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Gil Vicente FC 0-0 CD Nacional: Os opostos atraem-se mesmo

Lutas e objetivos diferentes ditaram um nulo com sabores completamente distintos para gilistas e madeirenses. Os galos vão vendo a luz ao fundo do túnel cada vez menor, já os nacionalistas somaram mais um ponto e seguem tranquilamente na liderança da Segunda Liga, quando ainda estão nove pontos em disputa.

Algumas dezenas de adeptos que viajaram da Madeira ofereceram um colorido especial à partida desta manhã, no Estádio Cidade de Barcelos. Duas partes distintas, tanto na emoção como no número de aproximações às balizas. Neste particular, claramente melhor de acompanhar o primeiro tempo da partida. O primeiro sinal de perigo sairia dos pés do Murilo, aos 18 minutos, com uma bola ao poste da baliza de João Costa. Estava dado o mote por parte do líder, que se pensava tomar as rédeas da partida e remetendo o Gil para o seu meio campo, fazendo jus à supremacia que vem evidenciando ao longo do campeonato. Puro engano, já que pertenceram aos galos todos os lances dignos de registo desde então. À meia hora, Jonathan colocava em sentido os reflexos do guardião Daniel, que voltaria a ser decisivo ao evitar, com os pés, que Camara festejasse.

Christian foge à marcação gilista
Fonte: CD Nacional

O intervalo chegaria com a clara sensação de que o conjunto mais aflito estava mais perto do golo, já que os insulares gozavam de um conforto de um certo conforto pontual que lhe permitia abordar a partida de uma forma mais tranquila. Ainda assim, as primeiras mexidas de Costinha foram no sentido de oferecer à equipa ferramentas que lhe permitisse sair de Barcelos com a Primeira Liga ainda mais perto.

Diego Barcellos e Medeiros ofereceram maior velocidade e mobilidade ao ataque, mas nem isso se revelou suficiente para amedrontar os gilistas que, por sua vez, já com Dimba a proporcionar maior apoio a João Vasco na frente de ataque, estariam novamente muito perto de inaugurar o marcador. Um cruzamento largo de Ricardinho encontrou a cabeça do inevitável Jonathan que falhou o alvo por centímetros.

As forças e o discernimento começaram a falhar para os da casa e ao Nacional coube a tarefa de ganhar metros no terreno sem com isso arriscar demasiado, não obrigando João Costa a aplicar-se a fundo. O Gil segue na penúltima posição com 35 pontos e está a seis da linha de água, já o Nacional é líder isolado com 64 pontos.

Como jogou o Gil Vicente FC:

João Costa, Ricardinho, Tormena, Luiz Eduardo, Gabriel, Reko, James, Jonathan, Aldair, Camara e João Vasco.

Substituições: Dimba por Aldair aos 76’, Alphonse por Jonathan aos 81’ e Tinoco por Gabriel aos 87’.

Como jogou o CD Nacional:

Daniel, Mauro, César, Fellipe, Plange, Murilo, Christian, M. Silva, Camacho, Vítor Gonçalves e Ricardo Gomes.

Substituições: Diego Barcellos e Medeiros por M. Silva e Camacho aos 67’ e Kaká por Vítor Gonçalves aos 89’.

 

Sevilha FC 0-5 FC Barcelona: Barcelona e Iniesta não deviam ser separáveis

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O fantástico Wanda Metropoliano recebeu Sevilha e Barça, equipas que para marcar presença neste palco afastaram o Leganés e o Valência, respetivamente.

Em 4-4-2, o Sevilha tentara enfrentar o Barça, este que se apresentou na sua disposição habitual. Jogando em 4-3-3, os blaugrana entravam com a matéria bem estudada, pois acredito que Valverde tenha utilizado o jogo em Old Trafford entre Sevilha e United na palestra de preparação para esta final.

O Barcelona entrou bem vivo, as suas unidades de alto gabarito corresponderam ao seu estatuto e davam demonstrações de entrosamento do melhor que há. Foi com naturalidade que não apenas chegaram ao primeiro, como ao segundo, terceiro. Numa primeira parte de sentido único, e livre. Livre, pois as costas da defensiva sevilhana estiveram muito transitáveis aos rapidíssimos homens mais avançados do conjunto culé.

Primeiro, foi Coutinho a isolar-se após passe longo de Cilessen, e a meter na área, onde Suarez, ponta de lança com quem já se entende de olhos fechados em campo, e sabe como se movimenta, só tratou de encostar e abrir as hostes. Até ao segundo, o Sevilha ainda criou um bom lance, em que aos 23’ Steven N’Zonzi estraga tudo ao atirar muito longe do alvo. Iniesta, por oposição, seis minutos depois fica muito perto do golo.

Teve azar e viu o seu remate esbarrar na trave… O que viria dois minutos depois já andava a ser anunciado, a defesa do Sevilha mostrava-se desconcentrada, e sobretudo descompensada, não havia quem fizesse dobras ou conseguisse jogar à base do fora de jogo. Messi marca um belo golo, contra um rival já bem acostumado a sofrer tentos seus.

Ainda antes do apito de intervalo, Suarez após uma fenomenal assistência de Messi, isolado, bisa nesta final e tudo parecia decidido. Montella tinha a tarefa de em 15 minutos motivar uma equipa sem muitas armas e um prejuízo de três golos.

O Sevilha mostrou alguma atitude, e ficou perto de reduzir quatro minutos após as equipas terem reentrado! Franco Vasquez não conseguiu superar a defensiva adversária… Pelo contrário estava Iniesta, que assinalava uma exibição, a par de Coutinho, Messi e Suarez, sejamos justos, que num bola cá bola lá entre si e o segundo melhor jogador do mundo, finta por fora o guarda redes, Soria, e com pouco ângulo ainda introduz a bola na baliza. 4-0.

Com um grande conforto, o Barça deixava jogar, mas não deixava, claro, de procurar mais qualquer coisa. O Sevilha desesperava, o Barcelona divertia-se. Sem absolutamente nada a perder, Sandro Ramirez, sem oposição veemente, dirige-se pela esquerda à baliza mas vê o seu remate ir à figura, e a bola sai da zona de perigo.

O Barcelona chegou ao quinto, através de Coutinho. Contudo, foi lance anulado, já que o árbitro apitara mesmo antes do brasileiro atirar para dentro. Numa clara demonstração de espírito coletivo, é Coutinho que sobe toda a hierarquia de marcadores de grandes penalidades e volta a marcar, agora de forma oficial e admitida por Jesus Gil Manzano.

Até ao apito final, notava-se que o jogo já tinha acabado. As equipas conformavam-se, tanto de uma parte, quer de outra. O Sevilha, não assim tão esclarecidamente, tentava o golo de honra, o Barça continuava a divertir-se e a demonstrar excelente qualidade a nível de execução, mas acima de tudo de entrosamento através do passe rápido.

Aos 76’ Valverde refrescava o meio campo, trocando Busquets por Paulinho. Sarabia aos 78’ atira muito longe, o Sevilha tentava sem grande convicção. Pouco depois, Layún entra para o seu lugar. Valverde respondeu a Montella, e tirou Coutinho para colocar Ousmane Dembelé em campo e juntar-se à festa. Os últimos minutos ficaram reservados para as substituições, em que Nolito entra apenas para todas as substituições serem gastas por parte do Sevilha; por outro lado, o melhor momento do jogo, na minha solene opinião, fica guardada para o minuto 88, em que Iniesta sai da partida e é aplaudido por todos os que se deslocaram a Madrid.

Já foi aplaudido de pé no Bernabéu, hoje teve a mesma cerimónia oferecida pelos aficionados no Wanda Metropolitano. Sevilhanos, Barcelonistas, agentes neutros deste espetáculo, tudo e todos se renderam ao último jogo, ao que tudo indica, disputado por Iniesta a contar para a Taça do Rei de Espanha.

O Barcelona atropelou um Sevilha amedrontado e sem grande expressão neste jogo. Foi a final de Iniesta. Um jogador único, notamos que o passar dos anos é bem real quando nos deparamos com estas situações. Foi Puyol, Xavi, agora Iniesta… Será Messi…

Divagações à parte, não se pode deixar o Barça jogar na profundidade. É e foi letal.

Foto de capa:

GD Estoril-Praia 1-2 SL Benfica: Salv(i)o por Toto

O aflito Estoril-Praia, último classificado da Primeira Liga, recebeu, em jogo a contar para a trigésima primeira jornada, o também pressionado Sport Lisboa e Benfica, segundo posicionado.

Em comparação com o último jogo (vitória por 1-0 frente ao Portimonense), Ivo Vieira lançou para o lugar do indisponível Pepê (emprestado pelo Benfica) o médio Eduardo e para a posição do castigado Víctor Andrade optou pelo jovem Duarte Valente.

Por sua vez, Rui Vitória elencou os mesmos onze jogadores que saíram derrotados da última partida- derrota, por uma bola, na Luz, frente ao rival Futebol Clube do Porto.

As vozes ainda mal tinham começado a aquecer quando se gritou o primeiro golo na Amoreira, logo nos primeiros dez minutos. Rafa foi lançado em velocidade e, já dentro de área, fez o primeiro da partida. Ailton não acompanhou o extremo de forma devida e o Benfica adiantou-se assim no marcador. É ainda de destacar o grande passe de Zivkovic, que isolou por completo o extremo português. O campeão europeu ainda tentou a sua sorte uma segunda vez, perto da meia hora, desta feita de fora da área, mas a bola passou ao lado da baliza de Renan.

O Estoril apareceu em jogo na jogada seguinte: Lucas Evangelista- jogador canarinho observado pelas águias- roubou a bola a André Almeida e, lançando rapidamente o contra-ataque, entregou-a a Eduardo. O médio rodopiou sob um adversário e lançou Allano. O extremo, em posição privilegiada, atirou de forma perigosa ao lado.

O ritmo de jogo foi baixando com a chegada do intervalo, sempre com um Benfica dominador e à procura do segundo tento. Este ia chegando pelos pés de Raul Jimenez, que, num ressalto com Renan Ribeiro fora da área, acabou por ser mais feliz e por desviar a bola para o lado da baliza estorilista. Contudo, acabou por ver o esférico passar caprichosamente ao lado do poste.

O intervalo acabou por chegar e, caso Ivo Vieira não acordasse a sua turma no descanso de tempo, poderia ver as contas piorar para o seu lado.

Aos 49 minutos, o patrão desta equipa, Luvas Evangelista, lançou Ewandro. O Avançado brasileiro ultrapassou um defesa e assistiu Allano. O extremo à boca da baliza repôs a igualdade no marcador- grande entrada na segunda parte da equipa da linha. Contudo, e já com a festa feita, os adeptos estorilistas viram o golo a ser anulado pelo VAR.

Fonte: Bola na Rede

Dez minutos depois, grande momento de Zivkovic: o médio levou tudo à frente e numa enorme cavalgada progrediu em quase todo o terreno; lançou Rafa, que, completamente isolado e com tudo para fazer o golo, atirou para uma excelente defesa de Renan Ribeiro.

Livre muito bem batido por Eduardo. Haliche aparece solto de marcação e faz o primeiro golo da equipa do Estoril. O Estoril empatara assim a partida à passagem da hora de jogo.

Aos 67 minutos, o segundo golo estorilista esteve perto. Lucas Evangelista brilhou. Com um grande lance de habilidade, deitou por completo André Almeida. Numa posição privilegiada, rematou mas a bola sofreu um desvio- enganou Bruno Varela e acabou por embater no poste.

Dois minutos volvidos e surgiu a resposta do Benfica. Mais um falhanço incrível de Rafa: de novo isolado e com tudo para fazer o golo, o extremo português ofereceu o protagonismo a Renan Ribeiro e voltou a falhar o golo.

O jogo estava intenso e as duas equipas continuavam sempre à procura do golo. Os jogadores do Benfica ficaram no balneário e o intervalo serviu de despertador para os comandados de Ivo Vieira.

A 15 minutos do fim, Jiménez recebeu de costas já dentro da área e atirou para (mais uma) enorme defesa de Renan Ribeiro. Na recarga, a bola foi ao encontro de Rafa mas a defensiva estorilista apareceu logo e atirou para canto.

Já em período de descontos (94’), Grimaldo cruzou para área onde apareceu Salvio para fazer o 2-1. Os adeptos foram ao rubro e optarem por uma conduta infelizmente já habitual, mas imprópria: inúmeros instrumentos pirotécnicos foram lançados para o relvado, demorando assim o retomar da partida.

Hugo Miguel terminou a partida e o Benfica, embora as dificuldades, acabou por vencer. O Estoril esteve bem na segunda parte e até merecia mais, mas a sorte esteve do lado dos encarnados e Salvio, já em período de descontos, deu a vitória às aguias. Com este resultado, o Estoril vê a sua vida complicada, uma vez que acabará a jornada em último. Por sua vez, o Benfica é líder à condição e passa em mais um teste difícil.

Como jogou o Estoril-Praia:

Renan, Ailton, Dankler, Eduardo, Allano, Fernando Fonseca, Gonçalo Santos, Lucas Evangelista, Duarte Valente, Halliche e Ewandro.

Substituições: Bruno Gomes (Gonçalo Santos, 43’), Savio (Allano, 65’) e Índio (Eduardo, 76’)

Como jogou o SL Benfica:

Bruno Varela, Grimaldo, Fejsa, Zivkovic, Pizzi, Franco Cervi, Rafa, Jardel, André Almeida e Rúben Dias.

Substituições: Salvio (Franco Cervi, 71’), Seferovic (Pizzi, 79’) e Samaris (Jimenez, 95’)

A Liga Turca está ao rubro!

 

A liga turca nunca me fascinou particularmente mas, não entendo porquê, é uma liga bastante curiosa. É uma espécie de liga milionária da terceira idade. Passo a explicar: é uma liga que move muito dinheiro, talvez tanto ou mais que uma das cinco principais ligas europeias mas, no entanto, é uma compilação de pré-reformados do futebol. Os jogadores experientes que outrora jogaram em grandes clubes parece que insistem em querer terminar a carreira na Turquia, ou isso ou porque mais nenhum país quer jogadores que pedem ordenados chorudos e já atingiram o seu potencial. Para não pensarem que isto é dito da boca para fora, segue uma compilação de jogadores experientes a atuar nestes quatro clubes: Fernando Muslera, Maicon, Fernando (Ex Porto e Manchester City), Gomis, Fabri, Pepe, Adriano (Ex Barcelona) , Tosic, Gary Medel, Ricardo Quaresma, Ryan Babel, Alvaro Negredo, Vagner Love,Clichy, Chedjou, Manuel da Costa, Arda Turan, Gokhan Inler, Adebayor, Carlos Kameni, Isla, Neustadter, Skrtel, Topal, Valbuena, Soldado e, acreditem, muito mais. É isto que, para mim, faz com que esta liga seja interessante, pois conta com  muitos nomes que já fizeram o futebol mexer, compilados numa só liga. Podemos assim prever uma competição experiente e madura, séria e competitiva, acompanhada com uma pitada de Voltaren e Picalm naqueles joelhos.

O internacional português Pepe é dos nomes mais sonantes desta equipa do Besiktas
Fonte: Besiktas JK

A verdade é que esta tem sido a chave do sucesso desportivo desta liga, que tem presença assídua na liga dos campeões, sempre com clubes que são altamente competitivos na Champions. O cenário na liga Turca é idêntico. A cinco jornadas do fim, o Galatasaray está em primeiro lugar com 60 pontos, seguido por Basaksehir e Besiktas com apenas um ponto de diferença e, depois, aparece o Fenerbahçe na quarta posição a três pontos do primeiro lugar.  A tensão promete aumentar, especialmente após o jogo da passada quinta-feira para a taça da Turquia, que acabou suspenso após agressões entre jogadores e staff do Galatasaray e do Besiktas, e onde o treinador do Beskitas teve que ser hospitalizado. O jogo já estava tenso quando o internacional Português Pepe fez um “carrinho” a um adversário, o que lhe deu direito a expulsão imediata.

O Galatasaray está em primeiro lugar muito devido a Gomis, que já conta com 26 golos marcados no campeonato. Jogou os 28 jogos, tal como Maicon e Muslera, que são as figuras mais consistentes desta equipa. Ainda vai apanhar o Beskitas na 31ª Jornada da liga num jogo que poderá definir o campeonato.  Já o grande Rival Besiktas conta (a meu ver) com o plantel mais sonante desta liga e tem como estrela o ex-jogador do SL Benfica, Talisca. Talisca é não só o melhor marcador como o jogador que mais jogos fez pelo clube esta época. São também figuras essenciais nesta equipa Ricardo Quaresma, Ryan Babel e Tosic. A equipa surpresa de Istambul, o Basaksehir, tem sido uma novidade neste campeonato e pode mesmo vir a ser campeão, especialmente se conseguir tirar proveito do resultado entre Galatasaray e Besiktas. A equipa de Mossoró, Clichy e Junior Caiçara conta como melhor marcador o avançado togolês Emanuel Adebayor, que pode trazer o título para a mais conhecida cidade Turca. A equipa que considero menos provável de sair vencedora é o Fenerbahçe, pois estar, neste momento, a três pontos de diferença para o atual líder é muito, tendo em conta que lhe garante um quarto lugar. A equipa de Valbuena e Neustadter tem Giuliano como melhor marcador, no entanto, à partida, não será suficiente para levar a equipa ao título.

Adebayor é o nome mais sonante desta equipa revelação de Istambul
Fonte: Basaksehir FK

Está muito em jogo neste momento e a luta promete ser até à última jornada, não está só em jogo o título de campeão turco mas também está em jogo o apuramento para as competições europeias e consequentemente muitos milhões de receita. Veremos quem sai vencedor desta fervorosa e envelhecida liga turca.

Foto de capa: Galatasaray SK

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

FC Porto 27-30 Sporting CP: Resultado dita luta a dois

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O clássico deste sábado, em que o Sporting saiu vitorioso (30-29), foi marcado pela estreia de Carlos Martingo no comando técnico do Porto, após a saída de Lars Walther. O pavilhão do FC Porto, Dragão Caixa, tinha a lotação quase esgotada. As equipas entraram em campo separadas por seis pontos, o Sporting em 1.º lugar com 50 pontos e o Porto em 3.º com 44.

Com este resultado, o Porto fica praticamente fora do título – perde três pontos para o Benfica, que venceu o ABC em Braga por 31-30 e fica com 49 pontos – e fica a oito pontos do líder, Sporting, que passa a somar 53 pontos. O Porto tem ficado muito aquém das expectativas nesta fase final do campeonato nacional: soma dois empates, duas derrotas e apenas uma vitória em cinco jogos.

O Sporting começou o jogo mais forte com Frankis Carol a marcar os dois primeiros golos do jogo. O Porto rapidamente se recompôs e, aos sete minutos, já estava em vantagem (4-3). Evidenciava-se Nikola Spelic, a lateral esquerdo, na equipa dos Dragões. Aos 13 minutos, o Sporting a vencer por um golo (6-7) conseguiu superioridade numérica com a exclusão de Daymaro Salina mas o Porto conseguiu anular os ataques precipitados do Sporting e ainda empatar com um golo de Miguel Martins (7-7 aos 15 minutos da primeira parte).

Frankis Carol foi substituído por Edmilson Araújo, que cumpriu muito bem o papel, e o Sporting conseguiu a primeira vantagem de três golos no jogo (9-12 aos 22 minutos). Nesta altura do jogo, a equipa do FC Porto encontrava-se “desnorteada”, com dificuldade em encontrar soluções de ataque. Ao intervalo, depois de uma primeira parte muito equilibrada e bem disputada, o resultado estava empatado 14-14.

O Sporting marcou primeiro na segunda parte por Frankis Carol, o 5º golo do jogador no jogo. O equilíbrio manteve-se entre Porto e Sporting no Dragão Caixa, com o Sporting ligeiramente mais forte. Aos cinco minutos da segunda parte, José Carrillo, ponta esquerda do FC Porto, apontava também o seu quinto golo no jogo (16-17).

Aos cinco minutos e 50, Pedro Portela foi excluído dois minutos por falta defensiva e Francisco Tavares por fazer a substituição de forma ilegal. De espantar é o facto de o Sporting, com dois jogadores a menos, ainda ter conseguido ampliar a vantagem de dois para três golos – fase do jogo muito acesa, com cinco golo em pouco mais de 2 minutos.

Esta boa fase do Sporting foi interrompida por um time out pedido por Carlos Martingo, e pela reação do FC Porto a este time out, com dois golos de Carrillo (20-21 aos 11 minutos).

Carlos Ruesga foi uma baixa de peso na equipa dos leões. Nikcevic também não jogou por lesão
Fonte: Andebol SCP

O Porto ia desperdiçando e, perto dos quinze minutos da segunda parte, o Sporting conseguia uma vantagem de quatro golos pela primeira vez no jogo (21-25) – ia-se notando cada vez mais a ausência de Carlos Ruesga no Sporting, apesar do resultado dilatado. Cláudio Pedroso estava a realizar um grande jogo, não só pelos golos apontados mas também pelas assistências para o pivot do Sporting, Tiago Rocha.

Na fase final do jogo, o Sporting foi gerindo as vantagens de três ou quatro golos com algum controlo, a utilizar bem o tempo de ataque e a dominar o jogo.

Destaque para as exibições de Cláudio Pedroso, que liderou a equipa na fase mais apertada e apontou seis golos. Do lado do Porto, José Carrillo realizou um excelente jogo com oito golos apontados – grande eficácia da ponta esquerda.

Vitória clara do Sporting ao Porto por 30-27, segunda vez esta época em casa do Porto e desde o ano 2000. O Sporting soma a 26ª vitória consecutiva no campeonato e ameaça o recorde do FC Porto (27 vitórias consecutivas). Os leões seguem no 1º lugar a quatro pontos do segundo classificado, Benfica.

O título parece que vai ser disputado entre o Sporting e o Benfica. Faltam apenas cinco jogos e Benfica e Porto ainda se deslocam ao pavilhão João Rocha.

EQUIPAS INICIAIS:

FC Porto:

Alfredo Quintana, António Areia, José Carrillo, Nikola Spelic, Rui SIlva, Daymaro Salina e Angel Zulueta

Sporting:

Aljosa Cudic, Carlos Carneiro, Frankis Carol, Cláudio Pedroso, Pedro Portela, Pedro Solha e Tiago Rocha

CF União 1-0 SC Covilhã: Tiro de Carvalhas mantém vivas as esperanças da salvação

À entrada para a 35.ª jornada da Segunda Liga, defrontavam-se, na Ribeira Brava, duas equipas que procuravam amealhar pontos preciosos para a fuga aos lugares de despromoção. Bastante pressionado nessa luta estava o CF União, quatro pontos abaixo da ‘linha de água’, ao passo que o SC Covilhã se encontrava mais tranquilo, a meio da tabela, embora a sua margem não fosse particularmente confortável.

Face a esse mesmo cenário, desde cedo se tornou nítido que o empate servia as intenções dos serranos. O União, por seu turno, jogava sobre brasas, e também isso se evidenciava cada vez mais, a cada jogada. A frustração começava a fazer-se sentir, até porque até à meia-hora, foram muito poucas as ocasiões criadas por qualquer um dos lados. Só aos 33 minutos os madeirenses fizeram trabalhar o guarda-redes forasteiro, quando Nduwarugira atirou forte, de fora da área, para a defesa vistosa de Vítor São Bento.

O Covilhã geria, enquanto o União procurava assumir o jogo, mas com dificuldades para furar a defensiva serrana. A equipa azul e amarela jogava demasiado para o lado e para trás, demonstrando pouca objetividade.

As verdadeiras ocasiões só apareceram já no final da primeira parte. Aos 44’, Júnior dispôs daquela que era, à altura, a melhor jogada do encontro, mas a concluir, o cabo-verdiano chutou contra São Bento. Na resposta, Reinildo reclamou para si a soberana ocasião do primeiro tempo, atirando por cima, com a bola a rasar ainda o travessão da baliza de Chastre.

Rui Costa apitou, pouco depois, para o fim dos 45 minutos iniciais, e o intervalo pareceu fazer bem à formação caseira. Reentrou melhor o União na segunda parte, conseguindo desde logo duas boas oportunidades, assinadas por Betinho e Flávio Silva, nos primeiros cinco minutos.

O momento do jogo. Livre cobrado por André Carvalhas e um golo de belo efeito

O desfecho, contudo, era quase sempre o mesmo, acabando a bola longe da baliza. Muita vontade, mas pouco engenho e clarividência resumiam o jogo unionista, até pouco depois dos 60 minutos, altura em que chegou a explosão de alegria para os adeptos que marcaram presença no estádio, apesar da tarde fria e chuvosa.

À passagem da hora de jogo, o União conquistou um livre em posição frontal à baliza de São Bento. André Carvalhas não podia ter pedido melhor posição para fazer o gosto ao pé, e na conversão, o médio fuzilou as redes serranas, fazendo o primeiro golo da partida.

Com o tento unionista, adivinhava-se uma inevitável reação do Covilhã, pelo que o jogo se tornou mais aberto e interessante. Os leões da Serra aproximaram-se pela primeira vez nos segundos 45 minutos da área de Chastre, e ainda provocaram alguns calafrios aos homens de Ricardo Chéu.

Foi, no entanto, o União a estar mais perto de dilatar a vantagem, quando já aos 78’, Júnior aproveitou uma escorregadela de Paulo Henrique, e foi sozinho, galgando terreno até à baliza contrária. São Bento fez a mancha e defendeu, já no limite da área, oferecendo o corpo às balas.

Até aos 90 minutos, o Sporting da Covilhã ainda tentou exercer pressão sobre os madeirenses, mas o resultado não se alterou. Com o último apito de Rui Costa chegou o final para um jogo que valeu pelo futebol praticado na segunda parte. Depois da surpreendente vitória na jornada anterior, sobre o Académico de Viseu FC, no Fontelo, o União somou mais três importantes pontos para se manter vivo na luta pela manutenção.

CF União

Chastre, Tiago Moreira, Allef Nunes, Miguel Lourenço, Sylla, Nduwarugira (Ciss, 64’), André Carvalhas (Bruno Morais, 75’), Danilo Dias (Peterson, 91’), Júnior, Flávio Silva e Betinho

SC Covilhã

Vítor São Bento, João Dias, Zarabi, Abalo, Paulo Henrique, Makouta (Adul Seidi, 66’), Boubakary Diarra (Vitó, 79’), Índio (Gilberto, 55’), Fatai, Renato e Reinildo Mandava

FC Paços Ferreira 1-1 CF Os Belenenses: Pontas-de-lança ao serviço

Jogo determinante para o Paços de Ferreira na mata real contra o Belenenses. Fator casa tem sido importante para o objetivo da manutenção da equipa e este era um dos dois jogos que o Paços tinha em casa até ao final do campeonato. O jogo, arbitrado por Manuel Mota, acabou empatado a uma bola com golos dos pontas-de-lança de ambas as equipas.

O jogo entre as duas equipas começa equilibrado e renhido, com Belém e Paços a conseguirem aproximações à baliza contrária. Duas grandes oportunidades para a equipa da casa e Belenenses com aproximações à área do seu adversário mas sem lances de grande perigo. As duas grandes ocasiões em que o Paços esteve à beira de se adiantar no marcador foram protagonizadas por Luíz Phellype. Um deles foi um lance em que o brasileiro remata à entrada da área mas o guarda-redes Moreira defende. O outro teve início num grande cruzamento do australiano Mabil. Phellype cabeceia tenso mas a bola vai parar à trave. Já o Belém chega à área do Paços através de uma iniciativa de Diogo Viana pela direita. O jogador remata mas a bola acaba por passar por cima da baliza.

Jogo equilibrado, com oportunidades para ambas as equipas, mas as chances mais flagrantes pertencem à equipa da casa que, aos 13 minutos, marca o 1-0 por Luíz Phellype através de um excelente cruzamento de António Xavier. O ponta-de-lança dos castores redime-se do lance anterior em que foi bastante perdulário.

Depois do golo, o Paços baixa o seu bloco e a sua equipa fica mais compacta, passando a investir em contra-ataques rápidos e passes em profundidade. Apesar de, inicialmente, o Belém ter tido muitas dificuldades a impor o seu jogo a meio-campo, a equipa de Silas levanta a cabeça depois do golo sofrido e consegue superiorizar-se ao longo da primeira parte. A equipa do restelo acaba por impor o seu estilo de jogo, criando muitas dificuldade ao Paços, e chega mesmo a justificar o empate. Por sua vez, o Paços mostra dificuldade em ligar o seu jogo devido à pressão dos jogadores da equipa adversária. Por esta altura, Luíz Phellype aparece muito isolado pois o Paços não consegue que a bola chegue ao seu ponta-de-lança.

Chega ao intervalo e o Paços mostra-se uma equipa com muitas dificuldades em ter a bola. Belenenses a carregar no jogo, com 58% de posse de bola, e com vários remates na baliza de Defendi, mas, ainda assim, nenhum deles entra dentro da baliza do brasileiro. Chega o tempo de intervalo: vale o golo marcado por Luíz Phellype. Vence o Paços, em sua casa, por 1-0.

Melhor entrada na segunda parte era impossível: Golo de Maurides logo no primeiro minuto da segunda parte. Diogo Viana sobe no terreno e o ponta-de-lança sobe com o pé e remata a bola para o segundo poste sem qualquer hipótese para o guarda-redes Defendi. Está imposta a igualdade no marcador.

Sabendo a importância deste jogo para o objetivo principal do Paços, que é a manutenção, a equipa de João Henriques mostra-se exuberante ofensivamente, com Mabil a ser impulsionador da pujança ofensiva da equipa da casa. Porém, faltou frieza aos jogadores no momento de decisão.

Na fase final do jogo, o Paços opta por um jogo mais direto para um dos seus pontas-de-lança depois da entrada de Bruno Moreira. Já o Belém, opta por passes em profundidade para Licá depois do Paços ficar a jogar com dois avançados-centro. Ambas as equipas à procura do golo, num jogo extremamente equilibrado e intenso.

Na reta final, aos 90 minutos, sequência de dois lances na área do Belenenses que causam grande polémica. Os jogadores do Paços pedem grande penalidade mas o árbitro Manuel Mota nada assinala. O lance gera protestos dentro e fora de campo. Na bancada ouvem-se assobios e no banco de suplentes muitos protestos. Já no banco, Ruben Micael é expulso por isso mesmo.

Foi um final de jogo conturbado que acabou por não fazer jus àquilo que foi o resto da partida até ali. Pedrinho Moreira e Diogo Viana acabam por se envolver num confronto que resultou em amarelos para cada um dos jogadores.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Paços de Ferreira: Defendi, Bruno Santos, Rui Correia, Miguel Vieira, Filipe Ferreira, Pedrinho Moreira, Assis (Subst. Gian Martins), Micael (Subst. Vasco), Xavier (Subst. Bruno Moreirs), Phellype, Mabil

CF Belenenses: Moreira, Viana, Gonçalo Silva, Nuno Tomás, Florent Hanin, Nathan (Subst. Bruno Pereirinha), Bakic (Bakary Sare), André Sousa, Persson, Maurides, Licá (Subst. Bernardo Dias)

Académica OAF 1-0 Real SC: Cabeçada Real no desespero massamense

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A tensão estava no ar. Real, Académica ou ambas as equipas iriam sair insatisfeitas deste encontro. Como se diz num mundo do ‘sports-entertainment’, era um “combate programado para uma derrota”. O empate não interessava a nenhuma das equipas e a vitória de um dos conjuntos teria implicações nefastas no outro.

Pois bem, o triunfo sorriu à Académica, que continua a aspirar à subida de divisão e, assim, coloca o Real nos cuidados intensivos no que à manutenção da Segunda Liga diz respeito – se o Sporting de Braga B vencer amanhã, o Real fica pontualmente relegado para o Campeonato Nacional de Seniores (embora haja a ter em conta uma possível desistência de equipas B que poderá, eventualmente, anular esta descida).

A jogar em casa, esperava-se que fosse a Académica a tomar as rédeas do encontro e assim foi. Com dois pontas-de-lança de raíz no onze inicial e com Chiquinho (reforço do SL Benfica para a próxima época), a Briosa foi acutilante no seu processo ofensivo e rondou a baliza do Real na primeira parte. Porém, os esforços da Briosa esbarraram num Real com capacidade para ler o momento do jogo e que soube ficar no seu meio-campo quando o contexto do encontro a isso obrigava. Esta postura ajudou os de Massamá a aguentar o nulo até ao intervalo.

Depois de aguentar o poderio da Briosa, o Real tentou aventurar-se no ataque e a verdade é que esteve perto de ser feliz. Carlos Vinicius, por duas vezes, colocou a defesa contrária em alvoroço.

A Académica tentava reagir, mas Chiquinho foi acusando algum desgaste por se encontrar demasiado sozinho na construção do ataque. Atento a isto, Quim Machado decidiu retirar Tozé Marreco e colocar Marinho em campo de forma a ligar melhor o meio-campo com o ataque. Uma aposta que não teve efeitos imediatos mas que ajudou a Académica a ser mais esclarecida no último terço e que fez parecer natural o golo inaugural, surgido de um canto batido por Nélson Pedroso e concretizado por João Real após um primeiro desvio ao primeiro poste.

A Académica ficou mais confortável no encontro e conseguiu gerir o assédio do Real até final. Quim Machado fez trocas para refrescar a equipa enquanto que Alexandre Santos (que, por sinal, só mexeu aos 72 minutos) arriscou tudo na busca de um resultado diferente, mas não foi feliz.

Este era um combate programado para uma derrota. Alguém tinha de perder. Foi o Real, que teve como carrasco a Académica de Quim Machado, que se estreou, com uma vitória, nos jogos em Coimbra.

Pedro Machado

FC Porto 7-4 OC Barcelos: Porto forte derrota Barcelos combativo

Na tarde de sábado, no dragão-caixa, o Porto recebeu o Barcelos para mais um clássico do hóquei em patins nacional, tendo mantido o seu grande momento, ao vencer o Òquei por 7-4 após uma partida muito discutida.

O Porto entrou muito forte e disputados apenas trinta segundos, foram três as oportunidades de golo conseguidas pela equipa da casa que, nesta jornada, utilizou o equipamento alternativo. Ciente da equipa que tinha pela frente, o Òquei jogava de forma partida e foi através de uma iniciativa individual de Rúben Sousa que criou a sua primeira chance de golo. Contudo, a “picadinha” passou por cima da baliza defendida por Nelson Filipe.

Sem arriscar muito e a tentar prolongar os seus períodos de posse de bola ao máximo, o Barcelos ia, de alguma forma, conseguindo “adormecer” o Porto, que não estava a conseguir impor a sua virtuosidade, também, devido à pressão em cima do portador da bola feita pelo conjunto visitante. Que, sempre que podia, tentava a aproveitar o espaço nas costas da defesa portista.

O jogo não estava nada fácil para o Porto que, sobretudo, atrás da baliza de Ricardo Silva, tentava criar combinações com jogadores dentro da área do Barcelos ou vindos de trás, mas o Òquei estava a defender bem e fechava todos os caminhos até ás suas redes.

Já com menos de dez minutos para ao intervalo, numa jogada em conjunto com Ton Baliu, Jorge Silva, jogador mais fixo dentro da área adversária, recebeu um passe do espanhol, rodopiou e enrolou o esférico ao angulo superior direito da baliza de Ricardo Silva, fazendo o 1-0.

Em desvantagem, o Barcelos tentou responder através de stickadas de meia distancia ou iniciativas individuais dos seus artistas, como Marinho, mas não era fácil entrar na defensiva azul e branca. Contudo, com pouco mais de três minutos para se jogar até à pausa, numa situação de contra-ataque de três para dois, Juanjo López começou e terminou, com uma “picadinha”, a jogada que empatava a partida. De seguida, João Almeida foi mais forte que Temo Pinto na tabela e com uma nova “picadinha” virou o marcador a favor do Òquei.

A cerca de dois minutos para o final do primeiro tempo, numa altura em que a partida estava parada, Jorge Silva viu um cartão azul, deixando a sua equipa em situação de “underplay”.

Com pouco mais de trinta segundos para se jogar até à ida para as cabines e quando tudo fazia prever que resultado não se voltaria a mexer, Juanjo López cometeu a 10ª falta do Barcelos. Hélder Nunes, com uma grande oportunidade para empatar o jogo, não conseguiu bater Ricardo Silva. Segundos antes do toque da buzina, Rafa disparou um “míssil” da linha de meio campo, mas o experiente guarda-redes internacional português, voltou a negar a igualdade.

Chegado o intervalo, de forma algo surpreendente, o Barcelos estava na frente por 2-1. O Porto tinha sido a melhor equipa durante os vinte cinco minutos iniciais, mas o Òquei, sempre muito organizado, tanto a defender como a atacar, conseguiu a aproveitar um minuto de desconcentração dos dragões e virou o marcador.

Ton Baliu foi peça chave no primeiro golo da tarde, ao conseguiu encontrar uma linha de passe para Jorge Silva que, à meia volta, fez o 1-0
Fonte: FC Porto

O FC Porto entrou na segunda parte determinado a fazer o empate e jogados pouco mais de dois minutos, num lance algo confuso atrás da baliza de Ricardo Silva, uma falha de marcação da defesa barcelense, permitiu a Gonçalo Alves fazer o 2-2. Um minuto depois, Rafa roubou o esférico a Hugo Costa e assistiu Gonçalo Alves que, isolado perante o guarda-redes adversário, fez a colher e voltou a colocar o Porto na frente.

Estrelas da formação: Chidera Ezeh

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Entre os anos 2013 e 2015 as camadas jovens da seleção nigeriana viveram momentos de glória com as conquistas do Mundial de sub-17 e também da CAF sub-20. No meio destas vitórias há um nome transversal a estas duas conquistas: Chidera Ezeh.

Com apenas 16 anos, Chidera jogou e brilhou no Mundial de sub-17 em 2013. A vitória dessa competição foi a rampa de lançamento para a jovem promessa nigeriana que despertou a atenção do FC Porto e que assegurou a contratação do jogador logo na época seguinte.

Desde cedo os dragões depositaram confiança na contratação de Chidera Ezeh, já que o FC Porto teve que esperar dois anos até que o jogador atingisse a maioridade para assinar o seu primeiro contrato profissional.

O extremo nigeriano chega assim aos dragões com 18 anos e integra os juniores do clube, onde faz 11 jogos e marca três golos na sua época de estreia em Portugal. O que se seguiu nas duas épocas seguintes foram empréstimos sucessivos ao Portimonense SC, nos quais o jogador teve oportunidade de se adaptar ao futebol português e ganhar minutos na Segunda Liga Portuguesa. Na sua primeira época ao serviço do Portimonense SC, e com apenas 19 anos de idade, teve o registo interessante de três golos em 14 jogos.

Chidera Ezeh esteve emprestado duas épocas sucessivas ao Portimonense SC
Fonte: Instagram de Chidera Ezeh

Voltou a ser emprestado nesta época à equipa de Portimão, agora na Primeira Liga Portuguesa, onde conseguiu somar sete minutos na principal divisão portuguesa. Regressou ao FC Porto no mercado de inverno, desta vez para alinhar na equipa B. Com a saída de algumas das maiores figuras da equipa B, tais como Galeno, Fede Varela e André Pereira, Chidera Ezeh tem agora a oportunidade de agarrar o seu lugar e provar todo o valor e potencial demonstrado aos 16 anos aquando da conquista do Mundial de sub-17.

Chidera Ezeh tem como principais atributos a qualidade de passe e a rapidez com a bola “colada” ao pé. O FC Porto já demonstrou no passado a confiança no jogador e vontade não falta ao extremo nigeriano de recompensar os dragões e diariamente lutar para um dia ter um lugar na equipa principal.

Foto de Capa: Instagram de Chidera Ezeh

Artigo revisto por: Jorge Neves