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Um sonho chamado Diego Costa

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A história de Diego Costa é daquelas que fazem sonhar. É o tipo de história que qualquer jornalista procura; Diego Costa tornou-se tudo sem nada. Confuso? Passo a explicar: Em Portugal, a grande maioria dos jogadores da Primeira Liga teve uma formação feita em clubes, onde impera, com maior ou menor qualidade, uma rigorosa formatação dos jovens jogadores para que, no futuro, possam exercer a profissão de futebolista. Obviamente, todos sabemos que a probabilidade de um jovem jogador com 16/17 anos se tornar profissional é significativamente maior com uma base técnico-tática (à la Jesus) desde as escolinhas. É um assunto incontornável. Contudo, muito esporadicamente, – e porque o futebol é muito mais do que ideologias táticas e treinos intensivos – aparece um caso que faz tremer toda a fundação do futebol atual. Diego Costa é precisamente isso, um caso de sucesso singular e invulgar.

Diego Costa acordou para o mundo em 1988 no município de Lagarto, estado de Sergipe, no Brasil. O pai do jogador brasileiro, um apaixonado por futebol, desde cedo vaticinou o futuro do avançado e não hesitou na hora de atribuir um nome ao filho: Diego, em honra a Diego Armando Maradona, o melhor futebolista de todos os tempos.

Como todas as crianças, Diego Costa começou a “jogar à bola” na escola, com os restantes companheiros, mas devido à falta de cultura futebolística em Sergipe, o pai sugeriu que Diego se mudasse para São Paulo, para casa do Tio, onde teria maiores possibilidades de concretizar o sonho de se tornar um jogador de futebol. A verdade é que se tornou uma aposta ganha e rapidamente Diego ingressava no Barcelona de Ibiúna, clube fundado em 2004 com o objetivo principal de lançar talentos para o exterior do Brasil.

É nesta altura que tudo muda para o jovem brasileiro: entra em cena Jorge Mendes. O reputadíssimo empresário português decide apostar no jovem jogador e, em 2006, coloca-o no SC Braga. Na época de 2006/2007 o Braga cede, por empréstimo, o craque brasileiro ao FC Penafiel e Diego começa a despertar o interesse de alguns clubes grandes face às boas prestações. Na época seguinte, em 2007/2008, Diego Costa é surpreendentemente contratado pelo Atlético de Madrid e imediatamente emprestado ao Celta de Vigo.

Fonte: SE Futbol

Durante 4 anos Diego saltou de empréstimo em empréstimo – com passagens por Albacete, Valladolid e Rayo Vallecano – sem nunca se afirmar, definitivamente, nem no Atlético de Madrid nem em qualquer outro clube da liga espanhola. A juventude, a desobediência e alguns conflitos profissionais adiaram a consolidação do seu jogo. É curioso, contudo, ter sido um outro Diego a possibilitar o espaço para a explosão do talento brasileiro. Falo, obviamente, de Diego Simeone, o treinador argentino que não teve duvidas e depositou toda a confiança em Diego Costa. O avançado agradeceu com golos e excelentes exibições. Em 2012/2013, mesmo tendo a concorrência do fantástico Radamel Falcão, Diego marcou 20 golos em 44 jogos e conquistou a Copa Del Rey, no Santiago Barnabéu, frente ao Real Madrid. Nessa mítica final, Diego Costa foi unanimemente considerado o melhor jogador em campo.

A forma intensa como disputa cada lance é o slogan das suas características. Aliando uma rapidez de velocidade e movimentos notáveis, Diego tem uma capacidade de finalização acima da média e conjuga a capacidade técnica ao talento natural dos brasileiros.

É indiscutível que o Atlético Madrid tem evoluído bastante nas épocas mais recentes, conquistando títulos europeus e nacionais. Deve-o, em grande parte, ao trabalho do treinador e dos seus jogadores. Se alguém, de alguma forma, ainda tem dúvidas da ascensão gigantesca de Diego nestas últimas épocas, tem apenas de verificar a enorme vontade da seleção espanhola – abarrotada de talentos – em contar com o brasileiro. Polémicas à parte, a Espanha querer “roubar” Diego ao Brasil é a maior prova de todo o seu potencial.

Fonte: UEFA

Em termos de importância, depois da saída de Falcão para o multimilionário clube francês AS Mónaco, Diego Costa tornou-se cabeça de cartaz deste Atlético Madrid; O brasileiro não sentiu a pressão e conseguiu transcender-se ainda mais. Esta época, Diego Costa está absolutamente imparável e soma uns inacreditáveis 16 golos em 16 jogos, divididos pelo campeonato espanhol e pela Liga dos Campeões.

Na passada quarta-feira, frente ao Austria Wien, Diego faturou mais um golo na vitória por 4-0 do clube espanhol frente ao campeão austríaco, colocando assim o Atlético de Madrid nos oitavos-de-final da maior competição de clubes do mundo. Muitos já consideram este Atlético candidato à conquista da prova. Exagero? Talvez. O que é certo é que, se continuar assim, Diego Costa e o seu clube têm todo o direito a sonhar. E não foi precisamente dessa forma que toda esta história começou?!

Antevisão: Vit. Guimarães-FC Porto

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cantoazulbranco

O FC Porto visita hoje o Vitória de Guimarães, para a Taça de Portugal, depois de mais uma semana de Liga dos Campeões em que os azuis e brancos voltaram a não obter o resultado mais positivo. Ainda assim, o Porto continua na frente do principal escalão do futebol português e necessita de um bom resultado na Taça de Portugal, no Estádio D. Afonso Henriques, para uma motivação extra do plantel.

Para a quarta eliminatória, o FC Porto tem quatro novidades na sua convocatória: Carlos Eduardo, Bolat, Herrera e Kelvin deixam de fora figuras como Helton e Licá, contrariamente ao sucedido no jogo com o Zenit na passada quarta-feira. Apesar de saber que é uma necessidade poupar jogadores, espero que o tiro não lhe saia pela culatra. Infelizmente, Quintero continua em treino condicionado. Penso que este jogo seria óptimo para dar mais uma oportunidade ao que considero, pessoalmente, uma grande jovem promessa do futebol.

Segundo dados estatísticos, o desaire do Porto contra o Atlético de Madrid marcou a mudança de um Porto forte e coeso para um Porto, no mínimo, diferente, que sofre mais do dobro dos golos que sofria e consequentemente não ganha metade dos jogos. Acho que este é um factor de preocupação porque este andar na corda bamba poderá levar os azuis e brancos a quebrar como já não acontece há alguns anos. Espero que não seja o caso, mas Paulo Fonseca, se de facto é bom no que faz (começo a ter as minhas dúvidas), necessita de dar uma volta à mentalidade da equipa e à maneira como esta joga. O Porto, muitas vezes, não joga mal mas não executa rápido, não marca, e outras vezes quebra a meio do jogo embora lá tenha a sorte de conseguir marcar o golo que faz a diferença. Estas oscilações são preocupantes. As esporádicas más e/ou fracas exibições são naturais, porém não devem ser uma constante num clube campeão português e com esperança de ir longe nas competições europeias.

Hector Herrera / Fonte: abola.pt
Hector Herrera / Fonte: abola.pt

Como tenho vindo a dizer em crónicas anteriores, é necessário que a chama portista se eleve mais forte e que não se apague tão rapidamente como se tem apagado durante grande parte das suas exibições nesta época 2013/14. O Porto tem tudo para ter mais um ano de sucesso, mas para isso precisa de acordar e reflectir sobre as questões técnicas e tácticas das exibições passadas. Paulo Fonseca, ao que parece, tem vindo a falhar, pois tanto Defour como Herrera não cumprem, neste momento, e na minha opinião, as necessidades portistas no meio-campo. Têm falhado passes básicos, não conseguindo levar a bola até Jackson e não tendo a melhor das visões de jogo, levando, assim, a um futebol mais lento, inclusive nas transições defesa-ataque, que poderão marcar a diferença em jogos importantes.

Em suma, a equipa portista está bastante mais lenta, não usufruindo de um médio centro rápido em decisões nem de alas explosivos, algo que também tem vindo a ser contestado. As trocas constantes entre Varela/Licá e Herrera/Defour no onze inicial poderão não ser as melhores decisões de Paulo Fonseca, visto que rodar jogadores jogo sim, jogo não poderá levar a uma falta de rotina de ambos os jogadores, bem como à falta de entrosamento táctico entre estes e o restante plantel – são jogadores diferentes e com estilos de jogo distintos. Para uma coesão forte da equipa, é necessário que os jogadores se conheçam dentro de campo e que o mesmo onze jogue regularmente. De outro modo, estas substituições poderão resultar numa equipa fraca e partida. O que me parece é que, após este tempo todo, Paulo Fonseca ainda não conseguiu concluir qual é a melhor escolha para o seu onze, algo que, na minha opinião, é absolutamente ridículo.

À Procura do Sonho Americano – Entrevista a Rúben Silva

entrevistas bola na rede

Com apenas 20 anos de idade, Rúben Silva procura entrar na história do basquetebol português, ao tentar tornar-se no primeiro jogador a conseguir garantir um lugar na liga mais mediática do mundo: a NBA…

BI:
Nome: Rúben Duarte Pereira da Silva
Naturalidade:Almada, Portugal
Data de Nascimento: 13/04/1993 (20 anos)
Altura/Peso: 1,93m e 89kg
Posição: Extremo
Clubes: Clube Recreativo do Feijó, SL Benfica e South Dakota State University
Títulos: 4 vezes Campeão Nacional pelo Sport Lisboa e Benfica em sub16, sub18, sub20 e Seniores, Torneio de Vila Franca de Xira em 2008, Torneio Internacional de Plasencia em 2010 e Torneio Internacional de Gaia em 2010.

Rúben Silva no Park Tudor Highschool, em Indianapolis, Indiana (E.U.A.)
Rúben Silva no Park Tudor Highschool, em Indianapolis, Indiana (E.U.A.)

Com apenas 20 anos de idade, Rúben Silva procura entrar na história do basquetebol português, ao tentar tornar-se no primeiro jogador a conseguir garantir um lugar na liga mais mediática do mundo: a NBA.
Depois de se ter transferido do Benfica para a South Dakota State University, onde representa a equipa dos Jackrabbits, o jogador ambiciona agora fazer aquilo que nunca nenhum português conseguiu: “É um objetivo bastante difícil, mas não escondo que sonho entrar na NBA. Fico muito satisfeito que cadeias televisivas como a Sports Illustrated ou a ESPN estejam a considerar o meu nome para o Pré-Draft da NBA, em 2016”, refere o jovem que no ano passado começou a dar os primeiros passos na Divisão1 da NCAA (National Collegiate Athletic Association), a organização norte-americana que promove o desporto universitário.

Para Rúben Silva, as diferenças entre Portugal e os E.U.A. são muito acentuadas. “Na NCAA a mentalidade das pessoas é diferente e o estilo de jogo é mais físico e corrido. Os treinadores puxam muito por nós e há treinos todos os dias, com 4 horas, sendo que uma delas é apenas destinada ao ginásio. Em Portugal, fazem-se cerca de 3 treinos por semana e nunca passam das 2 horas”, adiantou, não escondendo a surpresa pelo envolvente com que se deparou, nos primeiros jogos ao serviço da equipa norte-americana: “Apesar de não ser o desporto mais importante aqui, é impressionante ver sempre 4 ou 5 mil pessoas em cada jogo, a apoiar-nos”.

As saudades da família e do basquetebol português. A distância que o separa de Portugal não impede Ruben Silva de continuar a acompanhar os últimos acontecimentos do basquetebol nacional. O jovem português considera que a “extinção de uma referência histórica do basquetebol”, como era o FC Porto, tornou o campeonato mais “fraco”, embora afirme que existem ainda boas equipas em Portugal, para além do Benfica, como o CAB Madeira ou o Vitória, que podem ter uma palavra a dizer na luta pelo título.
Quanto à fantástica experiência que está a viver, o jovem português só lamenta a ausência de outros colegas portugueses, bem como as inevitáveis “saudades da família”. Estas não o impedem, contudo, de desfrutar do sonho que está a viver: jogar basquetebol com futuros craques da NBA.

Rúben Silva com a equipa da South Dakota State University
Rúben Silva com a equipa da South Dakota State University

Oportunidade. O jovem jogador, que tem em Michael Jordan, Kobe Bryant e LeBron James as suas referências máximas, não esconde a satisfação pela oportunidade com que se deparou este ano. “Eles já me conheciam desde os 15 anos, quando participei num Campeonato da Europa, onde tive uma prestação positiva. Depois observaram-me no Benfica e demonstraram interesse em mim. Decidi aceitar este convite da Universidade de South Dakota. Mas também recebi convites de universidades de Indianápolis, Flórida e Illinois”. Para o futuro, Rúben Silva apenas promete continuar a “dar o máximo” para conseguir atingir a meta traçada de chegar à NBA.

Recordar é viver

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Topo Sul

26 de Janeiro de 2005. Estádio da Luz repleto de um manto vermelho-e-branco, de onde se vislumbrava uma mancha verde. Disputava-se mais um derby lisboeta em plena festa da Taça de Portugal, nos oitavos-de-final da prova. De um lado uma formação encarnada comandada por Giovanni Trapattoni, onde brilhavam jogadores como Simão Sabrosa, Geovanni ou Manuel Fernandes. Do outro , José Peseiro orientava uma equipa do Sporting, em que sobressaiam craques como Liedson e Hugo Viana. As equipas tinham as mesmas pretensões em chegar ao titulo nacional, mas a conquista da Taça de Portugal era vista como primordial nas aspirações de ambas as formações, naquela temporada. Por isso, e sobretudo por se tratar de um derby, aquele desafio foi encarado com a seriedade própria dos grandes jogos. Aquela partida reunia todos os ingredientes para ser épica e assim foi.

Como recordar é viver (já dizia o grande Vitor Espadinha) deixo-vos a crónica desse jogo feita pelo site Maisfutebol e correspondente vídeo. Esta análise é mais eficiente do que qualquer coisa que vos possa dizer. Mais : estou tão excitado com o jogo que me faltam palavras e ideias para escrever. Viajemos, então, até ao ano de 2005.

Benfica e Sporting deram-nos o melhor jogo da temporada.
Esta é a ideia forte de uma noite perfeita. Por isso merece ocupar todo o primeiro parágrafo. Sim, o Benfica foi mais feliz, alguém teria de o ser, é a lei da Taça, mas depois de 120 minutos assim, em que as equipas foram dignas e se olharam profundamente, seria errado valorizar o resultado final.

Defensável a tese de que o Sporting pareceu muitas vezes mais forte. Sim, pareceu e efectivamente foi. Na primeira parte, apesar dos dois golos do Benfica. No final dos 90 minutos, no prolongamento, mesmo com dez, quando Paíto conseguiu o golo de uma vida.

Também defensável a ideia que o Benfica foi mais equipa do que costuma ser. Soube sofrer e desta vez teve dois jogadores, Geovanni e Simão, à altura dos melhores trunfos do adversário. Apesar de mais uma vez ter ficado bloqueado quando obteve vantagem numérica, o Benfica reagiu e manteve-se agarrado ao jogo. Com drama mais do que com classe, com dor mais do que com um grande futebol. Apesar disso, este pode ser um dos momentos da temporada para os de Trapattoni.

Só golos em 22 minutos.
Até aos 22 minutos só golos. Tudo bem, ninguém está a queixar-se. Primeiro o Benfica, no suspiro inicial, de livre. O Sporting pareceu não se incomodar. Outra vez com um meio-campo equilibrado e com Sá Pinto tremendo, a equipa de Peseiro encostou-se à área do Benfica. De uma falta fez o empate, de um movimento brilhante a vantagem.
Por esta altura um arrepio deve ter percorrido a espinha dos adeptos benfiquistas. Parecia o filme de Alvalade. O Sporting melhor, mais capaz, os da Luz na expectativa. De repente, outra vez Geovanni, novamente a responder a um livre, a arma favorita do Benfica esta época.

Pouco depois perdiam-se Ricardo Rocha e Custódio. A cara do jogo não mudou e ao bom futebol verde os de encarnado responderam com excelente oportunidade de Geovanni. Se ficasse por ali já estava bem: que primeira parte!

Eles continuam…
O Benfica regressou mais forte e o jogo agradeceu. Os primeiros quinze minutos trouxeram mais pressão sobre o meio-campo do Sporting e alguma perturbação. Felizmente para Peseiro, por esta altura Polga e Enakarhire jogavam bem melhor que no início e João Moutinho não destoava.

Melhor notícia ainda, Liedson começava a aparecer. Cada vez mais. Em movimentos deliciosos. Num desses, aos 56 minutos, Bruno Aguiar entrou por trás sobre o brasileiro. Recebeu um amarelo, mas o vermelho aceitar-se-ia melhor. Até ali António Costa conduzira o jogo com mestria, contribuindo para a qualidade do «derby». Esta decisão caiu para o lado do Benfica.

O Sporting mandava na partida, o Benfica espreitava o contra-ataque. Mas ninguém marcou.
Mais do que justo, o empate era desejado. Estava a ser um grande jogo, apetecia continuar ali, apesar do frio a que ninguém prestava atenção.

Hugo Viana fora…
Mais uma vez, o Sporting entrou no prolongamento disposto a assumir o papel de que gosta, pegando na bola, fazendo-a circular com arte e bons propósitos. O Benfica, pelo contrário, agora já sem Geovanni (por quê?), espreitava. E nos primeiros sete, oito minutos conseguiu duas boas oportunidades. Numa o remate de Carlitos só parou na trave.

O jogo estava nisto quando João Pereira forçou a expulsão de Viana, na única atitude anti-desportiva da noite. Pedro Barbosa à esquerda e Sá Pinto à direita, o Sporting preparou-se para o que viria. O Benfica deu-se mal e acabou por sofrer um tão inacreditável como espantoso golo de Paíto, a dez minutos do final.

Em outro jogo seria o fim, mas neste nem por isso. O Benfica não se rendeu e Simão foi buscar ao fundo da alma um pontapé fabuloso. Faltavam três minutos.

A seguir vieram as grandes penalidades, uma espécie de suplemento de emoção. Fantástico para os adeptos, profundamente injusto para os jogadores. O Benfica marcou mais uma, mas isso interessa pouco: na nossa memória ficará para sempre o melhor jogo desta temporada.

Em 2005 foi assim... (Geovanni e Custódio na Imagem) / Fonte: http://www.maisfutebol.iol.pt/
Em 2005 foi assim…
Fonte: Maisfutebol

Recordado o passado é tempo de pensar no futuro. E este é muito próximo. Daqui a umas horas disputa-se o 300º derby lisboeta entre Benfica e Sporting. No relvado estarão duas formações praticamente coladas no segundo lugar do campeonato com aspirações naturais a chegar ao primeiro posto. Os encarnados vêm de um resultado negativo em Atenas, para a Liga dos Campeões, mas salvou-se a melhor exibição da época e isso moraliza, sobretudo os adeptos. O mesmo se pode dizer do Sporting que, não tendo jogado a meio da semana, vem de uma moralizante vitória, resultante de um brilhante remontada. Portanto, temos mais uma vez todos os ingredientes reunidos para um grande de jogo de futebol. Para ele, e como serei um dos sessenta mil no estádio, tenho uma lista de exigências. Que a paixão e a emoção de 2005 voltem ao inferno da Luz. Que haja mais Paítos no relvado. Que haja fair play entre as claques e que estas dêem um espectáculo digno da grandeza do desafio. Que o nosso glorioso vença de forma justa e convincente. Mas, acima de tudo, que seja uma partida épica entre dois dos melhores clubes europeus e que seja um derby com 300% de qualidade.

PS – caros sportinguistas , não se preocupem com o nome do árbitro do encontro. Duarte Gomes é adepto assumido do Benfica mas,e como já se constatou em diversas ocasiões, esse facto é totalmente irrelevante. Pedro Proença que o diga.

Aaah! Aquilo que se joga com cães!

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cab frisbee

Bom, para surpresa de alguns, é com contentamento que dou início a este novo espaço do Bola na Rede sobre desportos de disco ou, abreviando, Frisbee.

“Se não podes vencê-los, junta-te a eles”: foi mais ou menos assim que começou a minha relação com os discos. Passados dois anos (não propriamente a tentar vencê-los), acabei por me render a este desporto, de há uns meses para cá. Devido a problemas de saúde não posso praticar, o que faz com que a minha relação com o Frisbee passe por assistir a jogos, atirar uns discos de vez em quando e apoiar os amigos que jogam.

O desporto galvaniza as pessoas; seja qual for aquele de que mais gostamos, faz-nos vibrar, cria paixões, causa tristezas e desilusões. Às tantas faz parte de nós. No que toca a desporto, só o futebol e o Sporting me causam mais emoções do que o Frisbee. Não sei por que razão gosto tanto. Talvez seja por ter muitos amigos que jogam, pelos layouts ou simplesmente pelo espírito que este desporto transpira. Mas afinal, de que é que trata este desporto?

São muitos os desportos de disco: Double Disc Court, Guts, Discathon, Freestyle, Disc Golf, Ultimate, Beach Ultimate, entre outros. Nos meus artigos irei abordar em grande parte o Ultimate de Praia e, ocasionalmente, as outras modalidades.

Taça Ibérica 2013, em Guimarães / Foto tirada por Jabito Bito
Taça Ibérica 2013, em Guimarães
Foto tirada por Jabito Bito

“Isso joga-se com cães?” É uma das questões mais frequentes que ouço quando pergunto a alguém se conhece Ultimate Frisbee. Normalmente, já estou à espera de uma resposta deste género. São poucas as pessoas que conhecem desportos de disco, sobretudo em Portugal, onde estes se encontram muito pouco desenvolvidos. Por cá estamos apenas habituados a ver frisbees, ainda que raramente, na praia ou nos parques, onde os cães correm para os apanhar.

“Então estão só ali a passar o disco entre eles…e depois quem é que ganha?”

Esta é a pergunta que se segue, à qual eu respondo que se trata de um desporto misto de equipas e que, basicamente, ganha quem marcar mais pontos num certo período de tempo.

Já com curiosidade em saber mais sobre este desporto, perguntam-me se existe em Portugal.

Existe em Portugal já há uns anos e hoje há um Campeonato Nacional de Praia que conta com sete equipas: a Beach Ultimate Frisbee Algarve, em Portimão, os Vira-o-Disco em Palmela, os Diz-Cu e os Gung-Oh em Lisboa, os Leiria Flying Objects, os Gambozinos em Aveiro, a Disco Partizani em Coimbra e, na cidade invicta, a mais recente equipa, Porto Ultimate Frisbee. Embora também possa ser praticado na relva, Portugal aposta mais no Ultimate de Praia.

No entanto, as competições não se resumem ao Campeonato Nacional de Praia: também há o Campeonato Nacional de Relva, o Campeonato Nacional de Indoor ou a Taça Ibérica de Ultimate Frisbee, que se realizou no passado mês de Outubro, tendo saído vencedora a equipa HotPepers, uma equipa pick-up, ou seja, criada com vários elementos que se juntaram para este torneio e não uma equipa que joga habitualmente. A praia do Meco é palco do melhor torneio HAT de Ultimate de Praia do mundo, o torneio “Bar do Peixe”, que se realiza em Junho e conta já com 17 edições. Outro torneio HAT, mas mais recente do que o de Sesimbra, é o Silver Coast, em Aveiro.

Silver Coast Hat 2013, Praia do Areão, Aveiro / Foto tirada por Filipe Tavares
Silver Coast Hat 2013, Praia do Areão, Aveiro
Foto tirada por Filipe Tavares

Passando os olhos pelas regras…

O Ultimate de Praia requer um campo de 75 por 25 metros no qual existem duas endzones (como no Futebol Americano) com 15 metros de comprimento, onde os pontos são marcados. Cada equipa tem cinco jogadores, rapazes e raparigas, que não podem correr com o disco na mão, apenas o podem passar entre a sua equipa. Quando o disco cai no chão há um turnover, ou seja, a posse do disco passa para a equipa contrária e os papéis invertem-se: quem estava a atacar passa a defender e vice-versa. Em relação ao Ultimate (na relva), que se reflecte num jogo mais rápido, as medidas do campo e o número de jogadores variam um pouco, mas, de uma forma geral, as regras são as mesmas.

Uma coisa é certa: em ambos não há árbitro, quem toma as decisões dentro de jogo são os próprios jogadores.

Não é Frisball, como alguns dizem! Neste caso não há bola nem rede, mas sim um disco e muito fair-play!

Mixórdia de Temáticas

cab desportos motorizados

Aproveito o nome da antiga rubrica do Ricardo Araújo Pereira para o título do meu artigo desta semana, porquê? Basicamente porque não tinha um tema que desse para escrever um artigo de tamanho normal. Para começar vamos voltar ao homem do meu segundo artigo para o Bola na Rede: Sébastien Vettel.

O alemão da Red Bull vai em sete vitórias seguidas em grandes prémios (GP). Uma marca fantástica quando faltam apenas duas provas para o fim do campeonato deste ano. Duas provas, precisamente o número de vitórias que precisa para atingir o recorde de mais GP alcançados numa temporada: 13. O detentor deste recorde é o, também alemão, Michael Schumacher, que o alcançou em 2004. Vettel é já, sem dúvida, um dos melhores pilotos de sempre da F1 e acredito que possa vir a bater todos os recordes mais importantes da modalidade.

Neuville ao volante do seu Fiesta http://chicane2013.blogspot.pt
Neuville ao volante do seu Fiesta
Fonte: chicane2013.blogspot.pt

Agora largamos a F1 para ir para os ralis. O WRC deste ano ainda não acabou – acaba no próximo fim de semana com o Rali de Gales – mas o mercado de pilotos já anda muito movimentado. Neuville era o piloto mais apetecido do mercado e vai trocar a M-SPORT, que faz correr os Ford Fiesta WRC, pela equipa da Hyundai, que regressa na próxima temporada ao Mundial. Este vai ser um defeso muito animado com três das quatro equipas à caça dos melhores pilotos para 2014; apenas a Volkswagem deve manter os seus pilotos na nova temporada. O defeso pode também ser positivo para os portugueses, pois Bernardo Sousa pode estar a caminho do WRC. Resta saber se para a categoria principal ou para uma das de “suporte”. Espero bem que se realize esta mudança, e se conseguir levar mais algum português melhor.

Agora vamos voltar aos circuitos. Tenho de falar da vitória do Tiago Monteiro no WTCC. O piloto da Honda venceu a segunda corrida do GP da China. Monteiro é, neste momento, 10º classificado do Campeonato de carros de Turismo, mas no próximo GP, que se vai disputar em Macau, pode chegar ao 8.º posto.

Também neste GP, que se disputa no próximo fim de semana, vamos ter o Félix da Costa a defender a sua vitória do ano passado na F3. O piloto de Cascais vai, assim, terminar a sua temporada no mítico circuito de Macau. Espero que vença e mostre toda a sua qualidade.

Rely on the virgin and don’t run…

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relacionamentodistancia

Não me vou alongar muito sobre o último jogo com o Marítimo – jogámos bem, marcámos mais q’os outros e ganhámos… Job done. Além disso, muito já foi dito, escrito e analisado sobre o jogo com os insulares.

“Ah, mas que vergonha é esta? Este gajo nem sequer fala do grande jogo do Capel, ou da apatia do Carillo, ou da lentidão do Dier?”

“Não, não falo…”

“Ah, mas…”

“Mas… nada! Queres ler análise desportiva vais ao Record!”

“Ah mas o Record agora paga-se e tal…”

“Azar.”

Esquizofrenias à parte, prefiro antes focar-me nos eventos que se aproximam…

Este fim-de-semana há dérbi! E que dérbi! Batalha-se cedo na competição pela corrida ao Jamor, e acho curiosa a displicência com que a selecção sérvia encara o embate deste sábado – o Benfas atravessa um bom momento na liga, ganhou 1-0 na última eliminatória contra o Cinfães e vem de um (algo frustrante) empate para a Champions, e com Tacuara na dúvida (facto que não me aquece nem me arrefece, para dizer a verdade).

O derbi eterno / Fonte: flickr.com
O derbi eterno / Fonte: flickr.com

Do lado dos verdes, confiança é a palavra de ordem, perfeitamente legível nas palavras dos nossos miúdos:

Rui Patrício: «Vai ser complicado, porque temos pela frente uma grande equipa e temos consciência de que é decisivo, porque tem de haver um vencedor. Mas vamos para a Luz com grande confiança e pensamento na vitória»

Cédric: «Temor? De maneira nenhuma, até porque gostamos de jogar em estádios com muito público. Vamos tentar dar uma alegria aos sportinguistas, mostrando a nossa qualidade e união. Esta época já defrontámos o Benfica e mostrámos que podíamos ter vencido. Todos os adversários da Liga têm qualidade e não é por serem do Benfica que me vão tirar o sono».

Dier: «Poderíamos ter de os defrontar mais à frente na prova e assim fica já resolvido… esperemos que bem para nós. Não há jogo nenhum como um dérbi. Não temos qualquer receio e vamos entrar para ganhar»

William Carvalho: «É mais difícil por ser uma equipa forte, mas não nos achamos inferiores ao Benfica.»

Wilson Eduardo: «Já fiz vários golos ao Benfica na formação e também consegui marcar nos seniores, pelo Olhanense e pela Académica.»

Adrien: «É sempre um jogo motivador. Temos capacidade para passar esta eliminatória e é isso que vamos fazer. Ganhei os dérbis todos e fui quase sempre campeão. Mas é impossível esquecer o 5 – 3, já nos seniores, o meu primeiro a titular».

André Martins: «É um adversário como outro qualquer e acho que até é bom ter saído já o Benfica. Já mostrámos que estamos preparados para discutir o jogo e ganhar.»

Parece-me a mim que estamos prontos para atravessar a segunda circular.

No que a mim diz respeito, Sábado é dia de acordar, pôr o cachecol ao pescoço logo de manhãzinha e passar as seis horas antes do jogo a tirar fresquinhas do frigorífico, fazer petiscos e ver os resumos de todas as vitórias aos lampiões dos últimos 60 anos.

É caso para dizer… Nunca mais é sábado!

Rafael Nadal é o melhor tenista do mundo em 2013

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cab ténis

Já é oficial: Rafael Nadal acabará o ano de 2013 como nº1 do ranking mundial do ATP. Após a vitória frente a Stanislas Wawrinka por 7/6 e 7/6 no terceiro dia do Masters de final ano do circuito mundial masculino.

O tenista espanhol partiu para esta competição de final de ano à frente de Novak Djokovic; no entanto, ainda não era seguro que Nadal conseguisse segurar o topo do ranking. Após a vitória da Quarta-Feira passada, o tenista espanhol garantiu assim este primeiro lugar, sendo assim a terceira vez que consegue tal feito, dois anos após o ter conseguido pela última vez.

E num dia em que decorre ainda o ATP World Tour Finals, o tal Masters de final de temporada, é no entanto mais importante recordar a temporada de Rafael Nadal. Numa época em que chegou a estar no 5º lugar, o tenista espanhol conseguiu “ceifar” posições até chegar ao topo do ranking mundial, destronando assim o consistente Novak Djokovic.

O tenista espanhol iniciou a temporada da melhor forma, com uma final e duas vitórias, uma delas num ATP 250, para em Março vencer o primeiro ATP 1000 frente a Del Potro. Naquele que viria mais uma vez a ilustrar o duelo do ano, no primeiro confronto, Nadal perde para Djokovic na sua “segunda casa”, Monte Carlo.

Rafael Nadal com David Ferrer – Roland Garros 2013 http://www.theguardian.com/uk
Rafael Nadal com David Ferrer – Roland Garros 2013
Fonte: theguardian.com/uk

Maio foi o mês do relançamento definitivo de Nadal, com vitórias em Madrid, frente a Wawrinka, e Roma, frente a Federer, e culminando com a vitória em Roland Garros frente a David Ferrer, fazendo assim uma temporada de terra batida incólume.

Depois da desilusão em Wimbledon, onde perdeu na ronda inaugural, Nadal “pegou de estaca” no piso rápido americano, vencendo Canada e Cincinnati para triunfar em Flushing Meadows, derrotando Novak Djokovic na final do US Open e dando assim a melhor resposta à derrota de Monte Carlo no início da temporada.

O resto da temporada foi em ritmo de descompressão; no entanto, Nadal pode ainda apostar as restantes “fichas” no Masters londrino, onde pode dar um final épico a esta temporada de recuperação, após lhe ter sido ditado o final de carreira depois da complicada lesão de que foi vítima. Nadal é isso mesmo, um poço de força e de vontade que “cerra o dente” conquistando vitórias atrás de vitórias. Ele está de regresso ao topo; goste-se ou não, Rafael Nadal está novamente a 100% nos courts.

Quanto aos restantes, a Djokovic “resta” um 2º lugar e David Ferrer lutará por um lugar no top3 que será uma grande vitória para a sua carreira. Del Potro irá tentar beneficiar da lesão de Murray para subir, podendo ainda ameaçar o lugar de Ferrer enquanto a Roger Federer resta lutar por subir o mais possível, ameaçando o 6º lugar de Berdych, ou pelo menos garantir que não será ameaçado por Wawrinka, pela primeira vez dentro do top10 no final de uma época, ou Gasquet, que desde 2007 que não termina uma temporada dentro do top10.

Agora resolve, Paulo Fonseca!

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opinioesnaomarcamgolos

Paulo Fonseca começa a criar-me dúvidas. Não dá, não consigo entender aquela segunda parte na Rússia! Já havia dito que este treinador falhava nos jogos pequenos, mas começo é a achar que ele não sabe mexer na equipa quando esta precisa de um abanão.

A poucos dias do jogo, Paulo Fonseca veio dizer que só a vitória interessava. Isso é muito bonito, mas o que adianta querer ganhar se for para ficar a ver jogar? É que foi exatamente isso que aconteceu na segunda parte! A equipa precisava de um abanão, precisava de alguém que dissesse “Subam! Corram! Pressionem! Varela, Lucho, entrem na área para apoiar o Jackson! E troquem mais a bola!”. Mas não aconteceu. Paulo Fonseca ficou a ver jogar, deixou o Zenit impor o seu jogo (que, sejamos sinceros, não era um jogo muito difícil de anular), e deixou que o Arshavin entrasse em campo para segurar ainda mais a bola, principalmente nos minutos finais, que é a melhor altura para o fazer, forçando o desespero de uma equipa que precisa de ganhar e esperando que, no processo, cometa alguns erros. Felizmente o único erro foi aquele que possibilitou o golo ao Zenit. Ou infelizmente.

Paulo Fonseca já deixa dúvidas / Fonte: sapo.pt
Paulo Fonseca já deixa dúvidas / Fonte: sapo.pt

E, segundo Paulo Fonseca, quando só a vitória interessa, o que é que se faz? Deixa-se o Jackson em campo (talvez contasse ter sorte nas bolas paradas), que tem estado super apagado esta época, mete-se o Licá (na minha opinião, a melhor contratação desta temporada) a 15 minutos do fim e o Ghilas a 5. Num jogo em que estava difícil construir jogadas de ataque para dentro da área e não para os lados (este Porto tem sido expert em atacar os fotógrafos), se calhar precisávamos de um ponta-de-lança que conseguisse vir buscar jogo ao meio campo. Já está mais do que provado que Jackson, não estando plantado perto da área, onde é incrivelmente forte, não acrescenta nada à equipa. Eu sei que Ghilas não tem minutos suficientes para jogar o tempo todo, mas de certeza que aguenta bem mais do que 5 minutos em campo!

E o pior? Nem o empate merecíamos! Foi um daqueles jogos em que, se tivéssemos ganho, eu não conseguia festejar “à Porto”. Porque, tal como André Vilas Boas disse no passado, fico doente quando ganhamos a jogar mal. E não perdemos porque o árbitro “roubou” a Hulk a oportunidade de se redimir num segundo penalty. O Helton defendeu o primeiro, mas todos sabemos que também foi muito mal marcado pelo incrível.

Agora restam as contas. Temos de ganhar os dois jogos que faltam e esperar que o Zenit empate ou perca pelo menos um. Depois de ver o que este Porto tem feito se calhar é melhor começar a pensar na Liga Europa e a quem vender o Fernando já em janeiro. Porque a realidade do Porto é explicada numa equação básica: FC Porto – Champions = venda de jogadores chave. Paulo Fonseca bem que podia começar a pensar nos problemas que vai criar ao clube caso não saiba resolver equações…

In Memoriam Regis

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A língua portuguesa tem esta riqueza. Apesar de, por vezes, não se conseguir entender o significado de palavras ou expressões idiomáticas próprias, permite-nos compreender vocábulos e representações de outras línguas. Neste caso é a nossa língua mãe: o latim. Ela já morreu, mas deixou-nos um grande legado. E não é difícil entender o que esta frase significa: “em Memória do Rei”.

Foi na pequena cidade piscatória de Santos, estado de São Paulo, que se fundou, em 1912, um clube de gente humilde. Uma equipe que dominou o futebol do Brasil e do mundo. Alguns anos mais tarde, na cidade mineira de Três Corações, nascia um rei. “Um rei negro fora de África?” Nada mais certo. E os destinos do Santos Futebol Clube e de Edson Arantes do Nascimento cruzaram-se para a vida – e para bem do futebol.

– “Edson? Quem é este moço?” Diziam que ficou conhecido por Pelé. – “Pelé quem? O grande Pelé?” Esse mesmo. Tricampeão do mundo pela seleção brasileira entre 1958 e 1970 e hexacampeão pelo Santos na década de 60. Aquele que encantou gerações e fez sonhar a maior potência futebolística já alguma vez vista. O homem dos mil golos. O artista operário e o atleta do século XX. Falar em Santos é falar em Pelé. E vice-versa. Para além destes títulos, somam-se ainda duas Taças Libertadores da América e duas Intercontinentais no mesmo ano: 1962, contra o Rei da Europa Benfica, e 1963, com os italianos do Milan.

Pelé campeão do mundo em 1970, no México / Fonte: lendasdoesporte.blogspot.com
Pelé campeão do mundo em 1970, no México / Fonte: lendasdoesporte.blogspot.com

Costuma dizer-se que o Santos é o clube mais simpático do Brasil. Com uma massa adepta relativamente pequena para o gigantismo do clube, os seus torcedores são calmos. Ostentam na alma um semblante de vitórias e glórias. O Peixe – o animal representativo e autêntico amuleto do Santos, nada mais próprio – pode dormir descansado nas águas mansas do porto da cidade com o mesmo nome. Será difícil ser pescado. Com o novo formato do Brasileirão, que entrou em vigor a partir de 1971, o S.F.C. só foi feliz em duas ocasiões: em 2002 e 2004. É verdade que Neymar, Paulo Henrique Ganso e companhia ainda fizeram o tri-campeonato no estadual Paulista, mais uma Copa do Brasil, e ganharam a Libertadores da América em 2011. Na Vila Belmiro vimos nascer os maiores talentos do futebol mundial. De Robinho a Diego, passando por Carlos Alberto Torres e Neymar, os santistas podem ter a esperança de um futuro risonho. Se é certo que continuam a ser defensores de um ideal tão brilhante, também é certo afirmar que, com Pelé, o Peixe nunca tinha sido tão feliz.