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Perdidos no Tempo: Dmitri Alenichev

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fc porto cabeçalho

“Ale, Ale, Alenicheeeeeeeev para o terceiro”… Foi assim, há 14 anos, que em Gelsenkirchen se festejava o golo que selara o triunfo do FC Porto na final da Liga dos Campeões ante o AS Mónaco. Depois de Carlos Alberto e Deco, foi a vez do russo Dmitri fechar as contas e garantir a segunda “orelhuda” da história para os azuis e brancos.

As botas já foram penduradas, mas o sucesso na carreira do soviético parece longe de estar terminado. Agora ocupa um lugar de destaque no banco, o de treinador, e foi assim, de resto, que trouxe o FC Yenisey de volta ao convívio com os grandes do futebol russo.

Nascido na pequena localidade de Veki Luki, Dmitri Anatolievich Alenichev, hoje com 45 anos, nasceu para o futebol em 1991, então ao serviço do Futbolniy Klub Lokomotiv Moskva (Lokomotiv Moscovo) e por lá se manteve até 1994, altura em que saltou para o rival Spartak, onde haveria de terminar a carreira oito anos mais tarde. Pelo meio, tempo para os anos dourados da carreira de Dmitri. Em 1998, a AS Roma adquire-o aos russos do Lokomotiv por uns respeitosos sete milhões de euros. Na época seguinte, face às dificuldades que sentira em se adaptar, acaba por ser emprestado à Associazione Calcistica Perugia Calcio por seis meses. Eis que chamou à atenção de Fernando Santos, que deu o aval à sua contratação em 2000, deixando o FC Porto cerca de três milhões de euros nos cofres romanos.

Alenitchev fez parte do plantel vencedor da Liga dos Campeões em 2004 e marcou na final
Fonte: FC Porto

Nas Antas consegue, irremediavelmente, os melhores números da carreira: 139 jogos e 23 golos marcados pelo médio que permaneceu na Invicta durante três épocas e meia. Ao serviços dos dragões conseguiu ser campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal em duas ocasiões, para além de ter conquistado uma supertaça. O grande destaque vai, naturalmente, para a Liga dos Campeões em 2004, depois de ter ajudado também, um ano antes, a vencer a Taça UEFA ao Celtic Football Club, em Sevilha. Do palmarés constam ainda cinco campeonatos e duas taças da Rússia.

Representou também o seu país em 55 ocasiões, nas quais apontou seis golos. Deu o seu contributo em duas grandes competições de seleções, nomeadamente o Mundial da Coreia/Japão em 2002 e o Euro 2004, realizado em Portugal.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

O jovem do SL Benfica que passa despercebido na era dos pensadores

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Muito se tem falado ultimamente numa alternativa a Ljubomir Fejsa no meio-campo do Sport Lisboa e Benfica. A saída de Andreas Samaris deverá ser uma realidade, pelo que Rui Vitória terá solicitado o regresso de Alfa Semedo para ocupar a vaga deixada em aberto pelo grego. Mas, não querendo pôr em causa a qualidade do luso-guineense que na temporada passada representou o Moreirense Futebol Clube, creio que haveria melhores opções a considerar.

E era aqui que entraria Pedro Rodrigues – Pêpê, no mundo do Futebol. Para quem anda atento à Formação do SL Benfica, sabe que este jogador poderá vir a ter um futuro tremendo, caso saibam aproveitar a sua qualidade. Apesar das suas características e estilo de maestro, Pêpê é um médio que actua na posição mais recuada do meio-campo – a vulgarmente denominada posição seis. Trata-se de um jogador bastante culto a nível táctico e posicional e conhecedor dos vários momentos do jogo. Gosta de ter a bola, procura-a quando não a tem – criando constantes linhas de passe – e arrisca no passe longo e curto, acertando na esmagadora maioria das vezes nas decisões que toma. Com Pêpê em campo, o critério e qualidade na primeira fase de construção estão assegurados, pois joga sempre de cabeça levantada e faz valer a sua visão de jogo.

Após duas épocas com um excelente rendimento na equipa B do SL Benfica, na temporada passada esteve emprestado à equipa do Grupo Desportivo Estoril-Praia. Apesar de ter actuado numa das equipas que terminaram relegadas à Segunda Liga, Pêpê conseguiu mostrar o perfume do seu futebol. Em termos de números, estes não foram impressionantes (um golo e uma assistência em 23 jogos), no entanto, o que os jogadores como este médio dão ao jogo tem de ser bem mais valorizado do que os números que vão apresentando. Em vários jogos do GD Estoril-Praia, bem como na Selecção Nacional de Sub-21, pudemos assistir à exibição das características de Pêpê e ao que ele pode acrescentar ao jogo de uma equipa.

Pêpê é, desde sempre, uma presença assídua nos escalões mais jovens da Selecção Nacional
Fonte: UEFA

O que é facto é que os trabalhos da equipa do SL Benfica já se iniciaram e Pêpê não esteve presente, tendo sido, entretanto, confirmado novo empréstimo para o médio de 21 anos, desta vez ao Vitória Sport Clube, onde será comandado por Luís Castro. A meu ver, esta revela-se uma excelente opção, tendo em conta a qualidade com que o treinador transmontano trabalha os jovens jogadores e os potencializa através do seu modelo de jogo.

Jogando no vértice mais recuado do meio-campo ou num duplo-pivot à frente do médio-defensivo, poderá comandar a construção de jogo vitoriano com bastante qualidade. Prevê-se uma época de grande crescimento e valorização para Pêpê nas mãos de Luís Castro, visto que irá estar inserido num contexto competitivo e de qualidade de jogo, onde o colectivo não é dissociado do desenvolvimento pessoal. Uma vez terminado o empréstimo ao Vitória SC, estou em crer que terá todas as condições para assumir um lugar no plantel do SL Benfica. Voltará ainda mais jogador e mais bem preparado para cada momento do jogo.

Pessoalmente, tenho pena que Pêpê não seja já considerado para alternativa a Ljubomir Fejsa. Não sendo um “destruidor de jogo” como o sérvio, poderia oferecer características que não temos naquela posição, tornando o nosso jogo mais fluido e criterioso e fazendo-nos subir uns quantos degraus na qualidade de jogo. De todas as formas, muito boa sorte para o “Toni Kroos do Seixal” neste novo desafio.

Foto de Capa: SL Benfica

Juan Quintero: o renascer de um craque

Os Mundiais são, sem sombra de dúvidas, a maior montra para um jogador. Todo o mundo pára durante um mês para ficar com os olhos colados aos ecrãs e, claro, há jogadores que aproveitam esta visibilidade para se darem a conhecer.

Não é bem este o nosso caso, pois Juan Quintero é um nosso velho conhecido. Chegou ao Portugal rotulado de “novo James” (de quem é amigo de infância) e a verdade é que tem qualidades mais do que suficientes para isso, porém nunca confirmou na totalidade o seu potencial. Como se costuma dizer, o sucesso é 1% de inspiração e 99% de transpiração e essa é uma das maiores razões para o rendimento inconstante de JuanFer.

Na sua passagem pelo Dragão ficaram bem vincadas as suas características: uma visão de jogo fenomenal, uma qualidade de passe muito acima da média e um pé esquerdo capaz de fazer estragos frente a qualquer adversário. No entanto, a sua falta de compromisso defensivo, recuando a passo, foi sempre um entrave à sua afirmação. Aliado a isto, o descuido com o seu físico fê-lo apresentar-se várias vezes com peso muito acima do suposto.

Depois da experiência mal sucedida no Porto e um empréstimo também não aproveitado na Europa, teve um ano áureo no seu país, onde renasceu para o futebol e marcou 15 golos em 36 jogos ao serviço do Indepediente Medellín. Seguiu-se um novo empréstimo ao River Plate que possibilitou a sua presença na seleção onde, refira-se teve sempre um rendimento muito superior ao que teve nos clubes.

James e Quintero: das ruas de Medellín ao Mundial na Rússia
Fonte: Federación Colombiana Fútbol

Pode ter causado alguma surpresa para o público geral ver que, no jogo inaugural da Colômbia neste certame, Quintero tivesse sido titular e James começasse o jogo no banco. Mas José Pekerman não podia estar mais satisfeito com esta sua opção já que o camisola 20 carregou a sua equipa às costas, mesmo com menos uma unidade em campo. Nos 60 minutos em que atuou, Quintero foi o principal desiquilibrador, somando muitos passes a rasgar linhas e a deixar os colegas em ótimas posições para finalizar. A coroar a sua exibição, um livre magistral em que fez passar a bola por baixo da barreira só terminou no fundo das redes nipónicas, fazendo o empate na altura.

Se a primeira exibição de JuanFer foi um brilharete, que dizer da segunda… Desta vez conjugado com James no onze, os dois amigos de infância estiveram ao seu melhor nível, tal como faziam nas ruas de Medellín, e combinaram na perfeição para o primeiro golo colombiano: a simulação de remate de Quintero é fabulosa e o cruzamento do 10 foi delicioso. Para além dos passes formidáveis e de um nunca antes visto compromisso defensivo intenso, Quintero esteve igualmente na jogada do segundo golo, desmarcando na perfeição Falcao, numa assistência que foi mais que meio golo. Aliás, o jogo frente à Polónia correu-lhe de feição, que até motivou José Pekerman a chama-lo ao banco para lhe dizer: Juan! Juan! Crack! Crack! Crack! Sos un crack!.

Não é para menos, afinal estamos a viver o renascer de um craque. Depois de uma enorme crise existencial que o fez deixar o futebol para segundo plano para se dedicar à música (lançou várias músicas de reggaeton), o futebol está novamente a reencontrar-se com um enorme talento.

“O futebol está a dar-me uma nova oportunidade, devolveu-me o sentimento de ter voltado a ser útil”, disse. Que seja sempre assim, com todos os talentos capazes de embelezar o futebol!

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

 

É uma pena deixarmos de ver Marrocos jogar

O momento de forma de Marrocos na chegada à Rússia comprovou-se nos relvados do campeonato do mundo, mas, infelizmente para a formação magrebina, não houve correspondência nos resultados. Voltou 20 anos depois a um mundial. Esteve no França’98. Despede-se com o sentimento de que ser talvez a melhor seleção africana não lhe valeu de muito em termos de resultados num grupo com dois pesos pesados. Faltou assertividade.

Se olharmos aos números, Marrocos teve um número assinalável de remates nas três partidas do grupo B, mas apenas uma percentagem reduzida foi enquadrada com a baliza. No estilo, foi fácil de reconhecer, e se pegarmos no caso do jogo com Portugal, a qualidade de jogo ofensiva da equipa do norte de África.

Fernando Santos não escondeu no final desse encontro alguma irritação pela seleção das quinas não conseguir ter bola. Aí entra o mérito marroquino. O pressing no último terço atacante foi imagem de marca e, com bola, a qualidade e intensidade com que agredia rumo aos espaços, sobretudo nos flancos, era um problema para qualquer defesa.

Nordi Amrabat, Ziyach e Harit foram provavelmente os jogadores que mais se destacaram neste modelo de Hervé Renard que se mostrou ao mundo com um espírito de luta abnegado. O problema foi a finalização e ser letal dentro da área. Renard recorreu a três pontas-de-lança: El Kaabi (titular na estreia com o Irão), Boutaib (titular nos outros dois encontros) e En-Nesyri (entrou na segunda parte contra a Espanha).

Nordi Amrabat foi um das figuras de destaque de Marrocos. Incansável nos 90 minutos. Irreverente, sim, mas muita qualidade!
Fonte: Fédération Royale Marocaine de Football

Os marroquinos só marcaram no último jogo, e logo dois golos, mas aí, contra ‘La Roja’, o jogo já foi diferente. Quem teve mais bola (como facilmente se previa) foi a Espanha e aí os ‘leões-do-atlas’ tiveram de lutar contra a própria identidade, daí os seis amarelos que registaram ao contrário dos jogos com Portugal e Irão onde apenas viram um amarelo em cada. Na despedida, também sobressaiu, aliado à eficácia, outro dado: o poderio nas bolas paradas ofensivas.

O elo mais fraco no que diz respeito a uma linguagem setorial terá sido a defesa e também um específico momento do jogo: a transição defensiva. Benatia não tem um colega no eixo defensivo do seu nível e isso nota-se. No primeiro jogo foi Saiss, no segundo foi Manuel da Costa. No terceiro, o central da Juventus foi poupado por Hervé Renard. Quer um quer o outro não convencem.

Por outro lado, como Marrocos gosta de jogar subido, foram visíveis as dificuldades em suster os adversários quando ativavam o contra-ataque. Os laterais projetavam-se muito e ia valendo um meio-campo sólido (El Ahmadi, Boussoufa e Belhanda) que foi assegurando equilíbrio, mas faltou articulação com o coração do ataque…

Agora só em setembro volta a competir. Dia 6, com o Malawi, para a qualificação da CAN 2019. Gostava de ver Renard continuar em Marrocos e sustentar ainda mais este projeto magrebino. No próximo mundial, voltariam e creio que voltarão a ser candidatos a surpreender. É uma pena deixar de ver esta seleção jogar. Os 90 minutos passam rápido!…

Foto de Capa: Fédération Royale Marocaine de Football

Artigo revisto por: Jorge Neves

Rodrygo: mais uma jovem promessa que deixará precocemente o futebol brasileiro

Casa de grandes jogadores e com campeonatos cada vez menos qualificados, o Brasil continua a sua notória e ingrata missão de exportar “diamantes brutos” para serem lapidados em grandes e pequenas equipas de futebol da Europa. É o caso do miúdo Rodrygo, que mal vestiu a camisa da equipa principal do Santos e já atuará pelo Real Madrid em 2019.

Com apenas 17 anos de idade, 29 partidas e 9 golos pela formação brasileira, Rodrygo Silva de Goes é mais um de centenas de jogadores que anualmente deixam o futebol brasileiro para encher os bolsos – e o ego – no velho continente.

Vítima ou premiado do predador mercado europeu, que leva cada vez mais cedo os atletas da América do Sul, o jovem Rodrygo não é ídolo e pouco fez – ou teve oportunidade de fazer – para merecer tal estatuto no Santos, contudo, a expectativa depositada nele já tem o peso da camisola do todo poderoso Real Madrid. Um peso que pode – e certamente vai – influenciar negativamente o seu desempenho enquanto permanecer no futebol brasileiro.

Rodrygo é jovem mas captou a atenção do Real Madrid
Fonte: Santos FC

Rodrygo chegou ao Santos em 2011 para jogar na equipa de futsal do clube, no mesmo ano passou a atuar pelos escalões de formação, onde se destacou, com golos e assistências precisas e boas atuações que lhe renderam uma convocação para a Seleção Brasileira Sub-17.

Veloz pelas alas, dribles curtos e bastante intensidade em suas partidas, são algumas das principais características do ‘garoto’, que tem se mostrado decisivo nas partidas, mesmo quando a equipe da Vila Belmiro joga mal. Estilo parecido com o de Vinícius Jr., outra jovem promessa brasileira negociada com os madrilenos a peso de ouro, ou melhor, de Euro, cerca de €85 milhões nas duas transferências, para ser mais exato. Um padrão de investimentos do Real Madrid que se der certo renderá muitos títulos.

No entanto, diferente de jogadores como Neymar e Robinho, que já eram ídolos quando deixaram o Peixe, Rodrygo ainda é uma promessa, com muito potencial, é verdade, mas como diriam os saudosos comentadores do futebol brasileiro: “ainda não está maduro”. É certo que a maturidade vem com o tempo, o que resta saber é se o futebol, as atitudes e a mentalidade do jovem permanecerão intactos.

Foto de Capa: Santos FC

Artigos revistos por: Jorge Neves

Paris recebe a Diamond League. E promete!

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A Diamond League regressa já este sábado, sendo que é a vez de Paris receber algumas das maiores estrelas do Atletismo Mundial. Ainda que o meeting ocorra a uma hora nada simpática para os portugueses adeptos do desporto em geral – será à mesma hora do Portugal-Uruguai para o Mundial de futebol – existirão vários motivos de interesse, seja para acompanhar em directo ou mais tarde em diferido.

De seguida, passaremos a elencar as dez principais provas a acompanhar, procurando mais uma vez distribuir as mesmas equitativamente pelo masculino e feminino.

Um pesadelo chamado Selecção Nacional

Ainda o jogo da passada segunda-feira…

Após o empate invade-me um silêncio singular interrompido pelas dezenas de pessoas que, em meu redor e quase na totalidade, se viram contra essa nova ferramenta de apoio á arbitragem apelidada de VAR – Video Assistant Referee, e que me parece que se deveria chamar de VAW – Wishes Video Assistant.

Mais duro foi o silêncio segundos depois. A bola na grande área lusa, o jogador do Irão a rematar, Rui Patrício sem nada poder fazer e o Irão num minuto a revirar o resultado e eis que o pesadelo se desmembra em cada órgão meu.

“Estamos eliminados” – pensei. E estávamos mesmo!

Pi pi pi. Fim do jogo. Algum silêncio, muitas bocas para o árbitro e algumas vozes já a encaminharem-se na direcção dos ouvidos do Fernando Santos. Debandada geral. Campeões da Europa eliminados na fase de grupos do Mundial. Que vergonha!

E o Alentejo?

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Atualmente a centralização de Portugal em Lisboa e no Porto é um tema debatido de forma acesa. No entanto, esta centralização vem-se notando no Andebol Português nos últimos anos. As principais equipas formam-se nas zonas de Lisboa, Porto e Algarve, deixando o Alentejo como um autêntico deserto.

Claro que a diminuição da população jovem nesta zona é um importante fator para este facto, mas a verdade é que a Federação nada tem feito para apoiar os poucos clubes que ainda conseguem sobreviver no Alentejo. Neste momento são apenas cinco os clubes que ainda praticam a modalidade no Alentejo: CCP Serpa, ACR Zona Azul, CAUTCHÚ (distrito de Beja), NA Redondo e Évora AC (distrito de Évora). Para agravar esta situação, as Associações de Beja e Évora foram extintas.

Mas os clubes, apesar das dificuldades que atravessam, continuam a dar o máximo com as condições que têm. No escalão de Infantis, as equipas do NA Redondo e do Évora AC disputaram a Final Four de acesso ao Encontro Nacional de Infantis Masculinos. A equipa de Évora conquistou o 23º lugar, à frente de equipas como o Vitória Setúbal, do Avanca e Vela Tavira.

Equipa de infantis do Evora AC
Fonte: PhotoReport.in

Já no escalão de Iniciados, a Fase de Apuramento para a Fase Final da Zona 2 foi realizada em Beja e organizada pelo ACR Zona Azul, que também participou nessa Fase, vencendo o grupo com três vitórias e três jogos. Na Fase Final, a equipa conquistou o 4º lugar, com os mesmos pontos do Sporting CP.

Equipa de Iniciados do ACR Zona Azul
Fonte: ACR Zona Azul

Inglaterra 0-1 Bélgica: Os diabos vermelhos vencem, os ingleses sorriem

O jogo que fechou a fase de grupos do Mundial, opôs duas seleções que estiveram até agora em grande plano, mas ambas mascaradas com as suas segundas opções. Talvez por isso tenha sido um jogo mais morto, escasso de oportunidades, e com pouca emoção. A Bélgica fecha o grupo em primeiro lugar, e vai parar ao lado dos tubarões, enquanto a Inglaterra fica com o caminho teoricamente mais acessível. Uma derrota que poderá vir a revelar-se uma grande vitória.

O jogo não correspondeu às expectativas dos adeptos
Fonte: FIFA

O jogo foi morno, sem perigo para as duas balizas, muito dividido a meio campo, tendo a Bélgica entretido o público, ainda que por poucas vezes. A apontar um golaço de Januzaj, ao minuto 51’, que foi quase tão bom como a reação de Batshuyai logo de seguida. Se não viram, corram, e vejam os dois momentos. Difícil escolher qual o melhor. Pouco depois foi a Inglaterra a trazer qualquer coisa ao jogo, mas Rashford isolado na cara de Courtois, falhou clamorosamente a única oportunidades que os homens de Southgate criaram. Até final, a Bélgica teve as melhores oportunidades, e sai do jogo como justo vencedor, e com tarefa complicada na fase a eliminar. Para já o Japão, mas depois, a passar, será a doer.

Inglaterra: Pickford, Danny Rose, Eric Dier, John Stones (Maguire) , James Vardy, Gary Cahill, Phil Jones, Delph, Rashford, Loftus-Cheek, Alexander-Arnorld (Welbeck)

Bélgica: Courtois, Vermaelen (Kompany), Fellaini, T. Hazard, Tielemans, Jamuzaj (Mertens) , Dembele, Boyata, Batshuayi, Chadli, Dendoncker

Panamá 1-2 Tunísia: 40 anos depois, a vitória

Sem ambições no grupo, Panamá e Tunísia encontravam-se num encontro onde ambas as selecções tinham algo para conquistar. Para os jogadores da América Central, era a possibilidade de conquistar os primeiros pontos de sempre num Mundial, para os tunisinos era a possibilidade de conquistar uma vitória 40 anos depois da última na prova.

Como seria de esperar, a Tunísia entrou melhor. As 6 alterações feitas pelo selecionador pretendiam mostrar que a equipa africana tem opções válidas no banco. Mas com o passar do tempo, o Panamá acreditou e começou a perder o medo, a subir e a rondar a área africana, explorando algumas falhas defensivas do adversário que já tinham ficado evidentes nos jogos anteriores.

E o momento de festa chegou aos 33 minutos. Um remate de Puma Rodriguez bateu em Meriah e entrou. E se a festa foi enorme no primeiro golo do Panamá, mesmo estando a ser goleado, imagine-se agora em vantagem. As bancadas explodiram de alegria e ao intervalo a vantagem do Panamá premiava a forma como não baixaram as linhas.

A Tunísia saiu com uma vitória no Mundial
Fonte: FIFA

Mas do banco veio a mensagem oposta. Hernán Gomez, com fome de ganhar o primeiro jogo, quis logo defender a vantagem e abdicou de um avançado para colocar um central. A equipa não se adaptou à nova táctica e Youssef empatou. Um golo histórico já que era o golo 2.500 em Mundiais. Voltando à táctica inicial a equipa americana bem tentou, mas a Tunísia estava melhor e com naturalidade chegou ao 2-1 por Khazri.

Mas sem baixar os braços, o Panamá procurou a história. Sempre mais com o coração, a equipa mostrou-se esforçada mas sem a capacidade para decidir da melhor maneira no momento final. Valeu a intenção. O resultado foi justo para a equipa mais objectiva, mas o Panamá, mesmo com 0 pontos, sai de cabeça erguida pelo esforço realizado e pela tentativa de equilibrar sempre o jogo. No final, a maneira como os jogadores e adeptos encaravam este jogo devia ser a maneira como o futebol deve ser vivido: uma festa.

Onze inicial

Panamá: Penedo, Escobar, R. Torres (Tejada), Gomez, Barcenas, G. Torres (Cummings), Machado, Ovalle, Avila (Arroyo) , Godoy, J. Rodriguez

Tunísia: Mathlouthi, Meriah, Haddadi, Bedou, Ben Youssef, Khazri (Srarfi), Sassi (Badri), Skhiri, Chaaleli, Naguez, Sliti  (Khalil)