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Japão 0-1 Polónia: Arigato, Colômbia!

O futebol tem destas coisas! A equipa que o Japão havia derrotado no primeiro jogo do grupo foi a mesma que os salvou da eliminação.
‘Samurais azuis’ e ‘Águias Brancas’ tinham objetivos diferentes para esta partida. Ao Japão bastava um ponto para se tornar a única representante asiática nos oitavos-de-final, já a Polónia queria despedir-se com uma vitória para evitar que esta prestação fosse a pior da sua história no que toca a campeonatos do mundo.
Japoneses com seis mudanças no onze inicial, cinco delas do meio-campo para a frente, já nos polacos nota para a titularidade de Fabianski na baliza, bem como Jedrzejczyk e Kurzawa.
Logo no minuto inicial, Muto, novidade no onze de Nishino isola-se, mas Fabianski, atento, sai e controla a bola. A fase inicial do jogo pautou-se pelo equilíbrio com, ao contrário de nos jogos anteriores, o Japão numa postura mais de controlo dos espaços e a Polónia a ter mais bola, mas sem grande esclarecimento na construção ofensiva.
Aos 12’, Okazaki cabeceia ao lado depois de atacar o espaço ao 1º poste num lance que teve origem num passe errado de Bednarek. Nos minutos seguintes, Usami e G. Sakai testaram mais uma vez o guardião polaco, em estreia num campeonato do mundo e que, só na etapa inicial, ultrapassou o número de defesas do colega de posição, Szczesny, neste mundial.
A grande ocasião da primeira parte, todavia, seria da autoria dos polacos quando Grosicki, depois de uma jogada coletiva bem delineada, ter cabeceado para perto do poste direito de Kawashima. O veterano guarda-redes asiático foi lá buscá-la mesmo no limiar da linha de golo. Foi o grande momento. A grande fotografia dos primeiros 45 minutos!
Na segunda parte, o Japão, de forma ponderada, foi aos poucos gerindo a posse de bola e rondando a área polaca. Mas, mais uma vez, os europeus foram contra a corrente do jogo. Kurzawa, num livre descaído para a esquerda, cruza de forma perfeita e Bednarek inaugura o marcador ao 2º poste com uma finalização com a parte interior do pé. Um Kurzawa, o outro (Bednarek) marcava!
O Japão, a partir daí, começou a olhar com mais atenção para o jogo Senegal x Colômbia, como é natural. Sobre o relvado, a ansiedade foi tomando conta dos nipónicos…Mas eis que aos 75’ e depois de um flagrante desperdício de Lewandowski (74’), a Colômbia marca ao Senegal e os japoneses percebem que estão apurados dessa forma pelo critério do fair-play, pois tinham menos dois amarelos que os senegaleses. Aos 81’, Makino poderia ter estragado tudo, quando num corte, ia introduzindo a bola na própria baliza. Kawashima respondeu bem mais uma vez!

Akira Nishino abdicou de atacar no último quarto de hora. Esses últimos 15 minutos foram um autêntico pacto de não-agressão de parte a parte que roça a conduta anti-desportiva
Fonte: FIFA

Até final, não vale a pena escrever muita coisa. Nishino tira o ponta-de-lança, Muto, e coloca Hasebe, o capitão, que entrou para dar as ordens aos colegas de equipas. Manter a bola. A Polónia, a ganhar, não pressionava. A bola não passava do meio-campo no pé para pé dos nipónicos. Os assobios foram cada vez mais ruidosos na Arena de Volvogrado. Blaszyskowski nem entrou porque o jogo não parou. Grosicki recebeu ordem de Nawalka para, no último minuto, simular lesão e obrigar a paragem do jogo para o colega entrar. Assim o fez, mas o árbitro não foi na cantiga. Muito feio este final do encontro, muito feio mesmo!
No outro jogo nada mudou depois do tento colombiano…Arigato, Colômbia!

Onzes iniciais
Japão: Kawashima; H. Sakai, Yoshida, Makino, Ngatomo; Yamaguchi, Shibazaki; G. Sakai, Usami (Inui, 65’), Okazaki (Osako, 47’); Muto (Hasebe, 82’).
Polónia: Fabianski; Bereszynski, Glik, Bednarek, Jedrzejczyk; Goralski, Krychowiak; Grosicki, Kurzawa (Peszko, 79’), Zielinski (Teodorczyk, 79’); Lewandowski.

Senegal 0-1 Colômbia: E foi Mina que os salvou!

Senegal e Colômbia encontravam-se na derradeira partida que ditava a sua passagem aos oitavos de final. Ambas as equipas tinham oportunidade de passar, contudo tinham que estar atentos ao jogo que se disputava ao mesmo tempo entre o Japão e a Polónia, já que o Japão também lutava pelo seu apuramento.

A primeira oportunidade de golo foi para a Colômbia, através de um livre rasteiro batido em direção ao poste contrário, testando os reflexos de N’Daye, que sacudiu para canto. Pouco tempo depois, pedia-se grande penalidade na área colombiana e, inicialmente, esse pedido foi acedido; porém, depois de uma análise atenta do VAR, a decisão foi revogada, para alívio dos diversos colombianos presentes no estádio. Contudo, a festa sul-americana deu lugar a preocupação, com James a necessitar de sair por lesão, entrando para o seu lugar Muriel.

O jogo entrou em intervalo e, verdade seja dita, sem ter muitas oportunidades criadas de parte a parte. Esperava-se que a Colômbia entrasse mais ofensiva devido à sua necessidade de ganhar para passar à próxima fase, mas o Senegal bateu-se muito bem e anulou os ataques da equipa sul americana. Desta forma, se os resultados se mantivessem assim, os colombianos estavam fora do Mundial.

James saiu lesionado à meia hora de jogo
Fonte: FIFA

A partida recomeçou e, numa altura em que a Colômbia estava à procura do golo, todo o estádio, sem excepção, gritou em euforia: a Polónia, no outro jogo do grupo, acabara de marcar golo, o que significava que ambas as equipas desta partida passavam aos oitavos, relegando o Japão para o terceiro lugar.

Numa altura em que o jogo parecia estar bastante equilibrado, quase que como um pacto entre ambas as equipas para passarem, a Colômbia acabava por chegar à vantagem: Quintero marca canto do lado direito e assiste Yerry Mina para um cabeceamento fuzilante, não dando hipótese a N’Diaye. Os senegaleses acabaram por responder e Ospina acabou por mostrar a sua qualidade por duas vezes, mantendo a vantagem para os colombianos.

Os senegaleses foram do céu ao inferno neste jogo: começaram como teoricamente classificados, estiveram a desfrutar desse resultado durante algum tempo e acabaram eliminados deste torneio. Por outro lado, os colombianos podem-se gabar da muita sorte que tiveram durante este torneio e ainda por terem jogadores na sua defesa mais mais concretizadores que os seus atacantes.

Ainda uma palavra de louvar para o excelente torneio feito pelo Senegal, que mostraram um futebol de qualidade e muita coesão defensiva, bem como para os seus adeptos que fizeram de cada jogo uma festa, dando assim o ambiente que um jogo de futebol desta envergadura merece. Merecia mais do que ir para casa por… cartões amarelos.

Onzes iniciais:

Senegal: N’Diaye, Koulibaly, Gana, Sane, Kouyate, Mane, Sabaly (Wegue), Ismaila, Niang (Sakho), Keita Balde (Konate) Gassama

Colômbia: Ospina, Mojica, Yerry Mina, Carlos Sanchez, Santiago Arias, James Rodrigues (Muriel), Quintero, Cuadrado, Falcao (Borja), Davinson Sanchéz, Uribe (Lerma)

E agora, o que fazer com Bruno Varela?

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Bruno Varela foi titular indiscutível nas redes do SL Benfica em 2017/2018. Venceu a titularidade a Paulo Lopes, que, entretanto, se retirou, e a Svilar, que podia ter espreitado um lugar, mas que não vingou.

Sem uma concorrência forte, Varela foi utilizado na grande maioria dos jogos. No início da época, até começou bem, mas não convenceu nas restantes partidas e a temporada acabou por ditar uma má prestação, ainda que tenha mantido a titularidade, devido à escassez de alternativas para a posição.

Numa altura em que a época 2018/2019 está prestes a arrancar, e com a temporada 2017/2018 para a história, cabe ao SL Benfica começar a arrumar a casa e decidir o que fazer aos seus atletas. Estamos numa das fases mais sensacionais, o mercado de verão, e o clube da segunda circular já oficializou, até à data, oito reforços, sendo um deles para a baliza, um dos setores mais fragilizados e que precisa de uma autêntica revolução.

Para a próxima temporada, a chegada de Odysseas Vlachodimos, ex-Panathinaikos e Estugarda, é uma lufada de ar fresco para este setor. Em princípio, será o próximo titular do SL Benfica, substituindo Bruno Varela no lugar que desempenhou na temporada passada.

Odysseas Vlachodimos é a alternativa para Bruno Varela em 2018/2019
Fonte: SL Benfica

Quanto aos restantes guardiões, Paulo Lopes retirou-se e o empréstimo de Svilar é mais que certo. Tendo em conta estas circunstâncias, e a época que Bruno Varela realizou, que suscitou opiniões muito distintas, coloca-se a questão enunciada no título deste artigo, que coloco para discussão.

Acredito que Bruno Varela se possa manter no SL Benfica, mas dificilmente irá recuperar o lugar de titular absoluto. Pode também ser emprestado, mantendo o vínculo com o clube, como uma forma de ganhar mais experiência e rotatividade. Como terceira opção, a venda a outra formação pode significar o fim de contrato com o clube da Luz, onde se formou como júnior e sénior.

Estas opções são perfeitamente exequíveis, no entanto, a que me parece mais adequada, por enquanto, é o empréstimo.

Não quero, com isto, dizer que Bruno Varela é um mau guarda-redes, muito pelo contrário! O que aconteceu em 2017/2018 foi a prova viva de que foi muito cedo para alcançar a titularidade num clube com a dimensão do SL Benfica.

No Vitória de Setúbal e na seleção de sub-21, onde impressionou e deu provas do seu talento, a titularidade assentou-lhe que nem uma luva. Todavia, no SL Benfica foi um passo muito arriscado, que colheu os frutos que colheu.

Para esta temporada, a equipa de Rui Vitória precisa de um guarda-redes mais experiente, que saiba dar conta do recado para uma época inteira. Bruno Varela não é esse tipo de guarda-redes, pelo que o empréstimo é a opção mais correta. Porém, considero que possa voltar a ser titular, porém, este não é o momento.

Perante estas circunstâncias, e com a oficialização de Vlachodimos, o mercado de verão será decisivo para o futuro de Bruno Varela, que pode ou não se manter no SL Benfica, que precisa, além do recém-contratado, de mais uma ou duas opções para compor o trio de guardiões que vão defender as cores do clube em 2018/2019.

Foto de Capa: SL Benfica

5 golos decisivos da época azul e branca

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fc porto cabeçalho

Numa época que culminou com a reconquista do campeonato, nem todas as vitórias foram fáceis. Desde empates desfeitos em clássicos a golos marcados ao abrir ou cair do pano, muitos momentos fizeram os adeptos azuis e brancos suspirar de alívio, e vibrar!

Com o melhor ataque da época, num total de 82 golos marcados, alguns destacaram-se não só pela componente técnica envolvida na jogada e nota artística do tento em si, mas também pelo carácter decisivo que tiveram.

Olheiro BnR – Raphinha

Nascido em Porto Alegre (Brasil), Raphael Dias Belloli (Raphinha como é conhecido no mundo futebolístico) ingressou este Verão no Sporting Clube de Portugal. Era já um amor algo antigo e, até por isso, o extremo chega a Alvalade com expetativas elevadas.

Mas vejamos então quem é a mais recente contratação do Sporting para o ataque. Formado no Avaí, Raphinha chegou ao Vitória de Guimarães na época 15/16 por seiscentos mil euros. Rapidamente deu nas vistas e logo na sua segunda época participou em 32 jogos e acabou por fazer 1706 minutos.

Raphinha é uma das principais armas das alas leoninas na próxima época
Fonte: Vitória Sport Clube

Porém, foi na época transata (2017/18) que Raphinha se assumiu como um elemento fundamental na equipa da cidade de Berço. Ao marcar quinze golos em 32 golos, o extremo evidenciou-se na Liga Portuguesa e foi uma das principais revelações do campeonato português.

Raphinha chega ao Sporting com o rótulo de possível estrela. Já apresentou números bastante positivos, porém num contexto completamente diferente do contexto do Sporting Clube de Portugal. Será o extremo capaz de se afirmar como se afirmou no clube nortenho?

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Jogadores que Admiro #94 – Alexa Bliss

É a minha lutadora preferida na atualidade e um dos principais motores da divisão feminina na WWE. Com apenas 26 anos, Alexa Bliss tem quebrado recordes e evoluído imenso em ringue. Ao microfone, não se fala, uma vez que é exímia a falar e a dinamizar um segmento com outras lutadoras.

Chegou ao NXT em 2013, com uma personagem inocente e sem qualquer rumo. A direção que precisava surgiu em 2015, quando se juntou à equipa de Blake e Murphy, desempenhando um papel de vilã na rivalidade com Enzo Amore, Big Cass e Carmella.

Essa foi a altura em que o talento de Alexa começou a dar frutos. Acompanhada por Blake e Murphy, teve oportunidades pelo título feminino, que nunca venceu, e aliava à sua evolução como performer a habilidade de falar ao microfone e de lutar, que só viria a ser desenvolvida mais tarde.

Quando chegou ao plantel principal da WWE, em 2016, vimos uma Alexa mais consistente e completa em ringue e fora dele. A WWE apostou nela e decidiu dar-lhe um lugar de destaque no Smackdown Live, ao conquistar o Smackdown Women’s Championship por duas vezes.

Rivalizou com Naomi e Becky Lynch, uma das melhores lutadoras da atualidade, e teve o privilégio de se aliar a Mickie James, que lhe passou os ensinamentos necessários para esta fase da carreira.

Alexa Bliss está exatamente onde merece estar: no topo da divisão feminina
Fonte: WWE

Foi transferida para o Raw no Superstar Shake Up 2017 e explodiu por completo! O talento que se tinha intensificado no Smackdown Live tornou-se mais visível, pelo facto da WWE lhe voltar a dar um lugar de verdadeiro destaque na divisão feminina.

Daí para a frente, o percurso foi feito com o Raw Women’s Championship ao ombro por três vezes, que permitiu consolidar Alexa como a grande estrela que é hoje. As rivalidades com Bayley, Sasha Banks, Mickie James e Nia Jax serviram para lhe dar mais experiência e proporcionar, ao mesmo tempo, boas exibições em ringue.

A sua carreira, de apenas cinco anos, tem evoluído a um ritmo alucinante e as melhorias em ringue notam-se sempre que entra para combater ou falar ao microfone.

Apesar de não ser a melhor lutadora na empresa, é uma performer que trabalha imenso para estar onde está e, por essa razão, merece estar na exata posição que desempenha atualmente.

O meu sentimento em relação a Alexa Bliss é de profundo orgulho pela carreira que está a construir. A “Goddess” da WWE e atual Raw Women’s Champion é uma estrela em ascensão, cujo talento cresce semana após semana. Além disso, é dona de um tremendo carisma e de todas as caraterísticas necessárias para vingar.

Acredito que o futuro é promissor para Alexa Bliss e espero que continue a fazer história, como tem feito até aqui!

Foto de Capa: WWE

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Os vencedores (e derrotados) do Draft

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O draft da NBA, uma noite que torna os sonhos de 60 jovens atletas em realidade e que é, cada vez mais, até pelo exemplo dos Golden State Warriors, um evento acompanhado pelos fãs que procuram encontrar a próxima pérola. O draft de 2018 teve menos drama e menos trocas do que o esperado, mas não deixou de ter surpresas.

Os Phoenix Suns foram os primeiros a escolher, mas nem foi por aí que se tornaram, talvez, os maiores vencedores da noite. A escolha de Ayton já era apenas uma formalidade, mas ninguém esperava que conseguissem pegar na 16.ª escolha e regressassem ao top 10 para resgatar Mikal Bridges, que havia sido escolhido pelos Sixers. Mais do que isso: com a primeira escolha da segunda ronda, os Suns conseguiram o base francês Elie Okobo, que para muitos seria escolhido nos primeiros vinte. Foi uma noite vitoriosa para os Spurs que começam a tapar os muitos “buracos” do seu plantel.

Também em modo vitorioso estiveram os Dallas Mavericks, Denver Nuggets, San Antonio Spurs e Boston Celtics. Os Mavs porque conseguiram, por quase nada, chegar ao top 3 e escolher um dos mais intrigantes jogadores desta classe: Luka Doncic. Os Nuggets viram o inesperado acontecer, quando treze equipas decidiram deixar passar Michael Porter Jr. A lesão pode tê-los assustado mas, sem ela, Porter é um dos melhores jogadores a entrarem esta temporada para a NBA. Os Spurs viram Lonnie Walker, um jogador ainda “verde” mas com muito potencial cair-lhes nas mãos na posição 18 e, por fim, Boston ganhou (e ultimamente só tem ganho – jogos sete contra o LeBron não contam) ao adquirir um poste (a sua posição mais carenciada) que deveria ter sido escolhido bem mais cedo. Robert Williams é uma cópia de DeAndre Jordan e, bem utilizado e mentalizado para tal, pode ser uma peça fundamental para Brad Stevens.

Luka Doncic, o próximo europeu a ser adorado em Dallas
Fonte: Dallas Mavericks

Ainda assim, o draft não é, habitualmente, um evento em que todos tomam boas decisões e muitas equipas fizeram asneira. Os Hawks talvez a maior. Sim, Trae Young pode vir a ser como Stephen Curry. Mas é uma probabilidade algo pequena. Não se destrói a equipa toda no verão para se perder jogos e ganhar um lugar alto no draft, para depois chegar ao dia e trocar talvez o maior talento do draft, que sabe fazer quase tudo, por alguém que pode muito bem saber atirar umas bolas de fora…

Antes dos Hawks, já os Kings haviam escolhido Marvin Bagley e, embora eu goste bastante do potencial e do tipo de jogo do poste e não querendo bater na mesma tecla, havia Doncic. E se eu deixo passar os Suns, porque Ayton é um jogador que não aparece muitas vezes, os Kings já não fazem tanto sentido. Porque as questões relativamente a Bagley são muito grandes. E porque havia um esloveno que sabe jogar este desporto… Os Hornets mantiveram a tradição de escolherem um jogador que faz zero sentido para o seu plantel, neste caso Shai Gilgeous-Alexander, um base que defende bem mas que não sabe lançar a bola. E, para isso, os Hornets já têm toda a gente que não se chama Kemba Walker (e esse até pode estar de saída).

No geral, parece-me ter havido mais equipas com boas decisões, até porque o talento o permitia. Haverá jogadores que surpreenderão e outros que vão desiludir à grande. Nunca  nos devemos esquecer que Donovan Mitchell, o rookie de 2017 (Ben Simmons foi escolhido em 2016) que mais deu nas vistas nesta temporada, foi escolhido na 13.ª posição. O que vai acontecer daqui para a frente, só o futuro dirá. O sonho de chegar à NBA está cumprido para todos estes jovens. Cabe-lhes agora manter-se por lá!

Foto de Capa: Phoenix Suns

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

GD Chaves: Quando aparecem as Chaves para a Europa?

Depois de duas boas campanhas na Primeira Liga, o GD Chaves vai nesta temporada, ao que tudo indica, apostar tudo para chegar finalmente à Europa. Na primeira temporada de regresso ao principal escalão do futebol português, a Europa não esteve tão distante assim. Na temporada passada esteve mais perto do que nunca mas faltou um bocadinho assim para se concretizar o sonho europeu. Esta temporada com Daniel Ramos, homem que já levou o SC Marítimo à Europa, o objetivo será fixar o GD Chaves nos lugares que dão acesso à Europa.

Depois da pequena introdução sobre o que vos falo hoje, convém que nos debrucemos sobre as duas temporadas passadas do GD Chaves.

Há dois anos, no regresso à Primeira Liga, a equipa transmontana surpreendeu tudo e todos. No campeonato, primeiro com Jorge Simão e depois com Ricardo Soares, a equipa alcançou uma posição bem tranquila na tabela classificativa com um 11.º lugar e com vários jogadores e até os próprios treinadores escolhidos a saírem valorizados do projeto. Na Taça de Portugal, o GD Chaves acabou por ser a principal sensação da prova, eliminando FC Porto e Sporting CP da competição, caindo apenas aos pés do finalista Vitória SC.

A temporada anterior era uma temporada de confirmação. A escolha de Luís Castro antevia que os responsáveis pelo GD Chaves queriam que a equipa transmontana jogasse um tipo de futebol diferente. Mais apoiado, com mais posse de bola, um futebol mais pensado, abdicando das transições rápidas que tinham tido sucesso anteriormente. Com Luís Castro o Chaves passou efetivamente a jogar outro tipo de futebol. Aliás, é justo dizer que este Chaves foi umas equipas a praticar melhor futebol na Primeira Liga. A proximidade do Rio Ave FC, equipa que ficou com o último lugar europeu, demonstra isso mesmo. A este Chaves faltou apenas ter outra consistência defensiva, senão os resultados seriam diferentes. Mas as exibições personalizadas e a valorização de diversos ativos acabaram por ser boas consequências da excelência do modelo preconizado por Luís Castro.

Esta temporada com Daniel Ramos, o Chaves demonstra que quer uma equipa diferente. Mais pragmática, com um modelo defensivo mais evoluído. Daniel Ramos é um homem conhecido por fazer muito com pouco. Em duas temporadas conseguiu campanhas soberbas pelo CS Marítimo e é de esperar que seja novamente candidato a um lugar europeu.

Daniel Ramos, Treinador do GD Chaves, quer manter viva no clube a ideia da ida à Europa
Fonte: GD Chaves

A este Chaves faltam, sobretudo, elementos para o ataque. É de esperar que saíam algumas peças importantes da equipa transmontana como Davidson, Perdigão e Matheus Pereira. O meio-campo, um dos setores onde esta equipa é mais forte, deverá receber reforços, bem como o centro da defesa, onde a continuidade da dupla Domingos-Maras não é um factor assente. Mesmo com algumas carências para combater é de esperar, à semelhança de anos anteriores, que este Chaves volte a ter uma equipa extremamente competitiva, capaz de ombrear com outras equipas que pretendam chegar ao lugar europeu.

Resta saber se esta será a derradeira temporada onde se encontram as Chaves da Europa na região de Trás-os-Montes.

Foto de Capa: GD Chaves

Chegou a altura da plena afirmação na Premier, Marco?

Assinou há semanas por três anos com o Everton e três também é o número de clubes que, agora, já treinou na ‘Premier League’. Dito isto, é caso para dizer ou para nos questionarmos se à terceira é de vez para o treinador português. Em que se afirma com solidez no melhor campeonato do mundo.

Com um contrato com uma duração que dá a entender a aposta sustentada num novo projeto, Marco Silva foi também escolha primordial do novo diretor desportivo dos ‘Toffees’, Marcel Brands. O ex-futebolista holandês, de 56 anos, deixou o PSV Eindhoven, onde desempenhava o mesmo cargo para fazer o emblema de Liverpool crescer em termos de futebol e necessariamente nos resultados, destacando-se nas primeiras posições da tabela. Sendo holandês, é também inegável que aprecia futebol de ataque.

E foi o que o técnico português, de 40 anos, referiu na apresentação: a sua predileção pela “qualidade” do futebol das suas equipas e a preferência pelo jogo “atacante”. Isto depois de Marco ter sido questionado sobre, na temporada transata, a equipa ter sido das que menos remates fez à baliza e que menos oportunidades criou na Liga Inglesa. Contudo, a verdade é que a eficácia com Sam Allardyce ao comando foi bem patenteada nos pontos conquistados. É que, em novembro, quando ‘Big Sam’ chegou para substituir Ronald Koeman, os ‘Toffees’ vagueavam pouco acima da linha de água. Terminaram em 8.º lugar, a uma posição de atingir a europa.

Marco Silva acompanhado no dia da apresentação pelo novo diretor desportivo Marcel Brands
Fonte: Everton FC

Essa será uma das prioridades para 2018/19. Recuperar um lugar europeu e dar tempo ao treinador português para construir o seu futebol, mudar o paradigma e carimbar o seu nome na elite europeia. Desta vez com plena afirmação e, pelo menos, com uma época concluída e resultados plenamente seus.

No Hull City, o que quase se ia tornando um milagre da salvação, acabou por dar em morte na praia e descida de divisão. No Watford, o início de 2017/18 foi auspicioso, mas a quebra dos resultados e o despedimento fizeram correr muita tinta e….já metiam o Everton ao barulho. Na apresentação no seu mais recente clube, Marco não quis comentar o caso, mas disse: “Não quero voltar ao passado, sei bem o que fez o Everton e sei bem o que fez o Watford”. Isto é, confirmou o namoro já de há vários meses com o clube da cidade de Liverpool.

A primeira jornada de 2018/19 tem um duelo luso. Wolverhampton x Everton. Que seja bom augúrio para um grande temporada. De Marco Silva e de Nuno Espírito Santo.

Foto de Capa: Everton FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

SL Benfica 5-5 Sporting CP (0-2 G.P.): Tudo para o quinto jogo!

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O Sport Lisboa e Benfica recebeu esta noite o Sporting Clube de Portugal no quarto jogo da Final do Campeonato Nacional com as águias a chegarem a esta partida com duas vitórias contra uma derrota. As águias venceram a última partida no pavilhão João Rocha por 9-6 depois de terem ganho em casa por 3-2. A primeira partida realizou-se em terreno leonino com a equipa de Alvalade a vencer por 5-4. Nota para a ausência de Nuno Dias, técnico do Sporting, do banco de suplentes, na Luz, por suspensão da federação portuguesa de futsal. Em caso de vitória do Sport Lisboa e Benfica o troféu nacional ficaria já no Pavilhão da Luz enquanto que caso o Sporting saísse da partida vencedor, levaria o derby a um último jogo para determinar o grande vencedor

O jogo começou com a bola a pertencer aos jogadores da casa que ficaram responsáveis por atacar a primeira parte a baliza do topo norte enquanto que os leões, com o objetivo de levar a final para o seu terreno, atacou inicialmente a baliza mais próxima da sua massa adepta. O primeiro remate pertenceu a Merlim que fez queimar as mãos de Cristiano. Na jogada seguinte, a resposta do Benfica foi de Fernandinho que na ala direita transportou a bola e rematou cruzado para o fundo das redes leoninas, ficava assim aberto o marcador. O Sporting empata a partida dois minutos depois com Cardinal a puxar o pé esquerdo, rodar, e o pivot de primeira faz o empate.

Cristiano ainda se esticou, mas a experiência do jogador leonino falou mais alto.  Os primeiros cinco minutos da partida resumem-se a dois golos, um para cada lado, muita velocidade e apenas uma falta que contribuiu para que estes primeiros minutos tivessem sido de bom futsal. Os segundos cinco minutos foram pobres em golos e acabou pela partida ficar marcada por mais paragens por falta, o primeiro cartão amarelo saiu para a camisola oito dos leões, Diogo. Contudo, era o Benfica quem tinha mais faltas nestes primeiros dez minutos da partida.

Na entrada dos últimos dez minutos da primeira o Sporting virou o marcador com Caio Japa a cabecear para a baliza aberta de Cristiano que tinha tentado defender alto, mas a bola acabou por correr mais alto ainda no cruzamento da esquerda. Aos treze minutos da primeira parte o Sporting chega ao terceiro golo com Cardinal a finalizar na perfeição uma jogada que tinha sido iniciada numa bola parada bem próxima da entrada central da área. O português precisou apenas de afinar a mira e marcar o terceiro para os leões e tranquilizar os adeptos leoninos.

O Benfica tentou responder da melhor forma ao golo sofrido com um remate perigosíssimo de Tiago Brito à malha lateral, isto, minutos após o time-out pedido pelo técnico das águias. Cardinal e André Sousa foram dois jogadores que fizeram a etapa final da primeira parte com dificuldades físicas devido a lesões na zona lombar, algo que poderá a ter haver com a intensidade do jogo e desta fase final da temporada do futsal. A três minutos do final da primeira parte o Sporting marca o quarto com um remate fortíssimo de Dieguinho que colocou a bola bem próxima do poste direito de Cristiano. Poucos instantes depois o Benfica dispôs da oportunidade de reduzir num livre de dez metros, mas Coelho não conseguiu marcar.

Foi um jogo escaldantes na Luz
Fonte: Sporting CP

Chegava na jogada anterior a quinta falta leonina quando o cronometro não marcava ainda o intervalo da partida. O Sporting pediu imediatamente o time-out para retificar os erros que tinha cometido após o quarto golo. Gonçalo Portugal acabou por ser o guarda-redes de serviço no primeiro livre de dez metros e no segundo, instantes depois. Desta vez, a falhar, foi Raul.

O próprio Raul acabaria segundos depois de rematar fortíssimo ao ferro da baliza leonina e no ressalto, também num remate fortíssimo, Deives reduziu para 4-2 e fechou o marcador na primeira metade da partida. A primeira parte fica marcada por um Sporting sereno, organizado e eficaz enquanto que o Benfica mostrou perder muito sentido de jogo ao longo dos momentos em que ia sofrendo golos. Os dois livres de dez metros, falhados, em nada ajudaram os encarnados a aproximar-se do Sporting.

De referir também o incrível ambiente que se fez sentir nas bancadas da Luz tanto nesta primeira parte como na segunda metade da partida. Tanto os adeptos dos leões, estes em minoria, tanto com os adeptos da casa, a festa do futsal nacional fez-se sentir e de que maneira fora das quatro linhas do retângulo.