Com 108 jogos ao serviço dos dragões, Casillas encontra-se, para muitos, com um estatuto de excelência ao nível do que em tempos teve Vítor Baía. O FC Porto é assim, a montra para dois dos melhores guarda-redes de todos os tempos a vestir de azul e branco.
O internacional português, que foi formado na equipa azul e branca e se estreou aos 19 anos de idade, representou o FC Porto por duas vezes, entre 1988 a 1996 e mais tarde, após três épocas em Barcelona, de 1999 a 2007. Ao serviço dos azuis e brancos, Vítor Baía fez parte da geração de ouro do clube que conquistou a Taça UEFA de 2002/03 e a Liga dos Campeões de 2003/04, comandada por José Mourinho.
Vítor Baía ganhou praticamente tudo o que havia para ganhar ao serviço do FC Porto Fonte: FC Porto
Iker Casillas, considerado por muitos um dos melhores guarda-redes de sempre, atingiu o pico da carreira no Real Madrid, afirmando-se como um ídolo entre os adeptos madridistas. Após uma fase conturbada em Madrid, Casillas chegou ao FC Porto como um herói, sendo desde o início recebido como um “rei” entre os adeptos portistas. Coroado campeão do mundo e duas vezes campeão europeu com a Espanha, Casillas está para grande parte dos portistas entre as lendas do clube, pelas belas exibições decisivas em diversos jogos em que representou o clube da cidade Invicta.
Numa fase em que o FC Porto vive momentos de festa, é importante saber decidir o que preservar para a próxima época no plantel e Casillas é certamente aquilo que representou Vítor Baía em outros tempos: uma peça fundamental no futuro portista.
O Backlash desiludiu pela previsibilidade e poucas surpresas. Apesar do excelente Rollins vs Miz, que foi o melhor combate da noite, os restantes combates não superaram as expetativas. Para a história, ficam as defesas de título bem sucedidas por parte de Hardy, Carmella, Styles, Jax e Rollins.
Ruby Riott derrotou Bayley
Ruby Riott levou a melhor sobre Bayley Fonte: WWE
No combate de Kickoff, Ruby Riott, acompanhada por Liv Morgan e Sarah Logan, derrotado Bayley, após ter feito o mesmo Sasha Banks no último Raw.
A exibição foi semelhante à que Ruby teve com Sasha e contou a interferência previsível das Riott Squad. Bayley esforçou-se, mas foi insuficiente para vencer o combate. Os últimos acontecimentos e essa vitória serviram para apimentar ainda mais a rivalidade entre Sasha e Bayley, que espero que arranque em força nas próximas semanas.
Incrível como em 90 minutos se consegue resumir uma época inteira. Um jogo em que o Benfica precisava mais do que nunca, de ganhar, não conseguiu e, ainda mais, ofereceu o título ao rival do norte, algo que se tem tornado habitual nas últimas jornadas.
Com um arranque a mostrar que queria tudo, a segunda parte foi mais fraca, mais precária, tal como o final de temporada.
O Benfica mostrou-se uma equipa aquém de tudo o que tinha vindo a mostrar nos últimos quatro anos. Rui Vitória continua a não saber jogar contra os rivais diretos, tornando difícil vencê-los quer em casa, quer fora no reduto dos adversários.
Faltaram armas ao Benfica, seja por culpa da direção, do treinador ou dos próprios jogadores, faltaram armas durante toda a época e hoje tornou-se evidente que o que o Benfica tinha, não era o suficiente para ultrapassar obstáculos mais difíceis.
Como tem sido, agora o Benfica fica dependente de outros para jogar a liga milionária na próxima temporada, e a precisar de vencer o seu próprio jogo frente ao Moreirense. Algo que antes era um dado quase certo – a vitória na Luz frente à grande maioria das equipas -, agora torna-se uma incógnita, após um desastre frente ao Tondela a desmascarar todas as debilidades do clube encarnado.
O Benfica depende de Jonas para conquistar golos e vitórias Fonte: SL Benfica
Para o ano há mais. Ao fim de quatro anos, o Benfica falha a conquista do campeonato, assim como de qualquer outro título. Um desastre que se antecipara logo em dezembro. Apesar das exibições fracas e limitadas da equipa, podiam ter sido o suficiente para a conquista do pentacampeonato. No entanto, um Benfica que não sabe vencer os rivais diretos, não pode ser campeão. A vitória na Luz tem de ser dado certo. A vitória frente ao Sporting e Porto na Luz tem de ser dado certo. E se assim o fosse, não estariam a sair de casa bandeiras azuis e brancas para festejar.
O que se retira daqui, é que o Benfica ofereceu o campeonato ao FC Porto. Merecedor de o conquistar, mas a contar com a falta de capacidade do Benfica em não ceder à pressão de ter de ganhar às equipas que lutam pelo mesmo objetivo do que ele. Outra conclusão é que Rui Vitória não sabe ganhar aos grandes rivais. Por fim, o Benfica atualmente depende de um senhor de 34 anos com o nome de Jonas.
No entanto, hoje ofereceu-se mais do que um campeonato. Ofereceu-se também a hipótese aos rivais verdes e brancos de dependerem só deles para conquistarem 20 milhões e deixarem-nos sem jogar na Liga dos Campeões durante pelo menos 20 meses (porque desde dezembro que não sabemos o que isso é).
Se isso se vier a verificar, pede-se o mínimo: queremos conquistar Portugal. Queremos conquistar a (Liga) Europa.
Onze títulos em Monte-Carlo, outros tantos em Barcelona. Dez vezes campeão em Roland Garros (a caminho de uma provável 11.ª conquista em 2018). Heptacampeão do Masters de Roma. Vencedor de 55 finais sob pó-de-tijolo em 63 disputadas. Mesmo que o seu nome não estivesse no título do artigo, ninguém iria pensar noutro nome senão o do Rei da Terra Batida, Rafael Nadal.
A menos de um mês de celebrar o seu 32.º aniversário (que celebra já tradicionalmente com um bolo oferecido em pleno Court Philippe Chatrier, no início da segunda semana de Roland Garros), o espanhol nascido em Manacor está em modo “besta”, e parece impossível roubar-lhe sequer um set em encontros oficiais disputados nesta época de terra batida europeia. Mas terá Nadal algo que mais ninguém em todo o mundo tem? Será que, à semelhança do Obelix, o espanhol caiu num caldeirão cheio de pó-de-tijolo e isso fez dele o melhor de sempre nessa superfície? Ora vejamos.
Começando pela análise à própria superfície, é importante dizer que a sua composição argilosa faz da terra batida a superfície mais lenta do circuito profissional – ao bater no solo, a bola que muitas vezes é batida com violência abranda, dando tempo aos adversários para devolvê-la. Isto explica o facto de jogadores com golpes violentos como Pete Sampras ou Andy Roddick nunca terem tido sucesso nesta superfície. Para além disso, o ressalto é tradicionalmente mais alto do que aquele que se vê na relva e no piso duro.
Posto isto, à partida parece ser a superfície perfeita para jogadores com o estilo de jogo de Rafa. Não é por acaso que é a superfície de eleição de 90% dos tenistas espanhóis, tradicionalmente “ossos duros de roer”, amantes de longas “faenas” do fundo do campo e várias horas na arena. Nadal é precisamente o expoente máximo desta filosofia de jogo. Dotado de uma inacreditável força física e psicológica, encara cada encontro sabendo que o mesmo pode demorar uma eternidade, mas no que dele depender, todas as bolas serão golpeadas como se da última se tratasse, até à exaustão. E essa é a primeira grande vantagem do maiorquino face a todos os seus oponentes.
A preparação da raquete de Rafa é peculiar, o que faz da sua bola uma missão quase impossível para quem está do outro lado da rede Fonte: IMG
De seguida, analisando a técnica do espanhol, Rafa é extremamente inteligente na abordagem a esta superfície. Capaz de cometer menos de dez erros não forçados ao longo de um encontro à melhor de cinco sets, a margem de segurança do espanhol é traduzida por muitas vezes se encontrar mais de três metros atrás do court, deslizando de ponta a ponta e correndo sprints fantásticos para devolver todas as bolas possíveis.
Para além disso, a pega da pancada de direita de canhoto de Rafa (forehand) é incrivelmente fechada (antes de golpear a bola, as cordas da sua raquete encontram-se paralelas ao chão) o que faz com que imprima na bola um topspin equivalente a entre 4000 e 5500 rotações por minuto (para se ter uma ideia, as pancadas de Federer rondam as 3000 RPM e as de Sampras ou Agassi, 1800 RPM).
Apesar de Marquez estar a fazer uma grande corrida, com as suas típicas “saves”, tudo ficou muito mais fácil quando a oito voltas do fim, Dovizioso, Lorenzo vão embater na moto de Pedrosa pela luta do segundo lugar, fazendo com que todos caíssem.
Quem agradeceu também, foi o francês Zarco que passou de quinto para segundo e com Iannone a completar o pódio.
Marquez conquistou a 37ª vitória da carreira Fonte: MotoGP
A corrida começou de forma muito frenética com o espanhol Lorenzo a levar vantagem logo de inicio, perante os vários ataques. Até que chegou Marquez que foi passando um a um, e ao fim de 8 voltas já estava na liderança.
Crutchlow, que tinha feito a pole position, teve uma queda e acabou com um fim de semana que podia ter sido muito bom para ele.
Até que, uma curva em que Dovizioso vê uma oportunidade de fazer por dentro e passar Lorenzo, acaba por alargar em demasia fazendo com que o espanhol tivesse de fechar, mas não contava que Pedrosa tivesse tentado também a sua sorte e acabaram por cair os três.
Corrida tranquila para o líder Fonte: MotoGP
Marquez teve uma corrida muito mais tranquila, igualando o número de vitorias de Mike Hailwood em MotoGP, a sua 37ª.
Bruno Fernandes, uma das “revelações” da temporada, uma das “pedras basilares” para Jorge Jesus na equipa verde e branca.
Chegado a Alvalade no verão de 2017 a troco de nove milhões de euros, depois do técnico leonino solicitar a Bruno de Carvalho a sua contratação, desde cedo mostrou o porquê de vestir a verde e branca, tornando-se “o maestro de Alvalade”. O “mister” Jorge Jesus proferiu uma frase onde estou completamente de acordo: “O Bruno Fernandes é o melhor médio do campeonato”. Com a magnífica temporada que está a realizar, alguns colossos europeus começam a manifestar interesse na sua contratação.
Dotado de uma qualidade técnica invejável e de uma visão de jogo fora do comum, o centro campista de 23 anos é o coração da equipa, aquele que faz toda a ligação defesa-ataque mostrando a sua “raça” em campo e que frequentemente nos faz dizer “isso não se faz!”.
Em apenas uma temporada ao serviço dos leões, o internacional português já fez “balançar” as redes adversárias por dezasseis vezes em 54 jogos realizados, tendo recebido o prémio de melhor golo do mês por duas vezes (agosto e setembro).
Tal como referiu o Sporting Clube de Portugal na sua página oficial de facebook, este jovem jogador não sabe marcar golos normais.
Desafiado a selecionar os cinco melhores golos deste “extraterrestre”, deparei-me com uma dificuldade brutal em ordená-los. Vamos ver então os cinco melhores golos do português com a verde e branca vestida.
O Dragão encheu-se e pintou-se de azul e branco para receber os campeões nacionais. Do outro lado, o Feirense, que veio ao Dragão à procura de garantir a manutenção.
O Porto entrou em campo em tom de festa, mas com vontade de controlar o jogo sem meter muita velocidade.
Primeiro quarto de hora de jogo completamente controlado pelo FC Porto com várias oportunidades: pontapé de Soares a rasar o poste; livre direto batido por Alex Telles, por cima; Brahimi com um trabalho fantástico e a conseguir ganhar canto.
Aos 16′ da partida, Crivellaro arrisca quase do meio campo e a bola bate na trave da baliza de Iker Casillas, seria um golo de outro mundo.
O Porto continuou sempre pressionante, sem demasiada intensidade e aos 37′ Sérgio Oliveira abre o marcador.
O FC Porto já pôde festejar, perante os seus adeptos, o título de campeão nacional Fonte: FC Porto
Início acidentado da segunda parte, com dois jogadores do Feirense a precisarem de assistência médica nos primeiros cinco minutos de jogo.
Passe picado de Aboubakar, Brahimi de primeira passa a bola por cima de Flávio Ramos e remata para o fundo da baliza. Aos 57′ aparece, de forma completamente mágica, o segundo golo dos campeões nacionais.
Aos 70′ o árbitro assinala grande penalidade a favor do FC Porto mas é chamado pelo VAR e acaba por alterar (bem) a sua decisão.
No final do jogo, golo bem merecido do Feirense, Valencia cabeceia no coração da área.
Acaba o jogo e continua a festa, altura para o FC Porto receber o tão merecido troféu de Campeão Nacional da época 2017/2018!
Jogou-se o grande “EL Clássico”. FC Barcelona e Real Madrid FC defrontaram-se em Camp Nou, a contar para a 34ª jornada da liga espanhola, numa altura em que os blaugranas já são campeões espanhóis. Um jogo cheio de simbolismo, rivalidade e acima de tudo, repleto de qualidade. Este que foi o último clássico de Andrés Iniesta, que já confirmou a sua saída do Barcelona, no final da época. Apesar de já haver campeão, o Real pretendia continuar a lutar pelo segundo lugar da La Liga.
Em relação aos últimos encontros para o campeonato, ambos os treinadores procederam a alterações. Do lado do Barcelona, Valverde fez regressar Andrés Iniesta e Sérgio Roberto ao onze inicial. Na equipa visitante, muitas foram as alterações uma vez que Zidane fez descansar alguns jogadores para o campeonato, na partida anterior à segunda mão da meia-final da Liga dos Campeões. Destaque para o regresso de Ronaldo, Sergio Ramos, Toni Kross, Modric e Marcelo.
Uma primeira parte com golos e uma expulsão: dois golos, um para cada lado, e uma expulsão para a equipa da casa. Um primeiro tempo que foi bastante equilibrado e muito intenso.
O Barcelona que, desde o apito inicial, implementou, como nos tem habituado, uma posse de bola cautelosa, com atenção para os possíveis contra-ataques do Real Madrid. A primeira oportunidade apareceu logo no terceiro minuto, com Suaréz quase a fazer o golo, depois de uma boa desmarcação de Lionel Messi. Depois da ameaça, chegou o golo de Suaréz que concluiu da melhor forma um cruzamento de Sergio Roberto. A resposta do Real foi imediata com o português, Cristiano Ronaldo a empatar a partida, depois de uma boa jogada de ataque rápido dos bicampeões europeus.
Depois do golo do empate, o Real conseguiu equilibrar mais o jogo e chegar com mais vezes à área do Barcelona. Ao minuto 26, Cristiano Ronaldo desperdiçou uma grande oportunidade frente-a-frente com Ter Stegen, o guarda-redes da equipa rival. Um minuto depois, o português CR7 voltou, novamente, a falhar o golo, atirando a bola ao lado do poste esquerdo da baliza do Barcelona. O Real tomava o controlo no jogo, e ao minuto 38, um cabeceamento de Cristiano voltou a assustar os adeptos catalães.
Até ao final da primeira parte, o jogou ficou mais “duro”, com várias entradas menos cautelosas de ambas as partes, que culminou na expulsão de Sergi Roberto, nos descontos. O defesa catalão agrediu, com uma chapada, o defesa esquerdo do Real, o brasileiro Marcelo. Uma primeira parte muito intensa e que teve de tudo.
Na vinda dos balneários, aquele que mais mexeu na primeira parte ficou no banco de suplentes. Falamos de Cristiano Ronaldo, uma clara estratégia de Zidane em poupar o português para a final da Liga dos Campeões, disputada a 26 de maio, em Kiev. Entrou para o seu lugar, o jovem Asensio. Do outro lado, Coutinho teve de se sacrificar e sair do campo para dar lugar ao português Nélson Semedo, para a defesa do Barcelona se restabelecer depois da expulsão.
O espanhol realizou o último clássico da carreira. Um senhor do futebol que disputou mais uma grande partida entre os dois maiores rivais em Espanha Fonte: BnR
Passaram apenas cinco minutos do começo da segunda parte e já haviam oportunidades. Primeiro, o Real com o recém-entrado Asensio a rematar à figura, depois de um grande lance individual. Depois, o Barcelona com Lionel Messi a aparecer pela primeira vez na partida e a marcar o segundo golo da sua equipa. Um grande golo, típico do argentino. Mesmo com dez unidades em campo, os catalães conseguiram marcar.
Só ao minuto 70 é que as equipas se voltaram a aproximar das áreas adversárias. Lionel Messi isolado não conseguiu bater Keylor Navas e de seguida, a resposta do Real mais uma vez a terminar em golo, com Gareth Bale a finalizar uma boa jogada de combinação. Antes um penálti ficou por marcar, a favor do Real Madrid, depois de Marcelo ser rasteirado por Jordi Alba dentro de área. Dez minutos depois, Messi teve mais uma oportunidade para marcar, mas o remate saiu muito perto do poste da baliza do costa-riquenho. Até ao fim, o Real Madrid carregou mais e pressionou o adversário para tentar marcar o golo da vitória, mas sem eficácia. Sem mais oportunidades de perigo, o jogo terminou empatado a duas bolas.
Uma partida muito bem disputada por ambos os clubes. Cristiano Ronaldo e Lionel Messi estiveram em grande, com um golo marcado: uma luta que continuará no Mundial e na conquista da Bola de Ouro. Apesar do empate, o FC Barcelona continua invicto no campeonato, sem derrotas e por isso é o campeão espanhol.
Francisco Silva Machado, mais conhecido no mundo do futebol por Chiquinho. Natural de Santo Tirso, Chiquinho fez a sua formação no Leixões SC desde os iniciados, sendo promovido à equipa principal na temporada 2014/2015. Após um empréstimo ao Gondomar, este médio-ofensivo afirmou-se definitivamente na equipa de Matosinhos e no decorrer da época passada as suas prestações valeram-lhe uma transferência para o NK Lokomotiva Zagreb.
Sem se conseguir afirmar no clube croata, Chiquinho regressaria a Portugal nesta temporada ao ser emprestado à Académica de Coimbra. Chiquinho rapidamente agarrou um lugar no onze da Briosa e apesar do mau arranque do emblema da cidade dos estudantes no campeonato, com a chegada de Ricardo Soares ao comendo técnico da Briosa, os bons resultados começariam a aparecer com maior frequência, com o médio-ofensivo de 22 anos a assumir um papel de destaque.
Chiquinho é um autêntico trequartista. É um médio ofensivo dono de uma grande qualidade técnica, que gosta de partir para cima dos adversários e tentar o um para um. Também é habilidoso no controlo da bola, sabendo transportar o jogo e carregar a sua equipa para a frente. Podendo também jogar a extremo, gosta de flectir para zonas interiores e procurar espaços para finalizar. Dono de uma boa visão de jogo e qualidade de passe, também é um bom finalizador e um bom executante de lances de bola parada.
Chiquinho tem sido uma das revelações da Segunda Liga Fonte: Académica OAF
Resta-lhe crescer no aspecto defensivo, seja no posicionamento, na agressividade e no desarme. Nada que não se resolva num patamar competitivo mais exigente. Leva nove golos e seis assistências nesta edição da Segunda Liga, tendo sido uma das principais armas da Briosa na luta pelo regresso ao escalão maior do futebol português.
As suas boas prestações ao serviço da Académica já lhe valarem uma contratação para o SL Benfica a troco de 500 mil euros. Porém, é praticamente certo que o seu futuro não passe imediatamente pela equipa principal, devendo antes rodar num clube que lhe dê mais garantias de jogar com regularidade, de modo a que possa aprimorar a sua capacidade de definição dos lances e corrigir os seus pontos fracos, bem como ganhar experiência num patamar competitivo mais elevado. Mas, pelo que mostrou no Leixões e na Académica, uma coisa é certa: está aqui um potencial craque!
Na tarde deste domingo, o Benfica recebeu a Oliveirense para mais um clássico do hóquei em patins nacional. Após cinquenta minutos de jogo, os encarnados, mais competente nas manobras defensivas e ofensivas, foram quase sempre superiores e bateram a União por 5-2. Resultado que faz as águias encostar aos dragões no topo do campeonato.
As duas equipas entraram em pista a querer marcar, mas nem o Benfica ou a Oliveirense conseguiram aproveitar as oportunidades de que dispuseram. Contudo, em cima da marca dos cinco minutos e através de uma jogada já bem conhecida, Nicolia serviu João Rodrigues que, no interior da área adversária, fez o 1-0. Segundos depois, num lance idêntico, a Oliveirense ficou perto da igualdade, mas Pedro Henrique manteve a vantagem das águias.
O golo não mexeu no equilíbrio registado dentro de pista. Contudo, através de um lance de contra-ataque de dois para um, à passagem dos oito minutos, Nicolia voltou a servir João Rodrigues e o “matador” do Benfica fez o 2-0. De seguida, Valter Neves ficou perto do terceiro, mas Puigbí evitou um novo golo dos encarnados.
Mesmo em desvantagem, a Oliveirense apostava num estilo de jogo mais em posse. Porém, não estava a conseguir visar a baliza benfiquista em boas condições. O Benfica, por sua vez, sempre que tinha o esférico em seu poder, procurava aumentar o ritmo em pista, de forma a criar algum desequilíbrio que pudesse dar origem a uma chance de golo. Para além disso, os comandados de Pedro Nunes tentavam, também, aproveitar as transições rápidas e apanhar a União em contrapé.
A faltarem cerca de sete minutos e meio para o intervalo, numa jogada de insistência da Oliveirense, Pedro Moreira ficou isolado perante Pedro Henriques, fez a colher, mas o guardião encarnado, com uma defesa a dois tempos, impediu o golo da equipa visitante. Passados noventa segundos, João Rodrigues enrolou o esférico da zona da linha de meio campo e surpreendeu Puigbí, que não ficou nada bem na fotografia, fazendo o 3-0.
O conjunto orientado por Renato Garrido tentava reagir, mas apenas em situações de superioridade numérica momentânea ou de stickadas de meia distância conseguia chegar à baliza das águias. No entanto, os primeiros vinte e cinco minutos estavam a ser o Benfica e com cerca de quatro minutos para a pausa, Diogo Rafael, isolado diante de Puigbí, esperou a queda do guarda-redes espanhol e colocou o esférico ao angulo superior esquerdo. Estava feito o 4-0. Pouco depois, numa jogada entre Diogo Rafael e Jordi Adroher, o catalão ficou a milímetros do quinto, mas a bola passou por cima.
Terminada a primeira parte, o Benfica vencia por quatro golos sem resposta. Vantagem justa e que espelhava a eficácia dos encarnados, tanto a defender como a atacar. Pedro Henriques fez algumas defesas de qualidade, sim, mas a Oliveirense não estava a conseguir furar a defesa das águias, o que obrigava a União a recorrer, por várias ocasiões, a stickadas de longa distância ou de zonas mais remotas do campo.
O retomar do encontro foi muito parecido com o começo, tendo sido a Oliveirense a conseguir criar as melhores oportunidades de golo. Com cerca de quatro minutos e meio jogados, numa situação de contra-ataque de três para dois, Valter Neves foi travado em falta por Jordi Bargalló no interior da área da União. Adroher podia ter feito o quinto, mas stickou muito ao lado da baliza de Puigbí.
Diogo Rafael, através da sua grande velocidade em cima dois patins, conseguiu bisar na partida Fonte: Carlos Silva
A Oliveirense tinha a bola muito mais tempo em seu puder, mas não estava a conseguir ter grandes oportunidades de golo, exceção à norma foi uma stickada ao poste, por volta dos oito minutos, de Jordi Bargalló. Balançada no ataque, a União deixava espaços nas suas costas. Situação que as “flechas” do Benfica tentavam aproveitar, mas, que ao contrário do que havia acontecido no primeiro tempo, não estavam a conseguir concretizar.
Disputados dez minutos da segunda parte, a Oliveirense cometeu a sua 10ª falta. João Rodrigues, chamado à responsabilidade, conseguiu retirar Puigbí do lance, mas os postes impediram o quarto tento do número nove do Benfica no jogo. Logo a seguir, a União beneficiou de uma grande penalidade. Ricardo Barreiros, um dos especialistas da equipa visitante neste tipo de lances, stickou ao angulo superior esquerdo e reduziu a desvantagem para 4-1. Pouco depois, Nuno Araújo, com uma bela stickada cruzada, reduziu o score para 4-2. O encontro estava relançado.
Os golos da Oliveirense animaram a partida e o Benfica respondeu, mas sem efeitos práticos. Exemplo disso, foi uma grande penalidade desperdiçada por João Rodrigues, a segunda dos encarnados no jogo, que enviou o esférico ao poste. Porém, foi outra vez numa situação de contra-ataque que as águias voltaram a marcar. Diogo Rafael, isolado perante Puigbí, tirou o espanhol da frente e com a baliza totalmente deserta fez o 5-2. Praticamente na jogada a seguir, João Rodrigues recuperou a bola a meio campo, mas apenas com Xavi pela frente, permitiu a defesa do guardião internacional espanhol.
Na frente e com três golos de diferença no marcador, o Benfica passou a esticar o tempo de ataque e a fazer a bola circular, arriscando só pela certa, procurando aproveitar os espaços concedidos pela defensiva da União.
Com cerca de um minuto para se jogar, Vieirinha, que havia entrado à instantes, ainda dispôs de uma enorme oportunidade para fazer o sexto, mas isolado perante Puigbí permitiu a defesa do guarda-redes da Oliveirense.
Finalizado o jogo, o Benfica venceu a Oliveirense por 5-2. Resultado que demonstra a exibição competente realizada pelos jogadores liderados de Pedro Nunes que, mesmo ao sofrerem dois golos num curto espaço de tempo, souberam reerguer-se, voltar a marcar e controlar a partida até ao final. Este resultado permite aos encarnados encostar ao Porto no topo da tabela classificativa com 60 pontos, que ontem ganhou em Paço de Arcos por 8-3 e ultrapassar o Sporting, que na noite de sábado empatou no municipal de Barcelos contra o Óquei a 2-2. A Oliveirense, por seu lado, sofreu a terceira derrota nos últimos cinco jogos do campeonato e fica à mercê do Valongo (Oliveirense-42 pontos/Valongo-41 pontos), que ontem goleou, em casa, o Grândola por 8-0.
Cincos Iniciais:
SL Benfica: 1-Pedro Henriques (GR), 2-Valter Neves (CAP.), 4-Diogo Rafael, 5-Carlos Nicolia e 9-João Rodrigues
Jogaram ainda: 7-Jordi Adroher, 14-Tiago Rafael, 44-Miguel Rocha e 74-Vieirinha
Banco: 10-Guillem Trabal (GR)
UD Oliveirense: 88-Xavier Puigbí (GR), 7-Pedro Moreira, 9-Jordi Bargalló, 44-João Souto e 77-Ricardo Barreiros (CAP.)
Jogaram ainda: 4-Nuno Araújo, 29-Jepi Selva e 74-Pablo Cancela