O Clube União Sportiva sagrou-se campeão nacional de basquetebol feminino. O clube açoriano, que com muito orgulho representei durante sete temporadas, volta assim aos títulos após um ano de ‘seca’ e conquistou o seu terceiro título da história, todos conquistados nas últimas quatro épocas.
Depois de uma época que estava a ser fracassada, devido às derrotas nas finais da Taça Vítor Hugo, Taça da Federação e Taça de Portugal, os CUS conseguiram o troféu mais importante da temporada.
No artigo de antevisão das finais tinha dito que cada equipa ia ganhar os jogos em casa e que como consequência o União Sportiva seria campeão, mas tal não aconteceu, com as açorianas a vencerem fora de casa o Quinta dos Lombos por 61-64, o resultado deste jogo foi de 69-67, cumprindo a primeira premissa que disse no tal artigo de antevisão. Foram grandes jogos, com muita emoção e incerteza e que qualquer das equipas seria uma justa campeã.
Sara Djassi (camisola 20) foi uma das atletas mais influentes na final Fonte: Federação Portuguesa Basquetebol
No jogo decisivo até foi os Lombos que entraram melhor no jogo, vencendo o primeiro quarto por 16-23, mas as açorianas responderam no segundo quarto e foram para intervalo a vencer 38-35. Se provas fossem precisas do equilíbrio entre as duas equipas, a segunda parte terminou 31-32, dando a vitória por 69-67.
Como açoriano e antigo atleta do clube não posso deixar de estar muito satisfeito com o triunfo. O CUS foi a melhor equipa ao longo de toda a época e é o campeão mais justo para a longa temporada. Termino como a minha equipa iniciava os jogos: “1-2-3 BELOS! CUS!”
No dérbi eterno da capital portuguesa, o Sporting CP recebeu e empatou com o SL Benfica por 0-0. Para além de tudo o que o dérbi eterno envolve historicamente, este tinha um simbolismo e responsabilidade acrescidos: quem vencesse ficava com o segundo lugar e com os milhões da Champions.
Posto isso, não foi surpreendente que Jorge Jesus tenha feito regressar alguns habituais titulares que estavam lesionados. Já Rui Vitória não teve a mesma sorte e viu-se obrigado a atacar o jogo sem Jonas – no banco – e André Almeida – não convocado por problemas físicos.
O sol ainda brilhava quando os adeptos começaram a encher Alvalade. O ambiente era de festa e fazia prever algo que foi confirmado: era a melhor atmosfera na casa do “Leão” nesta já longa época. Contudo, bastou a partida começar para a festa ser interrompida. Nem um minuto de jogo havia decorrido e já o jogo estava parado: uma enchente de very-lights na área de Rui Patrício como poucas vezes se vê em Portugal.
Após a limpeza, que parecia longa, tivemos então futebol. E não demorou muito! Estavam ainda os adeptos a recuperar do som dos petardos e já Rafa Silva fugia da defesa leonina para atirar ao poste ao sexto minuto. Agoniante a lenta corrida da bola rumo ao poste da baliza de “São Patrício”, que ainda a defendeu. Um bom início de jogo para o Benfica e para o capitão leonino, naquele que poderá ser o seu último jogo de leão ao peito.
Uma primeira parte muito repartida, muito jogada a meio-campo, com as “águias” a parecerem mais concentradas, mas a não conseguirem materializar a atitude em oportunides. As equipas conseguiam chegar perto das áreas adversárias, mas o último passe nunca era o melhor. Tanto que a segunda grande oportunide de golo só surgiu à passagem da meia-hora, com Fábio Coentrão a atirar à figura de Varela. Antes já William Carvalho tinha atirado à barra da baliza encarnada, mas em fora-de-jogo.
Ao minuto 36 nova oportunidade de golo, agora na baliza oposta: um ressalto deixou a bola à mercê de Douglas, sem oposição e em zona frontal, e o lateral direito do Benfica atirou forte. O suspense e o remate acabaram por ser cortados e iam surpreendendo Rui Patrício, mas a bola acabou por ir por cima da baliza.
Respirou fundo o leão, mas por pouco tempo: Rafa Silva prolongava o duelo com Patrício e mais uma vez o guardião levava a melhor. E que melhor! Foi logo de seguida, ao minuto 38, que o extremo português consegue, à semelhança de Douglas, arranjou espaço e atirou para uma defesa inacreditável de Rui Patrício.
Estava melhor o Benfica. Pelo menos mais perspicaz: enquanto que os da casa preferiam sair em bola controlada e chegar o mais perto possível da baliza de Varela, os encarnados eram mais incisivos. Espaço houvesse à entrada da área e não havia tempo para criar jogo, apenas para rematar.
Contudo, apesar da superioridade benfiquista, o Sporting respondeu de imediato, com Fábio Coentrão, novamente, no mais perigoso lance dos “leões”: cabeceamento ao lado da baliza de Varela. Equilibrou o Sporting? De maneira nenhuma. Primeiro Samaris, depois Pizzi, por fim Jiménez. Todas as bolas defendidas por “São Patrício” – a primeira com os olhos. O remate de Pizzi, esse, foi parado em mais outra defesa incrível do guarda-redes português!
O intervalo chegou e o último lance foi o espelho do primeiro tempo: Bas Dost tira dois jogadores do caminho com uma finta sensacional. Ficou sozinho com o Varela. Um na cara do outro. O resultado? Passe para o lado e assobiadela monumental. Incrível a metodologia complicada do Sporting na primeira parte. O Benfica foi o oposto: prático, incisivo e descomplicado. Foi isso que, de resto, tornou os encarnados melhores nos primeiros 45 minutos de jogo. Ao Sporting falhou concentração – tantos passes falhados no meio-campo e defesa – e simplicidade. Ao Benfica, o de sempre: eficácia.
O Benfica passou mais tempo na área leonina dos que os “leões” na área encarnada – valeu Patrício
Fonte: Bola na Rede
Para a segunda parte, os dois treinadores optaram por manter examente os mesmos jogadores que tinham jogado nos primeiros 45 minutos, deixando assim as substituições para uma fase mais adiantada do encontro.
Como se verificou no primeiro tempo, a partida teve um início a meio-gás: desta vez, o problema esteve com uma das câmaras, mas felizmente não durou muito tempo e a bola voltou a rolar em Alvalade.
Os primeiros 15 minutos da etapa complementar mostraram um filme diferente: o Sporting com mais iniciativa de jogo, perante um Benfica mais comedido no seu meio-campo, embora a tapar bem os espaços aos jogadores leoninos.
Mesmo a mostrar uma melhor imagem, Jorge Jesus continuava insatisfeito com a prestação da sua equipa, e decidiu lançar Acuña no jogo, tirando William e Bryan Ruiz passou a jogar no meio. Rui Vitória respondeu de imediato, e colocou Salvio no lugar de Pizzi.
Apesar do espetacular ambiente vivenciado nas bancadas, as equipas iam-se anulando bem, daí que os remates tenham sido poucos: o primeiro surgiu apenas ao minuto 69, para o Benfica, após uma boa jogada coletiva, Raúl Jiménez chegou um nada atrasado à bola, e o seu remate saiu bastante desviado da baliza.
Estavámos perto dos dez minutos finais da partida e iriam ser intensos até ao apito final do árbitro: o treinador do Benfica percebeu isso, e quis passar uma mensagem de querer ganhar o jogo – Jonas entrou para o lugar de Zivkovic. Outra vez, houve uma resposta do opositor: Misic substituiu Bryan Ruiz.
As últimas mudanças nos dois lados foram forçadas: tanto Rafa Silva e Fábio Coentrão saíram, e foram rendidos por Cervi e Lumor, respetivamente.
Já em tempo de compensação, os dois conjuntos tentaram o tudo por tudo do golo que desse a vitória, e que impedisse o Porto de poder celebrar a conquista do campeonato no sofá, embora faltou engenho e discernimento aos jogadores do Sporting e do Benfica, daí que o marcador não tenha sofrido qualquer mudança até ao último apito de Carlos Xistra.
0-0 foi o resultado final no dérbi de Lisboa, e assim a decisão da Liga dos Campeões fica adiada para a última jornada, embora o Sporting tenha vantagem no confronto direto. Com este resultado, o Porto é o novo campeão português.
Como jogou o Sporting CP: Rui Patrício, Fábio Coentrão (Lumor), Coates, Mathieu, Piccini, William (Acuña), Battaglia, Bryan Ruiz (Misic), Gelson Martins, Bruno Fernandes e Bas Dost.
Como jogou o SL Benfica: Bruno Varela, Douglas, Jardel, Rúben Dias, Grimaldo, Fejsa, Samaris, Zivkovic (Jonas), Pizzi (Salvio), Rafa (Cervi) e Raúl Jiménez.
A espera terminou, o FC Porto é Campeão Nacional! Depois de quatro longos anos de seca de títulos, Sérgio Conceição devolveu o clube às conquistas.
O empate no derby lisboeta deste sábado permitiu aos dragões serem campeões ainda antes do jogo de domingo frente ao CD Feirense e assim tornarem-se “campeões no sofá”.
O feito desta época dos dragões é notável. Pouco ou nada se investiu no inicio da temporada face à má gestão dos recursos financeiros em épocas anteriores e foi por isso necessária a adoção de uma postura mais low cost. Desde o aproveitamento de jogadores “caseiros” até ao regresso de jogadores emprestados, foi-se construindo assim o plantel campeão desta época.
No meio de todo este sucesso, há um nome transversal a esta conquista: Sérgio Conceição. O técnico azul e branco devolveu a mística, a entrega e a paixão não só aos jogadores mas também aos adeptos.
Sérgio Conceição foi o principal responsável pela conquista do Campeonato Nacional Fonte: FC Porto
A caminhada do FC Porto para o sucesso foi dominada por momentos altos e quando surgiam os momentos baixos (principalmente na Liga dos Campeões), os dragões respondiam de imediato de forma muita positiva no jogo seguinte, tendo sido essa capacidade de resposta um dos principais trunfos da temporada.
Pelo caminho ficam jogos memoráveis, como a vitória frente ao GD Estoril Praia por 3-1, depois do famoso episódio da bancada, em que o FC Porto marcou três golos em apenas 45 minutos. As vitórias dos “Clássicos”, primeiro em casa por 2-1 frente ao Sporting CP e ainda o golo de Herrera na Luz aos 90 minutos na vitória por 1-0. E mais recentemente, a vitória no “Caldeirão” da Madeira na vitória por 1-0 frente ao CS Marítimo, com o golo solitário de Moussa Marega.
Também foram vários os jogadores que tiveram em grande destaque ao longo da temporada. Desde o percurso complicado de volta à titularidade de Iker Casillas, à afirmação de Ricardo Pereira, ao “rei das assistências” Alex Telles, ao renascimento de Herrera e à surpresa de Marega, foram estes, para mim, alguns dos futebolistas dos dragões mais decisivos ao longo da temporada.
Foi uma época de sonho para os adeptos dos dragões. Agora resta festejar o merecido título!
Hoje é dia de dérbi em alvalade e as emoções estão ao rubro. Ambas as equipas procuram o segundo lugar no campeonato, sendo que o FC Porto está a um mero empate de ser campeão nacional. Muitas foram as ocasiões em que SL Benfica e Sporting CP se defrontaram em jogos decisivos, sendo o Benfica o detentor do maior número de vitórias. Mas quem foram os protagonistas dessas batalhas históricas entre estes dois eternos rivais? Que jogadores, representando o manto sagrado, mais vezes conseguiram mandar a bola para o fundo das redes dos leões? Este é o top 5 dos principais goleadores do SL Benfica ainda no ativo frente ao Sporting CP do século XXI onde, claro está, Óscar Cardozo comanda a armada.
Em vésperas de se iniciar o quadro principal do Madrid Open, todas as atenções do ténis mundial (exceto as dos portugueses, ainda focados no Estoril Open) estão centradas na capital espanhola. As expetativas são muitas mas, por outro lado, um torneio sem Federer, Murray e Serena Williams é sempre um torneio mais pobre.
Começando pelo torneio feminino, ainda que não seja a primeira cabeça de série a principal favorita parece ser Garbiñe Muguruza. A espanhola joga em casa, tem um histórico muito positivo de resultados em terra batida e, estando na sua melhor forma, la furia española sente-se em cada pancada na bola. Na ausência de supertenistas como Serena Williams, e numa superfície na qual Angelique Kerber está longe de ser especialista, importa não esquecer que Simona Halep, Victoria Azarenka e Jelena Ostapenko, atual campeã de Roland-Garros, poderão também ter uma palavra a dizer!
A agressividade do jogo de Muguruza pode fazer mossa em terra batida Fonte: Madrid Open
Já na vertente masculina há um superfavorito e um conjunto de outros atletas que pairam em seu redor. A referência, obviamente, é ao atual número um do mundo e especialista em terra batida, Rafael Nadal. A diferença entre o maiorquino e toda a restante concorrência a jogar em pó de tijolo é abismal e, assim sendo, apenas um problema físico parece poder impedir Nadal de vencer “em casa”. Listar os principais opositores, num momento em que no circuito ATP têm aparecido tantos jovens com grande potencial, não é tarefa fácil; porém, os principais adversários do campeoníssimo espanhol parecem ser dois outros especialistas em terra batida: Dominic Thiem e Pablo Carreño-Busta.
Os dados estão lançados e a expetativa é mais do que muita ver Nadal vencer, pela sexta vez, o Madrid Open. Tal pode até não acontecer, mas o espanhol parece imparável em pó de tijolo e, muito provavelmente, encontra-se já em preparação para mais uma conquista do Roland-Garros. Numa superfície dominada, tradicionalmente, por nuestros hermanos, apenas um super-Federer parecia potencialmente capaz de travar Nadal mas, na sua ausência, rendamo-nos às evidências: não há, na história do ténis, jogador tão extraordinário a jogar em terra batida.
Montar um torneio da dimensão do Estoril Open exige um conjunto de serviços que passam despercebidos ao grande público e ainda mais despercebidos aos que não acompanham regularmente a modalidade.
Um dos serviços mais importantes para os tenistas é o da encordoação das raquetes. As cordas de uma raquete de ténis são um “detalhe” de extrema importância para os jogadores, que através delas conseguem fazer pequenas afinações ao seu jogo, como aumentar ou retirar potência à bola.
Rui Neves é o encordoador oficial do Estoril Open, tendo feito todas as edições do anterior torneio e todas as edições do atual. Pelas suas mãos passaram milhares de raquetes dos maiores tenistas mundiais, inclusive as de Roger Federer.
Este ano, Rui Neves volta a ser o responsável pelo serviço da Wilson, com uma equipa de dois encordoadores, que até esta quinta-feira tinham “afinado” mais de 260 raquetes, um número que vai ao encontro da média da edição anterior.
Numa edição em que, até ao momento, todos os tenistas em prova recorreram ao serviço prestado pelo torneio, Rui Neves revela ao Bola na Rede que “não têm existido para já pedidos especiais, foram do comum”.
Lleyton Hewitt foi um dos tenistas em contacto com Rui Neves Fonte: Estoril Open
No ténis, quanto mais baixa for a tensão da corda da raquete, mais potência o tenista consegue imprimir à bola. Neste Estoril Open, é o ex-nº.1 mundial, Lleyton Hewitt, que está a jogar com menor tensão, pedindo apenas 16kgs na sua raquete.
Rui Neves voltou assim a encontrar Lleyton Hewitt em Portugal, 18 anos depois da presença do australiano por terras lisboetas, onde disputou a Masters Cup, no Pavilhão Atlântico.
Entre o lote de tenistas portugueses, todos eles jogam aproximadamente com a mesma tensão, com João Sousa a pedir 21kgs e Gastão Elias, 23kgs, ligeiramente acima. Dos tenistas portugueses presentes neste Estoril Open, apenas João Domingues se destacou, pedindo uma tensão acima da média dos restantes tenistas lusos.
O Estoril Open decorre no Clube Ténis do Estoril até ao dia 6 de maio e em prova, nos quartos-de-final, está ainda João Sousa, que vai defrontar Kyle Edmund, na Sexta-feira.
Sábado, dia cinco de maio de 2018. O jogo que determinará, muito provavelmente, o clube que preencherá a segunda vaga de acesso à Liga dos Campeões. O resultado do dérbi da Segunda Circular ditará assim para onde vão circular os desejados milhões da principal competição europeia de clubes.
Foquemo-nos naquilo que realmente difere de dérbi para dérbi, de treinador para treinador, de ano para ano – a tática.
O Sporting, certamente, não apresentará uma equipa muito diferente daquela que é desejada por Jorge Jesus. Defensivamente, a situação é previsível: Piccini, Coates, Mathieu (o defesa central francês já recuperou da lesão) e Coentrão. É no meio campo que surge a maior dúvida. Bryan Ruiz tem jogado no centro do terreno, com Battaglia atrás e com Bruno Fernandes à frente. Porém, William está de regresso e será que Jorge Jesus irá preterir o criativo costa-riquenho para lançar o médio português? Na frente, nada de novo: Acuña na esquerda, Gelson na direita e Bruno Fernandes atrás de Bas Dost. A níveis táticos resta uma questão: jogará Bruno Fernandes mais recuado, fazendo de terceiro médio (jogando assim o Sporting de uma forma mais cautelosa), ou continuará a jogar quase como segundo avançado, apoiando o jogo do ponta de lança holandês (e sendo assim uma equipa mais vertiginosa)?
Se Jorge Jesus não tem muitas dores de cabeça, Rui Vitória está inundado delas. André Almeida estará recuperado? Jonas está convocado, mas será que está apto para os noventa minutos? Se não jogar, Jiménez ou Seferovic? Rafa, Cervi ou Salvio? Quem ficará de fora? Jogará o Benfica com um meio campo mais defensivo, utilizando Samaris, ou o esquema vai ser o mesmo com o habitual trio (Fesja, Pizzi e Zivkovic)? Posto isto, o Benfica deverá jogar com o seguinte onze: Bruno Varela na baliza, Douglas como defesa direito (caso André Almeida não recupere), Jardel e Rúben Dias no centro da defesa, Grimaldo no lado esquerdo, Fejsa, Pizzi e Zivkovic no meio campo e na frente Cervi, Rafa e Jiménez. Claro está, este onze é incerto e plausível de inúmeras alterações.
Será Rui Vitória capaz de curar as dores de cabeça? Fonte: Sport Lisboa e Benfica
Quanto aos duelos individuas, a questão será também no mínimo interessante: Acuña frente a Douglas, Rafa a atacar Coentrão, Bas Dost junto a Rúben Dias, Bruno Fernandes em confronto com Fejsa e William ou Battaglia na marcação a Zivkovic. Tudo duelos individuas que em muito contribuirão para o espetáculo de um grande jogo de futebol
Tudo a postas nas duas equipas! Que comece o dérbi!
Último jogo caseiro da temporada para um SC Braga de gala que tem aproveitado a época para bater recordes e continua a morder os calcanhares a Sporting e Benfica na luta pelo podium. Pela frente, um conjunto axadrezado com intenções de se manter na metade superior da tabela. Um confronto com o interesse adicional de ver o técnico boavisteiro, Jorge Simão, voltar a uma casa onde não conseguiu ser feliz na época passada.
O Boavista entrou mais ofensivo e monopolizou os primeiros dez minutos, mas Matheus resolveu com tranquilidade sempre que a bola se chegou à sua área. Do outro lado, foi o Braga quem criou a primeira situação de real perigo, quando aos 11 minutos Ricardo Esgaio rasgou a defesa boavisteira e ofereceu o golo a Dyego Sousa, que levantou em temasia a bola.
A resposta visitante chegaria aos 18 minutos por Yusupha, que atirou ao poste após boa jogada individual. Na jogada seguinte, nova incursão do gambiano pela direita, acabando no chão a reclamar pénalti, com o árbitro a mandar seguir apesar dos muitos protestos.
O jogo entrava num momento de total parada e resposta e foram os guardiões a brilhar. Primeiro Vagner a desviar remate cruzado de Esgaio, depois Matheus com uma bela mancha perante um Yusupha que aparecia novamente isolado. Seria ainda novamente o Boavista a causar perigo quando Rossi cabeceou para fora após bola parada, mas, a partir daí, a partida acalmaria e nem um disparate de Vukcevic ao oferecer a bola a um adversário a meio do campo deu problemas de maior.
Quando parecia que a ação do último quarto de hora da primeira parte se ia consignar a um remate de Goiano à figura de Vágner, Yusupha, mesmo em cima dos 45 minutos, surgiu sozinho na cara de Matheus e não perdoou, com o brasileiro a não poder fazer mais. O senhor do apito ainda consultou o VAR por possível fora de jogo, mas o golo foi mesmo validado e o Boavista foi para intervalo na frente.
Braga entrou pior e foi para o descanso a perder Fonte: SC Braga
A segunda metade começou, como seria de esperar, com o Braga a reentrar mais pressionante e decidido, visando a baliza adversária. No entanto, faltava calma e discernimento para chegar ao golo e era até o Boavista que ameaçava mais quando se lançava no contra-ataque.
Talvez por isso, Abel Ferreira decidiu mexer mais cedo que o habitual e lançar Fábio Martins para o lugar de Ricardo Horta e juntar-lhe pouco depois Xadas e Danilo nos lugares de Goiano e André Horta, tentando dar uma nova dinâmica à equipa. A verdade é que o jogo mudaria de figura também nessa altura com a expulsão de Yusupha numa jogada confusa.
Os da casa responderam bem a todas estas alterações de circunstâncias e, aos 72 minutos, Dyego Sousa só teve de encostar na pequena área a passe de Jefferson para colocar o desafio de novo igualado. Os ânimos continuaram cada vez mais exaltados e, pouco depois, foi um dos elementos da equipa técnica boavisteira a ser mandado mais cedo para o balneário.
O maior drama estaria reservado para o primeiro dos muitos minutos de compensação, com Paulinho a cair na área e, após longa espera e consulta do VAR, a ser concedida a grande penalidade aos da casa. De nada valeria, porque Dyego Sousa atiraria à barra para desespero dos quase 12 mil nas bancadas.
E, assim, com muita polémica, mas bom jogo jogado, o Braga volta a perder pontos na Pedreira para a Liga, estando o Boavista apenas na companhia de FC Porto e SL Benfica neste feito em 2017/2018. Com um resultado que praticamente dita o adeus ao podium, a menção final vai para Wilson Eduardo, um daqueles jogadores que a presença até pode passar mais despercebida, mas de quem se senta grande falta na ausência.
Inicia-se o mês de Maio e com ele o fim dos campeonatos europeus, ainda há muito por decidir e muito por batalhar seja pelo ponto que garante a manutenção seja pelo golo que garante a honra e a glória diante dos seus adeptos.
Este é provavelmente um dos melhores fins de semana para os amantes do desporto rei, para além do dérbi português, somos presenteados com o chamado jogo do ano, ou também conhecido como o El Clássico.
Para além disso teremos também um excelente duelo em terras de sua majestade onde pouco há a ganhar mas ninguém quererá perder.
Abordamos também a Bundesliga onde a equipa sensação está perto de fazer história.
Este está a ser o ano de quebrar barreiras. Depois de ultrapassar pela primeira vez a ronda inaugural desta “versão” do Estoril Open, João Sousa já tem bilhete garantido para as meias-finais do único torneio português na “primeira liga” do ténis mundial. O tenista português venceu Kyle Edmund por 6/3, 1/6 e 6/0 no encontro dos quartos-de-final.
O tenista vimaranense admitiu ontem, na antevisão do encontro, que teria que aumentar o nível para poder fazer frente a Kyle Edmund, 3.º cabeça-de-série do torneio e o 23.º melhor tenista do mundo. João Sousa não se ficou pelas palavras e em campo subiu mesmo o nível, encostando o britânico às cordas num terceiro set incólume.
A primeira partida foi resolvida de forma cirúrgica, com o português a quebrar o serviço de Edmund ao 5/3, para de seguida servir para fechar o set. Já o segundo set teve uma história diferente do primeiro, com Kyle Edmund a ser mais acutilante nas pancadas que ia distribuindo do fundo do court, não permitindo a João Sousa impor o seu jogo. 6/1 a favor do britânico.
Na terceira e decisiva partida, João Sousa entrou a querer “mandar no jogo”, com um primeiro jogo de serviço ganho sem ceder um único ponto e a bitola estava estabelecida para o que faltava do set. 6/0 a favor do português, que quebrou o serviço de Kyle Edmund em todas as oportunidades e garantiu assim presença, pela primeira vez em solo nacional, nas meias-finais de um torneio do circuito ATP.
No final da partida, João Sousa mostrou-se contente, sobretudo, “pela capacidade de manter o nível elevado e pela forma como soube dar resposta às várias situações durante o encontro”, esperando, amanhã, “um encontro frente a um jogador que está com bastante confiança e frente ao qual é preciso manter a exigência”.
Fonte: Millennium Estoril Open
Quanto ao facto de jogar em casa, João Sousa confessa que o Estoril Open tem “uma atmosfera especial” e que “é muito especial poder vencer aqui”, também por poder contar com o apoio da família que, “está agora a colher os frutos de um enorme esforço há uns anos atrás”.
João Sousa volta a entrar em campo já este Sábado, onde enfrente jornada dupla, com encontro agendado para as 15 horas em singulares e para o final da tarde em pares, onde ao lado de Leonardo Mayer, vai reencontrar Kyle Edmund, que partilha court com o compatriota Cameron Norrie.
O tenista português vai enfrentar nas meias-finais o prodígio grego, Stefanos Tsitsipas, que depois de ter atingido a final no ATP500 de Barcelona na semana passada, eliminou, já no Estoril, o primeiro cabeça-de-série do torneio, Kevin Anderson e uma das estrelas da próxima geração do ténis, Alex De Minaur.