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Sérvia 0-2 Brasil: A Canarinha está afinada para as fases a doer

Um jogo após o “choque” que foi a eliminação da Alemanha na fase de grupos. O Brasil entrava em campo, na Otkrytie Arena, em Moscovo, sabendo à priori que o trauma do 7-1 não se iria repetir nos oitavos de final, como já se vinha a adivinhar desde a derrota da Alemanha aos pés do México. A Sérvia encarava este jogo, de grande dificuldade, ainda com legitimas aspirações de se qualificar.

As duas equipas possuem sistemas táticos semelhantes, um 4x2x3x1, pelo que seria em campo que se teria uma melhor perceção de como as duas equipas se prepararam para penetrar as linhas defensivas uma da outra. O jogo começou, assim, amorfo e bastante disputado a meio-campo. Notava-se claramente que a Sérvia era a equipa que tinha alguma urgência no processo ofensivo, mas nada que trouxesse preocupação à defensiva brasileira.

Na grande parte do jogo, a bola foi sempre muito disputada a meio-campo
Fonte: FIFA

Preocupados ficaram os adeptos brasileiros e o treinador, Tite, ao ver Marcelo sair do campo em lágrimas, naquilo que parece ser uma lesão muscular. Muito preocupante para a seleção brasileira, dada a importância que Marcelo têm no jogo brasileiro. Felipe Luís é um bom suplente, mas o mesmo já tinha estado em dúvida para o Mundial.

O primeiro aviso à baliza de Stojkovic chegou pelos pés de Neymar após uma excelente combinação com Gabriel Jesus aos 25 minutos de jogo. Do outro jogo chegavam más notícias, a Suíça começava a vencer o seu jogo, frente à Costa Rica, e o Brasil estava apenas a um golo da Sérvia de ficar fora do Mundial, um empate atirava a equipa brasileira para o segundo lugar do grupo.

A Sérvia tentava responder da melhor forma que podia, as bolas em profundidade à procura da altura de Mitrovic, um clássico já desta seleção Sérvia. O mesmo teve a sua primeira oportunidade à passagem do minuto 34, arriscou o pontapé de bicicleta, mas a bola saiu por cima. E foi numa altura em que o empate, ao intervalo, se começava a “cozinhar” que surgiu o golo do Brasil. Excelente visão de jogo do Coutinho, que grande mundial, até agora, do astro brasileiro, que isolou Paulinho, na cara com o guarda-redes o médio brasileiro não facilitou e com um chapéu abriu o marcador do jogo aos 36 minutos.

Imagem curiosa do pormenor técnico de Paulinho e da abordagem de Stojković ao lance
Fonte: FIFA

A segunda-parte trouxe mais do mesmo, daquilo que vimos no inicio da primeira parte. A Sérvia a impor urgência nos seus processos e transições, mas sem conseguir incomodar muito a defensiva brasileira. Com o avançar do tempo e o cansaço dos sérvios com a sua falta de afinação, o Brasil, tal como na primeira parte, começava a aparecer aos poucos. Neymar esteve muito perto de marcar o segundo aos 57 minutos. Entretanto chegava a notícia do empate da Costa Rica, no Nizhny Novgorod, e este golo foi como que uma libertação para a equipa brasileira e um alarme muito sério para a equipa sérvia.

A Sérvia começava, finalmente, a atinar no último terço do campo e esteve muito perto do golo com duas situações aos 62 e 66 minutos. Faltava claramente a bola entrar para impulsionar a equipa sérvia no jogo. Mas como diz o ditado popular “quem não marca, sofre”, e o Brasil iria sentenciar o jogo através da marcação de um pontapé de canto, muito bem marcado por Neymar que teve a excelente correspondência de Thiago Silva. 2-0 no marcador, 68 minutos de jogo, o Brasil fazia a sua melhor exibição neste Mundial e o primeiro lugar do grupo estava mais do que assegurado.

Os sérvios “morreram” psicologicamente aqui, sofrer um golo numa altura em que se está por cima do jogo é cruel. Os brasileiros passaram, assim, a jogar a seu belo prazer. Trocas de bola constantes, controlar o jogo e poupar energias para a próxima fase.

A seleção Sérvia continua sem conseguir passar a fase de grupos do Campeonato do Mundo, desde a separação da Jugoslávia. O Brasil claramente a demonstrar que tem equipa para ganhar este Mundial, apesar de ter sofrido nesta fase de grupos.

Onzes Iniciais:

Sérvia: Stojkovic; Rukavina, Milenkovic, Veljkovic e Kolarov; Matic e Milinkovic-Savic; Tadic, Ljajic ( Zivkovic ’75) e Kostic (Radonjic ’82); Mitrovic (Jovic ’89).

Brasil: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo ( Felipe Luís ’10); Casemiro e Paulinho ( Fernandinho ’66); Willian, Philippe Coutinho ( Renato Augusto ’80) e Neymar; Gabriel Jesus.

México 0-3 Suécia: Cambalhota na classificação garante apuramento sueco

No Central Stadium, em Yekaterinburg, México e Suécia disputaram um lugar nos oitavos de final do Campeonato do Mundo. Com seis pontos, o conjunto azteca estava em posição privilegiada, mas os três pontos da Suécia e Alemanha não garantiam ainda a passagem do conjunto de Juan Carlos Osorio à próxima fase da competição.

Com a Coreia do Sul eliminada, a luta por dois lugares estava em aberto pelas restantes três seleções. Para garantir o apuramento, bastava ao México um empate, enquanto a Suécia tinha que vencer e esperar por um resultado desfavorável da Alemanha.

Na primeira parte, o conjunto de Janne Andersson entrou melhor e procurou chegar ao golo através de lances de bola parada e de jogo aéreo, que não foram tarefa fácil para Guilhermo Ochoa, que se manteve atento e seguro nas defesas que desempenhou.

Aos 6 minutos, o guardião agarrou a bola fora da área e o árbitro concedeu livre. Na conversão, Forsberg rematou direto para as mãos do mexicano, que sacodiu por cima da trave. Marcus Berg (12’) protagonizou um lance acrobático e, seis minutos depois, Forsberg, de novo, atirou a bola por cima da barra.

Do lado azteca, com o apuramento praticamente garantido, mas não seguro, mostrou um ritmo mais passivo, mas sempre em busca de um tento que tirasse todas as dúvidas. Com um jogo consistente, pelas alas e em velocidade, Carlos Vela protagonizou, ao minuto 17, o primeiro lance de perigo, com um remate em arco que passou ao lado da baliza de Olsen.

Aos 29 minutos, Chicharito recebeu a bola com a mão na grande área azteca, despoletando um conjunto de protestos pelo treinador e jogadores suecos. Nestor Pitana recorreu ao vídeo-árbitro, numa altura em que se pedia grande penalidade. Porém, o argentino acabou por conceder canto.

Dois minutos depois, Berg obrigou Ochoa a atirar a bola para longe, com uma defesa apertada para canto.

Os minutos finais do primeiro tempo mantiveram a mesma direção, com o México a criar mais oportunidades, perante uma Suécia que não se deixou ficar. Nos descontos, Berg rematou forte e falhou a baliza por muito pouco. Perante uma consistência a nível defensivo de parte a parte, o resultado manteve-se em 0-0, favorável para as aspirações mexicanas.

A segunda parte arrancou com alta intensidade do conjunto de Juan Carlos Osorio. No entanto, a Suécia foi mais feliz e chegou ao primeiro golo, aos 50 minutos. Claesson cruzou para o lateral Augustinsson, que bateu Ochoa, sem hipótese.

Augustinsson deu início à caminhada sueca rumo à vitória sobre o México
Fonte: FIFA

Após alguma passividade do México, a Suécia protagonizou um lance de contra-ataque, impedido por Moreno, que cometeu falta sobre Berg na grande área. O lance foi polémico e, ainda assim, o árbitro assinalou grande penalidade, sem recorrer ao vídeo-árbitro. Na conversão, ao minuto 62, Granqvist rematou colocado para dentro das redes, fazendo o 0-2.

Com dois golos sofridos, o México foi à procura de um tento que reduzisse a desvantagem. Perante as investidas aztecas, a Suécia mostrou-se mais coesa e consistente, cortando a esperança mexicana de chegar ao golo.

Todavia, isso não aconteceu e a Suécia elevou a vantagem, aos 74 minutos. Após um lançamento, Álvarez foi infeliz e empurrou a bola para dentro da baliza de Ochoa, traindo o guardião. Com este resultado, a Suécia aumentava a vantagem e o apuramento estava cada vez mais perto.

A ansiedade era visível nos adeptos mexicanos, que só olhavam para o telemóvel, para saber o resultado da partida entre a Coreia do Sul e a Alemanha.

Após muito sofrimento, e a vitória por 1-0 dos sul-coreanos, as contas do Grupo F ditam a passagem da Suécia e do México, em primeiro e segundo lugar, respetivamente. De fora, fica, surpreendentemente, a Alemanha, campeã do Mundo em título, e a Coreia do Sul, já eliminada.

Nos oitavos de final, México e Suécia encontrarão o primeiro e segundo classificado do Grupo E, respetivamente.

México: Ochoa; Álvarez, Salcedo, Moreno e Gallardo (Fabian 65’); Guardado (Jesus Corona 76’), Herrera, Layún (Peralta 89’), Vela e Lozano; Chicharito

Suécia: Olsen; Lustig, Lindelof, Granqvist e Augustinsson; Larsson (Svensson 57’), Ekdal (Hiljemark 80’), Claesson e Forsberg; Berg (Thelin 68’) e Toivonen

Coreia do Sul 2-0 Alemanha: Campeões do Mundo dizem adeus à prova

Em Kazan, a Coreia do Sul e a Alemanha jogavam a sua terceira e última partida no grupo F. Os “Campeões do Mundo”, que tinham obrigatoriamente de vencer (ou empatar, caso a Suécia não vencesse o México) para passar aos Oitavos, enfrentavam a seleção asiática que ainda tinha uma hipótese remota de se qualificar para a próxima fase da prova: tinha de ganhar e esperar que a Suécia saísse derrotada, para depois entrarem os critérios de desempate para apurar o conjunto que faria companhia ao México.

Face à última partida, os dois selecionadores fizeram algumas mudanças nos onzes iniciais. Do lado sul-coreano, Shin Tae-Yong fez atuar de início quatro caras novas em relação ao jogo contra o México: Yun Young-Son, Hong Chul, Jung Woo-Young e Koo Ja-cheol. Do lado alemão, Joachim Löw colocou no onze cinco jogadores que não tinham começado a partida frente à Suécia: Hummels (substituiu o castigado Boateng), Niklas Sule, Khedira, Ozil e Goretzka.

Os primeiros 15 minutos da partida são fáceis de contar: como seria de expectar, a Alemanha assumiu logo o controlo da posse de bola, perante uma Coreia do Sul que tentava aproveitar uma perda de bola do adversário no meio-campo, para assim rapidamente se lançar no contra-ataque. Apesar da pressão exercida pelos alemães sobre a defesa coreana, o primeiro lance de perigo pertenceu à seleção asiática: num livre ao minuto 19, Woo-Young rematou diretamente à baliza e Manuel Neuer ia complicando aquilo que parecia ser fácil de defender, mas conseguiu afastar a bola a tempo.

Aos poucos, a Coreia ia sacudindo a pressão e até voltou a estar perto de inaugurar o marcador: Son Heung-Min, ao minuto 24, teve uma ocasião soberana para marcar. No entanto, o seu remate saiu por cima e desviado da baliza de Neuer. A Campeã do Mundo esforçava-se para conseguir furar a muralha adversária, sobretudo pelo lado direito, embora faltasse algum acerto no último passe, o que impedia a criação de lances potencialmente perigosos para o guardião Hyun-Woo.

Perante isso, não foi com surpresa que o jogo chegou ao intervalo com um nulo no marcador. Pedia-se mais e melhor aos comandados de Joachim Löw para os segundos 45 minutos.

Ao minuto 19, Neuer quase comprometeu a Mannschaft num livre direto de Woo-Young
Fonte: FIFA

O segundo tempo começou sem qualquer substituição nos dois lados. Joachim Löw deve ter mostrado o seu descontentamento aos jogadores, o que teve efeito, pois a Alemanha entrou mais decidida e podia ter marcado logo por duas vezes consecutivas nos instantes iniciais – a primeira (minuto 48), um bom cabeceamento de Goretzka, após cruzamento de Kimmich, não deu em golo devido a uma espetacular defesa de Cho Hyun-Woo; depois (minuto 51) foi a vez de Werner desperdiçar uma ocasião soberana para marcar, rematando para fora, após uma boa jogada coletiva.

Tendo em atenção aquilo que se passava no outro jogo do grupo, o selecionador alemão percebeu que era importante chegar à vantagem, daí que tenha feito entrar Mario Gomez e Thomas Muller, numa mensagem clara de que era para atacar a baliza adversária. Contudo, isso deixava espaços na defesa da Alemanha, o que permitia à Coreia do Sul aproveitar para lançar contra-ataques venenosos.

A Alemanha estava desesperada para chegar ao golo que desse o apuramento, mas a boa organização defensiva coreana ia impedindo aos avançados alemães fazer o tento. Os últimos minutos foram de muita incerteza e até teve um golo anulado à Coreia do Sul. Contudo, após consulta do vídeo-árbitro, o árbitro validou o golo aos sul-coreanos, da autoria de Kim Young-gwon. Surpresa total em Kazan! Mas o escândalo aumentou de proporções: Son fez o segundo golo, sem grandes dificuldades e com a baliza deserta, muito por culpa de Neuer que estava no meio-campo ofensivo.

O árbitro deu depois por terminada uma segunda parte cheia de ação. A Alemanha diz adeus prematuramente ao Mundial e já não pode lutar pela revalidação do título. Apesar do triunfo, a Coreia do Sul também fica pela fase de grupos.

Coreia do Sul: Cho Hyun-Woo; Lee Young; Yun Young-Sun; Kim Young-gwon; Jang Hyun-Soo; Hong Chul; Jung Woo-Young; Koo Ja-cheol; Lee Jae-Seong; Seon-Min Moon; Son Heung-Min

Alemanha: Manuel Neuer; Joshua Kimmich; Mats Hummels; Niklas Sule; Jonas Hector; Toni Kroos; Sami Khedira; Mesut Ozil; Leon Goretzka; Timo Werner; Marco Reus

Jorge Fernandes: um jogador à Porto!

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fc porto cabeçalho

O FC Porto anunciou, na passada sexta-feira, a renovação de contrato com Jorge Fernandes, que passa a estar ligado ao clube até junho 2021. Chegou ao FC Porto em 2007, quando tinha apenas 10 anos e, desde então, tem sido uma das referências da formação portista.

Um defesa-central de enorme qualidade com uma imensa margem de progressão. Imperial no jogo aéreo, muita facilidade na primeira fase de construção, grande sentido posicional e forte nos duelos individuais, faz do jovem internacional portista uma das maiores promessas na sua posição quer do FC Porto quer do futebol nacional.

Jorge Fernandes realizou em 2017/18 uma época de grande nível
Fonte: FC Porto

Ao serviço dos azuis e brancos conquistou um título da Segunda Liga, dois títulos sub 19 (juniores) e dois troféus do prestigiado torneio Premier League International Cup. Conta já com 26 internacionalizações pelas seleções jovens de Portugal, sendo neste momento um indiscutível nos sub 21 portugueses. Em 2017 esteve em grande plano no Mundial de sub 20, tendo jogado a totalidade dos minutos.

Na segunda metade da época passada esteve cedido ao CD Tondela onde foi “chegar, ver e vencer”. Utilizado em 13 jogos formou com Ricardo Costa uma magnifica dupla de centrais que em muito contribuiu para o excelente final de época orientada por Pepa.

Na próxima época dois cenários estão em aberto, ou ficar no plantel do FC Porto ou ser emprestado para continuar o seu crescimento, jogando com mais regularidade. O FC Porto sempre foi uma referência na formação de defesas centrais, jogadores como Jorge Costa, Ricardo Carvalho e Bruno Alves são alguns dos exemplos. Parece que essa tradição está de volta e Jorge Fernandes é um grande exemplo disso.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

A Braga CED 2018 já está a acabar?

Braga é em 2018 a Cidade Europeia do Desporto, o que tem trazido à capital do Minho uma serie de eventos nacionais e em que o Bola na Rede tem marcado presença, como a Final da Taça de Portugal de Basquetebol, a edição inaugural do Braga Open ou a Final da Taça de Portugal de Polo Aquático.

Ora, se nos eventos em si a organização tem estado à altura, mesmo em situações difíceis como os confrontos entre adeptos no Benfica – Porto da Taça de Portugal de Basquetebol, há pormenores em que tem também deixado muito a desejar.

Um dos objetivos desta distinção é certamente abrir o desporto e as modalidades ao público em geral e não limitar-se a aproveitar os nichos de cada uma. Por isso, é fulcral uma boa comunicação e torna-se inaceitável a informação escassa que é disponibilizada para grande parte dos eventos.

Isto é especialmente dramático no site oficial, cujo acompanhamento do evento é extremamente incompleto. Pior ainda, é haver lugar a informação errada. Por exemplo, é calendarizada a realização dos Campeonatos Nacionais de Ciclismo para 30 de junho, quando estes se realizaram no fim de semana anterior e, pasme-se, não em Braga, mas em Belmonte.

O calendário para julho e meses seguintes está em branco à data de publicação deste artigo
Fonte: Braga CED 2018

A juntar a isto, não há qualquer evento agendado no site a partir de 1 de julho, o que demonstra o total descurar de uma ferramenta que deveria ser fulcral para informar todos, desde os cidadãos aos desportistas, levando alguém menos informado a perguntar se o evento até já não estará a terminar.

É claro que a CED 2018 não acaba já no fim de junho, até porque nas redes sociais já se conseguem encontrar eventos marcados para os primeiros dias de julho, mas era bom que este dia marcasse, isso sim, o fim da forma desmazelada como a informação do evento é tratada.

Foto de Capa: Braga CED 2018

O furacão Lyles

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O mundo observa com atenção o nascimento e crescimento precoce de uma nova estrela na velocidade mundial de seu nome Noah Lyles. O norte-americano apresenta, com 20 anos, marcas que mesmo nomes como Usain Bolt não alcançaram com essa idade e promete que não irá ficar por aqui. Para já, resta-nos apreciar o espectáculo que Noah Lyles dá em pista, mas também fora dela onde já dançou ou até simulou cenas de filmes de Hollywood!

Noah Lyles é um daqueles casos de atletas que já se observam com atenção anos antes de atingirem o estrelato. Com 17 anos já corria em 10.14 (+2.0) nos 100 metros e em 20.18 (+1.8) nos 200 metros e em 2016, em Bydgoszcz, sagrou-se campeão mundial júnior dos 100 metros em 10.17 (-0.2).

Desde aí, Lyles deu pouca, quase nenhuma, atenção aos 100 metros, focando-se praticamente em exclusivo nos 200 metros. Pelo menos, esse foi o caso até 2018. Este ano, Lyles tem optado por um misto das duas distâncias e está, para já, a ser imensamente bem-sucedido em ambas.

Nos 200 metros, Lyles já teve um 2017 de luxo, baixando pela primeira vez dos 20 segundos em Xangai e vencendo mesmo o troféu da Liga Diamante na final de Bruxelas.

O dia em que Noah Lyles venceu o troféu de Diamante em Bruxelas
Fonte: IAAF

Infelizmente, uma lesão nos isquiotibiais impediu-o de marcar presença poucas semanas antes nos Mundiais de Londres, onde poderá ter perdido uma excelente oportunidade de conseguir o seu primeiro grande título em eventos globais, numa prova que viria a ser vencida por Ramil Guliyev em 20.09 (-0.1). Em 2018, começou a época em grande rotação, com duas vitórias em meetings da Diamond League, em Doha com 19.83 (+1.3) e em Eugene, onde alcançou uma extraordinária marca e um novo recorde pessoal de 19.69 (+2.0).

Sporting: é ganhar ou ganhar!

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O Sporting Clube de Portugal defronta, esta quarta-feira, o eterno rival Benfica, no quarto jogo da final do play-off do campeonato nacional de futsal. Nesta final à melhor de 5, os leões venceram uma partida e somam duas derrotas, por isso estão obrigados a vencer para forçar o quinto jogo.

Nos três primeiros jogos, cada um tem tido a sua história. No primeiro embate, no Pavilhão João Rocha, o Sporting foi claramente superior, vencendo por 5-4. No segundo jogo, os leões liderados por Nuno Dias, não foram felizes, num jogo extremamente equilibrado acabariam por perder por 3-2, no Pavilhão da Luz.

Na quarta partida desta final, que marcará a história do futsal português por três motivos, a primeira derrota do Sporting no Pavilhão João Rocha, o dérbi com mais golos de sempre e uma arbitragem com nota negativa, o Sporting acabaria por sair derrotado, por 6-9, num jogo em que viria o treinador leonino ser expulso e ainda, Djo, Fortino e Deo. Uma arbitragem polémica, olhando aos lances que temos assistido nestas três primeiras partidas desta final.

Nuno Dias não poderá orientar a equipa a partir do banco
Fonte: Sporting CP

O Sporting desloca-se ao Pavilhão da Luz, para vencer, o único caminho rumo ao tão desejado tricampeonato. A equipa verde e branca não poderá contar com o mister Nuno Dias no banco de suplentes, sendo que o treinador leonino tem quatro baixas para este jogo decisivo: Djo, Deo e Fortino devido a castigo e o capitão, João Matos, devido a lesão.

Os leões esperam assim um jogo que será com certeza equilibrado e que se irá decidir em detalhes. Para o Sporting poder levar esta final para o quinto jogo, está obrigado a vencer e por isso tem de se apresentar ao seu melhor nível. Serão 40, 50 minutos, ou grandes penalidades, onde estará em causa o tricampeonato para o Sporting, por isso, a equipa verde e branca tem de colocar em campo toda a sua qualidade, atitude e entrega para poder lutar pelo título nacional.

Esta equipa tem realizado uma temporada de qualidade, com muitas vitórias, goleadas e títulos. Na quadra tem de voltar a provar, com esforço, dedicação e devoção que é melhor, vencendo este quarto jogo. Num pavilhão que irá ter um ambiente hostil aos leões de Nuno Dias, que seja um jogo sem as habituais agressões e sem uma arbitragem com influência direta no resultado.

Em condições normais, os bicampeões nacionais podem vencer qualquer equipa do mundo. Neste quarto jogo desta final do play-off só há um caminho: ganhar. Rumo ao Tricampeonato!

Foto de Capa: Sporting CP

Vale tudo para ganhar o campeonato?

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Sporting e Benfica disputaram no passado domingo (24/06/2018) a terceira partida da final de futsal para o apuramento do campeão nacional da modalidade na época 2017-18. Assistiu-se no Pavilhão João Rocha a um jogo quente, como é aliás habitual em qualquer partida que coloque frente a frente os rivais de Lisboa. Mas o aquecimento do dérbi foi tal que os jogadores começaram a ferver em pouca água e é então que se cometeram – por parte dos jogadores de ambas as equipas – alguns excessos. O jogo terminou com cinco expulsões e com uma vitória das águias por nove bolas a seis. Essa vitória dá margem aos encarnados para, já nesta quarta feira, garantirem o título nacional da modalidade, bastando para isso levar de vencida a equipa sportinguista no Pavilhão da Luz.

Na sequência do “ambiente quente” no João Rocha durante o jogo, Miguel Albuquerque, diretor da secção de Futsal do Sporting Clube de Portugal, Nuno Dias, treinador da equipa e mais três jogadores (Fortino, Djo e Deo) estão suspensos pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Destes, Deo está suspenso por três jogos, Nuno Dias por oito dias e terá ainda que pagar uma multa de 51 euros.

Mas o que importa destacar de tudo isto são os comentários que, depois do jogo, Miguel Albuquerque teceu sobre aquilo que para ele –  e também para mim e certamente para milhares de sportinguistas – consideraram uma “arbitragem vergonhosa” protagonizada pelos árbitros Sérgio Magalhães e Tiago Silva, da Associação de Futebol do Porto, e Wilson Soares, da Associação de Futebol de Aveiro . Devido a tanta celeuma que se gerou em torno de tais declarações, voltei a ouvi-las na tentativa de escutar algo que fosse verdadeiramente atentatório à moral ou ao civismo. Nada encontrei sobre esse aspeto. O que vi e ouvi foi alguém que, na qualidade de diretor da secção de Futsal dos Leões, opinou sobre o que para ele tinha sido uma “arbitragem vergonhosa”, dando exemplos, inclusive, de lances de jogadores do Benfica que nos outros dois jogos anteriores protagonizaram agressões semelhantes a jogadores do Sporting e nada lhes aconteceu.

Fortino foi um dos jogadores mal expulsos no jogo três da final
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futsal

Albuquerque limitou-se, portanto, a dar a sua opinião. E isso num Estado de direito democrático deveria ser o mais elementar princípio da cidadania. Lamenta-se, isso sim, que a comunicação social e, mais uma vez, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol tenham associado um ato de agressão hediondo, protagonizado por pseudo-adeptos do Sporting, a um clube centenário que se pugna por valores inalienáveis de respeito como o Sporting Clube de Portugal. Aliás, o clube de Alvalade fez logo saber, através do seu sítio na internet, que repudiava as agressões cometidas sobre o árbitro da partida de domingo: “O Sporting Clube de Portugal repudia de forma veemente as agressões desta manhã ao árbitro Sérgio Magalhães, independentemente de quem tenham sido os autores deste acto cobarde. O Sporting CP pauta-se por valores de respeito na sociedade, nos quais não estão inseridas acções desta natureza (…).” (Comunicado do Sporting Clube de Portugal, site oficial, dia 25 de junho de 2018). Como disse Miguel Albuquerque, o Sporting é uma instituição centenária e merece, também por isso, respeito.

Sabemos que acima de tudo e de todos parece estar o Benfica que vê agora uma oportunidade única de alcançar o almejado título no futsal que lhe foge desde a época 2014-15. E para isso parece que tudo vale: berrar, exagerar, falar, ampliar acontecimentos, exercer influências. Se o Benfica ganhar ao Sporting no Pavilhão da Luz no jogo quatro pode sagrar-se campeão nacional. Mas se ganhar o Sporting, caramba, que festa de arromba não será na casa do eterno rival. Ganhar assim sabe melhor. Vamos Leões!

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal – Futsal

Islândia 1-2 Croácia: “Vikings” com viagem de regresso a casa

Esta tarde, Croácia e Islândia defrontaram-se em jogo a contar para a 3ª jornada do grupo D, do Mundial Rússia 2018. Os croatas entraram em campo com passaporte carimbado para os “oitavos”, com 6 pontos somados nas duas primeiras jornadas. Já os islandeses aina tinham esperança de segui em frente, estando no entanto, dependentes do resultado do embate entre Argentina e Nigéria.

Numa partida nem sempre bem jogada, a vitória sorriu à Croácia, por 2-1, com golos de Milan Badelj e Perisic, para a Islândia marcou Sigurdson de pontapé de penálti aos 76 minutos. Com este resultado, a Croácia faz o pleno, somou três vitórias e terminou em 1º lugar no grupo D. Pelo caminho ficaram os islandeses, somando apenas um ponto, fruto do empate diante da Argentina.

O treinador croata, Dalic, que já estava apurado para os “oitavos-de-final”, realizou algumas alterações ao seu onze, deixando no banco nomes como Rebic, Rakitic, Mandzukic. Por seu lado, o islandês, Hallgrimsson, apostou no onze que lhe dava mais garantias. Destaque para o facto da Croácia chegar a esta partida, somando 6 vitórias consecutivas e não havia sofrido qualquer golo nos últimos três jogos.

Na primeira parte, assistiu-se a uma partida, com muita combatividade e agressividade, mas pautada pelo equilíbrio a meio-campo. Num primeiro tempo, sem grandes oportunidades de golo, apenas na sequência de bolas paradas a bola rondou as balizas de ambos os lados.

Esperança islandesa durou até final
Fonte: FIFA

A segunda parte, traria um jogo mais aberto e com oportunidade para as duas equipas. Ao minuto 53, a Croácia abriu o marcador depois de uma boa jogada do lado esquerdo, com Pivaric a assistir, Milan Badelj rematou de primeira, para o fundo das redes de Halldorson. Badelj que já tinha testado a meia distância, enviando um bola ao ferro da baliza da Islândia. À passagem do minuto 75, o árbitro assinalou pontapé de penálti por mão na bola de Lovren na área croata, Sigurdsson converteu e restabeleceu a igualdade no marcador. O jogo era nesta altura de parada e resposta, e ao minuto 90, Badelj assistiu Ivan Perisic, que rematou cruzado estabelecendo o resultado final.

Um bom jogo jogo de futebol, com a eficácia croata a fazer a diferença e que teve Milan Badelj em destaque, com um golo e uma assistência na partida.

Nigéria 1-2 Argentina: Os argentinos ensinam-nos como passar à próxima fase, sem nunca ter jogado

A Argentina venceu. A Argentina qualificou-se para os oitavos de final. A Argentina ainda não entrou em campo neste Mundial. Parece impossível, mas é verdade. Mais uma exibição triste, enfadonha, que embalou Maradona e mais uns quantos.

O jogo começou com uma Argentina melhor do que tinha sido nos primeiros jogos, pelo menos mais segura com a bola, a ter posse e a controlar o jogo. Mas sem nunca ameaçar, o que dava conforto aos nigerianos. Aos 14 minutos um passe teleguiado de Banega, deu ao Mundial aquilo que lhe faltava. Sim podem tirar os cartazes, Messi apareceu. Receção sublime, pontapé indefensável, golo do pequeno argentino. Finalmente! Sem que o jogo justificasse o marcador inaugurou-se. E quando já estávamos a esfregar as mãos porque afinal íamos ter jogo, eis que volta o tédio. Jogo muito divido, sem grandes ocasiões, sem espaços, sem profundidade. Maradona adormeceu, a Argentina continuava a desiludir.

Messi marca finalmente, e mostra que afinal também veio ao Mundial
Fonte: AFA Selección Argentina

O intervalo não nos trouxe nada de novo, a Nigéria faz entrar Ighalo, mas uma Argentina fraca, continua a não dar muitas hipóteses a uma Nigéria lutadora. Ou não daria até ao minuto 51, quando Mascherano agarra um adversário na grande área, sem bola, como que por pena dos nigerianos. O árbitro não hesita em apontar para a marca de grande penalidade, e Moses não perdoa. A Argentina parecia afundar.

Sampaoli mexe na equipa, faz entrar Pavón para lugar de Enzo Pérez, faz entrar um desinspirado Meza, mas a verdade é que as oportunidades que existiram nesse período eram da equipa adversária. A Nigéria esteve perto de marcar, principalmente com tentativas de meia distância, mas sem frutos. Houve ainda oportunidade para o VAR entrar em jogo, por suposta mão na bola de Rojo, dentro de área, mas o árbitro prontamente tirou à Nigéria aquela que podia ser a bola que os punha nos oitavos de final.

Até final, tivemos Sampaoli a fazer entrar Aguero, quando o jogo já o pedia há muito tempo, tivemos Higuaín a falhar um golo cantado e tivemos aos 86’, depois de boa coordenação dentro de área um Marcos Rojo a dar um sapatada na crise argentina. Uma bomba sem defesa que fez abanar o fundo das redes, o coração dos argentinos e os dedos de Maradona.

A Argentina está nos oitavos de final do Campeonato do Mundo, mas passa por debaixo da mesa. Tivesse esta Nigéria mais qualidade e frieza na hora de finalizar e estaríamos aqui a comentar a eliminação de Messi. Assim estamos a comentar a passagem, algo surpreendidos, o que não pode ser bom sinal.

Foto de capa: AFA Selección Argentina