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Formar “reforços”

O projeto da formação deve ser encarado como um longo processo e os seus frutos devem ser aguardados a longo prazo. Formar implica construir de raiz um atleta, tanto na sua dimensão desportiva, como humana. Tudo o que se afaste desta linha não é formação. Um jovem contratado para os juniores e com uma passagem pela equipa “b” não pode ser considerado produto da formação daquela instituição. Será tudo menos formado pelo clube. Ainda assim, e muito para além das discussões irrelevantes dos dias de hoje, há dividendos a retirar das formações “b” dos grandes clubes.

Tomando a classificação da Segunda Liga como ordenamento, proponho uma viagem pelos plantéis das equipas “b” e destaque para aqueles atletas que podem estar à porta do plantel principal. O oitavo classificado, o FC Porto “B”, tem sido alvo de críticas positivas e elogios pelas recentes classificações e conquistas nas diversas competições secundárias, nacionais e internacionais. Servindo como palco de aquisição de rotinas e ritmos, vários são os atletas que por lá passam antes de pisarem o relvado do Dragão.

Nos últimos anos são relembrados os casos de André Silva, atual avançado do AC Milan, Rui Pedro, emprestado ao Boavista FC ou Chidozie, emprestado ao FC Nantes, entre muitos outros. Atualmente, e com aspirações a cumprir a próxima pré-temporada pelo clube da invicta, destacam-se Diogo Dalot e Bruno Costa. Apesar de tudo, ambos já treinaram várias vezes às ordens de Sérgio Conceição tendo sido mesmo opções, por exemplo para o clássico frente ao Sporting CP ou para o embate em Anfield Road, frente ao Liverpool FC.

Na 9.ª posição, e depois de uma recuperação pontual fantástica, segue a equipa secundária do Vitória SC “B”. Igualmente com legítimas pretensões de chegarem ao palco da equipa principal, destacam-se Xande Silva e Miguel Reisinho. O primeiro, avançado ou extremo proveniente da formação do Sporting CP, passou pelos vários escalões da seleção nacional e já conta com uma participação na Primeira Liga e na Supertaça da presente época.

O segundo, que ocupa várias posições no meio campo, passou também pelos sub-18 e sub-19 da seleção nacional e atua maioritariamente pelos juniores do Vitória SC, no campeonato nacional do escalão. Apesar do clube de Guimarães apostar, sem receios, nos seus jovens, a sua entrada no plantel principal pode atrasar-se, uma vez que regressou recentemente de lesão.

João Félix é figura das camadas jovens do SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Mais abaixo, no 13.º lugar, encontra-se o SL Benfica “B” e conta com vários jovens talentosos no seu plantel, apesar dos problemas pontuais vividos há uns tempos atrás. Entre todos, destacam-se o defesa Branimir Kalaica, os médios João Félix e Gedson Fernandes e o avançado Chris Willock. O defesa croata destacou-se nas seleções jovens do seu país e já mereceu uma chamada de Rui Vitória ao plantel principal na época passada, tendo mesmo contribuído com um golo no último minuto no empate no Bessa. O maior destaque vai para os médios portugueses Gedson e Félix.

A Crónica de (mais) uma vitória anunciada

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Barcelona é tradicionalmente o palco do segundo evento “grande” da época europeia disputada sob terra batida. Barcelona é, quase por definição também, o palco da segunda vitória de Rafael Nadal na época europeia de terra batida, ano após ano. Assim aconteceu em nove das últimas treze épocas. Poucas (ou nenhumas) indicações havia de que o mesmo não acontecesse também este ano. Sim, porque no que toca a falar de Rafael Nadal e torneios em terra batida, o “raro” é mesmo o espanhol não sair com o troféu debaixo do braço.

Amplamente anunciada como “a melhor edição de sempre” do Barcelona Open Banc Sabadell, foram vários os craques que estiveram na Catalunha esta semana: para além de Rafa, também Djokovic recebeu wild-card à última da hora, fazendo companhia a Grigor Dimitrov, Dominic Thiem, David Goffin… enfim, um quadro “de luxo” tendo em conta a categoria ATP500 do torneio catalão.

Foi com estádio cheio que o público espanhol recebeu o sérvio 12 anos depois da sua estreia em terrenos catalães, quando ainda tenha somente 18 anos. O eslovaco Martin Klizan, de 28 anos, e que já anda fora dos grandes palcos do ténis há bastantes meses (resultando na sua atual classificação de 140.º) era o alvo a abater de um Djokovic nervoso e com uma falta de confiança assinalável, que esperava regressar às vitórias mas principalmente a um nível exibicional condizente com o estatuto que carrega às costas.

Mas não foi em Barcelona que o conseguiu. O sérvio voltou a desiludir os milhares de fãs e Klizan revelou-se competente e audaz no que toca a explorar as debilidades – físicas, táticas e psicológicas – do atual 13.º classificado da hierarquia ATP – derrotando o sérvio em três partidas. E este foi o principal destaque da metade superior da grelha, assumindo que já “não merece” destaque o facto de Rafa seguir “cilindrando” todos aqueles que à frente lhe surgem, distribuindo por duas vezes em quatro encontros os famosos “pneus” – vulgo, 6/0.

Djokovic chegou a Barcelona para encontrar o seu melhor ténis, mas saiu de mãos a abanar
Fonte: Barcelona Open BancSabadell – Trofeo Conde de Godo

Na metade inferior, um nome grande se destacou. E não digam que o Bola na Rede não avisou, porque já aqui falámos dele.

Pois é, Stefanos Tsitsipas deu o seu primeiro passo de gigante no circuito “dos adultos” e mostrou que sim, é possível ser-se (muito) competente em terra batida, sendo também um bom jogador em pisos muito rápidos, como relva. A aliança entre um serviço que abre as portas dos pontos ao grego, e uma consistência fabulosa para um miúdo de 19 anos, revelou-se letal para todos os seus adversários – Dominic Thiem incluído – até chegar à Final. Aí, o grego que jogava a sua primeira final do circuito ATP enfrentou Rafa Nadal que procurava “La undecima” em onze finais disputas…somente em Barcelona.

Olheiro BnR – Miguel Angel Lopez

Da Colômbia chega-nos mais uma promessa do ciclismo. Miguel Angel Lopez, ou como é apelidado pelos fãs, Superman Lopez.

A história do jovem colombiano começa quando em 2014 vence o Tour de l´Avenir, prova que serve de montra para os ciclistas sub-23, e que mostra ao mundo os novos craques. Por norma os colombianos dão se bem nesta prova já que anteriormente por aqui venceram Egan Bernal, Esteban Chavez, e o mais conhecido de todos, Nairo Quintana, Lopez é o próximo a seguir os caminhos trilhados pelos seus conterrâneos que actualmente são dos  principais corredores das suas equipas.

O estilo de corrida de Lopez encanta sobretudo pela sua explosividade, é um ciclista que não se cinge só a ficar na roda dos adversários, ele ataca quando menos se espera, e é essa sua maneira de encarar a corrida e que agrada aos adeptos fartos talvez dos super comboios da Sky e da forma como a equipa britânica controla as corridas na alta montanha tornando-as monótonas.

Um puro trepador que encara as subidas como uma criança quando é colocada num parque infantil e entra num sobe e desce do escorrega, ou num baloiço, ambos sabem que é aquilo que os diverte, é aquilo que gostam de fazer, estão no seu habitat.

Foram essas as características que levaram a equipa da Astana avançar para o ciclista colombiano em 2015. Uma semente que a equipa cazaque plantava no seu pomar de ciclistas e que iria mais à frente começar a colher os seus frutos. 

2015 marca o início da sua carreira e nessa época o destaque vai para a sua participação na Volta a Burgos, onde vence a classificação da juventude e consegue um quarto lugar na geral.

Entrávamos na sua segunda época e o fruto (Miguel Angel Lopez) ainda estava verde mas já se via nele qualidades que justificavam a aposta da Astana, aliado a boas prestações também os resultados foram aparecendo e alguns de forma surpreendente. Fora da europa no começo da época obteve resultados interessantes no Tour de San Luis, e na Malásia no Tour de Langkawi mas onde o colombiano brilhou foi mesmo na Europa ao conseguir vencer o Tour de Suisse, prova que serve de preparação para o Tour de França, e perante uma concorrência bem mais capaz e experiente à partida. O que surpreendeu foi não só à sua capacidade em montanha mas principalmente a sua prestação no contra-relógio, uma vertente onde os colombianos mostram algumas lacunas, lacunas que não se evidenciaram nesta prova suiça.

Lopez acabaria ainda nessa época com uma vitória na clássica Milano-Turim mostrando vocação também para as clássicas de um dia.

A época passada Superman Lopez apontou o seu foco para a Vuelta à Espanha, não tendo conquistado nenhuma prova até lá o colombiano terá de certo conquistado muitos adeptos com as suas vitórias em etapas na Volta à Áustria, Volta à Burgos e sobretudo na Vuelta.

A Vuelta de 2017 ficou marcada pela despedida de Alberto Contador, ciclista que deixou um marco importante no ciclismo, com feitos difíceis de igualar.

Conquista da sua primeira vitória numa grande volta, “a mais importante de minha carreira”
Fonte: La Vuelta

Mas esta Vuelta mostrou também que Angel Lopez pode ser um digno sucessor de El Pistolero.Numa das etapas dessa Vuelta Contador foi literalmente deixado para trás pelo colombiano que acabaria por chegar isolado na chegada a Sierra Nevada vencendo essa etapa. Antes dessa vitória Lopez tinha ganho a 11.ª etapa entre Lorca e o observatório astronómico de Calar Alto atacando no último quilómetro deixando para trás Froome e Nibali conquistando aquela que seria, segundo ele, a sua maior vitória na carreira até ao momento.

O oitavo lugar na geral foi uma boa amostra na sua segunda participação na Vuelta dando mais uma vez indícios de ser um jovem de qualidade.

Esta época Lopez inscreveu o Giro de Itália no seu calendário e a preparação para a prova transalpina tem sido feita de forma regular.

Com dois top-3 nas duas primeiras provas disputadas, Tour de Oman segundo lugar, onde venceu a etapa raínha, e Abu Dhabi Tour terceiro lugar,resultados interessantes no seu terreno favorito, a alta montanha. 

Depois de um Tirreno-Adriático discreto onde obteve um 16º lugar, voltou a mostrar grande forma no Tour of the Alps, uma das provas que serve de preparação para o Giro, conquistando uma etapa, na chegada ao Alpe di Pampeago, num sprint a quatro e acabando a prova no 3º lugar da geral.

Com o Giro de Itália a chegar, e sendo a estreia do colombiano nesta grande volta, a expectativa é que talvez termine um top-10 e conquiste alguma etapa.

Ainda é cedo para o vermos a vencer uma grande volta, e espantaria que o fizesse neste Giro mas uma coisa é certo, na alta montanha vamos vê-lo subir com os melhores e quiçá obter uma ou outra vitória.

Se mantiver um crescimento progressivo e sustentado por vitórias, de certeza que o veremos a disputar grandes voltas como a Vuelta, Giro e quem sabe o Tour de France. Se for o caso e pelo seu estilo peculiar, Superman Lopez será um digno substituto de El Pistolero e a Colômbia terá mais uma estrela no circuito World Tour.

Foto de Capa: Astana Pro Team

Decisão do campeonato segue para a «negra»

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Voltou a ser decisivo o factor casa na final do campeonato de voleibol. Até ao momento, ambas as equipas venceram os dois encontros disputados nos seus pavilhões.

Depois de uma vitória do Benfica no Pavilhão da Luz (3-0) e de duas vitórias consecutivas do Sporting no Pavilhão João Rocha (3-0 e 3-2), este fim-de-semana foi a vez do Benfica voltar a empatar esta final ao vencer o quarto encontro.

Mais uma vez, a equipa da casa pareceu ter sempre o jogo controlado, vencendo os primeiros dois sets (25×23 e 25×18). O Sporting reduziu depois de vencer o terceiro set (19×25), mas viria a ser o Benfica a garantir a vitória final depois de conquistar o quarto set (25×19).

Apesar das investidas leoninas, o Benfica foi sempre mais forte neste quarto encontro
Fonte: SL Benfica

A decisão desta final fica assim adiada para um quinto e último encontro a disputar esta Terça-Feira no Pavilhão João Rocha às 16h00.

No final da partida, ambos os treinadores demonstraram muito respeito pelo adversário, mas não esconderam a ambição dos históricos clubes lisboetas para o que resta desta final. O treinador do Benfica, José Jardim, deixou o aviso: “o Benfica venceu a Taça de Portugal e vai ao quinto jogo para conseguir a dobradinha”. Do lado dos leões, o treinador Hugo Silva, afirmou: “estamos na final e a um jogo de poder deixar uma marca grande no Sporting e na modalidade”.

Será o Sporting o principal favorito por jogar em casa? Talvez seja verdade, mas o terceiro encontro desta final (vitória do Sporting 3-2) demonstrou que apesar do factor casa ser importante, ambas as equipas têm qualidade para discutir o resultado no terreno dos rivais.

Será o Benfica o principal favorito por ter mais experiência enquanto colectivo nestes momentos de pressão máxima? Também pode ser um factor importante, mas apesar da inexperiência do Sporting enquanto colectivo, o plantel leonino está recheado de jogadores com uma vasta experiência no voleibol português e internacional.

Naquele que é, talvez, o maior jogo no voleibol português nos últimos anos, têm agora a palavra os protagonistas que, dentro de campo, tentarão decidir esta final.

Foto de Capa: SL Benfica

CF “Os Belenenses” 0-1 SC Braga: Golo solitário ditou a vitória para a equipa minhota

Mais uma grande noite de futebol no Restelo. CF Os Belenenses e SC Braga defrontaram-se para a 32ª jornada da Liga Portuguesa. Com o fim do campeonato à vista ainda havia lugares em jogo: para o lado bracarense a possibilidade de ainda ficar em terceiro lugar e no caso do Belenenses a manutenção no primeiro escalão do futebol português. Para a partida de hoje, poucas foram as alterações feitas de parte a parte. Silas e Abel mantiveram, praticamente, os mesmos onzes que alinharam na jornada anterior.

A primeira parte foi cheia de oportunidades, mas ainda assim o nulo no marcador manteve-se. Ainda não se jogava o primeiro minuto, no Restelo, e os visitantes já tinham criado uma oportunidade de perigo. O avançado Paulinho aproveitou uma perda de bola dentro da área do Belenenses e atirou contra André Moreira, guarda-redes caseiro.

Ao minuto sete, Paulinho voltou a testar o guarda-redes adversário, que fez uma grande defesa. A resposta da equipa da casa surgiu ao minuto dez com Matheus a ser protagonista com uma excelente defesa, típica de andebol, a evitar aquele que seria o primeiro golo da partida. Sete minutos depois, a equipa do Minho voltou a ameaçar com uma boa jogada de entendimento do lado direito que terminou com mais uma defesa de André Moreira.

À passagem da meia hora de jogo, assistiu-se à melhor ocasião do jogo depois de Paulinho, o jogador mais interventivo deste primeiro tempo, rematar ao poste direito da baliza do Belenenses. Até ao fim dos primeiros 45 minutos, poucas foram as vezes que ambas as equipas chegaram com perigo à área adversária.

Um jogo intenso, com muitas oportunidades e com alguns incidentes nas bancadas
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte, porém, foi francamente mais fraca e desinspirada do que a primeira. Contudo, foi no segundo tempo que o único golo da partida surgiu. Ao minuto 52, Wilson Eduardo desperdiçou uma grande chance para inaugurar o marcador. Dois minutos depois, foi Maurides que não conseguiu converter o seu cabeceamento em golo. Passado uma hora de jogo, os adeptos bracarenses festejaram o golo marcado por Paulinho, embora este tenha sido anulado pelo VAR. Estava dado o mote para aquele que seria o golo da vitória para o Braga, com o homem do jogo, Paulinho, a encostar para o golo depois de um passe de Wilson Eduardo.

Ao minuto 75, Licá teve nos pés a oportunidade para empatar a partida, mas o remate foi defendido pelo guarda-redes Matheus. Ainda antes da final da parte, assistiu-se a vários incidentes com os adeptos minhotos, que arremessaram cadeiras com as forças policiais. Com esta vitória, o Braga está apenas a três pontos de Sporting CP e SL Benfica, quando faltam duas jornadas para o fim.

Madeira Sad no caminho certo para o título

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Este sábado, começaram os jogos do playoff da I divisão de andebol feminino. O Madeira Sad venceu por duas vezes o atual campeão em título, Colégio de Gaia/Toyota e deixa bons sinais para a conquista do título nacional.

No primeiro jogo da final do playoff da I divisão do campeonato de andebol feminino, o Madeira Sad venceu o Colégio de Gaia por 27-16. A diferença entre as duas equipas ficou espelhada no resultado, que ao intervalo era de 11-7. O Colégio de Gaia não pareceu ter argumentos para contrariar a qualidade das jogadoras do Madeira Sad, que foram superiores em todos os aspetos do jogo e conseguiram assegurar uma vantagem de 11 golos. O jogo teve sentido único, no pavilhão do Funchal, com Mónica Soares a apontar oito golos na partida.

Hoje o Madeira Sad voltou a receber o Colégio de Gaia e, mais uma vez, venceu. As visitantes até começaram melhor mas rapidamente o Madeira Sad assumiu o controlo do jogo e a vantagem no resultado. 12-9 ao intervalo. O segundo jogo da final do playoff terminou 19-17 e o Madeira Sad pode celebrar o título de campeão já no próximo encontro, desta vez em casa do Colégio de Gaia. As melhores marcadoras foram Beatriz Sousa e Sara Gonçalves do Madeira Sad e Ana Gante do Colégio de Gaia, todas com seis golos.

A equipa de andebol feminino do Madeira Sad está prestes a vencer o seu 15.º título de campeã nacional, equipa com o maior número de títulos conquistados na prova e doze deles conquistados consecutivamente entre os anos de 1997 e 2009, contra sete títulos do Benfica, e quatro do Sports Madeira.

Na imagem, Mónica Soares, a melhor marcadora do primeiro encontro da final com oito golos
Fonte: Federação de Andebol de Portugal

A lutar pelo o terceiro ou quarto lugar, o Alavarium Love Tiles venceu o Maiastars por 29-22 num jogo que até foi equilibrado em alguns momentos. Neste jogo, três jogadoras apontaram sete golos: Nádia Gonçalves e Soraia Fernandes para o Alavarium, e Maria Cerqueira para o Maiastars.

A contar para o quinto e sexto lugar, SIR 1º de Maio/ADA CJ Barros e ASS Assomada defrontaram-se num jogo muito equilibrado a premiar o SIR 1º de Maio com a vitória por 28-26. As equipas foram alternando a liderança mas no fim dos 60 minutos o resultado estava empatado 24-24. No prolongamento, o SIR 1º de Maio superiorizou-se e conseguiu vencer o 1º jogo de apuramento para o quinto e sexto lugar. Miriam Almeida para o SIR 1º de Maio e Odete Tavares para a Assomada foram as melhores marcadoras do encontro com oito golos cada.

Já na disputa pelo sétimo e oitavo lugar, a Juve Lis visitou e venceu o CS Madeira por 18-22. O jogo foi muito equilibrado mas o Juve Lis soube gerir a vantagem curta, regressar a Leira com a vitória e assegurar que entram em vantagem no segundo jogo do plalyoff.

Foto de Capa: Federação de Portugal de Andebol

Portuscale Dragons 6-0 Porto Mutts: O campeonato chega ao norte

Jogou-se em Torres Vedras neste sábado, dia 28, a final da IX liga portuguesa de futebol americano e pela primeira vez defrontaram-se duas equipas do Norte, os Porto Mutts e os Portuscale Dragons. A liga portuguesa é dividida em duas conferências (norte e sul) com uma fase regular com jogos entre clubes de ambas as zonas até se apurar um finalista.

Estas conferências geralmente caracterizam-se por terem os ataques mais concretizadores a sul e as defesas com melhor registo a norte. E a final deste ano foi o reflexo disso mesmo, um resultado final de 6-0 (conseguido já na parte final do encontro) para a equipa estreante na liga, os Portuscale Dragons.

A final da nona edição da liga foi ganha pelos Portuscale Dragons
Fonte: Portuscale Dragons

Muitos pontapés falhados e turnovers decisivos, um dos quais originou o drive de touchdown dos Dragons com início no meio campo. Quanto aos seis pontos do jogo resultaram de um passe de 40 jardas numa post-route para o receiver dos Dragons que conseguiu ultrapassar os safeties dos Mutts.

No final foi quebrada a hegemonia das equipas de Lisboa (seis vitórias para os Lisboa Navigators e duas vitórias para os Lisboa Devils).

Uma palavra final para um jogador referência desta liga João ‘Train’ Marques que por infortúnio do seu quarterback logo no início do jogo se viu forçado a fazer mais um jogo a quarterback. O ‘Train’ é um dos jogadores mais experientes desta liga e um dos melhores Linebackers/Safeties da história da liga e talvez dos mais merecedores de um título de campeão.

Foto de Capa: Associação Portuguesa de Futebol Americano

C Fluvial Portuense 14-7 SSCM Paredes: Vitória folgada e Taça para os melhores de Portugal

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O líder do Campeonato, o Fluvial, entrava na final com algum favoritismo contra o terceiro da Liga, o Paredes, depois de derrotar o segundo dessa competição, Naval Povoense, por 14-11 nas semi-finais. Já, para confirmar uma final nortenha, os de Paredes haviam eliminado o Sporting num equilibrado 9-7.

O jogo começou com equilíbrio e contenção de parte a parte, pelo que o primeiro período seria o com menos destaques. Ainda assim, o Fluvial colocou-se em vantagem por 1-0, ganhando mais algum conforto para o que estava para vir.

Num contraste total, o segundo quarto foi recheado de golos. Começou o Fluvial por trucidar o adversário, atingindo mesmo os 6-0. Na parte final, os de azul conseguiram responder e limpar um pouco a imagem, acabando o quarto a perder por “apenas” 7-3.

O Fluvial explorou os espaços dados nas alas
Fonte: Bola na Rede

Daqui para a frente, o jogo seguiu o mesmo rumo e a segunda metade só viu a diferença aumentar. Com mais uma inspirada exibição de Pedro Sousa e dando também o devido destaque ao seu imperial Carlos Gomes na baliza, o Fluvial aumentou para 10-5 no terceiro período e no último quarto sentenciou a glória anunciada com mais uns golos, acabando por vencer por 14-7.

Com esta vitória folgada, o Fluvial Portuense confirma o estatuto de melhor equipa nacional e conquista a Taça de Portugal para o seu palmarés. 

Uma nota final para a organização, que tendo sido exemplar nalguns pontos, claramente não esteve ao nível desejado na final e isso sentiu-se nas bancadas, com gente a mais, desconfortável e todos uns em cima dos outros, que assim puderam desfrutar menos do espetáculo proporcionado pelos atletas.

Equipas

C Fluvial Portuense: S Alves, S Lopes, R Santos, J Vieira, T Parati, P Sousa, N Marques, J Leite, M Cardoso, M Ramalheira, M Carvalho, D Soberchi, C Gomes

SSCM Paredes: J Silva, L Pacheco,J Fougo, J Alves, A Rodrigues, E Rocha, D Ferraz, T Pinto, H Barbosa, J Carneiro, C Santos, R Teixeira, J Sousa

CS Marítimo 0-1 FC Porto: A um ponto da desejada glória

A Madeira vestiu-se de azul e branco para receber o atual líder. Depois da derrota do SL Benfica ontem, não havia lugar para deslizes.

A equipa da casa entrou muito compacta defensivamente, sem permitir grandes oportunidades ao FC Porto. A 5 minutos do intervalo, o árbitro mostrou o cartão vermelho ao guarda-redes do CS Marítimo. Vale a pena mencionar o aplauso ouvido à saída de Amir, que passou uma semana difícil devido ao circo em que a Liga se transforma de vez em quando. Entra Charles, num momento importante, perante um livre na entrada da área resultante da falta de Amir sobre Soares. Sérgio Oliveira é quem bate o livre, mas muito por cima e sem perigo algum.

Marega foi, mais uma vez, o desbloqueador de todos os problemas do FC Porto
Fonte: FC Porto

Com o CS Marítimo a jogar com dez, o FC Porto chegou à segunda parte mais à procura do golo, com muitas oportunidades, quase todas de Brahimi, mas nenhuma delas bem sucedida. A entrada de Corona abriu mais o jogo. Aos 60 minutos brilha mais Marega e aos 70′ chega a altura de brilhar Soares, mas nenhum com muito sucesso na hora da finalização.

Uma equipa portista muito nervosa que, claramente sabia o que estava em jogo mas sem saber lidar muito bem com toda a pressão. Quando o desespero começava a chegar, Alex Telles bate o canto, Marega sobe e cabeceia para golo, fazendo, finalmente, as redes da baliza tremer.

Num ato de sacrifício pela equipa Felipe ainda levou um amarelo, que o impede de jogar aquele que será presumivelmente o jogo do título. A dois minutos do fim do jogo, expulsão de Ruben Ferreira após carga sobre Gonçalo Paciência e o CS Marítimo acaba o jogo com nove.

 

Onze inicial do FC Porto: Casillas, Ricardo, Felipe, Marcano, Alex Telles, Herrera, Sérgio Oliveira (Óliver 71′), Otávio (Corona 60′), Brahimi (Paciência 88′), Soares e Marega

Onze inicial do CS Maritimo: Amir, Nanu, Zainadine, Pablo, Ruben F., Gamboa, Fabrício, Correa (Ghazaryan 84′), Jean Cléber (Charles 44′), Valente (Edgar Costa 72′) e Joel

SL Benfica 7-7 (1-0 g.p.) C Fluvial Portuense: Penáltis tramam portuenses

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O Fluvial Portuense tinha oportunidade de fazer histórica nas Finais da Taça de Portugal, já que ia estar presente tanto na decisão masculina como na feminina. Nas senhoras, após derrotar o Algés por 15-6 nas meias-finais, enfrentava o SL Benfica, que havia ultrapassado o Paredes por esclarecedores 12-6.

O primeiro período começou com as encarnadas mais esclarecidas e sem medo de tentar o remate de longe, o que lhes valeu rapidamente chegar à vantagem por 2-0. No entanto, liderados por Catarina Reis, os verdes conseguiriam ripostar na parte final e empatar, falhando ainda dois penaltis. 

Partida foi sempre intensa e muito disputada
Fonte: Bola na Rede

Tal como no primeiro tempo, o Benfica voltou a mostrar-se mais decidido no segundo quarto e, com mais um remate à distancia e um bom contra-ataque, voltou a adiantar-se por dois golos. Desta feita, o Fluvial não conseguiu dar a volta ao texto e chegou-se ao intervalo com 4-2 no marcador, numa altura em que se começava a notar uma tendência menos bonita de várias jogadoras a tentar cavar a falta.

No terceiro período, o Fluvial reentrou com uma nova dinâmica e tomou de assalto o marcador, virando o jogo para 4-5. No entanto, o Benfica reagiu e conseguiu voltar a empatar, tendo mesmo desperdiçado uma boa oportunidade de regressar à dianteira ao acertar no poste no último segundo.

Os últimos oito minutos viram as verdes novamente por cima, colocando-se por duas vezes em vantagem, mas permitindo em ambas as ocasiões que as encarnadas igualassem o placard. Assim, o período regulamentar terminaria mesmo empatado a sete tentos.

Fluvial não acertou com os pénaltis
Fonte: Bola na Rede

Na disputa pelas grandes penalidades, só o Benfica acertou – e por uma única vez – para decidir a partida e conquistar a Taça. Para o Fluvial os castigos máximos foram mesmo o seu calcanhar de Aquiles, tanto os decisivos como os dois desperdiçados logo no primeiro tempo.

Equipas

SL Benfica: AR Ismael, D Santos, P Conceição, M Martins, I Nunes, A Jardim, M Conceição, L Dornelles, M Beleza, C Espadinha, M Salgado, AR Antunes, M Sampaio, M Antunes, M Machado

C Fluvial Portuense: J Sousa, B Ferreira, C Magano, P Cardoso, I Mariani, B Cavaleiro, C Milheiro, ML Brandão, A Andrade, D Almeida, C Reis, R Pereira, C Gaspar, M Magano, E Matos