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O regresso de um FC Porto à Porto!

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Com o título à distância de um ponto, os dias no Dragão vão sendo de expectativa. Falta uma final, em casa, e todos anseiam que esse jogo devolva à equipa o estatuto de Campeão Nacional. Apesar de ainda nada ser certo no que às contas diz respeito, é certo que este FC Porto tem habituado os adeptos a não ceder nos momentos-chave.

Sérgio Conceição chegou ao Porto com a missão de devolver ao plantel os títulos. Depois de quatro anos a ver o principal rival festejar, era tempo de alterar o rumo dos acontecimentos e devolver o espírito azul e branco ao campeonato. E o trabalho não se adivinhava fácil, sobretudo não havendo a possibilidade de contratar reforços. A primeira missão foi devolver o ânimo aos emprestados que regressaram e, logo depois, convencer os adeptos de que esse seria um caminho de sucesso.

E poucos jogos após o início da época, já estavam as duas partes convencidas! Sérgio Conceição teve o toque de mágico quando mais era preciso, soube devolver a alma de dragão aos jogadores e a união e a crença aos adeptos. E soube fazer do FC Porto, o FC Porto dos momentos decisivos.

Os erros cometidos em Paços de Ferreira e Belém deixaram por terra a margem que a equipa levava na frente e permitiram que o SL Benfica assumisse o primeiro lugar da tabela. Era imperial uma resposta “à Porto” e a deslocação à Luz iria servir para isso mesmo. Já sem Kelvin, esperava-se um momento como o do célebre minuto 92. Sem falhas. E foi o que aconteceu. Com Marega disponível, o novo “motor” do ataque portista, a imagem passada era a de procura do golo, ao longo de todo o período de jogo. E já perto do final, a persistência foi premiada, numa altura em que tanto do banco como das bancadas ainda vinha o espírito de crença e incentivo.

A lotação esgotada no Dragão para o jogo deste Domingo reforça a confiança dos adeptos na equipa
Fonte: FC Porto

E na verdade, este FC Porto já havia dado mostras de ser capaz de ultrapassar momentos menos positivos. Numa das deslocações mais difíceis da época, precisamente frente à equipa que este Domingo se desloca ao Dragão, o CD Feirense, as palavras de Brahimi a Fábio Veríssimo, árbitro da partida, serviram de mote para uma batalha “contra tudo e contra todos”: “Nós vamos ganhar!”, repetiu o argelino e, naquele momento, todos acreditaram que assim seria.

A capacidade de dar as respostas certas nos momentos decisivos voltou a revelar-se no passado fim-de-semana, na Madeira, com mais uma vitória perto do final mas que permitiu aproveitar o deslize do SL Benfica e ficar mais perto do título. Talvez no ano passado esse tenha sido um dos ingredientes em falta. A recordação da recepção ao Vitória de Setúbal na recta final da época anterior, em que havia via verde para ultrapassar os encarnados e chegar à Luz na frente, não deixará por certo a memória dos adeptos. Num jogo em que a vitória se impunha depois da perda de pontos do rival em Paços de Ferreira, e quando isso se traduzia na passagem para o primeiro lugar, a equipa não foi capaz de gerir a ansiedade e cedeu. Cedeu ali, voltou a ceder na Luz, e confirmou um tetra que podia não o ter sido.

A um ponto do título, em seis possíveis, já ninguém acredita que o desfecho seja de outra cor que não de azul e branco. E apesar de a confirmação poder chegar sábado, ainda antes de entrar em campo, todos acreditam que a verdadeira festa se fará em casa, perante um estádio esgotado. Por estes dias, todos acreditam que este FC Porto vai continuar a ser FC Porto e vencer!

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Silêncio que se vai jogar o Dérbi

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Estamos em semana de dérbi, e encontramo-nos numa posição que não esperaríamos há duas ou três semanas. Ainda assim, não é a posição ideal que todos os sportinguistas ansiariam.

Não sendo a situação ideal, estamos no limiar do menos mal. Ou seja, o segundo lugar ainda é, em termos financeiros, quase tão vantajoso como o primeiro, apesar de faltar esse “quase” difícil. Para podermos chegar a esse “quase” temos de ganhar o próximo jogo (sim, ganhar. Porque ficamos com vantagem sobre um rival directo e temos menos pressão para o último jogo em campo muito difícil.), sem pensar em gestão de esforço ou tentar controlar o jogo.

Com os prémios que a Champions League disponibiliza, quem participa ficará com uma grande vantagem competitiva
Fonte: UEFA

É que o facto de se tentar controlar um jogo contra uma equipa que sempre tem a “sorte” de uma qualquer bola caída do céu, nem que seja no último minuto (e estou a falar em anos que eles foram campeões), sendo a nossa o cúmulo da Lei de Murphy, terá tudo para correr mal. E quando digo isto, quero também expandir para o pré-jogo, ou seja, o discurso antes do jogo.

Em outros anos, muito do que se falou (e se fez, mas deixemos isso para os tribunais) influenciou bastante o desenrolar dos jogos e campeonatos. É que ninguém me tira da cabeça que se Jorge Jesus não tivesse caído no engodo de se ir valorizar para as conferencias de imprensa, colocando em causa a qualidade de um outro “condutor” de homens, e dos conduzidos, o Ferrari não teria passado da primeira curva. Hoje, talvez, o actual campeão de “poles” (pelo menos nos últimos dois anos) não tivesse passado de um condutor de Fórmula 3.

Cápsula Lusitana: O mágico “Figas”

Chegou ao Santa Clara como um “desconhecido” para os açorianos, mas acabou por deixar muitas saudades a sua saída do clube. Paulo Figueiredo ou “Figas”, apelidado carinhosamente pelos adeptos do Santa clara, foi um dos melhores jogadores da história do clube açoriano, e é figura de proa desta Cápsula Lusitana.

Quem é?

Paulo José Lopes Figueiredo nasceu a 28 de novembro de 1972 em Angola, quando esta ainda era colónia portuguesa. Iniciou a sua carreira no mundo do futebol em 1991, em Portugal, n’Os Belenenses, acabando por ser emprestado sucessivamente a equipas como: União de Tomar, CD Aves e Elvas. Quando se pensava que o médio iria finalmente ter destaque nos azuis do Restelo, Figueiredo foi para os Açores e por lá ficou durante oito temporadas, ao serviço do Santa Clara, onde até hoje é lembrado como uma das maiores figuras da história do clube.

Acabou por sair do clube quando nada o fazia prever, passando ainda por clubes como os Dragões Sandinenses e antes de passar para uma carreira além-fronteiras jogou no Varzim. Longe de terras portuguesas jogou na Suécia em Osters IF e na Roménia no Ceahiäul. Durante o ano de 2008 passa por CD Olivais e Moscavide e nesse mesmo ano, na época de 2008-2009, volta a Angola e joga no Recreativo de Libolo, onde finda a sua carreira.

No passado dia 23 de Abril, Figueiredo foi homenageado pelo CD Santa Clara. Mostrando, assim, o quão marcado ficou na vida dos açorianos Fonte: CD Santa Clara

Figueiredo era o típico “10”, baixo centro de gravidade, qualidade técnica, capacidade de acelerar com dois ou três toques, com uma meia distância assinalável e com uma capacidade inquestionável de colocar a bola onde mais ninguém conseguia colocar. Ficou marcado, essencialmente, pelas temporadas ao serviço do Santa Clara. Subiu com o clube dos Açores desde a II “B” até à Primeira Liga. Figueiredo é um caso paradigmático. Tivesse nascido dez anos mais tarde e estaríamos a falar de um jogador mais titulado e com passagens por clubes ainda mais relevantes. Apesar disso, até hoje, Figueiredo continua a ser recordado carinhosamente pelos açorianos, onde deixou um verdadeiro legado.

Higgins bate Trump em jogo de loucos. Ding também caiu nos Quartos

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Mais uma eliminatória concluída e estão definidas as Meias-de-Final do Campeonato do Mundo de Snooker, que se iniciam já esta Quinta-Feira.

Ali Carter vinha motivadíssimo dos Oitavos-de-Final, onde eliminou Ronnie O’Sullivan com todo o mérito. Depois do Rocket, Carter tinha pela frente outro dos membros da classe de luxo que iniciou a sua carreira em 1992, Mark Williams. O galês tinha deixado para trás Robert Milkins e Jimmy Robertson nas eliminatórias anteriores e entrava neste jogo com esperança de voltar às Meias-de-Final do Campeonato do Mundo. Williams já tinha atingido essa fase em cinco ocasiões, tendo a primeira sido em 1998 (há 20 anos!) e a última em 2011.

Mark Williams fez pela vida e começou o encontro logo com uma entrada de 135 pontos, adiantando-se no marcador. O encontro entrou numa toada de muito equilíbrio, com os frames a serem divididos de forma semelhante entre Carter e Williams, até ao momento em que o resultado era 8-7 a favor de Williams. Nesta fase, o galês que já foi campeão do mundo em duas ocasiões (2000 e 2003) conseguiu vencer três frames consecutivos e, com o resultado em 11-7, encostou Ali Carter às cordas. Carter ainda conseguiu reduzir para 11-8, mas Williams acabaria por vencer o encontro por 13-8 e apurar-se assim para as Meias-de-Final da competição sete anos depois.

Mark Williams apurou-se para as Meias-de-Final depois de eliminar Ali Carter
Fonte: World Snooker

Ali Carter não escondeu o descontentamento pela eliminação, mas recordou que foi infeliz no sorteio: “apanhei um campeão do Mundo na primeira ronda (Graeme Dott, 2006), outro na segunda ronda (Ronnie O’Sullivan, campeão em 2001, 2004, 2008, 2012 e 2013) e mais outro agora nos quartos (Williams em 2000 e 2003)”.

Já Mark Williams mostrou-se satisfeito e confiante para o que resta do torneio, afirmando que “é muito bom, sete anos depois, voltar a umas meias-finais. Estou nas nuvens, e faltam dois jogos. Estranhamente, sinto-me confiante e relaxado. Isto está bom para continuar. Parece que estou nos meus bons velhos tempos malta, já não me sentia assim há muito tempo”.

O nada gracioso envelhecimento de Melo

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No verão de 2017, Sam Presti conseguiu o impensável, juntando dois all-stars ao MVP, oferecendo um rookie, um extremo que desiludia desde a chegada à NBA, um poste que se lesionou a partir uma cadeira e um atirador que só o é uma vez por mês. Em 2018, muitos dirão que Presti, o general manager dos Thunder, fez asneira com dois dos piores negócios de sempre da liga. O principal é o contrato de Carmelo Anthony neste verão.

A turma de OKC teve um ano para esquecer. Demasiados altos e baixos, uma chegada aos playoffs em cima da linha e uma eliminação relativamente fácil às mãos de um rookie (e que rookie…) e de uma equipa que no verão havia perdido a sua grande estrela. Westbrook foi o que é habitualmente: intenso, impulsivo e espetacular. Paul George começou como Playoff P, com uma grande exibição no jogo 1, mas tirando um ou outro jogo, esteve abaixo do seu potencial. Só Carmelo Anthony foi absolutamente consistente. Uma consistência baseada em maus lançamentos, defesa passiva e uma incapacidade para se conectar com qualquer dos seus colegas nunca antes vista.

Para quem só acompanhou a carreira de Melo nos últimos anos, os problemas que o extremo tem tido não serão grande surpresa. Mas a carreira de Anthony não se resume a este ano em Oklahoma ou aos anos passados numa medíocre equipa dos Knicks. Carmelo venceu o título da NCAA e foi o melhor jogador do torneio, foi escolhido em terceiro lugar num dos melhores drafts da história (à frente de Bosh e Wade), fez excelentes temporadas em Denver, é o basquetebolista com mais medalhas de ouro de sempre em Jogos Olímpicos e o atleta com mais jogos, ressaltos e pontos pela seleção americana.

Porém, nada disso interessa neste momento. Aos 33 anos e já longe do seu auge, Anthony vai tentando sobreviver na NBA com um jogo desenquadrado daquilo que é feito atualmente, enquanto se recusa a ver que não é a estrela que foi no passado.

A experiência do Big 3 de OKC não correu nada bem
Fonte: OKC Thunder

Nas entrevistas de final de temporada, Carmelo esteve perto de “explodir” com as perguntas dos jornalistas. Anthony afirmou que está fora de questão começar os jogos no banco, liderando a segunda linha dos Thunder. Mas, na verdade, é isso mesmo que Melo devia fazer. O tipo de jogo do número não coincide em nada com o ritmo rápido de Westbrook, que será sempre a opção número um da equipa.

O extremo não consegue andar a correr como um maluco e lançar triplos após passe para contribuir para o triplo-duplo habitual de Russell. Uma função de “estrela vinda do banco”, com bola na mão e tempo para controlar com outros jogadores menos capazes tecnicamente e mais agressivos seria algo que só ajudaria Anthony, mas este não parece para aí virado.

E assim, os Thunder e Sam Presti em particular, terão um verão complicado. Os Thunder desiludiram. Os jogadores usados nas trocas, com Victor Oladipo à cabeça, melhoraram o seu jogo nas novas equipas, enquanto que Paul George parece cada vez mais uma peça emprestada por um ano, pronto a rumar a L.A. e Carmelo Anthony se prepara para receber 28 milhões de dólares.

Basta exercer essa opção no seu contrato. E tendo em conta que nenhuma outra equipa oferecerá tanto a Melo, a melhor decisão para o extremo será mesmo receber todos aqueles dólares. Desportivamente, poderá não ser uma excelente decisão para Anthony, mas nesta altura da sua carreira, onde é que o seu estilo de jogo encaixa mesmo?

Foto de Capa: OKC Thunder

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Os emails não revelados: GD Chaves exige indemnização de Hugo Miguel

Caro Presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol

É com enorme tristeza, revolta e incredibilidade que lhe escrevo estas linhas que lhe prometo serem breves.

Na verdade, não irei descrever nada que não tenha já sido visto por todos, excepto pelo senhor Hugo Miguel, que prejudicou miseravelmente a verdade desportiva do nosso Campeonato Nacional e em especial este histórico clube do futebol português que é o GD Chaves.

Para quando um verdadeiro murro na mesa? Mas não um murro que levante duas folhas. Tem de ser um murro que deite abaixo todos aqueles que andam a matar o nosso futebol, que andam a matar a paixão e a beleza que a cada semana diminui nos corações dos adeptos.

Não há vergonha de defraudar um ano de investimento e de expectativas de uma direção, adeptos e simpatizantes que fazem o esforço semanalmente de estarem presentes a apoiar e a sofrer pelo seu clube do coração? Quando é que as instâncias responsáveis, como vocês são – ou se calhar não, percebem que uma arbitragem como a do passado Domingo significa tão somente a barreira entre um clube que recebe uma receita realmente significativa ou uma receita que obrigará a medidas que não estavam planeadas e que não seriam tomadas se a verdade desportiva tivesse sido respeita?

O que seria deste pais futebolístico, se tivessem feito a um dos apelidados “3 Grandes”, o que nos fizeram a nós?

Quem são vocês afinal? Queixavam-se que não podiam ser alvo de crítica porque não eram profissionais. Depois porque havia muito barulho em vosso redor. Depois porque não tinham tecnologias. E agora? De que se queixam?

O jogo de toda a polémica: Rio Ave FC 2-1 GD Chaves
Fonte: Rio Ave FC

Quero, ou melhor, exijo que esse senhor se dirija imediatamente a um de muitos institutos ópticos espalhados por este país. Se o dinheiro que ele recebe por 90 miseráveis minutos não forem suficientes, diga-lhe para ele meter a factura no nosso contribuinte, que eu próprio lhe faço esse pagamento. Ou melhor, eu vou é emitir uma factura no nome desse senhor e depois desconto-lhe esse valor. Deixe-me só que se faça uma estimativa do valor que esse senhor nos “retirou” – tal como não disse o Platiny, para depois lhe enviar a factura. Ou devo enviá-la para vós?

Será que devíamos apresentar queixa na polícia? Seria eventualmente o que faria mais sentido: “Vimos pelo presente solicitar que seja por vós aberto um processo de contra ordenação a Hugo Filipe Ferreira de Campos Moreira Miguel,  árbitro de Categoria 1 da Associação de Futebol de Lisboa, solicitando que seja ressarcido  a cada um dos mais de 5 mil sócios do GD Chaves o valor que realmente seja representativo dos danos morais causados a cada um deles pelo senhor supra mencionado. Mais: solicitamos também que seja entregue a cada um dos mais de 40 mil moradores da cidade de Chaves um valor simbólico por desrespeito à cidade que amam. E por fim uma entrega nunca menor que 235 mil euros ao nosso clube, valor representativo da entrada na pré-eliminatória da Liga Europa na presente época (2017/2018), a que com certeza teríamos acesso, não fosse o senhor e as suas decisões que preferimos não continuar a apelidar.

Para terminar, esperemos sinceramente que estas linhas não caiam em saco roto” e que a expressão já usada por outros de “vassourada”, seja uma realidade nesta cada vez mais nojenta fruteira onde estão aglomeradas peças de fruta muito bonitinhas por fora e a caírem de podres por dentro.

Uma última ressalva. Será que esse senhor se recorda do que havia dito há uns tempos atrás quando andou a brincar nas redes sociais? Eu não me esqueci! Dizia que às vezes se esquecia que, aos olhos dos demais, não era gente, mas somente um árbitro. Que lamentava desiludir-nos por as suas palavras nada terem a ver com futebol e assim terminar com as eventuais teorias da conspiração. Dizia ainda e passo a citar: “… porque nesse assunto estou de férias. Agora por favor deixem-me seguir com a minha vida, pode ser? Obrigado.”

Meu caro senhor: que está de férias muitas vezes é uma certeza que eu tenho. Que esteve de férias no passado Domingo também não duvido. Quanto ao resto, deixo-lhe este repto: quem lamenta ser desiludido por senhores como você somos nós. Que enquanto gente você é um árbitro medíocre também não restam dúvidas. Que para não serem criadas teorias da conspiração você devia dar-se ao respeito e os seus actos e decisões deveriam ser bem mais cuidadas e verdadeiras ninguém questiona. E quem pede para seguir a sua vida, sem a interferência de “gente” como você, somos nós.

Ninguém nos derruba!

A direccção deste enorme clube que é o GD Chaves

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

artigo revisto por: Ana Ferreira

Diamond League 2018: O caminho para Doha 2019 começa em…Doha!

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Uma verdadeira constelação de estrelas irá marcar presença no primeiro meeting da Diamond League edição 2018. Doha, a capital do Qatar, que em 2019 irá receber os Mundiais, recebe aqui o primeiro meeting de uma temporada em que vencer as finais da Diamond League (finais de Agosto em Zurique e Bruxelas) dará qualificação direta para os Mundiais do ano que vem. Para estar nessas finais é preciso obter a qualificação primeiro e os pontos começam a ser somados desde o primeiro meeting.

Para quem anda menos atento, convém explicar o novo formato da competição, que se estreou no ano passado com sucesso imediato. A Diamond League tem agora 12 meetings que servem de qualificação para as finais. Durante esses 12 meetings, os atletas recebem pontos por cada posição, com oito pontos a serem atribuídos ao primeiro classificado de cada meeting e um ponto ao oitavo. Muito simples, sem demasiados rodeios, no final dos 12 meetings são escolhidos os oito atletas que mais pontuaram nos diferentes meetings e estes marcarão presença na final.

Por indisponibilidade de um dos apurados, a vaga ficará com o atleta melhor classificado a seguir, portanto o nono com mais pontos e assim sucessivamente. As finais, essas decorrerão em dois dias consecutivos no final de Agosto (30 e 31), em Zurique e Bruxelas. Metade das disciplinas terá a sua final na Suíça e a outra metade na Bélgica. Claro que isto levanta problemas de agenda e indisponibilidade de atletas que compitam em mais do que um evento, mas isso é assunto para outro dia e que a IAAF deve rever rapidamente.

Falando em prémios monetários, o vencedor de cada meeting recebe 10.000 USD pela vitória, sendo que o valor decresce conforme a classificação final. Ainda a somar existem os valores pagos pela participação no evento que normalmente não são conhecidos e negociados individualmente. Já na final da Diamond League, o vencedor recebe o “troféu diamante” e 50.000 USD, o 2º classificado 20.000 USD e o terceiro 10.000 USD.

O Troféu Diamante
Fonte: Diamond League

Em ano antes de Mundiais existe ainda um atrativo extra e que para alguns é o verdadeiro troféu: a vitória nas finais garante qualificação direta nesse evento para os Mundiais do ano seguinte!

Este ano não existindo um evento global ao ar livre (Mundiais/Olímpicos), a competição será o ponto alto para muitos dos atletas de elite e os elencos já anunciados deixam antever 14 meetings de luxo!

Domínio japonês e primeira vitória coreana

A terceira ronda do Campeonato de Portugal de Ralis foi a Mortágua. E pela primeira vez tivemos o segundo vencedor diferente e o terceiro carro a ganhar este ano. Armindo Araújo voltou às vitórias no CPR, com o Hyundai i20 R5. Após duas rondas completamente dominadas por Ricardo Moura, o açoriano decidiu não continuar a sua campanha no CPR.

A terceira ronda do campeonato também atraiu pilotos do WRC2, pois o rali de Portugal está aí a chegar (17 a 20 de maio). A Toyota Gazoo Racing Rally Challenge Program trouxe dois japoneses, em dois Ford Fiesta R5.

Mas o primeiro dia começou com a vitória de Miguel Barbosa, em Skoda Fabia R5, nas duas primeiras especiais. Mas uma penalização após dar uma volta a mais na rotunda acabou por condicionar a sua prestação final. A última especial do dia 27 de abril foi ganha por Ricardo Teodósio, que cada vez mais se sente habituado ao seu Skoda Fabia R5.

Hiroki Arai esteve mais uma vez presente numa prova do CPR em preparação para o Rali de Portugal
Fonte: Bola na Rede

O segundo e último dia de rali foi totalmente dominado pelo homem do programa jovem da Toyota. Hiroki Arai, filho da lenda da Subaru, Toshi Arai, dominou por completo com cinco vitórias em dez especiais. O outro piloto japonês, Katsuta Takamoto, não teve um ritmo tão impressionante, porém acabou por conseguir o lugar mais baixo do pódio da classificação geral.

Nas contas do CPR, quem começou bem o segundo dia foi o atual campeão, Carlos Vieira, com o outro Hyundai i20 R5. Vieira era seguido de perto por Pedro Meireles, que se encontrava a cerca de 6 segundos. Novidade para Pedro Meireles, que em Mortágua contou com um novo Skoda Fabia R5 e uma nova equipa, a Racing 4 You.

Armindo Araújo furou na primeira especial do dia, acabando por descer algumas posições, mas resolvido o problema, Armindo conseguiu uma recuperação magnífica. Já, José Pedro Fontes, que faz o último rali com o Citroen DS3 R5, teve um rali para esquecer.

AS Roma 4-2 Liverpool FC: Reds rumam a Kiev

O AS Roma e o Liverpool FC defrontaram-se esta noite, no Estádio Olímpico de Roma, naquela que foi a segunda-mão das meias-finais da Liga dos Campeões. No primeiro confronto, os romanos consentiram uma pesada derrota, 5-2, que só não se revelou fatal pelos golos marcados já na reta final do jogo.

Di Francesco procedeu a várias alterações no onze e mudou mesmo o sistema tático, abdicando da presença de três centrais e juntando Schick a Dzeko no ataque romano. Por outro lado, Jurgen Klopp lançou a sua equipa nos moldes habituais, jogando em 4-3-3 com apenas uma alteração em comparação com o 11 inicial da primeira mão, substituindo Chamberlain, que enfrenta uma grave lesão, por Wijnaldum.

Mesmo estando na memória o milagre diante o Barcelona, no qual recuperou de uma vantagem de três golos, chegar à final adivinhava-se extremamente para o conjunto romano, não só pela desvantagem no marcador, mas também pelo facto de do outro lado estar um Liverpool com uma defesa sólida e um movimento ofensivo simplesmente assustador dada a velocidade e qualidade dos seus executantes.

Sabendo a necessidade da Roma em marcar golos e conhecendo esta equipa do Liverpool seria expectável haver golos logo no primeiro tempo, o que acabou mesmo por se verificar. O primeiro a fazer agitar as redes foi Sadio Mané que após um tremendo sprint de 30 metros recebeu um belo passe de Firmino e bateu Alisson, numa jogada em que Nainggolan não pode ficar isento de culpas pelo péssimo passe que executou. A Roma via a sua missão ainda mais complicada e apesar de não ter criado grandes oportunidades, chegou ao empate ao beneficiar de um lance caricato protagonizado pela defesa dos reds dentro da sua área defensiva com Lovren a aliviar contra Milner que acabou por fazer autogolo. O Liverpool que se sempre teve o controlo do jogo reagiu bem ao golo sofrido e conseguiu voltar à vantagem aos 26 minutos por intermédio de Wijnaldum, que correspondeu com eficácia a um desvio após canto.

A última metade da primeira parte foi mais temperada com os ritmos de ambas as equipas a baixarem, onde o único motivo de destaque foi um remate de El Shaarawy ao poste esquerdo da baliza dos ingleses.

No regresso dos balneários, a equipa da Roma sabia que tinha de dar tudo para marcar o máximo possível de golos tanto para tentar o milagre e passar à final como, para numa ambição mais realista, vender cara a derrota e cair de pé. Contra esta atitude esteve um Liverpool que procurou assumir um papel de contenção e gestão sem nunca perder o controlo da eliminatória, o que não se verificou ao longo de toda a segunda parte porque a equipa da Roma colecionou algumas oportunidades de perigo, que se concretizadas poderiam ter mesmo relançado a eliminatória. O conjunto italiano chegou ao empate, logo aos 52 minutos, com um golo apontado por Edin Dzeko mas falhou algumas chances de golo e o 3-2 surgiu apenas aos 85 minutos com um grande remate de Nainggolan , sendo por isso tarde demais para se poder assistir a mais um feito histórico no Olímpico de Roma. Aos 93 minutos, o belga bisou na partida ao converter de forma eximia uma grande penalidade, fixando assim o resultado em 4-2, perfazendo o agregado da eliminatória em 7-6 favorável ao Liverpool.

Este último golo deixa bem presente a ideia de que a falta de eficácia pode ter condenado a equipa de Di Francesco, que mesmo assim demonstrou caráter e acabou por “cair de pé”.

Teria de ser uma noite de sonho com um jogo perfeito para a Roma seguir em frente, mas os italianos cometeram erros defensivos que se revelaram fatais. O Liverpool carimba passaporte rumo a Kiev e marcará presença na final Liga dos Campeões, 11 anos após a última vez.

Foto de capa: UEFA

O sonho acabou quando o Benfica decidiu vir limpar o quarto

A esperança não foi a última a morrer, e isto não acaba só quando a senhora gorda cantar. Uma reta final horrível, deixa-nos no limbo entre a Liga Milionária, e a Liga dos outros. Mas para muitos já foi o fim.

Perder com o Tondela foi perder o campeonato (que já parecia impossível). Mas mais que isso, perder com o Tondela significa que o nosso próximo jogo, com o rival da segunda circular, é o jogo que define se saímos daqui com dignidade, de cabeça levantada, e com possibilidade de fazer uns trocos a mais na próxima época.

Ora ir a Alvalade jogar um jogo que nos curará (mas pouco) a mágoa que foi não ter conquistado o penta, faz-me lembrar um pouco aquela expressão que nós estávamos muito acostumados a mandar para o ar, para o nosso amigo sportinguista: “ O teu campeonato é ganhar na Luz”.

O nosso próximo jogo, com o rival da segunda circular, define se saímos daqui com dignidade Fonte: SL Benfica

Neste caso o nosso campeonato será, depois de dois míseros desaires, este jogo, uma vez que põe em causa tudo o que será a nova época. Isto de ter que fazer contas para ir à Europa faz-me sentir o menino pobre que não pode ter as coisas que os meninos ricos podem.

Afinal depois de quatro anos em que esbanjávamos e tomávamos por garantida a Liga dos Campeões, o campeonato, e uma ou outra taça, imaginem como seria, perder numa semana os dois mais importantes.

Esta época seria quase como acordar depois de um fim de semana em Las Vegas e perceber que todo o nosso dinheiro foi à vida. Não temos carteira, não temos bilhetes de volta, temos a roupa com que desmaiámos e não sabemos dos nossos amigos.  Digo quase porque nunca tive a sorte de passar por isso, mas imagino que seja muito assim. Só nunca pensei que a empregada que nos encontra no chão do quarto de hotel, e nos faz realizar que perdemos tudo, neste caso, fosse o próprio Benfica.

Not cool.

Foto de Capa: CD Tondela