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1, 2, 3… casos e mais casos

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Pode muito bem ter sido a corrida com mais casos que já assisti. Se o MotoGP tivesse um programa de segunda à noite, e certamente iria dar controvérsia, mesmo com acesso a todas as repetições possíveis e imagináveis. 

Vamos começar, e obviamente que foi antes do arranque que existiu o primeiro caso.
Quase todos os pilotos tiveram uma má escolha de pneus, optaram por pneus de chuva e à última da hora decidiram mudar para pneus slicks, todos, à exceção de Jack Miller da Pramac, que optou por levar logo os pneus para piso mais seco. Situação que levou a corrida a ser adiada por questões de segurança. E numa situação normal, os pilotos que fizeram isso teriam de partir das box’s. No entanto, como eram 23 pilotos, a organização decidiu que saíssem da linha de partida, a uns 15 metros de distância de Jack Miller. 

Quando estava já tudo preparado e os pilotos nas linhas de partida, eis que surge mais um caso, Marc Márquez deixou a moto desligar-se. Mas ao invés de ser obrigado a ir para as box’s, conseguiu ligar a moto e deixaram-no voltar para o seu lugar. 

Os casos começaram logo na partida
Fonte: MotoGP

E assim começou a corrida, com Jack Miller a sair uns bons metros na frente, mas que pouco duraram, já que Márquez com um ótimo arranque facilmente o apanhou poucas voltas depois. Caso tivessem saído das box’s de certeza que a vantagem teria durado mais.
Nesta altura, Johann Zarco, uma das minhas apostas para este campeonato, teve uma ultrapassagem um pouco mais imprudente e tocou em Dani Pedrosa, fazendo com que este sofresse uma queda.

Quando Márquez pensava que ia ter uma corrida tranquila na frente, visto o ritmo do espanhol ser superior a todos os outros, eis que a direção de corrida o penaliza com uma passagem pelas box’s (ride through), fazendo com que a 19 voltas do fim fosse para 19º. Nesta altura, Jack Miller assume novamente a liderança, com Rins, Zarco e Crutchlow logo atrás.

E aqui aparecem mais casos, Márquez com um ritmo diabólico, e ao tentar subir uma posição acaba por tocar em Aleix Espargaro. Novamente leva a direccão de corrida a enviar uma mensagem para o campeão do mundo, desta vez para perder uma posição. E assim foi, deixou-se ultrapassar, mas voltou ao ataque logo de seguida.

Numa corrida em que aqueles quatro pilotos lutavam pela liderança, Dovizioso, Vinales e Rossi lutavam apenas pelo quinto lugar. E nesta altura, Márquez já estava em 8º.
Ultrapassou Dovizioso e sobe ao sétimo lugar, mas queria mais e ia agora atras de Valentino Rossi.

Selby vence o China Open e apresenta candidatura para revalidar o título mundial

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Terminou este fim-de-semana o China Open, disputado entre os dias 2 e 8 deste mês de Abril, no National Olympic Sports Centre Stadium, em Pequim.

O inglês Mark Selby, que vinha de uma época pouco conseguida ao nível dos resultados, tendo apenas conquistado o International Championship, também ele disputado na China, acabou por se superiorizar a toda a concorrência e levar para casa o seu 14º título da carreira.

Líder destacado do ranking mundial, Selby tem dominado a prova chinesa nos últimos anos. Depois de vencer as edições de 2015 e 2017, o inglês levou agora para casa o seu terceiro troféu em quatro edições da prova. Este feito ganha ainda mais relevância se tivermos em conta que na edição de 2016 Selby não se apresentou na prova por opção. Desta forma, Selby encontra-se numa impressionante sequência de 21 vitórias consecutivas nesta prova, para a qual não é derrotado desde 2014.

Esta era uma prova com muitos motivos de interesse para diversos jogadores. Para além do troféu conquistado por Mark Selby, o China Open destaca-se por distribuir avultados prémios monetários aos jogadores, sendo um dos torneios mais rentáveis do circuito (só Selby levou para casa qualquer coisa como 258.000 euros).

Como se isto não fosse aliciante o suficiente, esta era a última prova pontuável para ranking disputada antes do mundial, o que significa que todos os jogadores que ainda lutavam por um lugar do ranking que lhes permitisse entrar no quadro principal do mundial viam aqui a sua última hipótese de somar os derradeiros pontos.

Para além do vencedor do torneio, foram vários os jogadores do top-10 mundial que se conseguiram apresentar em boa forma neste China Open, numa fase em que nos aproximamos do tão desejado mundial. Neil Robertson, Kyren Wilson, Mark Williams e Barry Hawkins destacaram-se no torneio disputado em Pequim e chegaram todos eles aos Quartos-de-Final da prova.

Stuart Bingham, 12º do ranking mundial, foi outro dos jogadores que marcou presença nestes Quartos-de-Final, tendo no entanto alcançado destaque neste torneio por outros motivos. Bingham e Ronnie O’Sullivan conseguiram alcançar neste torneio tacadas máximas (147), sendo que no caso de Bingham esta foi a sua quarta entrada de 147 pontos da carreira, enquanto no caso do Rocket esta foi já a 14ª ocasião em que tal aconteceu (recorde absoluto).

Apesar deste feito, Stuart Bingham acabou por ser eliminado precisamente nos Quartos-de-Final, quando saiu derrotado por 6-0 frente a Neil Robertson. O mesmo destino tiveram Tom Ford (derrota por 6-5 frente a Barry Hawkins), Jack Lisowski (também por 6-5, frente a Kyren Wilson) e Mark Williams (batido por 6-2 por Mark Selby).

Nas Meias-de-Final, dois jogos muito interessantes de acompanhar, com Selby a superiorizar-se perante Kyren Wilson (10-8) e Barry Hawkins, com uma excelente exibição, a afastar Neil Robertson ao bater o australiano por 10-6.

A final do torneio foi disputada entre Mark Selby e Barry Hawkins
Fonte: World Snooker

Numa final disputada à melhor de 21 frames, que se previa bem mais equilibrada do que acabou por ser, Mark Selby demonstrou o porquê de ser bi-campeão mundial e líder do ranking. Apresentou-se neste torneio a um nível muito mais elevado do que aquele que tem demonstrado esta época. Até foi Hawkins quem entrou melhor ao vencer o primeiro frame, mas depois disso, Selby respondeu com cinco frames consecutivos e colocou o encontro em 5-1.

Barry Hwakins voltou a conseguir conquistar um frame e reduziu para 5-2, mas logo de seguida, mais cinco frames consecutivos para Selby. Com o encontro em 10-2, era apenas uma questão de tempo e, apesar de Hawkins ainda ter reduzido para 10-3, Selby fechou o encontro no frame seguinte com uma entrada de 132 pontos. Resultado final: 11-3. Mark Selby revalidava assim o seu título no China Open.

O jogador de 34 anos chegará assim em alta ao mundial, que se disputa este mês no Crucible Theatre, onde é um dos principais favoritos a vencer a prova e assim defender o troféu que conquistou nas últimas duas épocas.

Já esta semana, iniciam-se as rondas de qualificação para o mundial, com o quadro principal a ter início no dia 21 de Abril.

Foto de Capa: World Snooker

Vitória de Sagan ensombrada por morte de Michael Goolaerts

Foi uma edição de Paris – Roubaix claramente marcada pelo triste acontecimento que foi a morte de Michael Goolaerts. O jovem ciclista belga da equipa da Vérandas Willems-Crelan faleceu segundo consta devido a uma paragem cardíaca que depois motivou a sua queda e posterior ida ao hospital, é um acontecimento trágico que infelizmente manchará  esta 116 ª edição do Paris – Roubaix.

O primeiro domingo da Abril é normalmente reservado para a  corrida do ano em França, “O Inferno do Norte” que testa a capacidade dos ciclistas nos mais variados climas no norte de França. Mas foi um dia solarengo que recebia os ciclistas à partida de Compiègne perspectivando uma corrida aberta e com os sectores de pavê secos poderia haver uma diminuta chance de quedas, pese embora muitos sectores estarem com lama nas bermas mas como se sabe não é por não chover que o Paris – Roubaix se tornará mais fácil de ser corrido.

Dos 29 sectores de pavê havia três categorizados com cinco estrelas que poderiam fazer grandes diferenças no pelotão e estragos em alguns dos favoritos, são eles o mítico Trouée d´Arenberg de 2400m, o Mons-en-Pévèle com 3000m e o Carrefour de l’Arbre de 2100m.

Passagem dos ciclistas pelo mítico sector de Arenberg, um dos mais dificeis do Paris-Roubaix
Fonte: Paris-Roubaix

Dos favoritos à vitória destacam-se armada belga Sep Vanmarcke (Education First-Drapac Cannondale) o campeão em título Greg Van Avermaet (BMC), Jasper Stuyen (Trek-Segafredo), Phillipe Gilbert (Quick-Step Floors) e os também favoritos Peter Sagan (Bora Hansgrohe), Gianni Moscon (Team Sky) Niki Terpstra e Zdenek Stybar (Quick-Step Floors), bem como os outsiders Kirstoff (UAE Emirates) Jens Debusschere (Lotto Soudal), Oliver Naessen (Ag2R La Mondiale) e a jovem promessa Wout Van Aert (Vérandas Willems-Crelan).

A questão maior de todas, tendo em conta os acontecimentos em outras provas de pavê, era de como fazer com que  a Quick-Step fosse batida tendo o bloco mais forte neste tipo de provas. A resposta veríamos mais à frente.

O Paris – Roubaix não se ganha nos primeiros sectores de pavê mas pode perder-se a prova nesta fase da corrida, é uma afirmação feita por vários especialistas e que faz todo o sentido.

E foi numa primeira fase da corrida ainda antes dos primeiros sectores de pavê que os ciclistas, mostrando algum nervosismo, começam a ter várias quedas, e para nossa infelicidade o português  Nélson Oliveira (Movistar Team) com uma queda muito feia foi dos primeiros a ir parar ao hospital. Poucas mexidas houve na primeira fase da corrida e os grandes acontecimentos que houve, tiveram a ver com quedas e/ou problemas mecânicos, ainda assim uma fuga conseguiu vingar.

Marcas que mostram a dureza que os ciclistas enfrentam
Fonte: Paris-Roubaix

A primeira grande mexida feita na corrida surge no sector de Arenberg com Mike Teunissen (Team Sunweb) e Philippe Gilbert impuseram a sua força nesta fase da corrida dando início a uma sequência de mexidas de homens importantes. Ficava à vista qual seria a táctica que a Quick-Step utilizaria, pois mais à frente seria a vez de Stybar fazer o mesmo que o seu companheiro, esticando ainda mais o grupo e aqueles que iam em dificuldades ficavam definitivamente fora da corrida.

Uma sugestão de leitura para António Salvador

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Fico sempre bastante impressionado, pela positiva claro, quando algum agente do futebol se refere ou lê alguma obra literária ou cita algum autor importante. Já tinha ficado maravilhado quando, no início da época, Francisco Geraldes lia o Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago no banco de suplentes do Sporting. Achei aquilo bonito. Até escrevi, na altura, uma crónica sobre isso aqui, no Bola na Rede.

Fico agora igualmente satisfeito quando vejo o presidente do SC Braga, António Salvador, a citar um prémio Nobel da literatura, Bernard Shaw, para responder às atoardas habituais de Bruno de Carvalho. Citava assim o presidente do clube minhoto, o escritor irlandês: “Nunca lutes com um porco. Em primeiro lugar porque ficas sujo e em segundo porque ele gosta”. Há quem diga que o futebol é só para incultos, grosseiros e “labregos” mas isso foi sempre algo que rejeitei veementemente. E agora a citação de um prémio Nobel da literatura por parte do presidente do Braga dá-me razão. Calma. Ainda há esperança para o Futebol Português!

O presidente do Braga, António Salvador, cita prémio Nobel da literatura para chamar “porco” a Bruno de Carvalho
Fonte: Sporting Clube de Braga

Mas, perdoem-me a imodéstia, quem cita de forma tão eloquente e com sentido de propriedade um prémio Nobel da literatura não pode ignorar outras obras e autores que abordam, de igual ou até mesmo de forma mais acutilante, a temática suína. Sinto-me na obrigação, enquanto sportinguista que perdeu no campeonato contra o SC Braga, em aconselhar um livro ao presidente do clube minhoto. Falo no Triunfo dos Porcos de George Orwell.

Se Salvador já leu, tudo bem. Se ainda não, gostava que se dirigisse à livraria mais perto de si e que comprasse um exemplar desta pérola literária. Penso que estão ali reunidas muitas informações pertinentes e importantes para que o Braga esteja definitivamente ao nível dos três grandes do futebol português. Por agora, ainda tem muito que aprender e crescer. Tal como o seu presidente.

Foto de Capa: Sporting Clube de Braga

artigo revisto por: Ana Ferreira

O fim-de-semana verde e branco

Mais uma semana, mais um resumo. Semana de resultados positivos, onde se destaca o apuramento do Hóquei em Patins para a final-four da Liga Europeia, 29 anos depois! O Voleibol feminino somou mais três pontos na luta pelo lugar de acesso à II Divisão e os Leões da Carambola são líderes da fase decisiva, em igualdade pontual com o FC Porto, adversário que venceram pela margem máxima. Eis o resumo, o mais completo possível:

Carambola | As duas vitórias de Domingo, primeiro por 3-1 sobre o Dragon Force e depois por 4-0 ante o FC Porto, permitem aos Leões ascender à liderança da tabela classificativa da final-six do Campeonato Nacional, em igualdade pontual com os azuis e brancos. Seguem-se duelos com GC Sul, SL Benfica, Leça FC e, novamente, Dragon Force e FC Porto.

Futebol masculino | A turma orientada por Jorge Jesus perdeu na primeira mão dos quartos de-final da Liga Europa por 2-0, frente ao Atlético de Madrid, e no fim-de-semana venceu o FC Paços de Ferreira por igual resultado na 29.ª jornada da Liga NOS. Segue-se nova semana de duplo confronto: quinta feira os Leões recebem o Atlético de Madrid na partida decisiva da eliminatória e Domingo vão ao Restelo para medir forças com o Belenenses.

Futebol de Praia | O Sporting CP venceu o CF Belenenses por 8-5 nas meias-finais da Liga de Inverno. Pelos Leões anotaram Eustáquio, Madjer, Ricardinho (2), Coimbra, Duarte, Batalha e Zé Maria.

Futsal feminino | Regresso aos triunfos com reviravolta frente ao Vermoim (1-3), o que faz com que as Leoas consolidem o terceiro lugar. Seguem-se os quartos-de-final da Taça de Portugal com a deslocação ao reduto do CRC Quinta dos Lombos.

Futsal masculino | Goleada elucidativa (11-0) na recepção ao Unidos Pinheirense, com golos de Divanei, Cardinal (3), Merlim, Deo, Cavinato (2) e Dani, sendo que a formação de Valbom viria ainda a registar um auto-golo. Na próxima jornada, os bicampeões nacionais vão até ao Barreiro defrontar o GD Fabril.

O futsal cilindrou o Pinheirense e mantém-se líder
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futsal

Hóquei em Patins | Passaporte para a final-four da Liga Europeia carimbado com repetição do triunfo da primeira mão dos quartos-de-final (3-2), perfazendo um agregado de 6-4 no conjunto da eliminatória. Num jogo bem disputado, João Pinto e Vítor Hugo (2) foram os autores dos golos leoninos, enquanto que do lado dos forasteiros marcou Pedro Moreira por duas vezes. O próximo jogo dos Leões de Paulo Freitas será no dia dezanove de Abril, em Valongo, para a vigésima jornada do Campeonato Nacional.

“Clássico” à vista: Um duelo de titãs

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Com a reta final do campeonato a aproximar-se, e com um “clássico” a ferver a menos de uma semana, com FC Porto e SL Benfica separados por apenas um ponto, é chegada a hora das grandes decisões. Para além da liderança, o “clássico” vai marcar também o confronto entre Sérgio Conceição e Rui Vitória, que nos últimos tempos têm mantido um debate aceso.

Na conferência de imprensa após o jogo com o Vitória SC, o treinador portista atacou Rui Vitória lançando farpas relacionadas com as recentes arbitragens e as decisões do videoárbitro. Mais tarde, Rui Vitória defendia-se com aquilo que tinha sido um ataque ao SL Benfica, e não diretamente ao treinador.

Numa altura em que o FC Porto tem a oportunidade de voltar a atacar a liderança do campeonato, Rui Vitória tem a seu favor o facto de nunca ter perdido contra Sérgio Conceição, tendo o único desaire do treinador benfiquista sido no dérbi minhoto enquanto treinador do Vitória SC.

Rui Vitória é um treinador com provas dadas
Fonte: SL Benfica

Com Rui Vitória a provar que é um treinador com qualidade, após ter já conquistado um bicampeonato pelo SL Benfica, Sérgio Conceição aparece agora a provar que é, sem sombra de dúvidas, a melhor aposta do clube azul e branco desde o início desta seca de títulos no Dragão. O treinador azul e branco veio trazer confiança e bom futebol aos adeptos portistas, que há muito não se via no Dragão. Apesar de perdida a liderança no passado fim de semana, a confiança parece permanecer na equipa portista, que se mantém unida e voltou às vitórias e boas exibições frente ao Desportivo das Aves.

Sérgio Conceição é o treinador-sensação da época
Fonte: FC Porto

Apesar do clima mais tenso entre os dois, ambos sempre demonstraram uma postura correta dentro das quatro linhas e domingo não será, certamente, diferente daquilo que tem sido habitual entre os dois: um respeito mútuo entre os dois treinadores das melhores equipas portuguesas.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

WWE Wrestlemania 34: Uma noite de surpresas!

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Terminada mais uma edição da Wrestlemania, está na hora de fazer as contas de tudo o que se passou em Nova Orleães.

A noite esteve repleta de surpresas e surpreendeu tudo e todos com alguns momentos históricos e decisões controversas. Este é um resumo de um PPV que teve um pouco de tudo e que, certamente, dará que falar nos próximos dias.

Foto de Capa: WWE

Os novos campeões do futebol brasileiro


Nesse último final de semana tivemos o encerramento dos principais campeonatos estaduais do Brasil. Nesse artigo faço um balanço dos principais vencedores.

Espanha: Seleção candidata, mas pouco falada

Depois de um Mundial 2014 e um Euro 2016 pouco conseguidos, a Espanha, a seleção mais titulada dos últimos 10 anos, decidiu mudar de técnico. Para o lugar do experiente Vicente del Bosque, entrou Julen Lopetegui, treinador basco com uma passagem mal-sucedida por Portugal, mas um historial de qualidade ao comando das seleções jovens de Espanha.

Tendo concluído a fase de apuramento para o Mundial com grande facilidade, e no primeiro lugar do seu grupo, a La Roja mostrou estar a voltar aos níveis de épocas anteriores. No entanto, talvez pela falta de currículo do seu selecionador, ou pelo facto de, nos últimos anos, ainda não ter aparecido em Espanha um craque que se destaque dos restantes grandes jogadores espanhóis, a seleção não é, à partida, considerada uma candidata tão forte como noutras provas transatas.

A base da seleção continua a mesma, com jogadores como Sergio Ramos, Piqué, Iniesta, Busquets, ou Alba, a serem há várias épocas das principais figuras da equipa. Se, por um lado, continuam a manter um nível alto, em termos futebolísticos, também é verdade que ficaram associados a dois falhanços seguidos da Seleção, no Mundial no Brasil, e no Euro em França. Ao partir para a Rússia sem um conjunto de jogadores novos, que consiga rivalizar com os mais antigos em termos de qualidade, a Espanha é vista um pouco de lado pela crítica, que talvez ache que a época da maioria destes futebolistas já passou.

Mas a verdade é que a chegada de Lopetegui reavivou e uniu um pouco a equipa, apaziguando ao mesmo tempo as divergências entre jogadores do Real Madrid e Barcelona. Para além disso, a entrada de novos valores na seleção, como Ñiguez, Vázquez, Asensio, ou Rodrigo, fez com que, atualmente, a equipa seja muito completa, com jogadores experientes, mas também com a juventude que faltou noutras convocatórias.

Ao contrário do que se tem apontado, a Espanha é tão candidata à conquista do Mundial como outras grandes seleções, nomeadamente o Brasil, a França, ou a Alemanha.

Com um grupo de jogadores muito heterogéneo, mas também mais coeso que em outras alturas, a La Roja é, provavelmente, a equipa de topo mais subvalorizada do Mundial.

A seleção espanhola goleou, recentemente, a Argentina por 6-1
Fonte: SE Futbol

Curiosamente, para este Mundial verifica-se uma inversão na percepção das seleções de Portugal e Espanha. Durante anos, a seleção portuguesa era vista como um coletivo de jogadores talentosos, que, por inexperiência, acabava por perder em momentos decisivos das competições. Foi assim no Euro 2000, Euro 2004, e Mundial 2006. Nessa época, era possível afirmar que os espanhóis tinham seleções inferiores a Portugal, no entanto, foram sempre vistos como superiores, ou mais favoritos à conquista das provas em que estavam inseridos.

Atualmente, a seleção de Fernando Santos tem o estatuto de campeã europeia, e graças a contar com o melhor jogador do mundo, entra, pela primeira vez, num torneio de seleções apontada como uma das candidatas à vitória. A expetativa é muito alta, mas a verdade é que, quando comparados, o conjunto espanhol é mais forte, mesmo que não tenha a efusividade que rodeia Portugal neste momento.

O facto das duas equipas estarem no mesmo grupo no Mundial, realça a subvalorização do conjunto de Lopetegui. A seleção portuguesa é uma equipa operária, unida, com forte rigor defensivo, que gira em torno do seu melhor jogador, Ronaldo. A Espanha tem um futebol de posse e ofensivo, sendo os seus jogadores ou veteranos, ou futebolistas que ainda não atingiram o auge das suas carreiras. A La Roja pratica um futebol mais atrativo que os portugueses, mas a falta de um jogador de classe mundial, que esteja no topo das suas capacidades, e que consiga resolver encontros sozinho, pesa na apreciação das duas equipas.

O confronto entre as duas seleções na fase de grupos do Mundial permite avaliar qual a verdadeira qualidade de ambos os países; se Portugal é realmente tão forte como se tem falado, e se a Espanha é um candidato sério, ou apenas uma equipa em construção e em fase de transição, e, portanto, não merecedora de mais elogios do que aqueles que têm sido feitos.

Porém, entre os espanhóis, há algo que é comum, dos jogadores mais velhos aos mais novos, e incluíndo até Lopetegui: a necessidade de provar algo. É com essa motivação extra que a seleção parte para a Rússia, o que é uma vantagem em relação aos seus adversários, e pode também ser a sua maior força.

Foto de capa: SE Futbol

O Rei da terra batida voltou e La Roja está nas meias-finais da Taça Davis

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Foi com alguma apreensão que o mundo do ténis viu o anúncio do líder do ranking ATP, dizendo que o seu regresso à competição seria na eliminatória entre a Espanha e a Alemanha, embate a contar para os quartos-de-final da Taça Davis. Por um lado, o espanhol iria regressar à competição “em casa” perante o apoio e conforto dos seus compatriotas e colegas, numa competição que é a sua cara disputada sob o seu piso predileto. Para além disso, estava garantido que disputaria, no máximo, dois encontros. Porém, se tudo isto indicava para uma excelente escolha, o próprio Rafa reconheceu que “voltar à competição e jogar encontros à melhor de cinco sets é mais duro do que eu gostaria”.

Mas foi mesmo nessas condições que Rafa fez o seu regresso oficial aos courts, depois de uma tentativa falhada de regresso em Acapulco, no início do mês de março. O tenista de Manacor foi recebido – como é apanágio do povo espanhol – em total euforia em plena Plaza de Toros de Valencia, aquando do seu primeiro compromisso com as cores de Espanha ao peito frente ao alemão Philipp Kohlschreiber.

Enquanto as casas de apostas refletiam as dúvidas de muitos e colocavam as odds bem mais altas que o habitual para um jogo em terra batida, em Espanha, entre Nadal e Kohlschreiber (algumas casas ofereceram 1.30 como recompensa por casa euro apostado no espanhol), o maiorquino não esteve com rodeios e cilindrou o alemão concedendo lhe apenas sete jogos em três sets, numa exibição que tirou um peso de cima dos ombros dos fãs de Rafa.

Nadal teve um regresso triunfante aos courts
Fonte: Davis Cup

Dando o primeiro ponto à seleção espanhola, Rafa assistiu a uma exibição não menos categórica por parte de Alexander Zverev – líder da comitiva germânica – que venceu Ferrer, igualando a eliminatória a um ponto. O sábado trouxe o já tradicional (pelo menos até ao próximo ano) encontro de pares que tantas vezes dita o destino final da eliminatória. A dupla espanhola Marc Lopez e Feliciano Lopez, largamente rotinada a jogar junta, era a clara favorita a vencer o encontro que os colocava frente a Jan-Lennard Struff e ao relativamente desconhecido Tim Puetz.

A arena ficou absolutamente aterrada quando os alemães venceram os dois primeiros sets, contrastando claramente com a euforia demonstrada quase quatro horas depois do início do encontro quando a dupla Lopez/Lopez venceu o 3.º e 4.º sets. A comitiva espanhola, que contou com as presenças de Bautista Agut, Carreño Busta, Ferrer, Nadal e do capitão Sergi Bruguera, estava em pulgas sendo Rafa o espelho de toda essa emoção, bem típica destes encontros de Taça Davis. No entanto, a frieza alemã revelou-se letal para os espanhóis e Puetz/Struff deram mesmo vantagem aos germânicos. 2-1 para a Alemanha, tudo por decidir no Domingo em que seriam disputados os encontros Nadal-Zverev e, em caso de empate, Ferrer-Kohlschreiber.

E à partida para este dia, os fãs de Taça Davis e de tudo o que a competição significa já esfregavam as mãos, pois Rafa iria – provavelmente – vencer Zverev, e tudo se decidiria no encontro de Ferrer e Kohlschreiber. E logo Ferrer! Mas começando pelo encontro matinal, Rafa mostrou-se mais uma vez imperial, fazendo lembrar os bons velhos tempos e “despachou” Zverev como quem bebe um copo de água – duas horas e 15 minutos foras mais que suficientes para Nadal cerrar os punhos e passar “a batata quente” a Ferru, na busca de colocar a Espanha nas primeiras meias-finais desde a edição de 2012.

13:40 era a hora marcada no relógio do court improvisado da Praça de Touros de Valência quando os protagonistas entraram em cena. Desde cedo se percebeu que o jogo tinha tudo para ser um osso duríssimo de roer para todos os presentes na praça, desde os jogadores aos adeptos passando pelos capitães. E as expetativas confirmaram-se. Fez-se história e durante mais de quatro horas e 30 minutos, Ferrer e Kohlschreiber deram um show digno de Taça Davis, e de tudo o que esta competição significa. Uma verdadeira lição àqueles que querem alterar o modelo da prova, encurtando os encontros. Um hino à modalidade, ao talento, e à capacidade de concentração e sacrifício por parte destes dois veteranos. Mas se há um clichê que se pode aplicar aqui – devidamente adaptado – é que encontro de Taça Davis dura o tempo que durar e no fim… ganha David Ferrer.

Ferrer decidiu a eliminatória a favor da Espanha
Fonte: Davis Cup

Aos 36 anos (36!), o valenciano ofereceu aos seus conterrâneos o terceiro e decisivo ponto num encontro memorável que terminou com os parciais de 7/6, 3/6, 7/6, 4/6, 7/5. Rafa e companheiros pularam como molas do banco acudindo e celebrando com a restante comitiva num momento bonito do ténis espanhol.

Fica então o registo de uma eliminatória fantástica, bem disputada, na qual o grande protagonista Rafael Nadal tranquilizou os mais receosos e mostrou-se forte e fresco fisicamente, dando boas indicações para a época de terra que aí vem e que será crucial em termos de pontos para o tenista das baleares.

Foto de Capa: Tenis España

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro