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Austrália 0-2 Peru: Pragmatismo peruano valeu vitória

Peru e Austrália partiam para esta última jornada com estados de espírito diferentes. A seleção sul-americana já sabia de antemão que este seria o seu último jogo no seu regresso a um campeonato do mundo 36 anos depois. A formação da Oceânia, por seu turno, ainda acalentava esperanças de poder chegar aos oitavos, tendo que ganhar o seu jogo e esperar que a França ganhasse à Dinamarca.

Não houve grandes novidades nos titulares das duas equipas, somente por lesões e ambas as formações pretendiam ganhar, para dar uma alegria aos seus adeptos. A primeira parte foi equilibrada, com os dois conjuntos a procurarem a vitória, mas o Peru conseguiu neste jogo algo que lhe faltou nas primeiras jornadas deste grupo: eficácia.

Para além de um jogo muito positivo e entusiasmante, os peruanos aproveitaram as boas oportunidades que tiveram, marcando na metade inaugural através de um bom remate de André Carrillo, jogador contratualmente ligado ao SL Benfica e muito conhecido entre os adeptos portugueses, num remate que não deu hipóteses ao guardião Matt Ryan.

André Carrillo, que na última temporada atuou nos ingleses do Watford, fez um grande primeiro golo
Fonte: FIFA

Foi o momento alto dos primeiros 45 minutos, num jogo não tão brilhante como o confronto inicial perante a Dinamarca, mas muito mais objetivo e pragmático.

A tendência manteve-se na segunda parte, com mais um golo do Peru a abrir, desta feita do histórico Paolo Guerrero, grande referência da sua seleção apesar da sua veterania (34 anos) e de já não jogar na Europa (joga nos brasileiros do Flamengo), num desvio oportuno que ainda contou com um toque fortuito na defesa dos “socceroos” antes de trair o guarda-redes australiano.

À medida que o tempo ia passando, os jogadores da Austrália iam tentando chegar ao golo que fazia acreditar num milagre, mas este tardava em surgir. O Peru, por sua vez, apostava no contra-ataque sempre que possível e ainda conseguiu criar alguns sobressaltos na defesa contrária.

Mas o resultado não sofreu mais alterações até ao fim, ambas as seleções fizeram o seu derradeiro jogo nesta edição do campeonato do mundo, tendo o Peru ficado com o terceiro posto neste agrupamento, com os três pontos conquistados hoje e a Austrália ficou com o último lugar, com apenas um ponto.

Dinamarca 0-0 França: Nulo traduz na perfeição o que foi o jogo

No último jogo da fase de grupos, os já apurados gauleses enfrentaram os ‘vikings’ que procuravam carimbar o passaporte para os oitavos-de-final. Em face do já assegurado apuramento, Didier Deschamps aproveitou para rodar meia equipa, trocando seis peças do xadrez e promovendo algumas estreias. Do lado dinamarquês, registo para três trocas pontuais, uma delas forçada.

O jogo começou com ligeiro domínio nórdico, mas que rapidamente se espaireceu. A primeira parte foi muito aborrecida, num jogo algo mastigado e sem aproximações às balizas, excetuando uns remates esporádicos e uns pedidos de grande penalidade de parte a parte. Ao intervalo, ficávamos com a clara ideia de que ambas as equipas estavam satisfeitas com o empate e o espetáculo saía prejudicado, motivando até alguns assobios dos espectadores.

A segunda parte começou um bocadinho mais animada, com as equipas a soltarem-se um pouco mais, talvez também por causa do resultado do outro jogo (se a Austrália não ganhasse, a Dinamarca qualificar-se-ia independentemente do resultado do seu jogo), mas ainda assim a bola andava longe das balizas. O primeiro remate enquadrado com relativo perigo surgiu apenas pouco antes da hora de jogo, quando Mandanda defendeu a dois tempos um remate potente de Eriksen.

Griezmann foi sempre bem anulado pelos centrais nórdicos Fonte: FIFA
Griezmann foi sempre bem anulado pelos centrais nórdicos
Fonte: FIFA

Mas foi sol de pouca dura. Ambas as equipas assinaram o pacto de não agressão, preferindo poupar os jogadores, deixando o tempo correr e abdicando de procurar o golo. Os espectadores bem que mostravam o seu desagrado, mas nem por isso os jogadores faziam a sua vontade, excetuando uma ou outra iniciativa de Mbappé ou Fekir, lançados já perto do final.

O nulo final no marcador não podia retratar da melhor forma o que foi o jogo: muito fraco. Foi, sem sombra de dúvidas, o pior jogo deste Mundial até à data (e esperemos que não haja nenhum pior que este…). Com intervenientes como Griezmann ou Eriksen, as duas seleções podiam ter-se esforçado um bocadinho mais, pelo menos por respeito aos cerca de 80 mil espectadores que pagaram bilhete e mereciam ser reembolsados. Ainda assim, ambas continuam vivas neste Mundial.

 

França: Mandanda; Sidibé, Varane, Kimpembe, Lucas Hernandez (49’ Mendy); Dembelé (78’ Mbappé), Kanté, N’zonzi, Lemar; Griezmann (68’Fekir) e Giroud.

Dinamarca: Schmeichel; Daalsgard, Kjaer, Jorgenson, Larsen; Christensen, Delaney (90’ Leranger), Eriksen; Braithwait, Sisto (60’ Fischer) e Cornelius (75’ Dolberg).

SL Benfica: O que eu quero de ti este ano

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Benfica, o que eu quero de ti este ano? Trabalho. Quero uma equipa com qualidade, uma equipa bem estruturada e que mesmo que não tenha um futebol apelativo que marque mais que os rivais e ganhe mais jogos que os mesmos.

O que faltou ao Benfica na temporada passada é aquilo que eu quero ver nesta que está prestes a arrancar. Quero que volte a surgir no coletivo uma boa química entre cada um dos jogadores e os seus colegas de equipas. O Benfica precisa de voltar a ter aquela boa forma de jogar que mesmo que não seja bonita que seja eficaz. Mesmo que o Benfica não jogue de uma forma tão pressionante como nos habituou nos últimos anos, que jogue com categoria e sempre com os olhos postos nas redes adversárias.

Defensivamente quero uma equipa que não pregue sustos aos seus adeptos. Quero experiência e talento nas novas caras que vão surgir. Não quero correr riscos desnecessários com defesas que já não têm a qualidade pretendida para defender as cores encarnadas.

Quero a renovação com o Grimaldo, quero que Conti mostre o porquê de ser uma das melhores promessas do futebol argentino. Quero a segurança defensiva do André Almeida mas quero também que o próprio tenha uma maior entrega ofensivamente. Quero que o Luisão seja a cara do balneário mas não um dos elementos titulares do sector defensivo. No meio-campo quero quase o mesmo que se viu. Quero um Fejsa que seja um trator. O sérvio é aquela cara que mais tarde ou mais cedo dirá adeus pois a sua qualidade individual e coletiva é aquilo que qualquer tubarão europeu pretende para o seu meio-campo.

O homem forte do Sport Lisboa e Benfica é Luís Filipe Vieira e é ele que tem de dar opções e alternativas a Rui Vitória
Fonte: SL Benfica

Metros à sua frente estão as duas caras que precisam de ser o motor do meio-campo. Krovinovic que é, atualmente, dos meus jogadores favoritos pois revelou ter mais do que qualidade para ser elemento titulares naquela zona do terreno. Do outro lado o Pizzi que muito nos deu mas que na temporada passada…:

– “Pizzi, não voltes a fazer uma temporada como a passada, se faz favor.”

No ataque viu-se o Benfica e quero continuar a ver nesta nova temporada. Um Cervi cheio de energia e força. Um Jonas que… é o Jonas e pouco mais há a dizer. E um Salvio que talvez tenha sido o elemento em menos destaque no ataque mas que dividiu lugar com um Rafa que tanto queria fazer que no último terço falhava redondamente.

Benfica, eu quero que corrijas estes pontos anteriores. Quero que vás ao mercado reforçar todos os sector, que dês ao Rui Vitória alternativas para a época, quero que mudes a tua forma de comunicar, quero que te afastes das polémicas fora das quatro linhas, quero que sejas o Benfica!

Foto de Capa: SL Benfica

18.ª jornada do Girabola’18: Petro aproveita os deslizes dos rivais

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A 18.ª jornada do Girabola’18 jogou-se de 22 a 24 de junho, e foi mais uma ronda cheia de ação e peripécias.

O atual líder 1.º de Agosto foi até à província do Luena empatar a um golo frente ao Bravos do Maquis. Na partida que assinalou o arranque da jornada, os golos foram apontados no primeiro tempo: a equipa da casa adiantou-se no marcador por Chico ao minuto 4, mas uma grande penalidade convertida por Buá, 10 minutos depois, repôs a igualdade, que perdurou até ao apito final do árbitro. Com este resultado, os “Militares” mantêm-se no topo da classificação, com 34 pontos conquistados.

O líder 1.º de Agosto não foi além de um empate a uma bola na visita à casa do Bravos do Maquis
Fonte: 1.º de Agosto

O Interclube tem vindo a perder gás neste início da segunda volta. Na deslocação ao Dundo, a equipa do português Paulo Torres sofreu uma derrota frente ao Sagrada Esperança: 2-1 foi o resultado final. Este foi o terceiro jogo consecutivo sem ganhar para os “Polícias”, que estão a ter algumas dificuldades em manter o nível apresentado na primeira volta do Girabola.

O grande vencedor da jornada foi o Petro de Luanda! A equipa petrolífera aproveitou da melhor forma possível os deslizes dos seus rivais diretos (1.º de Agosto e Interclube): venceu o seu compromisso e está a dois pontos da liderança da prova. Os homens de Beto Bianchi tiveram uma deslocação difícil à casa do 1.º Maio de Benguela, mas conseguiram superar este difícil obstáculo – ficou 1-2, com os golos a ser apontados por Telmo (1.º de Maio), Dennis e Nandinho (Petro).

O Recreativo do Libolo saiu derrotado nesta ronda. Na ida até à casa da Académica do Lobito, o conjunto comandado por Kito Ribeiro perdeu pela margem mínima: o golo solitário foi apontado por Capita, a meio da segunda parte. Com este desaire, turma libolense encontra-se atualmente no quinto posto da classificação.

Nos restantes encontros, o Sporting de Cabinda venceu o Recreativo da Caála por 3-1 e houve dois empates: um nulo entre FC Casa Militar e Desportivo da Huíla e a um golo entre Progresso do Sambizanga e Domant.

Em suma, foi uma jornada em que o principal vencedor foi o Petro de Luanda, devido ao empate do 1.º Agosto e à derrota do Interclube, o que demonstra bem que, até ao final do campeonato, muitas surpresas poderão ocorrer em qualquer um dos jogos que faltam disputar!

Foto de Capa: Girabola ZAP

Artigo revisto por: Jorge Neves

O caráter atual daquela crença de 2016

A inédita conquista do Campeonato da Europa, no Verão de 2016, por parte da Seleção das Quinas é um feito que, jamais, será esquecido por toda uma nação que presenciou, naquele fim de tarde/início de noite de 10 de julho, um dos momentos mais marcantes não só do desporto português, como também de todo um passado recente do “Jardim da Europa à beira-mar plantado”.

Ora, indissociável dessa conquista está, naturalmente, a crença demonstrada por todos, a começar pelo selecionador luso, Fernando Santos, que, após um início pouco prometedor do conjunto português (dois empates noutras tantas partidas da fase de grupos, aliados à prática de um futebol “feio”) motivador de alguma contestação proferiu, em conferência de imprensa concedida no dia 20 de junho daquele ano, as seguintes declarações:

– “Se tivermos de ser feios e se for isso que nos vai trazer a eficácia, temos de ser feios (…)”, e asseverou:

-“ Eu já disse, à minha família, que só vou dia 11 (de julho de 2016) para Portugal (…) ”E vou lá e vou ser recebido em festa”.

A crença, o impulsionador da conquista do Euro 2016:

Por conseguinte, com estas palavras, Fernando Santos transmitiu ânimo, convicção e, fundamentalmente, a ideia de que a esperança é mesmo a última a morrer, algo que teve repercussões no seio do grupo dos 23 escolhidos para representar o país na referida competição. E, assim, se deu o primeiro e, no meu entender, determinante passo naquela que se viria a revelar uma longa e proveitosa caminhada.

A crença é parte fundamental do plano pensado por Fernando Santos
Fonte: UEFA

Posto isto, nunca é demais relembrar a importância da crença, sobretudo quando por esta altura e sensivelmente dois anos depois se volta a assistir a uma situação idêntica, desta vez, aquando da participação da Seleção das Quinas no Mundial da Rússia, prova na qual a qualidade exibicional da formação lusitana tem estado longe de convencer nos jogos iniciais.

O fim-de-semana verde e branco

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Mais uma semana, mais um resumo. Destaque para os Campeões Nacionais de Tiro, assim como para as Taças de Portugal conquistadas pela Ginástica e pelo Goalball. Ainda no âmbito Taça de Portugal, nota positiva para o Triatlo, onde as Leoas lideram a classificação geral. Os resultados negativos surgem do Futsal masculino, com a turma verde e branca a estar agora em desvantagem na final da Liga SportZone, após duas derrotas, a última num jogo com bastante polémica à mistura. Eis o resumo, o mais completo possível:

Futsal masculino | Reviravolta na final: o SL Benfica venceu os jogos dois (3-2) e três (6-9) da final da Liga SportZone, com o jogo três a reverter-se de particular polémica no que concerna a várias decisões de arbitragem, com critérios disciplinares totalmente díspares que resultaram na expulsão de três jogadores (Deo, Djô e Fortino) e do técnico Nuno Dias. O jogo quatro disputa-se já esta Quarta-Feira, 27 de Junho, pelas 21 horas no Pavilhão Fidelidade. O Sporting CP precisa obrigatoriamente de vencer para “resgatar” a eliminatória para a negra, a disputar no Pavilhão João Rocha no Sábado, 30 de Junho.

Ginástica | A participação na Taça de Portugal de Trampolins teve como grande destaque a conquista da prova na vertente de Duplo-Mini Trampolim por parte da equipa feminina, um feito inédito no Clube, protagonizado pelas ginastas Maria João Estevão, Tatiana Li, Bruna Li e Inês Martins, que amealharam um total de 191 pontos.

Ginástica alcança feito inédito nos trampolins
Fonte: Sporting Fans – Modalidades

Goalball | Os campeões europeus e tricampeões nacionais terminaram a temporada com a conquista da Taça de Portugal, após duas vitórias sobre o Castêlo da Maia GC por 10-0 e 15-5! Temporada plena de êxito com a conquista das quatro competições em disputa: Super European Goalball League, Campeonato Nacional, Supertaça e Taça de Portugal!

Tiro | O Sporting CP sagrou-se Campeão Nacional de C50 (Carabina a cinquenta metros) no escalão de veteranos masculinos, com Sérgio Costa, Rui Alves e António Diogo a totalizarem 1707 pontos. Em absolutos masculinos, o Sporting CP foi segundo classificado.

Triatlo feminino | As Leoas terminaram o Triatlo de Alhadra na segunda posição, o que faz com que mantenham a liderança da classificação geral da Taça de Portugal.

Triatlo masculino | Os verde e brancos ficaram no quarto posto do Triatlo de Alhandra, mantendo assim o segundo lugar da Taça de Portugal.

Foto de Capa: Sporting Fans – Modalidades

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

 

Irão 1-1 Portugal: Raça iraniana merecia mais

Portugal e Irão defrontaram-se num encontro que opunha dois velhos amigos, Fernando Santos e Carlos Queirós. A equipa das quinas entrava para a última jornada com a possibilidade de conquistar o primeiro lugar mas também corria o risco de ser eliminada e dar o lugar precisamente ao Irão. Era expectável que Portugal encontrasse dificuldades perante uma seleção iraniana que deixou notas muito positivas diante da Espanha, mas Portugal necessitava forte e mostrar outra face depois da exibição muito cinzenta frente a Marrocos.

O jogo começou bem para a equipa das quinas, foi dominando em posse a partida contra o bloco baixo do Irão que entrou algo nervoso na partida. Apesar da posse de bola, Portugal sentiu muitas dificuldades no último terço do terreno onde o Irão não permitia qualquer movimentação. Numa das poucas oportunidades Ricardo Quaresma acabaria por conseguir inaugurar o marcador com uma fantástica trivela depois de uma excelente combinação pela direita.

A trivela mágica de Ricardo Quaresma
Fonte: FPF

Na segunda parte e com a vantagem pela margem mínima Portugal foi perdendo algumas bolas muito à custa da pressão mais intensa que o Irão vinha exercendo. Com a determinado em dar a volta ao resultado que deixaria a equipa de Queirós e Oceano fora do mundial o Irão correu atrás do prejuízo mas à semelhança do jogo com Marrocos Portugal não soube gerir as emoções e a constante pressão do adversário acabando por sofrer bastante com inúmeras bolas perdidas a meio campo que deram ao Irão a oportunidade de se aproximar da baliza de Rui Patrício.

Por esta altura Portugal era primeiro do grupo devido ao resultado entre Espanha e Marrocos. Ronaldo ainda teve nos pés a oportunidade de sentenciar a partida mas acabou por desperdiçar uma grande penalidade que acabou por dar ainda mais esperança e animo ao Irão que foi com tudo à procura do empate. Num lance duvidoso e com a necessidade de intervenção do VAR o Irão acabaria por empatar a partida numa grande penalidade cobrada por Karim Ansarifard.

Apesar do sofrimento Portugal conseguiu o seu principal objetivo passando aos oitavos de final onde irá defrontar o Uruguai, no entanto, mais uma vez com uma exibição muito aquém do que é esperado de uma seleção campeã da Europa. O Irão foi um digno vencido que deu tudo o que tinha e mesmo sem a qualidade individual dos portugueses conseguiu adiar a passagem até ao último minuto da partida.

Onzes Iniciais:

Portugal: Rui Patrício, Cedric, Pepe, José Fonte Raphael Guerreiro; William Carvalho, Adrien Silva, João Mário, Quaresma; André Silva e Cristiano Ronaldo.

Irão: Beiranvand, Rezaeian, Hosseini, Pouraliganji, Hajsafi, Ezatolahi, Ebrahimi, Jahanbakhsh, Amiri, Taremi e Azmoun.

Espanha 2-2 Marrocos: Empate(s) ao cair do pano colocam a Rússia no caminho de ‘La Roja’

Espanha e Marrocos encontraram-se esta noite, em Kaliningrado, com aspirações bastante distintas. Enquanto os marroquinos foram a jogo sem nada a perder, após as derrotas por 1-0 contra o Irão e Portugal nas duas primeiras jornadas, os espanhóis entraram com a passagem à fase seguinte (e o primeiro lugar do grupo B) em mente.

A partida começou bastante atípica, com Sergio Ramos e Amrabat a desentenderem-se logo nos primeiros minutos. Era a Espanha que ia tendo bola, mas sem nunca chegar com grande perigo à baliza de El Kajoui.

Aos 14 minutos, para surpresa de tudo e todos, a seleção marroquina inaugurou o marcador. Iniesta recebeu mal a bola a meio-campo, Sergio Ramos não foi a tempo de corrigir o erro e Boutaib, isolado, não deu hipóteses a De Gea.

Mas a Espanha… é a Espanha. Cinco minutos após o golo marroquino, Iniesta redimiu-se do erro e, com um excelente trabalho, deixou para Isco, que à entrada da pequena área fuzilou as redes de El Kajoui. Estava restabelecida a igualdade no encontro.

Nem 10 minutos tinham passado desde o tento espanhol, quando surgiu uma nova ameaça de Marrocos: desatenção na defesa espanhola, e Boutaib (novamente isolado) falhou na cara de De Gea. Os Leões do Atlas iam assustando a La Roja nas poucas vezes que chegavam à área contrária.

Até ao final do primeiro tempo, foi a Espanha que tomou conta do jogo. Sob as batutas dos maestros Isco e Iniesta, os nuestros hermanos iam usando e abusando do tiki-taka habitual. 

Isco e Iniesta iam fazendo a cabeça em água aos adversários
Fonte: SE Futbol

Aos 10 minutos da segunda parte, Amrabat quase fazia um golo do outro mundo: sem dó nem piedade, o jogador do Leganés disparou com efeito, com a bola a embater na trave da baliza de De Gea; Marrocos esteve muito próximo de fazer o 2-1.

Com Portugal a vencer o Irão por 1-0, a Espanha precisava desesperadamente de fazer o golo para passar no primeiro lugar do grupo. Tanto que, aos 62 e 63 minutos, esteve muito próxima deste: num primeiro momento, Isco cabeceou para o corte em cima da linha de um defesa marroquino; na sequência do lance, Piqué cabeceou a centímetros do poste esquerdo, após a cobrança do pontapé de canto.

Contudo, a noite não corria de feição à seleção espanhola, para grande satisfação de Herve Renard e dos seus pupilos: aos 81 minutos, há canto para Marrocos e o recém-entrado En Nesyri cabeceou para o fundo das redes de De Gea. 2-1 para os marroquinos; era a Espanha que tinha de correr atrás do prejuízo.

E assim o fez: aos 90+2, Carvajal cruzou bem para o primeiro poste, e Iago Aspas, com um toque habilidoso, empatou a partida. Com a dúvida do árbitro em relação à posição de Aspas, a decisão foi analisada pelo VAR, que validou o golo. Ao mesmo tempo, o VAR marcava penálti contra Portugal no outro jogo do grupo, e o Irão fazia o 1-1.

Até ao final não houve tempo para mais, e, com a conjugação de empates, a Espanha passou em primeiro do grupo, enfrentando assim a anfitriã Rússia no próximo domingo, dia 1 de julho. Já Portugal, que passa em segundo, terá um desafio dificílimo na véspera, dia 30, frente ao Uruguai de Suárez e Cavani.

 

ONZES INICIAIS:

Espanha: De Gea, Carvajal, Piqué, Sergio Ramos, Jordi Alba; Sergio Busquets, Thiago (Asensio 74’), Iniesta, Isco, David Silva (Rodrigo 84’); Diego Costa (Iago Aspas 74’).

Marrocos: El Kajoui, Dirar, Da Costa, Saiss, Hakimi; Boussoufa, El Ahmadi, Belhanda (F. Fajr 64’), Amrabat, Ziyech (Bouhaddouz 85’); Boutaib (En Nesyri 72’).

Rui Barros – O novo treinador da equipa B

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fc porto cabeçalho

Com a preparação da nova época em curso, Rui Barros vai suceder a António Folha no comando da equipa do FC Porto B. Folha deixou a equipa B portista no sétimo lugar da segunda liga portuguesa alcançando 58 pontos, com 18 vitórias, 4 empates e 16 derrotas. Rui Barros com 52 anos, vai enfrentar agora a primeira aventura como treinador principal.

Depois de já ter sido treinador adjunto da equipa principal e observador do clube, é visto como um dos homens mais admirados na nação portista onde, enquanto jogador, completou sete épocas ao serviço dos azuis e brancos, com passagens por clubes como Juventus FC, AS Mónaco e Marselha.

A pressão está em alta para Rui Barros no novo cargo
Fonte: FC Porto

Depois de mais uma época de sucesso após conquistar pelo segundo ano consecutivo a Premier League International Cup, Rui Barros tem a seu cargo a pressão de continuar a fazer o bom trabalho que tem sido efetuado ao longo das últimas épocas, sobretudo na exposição de jovens jogadores oriundos da formação portista.

Face à pouca experiência do antigo jogador portista, esta pode ter sido uma aposta de risco, contudo, se tudo correr bem, pode até ditar uma oportunidade no comando técnico da equipa principal no futuro.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Arábia Saudita 2-1 Egito: Organização saudita contrariou Salah de serviços mínimos

Ambas as equipas já sem hipóteses de apuramento para a fase de eliminar, restava lutar pela honra e por pontuar para limpar um pouco a imagem deixada nos jogos anteriores. Para isso, claro, todos os olhos estavam postos em Salah e como este conseguiria levar os faraós à vitória para sair da Rússia com a cabeça erguida.

Surpreendentemente, foram os sauditas que entraram melhor, mostrando-se mais organizados e com um plano de jogo que souberam implementar. Os primeiros 20 minutos passaram-se com esse domínio dos de verde, mas faltavam as reais chances de perigo.

Em resposta, aos 22 minutos, os egípcios recuperaram uma bola a meio campo, mandaram um balão para a entrada da área e o génio Salah só precisou de um toque para fazer o chapéu ao guardião adversário e inaugurar o marcador. Logo na jogada seguinte, teve nova oportunidade, mas desta vez a bola saiu ligeiramente ao lado.

Se isso parecia indicar uma mudança no rumo do jogo, foi pura ilusão. Aos 39 minutos, uma bola foi ao braço de um jogador egípcio dentro da área e, consequentemente, penalti para a Arábia Saudita. Fahad rematou, mas Elhadary, que se tornava o jogador mais velho a atuar num Mundial, salvou a situação com uma bela defesa.

O veterano Alhadary ainda defendeu o primeiro penalti
Fonte: FIFA

Se não foi à primeira, seria à segunda. Já na compensação, Ali Gabr faz falta dentro da grande área e oferece novo castigo máximo a favor dos sauditas, com desta vez Salman a converter e a restabelecer a igualdade, com que se iria para intervalo.

Para a segunda parte, já com Warda em campo, o Egito começou a equilibrar a partida e at ter mais pendor ofensivo, mas os sauditas mantinham-se mais organizados e, mesmo tendo sido Treziguet a criar a primeira chance de perigo da segunda metade, foram mesmo os árabes a aproximarem-se mais do golo, com uma jogada de Salman a resultar em mais uma excelente intervenção de Alhadary.

E se os segundos 45 minutos pareciam ser muito menos emocionantes que os primeiros e apenas mais uma coleção demomentos em que a organização saudita anulava a qualidade técnica egípcia, foram mais uma vez os descontos a serem fundamentais. Desta vez, foi em jogo corrido e através de Salem, que colocou a bola no canto da baliza para dar à Arábia Saudita a vitória e mandar o Egito para casa sem um único ponto.

Arábia Saudita: Almosailem; Alburayk, Osama, Motaz, Yasser; Otayf, Salman, Hussain, Hatan (Muhannad 65′), Salem; Fahad (Yahia 79′)

Egito: Elhadary; Abdelshafy, Hegazy, Ali Gabr, Fathi; Hamed, Elneny, Salah, Treziguet (Kahraba 80′), Abdalla (Warda 45′); Marwan (Ramadan 64′)