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Vitória FC 1-2 SL Benfica: vitória tirada a ferros

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O Benfica deslocou-se ao Bonfim para um confronto difícil. As equipas entraram para o aquecimento e tudo indicava que os onze iniciais se manteriam sem alterações. No entanto, ainda antes do início da partida, Rui Vitória foi obrigado a substituir Jonas pelo mexicano Raul Jimenez, que não era titular desde o jogo frente ao Manchester United, em terras de Nossa Majestade. O avançado brasileiro ter-se-à lesionado no aquecimento.

O Benfica entrou na partida com uma alteração inesperada e, aparentemente, com o pé esquerdo. Logo no terceiro minuto de jogo, Nuno Pinto cruzou a bola para Costinha e o Vitória inaugurou o marcador.

Os encarnados ainda tentaram reagir, mas todos os ataques resultaram em remates sem grande perigo para o guarda redes sadino, Cristiano. Até perto dos 25 minutos de jogo os homens de José Couceiro estiveram sempre mais perto do segundo, que o Benfica do empate.

Ainda assim, o atual campeão português não se deixou ir a baixo e começou a crescer no terreno e psicologicamente. Depois de alguns remates que assustaram a defensiva sadina, Raul Jimenez faz o golo do empate, aos 28 minutos, assistido por Rafa. Estava restabelecida a igualdade no Bonfim.

Depois do golo do Benfica, houve confrontos na bancada central, obrigando à intervenção da polícia. Bonfim cheio, para a festa que é o futebol. Festa essa estragada por meia dúzia de adeptos. Que triste é!

Até ao intervalo o Benfica voltou a criar algumas ocasiões de golo, sem sucesso, tal como o Vitória, que viu um golo de Edinho anulado por fora de jogo. Rúben Dias viu ainda um cartão amarelo, depois de uma falta cometida sobre o camisola 36 do Vitória, deixando assim o central fora do clássico.

O Benfica foi subindo de rendimento no “tiquetaquear” do relógio
Fonte: Bola na Rede

O Benfica entrou bem na segunda metade, mas tal não durou muito tempo. O Vitória entrou com garra e, por diversas vezes, poderia ter feito o segundo. Aos 62′ Edinho desperdiça uma oportunidade clara de golo e, no mesmo minuto, a equipa sadina ficou a pedir grande penalidade. O árbitro nada assinalou e o jogo seguiu no mesmo sentido: Vitória no ataque. Durante dez minutos, os encarnados estiveram sufocados pela pressão vitoriana, que acabou por não dar em nada.

O jogo seguiu sofrido. Rui Vitória mexeu na equipa, lançando Seferovic a jogo, saindo, assim, Rafa. Minutos depois, foi Grimaldo a ser substituído. O lateral pediu para sair e o técnico das águias não hesitou em meter Salvio em campo, recuando Cervi. E Salvio poderia ter feio o o segundo golo do Benfica! Mas sozinho, cara a cara com Cristiano, atirou por cima da baliza.

O Benfica pressionou, correu atrás do prejuízo, mas o Vitória foi cumprindo a sua parte. Aos 88′ minutos a bola ainda entrou na baliza de Cristiano, mas Jardel, o autor do cabeceamento, foi apanhado em fora de jogo.

Luís Godinho informou que o jogo teria mais cinco minutos para lá dos 90 e, de seguida, Luís Felipe faz falta sobre Salvio na área sadina. O juíz da partida não hesitou e marcou grande penalidade a favor dos encarnados. Raul Jimenez foi chamado ao dever e não falhou. Estava feito o 1-2 no Bonfim.

Nem o golo aos 90 desmotivou o Vitória que, até ao apito final, não desistiu e foi à procura do golo do empate. Não teve tempo e o Benfica acabou por sair vencedor, com uma vitória tirada a ferros. Três pontos importantes para o Benfica alcançar o tão desejado “penta”.

Foto de Capa: Bola na Rede

FC Arouca 0-1 Vitória SC B: Banho de água gelada atrasa candidato

A tarde já estava fria, mas João Correia encarregou-se de a gelar. Um golo no último lance decidiu um jogo nem sempre bem jogado, com superioridade minhota principalmente na segunda parte.

O Arouca entrava em campo de olhos na subida, podendo isolar-se no segundo posto em caso de vitória. Já os vimaranenses queriam dar seguimento a uma enorme segunda volta e escalar mais umas posições na tabela.

O jogo começou com a equipa da casa mais atrevida e podia ter inaugurado o marcador numa dupla-oportunidade de Roberto: primeiro foi Sakho que lhe tirou o pão da boca quando se preparava para encostar ao segundo poste e, no seguimento da jogada, rematou de bicicleta (qual Ronaldo qual quê) com a bola a embater no poste.

Depois dos primeiros dez minutos – que foram o melhor período dos comandados de Miguel Leal no jogo -, começou o festival de golos desperdiçados de Estupiñan: aos 11’, na cara de Bracali, atirou por cima e aos 28’, numa desatenção dos arouquenses, atirou novamente por alto. Roberto não lhe queria ficar atrás e continuava a desperdiçar, num cabeceamento à figura. Até ao intervalo, nota para um remate de Deyvison para as nuvens quando estava em boa posição e para uma jogada acutilante de Bruno Alves, que foi travada pelo guardião contrário.

Ao intervalo, o equilíbrio era nota dominante, com um Arouca ligeiramente mais perigoso.

Festa vitoriana pelo golo no último lance

No entanto, o Arouca quase não se viu na segunda parte, tendo os comandados de Vítor Campelos dominado e gerido os tempos de jogo a seu bel-prazer. Estupiñan continuava a desperdiçar oportunidades, destacando-se a mais clamorosa de todas: rouba a bola a um defesa arouquense, corre meio campo isolado e no cara-a-cara com Bracali permite a defesa ao brasileiro.

As oportunidades vitorianas sucediam-se e na sequência de um canto, Dênis rematou para grande estirada de Bracali. Aos 65’, foi a vez de Artur Abreu rematar, com a bola a embater no poste esquerdo da baliza arouquense. Mais perto do final, foi novamente Dênis, desta vez de cabeça, a ficar perto do golo.

Com o cronómetro a aproximar-se dos noventa minutos, o Arouca ia despejando bolas na frente sempre com mais coração do que cabeça. Foi aproveitando esse balanceamento ofensivo que os “bês” vitorianos chegaram ao golo: João Correia é lançado em velocidade, Bracali sai da área procurando cortar a bola, mas o avançado chegou primeiro e colocou-a por cima do guardião, entrando na baliza deserta para gáudio dos vitorianos. Não se jogou nem mais um segundo, já que Helder Malheiro soou o apito final ainda com todo o banco vimaranense em campo, a festejar o tento.

Pode considerar-se uma vitória justa da equipa mais madura em campo. A segunda parte dos arouquenses foi muito frouxa, com a ansiedade e a pressão de vencer para não comprometer a luta pela subida a não permitir jogar tranquilamente o seu futebol. Já o Vitória, com muitos elementos que já atuaram na equipa A, teve maioritariamente o controlo das operações, demonstrando-se muito calma e madura, sendo a equipa em melhor fase nesta Segunda Liga.

Sporting CP 3-2 UD Oliveirense: Sporting volta a vencer e apura-se para a Final-Four

Na tarde deste sábado e perante um pavilhão João Rocha com meia casa, o Sporting confirmou a vantagem trazida de Oliveira de Azeméis e voltou a derrotar a Oliveirense por 3-2, confirmando a qualificação para a Final-Four da Liga Europeia.

Numa partida com um começo dinâmico, o Sporting foi a equipa a conseguir as duas primeiras grandes oportunidades de golo, mas nem Pedro Gil ou Toni Pérez, que enrolou o esférico à barra, conseguiram inaugurar o marcador. Contudo, o golo não demorou muito a surgir. Em cima da marca dos três minutos, João Pinto, com um movimento diagonal, aproveitou um buraco existente na defesa da Oliveirense para fazer o 1-0.

A Oliveirense respondeu, mas Nuno Araújo não conseguiu bater Girão, que começava a abrir o livro. Isto, no que a defesas diz respeito.

Na frente, os leões cederam a iniciativa de jogo à Oliveirense que, apesar do muito tempo de posse de bola, não estava a conseguir incomodar o guardião leonino. As melhores chances surgiam a meio da primeira metade, com João Souto a disparar para uma bela defesa, com a máscara, de Girão e depois de uma perda de bola de Pedro Gil, também parada pelo guarda-redes da seleção nacional.

Jogados cerca de quatorze minutos, o Sporting que, quando em posse só arriscava pela certa, ficou perto do segundo, após uma belíssima movimentação que só não resultou em golo, devido a uma enorme parada de Puigbí.

Já com menos de dez minutos para se disputar, as redes voltaram a ficar perto de balançar. Primeiro, Jepi Selva, isolado, não conseguiu restabelecer o empate e no seguimento do lance, Ferran Font ficou perto de aumentar a vantagem sportinguista.

A cerca de seis minutos para o intervalo e na sequência de um lance de laboratório, Vítor Hugo disse sim a um passe aéreo de Font e apontou o 2-0. Minutos depois, a Oliveirense teve uma grande oportunidade para reduzir a diferença, mas Souto, que “apenas” tinha Girão pela frente, falhou a receção e deixou escapar o esférico.

Perto da entrada para os últimos sessenta segundos antes da pausa, o Sporting ficou perto do terceiro, mas Font não conseguiu dar o melhor seguimento a um passe aéreo de Vítor Hugo, tendo feito a redondinha esbarrar na trave.

Chegado o intervalo, o Sporting, com o seu pragmatismo e eficácia habituais, vencia por 2-0, 5-3 no total, de forma justa, contra uma Oliveirense que não conseguia encontrar o antídoto para superar a teia defensiva montada por Paulo Freitas.

Numa das principais jogadas de tarde, Ferran Font não conseguiu marcar, enviando o esférico ao travessão
Fonte: Carlos Silva Photography/BnR

A Oliveirense reentrou bem e ainda nem estavam jogados dois minutos quando Pedro Moreira, com uma grande stickada de meia distância, reduziu o marcador para 2-1. Passados alguns minutos, a equipa de Oliveira de Azeméis beneficiou de uma grande penalidade, devido a um atleta leonino ter cortado o esférico com o patim. Ricardo Barreiros assumiu a marcação da grande penalidade, mas Girão defendeu a stickada que saiu à figura.

Disputados oito minutos do segundo tempo, surgiu a 10ª falta da Oliveirense. Vítor Hugo foi o escolhido para a conversão do lance, mas acabou por enviar a bola ao poste direito da baliza defendida por Puigbí. Pouco depois, o Sporting voltou a ficar perto de marcar, mas Xevi travou um desvio de João Pinto. Sem arriscar muito, os leões iam tendo algumas oportunidades para marcar e a meio da segunda parte, Vítor Hugo aproveitou um ressalto de bola de uma stickada de Henrique Magalhães para fazer o 3-1.

Numa partida muito “morninha”, o Sporting ia controlando, não só, o resultado, como esforço despendido em pista. A União, por sua vez, não demonstrava ter capacidade para mudar o rumo dos acontecimentos e quando em posse, eram raras as situações em que conseguiam criar perigo real junto à baliza de Girão. Isto, também, devido a uma boa postura defensiva do conjunto verde e branco.

A faltarem menos de cinco minutos para o final, num contra-ataque de três para um, o quarto tento leonino esteve à vista, mas o “tiro” de Caio acertou em cheio na barra. Logo de seguida, o Sporting voltou a ficar bem perto de marcar, mas Puigbí impediu Vítor Hugo de chegar ao hat-trick. De seguida, os leões cometeram a sua 10.ª falta. Pedro Moreira, chamado à conversão, não desperdiçou e reduziu para 3-2.

Se se poderia pensar que o segundo golo da Oliveirense ia animar os últimos minutos da partida, isso acabou por não acontecer, pois, o Sporting, competente, controlava o esférico, preferindo manter a posse do mesmo ao invés de tentar mais um golo. A Oliveirense, ainda teve um ou outro lance através do génio de Bargalló, mas o resultado não mais se voltaria a alterar.

Finalizado o encontro, o Sporting levou de vencida a Oliveirense por 3-2 e conseguiu o apuramento para a Final-Four da Liga Europeia. Regressando à fase final da principal competição europeia de clubes de hóquei em patins, cerca de 30 anos depois da presença na final da Taça dos Campeões Europeus.

Nos restantes jogos da 2.ª mão dos quartos-de-final da Liga Europeia, o Porto atropelou o Benfica, ao golear os encarnados por 9-2 e em Espanha, o Barcelona recebeu e venceu o Follonica por 2-0, enquanto que o Reus deu a volta à eliminatória o derrotar o Liceo por 7-2.

Assim, os jogos das meias-finais da Final-Four que está marcada para os dias 12 e 13 de maio, em localização ainda por definir, são os seguintes:

Sporting CP – FC Porto

FC Barcelona – Reus Deportiu

Equipas:

Sporting CP

1-Ângelo Girão (GR), 9-Pedro Gil, 16-João Pinto (CAP.), 17-Matías Platero e 57-Toni Pérez

Jogaram ainda: 4-Ferran Font, 8-Caio, 30-Vítor Hugo e 88-Henrique Magalhães

Banco: 91-Zé Diogo Macedo

UD Oliveirense

88-Xevi Puigbí (GR), 4-Nuno Araújo, 7-Pedro Moreira, 9-Jordi Bargalló e 77-Ricardo Barreiros (CAP.)

Jogaram ainda: 29-Jepi Selva, 44-João Souto e 74-Pablo Cancela

Banco: 26-Domingos Pinho (GR) e 87-Jordi Burgaya

Manchester City FC 2-3 Manchester United FC: Vitória de um orgulho ferido

O derby mais aguardado da semana correspondeu a todo a expectativa em volta dele. O duelo foi intenso, tático, como não poderia deixar de ser. Um jogo com duas partes bem distinguíveis uma da outra.

A jogar em sua casa, mas não devido a esse fator, o City assumiu o jogo de circulação de bola com alguma naturalidade, mas sempre com critério. Por outro lado, o United comprometeu-se a marcar e pressionar com intensidade na segunda saída de bola, principalmente. Curiosa foi a marcação cerrada pretendida por Mourinho a Sterling. Um lance bem elucidativo disto dera-se aos 13 minutos, lance em que após ofensiva visitante, Alexis recua logo em sprint e dirige-se à zona de Sterling, que se debatia já com Ashley Young. Sterling é perigoso e Mourinho manteve-se alerta.

Aos 22’, um dos primeiros lances mais esclarecidos de perigo, que acabou com a recolha de De Gea. Bernardo Silva, em esforço, tentou ainda dar o toque subtil na bola, mas sem sucesso. A superioridade que os citizens denotavam traduziu-se em golo pouco depois. Kompany eleva-se após canto e não dá hipótese nenhuma a um guarda-redes que já nos habitou a belas defesa à queima-roupa. Não foi o caso! Kompany marcou e tudo indicava que iria ser a cereja no topo do bolo, o facto de ter marcado e posteriormente sagrar-se campeão…

Cinco minutos depois, e sem uma resposta de maior por parte dos em busca do prejuízo, o City faz o 2-0. Sem espinhas. Os vermelhos não levavam perigo à área contrária, os azuis não tinham grande pressa e iam amealhando uns golos.

Na segunda parte esperava-se uma resposta do Manchester United, mas ainda se poderia acreditar mais num acumular de golos dos visitados. Mas os red devils mostravam uma outra atitude, a atitude de não ter nada a perder. Sacudir uma inibição ou pressão que a suscitasse. Uns minutos depois de Gundogan ter ficado perto do terceiro, aos 53’, Pogba marca! Reduz para 2-1, mas a forma como chegam ao golo é brilhante. Pogba mostra a Mourinho uma qualidade muito forte, a de chegar com facilidade de entendimento com os seus companheiros à área, trazendo força, elevação e maior finalização.

O Manchester City, através dos seus jogadores médios e de ataque espalhavam boas trocas de bola, com uma classe indesmentível contida na fragância Guardiola. Mas Pogba estava mesmo num dia sim e empata o jogo cinco minutos após! À chegada da hora de jogo, a hora em que normalmente os jogos “começam” ou aquecem ou atingem o seu auge de concentração e disputa, ainda para mais num jogo como este, o resultado consistia num empate. De repente o jogo poderia cair para qualquer um dos lados, era impossível adivinhar o desfecho.

Um “jogaço” típico inglês é da mais alta emoção e suspense. O termo frenético deve ser oriundo de lá, porque cá não temos tido muito. Aos 69’, após cobrança de Alexis, outro central cabeceia para os fundos das redes, mas agora Chris Smalling, que vira o jogo. Inglaterra deve ser o país em que acontecem as mais milagrosas reviravoltas. Equipas capazes de duas faces, que quando apresentam a segunda ainda conseguem compensar a prestação da primeira…

Aos 72’ entrava Kevin de Bruyne, jogador que fez falta naquele meio campo, trabalhado por Guardiola com afinco, e não faz sentido apresentá-lo sem o belga. Contudo, o miolo do City funcionou bem na mesma, mas sem um box-to-box como De Bruyne, o nível é outro.

Em cima dos 90’, Agüero, que tinha entrado para o lugar do português Bernardo Silva, viu o empate ser negado após remate de cabeça! Após cruzamento da esquerda, Agüero tenta ser novamente uma espécie de herói (não como em 2012, óbvio), mas pelo menos bater De Gea e empatar o jogo. Poderia muito bem dar um tempo de compensação de maior qualidade ao espetador…

O derby escaldante acabou com a reviravolta obtida pelos segundos classificados, que assim adiam a já combinada festa do City.

Foto de capa: Premier League

Polémica em Suspenso?

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Depois da derrota por 2-0 em Madrid, com o Atlético de Madrid, em jogo referente à primeira mão dos quartos de final da Liga Europa, o presidente do clube de Alvalade proferiu duras criticas à equipa leonina através da rede social Facebook.

Em resposta à chamada de atenção do líder leonino, o plantel do Sporting respondeu na mesma “moeda” ao seu líder, dizendo entre outras coisas que “…todos os assuntos resolvem-se dentro do grupo”.

Com esta reação do plantel, Bruno de Carvalho decidiu suspender os jogadores que partilharam da mesma resposta às suas declarações, o que fazendo as contas, ficaríamos apenas com cinco ou seis jogadores do plantel principal à disposição de Jorge Jesus para o jogo de amanhã.

Com tudo isto, e juntando as notícias que foram saindo criou-se um cenário extremamente negro para o nosso clube, sobretudo no que ao restante da época diz respeito. Exigia-se uma resolução para breve desta polémica.

Jorge Jesus foi o único a falar em público durante o dia de hoje
Fonte: Sporting CP

Hoje, jogadores, presidente e treinador reuniram-se em Alvalade para resolverem todas as divergências. Da mesma acabou por sair fumo branco, pelo menos pela atitude dos jogadores, que saíram em conjunto para Alcochete, de modo a preparar a partida importante contra o clube pacense.

Jorge Jesus, técnico da equipa leonina, na conferência de imprensa ao jogo contra o Paços de Ferreira, a contar para a 29ª jornada do campeonato nacional, foi “bombardeado” com questões relativas ao incidente mais “badalado” do momento, como era espectado. Referiu que “tudo o que se passou na reunião fica entre nós”, uma frase que a mim me diz muito, e foi o que faltou anteriormente nos intervenientes deste incidente. Na reunião ficou ainda esclarecido que é o técnico da equipa, Jorge Jesus, que decide quem vai a jogo, ou seja, a suspensão que tanto se falou não foi avante. O mister leonino, solicitou ainda à massa adepta verde e branca, uma forte adesão ao jogo, para que a vitória esteja mais próxima. Deixou ainda claro que Fábio Coentrão se queda e que não foi dispensado, como foi amplamente noticiado durante a madrugada e dia de hoje. No meio disto tudo, só há uma certeza: nesta reunião ficou decidido que, acima de tudo, estão os interesses do Sporting Clube de Portugal. Mas o que quererá dizer isto?

Para o jogo de amanhã, Jorge Jesus não pode contar com: Piccini (castigado); Bruno César, William Carvalho (lesionados); Fábio Coentrão e Bryan Ruiz (em dúvida).

Eu, no meio de toda a polémica, só tenho uma certeza: Somos Sporting.

Foto de Capa: Sporting CP

 

Perdidos no tempo: Diego

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Há jogadores que simplesmente te marcam! Seja por marcar muitos golos, fazer muitas assistências, defender bem, ter qualidade de passe, fica a critério de cada adepto o porquê de gostar ou não de um certo jogador. No meu caso, Diego Ribas da Cunha foi o primeiro jogador de futebol que aprendi a admirar. Não por ser o mais rápido nem o melhor, mas simplesmente pela forma como jogava e por ter chegado ao meu clube do coração ainda jovem e com um pesado legado nas suas costas, o de Deco. Mas já lá vamos.

A carreira profissional de Diego iniciou-se com apenas 16 anos, no Santos FC, numa altura em que se privilegiava os produtos da formação. Diego e Robinho eram os jovens de maior destaque e, juntos, formaram uma dupla temível conduzindo a equipa brasileira à conquista de um título histórico que lhes escapava há 17 anos: o campeonato brasileiro. Com apenas 19 anos Diego já era capitão de equipa, era presença assídua na seleção brasileira e, ao longo das duas épocas com o emblema do Santos FC, marcou 35 golos.

Diego mostrou ser um diamante por lapidar e os grandes tubarões europeus rapidamente demonstraram interesse. Foi o FC Porto, na altura os campeões europeus, que asseguraram a contratação do médio talentoso. Quando Diego chegou ao Dragão o objetivo da sua contratação era claro! Diego vinha para ser o sucessor do mágico Deco e a sua missão era a de ser o novo maestro dos azuis e brancos. Os dragões tinham perdido algumas das principais figuras, tais como Ricardo Carvalho, Deco e claro, José Mourinho. Diego foi a maior aposta e chegava ao Dragão como a contratação da temporada, num negócio a rondar os sete milhões. Apesar de nunca ter chegado ao nível de Deco enquanto jogava no FC Porto, Diego realizou duas épocas muito positivas nas quais conquistou uma Supertaça de Portugal, uma Taça Intercontinental, uma Liga Portuguesa e uma Taça de Portugal.

Em 2006 Diego rumava ao campeonato germânico para representar o SV Werder Bremen saindo por uma modesta verba de seis milhões de euros. Nesta sua primeira passagem pela Alemanha Diego viveu três anos mágicos e os três melhores anos da carreira. Protagonista de lances geniais e exibições de sonho, Diego foi eleito logo na época de estreia como o melhor jogador do campeonato, na temporada 2006/07. Ao serviço do SV Werder Bremen conquistou uma Taça da Liga Alemã, um vice-campeonato da Bundesliga e conduziu a sua equipa a uma histórica final europeia na Taça UEFA, onde marcou seis golos em oito jogos. Ainda no seu jogo de despedida, Diego arrecadou mais um troféu ao vencer o Bayer 04 Leverkusen na final da Taça da Alemanha, despedindo-se em grande estilo ao fazer a assistência para golo.

As excelentes épocas realizadas por Diego não passavam despercebidas a ninguém e o destino do craque brasileiro passava agora pelo gigante italiano, Juventus FC, que desembolsou uns incríveis 24,5 milhões de euros para contar com os serviços do médio-sensação. Ao serviço dos italianos Diego teve um início de época fulgurante e avassalador, contribuindo com várias assistências e golos em poucos jogos. No entanto, uma pequena lesão que o afastou durante duas semanas fez com que Diego perdesse espaço e, ao entrar para a época seguinte, o médio viria mesmo a ser vendido pois não encaixava no sistema tático do novo treinador, Luigi Del Neri (esse mesmo).

De regresso à Alemanha, desta vez para representar o VfL Wolfsburg, Diego viveu um período de altos e baixos e a sua segunda vida no campeonato alemão não foi tão brilhante como a primeira. No VfL Wolfsburg Diego foi disciplinado pelo clube e consequentemente emprestado ao Atlético de Madrid, onde foi campeão da Liga Europa, o que lhe valeu o regresso aos germânicos. Foram épocas irregulares na carreira do jogador, mas que ainda assim lhe valeram um registo interessante de 24 golos em 87 jogos enquanto jogador do VfL Wolfsburg.

Os melhores anos da carreira de Diego foram no campeonato alemão ao serviço do SV Werder Bremen e VfL Wolfsburg, onde marcou 79 golos no total
Fonte: VfL Wolfsburg

Com 30 anos, Diego via-se pela primeira vez perdido no tempo e foi no campeonato turco, ao serviço do Fenerbahçe FK, que procurou relançar a carreira. Longe dos seus anos de glória, Diego realizou um campeonato razoável com exibições discretas nas duas épocas que realizou ao serviço do clube.

Hoje em dia, com 33 anos, Diego está de volta ao Brasil para representar o CR Flamengo, depois de 12 anos a jogar em campeonatos europeus. Quando muitos pensavam que Diego estaria acabado, eis que o jogador surpreende tudo e todos assumindo-se como um dos jogadores de maior destaque não só na sua equipa, como também em todo o campeonato brasileiro. Diego veio acrescentar qualidade ao CR Flamengo e a sua influência é visível acumulando 26 golos em 83 jogos pelo caminho.

A carreira de Diego, apesar de ter vários altos e baixos, não deixa de ser bastante interessante e positiva. O brasileiro amealhou, ao longo de várias épocas, títulos nacionais e internacionais um pouco por todo o mundo. Para mim não restam dúvidas que, se não tivesse passado por alguns momentos de inconsistência na carreira, Diego tinha tudo para ser o tão prometido sucessor de Deco e um dos melhores maestros dos tempos modernos. Uma carreira bastante interessante mas fica a sensação que, face ao potencial de Diego, podia ter chegado muito mais longe.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

SC Covilhã 2–0 Varzim SC: Serranos vitoriosos no dilúvio pela manutenção

O Sporting da Covilhã e o Varzim Sport Club, sem aspirações de subida nesta altura do campeonato, lutavam pela manutenção assegurada o mais rápido possível nesta tarde com poucos espectadores no Estádio Santos Pinto. A equipa da casa regressou às vitórias após ter perdido contra o Académico de Viseu, o Varzim perdeu após ter conquistado uma vitória moralizadora durante a semana frente ao FC Porto B.

Foi uma tarde bastante chuvosa aquela que os jogadores do Sporting da Covilhã e Varzim Sport Club enfrentaram pela frente neste jogo da 32.ª jornada da Segunda Liga. A primeira parte disputou-se sob uma constante chuva que teimava em não parar e isso refletiu-se no jogo disputado também.

Uma primeira parte muito disputada a meio-campo e com a bola a circular muito pelo ar, ambas as equipas optavam pelos cruzamentos como forma de chegarem com perigo às balizas adversárias. O primeiro sinal de perigo veio da equipa que viajou da Povoa de Varzim aos 20 minutos, cruzamento largo e tenso para o cabeceamento de Jeferson que obrigou à defesa aperta do guarda-redes serrano desta tarde, Vítor São Bento, defesa incompleta com a bola ainda a embater no poste. Estava dado o primeiro aviso e os cruzamentos prometiam não parar.

O Sporting da Covilhã ia pontualmente fazendo o mesmo, com transições rápidas para o ataque sempre por uma das alas tentando procurar a finalização dos avançados de serviço, Onyeka e Fatai, foram ainda alguns cruzamentos que provocaram um suspiro nas bancadas do Estádio Santos Pinto, os leões da serra estavam perto do golo, mas faltava sempre o último toque.

O marcador seria inaugurado à passagem do minuto 31, numa distração da equipa do Varzim. Zarabi encarregue de marcar um livre bem longe da grande área, chutou forte e encontrou Onyeka à entrada da área que de primeira assistiu Reinildo para o golo do Sporting da Covilhã, grande jogada do Sporting da Covilhã a três toques e com os povoenses apenas a assistir.

Fonte: Bola na Rede

A segunda parte trouxe uma novidade: o Sol. A chuva deu finalmente um descanso às duas equipas, e tivemos um jogo mais fluido, ainda que o relvado tenha ficado bastante alagado em algumas partes do relvado, derivado da chuva que se fez sentir durante a primeira parte, o trato da bola continuava a ser maioritariamente pelo ar, mas os espetadores presentes puderam assistir a um jogo mais pelo chão do que aquele que se viu até então.

E foi num desses pequenos momentos do jogo que o Sporting da Covilhã esteve novamente perto de marcar o golo, bola a circular rapidamente pelo chão, Onyeka a colocar de primeira em Fatai que vê Reinildo a entrar na grande área para lhe colocar a bola pelo ar com o jogador guineense a falhar escandalosamente rematando de cabeça para ao lado da baliza, estávamos com 58 minutos de jogo nesta altura.

O Varzim passou a pressionar mais o meio-campo serrano e a tentar a todo o custo chegar à igualdade, mas faltava muita qualidade na decisão no último terço, a única oportunidade de realce do Varzim neste período foi na sequência de um pontapé de canto com Macedo a rematar de fora da área depois de um corte da defesa serrana para grande defesa do guardião serrano, Vítor São Bento.

E foi neste período de maior domínio por parte da equipa povoense que o Sporting da Covilhã ampliou a sua vantagem no marcador, grande (mais uma) distração da defesa do Varzim que perde a bola para o recém-entrado Raul que de fora de área faz um chapéu ao guarda-redes Paulo Vítor que se encontrava bem afastado da baliza. Grande golo do Sporting da Covilhã e como foi festejado este golo pelos jogadores do Sporting da Covilhã.

E se o Varzim já estava por cima do jogo na altura do segundo golo do Sporting da Covilhã este domínio ainda mais se acentuou, os alvinegros chegavam a ocupar o meio campo serrano com 10 jogadores deixando apenas o seu guarda-redes mais recuado, mas a verdade é que o problema no último terço do campo, ou seja na decisão, continuava. Muita posse de bola e muito domínio, mas pouco se traduziu em situações de perigo, o Sporting da Covilhã completamente satisfeito com o resultado procurava explorar apenas o contra-ataque nas perdas de bola da equipa do Varzim.

A última e grande ocasião do Varzim para reduzir o resultado surgiu nos minutos finais com Malele a rematar para a baliza serrana e Zarabi a cortar bem perto da linha de golo. O Sporting da Covilhã regressava às vitórias e levava três importantes pontos na luta da manutenção.

SC Covilhã

Vítor São Bento; João Dias, Gilberto, Joel , Indio(Raul), Fatai; Paulo Henrique, Zarabi, Reinildo(Renato Reis); Makouta e Onyeka (Seidi).

Varzim SC

Paulo Vítor; Luis Alberto, Nelsinho, Stanley(Pintassilgo), Macedo(Diogo Ramos); Mário Sérgio, Jeferson, N.Agra, Estrela(Malele); R.Coentrão e Ruan Teles

GD Estoril-Praia 1-1 CS Marítimo: Barco canarinho afunda mais um bocado

O Estoril-Praia entrava para este jogo com a corda ao pescoço: a necessidade de fazer pontos era mais que muita para poder tentar fugir à despromoção. Ivo Vieira promoveu algumas alterações para esta partida em relação à última jornada, fazendo entrar Allano, Fernando Fonseca e Pêpê, pelos lugares de Victor Andrade, Eduardo e Mano. Por sua vez, Daniel Ramos não mexeu na onze com que goleou o Feirense por 4-1.

Após o apito inicial, foi a equipa canarinha a procurar terrenos mais avançados, tentando desde cedo marcar o ritmo. Lucas Evangelista esteve sempre pronto para arrancar os ataques da sua equipa, sendo muito procurado pelos seus colegas. O primeiro lance de perigo acabou mesmo por pertencer ao Estoril-Praia, pelos pés de Ewandro, em que o guarda-redes maritimista vê a bola passar muito perto do seu poste esquerdo.

A partida estava a ser muito disputada a meio-campo e, apesar do grande fulgor atacante que a equipa da linha parecia ter no início do jogo, os primeiros trinta minutos acabaram por não ter muitas ocasiões de golo, exceptuando um remate de Pêpê que saiu muito ao lado e de uma jogada bem trabalhada por Ricardo Valente na ala com Joel a desperdiçar.

O Estoril acabou por beneficiar de uma grande penalidade à meia hora de jogo. Fernando Fonseca cruza para a área, onde aparece Bruno Gomes a rematar prensado e Bebeto, ao tentar evitar o canto, colocou o braço à bola. Lucas Evangelista não perdoa: bola para um lado e guarda-redes para o outro. O Estoril via-se então a ganhar e pronto para lutar pela manutenção no campeonato.

O Marítimo não baixou os braços e tentava atacar a baliza estorilista, contudo não conseguia chegar com sucesso ao golo, sendo Joel o mais inconformado com a desvantagem. A equipa do Estoril-Praia foi para o descanso a vencer por 1-0 e parecia tudo estar composto para poder respirar um pouco.

Lucas Evangelista foi o herói da primeira parte
Fonte: GD Estoril-Praia

A segunda parte começou novamente com o Estoril-Praia a querer dilatar o resultado, com a esperança de sair, pelo menos provisoriamente, da zona de despromoção. Apesar disto, foi mesmo a equipa madeirense a empatar o jogo. Depois de um canto batido do lado esquerdo do ataque, Joel, parecendo suspenso no ar, cabeceou forte da marca de grande penalidade para perto e igualou o marcador.

Os estorilistas continuaram a procurar o golo e a entrada de Victor Andrade para a ala direita do ataque avivou cada vez mais esse desejo. O extremo brasileiro veio mexer com o lado ofensivo, tendo bastantes jogadas individuais de qualidade.

Se de um lado o Marítimo beneficiou de uma oportunidade flagrante para se colocar em vantagem, não acontecendo por um corte ao limite pela defensiva estorilista, do outro era Victor Andrade que, contra o mundo, ultrapassava os adversários e chegava à linha de fundo para cruzar, com os seus colegas a não terem sucesso na finalização.Um destes casos foi o de Eduardo: Este recebe a bola de Victor Andrade e remata de zona frontal e fora da área; ainda se chegou a gritar golo no António Coimbra da Mota, porém a bola passou a escassos centímetros da baliza insular. A turma da casa já começava a dar mostras que merecia um golo, mas por infortúnio este não estava a aparecer.

Aos 94 minutos de jogo, Victor Andrade sofre falta e Luís Ferreira, que inicialmente tinha apontado para a marca de grande penalidade, consultou o VAR e decide afinal que, no momento da falta, os jogadores estavam fora da grande área, tudo sob grande contestação dos adeptos do Estoril. O pontapé livre acaba por ficar preso na barreira, com o jogo a acabar pouco depois, apesar de se ter pedido uma nova grande penalidade por nova falta sobre Victor Andrade.

O empate acaba por saber a pouco à equipa da casa, que vê assim cada vez mais hipotecada a sua manutenção, mesmo sendo injusto este empate. Do outro lado, Daniel Ramos pouco fez para que o rumo dos acontecimentos fosse diferente do que realmente se passou, podendo dar graças ao VAR pela não marcação de uma grande penalidade bastante duvidosa na sua área.

Como jogou o Estoril-Praia: Renan Ribeiro, Ailton, Dankler, Bruno Gomes, Allano, Fernando Fonseca, Gonçalo, Lucas Envangelista, Halliche, Ewandro e Pêpe.

Substituições: Victor Andrade (Ewandro, 59′), Eduardo (Pêpê, 67′) e André Claro (Allano, 77′)

Como jogou o Marítimo: Abedzadeh, Pablo Santos, Rúben Ferreira, Zainadine, Correa, Jean Cleber,Rodrigo Pinho, Fabrício, Bebeto, Ricardo Valente e Joel.

Substituições: Gharyzan (Ricardo Valente, 75′), Gamboa (Rodrigo Pinho, 84′) e Diney (Fabrício, 91′)

 

A caminho do Penta?

Depois de andar 28 jornadas na sombra do FC Porto, o Benfica alcançou a liderança. Os encarnados nunca estiveram tão próximos de almejarem o tão cobiçado penta.

Um início atribulado, com resultados longe de serem cintilantes na Liga, Taças e Champions, fazia antever uma temporada despida de troféus para o Benfica. Rui Vitória manteve a calma e, tal como nas duas épocas anteriores, apontou sempre para o facto de o campeonato ser uma maratona, lembrando os muitos pontos por disputar. Após uma alteração estrutural no sistema tático, e de constituir um onze sólido, elementos que demoraram quase meia época a cimentar, o Benfica tornou-se, enfim, na melhor equipa a praticar futebol em Portugal.

No entanto, é sabido que jogar bem não é garante de títulos. E o Benfica, apesar de se ter superiorizado ao Porto em relação à qualidade de jogo e de ter alcançado, de janeiro até hoje, uma regularidade assinalável, tinha sempre 5 pontos de desvantagem em relação ao primeiro lugar. Significava que só um percalço do rival do Norte podia colocar o Benfica na rota do título.

E eis que, no espaço de três jornadas, o Porto perde 6 pontos. O Benfica é agora líder pela primeira vez na temporada e os sinais, se se olhar para a história recente, auguram otimismo. Com Rui Vitória, sempre que o Benfica chegou à liderança nunca mais a deixou. A força mental da equipa, nestes momentos, é determinante e aqui não haverá, seguramente, nenhuma equipa no presente campeonato que se possa equiparar. Jogadores como Jardel, André Almeida, Fejsa, Pizzi, Salvio e Jonas são tetracampeões, estando, por isso, mais que habituados a estas andanças. Na hora H, não comprometem.

O Benfica é o melhor ataque do campeonato
Fonte: SL Benfica

A questão que se coloca agora está relacionada com o calendário. O Benfica, que não terá hoje um jogo fácil em Setúbal, joga com Porto e Sporting. O clássico com os dragões ganha um contorno decisivo caso o Benfica vença. Se vencer, é campeão. Aumenta para 4 os pontos de vantagem sobre o Porto e, até final, podendo dar-se ao luxo de perder em Alvalade.

No caso de derrota ou empate no clássico, o Benfica é obrigado a vencer os leões, e aí o jogo terá outra dimensão. Torna-se crucial para o título do Benfica e relevante para o Sporting, sobretudo para Bruno de Carvalho determinar se mantém Jorge Jesus no comando técnico da equipa; na eventualidade de não vencer em Alvalade, os encarnados terão de esperar um deslize do Porto, que defronta, na qualidade de visitante, Vitória de Guimarães e Marítimo, jogos de grau de dificuldade elevado, especialmente o último – nos últimos 4 anos, os dragões não venceram no Barreiro. No entanto, nenhum destes adversários tem o valor do Sporting.

Fazer prognósticos nesta fase é sempre um exercício fútil. Mas uma coisa é certa: o Benfica tem mais jogadores acostumados às decisões; o Porto, não. O Benfica terá de ir a Alvalade; o Porto desloca-se à Madeira e a Guimarães.

Foto de Capa: SL Benfica

CD Nacional 1-0 Académica OAF: Bicicleta de Ricardo deu avanço ao Nacional

À entrada para a 32.ª jornada da Segunda Liga, o CD Nacional e o Académica OAF ocupavam, respetivamente, o primeiro e quinto posto, pelo que o encontro entre ambos, na Madeira, se adivinhava como um jogo quente na luta pela subida.

Com um novo técnico no banco, a equipa de Quim Machado entrou com a intenção de mostrar serviço e recuperar folgo para o final do campeonato, ainda com o objetivo da promoção bem presente. Desde cedo se percebeu, também por isso, que o equilíbrio seria uma constante ao longo do jogo.

A maioria das iniciativas pertencia ao Nacional, mas os ‘estudantes’ mostravam-se ameaçadores quando rondavam a baliza de Daniel Guimarães, que se destacou na primeira parte com um par de grandes intervenções.

Até ao intervalo, contudo, foi mesmo o nulo a imperar. Só após o reatamento se chegou ao golo na Choupana. Ao cabo de uns oito minutos de caudal ofensivo bem intenso, o Nacional chegou finalmente ao golo – e que golo – quando o cronómetro marcava os 54 minutos. Numa semana marcada pelo golo de ‘bicicleta’ apontado por Ronaldo, Ricardo Gomes não quis ficar atrás e parou a bola antes de finalizar com o seu próprio remate acrobático.

Ricardo Gomes assinou um golo de belo efeito, a concluir uma boa jogada coletiva
Fonte: Bola na Rede

O golo sofrido obrigou a uma reação da Académica e a entrada de Femi Balogun ainda conseguiu trazer algum fulgor ao tímido ataque da briosa. Irrequieto, o nigeriano furou por duas vezes o bloco defensivo alvinegro, em jogadas quase brilhantes, que se perderam nos cortes providenciais de Diogo Coelho.

A equipa da casa ainda dispôs de um par de oportunidades para aumentar a vantagem, mas o grosso das investidas pertenceu aos visitantes, que também ‘cheiraram’ o golo por algumas vezes, embora sem capacidade para alterar o rumo do jogo.

Com a derrota na estreia de Quim Machado ao leme da formação de Coimbra, os ‘estudantes’ ficam assim mais longe da subida, aumento para oito pontos a distância para o Nacional. A equipa de Costinha, por seu turno, chegou assim ao décimo jogo sem perder, cimentando o primeiro posto, antes da entrada em campo do segundo classificado, CD Santa Clara.

CD Nacional

Daniel Guimarães, Nuno Campos, Júlio César, Diogo Coelho, Elízio, Christian, Jota (Diego Barcelos, 70’), Vítor Gonçalves (Kaká, 89’), João Camacho, Murilo (Witi, 76’) e Ricardo Gomes

Académica OAF

Ricardo Ribeiro, Mike, João Real, Brendon, Nélson Pedroso, Ricardo Dias, Chiquinho, Zé Tiago (Femi Balogun, 59’), Marinho (Piqueti, 76’), Luisinho e Tozé Marreco (Alan Junior, 59’)