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Estoril Open – Dia 3: O jogo que ninguém queria ganhar

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João Sousa e Pedro Sousa protagonizaram hoje um dos melhores encontros do ténis português desta geração. O mais cotado saiu vencedor, pelos parciais de 4/6, 7/6 (1) e 7/5, ao cabo de 2h25 de encontro, com match-points salvos de parte-a-parte.

O melhor tenista português de sempre tinha antecipado ontem que este seria um encontro “muito interessante de acompanhar” e a verdade é que os dois tenistas protagonizaram um espetáculo que ficará na memória dos fãs da modalidade.

O encontro começou com uma quebra de serviço para um lado e para o outro, mas no final do parcial foi Pedro Sousa a conseguir quebrar o serviço de João Sousa, para “fechar” a 6/4 e aproveitar essa “alavanca” para um segundo set onde distribuiu esquerdas e direitas que colocaram muitas dificuldades ao tenista vimaranense.

O segundo set abriu com 4/1 a favor de Pedro Sousa, mas o lisboeta não foi capaz de levar a melhor, tendo sido quebrado quando servia para ganhar o set. Com a igualdade reposta, Pedro Sousa venceu o seu jogo de serviço, obrigando ainda João Sousa a salvar um match-point antes de levar a partida para tie-break, onde o mais cotado em campo venceu, sem margem para dúvidas, por 7-1.

No set decisivo, e com Pedro Sousa em claras dificuldades físicas, o marcador foi estando igual até ao 3/3, altura em que Pedro Sousa volta a surpreender ao quebrar o serviço de João Sousa, que parecia estar cada mais confortável em campo. Mais uma vez, o tenista lisboeta, atual 140º classificado no ranking mundial, não foi capaz de “segurar” a vantagem e o marcador voltou a igualar ao 5/5.

Com a igualdade reposta foi a vez de João Sousa mostrar a “tarimba” que tem conquistado no circuito e depois de assegurar o seu jogo de serviço, colocou Pedro Sousa em dificuldades, tendo conseguido “fechar” o encontro a seu favor, ao fim de quatro match-points.

Fonte: Millennium Estoril Open

A experiência ao mais alto nível e o factor físico acabaram por ser essenciais no encontro que colocou frente-a-frente o trabalho ao talento. João Sousa mostrou, uma vez mais, a força mental que o caracteriza, enquanto Pedro Sousa, um mestre do virtuosismo, mostrou o porquê de ser apelidado como o mais talentoso desta geração.

Apesar da derrota, Pedro Sousa considera ter feito “um bom jogo, ao longo dos três sets”, lamentando o facto de estar “acabado fisicamente”, embora considere que o fator físico não justifica a derrota. Sem querer apontar este encontro como o melhor da sua carreira, Pedro Sousa sai com a certeza de que foi um dos melhores, apesar de, “ser uma derrota que custa a digerir”.

Numa jornada em que o ténis português saiu a ganhar, o encontro entre duas das maiores apostas da nova geração do ténis mundial acabou até por sair ofuscado. Kyle Edmund venceu o jovem australiano Alex De Minaur, pelos parciais de 6/2 e 7/5, afastando assim o pupilo de Lleyton Hewitt.

Ao final do dia, na estreia da sessão nocturna, Frances Tiafoe venceu o 4º cabeça-de-série e finalista do ano passado, Gilles Muller, em dois sets apenas, por 6/4 e 7/5. Já João Sousa, depois de 2h25 de jogo em singulares, “despachou” em 90m o encontro de pares, ao lado de Leonardo Mayer, vencendo por 6/4 e 7/6 (4).

Na quinta-feira, o Clube Ténis do Estoril recebe os dois principais cabeças-de-série, Kevin Anderson e Pablo Carreno-Busta, vencedor do torneio, com João Sousa a entrar em campo novamente na Sexta-feira.

Foto de Capa: Millennium Estoril Open

Young Boys Meister!

Berner Sport Club Young Boys. O nome do clube suíço que reescreveu história no passado sábado: o emblema de Berna conquistou o título suíço que escapava desde 1986 – há 32 anos!

Num plantel que conta com dois elementos que já pisaram relvados portugueses, casos dos ex-Benfica, Loris Benito e Miralem Sulejmani, o Young Boys confirmou este fim de semana a distância pontual matematicamente suficiente para garantir a glória. São 13 pontos de avanço a quatro jornadas do fim sobre o que era já o crónico campeão suíço: FC Basel, que erguia o troféu desde 2009/10.

Sem perder desde dezembro, a equipa comandada por Adi Hütter bateu em casa o Luzern (2-1), sendo protagonistas da vitória o experiente avançado francês Guillaume Hoarau e o camaronês Jean-Pierre Nsamé, os dois melhores marcadores da Liga helvética.

Como não poderia deixar de ser…as lágrimas e a emoção transbordaram quando os adeptos invadiram, em êxtase, o relvado do Stade de Suisse logo após o apito final do árbitro da partida.

Jogadores não se contiveram nos festejos com o feito alcançado perante mais de 30 mil apaixonados adeptos
Fonte: Young Boys

A imagem mais paradigmática do momento histórico a que se assistiu no sábado foi talvez a do guarda-redes Marco Wölfli que, deitado no relvado, foi completamente engolido por colegas de equipas e fanáticos adeptos, tendo saído em ombros do relvado, ele que, aos 35 anos, tem toda uma carreira ligada ao Young Boys, não admira que seja idolatrado…Durante o jogo, ainda por cima, defendeu um penálti quando o jogo estava 1-1.

No banco está um técnico austríaco, de 48 anos, que, à terceira época ao serviço do clube fundado em 1898, conseguiu feito altamente meritório, levantando o título mais cobiçado internamente pela 12.ª vez na história do emblema depois de dois 2.º lugares nas duas anteriores temporadas e isto após experimentar o sucesso no seu país natal.

Na Suíça, perspetiva-se uma próxima época plena de emoção depois da hegemonia do Basileia ter conhecido uma interrupção ao fim de quase uma década. Hoje, nas ruas de Berna, grita-se alto e bom som: ‘Young Boys Meister!’.

Foto de Capa: Young Boys

Artigo revisto por: Jorge Neves

Que vantagens o campeonato de sub-23 poderá trazer?

Uma das grandes, senão mesmo a maior novidade para a nova época que se avizinha, será a criação de um campeonato de sub-23, que permitirá aos jogadores das camadas jovens possuírem um patamar competitivo que lhes permita competir entre si após atingiram o estatuto de séniores.

No entanto, se à partida esta parece ser uma medida positiva, a verdade é que a criação deste campeonato levou o Sporting CP, o FC Porto, o Vitória SC e o SC Braga a extinguirem as suas respetivas equipas B, uma decisão que levou a uma forte contestação por parte dos adeptos, e por razões mais que compreensíveis.

O Sporting CP é um clube no qual, desde há muito que a aposta na formação faz parte do seu ADN, sendo também dos três grandes, o clube que mais cedo começou a notabilizar-se pela Europa fora devido à formação, prospecção e valorização dos seus próprios jogadores. O Futebol Clube do Porto tem crescido imenso a nível de formação nesta década, tendo vindo a acumular boas prestações nos juniores e na equipa B no plano nacional e internacional.

O Sporting Braga também tem vindo a crescer a nível de formação, começando a revelar e a lançar alguns jogadores para fora e competindo neste campeonato com um dos plantéis mais jovens da Primeira Liga. Já o Vitória de Guimarães atravessou uma grave crise financeira nesta década, da qual conseguiu sobreviver muito graças à aposta na formação, bem como à aposta em jogadores oriundos da equipa B.

Bernardo Silva e André Gomes foram muito beneficiados com a criação das equipas B
Fonte: SL Benfica

Qualquer adepto e/ou profissional de futebol com olhos na cara consegue perceber que a criação das equipas B foi um claro passo em frente no futebol jovem no nosso país. Antes da criação das equipas B, a nossa selecção de sub-21 tinha falhado a qualificação para o Europeu da categoria por três vezes consecutivas (2009, 2011 e 2013). Depois do aparecimento destas, a nossa selecção de sub-21 foi vice-campeã europeia.

Mais do que o desempenho das seleções jovens, houve jogadores que agora são certezas do futebol português e aposta na seleção nacional, nos quais a equipa B teve um papel preponderante na sua evolução. Na minha opinião, o caso de Bernardo Silva é o melhor exemplo. Bernardo Silva só começou a revelar-se como uma jovem promessa no seu último ano de júnior (2012/2013) e, após um ano na equipa B do Benfica, convenceu os dirigentes do Mónaco a pagarem 15 milhões de euros pelo seu passe.

Porém, nem tudo pode ser mau nesta competição, principalmente no que diz respeito àqueles clubes que não têm competição para dar aos seus jovens jogadores quando estes atingem o estatuto de seniores. Atualmente, existem mais de 8000 atletas que penduram as botas após concluírem o seu percurso nas camadas jovens. É óbvio que defrontar a equipa sub-23 de um Portimonense não é a mesma coisa que defrontar um clube da Segunda Liga, visto que o campeonato de sub-23 não promove a mesma competição que uma competição profissional com jogadores mais velhos. Mas sempre seria uma luz ao fundo do túnel para jovens jogadores que não sabem que rumo dar à sua vida.

Outra vantagem que o campeonato de sub-23 poderá trazer se aplicará particularmente ao SL Benfica, visto que, ao que tudo indica, será o único clube a ter uma equipa B e uma equipa sub-23. Vejamos uma coisa:

Tanto a equipa B como a equipa de juniores do Benfica possuem entre 25 a 30 jogadores nos seus respetivos plantéis. Ora, tendo em conta que só podem ser convocados 18 jogadores por jogo, isso significa que a cada fim-de-semana em que jogam as duas equipas, há 15 a 25 jogadores que não são convocados, sem esquecer lesionados e suplentes não convocados. À medida que a época avança, isto vai surtindo um efeito bola de neve nos jogadores e haverá jogadores com poucos minutos nas pernas.

Ora, a equipa de sub-23 aparece mesmo aí. A equipa de sub-23 servirá para dar competição àqueles jogadores que são pouco utilizados tanto nos juniores, como na equipa B, evitando assim que jovens jogadores fiquem muito tempo sem competir, correndo o risco de estagnar. Para além do mais, o aparecimento de uma equipa sub-23 também motivaria o treinador da equipa B a apostar em jovens jogadores que são segundas ou terceiras linhas na equipa principal, possuindo assim poucos minutos de jogo, tal como nesta época foram os casos de Diogo Gonçalves, João Carvalho, ou até mesmo do guarda-redes Svilar.

Como tal, os clubes que estão a abdicar da equipa B para criar uma equipa de sub-23 estarão a dar um passo atrás na formação dos seus próprios jogadores. Porém, estas equipas de sub-23 poderão ser uma luz ao fundo do túnel para jovens jogadores de outras equipas que podem ver um novo patamar de formação, uma rampa de lançamento para os seniores.

Foto de Capa: FPF

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Jogo Limpo: Analise à 32.ª jornada da Primeira Liga

Faltam apenas duas jornadas para o final e esta que passou praticamente corou o FC Porto como o novo campeão nacional. Numa jornada em que, para mim, a arbitragem nem ficou marcada por qualquer dos jogos dos três grandes, mas sim no Rio Ave FC – GD Chaves. Se já na semana passada tinha criticado Hugo Miguel pela arbitragem do GD Estoril-Praia – SL Benfica, esta semana reforço as minhas críticas pois Hugo Miguel fez a mais fraca arbitragem da jornada na minha opinião. Fraco nos critérios disciplinares, na segurança com que tomava as decisões e fraca (ou má) comunicação com o VAR.

Iuri Medeiros: O “patinho feio” que ainda pode dar espetáculo

Nos últimos dois ou três anos, em agosto, no início de cada época futebolística, a pergunta que se faz em Alvalade é a mesma: será que é este ano que Iuri Medeiros se vai afirmar no plantel principal do Sporting? A resposta tem sido sempre igual: “precisa de mais maturidade”; “afirmar-se no Moreirense ou no Boavista é diferente de se destacar no Sporting”; “mais um ano em empréstimo e entra no onze titular”.

Depois de duas épocas em que fez quase tudo o que podia  para ganhar a confiança de Jorge Jesus, o extremo direito português voltou, em janeiro deste ano, a sair do emblema leonino por empréstimo, desta feita para o Génova, na Liga Italiana. Será Iuri um “patinho feio” mal aproveitado pelo Sporting ou será que o treinador dos verde e brancos vê algo errado nele que quase ninguém vê?

Antes de passarmos à análise técnica (e, de certa forma, psicológica) do jogador, vamos ver os números: nas épocas de 2015/2016 e de 2016/2017, Iuri Medeiros acumulou um total de 18 golos e 22 assistências em 64 jogos (todas as competições), ao serviço do Moreirense FC (2015/2016) e do Boavista FC (2016/2017). São números impressionantes, especialmente para um jogador de equipas do meio da tabela. E são números que, tanto em agosto de 2016 como em agosto de 2017, lhe valeram uma hipótese na equipa do Sporting.

Mas foram hipóteses quase impossiveis de agarrar. Em 2016, uma pré-época manifestamente negativa levou ao seu afastamento quase imediato do plantel principal, tendo sido novamente emprestado, desta feita ao Boavista FC; nesta época, houve mais paciência e Iuri Medeiros ainda pôde fazer seis meses de leão ao peito.

Mas esse leão parecia pesar-lhe: nunca pareceu confiante com a bola nos pés; a qualidade técnica continuava inegável, mas a capacidade de decisão traía-o vezes sem conta. Muitos passes errados, muitos cruzamentos mal feitos, muitos remates sem nexo. Ainda conseguiu uma assistência em seis jogos no campeonato mas em janeiro de 2018 o destino voltaria a ter uma saída temporária de Alvalade.

A primeira aventura fora de portas, no Génova, da Serie A, tem corrido de feição ao internacional sub-21 português. Tendo-se estreado no onze inicial apenas em abril, fê-lo logo com um golo, numa vitória de 2-1 sobre o Cagliari. No fim de semana passado, frente ao Hellas Verona, voltou a faturar, marcando o primeiro de três golos do emblema da Ligúria (resultado final de 3-1). A juntar a isto, já conseguiu uma assistência, em apenas três jogos como titular.

O próprio jogador disse, em declarações ao jornal O Jogo, que está contente em Itália. “Neste momento prefiro estar aqui, fazer o máximo de jogos”, afirmou.

Poderá este ser um sinal de que Iuri Medeiros já percebeu que dificilmente terá lugar na equipa leonina? É natural que esteja bem no Génova: o seu rendimento aumentou e tem recuperado a confiança perdida entre setembro e janeiro ; tem outros jogadores portugueses consigo, tais como Miguel Veloso e Pedro Pereira. Mas o que é que o Sporting estará a perder se deixar o extremo direito ir-se embora definitivamente?

Iuri Medeiros ganhou vida no Genoa CFC
Fonte: Genoa CFC

Já falámos dos números. Já falámos das suas qualidades técnicas, cujo único limite é a confiança do jogador (ou neste caso, a falta da mesma). Mas há outro fator, mais intangível, que distingue Iuri Medeiros: estamos a falar de um atleta que chegou ao Sporting em 2004. Um Ronaldo de 18 anos chorava na Luz pela derrota na final do europeu e um Iuri com dez ingressava no clube leonino.

São 14 anos de ligação ao emblema. Numa época em que muito se criticou a falta de empenho e de amor à camisola de alguns jogadores, tal não pode ser apontado ao extremo português. Aliás, talvez esta paixão tenha estado por trás de algumas exibições menos conseguidas: o nervosismo e a pressão de se afirmar num clube que representou a vida toda podem ter limitado o seu crescimento.

Como disse, esta não é mais que uma intangível, uma suposição. Já analisámos os factos, e os factos dizem-nos que este é um jogador com qualidade para outros palcos. O problema é precisamente a incapacidade de dar o salto para esses palcos. E se perceber que é impossível dar espetáculo no Estádio José Alvalade XXI, então Iuri terá que procurar outra audiência. O futebol português só ficaria a ganhar.

Foto de Capa: Sporting CP

Sporting volta ao topo do Voleibol 24 anos depois

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Depois de 22 anos de ausência da modalidade (a última época com participação do Sporting CP foi em 1994/1995), o Sporting voltou este ano à modalidade. Um forte investimento a todos os níveis construíram uma equipa muito competitiva que, desde cedo, se apresentou como sério candidato a tornar-se campeão nacional e assim contrariar o domínio encarnado das últimas épocas.

Se dúvidas existiam sobre a verdadeira capacidade do Sporting se intrometer na luta pelo título, a fase regular veio eliminá-las. Os leões terminaram a prova em primeiro lugar, com 66 pontos conquistados, fruto de 23 vitórias em 24 jogos, deixando o Benfica em segundo lugar, com 63 pontos conquistados.

Chegados ao Play-Off, os leões foram imperiais frente ao Castêlo da Maia, vencendo a eliminatória por 3-0 (tal como o Benfica fez com o Sporting de Espinho).

Na final, previa-se muito equilíbrio entre aquelas que são, sem margem para dúvidas, as duas melhores equipas do voleibol português, na atualidade.

O decorrer dos acontecimentos comprovou isso mesmo e houve dúvida sobre o vencedor do campeonato até ao último ponto conquistado, esta tarde, no Pavilhão João Rocha.

O Benfica venceu o primeiro encontro desta final (3-0 no Pavilhão da Luz), o Sporting virou o resultado com uma dupla vitória no Pavilhão João Rocha (3-0 e 3-2) e o Benfica voltou a empatar as contas no quarto jogo (3-1). O jogo decisivo ficou marcado para a tarde desta terça-feira e, mais uma vez, ninguém deu como mal empregue o tempo gasto a assistir ao encontro. Voleibol de qualidade, com incerteza do vencedor até ao último segundo.

O Sporting arrancou melhor nesta final e venceu o primeiro set por 25-19, mas acabaram por ser os encarnados a vencer os dois seguintes (19-25 e 22-25), colocando-se na frente, apenas a um set de poderem revalidar o título de campeão nacional.

Os leões conseguiram responder, igualando o jogo a dois, após vencerem o quarto set por 25-17. A decisão do campeonato ia assim para a negra, disputada até aos 15 pontos (ou diferença de dois após um possível 14-14) e não podia ter sido mais emocionante.

O Sporting parecia estar no comando deste último set, tendo estado a vencer por 8-5, mas o Benfica conseguiu responder e colocou-se muito próximo de revalidar o título de campeão nacional. Os encarnados venciam por 14-13 e bastava um ponto para vencerem o encontro e o campeonato, mas surgiu Dennis a salvar o match point e igualar a partida a 14.

Depois, num momento de pressão máxima, com alguma sorte à mistura, um serviço de Muagututia embate na rede e acaba por cair para o lado encarnado, colocando o Sporting a vencer por 15-14. Naquele que viria a ser o último ponto da época, voltou a ser Dennis a ser decisivo e a conquistar um ponto que deu o título ao Sporting.

Dennis acabou por ser um dos jogadores mais decisivos nos últimos pontos
Fonte: Bola na Rede

Curiosamente, o Benfica acaba esta final com mais sets vencidos do que o Sporting (os encarnado venceram 10 e o Sporting venceu 9). A jogar em casa o Benfica foi imperial, com uma dupla vitória por 3-0, e a jogar fora conseguiu obrigar o Sporting a jogar a negra em duas ocasiões. No entanto, acaba por ser o Sporting a tornar-se campeão nacional, muito devido à maior capacidade demonstrada de vencer pontos nos momentos decisivos, e também por ter beneficiado em alguns momentos da habitualmente apelidada “estrelinha de campeão”. O serviço de Muagututia que dá o 15-14 aos leões na negra deste último encontro é um claro exemplo disso.

Fecham-se assim as cortinas da época 2017/2018 no voleibol português, com um vencedor diferente para cada uma das provas oficiais do calendário da modalidade:

Campeonato Nacional: Sporting Clube de Portugal

Taça de Portugal: Sport Lisboa e Benfica

Supertaça: Sporting de Espinho

Jogadores que Admiro #93 – Drew McIntyre

Andrew Galloway teve que percorrer um longo caminho para chegar ao Drew McIntyre que é hoje. Do norte da Escócia para o mundo, McIntyre mostra toda a sua irreverência no ringue, com uma postura peculiar que faz dele um wrestler único na WWE.

McIntyre recebeu o primeiro contrato na WWE em 2007 e, após várias presenças esporádicas no main roster, foi introduzido por Mr. McMahon como o Chosen One em 2009. Apesar de várias conquistas, nomeadamente os títulos de tag-team e o título Intercontinental, o futuro de McIntyre podia traduzir-se no título da sua antiga música de entrada: Broken Dreams. O ex-campeão da FCW juntou-se a Slater e Mahal no 3MB e tudo foi por água abaixo.

Drew McIntyre foi campeão Intercontinental da WWE durante 161 dias
Fonte: WWE

No entanto, a perseverança é uma imagem de marca do escocês, tanto dentro como fora do ringue. Após ser despedido da WWE em 2014, Drew tornou-se uma das estrelas do circuito independente, acumulando título após título. O bilhete de regresso à empresa de Stanford, Connecticut estava ao virar da esquina e o destino de Drew seria a yellow and black brand, o NXT.

Drew Galloway voltou a ser McIntyre e, após a conquista do título da NXT, voltou aos grandes palcos da WWE, desta feita ao lado de Dolph Ziggler. O que se pode esperar do “Sinister Scotsman”? A mesma versatilidade, força, velocidade e dinâmica que o natural da cidade de Ayr nos tem habituado. Com quase dois metros, o escocês apresenta-se como um digno candidato ao título Universal num futuro próximo, caso este entre em rivalidades que o elevem no plantel do Raw.

A sua finisher, Claymore (Running Single Leg Front Dropkick), sucede o Future Shock DDT e promete fazer estragos nas Monday Night’s da WWE. Estreando-se como um heel, penso que Drew se enquadra melhor como um babyface, uma postura que adotou na sua mais recente passagem pelo NXT. 

Nesta sua segunda caminhada pela WWE, esperemos que não volte a cair do topo da montanha e que os sonhos do escocês se traduzam em conquistas.

Foto de Capa: WWE

Estoril Open – Dia 2: João Sousa quebra enguiço e marca encontro com outro Sousa

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Está quebrada a malapata de João Sousa neste “novo” Estoril Open. O tenista português conseguiu finalmente ultrapassar a ronda inaugural, ao derrotar Daniil Medvedev, por 7/6 e 7/5, marcando agora encontro com o colega de Taça Davis, Pedro Sousa.

O encontro nem começou da melhor forma para o melhor tenista português de sempre, que foi o primeiro a ver o serviço quebrado e ainda teve tempo para se irritar com o árbitro do encontro, antes de arrancar para uma exibição que lhe veio a dar a vitória.

Depois de ultrapassados os contratempos iniciais, João Sousa quebrou o serviço do russo na ponta final do set inaugural e levou a partida para tie-break, onde veio a vencer sem contestação por 7-1. No segundo set, João Sousa mostrou estar a um nível superior e apesar das quebras de serviço de parte-a-parte, que tornaram a partida caricata, foi o português que conseguiu, novamente na parte final, quebrar o serviço do russo para depois fechar o encontro a seu favor.

Na sala de imprensa, claramente satisfeito, João Sousa considerou que este foi o ano em que apareceu mais bem preparado no Estoril Open. Quanto ao encontro da próxima ronda, frente a Pedro Sousa, João diz que “o Pedro é um excelente jogador. É meu companheiro da Taça Davis, um jogador que conheço bem, e ele conhece-me a mim. vai ser um encontro engraçado”, disse despreocupado.

Antes do encontro de João Sousa, a manhã começou com o regresso de Lleyton Hewitt a um court em solo português. O tenista australiano, ex-nº1 mundial, esteve ao lado da jovem promessa Alex De Minaur, para juntos vencerem a ronda inaugural do torneio de pares, por duplo 6/4. Para além da componente técnica, Hewitt vai ter que continuar a calçar as sapatilhas, para acompanhar De Minaur nesta variante.

Depois de ontem ter ultrapassado uma longa batalha, hoje João Domingues cedeu frente ao experiente Simone Bolelli, pelos parciais de 6/3 e 6/2. Domingues até teve a primeira oportunidade para quebrar o serviço do veterano tenista italiano, mas ao não ter aproveitado, foi Bolelli que acelerou rumo à vitória, em apenas 73 minutos de jogo.

Hewitt jogou com o jovem de Minaur e passaram a primeira ronda de pares
Fonte: Millenium Estoril Open

Aos jornalistas, João Domingues explicou que o vento que se fez sentir o colocou “desconfortável em campo”, acrescentando ainda que, “ele [Bolelli] esteve sempre confortável e eu não o consegui tirar dessa zona de conforto”. Satisfeito por ter “ultrapassado mais uma qualificação de um ATP”, João Domingues quer agora melhorar a vertente física, uma limitação que tem notado ao longo das últimas semanas.

Frederico Silva, que recebeu um “upgrade” ao convite, ao entrar diretamente no quadro principal, contou até com um sorteio favorável, marcando encontro frente a Ricardo Ojeda Lara, um adversário que tinha já defrontado por duas vezes, embora a última tenha sido há quatro anos atrás.

No reencontro o espanhol acabou por levar a melhor, ao vencer por 6/4 e 7/5, isto depois de Frederico Silva ter estado a vencer por 4/1 no set inaugural. Depois de derrotar João Monteiro na última ronda de qualificação, Ojeda Lara garantiu já o lugar de maior carrasco dos tenistas portugueses nesta edição do Estoril Open.

Frederico Silva conquistou um lugar no Estoril Open deste ano depois de um conjunto de bons desempenhos nos torneios preparatórios, apelidados de Road to Millennium Estoril Open, e apesar desta derrota na ronda inaugural, o jovem tenista das Caldas da Rainha está a recuperar terreno depois de uma complicada lesão.

Na quarta-feira, João Sousa marca encontro frente a Pedro Sousa, no court central do Estoril Open, mas antes disso duas das figuras da nova geração do ténis mundial: Alex De Minaur e Kyle Edmund vão defrontar-se em busca de um lugar nos quartos-de-final. O Estoril Open decorre até ao dia 6 de maio, no Clube Ténis do Estoril.

Foto de Capa: Millenium Estoril Open

Real Madrid CF 2–2 FC Bayern Munique: Real carimba bilhete para Kiev com brinde de Ulreich

O Real Madrid carimbou o passaporte para Kiev, onde vai disputar a sua terceira final da Champions consecutiva, num jogo- e numa eliminatória- em que não foi superior. O Bayern esteve quase sempre melhor, mas pagou caro os erros que cometeu.

A equipa alemã sabia que tinha de correr atrás do prejuízo e veio decidida a fazer isso mesmo, com um início de jogo fulgurante. A pressão alta ia intranquilizando os merengues que, à semelhança da eliminatória anterior, sofreram um golo muito cedo. Estavam decorridos apenas três minutos quando Kimmich fez o primeiro da partida, depois de um corte defeituoso de Sérgio Ramos a um cruzamento de Müller.

Satisfeito pelo golo madrugador, o Bayern esfriou o ímpeto inicial (também por mérito do Real) e pagou caro, já que sofreu o golo do empate aos 11 minutos: depois um grande cruzamento de Marcelo, Benzema apareceu solto ao segundo poste para cabecear para o um igual. Início de jogo frenético no Bernabéu!

O jogo personalizado do Bayern regressou, com muita facilidade em ultrapassar o meio-campo light do Real e a aproximar-se com perigo da baliza adversária, pecando apenas no momento da decisão. O lado direito da defensiva do Real, nomeadamente o lateral-direito improvisado Lucas Vázquez, sofria muito com a presença de Ribéry e Alaba, o que levou Zidane a equacionar a entrada de Nacho.

Pouco depois da meia hora, surgiu a melhor ocasião do primeiro tempo: Lewandwoski, na cara de Keylor Navas, permite a defesa do costa-riquenho; a bola sobe muito e, depois de uma dividida, sobra para James rematar por cima, quando estava perto da linha de golo. Que perdida do colombiano!

Antes do intervalo, Cristiano Ronaldo apareceu e rematou para uma defesa apertada de Ulreich, depois de uma boa jogada individual. Já nos descontos do primeiro tempo, ficaram pedidos de penalti dos alemães por mão de Marcelo na área.

A segunda parte não podia começar melhor para a equipa madrilena. Com apenas vinte segundos jogados, Ulreich comete uma fífia de todo o tamanho ao abordar um atraso de Tolisso: não foi lá com as mãos nem com os pés, deixou a bola passar e, inerente a isso tudo, Benzema limitou-se a encostar para o bis.

Benzema fez de Ronaldo e foi decisivo
Fonte: Uefa

A montanha que os bávaros tinham para escalar estava cada vez mais íngreme e Alaba tentou o empate, mas Navas fez uma grande estirada. No outro lado e em apenas dois minutos, Cristiano Ronaldo desperdiçou duas enormes ocasiões para faturar: primeiro, ao chegar atrasado a um cruzamento rasteiro de Asensio e, no minuto seguinte, rematou por cima quando estava isolado, após novo grande cruzamento de Marcelo.

O jogo estava mais partido, com maior domínio dos hexacampeões alemães, mas sem o Real tirar os olhos da baliza adversária. Foi nesta fase que o Bayern relançou a eliminatória, com um golo de James, à segunda tentativa, depois de um remate contra um defesa.

Sempre que o Bayern chegava ao último terço era um “ai Jesus” na defensiva merengue, que só era tranquilizada pela segurança de Keylor Navas. Aos 73 minutos, o guardião fez novamente uma enorme defesa, desta feita a um remate picado de Tolisso.

Até final e já com mais coração do que com cabeça, a equipa de Munique tentou o golo que lhe valeria a final, mas esbarrou sempre na parede costa-riquenha.

O que fica para a história é o apuramento do Real Madrid, mas a verdade é que o Bayern foi quase sempre superior em toda a eliminatória. A exibição personalizada num dos campos mais difíceis do mundo merecia mais, mas os erros individuais cometidos voltaram a ser fatais. O Real volta a uma final, mas com dois apuramentos muito tremidos que lançam a imprevisibilidade quanto ao vencedor final.

Perdidos no tempo: Carlos Alberto

Na rubrica “Perdidos no Tempo” desta semana falamos sobre um jogador que terá sido, porventura, um dos mais talentosos a chegar ao Dragão no presente século. Falo de Carlos Alberto. Um menino que chegou em janeiro de 2004 ao FC Porto, fez história e desapareceu.

A generalidade dos portistas lembrar-se-á deste pedido expresso de José Mourinho a Pinto da Costa para o ataque final à Liga dos Campeões desse ano. “Feijão”, como é conhecido no mundo do futebol, aterrou no Porto vindo do Fluminense FC onde se havia tornado profissional em 2001 e que, após 22 golos em 43 jogos, aguçou o apetite do Velho Continente.

Foi nesses meses sob o comando de Mourinho que Carlos Alberto mostrou todo o potencial que lhe era reconhecido, tendo inclusive sido chamado à Seleção Nacional A do Brasil. Atuava em qualquer posição do meio campo ofensivo e era um fantasista. Impressionava pela técnica e capacidade de drible. Velocíssimo a conduzir a bola, era, igualmente, primoroso no capítulo do passe. Era, ainda, dono de um excelente e fácil remate. Ainda hoje, Mourinho recorda Carlos Alberto como um dos mais brilhantes e cintilantes diamantes em bruto que lhe passou pelas mãos e alguém em quem o atual treinador do Manchester United chegou a acreditar, um dia, poder vir a tornar-se no melhor jogador do planeta. O problema estava na cabeça. Mas já lá vamos.

Coroou esses tais meses de enorme qualidade com o fantástico golo inaugural da final de Gelsenkirchen frente ao AS Mónaco (3-0 foi o resultado final) e fechou a temporada como um dos jovens mais prometedores a atuar na Europa.

Carlos Alberto ajudou o FC Porto a vencer a segunda Liga dos Campeões da sua história em Maio de 2004
Fonte: FC Porto

No verão de 2004, José Mourinho deixou o FC Porto para assinar pelos londrinos do Chelsea FC e a carreira (que estava apenas a começar) do (na altura) jovem brasileiro entrou em declínio. Em boa verdade, depois disso, pouco ou nada resta para contar sobre os méritos do jogador. Depois de uma temporada (2004/2005) que só não se pode apelidar de catastrófica para o clube e para o jogador porque venceu a Taça Intercontinental em Yokohama frente aos colombianos do CD Once Caldas, Carlos Alberto decidiu voltar ao Brasil para jogar no SC Corinthians. A partir daí são, pode dizer-se, mais conhecidos os escândalos fora do relvado do que golos e boas exibições dentro de campo. Voltou a tentar, sem sucesso, a sorte na Europa (entre 2007 e 2009) ao serviço do SV Werder Bremen da Alemanha e retornou, de novo, ao seu país de origem onde só voltou a ter algum destaque nas três épocas a jogar com a camisola do CR Vasco da Gama (2010-2013). Seguiram-se passagens fugazes e infelizes por Grémio FBPA, EC Bahia, Goiás EC, Botafogo FR, Figueirense FC e Atlético-PR. Encontra-se, atualmente, e a caminho dos 34 anos de idade, sem clube.

Fica para a história do FC Porto com um dos heróis de 2004 e será sempre recordado como um dos brasileiros com maior potencial da sua geração. Diz o próprio que, infelizmente, José Mourinho foi o único treinador que conseguiu puxar por ele e afastá-lo de alguns vícios boémios que o impediram de atingir o estrelato.

Fonte de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira