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Revista do Mundial 2018 – Austrália

A seleção da Austrália, ou os “socceroos”, como é conhecida, tem se mostrado uma equipa muito forte na Taça Asiática, mas não tem conseguido fazer o mesmo no Mundial. É a quinta participação dos australiano, quarta consecutiva, e procuram fazer o que apenas conseguiram fazer uma vez, passar a fase de grupos.

Os 10 melhores golos da Taça de Portugal 2017/18

Terminadas as competições nacionais no que ao futebol sénior masculino diz respeito, é altura de eleger os golos mais bonitos da prova rainha. Para isso, foram considerados os golos de todas as eliminatórias e que têm registo de vídeo disponível online.

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Raphinha (Vitória SC) – Aos 58 minutos da partida frente ao CD Feirense, Raphinha recebe a bola e ao segundo toque fá-la encontrar o poste esquerdo da baliza de Miskiewicz antes de entrar. Este potente e colocado remate selou a passagem do Vitória SC aos oitavos de final da prova e entra para o primeiro lugar dos golos mais bonitos.

Parma FC: A volta às Series em três anos

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Futebol profissional e dinheiro são indissociáveis. Normalmente, vemos o segundo garantir maior dimensão, a todos os níveis, ao primeiro. Mas não só. Também determina status. E status determina poder. Investimentos, desinvestimentos, não falando propriamente disso, mas a forma como um clube é gerido. Não é obra do acaso que clubes de elite não tenham atingido esse patamar unicamente devido a dinheiro externo, mas de uma história recheada de sucessos desportivos. Um dos casos mais concretos para ilustrar esta “divagação” são Manchester United e Manchester City.

O Parma, não sendo um clube de elite, tem uma bela história. Na década de 90 fez furor na Europa. Vestiu vários ícones, autênticas bandeiras de uma geração única. Buffon, Cannavaro, Crespo, Thuram, Verón, Zola, os nossos Fernando Couto e Sérgio Conceição,… Atingiu a glória. Mas há um fator que me salta mais à vista. Característica muito própria dos transalpinos é o sentimento fortíssimo que nutrem pelo desporto rei. O sentimento indescrítivel que os une ao seu clube. Os habitantes desta cidade são apaixonadíssimos.

Em 2015, algo previsto já a algum tempo, viram o seu Parma ser entregue à Série D italiana. Falência financeira ditou, não só o regresso do clube ao escalão mais raso, mas pior: retirou os empregos a muita gente. O futebol não é apenas composto pelos seus intérpretes, mesmo que a posição dos últimos perante o exercício do primeiro seja, meritoriamente e indiscutivelmente, intocável.

Porém, valeria a pena jogar por jogar? Jogar em estádios vazios? Audiências iguais às do andebol? Sendo a favor de que a maior importância terá sempre de ser atribuída aos jogadores, há mais gente envolvida, gente que pela sua paixão e interesse pelos jogadores, clubes, seleções, competições, eleve a competitividade, a dimensão do ato de praticar futebol. Tal tem de ser sempre tido em conta. É tido em conta, mas para efeitos de “extorsão”. O marketing pode ser lixado.

O apoio dos adeptos fez-se sentir, em igual forma, nas divisões inferiores. Não há dinheiro chinês que pague isso
Fonte: Parma FC

Voltando ao Parma, ao tomar conhecimento de algumas histórias que esta descida drástica acarretou, tenho de falar de Lucarelli. Para quem não sabe, trata-se do capitão da equipa. Com 37 anos recebeu a notícia que iria descer para o 4.º escalão. Prometeu que o Parma voltaria ao primeiro. E cumpriu. Nunca pensou é que fosse tão rápido… E que ainda estivesse no ativo!

É o primeiro jogador a ter jogado desde a Serie D à Serie A. Em 2017 foi anunciado investimento chinês, da parte de Jiang Li Zhang, que detém o Granada, clube espanhol. Não foi tudo, mas foi um dos motes que lhe permitiu, hoje, com 40 anos, estar a ponderar jogar mais uma época, mesmo depois de cumprir a sua promessa de ajudar o clube a voltar ao topo do patamar italiano.

Lucarelli foi perentório. Disse que no último jogo sentiu verdadeiramente o empurrão dos seus adeptos! A equipa dependia de uma partida disputada por outrém e tinha de vencer o seu para ficar à espera da escorregadela… Era Frosinone contra Foggia. Lembro-me de um colega me ter dito que ia apostar num deles para o Placard. Estava longe de saber o significado desse jogo para muitas pessoas.

Um significado que para mim não existia. Nesse jogo, o Parma ansiava que o Frosinone não ganhasse. Vencia por 2-1, até que aos 87’ o adversário sela o desfecho final. 2-2 foi o resultado final, e o histórico Parma regressou à Serie A italiana. Em 2.º lugar, em igualdade pontual com esse tal Frosinone. O significado que uns dão a certas coisas, não só no futebol, nunca pode ser julgado por antecipação. E, portanto, eu julgo que o futebol aplaude o regresso de uns adeptos como os do Parma aos maiores palcos do país da bota!

Foto de Capa: Parma FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

SL Benfica 31–24 Sporting CP: Encarnados vingam-se e conquistam a Taça de Portugal

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Benfica e Sporting encontraram-se novamente para fechar a temporada. Desta vez no Pavilhão Municipal do Peso da Régua para decidir quem levava a Taça de Portugal para Lisboa. O Sporting, com a oportunidade de conquistar a dobradinha, o Benfica, com a chance de reparar o orgulho ferido pelo leão. As equipas já se tinham enfrentado quatro vezes esta época para o campeonato e o Sporting ganhou sempre.

O jogo começou praticamente com uma exclusão para Pedro Valdes e com a vantagem do Benfica. Começo com muita agressividade das duas equipas, a quererem ganhar o jogo a todo o custo. Na bancada sentia-se a energia com que o jogo estava a ser jogado. O Sporting marcou o seu primeiro golo perto dos cinco minutos e reduziu a desvantagem conseguida de contra-ataque pelo Benfica (3-1).

O ritmo de jogo frenético dava aos adeptos um espetáculo, digno da festa da Taça de Portugal. Benfica mais forte e concentrado no início, com o Sporting a recompor-se e a ter de correr atrás do resultado. No primeiro quarto de hora, o Benfica vencia por 7-6. A estratégia inicial dos encarnados passava por estancar Frankis Carol, que não se viu na primeira parte, sem conseguir ganhar espaços na defesa do Benfica. Skok substituiu Cudic na baliza dos verde e brancos, que não estava a fazer um jogo muito feliz, ao contrário da meia-final com o FC Porto.

O jogo ia acalmando e o Benfica ia aproveitando para gerir a vantagem, que, por volta dos 20 minutos, já era de quatro golos (11-7). Primeira parte fraca da equipa do Sporting, com pouco discernimento para encarar a final.  Os melhores iam sendo Belone Moreira e Hugo Figueira do Benfica, e Edmilson Araújo do Sporting, na “ausência” de Frankis Carol.

No final da primeira parte, Nuno Grilo, do Benfica, foi expulso e deixou a equipa descompensada nos restantes dois minutos. Grande primeira metade no pavilhão do Peso da Régua. O Benfica recolheu aos balneários com uma vantagem de cinco golos – 15-10.

Sporting e Benfica defrontaram-se pela quinta vez em jogos oficiais esta época
Fonte: Andebol Portugal

A segunda metade começou, sem golos nos primeiros quatro minutos e meio, com uma exclusão para Alexandre Cavalcanti e um livre de sete metros falhado de Ivan Nickcevic. O Sporting regressou dos balneários com os mesmos problemas – dificuldade em criar situações claras de finalização e desinspiração geral da equipa – era visível o cansaço provocado pelo jogo com o FC Porto, no dia anterior.

As precipitações no ataque do Sporting sucediam-se e a vantagem do Benfica ia aumentando – perto dos 15 minutos o Benfica vencia por sete golos pela primeira vez (22-15). A 10 minutos do fim, fruto de uma confusão numa troca defesa-ataque de Tiago Rocha na equipa do Sporting, os verdes e brancos ficaram com três jogadores a menos.

Também Nickcevic acabou o jogo mais cedo por cartão vermelho direto por palavras ao árbitro.

Final praticamente sentenciada a precisar de uns minutos finais perfeitos da equipa do Sporting. Final que não se chegou a verificar. O Benfica leva a Taça ao vencer o Sporting por 31-24, num jogo em que o Sporting não chegou a estar verdadeiramente. Destaque para os nove golos de Davide Carvalho e para as fantásticas exibições de Belone Moreira, Pedro Seabra Marques, e de Hugo Figueira.

Carlos Resende conseguiu finalmente vencer Hugo Canela esta época em jogos oficiais.

A próxima época começa como acabou. Com um dérbi entre as duas equipas de Lisboa a disputarem a Supertaça.

EQUIPAS INICIAIS:

BENFICA:

Hugo Figueira. Pedro Seabra Marques, Alexandre Cavalcanti, Ricardo Pesqueira, Belone Moreira, Davide Carvalho e João Pais

SPORTING:

Aljosa Cudic, Carlos Carneiro, Edmilson Araújo, Tiago Rocha, Frankis Carol, Pedro Solha e Pedro Portela

A posição maldita – Os Laterais Esquerdos Encarnados

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À data de junho de 2015, desde 2005, tinham sido contratados 18 – leu bem, dezoito – laterais esquerdos para o Benfica. Vamos tentar fazer um pequeno apanhado ao que se passou nesta posição que tem sido “negra” para quem veste de vermelho e branco ao longo destes anos.

Primeiro havia Léo, o brasileiro que vincou a sua presença regular como defesa esquerdo até ao inverno do ano em que Jorge Jesus tomou o comando da equipa técnica encarnada. Ao longo desses três anos de Léo na esquerda, houve Sepsi, Miguelito ou Jorge Ribeiro, mas nenhum que deixasse alguma recordação duradoura na memória dos benfiquistas. Porém, foi este último que jogou com maior frequência na última temporada de Léo. Além disso, também David Luiz foi “forçado” a adaptar-se à posição na esperança de que saísse dali a solução para a posição maldita.

Com Jorge Jesus no comando, Jorge Ribeiro era o detentor do lugar, mas dois novos jogadores vieram para competir pela posição: César Peixoto e Shaffer. No entanto, não foi nenhum destes a brilhar no lado esquerdo da defesa. O português ainda jogou a meio campo, enquanto que Shaffer pouco se viu em campo pois foi emprestado em janeiro. Na verdade, foi o jovem extremo, Fábio Coentrão, que, adaptado ao lugar vazio, fez a delícia em campo do treinador e dos adeptos. Com a ajuda do português, nessa temporada o Benfica ergueu o troféu da Primeira Liga.

Foi com Coentrão que o lugar amaldiçoado escondeu a sua maldição, mas a saída do português para o Real Madrid veio ressuscita-la. Vieram Carole, Capdevila, Luís Martins e Émerson – e quem não se lembra deste último?

O brasileiro mostrou-se ser a grande aposta nessa temporada, deixando no banco um campeão mundial por Espanha. Mesmo sofrendo a irritação dos adeptos, assobios e resmungões, Jorge Jesus manteve-se fiel à sua teimosia – quase tão grande quanto o seu ego – e fez o brasileiro jogar a grande parte das partidas disputadas pelos encarnados.

No ano seguinte, o extremo paraguaio, Melgarejo, foi o ‘novo Coentrão’ ao ser adaptado a defesa esquerdo ao longo da temporada inteira. O jovem não cumpria mal as suas funções, mas a comparação ao português doía e a cada momento que se notava a falta de um lateral esquerdo de maior qualidade, as mãos iam à cabeça.

Siqueira deixou saudades aos adeptos da Luz
Fonte: SL Benfica

Foi em 2013/14 que Bruno Cortez aterrou em Portugal, rotulado como o melhor defesa do campeonato brasileiro dois anos antes, mas logo se viu que entre ele e o Benfica não ia funcionar. Com a saída de Melgarejo para a Rússia, os encarnados não tinham lateral esquerdo acertado, mas a salvação veio com o nome de Siqueira.

SL Benfica 4-7 Sporting CP: Leões vencem na luz e ficam a uma vitória do título

Naquele que foi um dos principais encontros da 24ª jornada do campeonato nacional de hóquei em patins, o Benfica recebeu o Sporting e caso vencesse, ficava com o caminho aberto para o título. No entanto, os leões realizaram uma grande exibição, tendo sido melhores que as águias durante grande parte dos cinquenta minutos de jogo, alcançando uma vitória histórica por 7-4. Resultado que deixa o conjunto leonino a um triunfo do título.

A partida teve um inicio dinâmico, mas com os dois conjuntos a jogar de forma diferente. O Benfica a procurar chegar rapidamente ao golo, enquanto que o Sporting tentava fazer uso ao máximo dos quarenta e cinco segundos de ataque.

Com os encarnados a querer marcar cedo, eram vários os espaços nas suas costas. Algo que o Sporting procurava aproveitar. No entanto, acabou por ser numa situação de posse de bola que os verde e brancos inauguraram o marcador. Caio, à entrada da área do basquete, enrolou o esférico, que pareceu ainda ter sido desviado por alguem, fazendo o 1-0.

Em desvantagem no marcador, o Benfica respondeu, mas nem Diogo Rafael ou Nicolia conseguiram bater Girão. A ânsia em chegar à baliza adversária era tanta que Valter Neves e Pedro Henriques iam passando calafrios, mas o guardião das águias não permitia novas mexidas no score. Através de uma iniciativa individual de Jordi Adroher, Vítor Hugo cortou a bola, deliberadamente, com o patim dentro da sua área, fazendo o Benfica beneficiar de uma grande penalidade. João Rodrigues não acertou bem na bola e Girão defendeu sem grandes dificuldades.

Na frente e sem precisar de arriscar, o Sporting circulava a bola, fazendo uso do tempo de ataque, não atacando a baliza das águias. Apenas o fazia em situações favoráveis. Por seu lado, o Benfica não conseguia criar grandes chances de golo, muito devido a algum individualismo de Nicolia, que tentava fazer tudo e acaba por não conseguir fazer nada.

Já com menos de dez minutos para o intervalo e a segundos do final de um tempo de ataque, Matías Platero stickou da zona da linha de meio campo e João Pinto fez o desvio que colocou o Sporting na frente por 2-0. Pouco depois, foi Ferran Font a ficar perto de marcar, mas a bola enrolada pelo espanhol passou por cima da baliza benfiquista.

A faltarem menos de cinco minutos para a pausa e em virtude de uma perda de bola dos leões, o Benfica ficou perto do golo por intermédio de João Rodrigues e Miguel Rocha. Porém, Girão voltou a levar a melhor. Logo a seguir, foi a fez de Pedro Gil ter sido impedido de marcar por Pedro Henriques, mas alguns momentos depois, Ferran Font rompeu por entre a defensiva encarnada e fez o 3-0. 

Sem conseguir responder de forma contundente, os melhores lances que o Benfica conseguiu criar antes do intervalo foi uma stickada de meia distancia de Diogo Rafael, que embateu em cheio no poste esquerdo da baliza de Girão e um lance de ressalto, já nos últimos segundos, que foi defendido por Girão.

Terminada a primeira parte, o Sporting vencia, de forma clara, o Benfica por três golos sem resposta. A jogar com o pragmatismo habitual, os leões defenderam de forma sólida e aproveitaram as poucas ocasiões de que dispuseram para ir aumentando a diferença no marcador. Tal como ocorrido uma semana antes, no clássico no dragão-caixa, os encarnados realizaram uma primeira parte muito má. Era necessário dar muito mais.

Adroher converte o livre-direto que restabelecia a igualdade
Fonte: Carlos Silva

O retomar do encontro não trouxe grandes novidades ao que se passava em rinque e até foi o Sporting a ser a primeira equipa a ficar perto de marcar. Num lance onde o ressalto lhe foi favorável, Pedro Henriques quase foi enganado.

Disputados cerca de três minutos e meio do segundo tempo, numa jogada de insistência, Jordi Adroher disse sim a um passe de Diogo Rafael e à meia volta, reduziu o marcador para 3-1. De seguida, o Benfica ficou a milímetros de marcar, mas desta feita, a bola passou por cima da baliza leonina. Pouco depois, num lance entre os intervenientes do tento benfiquista, Diogo Rafael viu o golo ser-lhe negado pela luva esquerda de Girão. 

O Benfica continuava a carregar e através de uma recuperação de bola de Nicolia junto à linha de meio campo, o argentino viu Adroher solto, colocou-lhe o esférico e o espanhol não falhou, reduzindo o resultado para 3-2. Pouco depois, os encarnados estiveram perto da igualdade em dois lances, mas a defensiva sportinguista esteve melhor e impediu o terceiro golo das águias. Logo a seguir, Nicolia disparou um “míssil” que apenas foi travado pela barra da baliza de Girão. O ímpeto mantinha-se e de forma a impedir uma saída de Valter Neves para o ataque, Vítor Hugo fez um enganchamento desnecessário sobre o capitão encarnado. Adroher, chamado à responsabilidade, esteve quase a perder o controlo de bola, mas conseguiu marcar e restabelecer o empate no jogo. 

Ainda dentro do clima de festa pela reposição da igualdade, o conjunto benfiquista cometeu a sua 10ª falta. Ferran Font tinha uma oportunidade de ouro de voltar a colocar o Sporting na frente e com uma excelente “picadinha” não desperdiçou o livre-direto e fez o 4-3. Nos instantes seguintes, contra-ataque de dois para um a favor do Sporting e Pedro Henriques, com uma enorme intervenção, negou o golo a Pedro Gil.

O quarto golo dos leões acalmou, um pouco, o que se passava dentro de pista, com o Sporting a conseguir ter mais bola do que nos dez primeiros minutos da segunda parte. Recuperada a forma de jogar apresentada durante o primeiro tempo, João Pinto pegou no esférico e de forma paciente, trocou as voltas a Vieirinha e serviu Henrique Magalhães que, solto no interior da área encarnada, fez o 5-3.

Com pouco mais de sete minutos para se jogar, João Pinto, novamente ele, arriscou uma iniciativa individual e “arrancou” uma grande penalidade. Caio, com hipótese de recolocar a vantagem de três golos no marcador a favor dos leões, não falhou e apontou o 6-3.

A necessitar de vencer para depender apenas de si próprio para conquistar o título, o Benfica procurava a baliza de Girão, mas não conseguia criar lances de perigo. O Sporting, por seu lado, dispunha de muito espaço nas costas da defesa dos encarnados, ia tendo várias chances de golo, mas por um motivo ou outro, não conseguia “matar” a partida.

A cerca de três minutos de meio do fim, Nicolia “sacou” uma grande penalidade a favor do Benfica. O próprio assumiu a marcação do penalti e não falhou, reduzindo o marcador para 4-3. Reavivando as poucas esperanças das águias em virar o jogo ou, na pior das hipóteses, voltar a empatar o mesmo. Volvido um minuto, Nicolia “arrancou” a 10ª falta leonina. Adroher voltou a ser o escolhido para a marcação do livre-direto, tentou executar uma “picadinha”, mas Girão defendeu. 

Ainda antes do fim do jogo, quando o Benfica já só atacava, Pedro Gil, depois de desperdiçar imensas oportunidades, marcou e fixou o marcador final em 7-4 a favor do Sporting.

Vitória história e mais do que justa do Sporting que, pela primeira vez desde que regressou ao ativo, venceu o Benfica, ainda para mais, em pleno pavilhão fidelidade. Os leões venceram bem e conquistaram três pontos que não merecem qualquer tipo de contestação, pois, apenas durante dez minutos não foram superiores aos encarnados. De resto, os verde e brancos estiveram bem a defender, sabendo sofrer em algumas situações, assim como a atacar, voltando a demonstrar um índice de aproveitamento ofensivo muito alto, quando comparados os golos e o número de remates.

Com esta vitória, o Sporting mantém a liderança do campeonato, agora com 65 pontos, mais um que o Porto, que esta tarde recebeu e venceu a Oliveirense por 4-1, que soma 64. Em terceiro, o Benfica permanece com os 61 pontos com que entrou para esta jornada. 

Na próxima semana, o Sporting pode, em caso de vitória, conquistar o seu 8º campeonato, o primeiro desde a temporada de 1987/1988. Pela frente terá o Porto que, para se manter na luta pelo bicampeonato, terá de vencer ou pelo menos não perder no João Rocha.

SL Benfica

Cinco Inicial: 1-Pedro Henriques (GR), 2-Valter Neves (CAP.), 4-Diogo Rafael, 5-Carlos Nicolia e 7-Jordi Adroher

Jogaram ainda: 9-João Rodrigues, 44-Miguel Rocha e 74-Vieirinha

Banco: 10-Guillem Trabal (GR) e 3-Hugo Santos

Sporting CP

Cinco Inicial: 61-Ângelo Girão (GR), 8-Caio, 17-Matías Platero, 30-Vítor Hugo e 88-Henrique Magalhães

Jogaram ainda: 4-Ferran Font, 9-Pedro Gil e 17-João Pinto (CAP.)

Banco: 1-Zé Diogo Macedo (GR) e 57-Toni Pérez

O Dicionário de Fernando Santos: Ricardo Pereira

Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

 

Ricardo Pereira: Profundidade.

A polivalência de Ricardo é tanta que até a palavra-chave do seu contributo na Seleção Nacional pode ter duas utilidades.

O lateral recém-transferido para o Leicester City oferece, simultaneamente, profundidade ao jogo de Portugal, pela qualidade das suas incursões pelo flanco, e profundidade às opções de Fernando Santos, pela forma como se desdobra com sucesso por variadas posições.

Chegado ao FC Porto, em 2013, como extremo, Ricardo Pereira foi, nos primeiros tempos no Dragão, quase sempre utilizado como lateral direito. No empréstimo ao Nice, no entanto, atuou diversas vezes no corredor esquerdo e, de regresso à invicta, Sérgio Conceição colocou-o várias vezes no meio campo ofensivo.

Paralelamente, o novo reforço dos foxes foi um dos elementos em destaque dos sub-21 de luxo de 2015 atuando como avançado centro, ao lado de Ivan Cavaleiro.

Aliada a esta inquestionável polivalência, a forma como se projeta no último terço, ora junto à linha, permitindo as diagonais do ala, ora em movimentos interiores para zona de finalização, garantem à Seleção Nacional poderio ofensivo desde as unidades mais recuadas. Um ataque à profundidade que Fernando Santos não pôde dispensar.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Futebol

Revista do Mundial 2018 – França

Participou em 15 das 21 edições do Campeonato do Mundo e por duas ocasiões organizou a prova, em 1938 e 1998, ano em que também a venceu.

Em 2018, na 22º edição do Mundial, que arranca no dia 14 de junho e se prolonga até 15 de julho, promete ser uma das formações em grande destaque, com altos indicadores que a podem levar a uma excelente prestação.

Leão rugiu pouco fora de casa

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Os recentes “casos” que têm assolado o Reino do Leão têm esgotado a capacidade de se realizar um escrutínio desportivo à equipa dos Leões na temporada que terminou. É como se, por estes tempos sombrios do Futebol e Desporto Nacionais, as declarações polémicas de Bruno de Carvalho, os seus posts no Facebook, as agressões aos jogadores na Academia entre outros episódios desta novela sem precedentes levassem a que aquilo que aconteceu dentro das quatro linhas seja arredado para segundo plano.

Se sucumbirmos à celeuma mediática em torno do Sporting e da sua equipa de Futebol e analisarmos o desempenho desportivo da equipa ao longo da época chegamos rapidamente a uma conclusão: o Sporting “escorregou” no campeonato sobretudo nos jogos fora de Alvalade. Foi isso mesmo que o jornalista Ricardo Granada do Jornal Record chama a atenção no seu texto do dia catorze de maio chamando-lhe um “Leão sem sangue frio” que claudicou nos momentos-chave da época. Pode ler-se nessa publicação do diário desportivo: “Fundamentalmente, a irregularidade dos leões nas deslocações provou ser fatal e comprometeu o objetivo declarado pelo título nacional”. Vejamos mais ao pormenor: derrota fora de portas na vigésima jornada contra o Estoril por duas bolas a uma; na vigésima quinta no Dragão frente ao FC Porto também por duas bolas a uma; na vigésima oitava no terreno do Sporting de Braga por uma bola a zero e, finalmente, na última jornada no Funchal contra o Marítimo por duas bolas a uma.

A equipa de Jorge Jesus escorregou bastante fora de casa comprometendo, por várias vezes, o “assalto” à liderança do campeonato
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Tendo em conta que os outros dois rivais – FC Porto e Benfica – escorregaram durante grande parte da época, o Sporting não foi capaz de tomar de assalto o primeiro lugar do campeonato nos momentos decisivos. E para isso muito contribuiu um Leão com rugidos muito parcos e tímidos nos jogos fora de Alvalade. Mas isso em nada se deveu à falange de apoio dos adeptos leoninos pois esses, independentemente de tudo, são os melhores do Mundo. Exceto aqueles encapuzados que fizeram as maiores atrocidades ao clube. Mas esses não são adeptos, muito menos sportinguistas. São criminosos e serão certamente julgados pelo mal que fizeram ao clube, ao desporto e ao futebol nacional.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

 

Reerguer o Sporting Clube de Portugal: os regressos e as aquisições

Na semana anterior o nosso clube viveu a semana mais negra da sua história, com vários episódios que em nada dignificam esta enorme instituição. No entanto, é fundamental ultrapassar isso e a próxima temporada está a chegar, com várias competições para tentar conquistar.

É ainda fundamental resolver/esclarecer toda a especulação em torno da estrutura dos leões, desde direção a equipa técnica e plantel de futebol profissional masculino.

Mas hoje, e sendo o plantel o principal ativo dos leões, quero abordar apenas as contratações já oficializadas e os jogadores que representaram outro clube por empréstimo na temporada 2017/2018 com probabilidades de regressar e continuar em “casa”. Concordam com esta análise?