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Estrutura, aprende com os erros!

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Sinceramente, ainda tudo pode acontecer neste campeonato. Até podemos ganhar o título de campeão nacional e festejar mais efusivamente que em anos passados, mas ninguém quer passar de novo por isto. Por esta dor, por esta instabilidade, por este martírio.

Para que não voltemos, nos próximos anos, a passar por tudo isto, é necessário usar a estrutura naquilo que este ano falhou: na gestão do plantel. Este ano já não há nada a fazer mas o próximo mercado não está distante e é necessário corrigir os erros deixados em mercados anteriores. Comecemos pela baliza: Tivemos nos últimos anos um gigante Oblak e um enorme Ederson e andámos a época toda com um Varela. Lamento amigos, no próximo mercado precisamos de investir num guarda-redes que possa ser determinante. Apenas isso. Se é Svilar? Não sei, pouco se viu dele e o pouco que se viu deixou uma ideia de que ainda.

Outro sector a ser corrigido, mais numa perspetiva a médio longo prazo é a linha defensiva. Se tivesse que investir de imediato numa das posições era na lateral direita. André Almeida oferece segurança defensiva mas durante anos tivemos e contávamos com laterais ofensivos. Precisamos de um lateral que faça, com qualidade, todo o corredor direito mas que, tal como Almeida, também cumpra e de que maneira as tarefas mais defensivas. Precisamos de renovar as idades do centro da defesa, apostar num outro “Luisão” e ir estudando um nome para substituir o já trintão Jardel. Do lado esquerdo, acredito que a alternativa a Grimaldo é Yuri Ribeiro. Não me preocupa muito este lado da defesa.

No meio-campo a gestão vai depender de possíveis saídas de jogadores.  Pizzi começa a sentir o síndrome de Adrien Silva, isto é, se não sair brevemente do Benfica sabe que nunca mais conseguirá destacar-se numa outra liga mais competitiva. O internacional português é uma grande questão a lidar pela estrutura no próximo mercado. O ataque, excluindo extremos que os coloco no saco dos médios, é um sector que levanta muitas questões: Jonas, rende mais uma época?

Tem sido uma época atribulada para Rui Vitória
Fonte: SL Benfica

Esta lesão será mais grave e demorada do que se espera? Raul tem qualidade para substituir o brasileiro caso este não jogue? A formação tem jogadores que podem entrar e fazer a diferença?  Todas estas dúvidas devem ser esclarecidas antes de apostar no mercado de transferências para trazer nomes para o Benfica.

São muitas as dúvidas, muitas as possibilidades, para o mercado que se aproxima. Uma coisa eu peço: se há mercado é para o utilizar. Os clubes vivem de renovações de plantel, vivem de sangue novo (e de qualidade, de preferência). O Benfica tem a dimensão que têm e por isso mesmo há jogadores de grande qualidade que nunca diriam que não ao nosso clube. Para terminar este texto, deixo dois nomes de jogadores que gostaria de ver entrarem no nosso clube no próximo mercado:

Matheus (SC Braga) e Ricardo Ferreira (SC Braga)

Matheus é um brilhante guarda-redes. Encaixava na perfeição na baliza encarnada. Ricardo Ferreira só não entra na seleção porque precisa de um clube de maior destaque que o Braga. Vá, estrutura, gasta lá o tanto dinheiro que amealhaste nos últimos anos.

Foto de Capa: SL Benfica

Ninguém consegue parar Nadal

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Foram 72 os encontros que disputou Rafael Nadal no Principado do Mónaco. Werner Eschauer – diz lhe alguma coisa? Provavelmente não. No entanto o maiorquino talvez se lembre que foi este austríaco o seu primeiro adversário de sempre em Monte Carlo. Para encontrarmos esse confronto, temos de recuar até ao longínquo ano de 2003 onde, aos 16 anos, Rafael Nadal era um menino franzino, equipado com t-shirts enormes para o seu corpo, e que em Monte-Carlo tinha o estatuto de 15º cabeça-de-série…do qualifying. E foi por aí que começou, levando de vencida Eschauer e Andrei Stoliarov para chegar ao quadro principal do torneio monegasco. Karol Kucera foi a primeira vítima do jovem maiorquino que enfrentaria na segunda ronda o campeão em título de Roland Garros, Albert Costa. E foi esse o primeiro grande momento da carreira do então 96º classificado do ranking ATP – levou de vencida o compatriota em dois sets (7/5 e 6/3). Guillermo Coria foi então o responsável por terminar a campanha deste “rebelde” espanhol, derrotando-o nos oitavos-de-final. Não fazia ideia Coria que durante dez anos seria o único a poder gabar-se de tal feito. Isto porque entre 2005 e 2013, em 40 encontros disputados sob a argila monegasca, Nadal venceu todos, acabando por morder o troféu entregue pelo Príncipe Alberto do Mónaco oito anos consecutivos.

Rafa Nadal em 2003, na sua estreia em Monte-Carlo
Fonte: Propaganda-Photo

Foi preciso esperar até 2013, ano que ficou marcado na carreira do espanhol como um dos melhores regressos à competição depois de paragem por lesão de sempre. O espanhol começou por disputar as provas de Viña del Mar (onde perdeu a Final para Horacio Zeballos), venceu no Rio, em Acapulco e em Indian Wells e, depois de prescindir de jogar em Miami, chegou a Monte-Carlo com algumas dúvidas relativamente ao seu joelho. Felizmente para o espanhol, a sua condição física não o traiu, mas na nona final consecutiva no Mónaco, Djokovic surgiu em grande força e, numa das suas tardes mais inspiradas de sempre, venceu o espanhol quebrando a série de 44 vitórias consecutivas de Rafa. Esse foi o início de uma “mini-era” malfadada para o maiorquino no Mónaco, já que em 2014 viria a ceder frente a David Ferrer nos quartos-de-final da prova e em 2015 seria de novo Djokovic a vencer Nadal, desta vez nas meias-finais.

Por essa altura, muitos declararam o fim da “Era-Nadal”, aclamado por alguns como o melhor jogador de sempre em terra batida. Mas se há alguma coisa em que os grandes campeões são peritos é em virar todas as previsões de pernas para o ar, e sair por cima dos desafios. E foi isso que Rafa Nadal fez, mais uma vez na sua carreira, quando regressou às vitórias no principado, derrotando Gael Monfils numa final estranha em que o espanhol venceu por 7/5; 5/7; 6/0 erguendo o troféu pela nona vez. “La decima” chegaria de forma natural em 2017, depois de Rafa vencer de forma tranquila todos aqueles que do outro lado da rede encontrou, sendo Albert Ramos Viñolas o último, e aquele que ficou com honras de finalista vencido no Mónaco.

2018 revelou-se mais uma vez um ano complicado para o maiorquino a nível de lesões, tendo Rafa desistido de todos os torneios que havia planeado disputar entre o Grand Slam australiano e os quartos-de-final da Taça Davis, disputados já este mês de abril, que colocaram a Espanha e a Alemanha frente a frente. Com dois encontros disputados apenas antes de chegar ao seu “trono” monegasco, a expetativa era muita para ver se Nadal conseguia manter-se fisicamente forte para tentar levantar o troféu pela 11ª vez. E Nadal mostrou ser como o vinho do Porto – fica cada vez melhor com o tempo. Pelo menos olhando para os resultados deste ano no principado, Rafael Nadal quase não precisou de suar, e levou de vencida todas as suas partidas de forma assustadoramente fácil. No “saco” ficaram Dominic Thiem – que depois de vencer Djokovic viu um rolo compressor passar-lhe por cima (6/0 e 6/2) – Grigor Dimitrov (6/4 e 6/1) e Kei Nishikori (6/3 e 6/2).

Rafael Nadal continua demolidor no que a encontros disputados sob terra batida diz respeito e a falta de concorrência à altura é gritante. Na ausência de Roger Federer, pessoalmente não vislumbro ninguém que, com o espanhol pelo menos a 70% da sua capacidade física, seja capaz de o derrotar, particularmente nos courts centrais de Monte Carlo e Roland Garros – os dois courts mais lentos do circuito, ao contrário do que acontece, por exemplo, na Caja Magica onde se disputa o ATP 1000 de Madrid. Dando este início a mais uma época de terra batida, Nadal parece preparado para bater o seu record de 2013 e 2017 (em que amealhou os inacreditáveis 5100 pontos ATP) e manter assim o seu estatuto de líder do ranking mundial no ano em que cumpre 32 anos de idade. Pela frente, o espanhol terá os torneios de Barcelona (ATP500) e os ATP1000 de Roma, Madrid e o Grand Slam francês Roland Garros – estando neste momento 4500 pontos ao alcance do maiorquino.

Foto de Capa: IMG

Juventus FC 0-1 SSC Napoli: Pizza napolitana provocou congestão à ‘Vecchia Signora’

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Jogo de emoções fortes em Itália! No derradeiro encontro da 34ª jornada da liga italiana foram protagonistas a Juventus e o Napoli, os dois primeiros classificados e principais candidatos ao título. Um resultado que não a vitória deitava por terra as aspirações do conjunto napolitano à conquista da Serie A.

A Juve, a jogar em casa, partiu para esta partida com quatro pontos de vantagem sobre a equipa de Nápoles, e com algum favoritismo: os napolitanos desde 2009 que não venciam a Juventus em Turim para o campeonato.

Do lado da Vecchia Signora, Massimiliano Allegri fez alinhar um XI constituído por Buffon, Howedes, Benatia, Chiellini, Asamoah, Khedira, Pjanic, Matuidi, Douglas Costa, Higuain e Dybala. Já as escolhas de Maurizio Sarri recaíram sobre Reina, Hysaj, Albiol, Koulibaly, Mário Rui, Allan, Jorginho, Hamsik, Callejon, Mertens e Insigne. Todos os jogadores apresentaram-se em campo com uma risca vermelha na cara, como forma de sensibilização contra a violência nas mulheres.

O Napoli entrou de forma bastante agressiva no jogo. Insigne, Callejon e Mertens, com uma pressão sufocante, iam fazendo a cabeça em água aos defesas da Juve, impossibilitando a saída de bola da equipa de Turim.

Aos nove minutos, após falta de Benatia sobre Mertens, surge um livre em zona perigosa a favor do Napoli: o português Mário Rui atirou por cima da baliza de Buffon. Dois minutos depois, Allegri vê-se obrigado a tirar Chiellini (por lesão), fazendo entrar o internacional suíço Lichtsteiner; Howedes passava assim para o centro da defesa, para ceder a ala direita ao colega de equipa recém-entrado.

Aos 16 minutos, Pjanic, ao estilo do seu “mestre” Juninho Pernambucano (um dos maiores especialistas de sempre na cobrança de livres diretos), com quem dividiu balneário no Lyon, mandou a bola ao poste. Na sequência do lance há canto para a Juve, e Gonzalo Higuain, com um remate acrobático, atirou para a defesa de Reina.

Contudo, era o Napoli que se ia mostrando mais perigoso nas suas ações: através de processos rápidos e bem definidos pelo “old school” Sarri, a equipa visitante ia chegando por diversas vezes à baliza defendida por Gigi Buffon.

Aos 30 e 38 minutos, Insigne é figura de destaque: primeiro, ao desentender-se com Khedira; de seguida, ao ver o seu golo ser anulado por fora de jogo.

Decorridos os primeiros 45 minutos, as equipas recolhiam ao balneário, após uma primeira parte bem disputada, mas sem golos.

No recomeço da partida, Allegri decidiu tirar o melhor marcador da sua equipa, Dybala, colocando em campo Juan Cuadrado.

À semelhança do que acontecera na primeira parte, era o Napoli que ia tomando conta do rumo dos acontecimentos. Aos 52 minutos, Hamsik por pouco não fez o golo: remate perigosíssimo com o pé esquerdo, com a bola a ir à malha lateral.

Entre os 60 e os 80 minutos, o jogo manteve-se morno. A Juventus, de forma bastante tímida, conseguia aos poucos ir desgastando os napolitanos.

Aos 81 minutos, Higuain queixou-se de falta de Koulibaly na área do Napoli, mas o árbitro nada assinalou. Um minuto depois, o polaco Zielinski (que substituiu o capitão Hamsik aos 66 minutos), disparou um “míssil” na direção de Buffon, que efetuou uma enorme defesa.

Em cima dos 90, aconteceu o inesperado: canto bem convertido por Callejon, e Koulibaly a saltar mais alto que todos, para cabecear para o fundo das redes da Juve. 1-0 para o Napoli, um resultado que permaneceu inalterado até ao final.

A festa no balneário do Nápoles
Fonte: SSC Napoli

Fazia-se história em Turim! O Napoli de Sarri finalmente alcançava a tão ambicionada vitória no Juventus Stadium, ficando somente a um ponto da Juve (com quatro jornadas ainda por disputar), e deixando tudo em aberto nas contas da luta pelo Scudetto. No próximo fim-de-semana a Vecchia Signora tem um desafio de extrema importância em Milão, contra o Inter, ao passo que os napolitanos se deslocam até Florença para o confronto com a Fiorentina. Uma coisa é certa: temos a Serie A ao rubro!

Sporting CP 2-5 Inter Movistar FS: Eficácia fez toda a diferença!

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Este Domingo foi dia de final da UEFA Futsal Cup envolvendo as duas equipas mais fortes do Velho Continente. De um lado, o nosso Sporting Clube de Portugal; do outro, os espanhóis do Inter Movistar, que iam à procura de mais um troféu europeu depois da vitória em 2017 perante os leões. A turma leonina entrou e queria vingar os 7-0 do ano passado, só que o campeão europeu em título entrou mais forte e afoito no encontro, com o golo de Gadeia aos três minutos a coroar essa melhor entrada na quadra. O Sporting respondeu rapidamente ao tento inaugural com um desvio oportuno de Diego Cavinato a um passe de Alex Merlim, à passagem do minuto sete do encontro. O empate durou pouco mais de três minutos, com um tento do melhor jogador do mundo, o gondomarense Ricardinho, mais ou menos a meio da metade inicial. A partir deste momento, a equipa de nuestros hermanos nunca mais largou a vantagem no marcador até ao fim dos 40 minutos, mas já lá iremos.

Pouco depois, o ex-benfiquista Elisandro dobrou a vantagem do Inter, e passou assim o marcador para 3-1 a favor dos madrilenos, resultado esse que se registava ao intervalo e que espelhava o que se ia passando em campo, com o Inter a ter o jogo mais ou menos controlado, levando sempre um pouco mais de perigo aquando da aproximação à baliza defendida por André Sousa e Marcão. O cenário de 2017, de sair com uma derrota pesada da final pairou no ar com mais um golo do Inter na abertura da segunda parte, por intermédio de Rafael Rato, aos 23 minutos de jogo. Só que os leões começaram a apostar na tática de guarda-redes avançado nos últimos minutos do encontro, conseguindo dessa forma criar muitas dificuldades na equipa orientada por Jesús Velasco.

A final four da UEFA futsal Cup disputou-se na cidade espanhola de Saragoça
Fonte:UEFA

A esperança numa reviravolta completa no marcador cresceu com um tento de Diogo, autenticamente a fuzilar o guardião Jesus Herrero com o seu pé esquerdo. Só que os minutos foram passando e os golos não apareciam, tanto por grandes intervenções do guarda-redes Interista como por manifesta infelicidade dos seus jogadores na hora de finalizar (aquela perdida de Dieguinho, por exemplo, que podia dar o 3-4 roçou o escandaloso) e o 2-5, a aproveitar o adiantamento do guarda-redes avançado, num remate de costa a costa de Pola, a apenas três segundos do final, selou o resultado final de cinco bolas a duas favorável aos espanhóis, que celebraram o segundo ceptro continental consecutivo, num duelo onde a eficácia do Inter fez toda a diferença perante um emblema leonino que na segunda parte se tornou mais rematador, em função da desvantagem no marcador.

Mesmo assim, o jogo deste ano foi bem mais equilibrado do que o do ano passado, não só no resultado mas no jogo jogado, provando a clara evolução dos comandados de Nuno Dias. Talvez no próximo ano possamos ter mais uma equipa neste jogo decisivo e dessa feita, esperemos, com um resultado diferente! De referir que esta foi a quinta conquista da equipa madrilena, confirmando o seu estatuto de equipa mais forte da Europa e com mais sucesso na história desta competição.

Foto de Capa: UEFA

 

Sporting CP 1-0 Boavista FC: Num duelo de Jorges, levou a melhor o Jesus

Em jogo a contar para a 31.ª jornada da Primeira Liga, o Sporting CP recebeu e bateu pela margem mínima o Boavista FC. Antes do início do encontro, os “Leões” entravam pressionados pelos triunfos de Sp. Braga e Benfica, sendo que garantir os três pontos era fundamental para voltar ao terceiro lugar e ainda manter vivo o sonho de atingir a eliminatória de acesso à Liga dos Campeões. Do outro lado, as “Panteras Negras” chegavam a esta partida sem qualquer tipo de pressão: com a manutenção já garantida, a equipa de Jorge Simão pretendia dificultar ao máximo a tarefa dos comandados de Jorge Jesus, embora ciente da enorme qualidade do seu adversário desta noite.

Quanto aos onzes iniciais, os dois técnicos fizeram algumas mudanças em relação aos anteriores compromissos. Depois de garantir a ida ao Jamor, Jorge Jesus mudou somente uma peça, face à equipa que iniciou o jogo frente ao Porto: Ristovski rendeu Piccini, no lado direito da defesa leonina. Já Jorge Simão fez duas alterações no onze que empatou a três golos frente ao Desp. Chaves: Raphael Rossi e Idris foram titulares nos lugares de Sparagna e David Simão, respetivamente.

Os primeiros 25 minutos foram demasiado tranquilos em Alvalade: com quase meia-hora de jogo, o único remate a que os adeptos tinham assistido foi de Bruno Fernandes, numa tentativa cruzada que Vagner defendeu. De resto, até ao tal minuto 25, nada houve a declarar, até que… penálti! A decisão não foi pacífica: incrível como nenhum membro da equipa de arbitragem assinalou o castigo máximo a um corte com o braço de Robson, tendo sido necessário confirmar com o VAR. Da marca dos 11 metros, Bas Dost não falhou e fez o primeiro golo da partida.

A partir daqui o jogo ganhou outro interesse. O Sporting pressionou mais e mais alto, chegando por três vezes à baliza dos boavisteiros – com Gelson ao minuto trinta, Dost ao minuto 34 e Ristovski ao 39 –, enquanto que a equipa do Bessa começou a apostar no contra-ataque, mas sempre sem frutos. Era verdade que também não os tinha o Sporting, mas os adeptos gostavam do que viam e com razão: os “Leões” estavam bem na partida, com futebol ofensivo e quase aumentavam a vantagem mesmo ao cair da primeira parte, mas, mais uma vez, Gelson – com defesa incrível de Vagner – e Dost – ao lado – não conseguiram marcar.

Chegava então o intervalo com vantagem merecida do Sporting, que apenas pecou por ser curta, face aos últimos vinte minutos do primeiro tempo, de grande qualidade.

O momento em que Bas Dost fez o primeiro golo da partida
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte começou com uma substituição para a equipa da casa: Petrovic foi lançado a jogo para atuar no centro da defesa, para o lugar de Mathieu. No retomar do encontro, o Boavista pareceu m

ais empenhado em mostrar uma imagem diferente, daquela evidenciada durante os primeiros 45 minutos, mas o controlo do jogo era totalmente do Sporting: a primeira ocasião pertenceu a Gelson, ao minuto 52, num forte pontapé fora de área, que obrigou Vagner a voar para impedir o segundo golo dos “Leões”.

Jorge Simão fez a sua primeira substituição à passagem do minuto 57: tirou Mateus e colocou Aymen Tahar no seu lugar. Battaglia também tentou a sua sorte fora de área, sendo que o seu remate foi defendido a dois tempos pelo guardião visitante. O primeiro lance de perigo para os forasteiros surgiu ao minuto 65, num remate de longe do defesa Robson, mas a bola não levou o destino desejado pelo jogador axadrezado.

No minuto 71, após um belo lance individual de Gelson Martins, o extremo português cruzou para o centro da área, onde Bas Dost tentou um cabeceamento “à peixe”, contudo Vagner voltou a impedir o golo do Sporting. O Boavista ia, aos poucos, crescendo na partida e procurava chegar ao golo do empate, embora faltasse alguma criatividade na criação de jogadas de verdadeiro perigo para Rui Patrício – daí que tenha entrado o avançado Rui Pedro para o lugar de Fábio Espinho.

Os últimos minutos do encontro foram bastante mexidos: o Boavista a fazer de tudo para chegar ao golo do empate, e o Sporting a manter a bola longe da sua zona defensiva. A equipa de Jorge Jesus conseguiu controlar o ímpeto dos visitantes até ao apito final do árbitro, e conquistou mais uma vitória.

Apesar de não ter feito uma grande exibição, o Sporting jogou o q.b. para somar mais três pontos importantes para se manter na luta pela Champions. Num duelo de Jorges, levou a melhor o Jesus sobre o Simão.

Como jogou o Sporting CP

Rui Patrício, Coates, Coentrão, Bruno Fernandes, Acuña, Ristovski, Battaglia, Bryan Ruiz, Matthieu, Bas Dost e Gelson Martins;

Como jogou o Boavista FC:

Vagner, Rossi, Talocha, Robson, Renato Santos, Yusupha, Mateus, Fábio Espinho, Rochinha, Carraça e Idris.

Moreirense FC 2-1 Rio Ave FC: A arte do pragmatismo

O Moreirense FC venceu o Rio Ave FC por 2-1. Bilel e Ronaldo Peña marcaram os golos da equipa da casa. Do lado dos visitantes foi Guedes quem marcou.

Cónegos e vilacondenses encontravam-se depois de ambos terem deixado escapar vantagens no seu último jogo. A vitória assumia-se portanto fundamental para ambas as partes. Para além disso, o Rio Ave FC queria aproveitar a derrota do CS Marítimo no arranque desta jornada em Braga para se isolar no quinto lugar. Já o Moreirense FC precisava de pontos para garantir a manutenção e aproveitar a escorregadela de alguns dos rivais diretos.

Os cónegos os primeiros a chegar à baliza adversária, logo no segundo minuto de jogo. Bilel surgiu na esquerda do ataque e cruzou, mas Peña não chegou para a emenda. O Rio Ave respondeu e, em cima do quarto de hora, beneficiou de uma boa oportunidade para abrir o marcador. Nelson Monte cabeceou no seguimento do canto batido por Yuri Ribeiro e valeu Jhonatan, com uma grande defesa, para manter o nulo.

Ao minuto 18 o Moreirense FC adiantou-se no marcador, por intermédio de Bilel Aouacheria. Nelson Monte falhou o alívio, Rafael Costa aproveitou para desmarcar Bilel que na cara de Cássio não falhou. O golo da equipa da casa não desmotivou os vila condenses, que seguiram em busca do empate.

A passagem da meia hora trouxe o momento mais intenso da partida até ao momento, com dois minutos em que o golo podia ter surgido para qualquer um dos lados. Primeiro foi o Rio Ave a ameaçar, com Guedes a cabecear à barra. Ainda ficou a dúvida se a bola teria entrado, mas Carlos Xistra, com indicações do VAR, mandou seguir. Na resposta o Moreirense FC teve a possibilidade de ampliar a vantagem, com Arsénio a obrigar Cássio a uma boa intervenção. É se não entrou à primeira nem à segunda, entrou na terceira. A formação às ordens de Miguel Cardoso voltou ao ataque no minuto seguinte e, desta vez, Guedes não falhou. Yuri Ribeiro, na esquerda do ataque, cruzou para a área e apareceu Guedes para restabelecer a igualdade.

O momento foi bastante celebrado na bancada do Comendador Joaquim de Almeida Freitas destinada aos adeptos visitantes, com o nome de Guedes a ser entoado repetidamente pelos vila-condenses que se deslocaram neste final de tarde a Moreira de Cónegos. Depois da polémica de semana passada com o jogador no empate do Rio Ave FC frente ao Tondela, parecem reconciliadas as partes.

Petit operou 2 alterações depois dos 90’, numa clara tentativa de fazer o relógio andar. Foto: Moreirense FC

A segunda parte começou praticamente com o golo da equipa da casa. Ao minuto 48 Ronaldo Peña aproveitou uma defesa incompleta de Cássio para voltar a colocar os cónegos na frente do marcador. O golo não foi muito celebrado por ter ficado a dúvida sobre a posição do avançado venezuelano. Depois de consulta das imagens pelo video árbitro o golo foi validado e, aí sim, os adeptos do Moreirense FC puderam festejar.

As intenções com que os pupilos de Miguel Cardoso saíram das cabines eram bem percetíveis: subidos no terreno, a evitar passes diretos, iam pacientemente construindo suas jogadas. Do outro lado, restava ao Moreirense FC explorar a velocidade dos avançados através de bolas longas e afastar assim a equipa adversária do último terço.

Assim foi toda a segunda parte. Os 71% de posse de bola com que o Rio Ave terminou o jogo revelam isso mesmo. Destaque para o remate forte de Gelson Dala ao minuto 71 para defesa atenta de Jhonatan e para as boas ações de Peña quando recebia a bola sem apoio de colegas de equipa.

O Rio Ave mantém assim os 44 pontos e o 5º lugar partilhado com o Marítimo. Já o Moreirense conquistou 3 pontos fundamentais na luta pela permanência: soma agora 32 e está a 5 da “linha de água”.

Como jogou o Moreirense FC

Jhonatan, Iago Santos, Rúben Lima, Aouacheria, Rafael Costa, Boubacar, Ronaldo Peña, Arsénio (C), Alfa Semedo, Ângelo Neto (SC), Pierre Sagna

Substituições: Bruno Ramires (Arsénio, 70’), Koffi Kouao (Rafael Costa, 90’), Dramé (Ronaldo Peña, 90’ + 2’)

Como jogou o Rio Ave FC

Cássio, Lionn (C), N. Monte (SC), Yuri Ribeiro, Guedes, Diego, F. Geraldes, João Novais, Leandrinho, Pelé, Marcão

Substituições: Nadjack (Diego, 65’), Gelson Dala (Lionn, 65’), Nuno Santos (Leandrinho, 70’)

Caldas SC 0-3 SC Guadalupe: Época termina em festa e com homenagem

Depois da meia final da Taça de Portugal, em que o sonho do Caldas na competição terminou, o Campo da Mata foi palco da 30.ª e última jornada da Série D, do Campeonato de Portugal.

O Caldas Sport Clube, 6.º classificado, com manutenção assegurada, recebeu o Sporting Clube de Guadalupe, último classificado, com despromoção já garantida.

Numa tarde agradável de futebol, o jogo, de homenagem à prestação da equipa na prova rainha, contou com boa enchente de adeptos.

A primeira oportunidade de perigo aconteceu logo nos primeiros segundos da partida. João Rodrigues criou na ala esquerda, assistiu para Alexandre Cruz, que rematou para defesa de Nuno Ribeiro, guarda-redes do Guadalupe. Gritou-se golo nas bancadas.

Os minutos que se seguiram foram pautados por quatro oportunidades para cada lado, que os guarda-redes Luís Paulo e Nuno Ribeiro souberam responder, com defesas seguras.

Ao minuto 27, a equipa forasteira marca o primeiro golo, que nasce de um cruzamento do corredor esquerdo de Zaneth Carvalho, que acerta na cabeça de André Fontes, batendo Luís Paulo.Até ao final da primeira parte, o Caldas tentou chegar ao golo, com três oportunidades de destaque, mas o Guadalupe insistia em manter o resultado.

Nos últimos minutos, houve tempo para mais um golo do Sporting Clube de Guadalupe.

Zaneth voltou a assistir, desta vez, para o remate de Diogo Conceição, sem hipótese de defesa para Luís Paulo. O jogo foi para o intervalo, com vantagem para a equipa açoriana.

Regressados do descanso, José Vala fez duas substituições. Felipe Ryan e Pedro Emanuel renderam Odair Souza e Rúben Araújo.

Os primeiros minutos mostraram o Caldas determinado a mudar o resultado da partida. Rony, de cabeça, e Felipe Ryan, de meia distância, tentaram ser felizes, mas sem sucesso.

E como quem não marca sofre, o Guadalupe chegou ao terceiro golo, aos 67 minutos, por intermédio de Zaneth Carvalho, responsável por duas assistências até ao momento. O avançado conseguiu ser mais feliz, ao rematar na cara de Luís Paulo, acertando com eficácia nas redes do Caldas.

Até ao fim da partida, o Caldas tentou marcar por inúmeras vezes, mas Nuno Ribeiro teimava em não permitir que a bola entrasse. Sem conseguir ser eficaz, os 90 minutos terminaram com a derrota por 0-3.

Pela prestação na prova rainha, o Caldas Sport Clube foi homenageado
Fonte: Bola na Rede

No final, e como a tarde era de festa, a direção do clube presenteou os jogadores e a equipa técnica pela prestação na Taça de Portugal. Cada jogador e respetiva equipa técnica receberam uma medalha e uma placa com a frase “Ninguém passa na mata”, símbolo de todo um percurso realizado na prova rainha em 2017/2018.

Apesar da derrota, neste jogo e na Taça de Portugal, toda a equipa está de parabéns, pelo que conseguiu conquistar na temporada 2017/2018. Todo o mediatismo em torno da equipa de José Vala colocou o Caldas Sport Clube e as Caldas da Rainha no mapa.

Para já, é tempo de descansar, uma vez que a época chegou ao fim. Em 2018/2019, cá vos esperaremos para mais uma temporada de grandes emoções.

Como jogou o Caldas Sport Clube:

Luís Paulo; Filipe Cascão, Rony Ramos, Thomas Militão e Tiago Paixão; Odair Souza, Paulo Inácio, Alexandre Cruz, João Rodrigues e Nuno Januário; Rúben Araújo

Substituições: Felipe Ryan (Odair Souza, 46’), Pedro Emanuel (Rúben Araújo, 46’) e Vítor Rodrigues (Tiago Paixão, 70’).

Como jogou o Sporting Clube de Guadalupe:

Nuno Ribeiro; César Truk, Manuel Silva, Abudu e Simão Moreno; Mário Melo, Ibraima Baldé, Diogo Conceição e Zaneth Carvalho; Hugo Tavares e André Fontes

Substituições: Seninho (Ibraima Baldé, 79’), Cláudio Melo (Hugo Tavares, 89’) e Leandro Benjamin (Nuno Ribeiro, 93’).

Os 5 que esperam pelo Expresso do Seixal, com destino à Luz

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Com o aproximar do término da época desportiva, chega a altura de se começar a planear a temporada seguinte. Ao longo das últimas temporadas, temos vindo a assistir à promoção de alguns jovens provenientes da equipa “B”, pelo que, seguramente, na próxima o mesmo irá acontecer.

Desde jogadores oriundos da Formação que cumprem períodos de empréstimo a outros clubes da Primeira Liga, passando pelos que fazem mesmo a transição dos Juniores para a equipa B, são já vários os exemplos que vemos a dar o salto. De seguida, irei mostrar aqueles que estarão desde já melhor preparados para seguir as pisadas dos antecessores.

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Fonte: SL Benfica

Gedson Fernandes –Tem sido uma temporada bastante positiva para Gedson, ao serviço da equipa “B”, sendo que também tem feito parte do lote de jogadores que treina regularmente com a equipa principal. Este parece ser um sinal de que o luso-santomense estará já a bater às portas do plantel comandado por Rui Vitória. Gedson poderá aproveitar a vaga deixada por Krovinovic, devido à sua lesão, e começar a ganhar pontos na pré-temporada. O que é facto, é que na equipa principal não temos nenhum médio que reuna as características que Gedson reúne: transporte de bola, pulmão, aceleração, técnica e facilidade de remate. Fazendo-me lembrar Renato Sanches em alguns aspectos (sendo talvez mais elegante a jogar), considero que este jovem poderá oferecer algo mais ao nosso jogo na próxima temporada.

Quando não se consegue largar o futebol

A história do futebol está repleta de evoluções a nível técnico e tático, mas existe também uma história de tendências alienada ao futebol. No início da mediatização do futebol (anos 50 e 60), aquilo que encontrávamos era a tendência de um futebol repleto de treinadores que eram maioritariamente ex-jogadores profissionais que decidiram enveredar pela carreira de treinadores, continuando o seu trabalho futebolístico.

Fazendo uma rápida introspeção facilmente encontramos exemplos daquilo que eu estou a falar, o Benfica e o Futebol Clube do Porto tiveram como um dos mais carismáticos treinadores dos anos 60 o húngaro Béla Guttmann, que teve uma carreira profissional como jogador anteriormente. Outro grande treinador desta época era o espanhol Miguel Muñoz, que é uma lenda do Real Madrid, tanto pela sua carreira como treinador como por jogador. Continuando, podemos falar de outros nomes como Pedroto, que foi jogador do Futebol Clube do Porto, e em seguida treinador do mesmo clube.

Béla Guttmann é figura marcanta do futebol nacional
Fonte: FIFA

Uma das poucas exceções neste futebol dominado pelos ex-jogadores profissionais seria Otto Glória. Ainda que não possamos considerar Otto Glória como uma real exceção, porque o brasileiro jogou no Vasco da Gama até aos 25 anos de idade, quando abandonou a carreira de treinador para treinar as camadas jovens do Vasco, mesmo assim considero que Otto Glória foi um dos primeiros grandes estudiosos do futebol que preferiu apostar mais na vertente de treinador do que na vertente de jogador.

A César o que é de César

Nesse último final de semana o futebol mundial se despediu de um dos maiores goleiros brasileiros da história. Júlio César entrou em campo pela última vez na sua carreira no mesmo palco que o revelou para o futebol, o Maracanã. A partida contra o América Mineiro, válida pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, levou mais de 50 mil flamenguistas ao estádio.

Todos da Nação Rubro-Negra queriam estar presentes na despedida de seu ídolo e com os ingressos com o preço mais acessível a festa foi completa. Apesar da equipe não ter feito uma boa atuação, o Flamengo venceu o jogo por 2 a 0 e o arqueiro Rubro-Negro foi um dos grandes destaques da partida. Júlio César despediu-se do futebol contribuindo com qualidade para que o seu time de coração vencesse um jogo oficial. O contrato do ex-jogador com o Flamengo foi de apenas quatro meses e no clube recebeu apenas um salário simbólico.

Júlio César foi o maior goleiro do clube mais popular do Brasil após a gloriosa Era Raúl Plasmann. Além do Flamengo, o ex-jogador fez história na Inter de Milão. Em sete anos no clube italiano realizou 300 partidas, ganhou vários títulos pelo clube e vários prêmios individuais que inclui ser considerado pela FIFA o melhor goleiro do mundo na temporada 2009-2010. Júlio César ainda atuou pelo Queens Park Rangers, Benfica e Toronto.

Júlio César no seu último jogo da carreira. Agradecimento aos céus e à torcida flamenguista que o saudava
Fonte: CR Flamengo

O futebol faz algumas injustiças. Muitas pessoas costumam taxar como vilão algum jogador específico devido a um resultado negativo que a sua equipe teve. Tentam fazer com o Júlio César o mesmo que fizeram com o Barbosa após a Copa de 50. Mas se Barbosa foi punido injustamente, pois não teve culpa na derrota da Seleção Brasileira para o Uruguai, o Júlio César não será. O jogo contra a Alemanha foi perdido pelo Brasil bem antes da seleção entrar em campo. Vale lembrar que a seleção foi muito mal escalada e armada para o jogo e poderia estar qualquer goleiro na meta do Brasil que a seleção sairia goleada de campo de qualquer maneira.

Júlio César foi um goleiro extraordinário e deve ser respeitado não apenas pela torcida do Flamengo como por todos os brasileiros. A sua identificação com o seu clube de coração apenas o engradece mais ainda e isso é algo difícil de se encontrar no futebol nos últimos tempos. O ex-arqueiro foi um dos grandes responsáveis pelo maior título da história da Inter de Milão, a UEFA Champions League. Vale lembrar que no jogo de volta contra o Barcelona pela semifinal o ex-goleiro simplesmente fechou o gol como uma muralha e levou nas costas a classificação italiana para a grande final contra o Bayern de Munique.

Para quem gosta do verdadeiro futebol foi um prazer ver Júlio César em campo. Jogador fantástico de caráter semelhante. Júlio agora segue para Portugal onde viverá com a sua família. Que essa sua nova jornada de vida seja tão esplêndida como foi quanto jogador. Obrigado por tudo, J12!!!

Títulos na Carreira

CR Flamengo:

– Copa dos Campeões Mundiais: 1997.

– Copa Mercosul: 1999.

– Copa dos Campeões: 2001.

– Campeonato Carioca: 1999, 2001,2001 e 2004.

Inter Milão:

– Copa Itália: 2006-06, 2009-10 e 2010-11.

– Série A: 2005-06, 2006-07, 2007-08, 2008-09 e 2009-10.

– Supercopa da Itália: 2005, 2006, 2008 e 2010.

– UEFA Champions LEAGUE: 2009-10.

– Mundial de Clubes da FIFA: 2010.

– Copa Eusébio: 2008.

SL Benfica:

– Taça da Liga: 2014-15 e 2015-16.

– Primeira Liga: 2014-15, 2015-16 e 2016-17.

– Taça de Portugal: 2016-17.

– Supertaça de Portugal: 2016.

Seleção Brasileira:

– Copa América: 2005.

– Copa das Confederações: 2009 e 2013.