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As férias de Ogier

Sempre gostei de ver carros de rali em asfalto. Não é carros de rali em circuitos, não, nas estradas comuns. Parece que a adrenalina aumenta.

A quarta ronda do campeonato mundial de ralis (WRC) levou os carros mais rápidos do mundo à ilha da Córsega, região administrativa da França. O rali da Córsega trouxe novas especiais. O chamado rali das 10000 curvas já é difícil com estradas conhecidas, imaginem se mais de 50% do rali é novo. Os navegadores tiveram um dos testes mais duros do ano.

No shakedown relevo para o despiste de Thierry Neuville, mas nada de grave. Assim, o rali começou com naturalidade. E mais natural que Sebastien Ogier liderar no Ford Fiesta WRC não há. O francês, campeão do mundo, venceu a primeira especial com dez segundos de avanço sobre o segundo classificado, Sebastien Loeb em Citroen C3 WRC. Em terceiro chegava o estónio, Ott Tanak em Toyota Yaris WRC. Na Hyundai, o belga Thierry Neuville conseguia o quinto tempo, apesar de se queixar de problemas de travões no seu Hyundai i20 Coupé WRC. Já o seu colega de equipa, Andreas Mikkelson terminava em oitavo, com dois erros logo no princípio da classificativa.

A partir daqui esperava-se uma luta muito renhida entre os dois Sebastien e a Ford e Citroen, o que nos faz relembrar as lutas entre Loeb e Hirvonnen entre 2006 e 2008. Infelizmente, tal não foi possível, pois Loeb saiu de estrada na segunda especial e de lá não saiu, deixando Ogier tranquilamente na liderança do rali. Na Toyota, Latvalla também se queixava dos travões e Esapekka Lappi estava a fazer o primeiro rali em asfalto num WRC. Destaque para o navegador de Jari-Mati Latvalla, Mikka Anttila, que fazia a sua 197 corrida do WRC, passando assim o espanhol Carlos Sainz.

Thierry Neuville tem tido dificuldades com o Hyundai i20 Coupé WRC
Fonte: WRC

Início do segundo dia com Loeb de volta, mas não na luta pela vitória no rali. Mostrou um ritmo muito forte, levando três vitórias em especiais nesse dia. Tannak e Lappi foram os outros vencedores de especiais no segundo dia, comprovando a forma de abordagem cautelosa da liderança por parte de Ogier. O outro Citroen da equipa, pilotado pelo britânico Kris Meeke também mostrou uma subida no seu ritmo, tanto que consegui passar Thierry Neuville e ficar com o segundo lugar da geral, mas na especial número dez saiu de estrada e caiu para décimo. Também nesta especial bateram Jari- Mati Latvala que acabou ali o rali e o terceiro piloto da M-Sport, Bryan Bouffier desistiu devido a problemas no motor. Com o despiste de Meeke, Tanak agarrou a segunda posição, com Neuville a fechar o pódio.

UFC 223: McGregor, o futuro disto não está nas tuas mãos!!!

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Os recentes incidentes que envolveram Conor McGregor abalaram, mas não destruíram, o passado evento do UFC. Depois do ataque ao autocarro perpetrado por Conor e o seu grupo, Dana White teve de fazer uma ginástica incrível para manter o evento de pé, não defraudando os anunciantes e os adeptos que pagaram para ver a nata da MMA. Este incidente provocou lesões em alguns atletas e obrigou ao cancelamento de três combates do cartaz.

À procura de um Wally para Khabib

A lesão de Tony Fergunson (que, diga-se, não foi provocada por Conor) a uma semana do evento gerou desconfiança e apreensão. Afinal de contas, tratava-se de um combate por um título, em que o campeão interino não teria forma de participar. Ao contrário do que seria de esperar, a organização do UFC decidiu manter o combate. A questão era: Quem poderá substituir Tony a uma semana do evento?

Max Holloway, campeão da divisão Featherweight, decidiu voluntariar-se para enfrentar o russo. Dana White reconheceu, como é lógico, o potencial do combate e decidiu aceitar a proposta de Holloway. Infelizmente, a comissão técnica impediu a realização do combate por considerar, após sucessivos testes, que o corte de peso do havaiano não o tinha deixado nas melhores condições físicas para se apresentar no octógono. Resultado? A um dia do evento, Holloway é afastado do cartaz.

Holloway e Khabib na conferência de imprensa
Fonte: MMA Fighting

Sem Tony e sem Holloway, quem poderia aceitar combater Khabib com um dia de antecedência? Afinal de contas, Khabib passou por um intenso campo de treino. Portanto, sair do sofá e lutar com um atleta que apresenta um record de 26 vitórias e 0 derrotas, não seria algo concretizável. Nesse sentido, a decisão acabou por ser selecionar um atleta que estava perfilado para combater no evento. O escolhido foi Al Iaquinta, o número 11 da divisão Lightweight que não pisava o octógono há quase um ano. O combate entre Iaquinta e Paul Felder foi, por isso, cancelado, numa decisão que não agradou a Felder, dado que as suas intensas semanas de treino acabaram por ser em vão. Ainda assim, Felner não censurou Iaquinta por ter aproveitado a oportunidade.

Final da época, altura de prémios

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Todas as semanas, o Bola na Rede fornece-me um espaço no seu site para eu escrever o que bem me apetecer relacionado com a NBA, acreditando que eu tenho capacidade para colocar ao dispor dos leitores algo com cabeça, tronco e membros, preparado ao pormenor e interessante para quem, desse lado do ecrã, acede ao site. Posso garantir que este artigo foi preparado ao pormenor, mas já não posso garantir que os outros critérios foram seguidos… Estes são os prémios de final da temporada regular que a NBA (ainda) não criou!

Prémio “Chill, dude”: a tensão entre árbitros e jogadores foi um dos grandes assuntos da temporada, com várias estrelas da NBA a demonstrarem o seu desagrado com as decisões dos juízes. Mas por muitos anos que passem, DeMarcus Cousins estará sempre na linha da frente na luta “jogadores vs. árbitros”. O poste dos Pelicans é o jogador com mais faltas por jogo na liga e, também, aquele que mais faltas técnicas amealha por partida. Mesmo numa temporada em que só fez metade dos jogos. Sentimos a tua falta (literalmente), “big fella”.

Prémio “Tenho um bom alfaiate”: depois de uns excelente playoffs ao serviço dos Miami Heat, os Lakers não hesitaram em oferecer um contrato de 72 milhões de dólares durante quatro anos a Luol Deng. E se na primeira temporada em L.A., Deng ainda fez bastantes jogos, na segunda a história é bem diferente. O extremo participou no primeiro jogo da época, fez 13 minutos e… é isso. Para alguém que recebe 17 milhões este ano, é estranho. São 1.3 milhões de dólares por minuto jogado. Os Lakers já tentaram trocar o jogador, mas não há ninguém na liga disposto a ficar com tal contrato. E Luol Deng fica obrigado a ficar sentado a ver os seus colegas, de fato ao invés de um equipamento. E quantos bons fatos não se compram com 17 milhões no bolso…

Adams tornou-se num dos postes mais dominantes da NBA
Fonte: OKC Thunder

Prémio “A chave debaixo do tapete”: também conhecido como “Troféu para o jogador que faz mais coisas que não aparecem na estatística mas que todos os treinadores apreciam”, mas sabem, um pouco abreviado, este prémio é entregue ao jogador que todas as equipas precisam para equilibrar as coisas e que tornam as suas estrelas em máquinas mortíferas de basquetebol. Steven Adams, dos Thunder, é o exemplo perfeito. O neo-zelandês abre espaço para os seus colegas com excelentes bloqueios e tem sido o melhor ressaltador ofensivo de toda a NBA, boas notícias para uma turma de Oklahoma que falha tanto lançamento (ouch). É muito graças a Adams que Westbrook consegue todos aqueles triplos-duplos, mostrando-se uma arma que Paul George e Carmelo Anthony aprenderam a usar durante a temporada.

Prémio “Problemas de identidade”: a NBA atingiu um nível nunca antes visto no que diz respeito às diferentes funções que os jogadores conseguem assumir. Os postes já não são apenas “jogadores de garrafão”, os bases têm movimentos de costas para o cesto, etc. Porém, os grandes ainda conseguem ser dominantes lá dentro e os pequenos os controladores do jogo, certo? Certo? Não, se olharmos para o poste dos Pistons, Anthoy Tolliver. Conhecido pelo “homem que foge da área restritiva como um gato foge da água”, Tolliver tentou 103 lançamentos de dois pontos e 351 de três pontos. Um homem de 2,03 m e 108 kg não devia ter tanto medo de contacto físico…

Prémio “Quem raio é este?”: dia 26 de dezembro de 2017, numa dura derrota frente aos Denver Nuggets, os adeptos dos Utah Jazz viram a estreia de Naz Mitrou-Long. Um jogo, um minuto, um lançamento, três pontos foi o resultado da estreia do base que nunca mais haveria de jogar esta temporada na NBA. Mas o pouco tempo que esteve em campo garantiu-lhe a liderança da tabela de “Player Efficiency Rating (PER)” da NBA, que mede a produtividade de um jogador por minuto. Numa liga em que a média do PER é 15.0, Mitrou-Long vai terminar a temporada com 133.91. Como é óbvio, o base não faz parte dos “elegíveis” para esta lista, mas terá sempre o seu nome naquela tabela, para os mais distraídos que vivem demasiado agarrados à estatística.

Foto de Capa: New Orleans Pelicans

Manchester City FC 1-2 Liverpool FC: Sonho dos ‘citizens’ parou no vermelho

Depois de ter falhado o primeiro ‘match point’ relativo ao título inglês, o Manchester City confirmou o adeus ao sonho de uma conquista europeia mais uma derrota (a terceira consecutiva dos ‘citizens’, que atravessam o pior momento da temporada) frente ao Liverpool, que confirmou o apuramento para umas meias-finais da Liga dos Campeões dez anos depois da sua última presença nesta fase da prova.

Os citizens nem entraram mal na partida. Foram fiéis à sua identidade, pressionando muito alto de forma a condicionar a circulação do adversário. Isso valeu-lhe um golo no segundo minuto do jogo – Van Dijk é forçado a errar perante a pressão de Sterling, que é servido, depois, por Fernandinho, e assiste Gabriel Jesus.

Era o início perfeito para uma reviravolta. Faltava só dar-lhe sequência. O City tentou, com Bernardo Silva em bom plano, e esteve mesmo perto de ampliar quando o português rematou ao poste e quando Sané viu o golo ser-lhe (mal) anulado. O intervalo chegaria, porém, com um 1-0 que não era, de todo, mau para os ‘skyblue’, que estavam a dois golos de distância do prolongamento.

O Liverpool, porém, não quis alinhar nesses planos (um pouco como o Manchester United no passado Sábado) e entrou na segunda parte mais coeso (e agressivo) defensivamente e mais acutilante no processo ofensivo, ciente de que um golo podia deitar por terra as ambições do seu adversário. Esse golo surgiu logo aos 55 minutos, altura em que Salah (quem mais) apareceu no sítio certo a completar uma transição rápida da sua equipa.

O City acusou o toque e foi deixando que o tempo passasse sem que conseguisse colocar em causa (com a criação de oportunidades de golo) a passagem do Liverpool. Aliás, foram mesmo os “reds” que voltaram a marcar – perda de bola de Otamendi em zona proibida e Firmino, isolado, não desperdiçou na cara de Ederson.

Estava sentenciado, de vez, o vencedor da eliminatória. Com 15 minutos por disputar, o Manchester City teria de marcar 5 golos ao Liverpool para o evitar. Uma façanha que nem os “citizens” de Guardiola conseguiriam protagonizar.

Foto de capa: UEFA 

Os 5 melhores homens golo do Sporting na última década

De há dez anos para cá os onzes do Sporting tiveram sempre um ponto em comum: um ponta de lança capaz de faturar e de desbloquear jogos atrás de jogos.

Todos têm razões, mas no fim perde o Sporting

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Este talvez venha a ser o mais curto, ou mais longo, artigo de opinião, conforme o desenrolar dos acontecimentos e sentimentos que se reviram na minha mente, por olhar para o meu clube e não perceber nada do que se está a passar. Não percebo eu, nem 99% dos senhores da verdade e de tudo saber, que andam agora nos malfadados facebooks, colunas de jornais ou programas de debate.

Sempre defendi o presidente Bruno de Carvalho pelo trabalho de sapa que fez pelas finanças do clube, pelo orgulho sportinguista, pelo retorno das modalidades aos grandes momentos, mas nunca consegui aceitar a comunicação usada. A comunicação que começou por ser uma das diferenças com que este presidente se apresentou, dando a conhecer, em tempo real, ou quase, todas as movimentações, todos os acordos, todos os sucessos e retrocessos, mas como já diziam os antigos, o que é demais enjoa, e porque se começou a misturar comunicação com guerrilha, acabou com tiros por todos os lados.

Quem vai sofrer com isto? Não vai ser o Bruno de Carvalho, os jogadores, treinadores (que terão outros projectos em vista), mas sim o Sporting e os Sportinguistas. Vai sofrer quem vive o clube como algo que fez, faz e fará parte das suas vidas, lhe provoca alegrias e frustrações. Porque, quando o clube voltar a lutar por lugares entre o sétimo e o terceiro é que os que, a qualquer problema que surja, se levantam das cadeiras a abanar lenços, ou os guardanapos usados para segurar o croquete, vão dizer que tinham saudades do “coreano”, esse sim sentia o clube e lutava contra todos em prol do Sporting. “Lá tinha um defeito ou outro, mas fez um grande trabalho. Porque defeitos todos temos, não é verdade?”. É a tal história de que só se é boa pessoa depois de morto.

Por onde anda a União de Aço?
Fonte: Sporting CP

Mas como também se costuma dizer, “Rei morto, Rei posto”, ainda isto não tinha tomado estas proporções e já se alinhavam candidatos. Até parecia que isto já estava preparado. Quando em outros momentos, mesmo já com eleições marcadas, os possíveis candidatos faziam sempre um momento de reflexão, aqui parecia já estar feita há muito. Até um dos maiores accionistas da SAD rapidamente veio mostrar a sua angústia e apresentar um possível nome (quanto a isto já há uns tempos disse que este accionista, até pelo “modus operandi” – não confirmado – estaria desagradado com tanto barulho provocado pelo presidente. Até porque pelo perfil adequar-se-ia mais a outros clubes, e seus modos de actuação), quando outros, com provas de corrupção, nem pelos parceiros são chamados à atenção, pelo menos, que se saiba (trabalho da comunicação social).

Não posso dizer muito sobre quem é mais ou menos culpado, porque não conheço os factos todos. Só sei o que vai surgindo e nem mesmo nisso posso ter certezas absolutas. O que li é que foram vistos jogadores na noite que, ao serem confrontados por sócios do clube, ainda “gozaram com a cara” de quem tinha estado na bancada a sofrer por ver os “seus” jogadores impotentes contra os espanhóis. Já eles, os jogadores, aqueles jogadores, pareciam aceitar bem um mau resultado para o clube. Clube esse que um deles diz à boca cheia ser o seu, e onde gostaria de terminar a carreira. Deveria ele querer dizer, e completar com “… se isto for à vontadinha, e eu puder mandar e desmandar”. Dizem também que a foto do presidente deitado na maca foi tirada por um jogador. Se foi ou não, não sei, mas com certeza foi tirado por algum funcionário do clube que, pasmem-se, enviou directamente para blogs afectos a um rival.

Diamante em bruto: Deixar João Félix ser lapidado lá fora?

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Há uns tempos escrevi sobre João Félix. O rapaz-maravilha do Seixal que anda a saltitar entre o escalão de Juniores e a equipa B do Sport Lisboa e Benfica e por lá – pelos dois escalões – deixa marca. Uma marca que mexe com o resultado, pois este rapaz é um goleador.

Notícias mais recentes vieram dar conta do interesse de vários tubarões europeus no jovem português. Não somos só nós que andamos a ver o seu espetáculo em campo, toda a Europa, na verdade, aparenta estar de olhos bem abertos à espreita a admirar a evolução do rapaz de 18 anos.

Todo este interesse estrangeiro no talento de João Félix, deixa uma dor no coração dos benfiquistas, vendo com tristeza uma possível transferência milionária associada ao nome do camisola 79 da equipa B encarnada. Ao contrário do que seria normal, pois ver os nomes dos atletas das águias depois de um valor berrante de milhões a serem pagos pelos seus serviços deveria ser motivo de orgulho. E é. Mas não com a rapaziada.

Sempre que se vê sair um jovem talento do Seixal, vem à memória a saudade que Bernardo Silva deixou, sem sequer fazer mais que um jogo completo pela equipa principal e que agora faz o deleite aos citizens – adeptos do Manchester City, clube onde Bernardo atua desde 2017. Sendo João Félix tamanho diamante, é com grande contrariedade que se vê uma possível saída do português para outros mares que não os da grande praia lusitana (vestido de vermelho e branco, obviamente).

A política encarnada desde que Rui Vitória assumiu a posição de timoneiro do Benfica, tem dado maior destaque à formação do que antes acontecera – João Carvalho, Diogo Gonçalves, Renato Sanches, Rúben Dias, Bruno Varela, Keaton Parks, Nélson Semedo, André Horta, Gonçalo Guedes, Victor Andrade, Nuno Santos, João Teixeira, Lindelöf são alguns dos nomes de jogadores que jogaram pela equipa principal pelas mãos de Rui Vitória -, mostrando os nomes jovens que podem brilhar de águia ao peito. O que é pena, é que raramente o fazem, pelo menos por muito tempo.

João Félix estreou-se pela seleção nacional sub-21 aos 17 anos Fonte: SL Benfica

A saída do Benfica é precoce, aliciada por muitos milhões e contratos que o clube português não consegue suportar, e alguns dos jogadores perdem o hype que tinham na Primeira Liga Portuguesa, outros não, mas quem perde, indubitavelmente, é o Benfica.

Portugal é uma rampa de lançamento de qualidade, onde vários grandes clubes europeus vêm recrutar as suas futuras estrelas, deixando por cá vários milhões de euros. No entanto, deixam as equipas portuguesas mais debilitadas, ao perder os seus talismãs titulares, e, por sua vez, menos competitivas. Vejam só o desequilíbrio que persistiu ao longo do início da presente temporada nos encarnados. O desastre europeu que não teve precedentes, foi provocado pela débil situação de ver sair elementos nucleares do onze inicial, sem ter jogadores prontos a substituí-los. Que a situação melhorou, também se consegue observar, pois as soluções foram-se criando, não estavam prontas antes de as vagas surgirem.

Uma equipa com uma política destas, dificilmente conseguirá “ser um grande da europa novamente com estes jovens”, se os deixa sair!

“O Benfica tem a obrigação de reter os seus jovens e não os deixar sair até ter a alegria de ter conquistado um titulo nacional com jovens nossos”, diz o presidente do Benfica. Será por isso que Umbáro Embaló esteve a uma unha negra de sair do clube este inverno? E quanto a João Félix, deixará sair o sucessor de Jonas?

Lembrando a conquista europeia do rival FC Porto em 2005, nada daquilo teria acontecido se o clube tivesse deixado sair os seus jogadores. Não o fez, manteve-se competitivo e ganhou. Se existe tanta qualidade por cá, se a sua manutenção na equipa nos poderá levar a horizontes mais ambiciosos, porquê mandá-los para longe, se onde são mais precisos é por aqui?

Sonho com a conquista da Liga dos Campeões. Quem sabe se João Félix não marcará o golo decisivo na final? Se ele sair, nunca o fará. Deixem-no tentar e deixem-nos a nós sonhar e viver o sonho!

Foto de Capa: SL Benfica

Pólvora Seca

A poucos dias de um Clássico que muito provavelmente irá decidir o futuro campeão nacional, importa fazer algumas considerações sobre o momento de forma de um FC Porto que tem vindo a perder fulgor e que cedeu o primeiro posto da classificação após 28 jornadas na liderança.

O artigo de opinião de hoje tem como foco principal a abrupta queda de rendimento ofensivo da equipa que leva, nos últimos quatro jogos, a uma modesta média de um golo marcado por jogo e em que nenhum dos quatro golos apontados foi marcado pelos avançados.

O processo ofensivo do FC Porto nunca foi, ao longo da época, uma enciclopédia de bom futebol. A fisionomia robusta dos seus homens mais adiantados (Marega, Aboubakar ou Soares) bem como a primazia rotativa e física dos médios (Herrera e Danilo) concorrem para que, ao invés de um futebol rendilhado e de toque, seja mesmo essa potência física a característica principal do ataque azul e branco.

Estando a estratégia ofensiva do clube muito mais dependente dos índices físicos dos jogadores do que das capacidades técnicas que estes possam ter, torna-se impossível dissociar as lesões de jogadores fundamentais e a enorme quantidade de jogos realizados por um plantel curto da menos produtividade ofensiva que se tem verificado nos últimos tempos.

O cansaço físico e emocional a que o plantel tem sido sujeito tem retirado discernimento aos jogadores no momento da decisão e tem conferido ao processo ofensivo uma dose de previsibilidade que não se via numa fase mais embrionária da temporada.

O regresso à melhor forma do trio africano do FC Porto será essencial para o ataque às últimas cinco finais
Fonte: FC Porto

O momento individual de muitos jogadores também tem pesado na hora de fazer balançar as redes. Aboubakar, de quem sou um admirador confesso, não voltou com o mesmo fulgor depois da lesão e é sabido que necessita de estar estável no plano emocional para que possa render ao mais alto nível. O que se tem visto é um jogador cada vez mais ansioso e nervoso com a falta de golos e um atleta menos capaz no momento da explosão.

O mesmo se pode dizer de Tiquinho Soares. Tem menos perfume nos pés do que o camaronês mas é um jogador mais estável no plano psicológico e mais felino dentro da área. A lesão retirou-lhe alguma mobilidade e a falta de golos também começa a pesar. A estes junta-se Yacine Brahimi. Na minha opinião o jogador mais talentoso do nosso futebol, mas a quem o cansaço físico mitiga em demasia a sua performance. Quando em forma utiliza toda a sua qualidade ao serviço do coletivo mas, como é o caso, quando começa a sentir desgaste perde acutilância e exagera no momento individual do jogo.

Por fim, torna-se impossível não referir Marega. Ninguém diria que o maliano iria ganhar tamanha preponderância na equipa. Eu próprio desvalorizei, não raras vezes, a importância que este poderia vir a ter para a equipa. O que é um facto é que desde a sua lesão no Clássico com o Sporting, o FC Porto não voltou a ser o mesmo e a capacidade na procura da profundidade e das costas das defesas adversárias quase se esfumou por completo.

Aliado a tudo isto, há outros dois momentos onde o FC Porto perdeu qualidade. No pressing alto e na recuperação de bola em zonas adiantadas (fruto de uma menor frescura física) e na bola parada ofensiva (dada a ausência por lesão de Alex Telles).

Em suma, parece-me que a falta de golos nos últimos jogos tem muito mais a ver com questões de ordem física e psicológica do que com a perda de capacidade ou qualidade dos seus jogadores. Portanto, cabe à equipa técnica encontrar as melhores soluções para recuperar os jogadores física e mentalmente para que estes se apresentem de cara lavada no Estádio da Luz e para que regressem à cidade Invicta com 3 importantes pontos na bagagem.

 

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

10 craques nas divisões secundárias portuguesas

São muitos os craques provenientes de divisões secundárias que chegam aos principais palcos do futebol português e muitas vezes Mundial. Assim sendo, e com os campeonatos de futebol prestes a chegarem ao fim, deixamos aqui um top 10 de jogadores escondidos dos holofotes mas que poderão chegar longe no futebol nacional. De referir que o top é constituído exclusivamente por jogadores do Campeonato de Portugal e que não tem uma ordem específica.

Foto de capa: Bola na Rede

5 ex-defesas-centrais que dariam jeito à selecção nacional

Já aqui falei há uns tempos atrás que os defesas-centrais de qualidade estavam a escassear no futebol português, sendo que os últimos jogos de preparação da equipa das quinas levantaram ainda mais questões quanto aos defesas-centrais que devem representar o nosso país na Rússia.

A mim não me parece que Bruno Alves que é suplente no Glasgow Rangers, e José Fonte que acabou de se transferir para o futebol chinês, ainda tenham andamento para este nível competitivo. E mesmo com a ascensão meteórica de Rúben Dias, esta opção por si só, parece-me curta para uma competição de grande exigência.

No entanto, sempre foi difícil escolher os defesas-centrais para representarem o nosso país nas diversas competições internacionais, mas por outros motivos. Há uns anos atrás, o futebol português estava muito bem servido de defesas-centrais, sendo que alguns deles até nem tiveram muito espaço na selecção nacional quando atingiram o seu auge.

Como tal, irei aqui indicar cinco defesas-centrais que não conseguiram conquistar o seu espaço na equipa das quinas no seu tempo, mas que nos dias de hoje teriam capacidade mais que suficiente para tal.

Foto de Capa: El Mundo