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Os 5 jogadores de “pedra e cal” para Jorge Jesus

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Todos os treinadores têm obviamente o seu “onze tipo” de eleição, e o técnico leonino não foge à regra. No decorrer da presente temporada, e tendo em conta o número de jogos que a equipa verde e branca realizou nas várias competições onde esteve envolvida, era de esperar que isso resultasse em problemas físicos. Através de dados estatísticos (minutos jogados por cada jogador) é possível referir os cinco jogadores chave para o “mister” Jorge Jesus. De realçar que a ordem apresentada está relacionada com o tempo de jogo dos jogadores em questão.

OC Barcelos 2-3 CE Lleida: Jordi Creus oferece Taça CERS ao Lleida

Numa tarde que poderia ser histórica para o hóquei em patins português, o Barcelos ainda chegou a estar a vencer por dois golos, mas o Lleida, equipa organizadora da final-four, empurrada pelo seu público, conseguiu igualar a partida e após um prolongamento sem golos, Jordi Creus, na última grande penalidade antes da fase de morte subida, garantiu a vitória do conjunto espanhol.

O Lleida começou bem e logo nos primeiros momentos, através de um livre-indireto, fez a bola embater nos dois postes da baliza defendida por Ricardo Silva. Com mais experiência neste tipo de situações, o Barcelos, quando em posse, procurava fazer circular o esférico e reduzir o andamento espanhol.

Perto da marca dos cinco minutos, um erro da equipa espanhola deixou João Almeida isolado, mas a sua tentativa de visar a baliza esbarrou no poste. Pouco depois, o Lleida esteve perto de abrir o ativo, mas Ricardo Silva impediu o golo. A partida estava intensa e os lances de perigo junto de ambas as balizas eram vários. Contudo, o marcador permanecia a zeros.

Após alguns minutos de grande dinâmica, o Óquei, em situação de ataque, fazia a bola rodar na tentativa de procurar combinações que resultassem. Contudo, não estava a ser fácil entrar na defensiva espanhola. Por sua vez, o Lleida sentia o mesmo e só através de iniciativas individuais conseguia incomodar o guardião barcelense.

À entrada para os últimos dez minutos antes da pausa, surgiram duas grandes oportunidades de golo, uma para cada equipa, mas nem Jordi Creus ou João Almeida conseguiram fazer o primeiro golo da tarde. Porém, com cerca de oito minutos para se jogar e poucos segundos depois de entrar em pista, João Guimarães, da linha de meio campo, disparou um “míssil” que só parou no fundo das redes de Albert Mola. O Lleida respondeu e volvidos alguns minutos, Jordi Creus teve duas enormes chances para igualar o encontro, mas Ricardo Silva, com uma dupla intervenção, negou o golo do conjunto catalão.

Já com menos de cinco minutos para o intervalo, o Barcelos esteve perto de aumentar a vantagem, mas uma bola enrolada por Rúben Sousa saiu ao lado. De seguida, num lance de contra-ataque do Lleida, Roberto Di Benedetto stickou rasteiro, com Jordi Creus a aparecer ao segundo poste para a recarga, mas Ricardo Silva negou as pretensões do francês.

Chegado o intervalo, o Barcelos vencia o Lleida por 1-0, depois de uma primeira parte equilibrada, que começou de forma muito intensa e que com o desenrolar dos minutos foi acalmando, o que colocou dificuldades ao ataque de ambas as equipas que tinham pela frente defesas bem organizadas. Valeu a audácia de João Guimarães, conhecido por Joca no mundo do hóquei em patins, que momentos após entrar em rinque, stickou de longe e fez o único golo que registava à ida para os balneários.

Dário Giménez foi um dos principais jogadores da final e neste exato momento, festejava o golo do empate
Fonte: Roller Hockey Photos

A segunda metade começou com o Barcelos a ter a posse de bola durante bastante tempo, mas sem conseguir dispor de grandes chances de golo. Enquanto que o Lleida procurava criar perigo, sobretudo, em transições rápidas de forma a apanhar o Óquei em contrapé. Todavia, aos quatro minutos de jogo, os espanhóis beneficiaram de uma grande penalidade que Dario Giménez, a principal figura do conjunto organizador da final-four, não conseguiu aproveitar, stickando ao lado da baliza portuguesa.

Apesar de ter desperdiçado uma grande penalidade, o Lleida ganhou algum ímpeto, mas logo depois, cometeu a sua 10ª falta. Zé Pedro, chamado à conversão do livre-direto, bem tentou enganar o guarda-redes espanhol, mas Albert Mola, com a luva direita, impediu o segundo tento barcelense. Contudo, cerca de um minuto depois, João Almeida pegou no esférico, penetrou na defensiva do Lleida e com uma bela stickada cruzada, aumentou a vantagem do Barcelos para 2-0. Quase a seguir, o Óquei esteve perto de voltar a marcar, mas tanto o poste direto, como Albert Mola, impediram o avolumar o score.

Em cima da marca dos dez minutos do segundo tempo, Juanjo López cometeu uma grande penalidade. Andreu Tomàs, o capitão do Lleida, foi o escolhido para a conversão da grande penalidade e com uma stickada ao angulo superior esquerdo, relançou a final.

O Barcelos reagiu bem e através de uma stickada frontal de Zé Pedro esteve perto de voltar a marcar, mas a bola saiu ao lado. Contudo, a jogar em casa e a querar virar o marcador, o Lleida tentava impor velocidade em pista e ia avisando o Óquei.

A cerca de dez minutos para o final, Hugo Costa viu um cartão azul e “ofereceu” um livre-direto ao Lleida. Dario Giménez, que antes já havia falhado uma grande penalidade, fez uso da sua técnica individual e restabeleceu o empate. Passados dois minutos, surgiu a 10ª falta do Barcelos. Dário Giménez voltou à marca do livre-direto, mas não conseguiu colocar o Lleida em vantagem ao enrolar o esférico ao lado da baliza de Ricardo Silva.

O fim da partida estava cada vez mais próximo e o suspense ia aumentando. O Barcelos, mesmo conseguindo ter posse de bola, não estava a criar chances de golo, ao passo que o Lleida, também, não mostrava sinais de querer arriscar muito.

Já dentro do último minuto do tempo regulamentar, o Lleida ficou muito perto de marcar, mas Ricardo Silva parou uma stickada de Jordi Creus. No seguimento do lance, surgiu um contra-ataque para o Óquei, mas uma stickada de meia distancia de Juanjo López foi parada pela luva esquerda de Albert Mola.

Nos primeiros cinco minutos do prolongamento, foi o Lleida quem mais procurou a baliza adversária, mas não houve nenhuma alteração ao marcador.

A segunda parte do tempo extra voltou a demonstrar um Lleida melhor, enquanto que o Barcelos apenas conseguia criar perigo em situações de contra-ataque. Mais uma vez, ninguém conseguiu marcar e tudo ficou por definir nos penaltis.

Nas grandes penalidades houve um grande desacerto das duas equipas, mas no último penalti antes da morte súbita, o experiente Jordi Creus marcou e confirmou a conquista da Taça CERS pelos espanhóis do Lleida.

Vitória justa do Lleida, que foi a equipa com melhor prestação em rinque durante grande parte do jogo e que acabou por conseguir encontrar a felicidade na lotaria das grandes penalidades. Desta forma, o Barcelos não conseguiu fazer história, falhando a conquista da competição pelo terceiro ano seguido e, por sua vez, tornar-se na equipa com mais taças CERS no historial, mas voltou a levar o nome do hóquei em patins português bem alto numa competição europeia. Por outro lado, o Lleida fez inscreveu o seu lugar na história, ao vencer a Taça CERS pela primeira vez.

OC Barcelos

Cinco inicial: 1-Ricardo Silva (GR e CAP), 4-Zé Pedro, 6-João Almeida, 9-Hugo Costa e 66-Rúben Sousa

Jogaram ainda:3-Juanjo López,7-João Guimarães, 77-Marinho,

Banco: 29-André Almeida (GR) e 64-Afonso Lima

CE Lleida

Cinco inicial: 1-Albert Mola (GR), 3-Bruno Di Benedetto, 4-Joan Cañellas, 6-Dario Giménez e 9-Andreu Tomàs (CAP.)

Jogaram ainda: Lluís Tomás (GR), 14-Jordi Creus, 68-Roberto Di Benedetto, 75-César Candanedo,

Banco: 80-Desiderio Mataix

GP Azerbaijão: Volta 40 – o início do fim diabólico

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Se em 2017 tivemos um GP do Azerbaijão imensamente divertido e cheio de peripécias, 2018 reservou um GP ainda mais rico em termos de animação e imprevisibilidade.
Sebastian Vettel fez uma volta canhão e conquistou a sua 53.ª Pole Position da carreira, com Raikkonen a errar na última tentativa quando era mais rápido que o alemão, viria a partir da 6.ª posição. Hamilton partiu de 2.º e Bottas 3.º, com os dois Red Bull logo a seguir.

A corrida iniciou-se com Vettel a liderar e os dois Mercedes a perseguir. Raikkonen chocou com Ocon, mas o finlandês manteve-se em pista, ainda que tenha que ir à box para mudar a asa dianteira. Logo nas primeiras voltas, Alonso foi encurralado e sofreu um furo que o levou à box, simultaneamente, o sucedido com Sirotkin.

Sebastian Vettel liderava e conseguia afastar-se de Hamilton, o inglês sob pressão teimava em chegar à traseira do Ferrari e cometia sucessivos erros. Na única paragem para mudanças de pneus, Hamilton foi o primeiro dos da frente a parar, e Vettel logo a seguir, ficando Bottas em 1º.

Rapidamente os três primeiros ficaram isolados do resto do pelotão. Os Red Bull andaram entretidos com os Renault, que tinha pneus ultra soft, o que fez com que os austríacos perdessem o contacto com os lugares de pódio. De referir, que Verstappen e Ricciardo trocaram sucessivas vezes de posição entre eles, desde início da corrida.

Bottas era 1.º e o único que ainda não tinha efectuado a paragem na box. A vantagem que o finlandês tinha para Vettel era insuficiente, mas em relação a Hamilton era bastante satisfatória para sair e ficar à frente do inglês, sendo essa a estratégia montada.

Mas o melhor estava para vir. Decorria a volta 40, quando os dois pilotos da Red Bull protagonizaram o momento da corrida, ao colidirem entre eles no final da recta da meta.
Era o cenário perfeito para Bottas, aproveitar o safety car para ir à box e sair à frente de Vettel. E assim foi, com a nuance de que Vettel, Raikkonen e Hamilton também resolveram mudar de pneus (para ultra soft). Era a desforra de Bottas para Vettel depois do sucedido no GP da Austrália.

Grosjean ainda protagonizou um momento insólito, ao aquecer os pneus com safety car em pista, colidiu nos muros de Baku, o que atrasou o recomeço da corrida. Bottas liderava, Vettel 2.º, Hamilton 3.º e Raikkonen 4.º. Era o golpe de azar para Vettel que tinha a corrida controlada, e a cereja no topo do bolo para Bottas.

Um pódio inesperado
Fonte: F1

No recomeço da corrida e com apenas 4 voltas para o fim, Vettel ultrapassou Bottas mas travou tarde e queimou a travagem, o que fez com que de 1.º saltasse para 3.º, e assim ficavam os dois Mercedes na frente da corrida. O alemão da Ferrari apostou tudo na ultrapassagem mas exagerou no momento de travar, o estado dos pneus não ficou nas melhores condições e Perez ultrapassou o alemão.

Os dois Mercedes lideravam e Raikkonen era 3.º. Nunca um pedaço de fibra de carbono causou tantos danos. Bottas na recta da meta passou por cima e ficou com o pneu direito furado, o que viria a provocar o abandono. Era o culminar de uma corrida que era liderada e controlada por Vettel que de um momento para o outro passava da normalidade para o altamente inesperado.

Hamilton foi o vencedor escolhido pelas ocorrências de Baku, Vettel o mais azarado, Bottas provou do próprio veneno e a Red Bull ganhou asas para a autodestruição. Hamilton lidera o campeonato de pilotos e a Ferrari nos Construtores.

Foto de Capa: Essentially Sports

Melhor 11 do século em Portugal

Este é sempre um exercício dificílimo de se fazer, mas que é um sinal bastante positivo para o nosso futebol, pois significa que tivemos ao longo deste século um número elevado de grandes jogadores em várias posições que se destacaram a jogar em Portugal. Um onze bastante subjetivo e que aceito quem não concorde, pois como disse há vários jogadores que estiveram em níveis bastantes similares que podiam perfeitamente estar no lugar daqueles que eu escolhi para fazerem parte deste onze do século.

CP Voltregà 2-5 OC Barcelos: Óquei de Barcelos a caminho da história!

Na primeira meia-final da final-four da Taça CERS, que está a decorrer em Lleida, o Barcelos, atual bicampeão da competição, não sentiu o peso da responsabilidade e levou de vencido os espanhóis do Voltregà por 5-2, alcançado o jogo decisivo da prova pela terceira época consecutiva.

O encontro começou de forma intensa e jogados dois minutos, Rúben Sousa, com uma iniciativa individual, obrigou Blai Roca à primeira defesa da tarde. Pouco depois, uma stickada de meia distancia de Zé Pedro, também, foi travada pelo guardião espanhol. No seguimento do jogo corrido, Gerard Teixidó viu um cartão azul, possivelmente, devido a protestos. Zé Pedro, chamado à conversão do livre-direto, não falhou e após “deitar” Roca, enrolou o esférico para o fundo das redes.

A querer fazer história, o Barcelos entrou muito forte, tendo mais posse de bola e o golo de livre-direto confirmou o que se passava em rinque.

Em vantagem, o Óquei demonstrava estar bem, com uma circulação de bola convincente e segura, conseguido, por vezes, criar perigo junto à baliza espanhola. O Voltregà, a jogar ao bom estilo de “nuestros hermanos”, ia apostando em transições rápidas. Numa delas conseguiu mesmo dispor de uma situação de dois para zero, mas Ricardo Silva, com uma enorme intervenção, impediu a igualdade.

Disputados cerca de dois minutos e após mais um lance de perigo do Voltregà, devido a uma situação de contra-ataque, no seguimento do lance deu-se uma transição rápida do Barcelos e João Almeida, isolado perante Blai Roca, não falhou e fez o 2-0. De seguida, os espanhóis estiveram perto de marcar, mas Petxi Armengol não conseguiu bater Ricardo Silva.

O tempo ia passando, mas o encontro continuava intenso, com o Voltregà a demonstrar melhorias, mas com Ricardo Silva a responder a alto nível. O Barcelos ia avisando o terceiro golo e aos doze minutos de jogo, Juanjo López arriscou e ganhou uma grande penalidade. Rúben Sousa, com uma enorme oportunidade de avolumar o score, stickou a meia altura e apesar de Roca ainda ter tocado na “redondinha”, com a caneleira esquerda, a mesma só parou no fundo da baliza. Desta forma, o Óquei chegava aos 3-0. De seguida, com a partida parado, João Guimarães e Xavi Crespo viram um cartão azul.

A perder por três golos de diferença, passou a ser o Voltregà a assumir o jogo, mas não estava a ser tarefa fácil entrar na teia defensiva montada pelo Barcelos. O que levava os espanhóis a optar por stickadas de meia distancia, que pouco ou nenhum perigo criavam. Quando em posse, o conjunto de Paulo Pereira esticava o tempo de ataque e arriscava apenas em situações favoráveis.

Já a faltar menos de um minuto e meio para a pausa, o Voltregà chegou mesmo a introduzir a bola no interior da baliza do Barcelos, mas o lance foi anulado devido ao mesmo ter sido conseguido acima do limite de altura legal.

Terminada a primeira parte, o Barcelos vencia o Voltregà por 3-0. Um resultado algo inesperado, devido ao valor teórico de ambas as equipas, mas justificado pela eficácia defensiva e, também, ofensiva demonstrada pelo conjunto português. 

Foram vários os adeptos do Barcelos a viajar até Espanha e fizeram-se sentir no pavelló 11 de setembre
Fonte: CERS Rink Hockey

A segunda parte começou animada e, cedo, tanto o Barcelos como o Voltregà tiveram oportunidades para marcar. No entanto, Blai Roca e, sobretudo, Ricardo Silva impediram mudanças no marcador.

Jogados cerca de três minutos, o jogo foi interrompido após um lance onde o Barcelos pedia penalti, o que levou a algum sururu entre atletas das duas equipas. Armengol voltou a ser “protagonista”, no pior sentido do termo, e deveria ter visto algum cartão. Segundos depois de retomada a partida, Rúben Sousa teve uma grande chance para fazer o quarto, mas acabou por enrolar a bola ao lado da “porteria” de Roca. Pouco depois, foi a vez do Voltregà dispor de uma grande oportunidade de golo, mas Ricardo Silva voltou a levar a melhor.

A passar a melhor fase de toda a partida, o Voltregà carregava, mas o Óquei, com mais ou menos dificuldade, ia mantendo a sua baliza fechada a sete chaves.

Sem arriscar muito, o Barcelos, quando estava em situação de posse de bola, procurava esticar o tempo de ataque, na tentativa de retirar algum ímpeto aos espanhóis. Todavia, não estava a apresentar a eficácia ofensiva da primeira parte, ao não conseguir aproveitar grandes oportunidades de golo onde, pela frente, “apenas” havia Blai Roca.

Com cerca de doze minutos para o fim, numa situação resultante da abertura das tabelas do pavilhão, o Voltregà reduziu a diferença por intermédio de Aleix Molas. O golo confirmava o crescimento da equipa espanhola em pista que, aos poucos, ia encostando o Barcelos à sua baliza. Todavia, praticamente a seguir, surgiu a 10ª falta dos catalães. O que levou a que Xavi Crespo, por protestos, visse um cartão azul. Zé Pedro, novamente, chamado à responsabilidade de converter o livre-direto, bem tentou “deitar” Blai Roca, mas desta vez, o guarda-redes do Voltregà levou a melhor diante do jogador português.

Em situação de superioridade numérica, aconteceu aquilo que raramente acontece e através de uma iniciativa individual, Eric Vargas, com um excelente pormenor técnico, reduziu o marcador para 3-2. O Óquei tentou responder ao golo sofrido, mas não conseguiu aproveitar o homem a mais que tinha em rinque.

A um golo do empate, o Voltregà acreditava, ainda mais, que poderia chegar à igualdade e ia colocando dificuldades à defensiva do Barcelos que, quando podia, tentava criar perigo em situações de transição rápida.

Já dentro dos últimos cinco minutos, o Voltregà, através de um erro de Juanjo López, ficou perto do empate, mas não marcou. Quem não marca sofre e pouco depois, João Almeida, isolado perante Blai Roca, fez uma “picadinha” e apontou o 4-2 para o Barcelos. Não muito depois, Rúben Sousa esteve quase a fazer o quinto, mas Roca manteve os espanhóis ligados à eliminatória. Contudo, o quinto chegou logo a seguir. Juanjo López começou a jogada, passou para João Guimarães que devolveu ao espanhol que, com Blai Roca no chão, atirou a contar e aumentou a vantagem barcelense par 5-2. Logo a seguir, surgiu a 10ª falta do Óquei. Gerard Teixidó foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas Ricardo Silva, com a perna esquerda, negou o golo ao capitão do Voltregà.

Finalizado o jogo, o Barcelos venceu, de forma justa, o Voltregà por 5-2. Após uns primeiros vinte e cinco minutos onde esteve, claramente, melhor os espanhóis regressaram dos balneários com vontade de alterar o rumo dos acontecimentos e estiveram muito perto de o conseguir fazer. Porém, o Óquei soube sofrer, defendendo bem e contado com um enorme Ricardo Silva na baliza. Depois de ter desperdiçado várias chances de golo que, poderiam ter impedido tanto sofrimento, recuperou a eficácia da primeira parte e acabou com as esperanças do Voltregà. 

Assim, o Barcelos fez história ao ser a primeira equipa a chegar à final da Taça CERS em três anos consecutivos. Contudo, apenas foi cumprida metade da mesma, pois, a outra pode ser escrita amanhã, se o Óquei vencer. 

Na final, que está marcada para as 17h00 de domingo e vai ser transmitida na RTP2, o Barcelos irá ter pela frente o Lleida, equipa organizadora da final-four, que esta noite derrotou os italianos do Breganze, no prolongamento, por 4-3. 

Equipas iniciais

CP Voltregà: 1-Blai Roca (GR), 2-Xavi Crespo, 3-Eric Vargas, 8-Petxi Armengol e 21-Gerard Teixidó (CAP.); Jogaram ainda: 9-Aliex Molas, 11-Ignasi López

OC Barcelos: 1-Ricardo Silva (GR), 4-Zé Pedro (CAP.), 6-João Almeida,9-Hugo Costa e 66-Rúben Sousa; Jogaram ainda: 3-Juanjo López, 7-João Guimarães, 64-Afonso Lima e 77-Marinho.

Jogadores Que Admiro #92 – Bruno Fernandes

53 jogos. Dezasseis golos. Vinte assistências. Estes são números completamente arrasadores e que por si só já explicam aquilo que Bruno Fernandes representa no plantel do Sporting Clube de Portugal. O médio é já o patrão da equipa leonina e todo o jogo passa pelos seus pés.

É extremamente complicado definir a característica principal. Bruno Fernandes é dono de uma qualidade inegável e de um pé direito capaz de deliciar qualquer adepto de futebol. Exemplos? O golo ao Vitória Sport Clube na terceira jornada, a assistência para Bas Dost no jogo do Restelo ou a “cueca” ao Idris no passado jogo em casa frente ao Boavista são, de facto, momentos que fazem de Bruno Fernandes um grande jogador. A acrescentar a tudo isto, a “alma” (expressão muito utilizada por Jorge Jesus) presente no jogo do médio e a raça com que disputa todos os lances fazem com que nenhum adepto seja capaz de dizer: “Não gosto do Bruno Fernandes.”

Bruno, eles até tremem quando chutas à baliza
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Aos 23 anos de idade, o médio nortenho já fez circular, ao todo, cerca de dezoito milhões de euros. Em 2012, o Novara pagou quarenta mil euros ao Boavista para o adquirir. Deu nas vistas e não tardou muito a dar o salto para a primeira divisão italiana: logo em 2013, a Udinese contratou-o por dois milhões e meio de euros. Três anos depois, em 2016, foi para a Sampdoria por empréstimo, mas a “Samp” quis logo o seu passe e desembolsou seis milhões de euros para o obter. O Sporting não se deixou dormir e no início desta época Bruno de Carvalho “arranjou” quase dez milhões (nove milhões e 700 mil euros) para o resgatar. Com 120 jogos na primeira liga italiana, Bruno Fernandes rapidamente deu o salto para um grande em Portugal e já se assumiu como um dos melhores médios portugueses da atualidade.

Festejos não te vão faltar, Bruno!
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Há ainda outro dado capital na ainda recente carreira de Bruno Fernandes. Desde muito cedo, mais propriamente desde os dezoito anos de idade, que o médio pisa os relvados internacionais. Nunca ninguém sabia quem era “aquele jogador desconhecido que brilhava nos jogos, mas que jogava em Itália”. Porém, bastava ver um jogo para se perceber que a qualidade era mais do que evidente e notória. Fernando Santos, o mundial está aí. Não te esqueças.

Bruno, sei que muito provavelmente não vais ler este texto e que também não vamos ser campeões, mas deixo-te aqui as minhas mais sinceras palavras de admiração. Mais: se há alguém que merece ser festejar, és tu, Bruno!

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Portimonense SC 1-2 Sporting CP: Onda Verde invade Portimão

Um encontro que teve no início um sabor especial. O Sporting entrou em campo já com o conhecimento de que o seu rival da segunda circular, Benfica, tinha perdido em casa com o Tondela por 3-2. Isto quereria dizer à partida que uma vitória dos Leões em Portimão permitia um dérbi em pé de igualdade pontual.

Um Sporting muito forte aquele que entrou na partida, nos primeiros instantes, e ao minuto dois podia mesmo ter feito o primeiro golo. Ao minuto cinco os leões já tinham conquistado dois pontapés de canto. Um Portimonense que não conseguia sair para o contra-ataque, perante um Sporting com Petrovic no lugar de Mathieu. Os algarvios desde muito cedo que apostaram no contra-ataque, sendo esta a estratégia.

O primeiro golo leonino estava mesmo para acontecer, decorria o minuto 23’ quando Bas Dost e Bruno Fernandes trocaram de papéis. O holandês assistiu para o português fazer um chapéu a Leo e inaugurar o marcador no Portimão Estádio, que estava repleto de adeptos verdes e brancos.

Após o primeiro tento leonino, os algarvios aproveitaram para subir no terreno e tentar criar situações de perigo, fruto também de uma descida das linhas dos homens de Alvalade, propositadamente.

Decorria o minuto 42’ quando o Portimonense empatava a partida. Fabrício no coração da área, num bom remate, não deu hipóteses a Rui Patrício. O empate ao momento justificava as circunstâncias do jogo, pois após o golo do Sporting, os leões desceram e permitiram aos algarvios subir e criar oportunidades de golo.

Lotação esgotada invadiu Portimão
Fonte: Bola Na Rede

A igualdade de 1-1 ao intervalo aceitava-se com naturalidade, um Sporting que entrou determinado e forte e marcou primeiro, decorria o minuto 23, e após o mesmo, “descansou”, em contrapartida os algarvios aproveitaram para agarrar o jogo e acabaram por marcar, perto do intervalo.

A segunda parte teve os mesmos ingredientes do início da primeira, um Sporting a querer ganhar vantagem, pressão alta e jogo rápido, e um Portimonense mais cauteloso mas querendo ser mortífero nas poucas oportunidades que dispunha.

Ao minuto 61’ uma arrancada de Gelson, criou talvez a grande oportunidade do jogo, com Acuña e Bruno Fernandes a não conseguirem rematar à baliza de Leo. Simultaneamente, começava a cair chuva no Portimão Estádio e Vitor Oliveira era expulso do banco.

O jogo caminhava para os dez minutos finais e estava partido, os leões desfilavam num leque de oportunidades desperdiçadas e num sufoco, enquanto os algarvios arriscavam no contra-ataque e no espaço aberto pelo Sporting.

Ao minuto 85’ entrava na partida Lumor, jogador do Sporting que na primeira parte da época representou os algarvios. Ao minuto 89’, estava reservado o golo da noite, Bruno Fernandes num remate de fora de área, fez explodir os 5.724 espectadores presentes no Portimão Estádio. Um leão muito sofrido, cansado, mas sobretudo que nunca desisitiu e procurou sempre a baliza.

O Sporting saiu de Portimão com uma grande vitória e exibição, Bruno Fernandes foi determinante e incansável, qualidades que se viram patentes na Onda verde presente no Portimão Estádio.

Como jogou o Portimonense SC

Leonardo Navacchio, Hackman, Lucas Possignolo, Ruben Fernandes, Rafa Soares, Pedro Sá, Marcel, Bruno Tabata, Shoya Nakajima, Fede Varela, Fabrício (C)

Substituições: Dener (Marcel, 12′), Wellington Carvalho (Bruno Tabata, 77′), Ewerton (Fede Varela, 86′)

Como jogou o Sporting CP

Rui Patrício, Stefan Ristovski, Sebastián Coates, Radosav Petrovic, Fábio Coentrão, Rodrigo Battaglia, Bryan Ruiz, Bruno Fernandes, Gelson Martins, Marcos Acuña, Bas Dost

Substituições: Josip Misic (Fábio Coentrão, 68′), Fredy Montero (Bryan Ruiz, 73′), Lumor (Battaglia, 85′)

SL Benfica 2-3 CD Tondela: O definitivo adeus ao penta

Foi com a lotação quase esgotada na luz que o Benfica recebeu esta tarde o Tondela a contar para a 32 ª jornada deste campeonato que se encontra ao rubro. Depois da derrota frente ao rival FC Porto, o SL Benfica tinha apenas em mãos uma única tarefa para, em caso de deslize do rival, conseguir ser campeão nacional: ganhar todos os jogos até ao fim.

Apesar do Tondela ser uma equipa bastante organizada, esperava-se uma vitória fácil na luz depois de Pizzi abrir o marcador, logo aos 12 minutos, com assistência de Rafa Silva após um lance duvidoso na área com Raúl Jiménez. Estavam abertas as hostilidades na luz.

Após o golo de Pizzi, que estava absolutamente endiabrado nesta primeira parte, foram várias as tentativas de golo por parte dos encarnados: aos 19 minutos Zivkovic faz um remate espetacular à baliza de Cláudio Ramos que vai ao lado e, aos 23 minutos, Cervi tenta a mesma sorte. Porém, foi o Tondela que, após substituição de André Almeida por Douglas devido a lesão aos 30 minutos de jogo, chega à igualdade na luz com um golo de Miguel Cardoso, que atira por cima do guardião encarnado. Estava feito o empate e os nervos começavam a surgir.

Não querendo ir para o intervalo com o jogo empatado a uma bola, o Benfica procurou a vantagem por intermédio de Pizzi que, com um cruzamento perigoso, fez a bola navegar pela grande área do Tondela, porém Raúl Jiménez não chegou a tempo para a desviar para o fundo das redes do adversário. Aos 39 minutos Miguel Cardoso volta a ser o centro de todas as atenções ao colocar o Tondela em vantagem no marcador, após hesitação de Bruno Varela que proporcionou o lance do golo. Estavam reunidos todos os ingredientes para uma tarde absolutamente infernal, com vários adeptos a assobiarem a equipa encarnada à entrada para o intervalo.

Foi a perder por duas bolas a uma que o Benfica entrou numa segunda parte repleta de surpresas. Aos 46 minutos Rui Vitória substitui Franco Cervi por Toto Sálvio, jogador que, alguns minutos depois, foi protagonista de uma falha incrível, após cruzamento de Douglas, atirando por cima da trave. Durante os primeiros 10 minutos da segunda parte foram várias as investidas por parte do Benfica, não deixando o Tondela respirar. Valeu muitas vezes Cláudio Ramos que foi protagonista de várias defesas que deixavam os jogadores encarnados cada vez mais frustrados.

Aos 60 minutos Rui Vitória lança Seferovic no jogo tirando o jogador criativo que tinha no meio campo e que podia, eventualmente, fazer a diferença: Zivkovic. Vários foram os assobios por parte dos adeptos que não compreenderam esta substituição que muitos problemas trouxe ao jogo e à equipa que acusava cada vez mais a pressão.

Aos 81 minutos o Tondela volta a gelar a luz, desta vez com um golo de Tomané, chutando definitivamente para canto o sonho do pentacampeonato. Pouco ou nada serviu o golo de Salvio 94 aos minutos. Estava feito o resultado e a esperança de mais um final feliz desapareceu da mente de todos os benfiquistas como fumo.

Com este resultado o FC Porto pode encomendar as faixas. Quanto a nós, resta-nos ganhar em Alvalade na próxima jornada para mantermos, pelo menos, o segundo lugar deste campeonato que tudo tinha para ser um sonho … e acabou por ser um pesadelo.

Carta Aberta ao Futsal do Sporting Clube de Portugal

Não posso ficar descontente com este percurso. Em dois anos atingimos consecutivamente a final da prova mais importante de futsal. Os resultados foram distintos, mas acabamos por perder. Frente ao Inter Movistar, a melhor equipa do mundo, não podemos perder a concentração nem por um segundo. E, cada vez que a perdemos, fomos penalizados com golos. Se no ano transacto não tivemos qualidade para bater os campeões espanhóis, este ano esperava um encontro mais equilibrado e com resultado incerto até final. Enganei-me!

Afinal quem tem a melhor equipa do mundo, juntamente com o melhor jogador do mundo, são eles e, mais uma vez, provaram-no dentro de campo. É certo que o resultado me pareceu avultado para as ocorrências do jogo. Recordo-me quando estivemos perto de reduzir para 4-3, e de relançar novamente a partida, sofremos o quinto golo que gorou todas as nossas chances.

Tenho de admitir que o resultado me deixou bastante deprimido porque esperava uma pontinha de sorte e de uma tarde mágica para a nossa equipa. Esperava até, talvez, uma ajuda do Barcelona num dia mau do Inter Movistar e companhia. Creio que se os culés tivessem eliminado o Inter, tínhamos mais possibilidades. Mas esta diferença também se deve à falta de competitividade da nossa liga. Em Espanha há muitas equipas com grande qualidade e capazes de jogar de igual para igual. Em Portugal o mesmo não acontece, Benfica e Sporting são equipas anos luz à frente, estando apenas o Braga a subir de qualidade. Tendo em conta este desequilíbrio entre os dois campeonatos, é “normal” dizer que o Inter de Ricardinho estaria bem mais preparado que os leões de Alvalade.

O Sporting já tem um dos génios. Virá o outro também?
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futsal

Este interesse em querer contratar o melhor do mundo e o espanhol Ortiz é sinal que queremos dar continuidade a este processo. Queremos estar novamente na final e na senda dos títulos. Nada melhor do que alcançar os objectivos com qualidade. Com Ricardinho tudo parece mais fácil, dos pés do génio português saem sempre virtudes só ao alcance dos mágicos que nos fascinam e nos prendem a atenção.

Sporting, chegará o teu momento. Não seremos apenas grandes em Portugal, queremos a Europa e o mundo aos nossos pés!

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

artigo revisto por: Ana Ferreira

Vitória FC 0-2 CD Feirense: João Silva bisa para a manutenção

O Vitória FC recebeu o CD Feirense no Bonfim esta tarde para o jogo do dia: jogo de possíveis decisões. Com a possibilidade de garantir já a manutenção, os sadinos abriram as portas do seu estádio para receber todos os seus adeptos livremente num dia em que se celebra também o Dia do Vitoriano. Nas bancadas o jogo já estava ganho e em campo a vontade era muita.

Ambas as equipas entraram à procura do golo, atrevidas, com um jogo intenso. A primeira metade foi digna de nos levar até aos relatos do domingo à tarde, onde três ou quatro equipas estão a jogar para subir à primeira divisão na última jornada do campeonato. O ambiente do Bonfim estava algo de incrível, como não se via há muitos anos (provavelmente desde que o Vitória subiu ao principal escalão pela última vez).

Aos 16 minutos de jogo surgiu a primeira grande oportunidade do jogo com Cristiano a impedir o primeiro golo da partida, com uma excelente defesa.

Apesar de o Vitória ter sido a equipa mais controladora e intensa, os fogaceiros detiveram as maiores oportunidades de golo, como consequência de serem a equipa mais agressiva no ataque.

Aos 35′, André Pereira ainda tentou a sua sorte, mas a bola passou por cima da baliza de Caio. O Feirense aproveitou e Edson Farias, com todo o espaço do mundo, correu até à baliza sadina, mas no momento do remate, a bola embate da defensiva do Vitória e o lance, que poderia representar grande perigo, morreu ali.

Para o Vitória houve somente mais uma oportunidade flagrante de golo. Aos 43 minutos, Edinho é chamado a bater um livre na zona da meia-lua e faz o que só ele sabe fazer: remate direto à baliza. Um verdadeiro tiro do camisola 36 do Vitória que só não deu golo devido à brilhante intervenção de Caio que consegue socar a bola para fora.

As equipas recolheram aos balneários debaixo da forte chuva que se fazia sentir em terras sadinas.

O jogo foi para intervalo a zeros, mas após uma primeira parte bem conseguida por ambas as equipas
Fonte: Bola na Rede

A segunda metade começou com menos intensidade, mas com mais ooportunidades de parte a parte. O Vitória procurou inaugurar o marcador e o Edinho teve, de facto, essa oportunidade aos 54 minutos, mas falhou. Ainda assim, os sadinos não desanimaram e, cinco minutos depois, André Pereira, com Costinha desmarcado, quis tentar a sua sorte, meteu-se “na boca do lobo” e rematou, remate esse desenquadrado com a baliza, para desagrado dos adeptos e do seu colega de equipa. E como quem não marca sofre, o Feirense marcou o primeiro da partida.

O relógio marcava 17 minutos da primeira parte quando João Silva, quase sozinho, domina a bola de peito, depois de um grande passe de Hugo Seco, e remata para o fundo das redes. Cristiano hesitou em sair e ficou a meio caminho, aquando do momento decisivo do avançado fogaceiro. Estava feito o golo da equipa da Feira, com João Silva a brilhar e Cristiano a manchar o lance.

Os sadinos não se deram como derrotados e foram à procura de uma reviravolta no marcador. José Couceiro, inclusive, mexeu na equipa, colocando João Amaral em jogo. Que lufada de ar fresco é o jovem médio! Decisivo, rápido e persistente, Amaral veio dar outra cor ao ataque, mas a equipa do Vitória não estava coordenada e de pouco valeu o esforço e inspiração do camisola 24.

Patrick e Costinha, aos 70′ e 84′ respetivamente, tentaram a sua sorte, mas nenhum deles foi bem sucedido. O remate do defesa ainda rasou a barra da baliza e Caio, mas não passou daí.

João Silva, autor do primeiro golo, voltou a aparecer na frente e, não fez nada mais, nada menos, que bisar. A três minutos dos 90, a equipa da Feira faz o segundo golo e acaba com as esperanças de todos os vitorianos.

Ainda se jogou cinco minutos para lá do tempo regulamentar, mas de nada serviu ao Vitória. Jorge Sousa apitou para o final da partida e o Feirense sai do Bonfim com três importantíssimos pontos na luta pela manutenção. Já o Vitória perdeu uma oportunidade de se distanciar dos seus rivais diretos e complicou a sua própria vida, num jogo com casa cheia e muito apoio.

Como jogou o Vitória FC

Cristiano, Arnold, Nuno Reis, Tavares, Patrick, Nenê Bonilha, Semedo, Wallyson, Costinha (SC), André Pereira, Edinho (C)

Substituições: Wallyson (João Amaral, 61′), Nuno Reis (Emrah, 72′)

Como jogou o CD Feirense

Caio, Diga, Kakuba, Flávio Ramos, Brisaño, Cris Santos (C), Babanco (SC), Hugo Seco, Crivellaro, João Silva, Edson Farias

Substituições: Hugo Seco (Luís Aurélio, 84′), Diga (B. Nascimento, 91′)

Foto de Capa: Bola na Rede