primeira escolha, o facto de não ter uma boa imagem perante os sportinguistas não deve contribuir para que haja muita paciência no caso de não haver grandes resultados. Pelo menos, espero que venha ganhar bem menos que o antecessor Jorge Jesus. As más notícias prometem não ficar por aqui. As notícias que apontam para o regresso de jogadores que rescindiram, previsivelmente com ordenados maiores, ou de vendas por preços ridículos, deverá ser mais uma valente machadada na dignidade sportinguista.
Espero que, a esta hora, os 71% que votaram na destituição de Bruno de Carvalho estejam a ver o buraco em que estão a colocar o clube, com gente que não parece estar à altura do Sporting, mas está necessariamente à altura do Sporting que perdeu anos de vida no maldito 23 de junho. Espero bem estar enganado, e claro que o objetivo será ganhar todos os jogos que disputarmos, mas prevejo estarmos a viver de remendos na próxima época.
Verdade seja dita: a sorte podia ter sorrido bastante mais à equipa vila-condense. O sorteio da 2.ª pré-eliminatória da Liga Europa, no passado dia 20 de junho, ditou que o adversário da equipa portuguesa iria ser o Jagiellonia Bialystok.
Os polacos foram segundos classificados nas últimas duas épocas, tendo ficado atrás do Légia de Varsóvia com uma distância de apenas três pontos. Outro facto interessante sobre esta equipa é que conseguiu marcar tantos golos quanto a equipa campeã. O Jagiellonia é, basicamente, uma máquina de fazer golos que, por outro lado, deixa muito a desejar em termos defensivos. E talvez seja mesmo isso que José Gomes deva explorar dentro das quatro linhas no próximo dia 26 de julho.
Outro factor que poderá pesar no duelo entre estas duas equipas está relacionado com o andamento da pré-época. Os polacos começaram os trabalhos bastante antes dos vila-condenses e até já realizaram dois jogos nesta pré-época.
As duas equipas defrontar-se-ão nos dias 26 de julho e 2 de agosto Fonte: UEFA
Os minutos nas pernas de um jogador podem ser decisivos e não digo isto apenas num contexto de final de época em que todos se queixam do mesmo. Digo até pelo sentido inverso, onde um maior ritmo de jogo numa fase inicial de época pode favorecer bastante uma equipa, quer a níveis individuais quer a níveis coletivos. Esperemos que isso não aconteça e que Rio Ave FC consiga lutar dentro de campo para conseguir triunfar além-fronteiras.
Claro que a realidade do campeonato na Polónia é bastante diferente da realidade portuguesa, mas este trata-se mesmo de um grande desafio para equipa do Rio Ave FC. O futebol polaco tem evoluído bastante ao longo dos últimos anos, sobretudo taticamente. O seu campeonato tem recebido vários jogadores e treinadores estrangeiros que têm aprimorado e enriquecido a cultura futebolística no país.
Quem entra para uma competição internacional não pode esperar facilidades. O Rio Ave não tem uma tarefa nada simples pela frente, mas bem sabemos que no futebol nada é impossível, não é verdade? Pois bem, para uma equipa que inicialmente nem iria fazer parte da competição, resta ao Rio Ave acertar o plantel em definitivo o quanto antes e começar a arregaçar as mangas para se preparar da melhor maneira para uma competição de grande exigência como é a Liga Europa.
O clube de vila-do-conde tem-nos sempre habituado a excelentes campanhas no campeonato português. É um dos clubes que, por norma, nos habitua a um bom futebol, que muitas vezes faz a vida negra aos três grandes e que, deste modo, apimenta um pouco a luta pelo título. Está, então, na hora de o Rio Ave mostrar à europa o valor da sua equipa, mas também o valor do futebol português que vai muito além de SL Benfica, FC Porto e Sporting CP.
Muitos ciclistas ficam de fora do Tour de France por opção das suas equipas. No entanto, alguns não conseguem chegar à Grande Boucle porque as suas equipas não têm lugar na competição. Já que a organização francesa oferece wildcards a apenas quatro das muitas equipas Pro Continentais existentes, fomos fazer uma equipa de luxo para o Tour de France com ciclistas das equipas que ficaram de fora da seleção.
Depois de uma época muito bem conseguida por parte dos Boston Celtics, chegou a altura em que rumores e teorias da conspiração emergem a cada segundo. Os Celtics têm tudo. Estrelas já consolidadas, jovens promissores, jogadores de rotação, excelente equipa técnica, excelente estrutura e, como se ainda precisassem, draft picks – e daquelas bem apetecíveis.
Dentro dos muitos rumores, sabe-se que a relação entre Kawhi Leonard e os San Antonio Spurs já viu melhores dias. A sua qualidade faz dele um alvo para qualquer equipa, até mesmo para os já bem apetrechados Celtics. Contudo, será que o custo de adquirir Kawhi compensa? Não, de todo. Kawhi quer ir para Los Angeles Lakers, o próprio já o disse à sua atual equipa. Para os Celtics significaria ter de abdicar de Jayson Tatum – o jogador que os San Antonio mais cobiçam – e isso tem de estar fora de questão.
Nesta offseason, muitos são os jogadores apontados aos Lakers: Paul George, Kawhi Leonard e LeBron James. Imaginando um cenário em que estes três incríveis jogadores vão todos para os Lakers, será que os Boston Celtics ficam atrás? Não me parece.
No cenário ideal, os Celtics têm Kyrie Irving e Gordon Hayward saudáveis, um veterano em Al Horfod, e dois talentos emergentes em Jaylen Brown e Jayson Tatum. Esta equipa em nada é inferior aos “Lakers imaginários”.
Aliás, são uma equipa muito mais sólida devido às opções de segunda linha – principalmente se conseguirem manter Marcus Smart e Aaron Baynes. E mesmo se os Lakers, de facto, juntarem uma Big 3, mesmo nesse cenário hipotético, ainda existem os Golden State Warriors. Os Celtics vão seguir como favoritos no Este, até se LeBron ficar nos Cavaliers. Do outro lado deixá-los lutar – melhor para os Celtics.
Aaron Baynes mostrou-se a bom nível durante a sua primeira época na Beantown. Os fãs, assim como a equipa técnica, querem-no de volta no próximo ano. Fonte: NBA
Portanto, caro GM dos Boston Celtics, Danny Ainge, fica quieto. Foca-te em reassinar contratos com os teus, em solidificar o jogo interior e exterior com alguns veteranos. Só em casos de óbvio lucro é que deves fazer uma troca. A paciência é uma virtude, não é o que dizem?
Uma vitória: foi esta a distância ínfima a que ficaram os Boston Celtics das finais da NBA. Danny Ainge levou-os até lá, Danny Ainge saberá pô-los lá de novo.
Quinto e último jogo da final do campeonato de futsal português e o Sporting Clube de Portugal recebeu no Pavilhão João Rocha o Sport Lisboa e Benfica. Depois de quatro dérbis, dois no Pavilhão da Luz e dois em Alvalade, a final do campeonato teria de ficar decidida na negra. A turma do Benfica é comandada por Joel Rocha enquanto o coletivo leonino é comandado por Nuno Dias, que está de castigo e viu o jogo da bancada, dando o lugar a Paulo Luís.
Este jogo ficou também marcado pela despedida do ala Diogo que disse adeus aos adeptos sportinguistas ainda antes do apito inicial da partida. Além da conquista do título do título de futsal, o Benfica procurava contrariar a hegemonia leonina dos últimos dois anos e o Sporting à procura de fazer o pleno nas modalidades.
Os jogadores, tanto do Sporting como do Benfica, entraram em campo com um ambiente arrepiante nas bancadas: a maioria dos adeptos, do Sporting, a cantar o hino leonino, e os adeptos do Benfica a puxarem também pelos seus jogadores. O primeiro remate de perigo foi de Robinho, pé esquerdo a passar junto à trave de André Sousa e a dar o primeiro aviso sério ao guarda-redes português. Varela, ala do Sporting, num ressalto, fez o primeiro lance de perigo para os leões que alertou e de que maneira a defensiva encarnada.
Pouco tempo depois foi a vez de Raul Campos, do meio da rua, deixar André Sousa ferido no meio do chão devido à potência do remate. Os primeiros minutos da partida não tiveram grandes paragens por faltas, mas Fernandinho fez a primeira falta do jogo aos dezassete minutos para aviso do árbitro da partida. O Sporting tentava responder à ofensiva encarnada e Dieguinho rematava à baliza encarnada com a bola a passar junto ao poste direito da equipa vermelha e branca. Realizados os primeiros cinco minutos da partida, houve ocasiões de golo para ambas as equipas mas com o Sporting com mais bola.
O restante jogo teve poucas faltas com as equipas a não esgotarem as cinco faltas “permitidas”. A primeira parte pode, inclusivamente, descrever-se como um jogo muito dividido dentro e fora de campo: excelente ambiente nas bancadas do pavilhão João Rocha. A primeira parte fica também marcada pelas ordens de Joel Rocha para Roncaglio subir no terreno com frequência para criar vantagem de número de jogadores no processo ofensivo. O próprio Roncaglio acabou por rematar contra a baliza de André Sousa num bom duelo de guarda-redes cheios de qualidade. Contabilizaram-se dois remates potentes do guarda-redes encarnado em direção ao guarda-redes leonino. Deives teve o lance mais perigoso até ao minuto onze da primeira parte: um remate ao poste esquerdo de André Sousa que ainda tocou na bola com a ponta dos dedos.
A iniciar os segundos dez minutos da partida, Raul Campos remata fortíssimo para gigante defesa de André Sousa, com as pernas. Provavelmente o segundo lance de maior perigo da primeira parte. O Benfica foi continuando a rematar e André Coelho chegou a puxar da ponta do pé para fazer a bola passar junto ao ferro da baliza verde e branca. Logo a seguir, Tiago Brito a transportou a bola para o centro do terreno e rematou de pé esquerdo junto ao canto superior direito de André Sousa. O primeiro time out do encontro foi pedido a cinco minutos do intervalo para ambos os técnicos de serviço darem ordens e retificarem pontos dos seus jogadores. Time Out pedido pelo SL Benfica. O Sporting sempre que pressionava tentava pressionar alto para não deixar os jogadores do Benfica passarem.. do meio-campo!
A um minuto e vinte do intervalo foi a vez do banco do Sporting pedir o Time Out. Ao aproximar do intervalo surgiu o primeiro cartão da partida: Merlim foi o primeiro jogador a ser amarelado quando faltavam dezassete segundos para o intervalo, amarelo pela falta cometida ao guarda-redes encarnado no meio campo. Intervalo no Pavilhão João Rocha e soube a pouco futsal devido à ausência de golos em ambas as balizas, isto numa primeira parte em que a equipa verde e branca teve mais posse de bola, o Benfica mais rematador e não inaugurou o marcador por pecar na finalização.
Adeptos do Sporting nunca desistiram e apoiaram a equipa até ao fim Fonte: Sporting Clube de Portugal
Foi preciso esperar pela segunda parte para que o marcador fosse alterado, Raúl Campos ao minuto e meio abriu o ativo depois de surgir na cara de André Santos a colocar a bola no ângulo superior esquerdo da baliza leonina. Em resposta, Diogo na cobrança de um livre rematou por cima da baliza de Roncaglio. Os leões iam tentando chegar à baliza adversária e voltar a empatar a partida. Numa jogada do coletivo dos leões, Fortino obrigou o guardião benfiquista a sair da baliza para fazer um corte providencial. Os leões começavam a ganhar algum ímpeto atacante. Numa triangulação perfeita entre Merlim, Diogo e Fortino, Diogo rematou perto do poste direito da baliza encarnada.
Na resposta e na tentativa de acalmar o poder ofensivo leonino, Raúl Campos rematou de biqueira com a bola a embater num jogador leonino e a chegar as mãos de André Santos. Numa carambola, Roncaglio rematou com a bola a ressaltar em Deives e quase a surpreender André Santos que teve de se esticar para desviar a bola para cima da baliza. Depois de uma jogada de insistência por parte da quadra encarnada, Henmi aproveitou o “adormecimento” dos leões e coloca a bola na área para Fernandinho, que apareceu sozinho à boca da baliza para aumentar a vantagem encarnada, estava feito o 0-2 para o Benfica.
A terminar os primeiros dez minutos da segunda parte, Cardinal recebe a bola de costas para a baliza, enquadra-se para a baliza adversária e remata para defesa do guarda-redes benfiquista, na ressaca Pany Varela remata para o fundo das redes, os leões chegavam ao tão desejado golo que dava esperanças à família verde e branca. No seguimento do golo e não querendo perder o entusiasmo, Fortino recebeu a bola de frente para a baliza e a rematou contra a face de Roncaglio…já se gritava golo nas bancadas, valeu o guardião encarnada que teve de receber assistência médica. O Benfica ia tentando chegar à baliza leonina, com os remates de Fernandinho e Raul Campos, sem muito perigo para André Santos. O Sporting ia respondendo através de Merlim que surgiu na cara de Roncaglio e de Pedro Cary que não conseguiram concretizar estas oportunidades. À entrada dos últimos cinco minutos da partida, Raul Campos (o suspeito do costume) surgiu isolado na cara de André Santos, e tal como Merlim não conseguiu bater o guarda-redes. Após reposição lateral da bola, Diogo ganha a quinta falta.
Na resposta, o técnico leonino solicita desconto de tempo, o primeiro da segunda parte. Na cobrança do livre, Merlim colocou a bola em Fortino que rematou colocadíssimo para o fundo das redes, estava reposta a igualdade no marcador. Assistíamos a uma segunda parte completamente distinta da primeira. Com aquilo que chama os adeptos a saírem de casa para assistir um jogo de futsal, quatro golos, dois para cada lado. Após Henmi sofrer falta, Joel Rocha solicitou o tempo de desconto a que têm direito.
Uma opção idêntica à da equipa técnica leonina que deu origem ao golo da igualdade. Na cobrança, Bruno Coelho não consegue o seu objetivo e a bola sai pela linha lateral depois de embater num jogador leonino. Mais um lance de ataque do Benfica, com Raul Campos a ultrapassar Diogo e a rematar cruzado para defesa apertada de André Santos. Quando se aproximava do apito final do arbitro e apesar de Joel Rocha optar por colocar guarda redes avançado, nenhuma das equipas quis arriscar demasiado e teríamos de esperar pelo prolongamento para sabermos quem iria levantar o troféu de campeão.
O primeiro lance de perigo do prolongamento foi remate fortíssimo de Cardinal que o deixou lesionado tendo em conta o impacto com o adversário encarnado. O prolongamento iniciou-se com o Benfica a jogar mais na retranca e o Sporting a ser o senhor da bola. Tanto que depois de uma defesa apertada de André Sousa, foi o próprio André Sousa a tentar de longe o remate às redes do Benfica. O Benfica voltou no prolongamento a apostar no guarda-redes avançado, Bruno Coelho.
Com mais um jogador na frente, foi a vez do Sporting descer no terreno e limitar-se a travar os movimentos rotativos que os jogadores do Benfica faziam com a bola. Tanta foi a insistência que Tiago Brito deu a bola para Fernandinho encostar para dentro da baliza leonina. Uma jogada de laboratório que saiu na perfeição aos jogadores do Benfica. O Sporting não baixou os braços e rapidamente tentou avançar no terreno com velocidade mesmo estando a trinta segundos do intervalo do prolongamento.
O Sporting entrou pressionante na segunda parte do prolongamento a procurar anular a vantagem encarnada, iniciando logo com Merlim a guarda redes avançado. E foi praticamente a iniciar que Diogo colocou a bola no segundo poste e Fortino surgiu a finalizar, estava novamente reposta a igualdade. O Benfica respondeu e colocou também Bruno Coelho como guarda redes avançado. E foi através deste sistema que Tiago Coelho rematou forte para defesa de André Santos. No seguimento, a bola acabou nos pés dos jogadores encarnados que seguraram a posse de bola até ao último segundo na tentativa de marcar ao cair do pano. Infelizmente para os homens de encarnado isso acabou por não acontecer e o campeão teve de se decidir nos pontapés na marca das grandes penalidades.
O Sporting é tricampeão nacional de Futsal depois de vencer por 3-2 as cinco finais do campeonato nacional. Em casa, perante a sua massa adepta, venceu nas grandes penalidades por 2-0 e fez explodir as bancadas do João Rocha de felicidade. Termina assim a época nacional do futsal nacional com o Sporting Clube de Portugal a ser a equipa mais feliz no final das contas. Além do futsal, e com a conquista do mesmo, o Sporting faz o pleno nas modalidades no pavilhão.
Segundo jogo dos oitavos de final do Mundial de 2018 com o Uruguai a repetir o onze e a manter o losango depois de uma boa exibição frente à Rússia. Já do lado de Portugal três alterações. Gonçalo Guedes e Bernardo Silva de regresso à titularidade e Ricardo Pereira a estrear-se na competição no lugar de Cédric.
A equipa das quinas começou cedo à procura de visar a baliza adversária, mas foram os sul-americanos a festejar primeiro. Cavani virou o flanco da direita para a esquerda, Suarez dominou e tirou um cruzamento mortífero para o mesmo Cavani finalizar com um cabeceamento de grande qualidade e sem qualquer hipótese de defesa. Estava feito o 1-0.
A reação ao golo sofrido foi boa, o Uruguai jogava na expetativa e Portugal tinha mais bola, ia tentando explorar os flancos, mas sempre com alguma dificuldade em materializar a posse em oportunidades. Isto até meio da primeira parte. A partir daqui a qualidade de jogo diminui imenso e o resultado não se alterou até ao intervalo.
Início da segunda parte com mudança tática na seleção nacional. Guedes encostou na esquerda, João Mário na direita e Bernardo Silva no meio, com Ronaldo a “nove” num 4x2x3x1. Numa tentativa de dar a batuta do jogo ao jogador do Manchester City.
As alterações táticas resultaram e Portugal assumiu o controlo do jogo. Aos 54’ bom lance da seleção nacional dentro da grande área adversária a terminar com um remate de Adrien desviado para canto. Como dizia o comentador da RTP, João Pedro Mendonça, «cheirava a golo» e ele não tardou. Canto curto, bom cruzamento de Guerreiro e Pepe a restabelecer a igualdade de cabeça.
A equipa liderada por Fernando Santos passava o melhor momento do jogo, mas uma falha defensiva num pontapé de baliza do adversário deitou tudo a perder. Pepe falhou a interceção, a bola sobrou para Nandéz que passou rapidamente para Cavani e este aproveitou o desposicionamento da defensiva nacional para rematar em arco e fazer o 2-1.
A partir do 2-1, a equipa lusa voltou a assumir a partida e foram inúmeros os lances em que tentaram, mas não conseguiram alterar o resultado contra um Uruguai que, nos últimos 20 minutos, desistiu completamente de atacar.
Final da partida e sentimento claro de injustiça para com o resultado final. É verdade que não foi uma exibição perfeita por parte de Portugal, mas foi bem superior a um Uruguai que durante boa parte do jogo abdicou de atacar e apostou no “chutão”. Bernardo Silva aumentou muito o nível em relação aos jogos anteriores, tal como João Mário, só que Portugal acabou mesmo eliminado depois daquela que foi, provavelmente, a melhor exibição na competição.
ONZES INICIAIS:
Uruguai: Muslera; Cáceres, Giménez, Godín e Laxalt; Torreira, Nández (Carlos Sánchez 80’), Vecino e Bentancur (Cristian Rodríguez 66’); Cavani (Stuani 73’) e Suárez
Portugal: Rui Patrício; Ricardo Pereira, Pepe, José Fonte e Raphael Guerreiro; Bernardo Silva, William, Adrien Silva (Quaresma 66’) e João Mário (Manuel Fernandes 85’); Gonçalo Guedes (André Silva 73’) e Cristiano Ronaldo