O Sporting é clube de sensações fortes… tão fortes como a ligação dos seus adeptos ao seu grande amor!
Há pouco mais de um mês atrás, a turma verde-e-branca estava envolvida numa crise profunda e onde não se avizinhava resolução “saudável” para o clube. Era o chamado “casa onde não há pão… todos ralham e ninguém tem razão”. Um mês depois, parece que os leões vivem o seu momento Fénix de renascer após as cinzas… Um clube como o Sporting Clube de Portugal não é só futebol e disso foi a prova das vitórias nos recentes campeonatos de diversas modalidades, as boas prestações europeias, os resultados, etc.
Mas no futebol… no futebol alguma coisa continua mal… a descida da Equipa B (e sua muito provável extinção) e a falta de “garra” da A continuam sem me convencer… Neste momento (apesar de mais calmo), parecem existir dois “Sportings”: o das Modalidades e o do Futebol. E isto tem que mudar! Só pode existir um: o Sporting Clube de Portugal!
Que as alegrias no Sporting sejam transversais a todo o clube. Um enorme obrigado a todos aqueles que já garantiram os seus títulos e uma força para aqueles que ainda estão a lutar. #nósacreditamosemvocês Fonte: Sporting Clube de Portugal
Não há que esconder que aquele confronto entre Presidente e Jogadores deixou marcas profundas e que no final do campeonato muita tinta vai correr e muita coisa vai acontecer no plantel do Sporting Clube de Portugal. Mas, ainda antes dessas decisões todas, há ainda duas “finais” que não podem ser perdidas de forma nenhuma… o segundo lugar tem de ser selado na Madeira, porque os milhões da Champions são fundamentais e na final da Taça de Portugal, não pode haver outro vencedor que não a turma leonina. Isso para poder dar acalmia e clareza ao clube para poderem ser tomadas decisões muito importantes para o seu futuro.
Tudo irá abanar… todos irão ser avaliados: Presidente, Treinador e Jogadores. Muitas discussões internas irão acontecer e o meu desejo é que “permaneçam” internas. Que todos sejam “homenzinhos” e que não se esqueçam que representam uma ENORME instituição.
Que os discursos sejam pautados pela clareza que Jorge Jesus demonstrou neste último mês. Para mim, este foi o “grande” vencedor no último mês… independentemente de inúmeras falhas que lhe possam ser apontadas, foi ele que levou a equipa às costas e conseguiu pegar numa equipa destruída e colocá-la na senda das vitórias. E sem entrar em polémicas com ninguém… sempre defendendo o interesse superior do Sporting Clube de Portugal. E por isso, Jorge Jesus, um enorme Obrigado!
Foi perante um Stade de France lotado que os semiamadores do Les Herbiers tentaram cumprir o sonho de levantar a taça nacional gaulesa. Depois de ter logrado de alguma sorte no caminho até esta final (não jogaram contra nenhuma equipa do principal escalão), levar de vencido o milionário PSG parecia algo impossível de acontecer… e foi mesmo.
Depois de 25 minutos de sufoco parisiense e três bolas nos ferros, lá se quebrou a resistência dos finalistas improváveis: Lo Celso rematou colocado, sem hipóteses para o guardião Pichot. O domínio parisiense era por demais evidente, no entanto, a desvantagem mínima fazia o Les Herbiers acreditar no conto de fadas. Sempre muito apoiada – para se ter a noção, estavam 15 mil adeptos na bancada, sendo que a vila tem 16 mil habitantes- a equipa que luta para não descer ao quarto escalão fazia das limitações forças e tentava impedir o avolumar do marcador.
O apoio dos adeptos do Les Herbiers foi fantástico durante todo o jogo Fonte: Les Herbiers VF
Na segunda parte, apesar de ténues saídas do Les Herbiers para o ataque, a toada manteve-se e a equipa de Unay Emery dominou confortavelmente. Aos 50’, Mbappé ainda festejou o golo, mas este viria a ser invalidado por braço na bola. À entrada do último quarto de hora, o PSG dobrou a vantagem num tento de Edinson Cavani da marca de penálti. O jogo, que só por si já não tinha muitos motivos de interesse, estava mais que decidido e arrastou-se até final, sendo que o Les Herbiers procurou sempre o seu golo de honra, que podia ter acontecido nos descontos através de um contra-ataque perigoso.
O Paris SG conquistou a quarta Taça de França consecutiva, a décima segunda do seu historial, completando o triplete nacional. Já o Les Herbiers honrou o futebol amador francês, mas não conseguiu fazer o impensável: para se ter uma ideia, o salário médio de um jogador da equipa do Les Herbiers ronda os 2000€ por mês, o equivalente a que Neymar ganha… em 30 minutos! A luta continua para estes homens, já que está em risco a manutenção no terceiro escalão francês.
Antes de mais permita-me que, em nome de todos os portistas, o congratule a si e à sua equipa técnica, bem como aos jogadores que briosamente comandou durante esta época desportiva, pelo título nacional conquistado. O 28º da nossa história.
Obrigado. Este título é de todos os portistas, mas é, acima de tudo, seu. E é seu porque o clube estava moribundo e só alguém com o seu carácter e paixão pelo jogo, mas, principalmente, com a sua competência, poderia ser capaz de resgatar um grupo de jogadores que vinha falhando a cada momento decisivo que enfrentava.
Contas no vermelho, uma contratação, meia dúzia de jogadores em final de contrato e outra meia dúzia retornada de empréstimos mais ou menos bem-sucedidos e de quem já ninguém (ou quase ninguém) se lembrava. E assim se iniciou uma época na qual toda a crítica especializada optou por colocar, sobranceiramente, o último lugar do pódio como triste fatalidade para um clube que começava a ver um duradouro ciclo hegemónico terminar. Os arautos do penta reservavam o Marquês, confiando num Benfica forte, mas acomodado nos seus tentáculos, os eternos sonhadores confiavam nos milhões de um Sporting pujante (qual poço de petróleo encontrado para os lados de Alvalade) e nós, o mar azul, acreditámos em si, Sérgio. Aposta ganha.
A união fez a força Fonte: FC Porto
O FC Porto não foi uma enciclopédia de bom futebol (como já aqui disse) mas desengane-se quem pensa que o clube ganhou este título pela raça. Revolta e uma vontade enorme de vencer, sem dúvida. Mas foi pela competência, sua e dos jogadores, que o FC Porto voltou a vencer contra tudo e contra todos. Chega a hora de citar algumas palavras que lhe enderecei há algumas semanas aquando da vitória na luz: “O FC Porto não é, como já o referi, uma máquina de bom futebol, mas é, sem sobra de dúvidas, uma equipa de autor. A marca do seu timoneiro está bem patente em tudo o que a equipa faz em campo e a forma como este tem sabido gerir os recursos à sua disposição para obter os resultados pretendidos tem sido de uma competência imensurável. Pujança física, busca incessante pela profundidade, largura dada pelos laterais, jogo interior dos extremos, poder aéreo ofensivo e defensivo, rápida e eficiente reação à perda de bola e uma alta rotação constante são tudo impressões digitais de um treinador que recebeu em mãos um navio à deriva e o transformou num porta-aviões. Bravo mister.”
Pedindo-lhe que permaneça como líder do mar azul resta, após os festejos, preparar exigentemente a próxima época que, estou certo, se revelará ainda mais trabalhosa do que a que está prestes a findar. O Sérgio e os seus jogadores terão um alvo nas costas. Todos os canhões dos adversários, da imprensa e de todas essas máquinas de propaganda terrorista estarão apontados ao estádio do Dragão e voltará a ter que ser “contra tudo e contra todos”. Alguns jogadores abandonarão o barco na busca por melhores praias e outros chegarão com créditos, ainda, por firmar. Mas nós, o mar azul, confiamos cegamente no nosso comandante. E começará tudo de novo. Eu quero o Porto Bicampeão.
Termino como comecei. Obrigado míster. Este título é de todos nós. No entanto, este título é seu. Oh captain my captain!
A temporada está a chegar ao fim. O Benfica realizou uma caminhada má, despida de títulos, parca em qualidade exibicional e sem valorizar quaisquer dos seus jogadores.
Muitos têm culpa no cartório. Mas é de Rui Vitória de quem se vai falar aqui. O treinador acentuou esta época as fraquezas que demonstrara nas duas primeiras ao leme do Benfica. A incapacidade para oferecer um plano alternativo, quando as coisas não estavam a correr bem, é, hoje, uma realidade indesmentível.
O plano inicial, isto é, o modo como a equipa se apresentou no início dos jogos, também não foi do agrado de ninguém. Demonstrou alguma superação ao horrível arranque de temporada com a cimentação de um sistema tático diferente (4x3x3) e a escalação de Krovinovic ao onze. Depois, com a lesão do croata e, mais recentemente, de Jonas, o Benfica voltou a jogar o que jogava no início, ou seja, zero.
Estrategicamente foi capaz de ser superior apenas ao Sporting e ao Braga, considerando os jogos com adversários de igual ou maior valia. Com os restantes, inclusivamente na Liga dos Campeões, foi penoso ver o Benfica jogar. Até com o Tondela foi inacreditável a forma como o treinador encarnado não percebeu que a equipa de Pepa é uma equipa personalizada, que quando recupera a bola tem sempre várias linhas de passe para jogadores rápidos e competentes a finalizar.
E a ideia de tirar médios para meter avançados, quando está a perder, é algo digno dos anos 90. Para se marcar há que criar e para criar é essencial inteligência e criatividade, não músculo e pontapé para a frente. Outra das virtudes que as suas equipas tinham, a de serem fortes emocionalmente nos momentos decisivos, também se perdeu algures este ano. Em jogos decisivos, o Benfica claudicou como não antes se tinha visto na era Vitória.
Rui Vitória está mais fragilizado do que nunca Fonte: SL Benfica
Rui Vitória já provou que consegue construir equipas competentes, aliando resultados positivos. Se a direção não inventar, e lhe oferecer um guarda-redes, um defesa direito, um central e um médio, todos de créditos firmados, Vitória pode reviver o sucesso. Mas o seu cargo está mais fragilizado do que nunca e para a época que vem a margem de erro é nula.
As suas fragilidades estão à vista e vai ter de as superar de nova forma, com mais astúcia dentro de campo e, fora dele, com um discurso mais rico, menos baseado em chavões. E esta de desculpar resultados com a arbitragem, como se viu no dérbi, é de bradar aos céus. É sempre embaraçoso quando alguém que faz bandeira de ser idóneo e íntegro, entregar-se à desculpa mais antiga que existe no futebol para justificar o que quer que seja. E pior se torna quando começa a ser usada no final de três épocas.
O balanço da época é negativo e Vitória terá de se superar para continuar no Benfica. O estado de graça acabou.
A edição 2018 da Diamond League não poderia ter começado melhor. Doha viu serem batidos dois recordes da Diamond League, cinco recordes do meeting e oito marcas líderes mundiais. Assistiram-se a performances de elevado nível, algumas delas bastante surpreendentes, mas a acção da competição não pára, continuando já no próximo sábado em Xangai.
Estes são os 5 momentos que decidimos destacar do Meeting de Doha, mas quase que existem motivos para destacar qualquer uma das provas do evento!
100 Metros Feminino: Na velocidade masculina, Noah Lyles (USA) bateu o recorde do meeting com uma grande marca abaixo dos 20 segundos nos 200, mas esta prova de 100 feminina ainda impressionou mais pela consistência de marcas de elevado nível. Foram 5 as atletas que baixaram dos 11 segundos e a vitória foi mesmo para Marie-Josée Ta Lou (CIV) num novo recorde pessoal de 10.85. A medalhada de Prata dos Mundiais Indoor deste ano e dupla medalhada de Prata dos Mundiais de Londres do ano passado, pareceu sempre no comando da prova e não se assustou com a forte concorrência que existia na pista.
No segundo lugar, a nigeriana Blessing Okagbare correu em 10.91 e no terceiro a jamaicana Elaine Thompson em 10.93. Dafne Schippers, a estrela holandesa desiludiu ficando apenas pelo 6º posto. Recorde-se que a marca de 10.85 foi a mesma que Tori Bowie fez em Londres e que foi suficiente para levar o Ouro nos Campeonatos Mundiais do verão passado.
400 Metros com Barreiras Masculino: Abderrahman Samba (QAT) correu mais rápido do que qualquer pessoa o fez em todo o 2017. Aliás, os 47.57 do atleta da casa foi o tempo mais rápido na distância desde 2010 e fazê-lo tão cedo na temporada é claramente uma declaração de força e um aviso à navegação por parte de Samba. Nunca se tinha corrido tão rápido no Qatar, sendo o recorde do meeting, um novo recorde da Diamond League e ainda um novo recorde nacional. Samba foi até agora o único atleta no mundo a baixar dos 48 segundos este ano e quer com certeza aproveitar este balanço para fazer uma época em cheio e preparar-se para o seu grande objectivo de vencer os próximos Mundiais em casa, em 2019.
Em casa, Samba foi um dos protagonistas do Meeting de Doha. Fonte: Doha Diamond League
Na tabela classificativa da Primeira Liga verifica-se um enorme fosso entre o quarto e o quinto classificados. Esta diferença abismal entre os grandes e os outros, está cada vez mais acentuada, e na presente temporada o Braga, pela primeira vez nos últimos anos, conseguiu aguentar o andamento dos três principais clubes portugueses, estando neste momento com apenas menos três pontos do que Benfica e Sporting.
Em comparação com a época transata, por exemplo, os arsenalistas já possuem mais 21 pontos (!). Olhando para as últimas temporadas, desde 2011/2012 que não era ultrapassada a fasquia dos 60 pontos (62 neste caso), e apenas por uma vez, em 2009/2010 o Braga conseguiu superar os 70 pontos (alcançando 71), numa época em que lutou quase até final pelo título com o SL Benfica.
Na presente época foram já alcançados os 75 pontos, ou seja, foi alcançada uma marca nunca antes realizada. No início da época muitos duvidavam da capacidade de Abel Ferreira de corresponder a este desafio altamente exigente, ainda para mais quando o presidente António Salvador indicou que tem o objetivo de ser campeão brevemente.
Abel Ferreira tem estado em destaque no SC Braga Fonte: SC Braga
Dotado de um plantel igualmente jovem mas com alguma experiência há mistura, o Sporting de Braga conseguiu entregar a Abel um leque de jogadores com qualidade em quantidade, contendo vários jogadores de qualidade semelhante para as várias posições. Este facto permitiu que fosse feita uma gestão dos recursos ao longo da época, que permitiu realizar uma época positiva no contexto europeu, e internamente bater o recorde de pontos já obtidos numa época.
Ficará certamente o “amargo de boca” nos adeptos bracarenses por não terem conseguido conquistar nenhum título, mas no entanto fica a esperança de que, mantendo a maior parte dos jogadores e treinador, o Braga poderá nos próximos anos tornar-se num sério candidato ao objetivo definido por António Salvador, sagrar-se pela primeira vez na história campeão nacional.
Está encontrado o campeão nacional 2017/2018. E numa jornada que coroou o FC Porto como o novo campeão nacional, esta mesma jornada fica marcada por uma arbitragem horrível no eterno derby lisboeta entre Sporting CP e SL Benfica. Carlos Xistra e Hugo Miguel no VAR fizeram um mau trabalho e arbitragens como estas fazem-me questionar a qualidade do VAR em Portugal, pouca ou nenhuma diferença se viu neste jogo entre um jogo sem VAR e um jogo com VAR.
Após quase três semanas de competição, disputou-se durante os dias de Domingo e Segunda-Feira a final do Campeonato do Mundo de Snooker, no Crucible Theatre, em Sheffield, Inglaterra.
Depois de eliminar Thepchaiya Un-Nooh (10×7), Jack Lisowski (13×1), Judd Trump (13×12) e Kyren Wilson (17×13), John Higgins foi o primeiro apurado para a final. O escocês teria pela frente um velho conhecido, Mark Williams, que eliminou ao longo da competição Jimmy Robertson (10×5), Robert Milkins (13×7), Ali Carter (13×8) e Barry Hawkins (17×15).
Higgins e Williams, quinto e sétimo do ranking mundial, nasceram ambos em 1975 e tornaram-se profissionais em 1992 (em conjunto com Ronnie O’Sullivan formam um trio de luxo que apareceu precisamente no mesmo ano). São dois dos jogadores mais experientes do circuito e dois nomes incontornáveis da história do snooker mundial. Com mais de 25 anos como profissionais, contam com dezenas de títulos no seu palmarés e outras dezenas de confrontos entre si (jogam juntos desde os 15 anos).
Para Higgins, esta era a sétima final de um Campeonato do Mundo (venceu quatro, em 1998, 2007, 2009 e 2011) e para Williams a quarta (tinha duas vitórias em 2000 e 2003).
Não era a final mais expectável no início do torneio, mas não se podia pedir melhor forma de terminar a maior competição do ano do que assistindo a um confronto entre duas lendas vivas da modalidade.
A final foi disputada por John Higgins e Mark Williams, duas lendas do snooker mundial Fonte: World Snooker
Numa final disputada à melhor de 35 (vencia o primeiro a conquistar 18 frames), esperava-se um duelo muito equilibrado e as três primeiras sessões foram surpreendentes nesse aspecto. Mark Williams esteve sempre por cima do encontro, deixando por várias vezes John Higgins com vários frames de desvantagem (4-0, 14-7, 15-10). Chegou, inclusive, a especular-se que poderia não existir quarta sessão, dado o desequilíbrio no resultado.
Mark Williams dominava e vencia de forma justa. Apesar de ter menos horas de descanso antes desta final, apareceu forte, ao contrário de Higgins que se apresentou uns bons furos abaixo daquilo que tinha demonstrado nas eliminatórias anteriores.
No entanto, como já tinha ficado provado no jogo com Judd Trump nos Quartos-de-Final, nunca se deve descartar um regresso de Higgins à discussão do resultado.
Uma entrada fortíssima de Higgins na quarta e última sessão desta final voltaram a dar esperança ao escocês. Depois de vencer cinco frames consecutivos, a partida estava empatada (15×15) e Higgins parecia imparável (chegou a ter 99% de pot success nesta sessão). Mas se Higgins tem muita experiência a lidar com estes momentos de pressão, Mark Williams não lhe fica atrás. O galês voltou a conseguir ficar por cima do encontro vencendo os dois frames seguintes, encostando Higgins às cordas (17×15 para Williams).
No frame seguinte, tudo parecia correr de feição a Williams, ia com uma entrada de 63 pontos e já via a sua família a festejar no camarote. Faltando apenas embolsar uma bola rosa, quase directa, para garantir matematicamente a vitória, aconteceu o que ninguém esperava (o próprio John Higgins disse após a partida que naquele momento pensava já não voltar à mesa neste Campeonato do Mundo): Williams falha a bola rosa e permite que Higgins volte à mesa.
O escocês fez uma limpeza geral à mesa e reduziu a desvantagem para (17×16), ganhando um novo folgo para o que ainda restava do encontro.
Aqui, depois de um erro inacreditável e vendo o adversário a reduzir a vantagem alcançada, um jogador menos experiente poderia ter sucumbido à pressão de Higgins mas, tal como o escocês, Williams já tem muitos anos disto e conseguiu superar o seu erro da melhor forma. Venceu o último frame (com direito a algumas bolas incríveis) e conquistou assim o seu terceiro Campeonato do Mundo, 15 anos depois da última vez que tinha saído vitorioso do Crucible.
Mark Williams, para além do talento com um taco na mão, tem habituado os fãs ao longo de todos estes anos a esperar algo mais vindo de si. Apesar do seu ar frio, são inúmeros os momentos em que faz ou diz algo que animam quem o rodeia (durante a final já tinha sido apanhado a dividir um pacote de comida com um espectador que estava sentado na bancada).
O Campeonato do Mundo não acabaria sem mais um episódio caricato proporcionado pelo galês. Nos Quartos-de-Final, durante uma entrevista, tinha prometido que caso vencesse a competição pela terceira vez, iria comparecer na conferência de imprensa, após a final, completamente nu. Williams prometeu… e cumpriu.
Mark Williams prometeu aparecer nu na conferência de imprensa caso vencesse e não voltou atrás com a sua palavra Fonte: World Snooker
Brincadeiras à parte, Mark Williams, ainda sem roupa, admitiu estar radiante com esta vitória, sendo a mais saborosa da sua carreira por aparecer numa fase em que o próprio jogador já não esperava. Na época anterior esteve prestes a abandonar o snooker, mas depois da insistência da sua família decidiu continuar a lutar e foi recompensado por isso esta semana.
Depois desta vitória, Williams afastou a possibilidade de abandonar o circuito, prometendo estar de regresso ao Crucible no próximo ano, tal como John Higgins havia feito minutos antes.
Esta época foi uma prova clara de que a idade está longe de ser um problema para estes senhores. Com este Campeonato do Mundo, a apelidada Classe de 92 acaba a época com 11 troféus conquistados (Mark Williams e John Higgins venceram três troféus cada e Ronnie O’Sullivan venceu cinco). Nada mau para um grupo de senhores com mais de 40 anos de vida e mais de 25 enquanto profissionais. Estão aí para as curvas.
Esta semana não posso de todo aplicar a minha habitual frase “mais uma semana, mais um resumo”, isto porque esta foi uma semana Memorável para o Ecletismo do Sporting Clube de Portugal! Destaque maior para o Voleibol Campeão Nacional, assim como para o Andebol e o Futebol Feminino que conquistaram os respectivos Bicampeonatos Nacionais! Do Nacional para o Regional, ênfase também ao Campeonato Regional alcançado pelo Kickboxing em Kick Light. Logo de seguida mencionar a subida de divisão do Voleibol feminino, assim como a vitória do Futsal feminino no dérbi. Eis o resumo, o mais completo possível:
Andebol | Jornada de consagração para os Leões! A vitória no dérbi frente ao SL Benfica por 33-27 fecha as contas do título, com a turma de Alvalade a conseguir assim assegurar a revalidação do ceptro a três jornadas do final do Grupo A da competição. Os Leões tiveram uma entrada muito forte na partida, chegando a uma vantagem de quatro golos (5-1), o que obrigou Carlos Resende a pedir um time-out para procurar mudar o sentido de jogo, contudo a turma da casa continuou a impor o seu ritmo até ao intervalo, com o marcador a assinalar 20-15. Na etapa complementar veio a reacção encarnada, com o SL Benfica a conseguir aproximar-se progressivamente do Sporting CP, chegando mesmo a uma única situação de vantagem (22-23 à passagem dos 41 minutos). A partir de então os comandados de Hugo Canela voltaram a subir o nível exibicional, conseguindo recolocar-se em vantagem e descolar gradualmente no marcador de forma definitiva.
Em suma, um jogo bem conseguido por parte da turma de Alvalade, que conseguiu confirmar de forma clara o favoritismo que lhe era atribuído antes do encontro! Do lado dos Leões, destaque para mais uma exibição sóbria de Cudic na baliza verde e branca, com 33% de eficácia, assim como para o melhor marcador dos verde e brancos, Pedro Portela, com seis remates certeiros (100% de eficácia)! Realçar ainda o record alcançado pelos verde e brancos que, ao conquistarem a 28.ª vitória consectiva na prova, bateram a sequência portista que era então de 27 vitórias consecutivas.
Depois de assegurado o 21.º Campeonato Nacional, é tempo de voltar a focar atenções no próximo desafio: o Sporting CP desloca-se ao reduto do Madeira SAD, estando a partida da oitava jornada do Grupo A da Fase Final marcada para as dezassete horas de Sábado, doze de Maio.
Andebol Bicampeão Nacional! Eis o 2.º título do Pavilhão João Rocha! Fonte: Sporting Clube de Portugal – Andebol
Basquetebol em Cadeira de Rodas | Os Leões foram os finalistas vencidos da Taça de Portugal, isto depois de terem vencido na meia-final a formação da APD Leiria, tendo posteriormente perdido a final diante da APD Braga.
Carambola | Os verde e brancos venceram o CBE “A” por 2-0 nos quartos-de-final da Taça de Portugal, apurando-se assim para as meias-finais da competição, onde irão defrontar o GC Sul “A”.
Este domingo, o Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu o Valadares de Gaia, por 4-1 com golos de Diana Silva, Carole Costa e Ana Capeta, em jogo a contar para a 21ª jornada da Liga Allianz. Mais um dia histórico para as leoas de Nuno Cristóvão, que celebraram no Estádio José de Alvalade, o segundo título consecutivo.
Mais um dia de glória para o futebol feminino leonino, conquistando assim, o quarto título em quatro possíveis, ao nível sénior. Perante sete mil sportinguistas, as leoas até começaram a perder, mas acabaram por dar a volta e conseguir uma goleada, que conduziu ao título a uma jornada do final da prova.
Além do título conquistado, recorde-se o extraordinário caminho realizado pela equipa do Sporting, com 26 vitórias, dois empates e apenas uma derrota, até ao momento, na presente época. Os bons resultados foram sempre alicerçados na qualidade exibicional, onde o Sporting foi sendo sempre superior às suas adversárias. Uma equipa muito bem orientada pelo Professor Nuno Cristóvão e pela sua equipa técnica, onde brilham atletas de enorme talento, como Diana Silva, Carole Costa, Ana Borges, Ana Capeta, entre tantas outras.
As leoas têm um registo impressionante nesta duas últimas épocas Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futebol Feminino
Pela frente, o Sporting irá ainda ter a segunda-mão da meia-final da Taça de Portugal, que é mais um dos objetivos a vencer. Na primeira-mão, as leoas venceram por 1-0 a equipa do Estoril-Praia, por isso estão já com um pé na final do Jamor. Numa final que poderá ser uma reedição da temporada passada, onde a equipa leonina defrontou e venceu o SC Braga.
Este é um projeto de sucesso, de vitórias e que é sinónimo de títulos. Na formação e no escalão sénior, o Sporting na temporada passada conquistou todos os títulos. Na presente época, o Sporting já soma o bicampeonato e a Supertaça. Num caminho onde, em duas temporadas, o registo é impressionante: 61 jogos, 56 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota, em todas as competições, incluindo Liga dos Campeões.
O caminho tem sido extraordinário, com atitude e compromisso, atingimos a glória, com golos, vitórias e títulos. Muitos parabéns aos responsáveis da modalidade, às equipas técnicas e a todas as atletas, isto é o Sporting!
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal – Futebol Feminino